Não é só ruindade do elenco, tem algo podre nos bastidores…

O Vitória segue sua sina de vexames no Brasileirão. Ontem foi a sexta goleada no Brasileirão…a sexta em 19 jogos. Dos últimos oito jogos do Vitória na Série A, cinco deles terminaram em goleadas favoráveis ao adversário com o placar sendo 3×0, 4×0 ou 4×1. Apenas em 3 não fomos goleados e destes apenas dois triunfos magérrimos de 1×0 e o empate com o Cruzeiro. O Vitória não é o pior elenco da competição, mas não é mesmo. Não somos inferiores aos plantéis do Paraná, Chapecoense, Sport e Ceará, entretanto estamos tendo desempenho em campo pior. Muito pior.

Nesta rodada que termina hoje á noite com o duelo entre Vasco x Ceará no Rio de Janeiro, o Internacional penou pra vencer o Paraná, no Beira-Rio lotado (45 mil colorados) por 1×0, com gol de falta aos 50 minutos. A Chapecoense dificultou o máximo o São Paulo, que vencia pelo placar mínimo de 1×0 e conseguiu seu segundo gol também nos minutos finais. O Paraná, que é o lanterna, tomou até agora 25 gols nos 19 jogos iniciais do Brasileirão e o Vitória, 39!!! Alguém aqui acha realmente que a zaga do Paraná é superior a nossa, olhando individualmente os atletas? Alguém do sistema defensivo paranista seria titular inconteste aqui? A zaga do Ceará, que passou o primeiro turno todo apanhando e que só veio a fazer seu primeiro triunfo após a parada da copa, tomou a metade dos gols que o Vitória sofreu. Zagueiros, laterais e volantes do Ceará seriam titulares inconteste aqui no Vitória?

Portanto, não é questão de termos as piores peças. Está faltando vontade, gana, disposição, seriedade e foco no trabalho. Carpegiani chegou na terça-feira e ontem já explanou sobre isso. Até onde sei, os salários estão em dia e por isso mesmo eu estou sem entender o que está acontecendo para os jogadores atuarem de forma tão indolentes nas partidas. O que tem de podre no reino de Ricardo David? Pois se o elenco está descompromissado, sem vontade e sem tesão em jogar pra buscar as vitórias, é porque a diretoria está falhando em algo com o elenco. Será que o bicho por partida foi retirado? Frise-se que, de certa forma eu concordo desta eliminação, pois jogador já ganha muito bem mensalmente e vencer partidas é intrínseco a função do jogador. Todo jogador tem que ter dentro de si a competitividade, o gosto de vencer os jogos e isso não precisa de “grana extra” não!

Falar e prometer em campanha é fácil, difícil é fazer, né Ricardo?

Tem outra hipótese que eu pensei aqui, mas é tão maluca e extravagante, que por enquanto vou manter apenas em minha cuca, porque é muito difícil imaginá-la como real e se for, mostra o quanto uma pessoa consegue ser influente de forma negativa e de que realmente, vale tudo para se chegar ao Poder! Enfim, o Vitória está à deriva. O presidente Ricardo David, que tanto falava mal dos outros, escarnecia Ivã de Almeida e fazia pouco caso de Raimundo Viana, agora está se mostrando que é tão ruim quanto, ou até mesmo pior! 

Este absurdo número de gols tomados em 19 jogos do Brasileirão já se equivale ao que o América-RN sofreu no mesmo período na Série A de 2007, quando o time potiguar foi o pior clube rebaixado que se tem história do Campeonato Brasileiro, quando fez apenas 17 pontos em 114 pontos disputados!!!

Eu jamais imaginava que o Vitória conseguiria ter tantos dirigentes fracos em sequência e que cada um consegue a proeza de piorar o que o anterior fez. Carlos Falcão foi mil vezes pior que Aléxi Portela e num curto espaço de tempo, Ivã chegou perto e agora RD já está a braços largos pra superar estes dois últimos. Depois da era PC, quem termina sendo o “menos ruim” e “ponto fora da curva” é Raimundo Viana, que mesmo assim, eu e muita gente criticava demais. Até porque temos que saber diferenciar as coisas. Ser educado, gentil e carismático não pode ser confundido com ter competência no futebol e na administração. Raimundo Viana teve seus acertos e muitos erros. Acertou quando comprou direitos federativos de alguns jogadores como Marinho, que rendeu cerca de R$ 8,5 milhões ao Vitória, mas também trouxe vários jogadores que pouco agregaram valor ao time em campo e perdeu a chance real de subir campeão da Série B de 2015. Entretanto, eu não posso negar que em seus 18 meses de mandato tampão, o saldo terminou sendo positivo. O que eu não posso dizer de Carlos Falcão, Ivã e pelo andar da carruagem, de Ricardo David.

Nem vou me alongar sobre Aléxi Portela Jr, porquê eu me posicionei politicamente contra ele há dez anos por causa da sua ineficaz política de contratação com o falso pretexto de “pés no chão”, sua falta de ambição esportiva (que foi confirmada em várias declarações a imprensa, onde ele colocava o clube sempre como o patinho feio em qualquer competição), pela sua posição contrária a eleições diretas no Clube, alegando que viriam aventureiros, esquecendo ele, que quem colocou Carlos Falcão, Raimundo Viana e o próprio Ricardo David no clube, foi ele, através de eleições indiretas, onde ele indicava quem seria seus sucessores. Lembrem-se que RV terminou o mandato de Falcão, que tinha renunciado, e Ricardo David foi alçado a conselheiro na gestão de Portela, e na sequência Falcão deu o cargo de Diretor de Marketing. Dos últimos presidentes, apenas Ivã de Almeida (você goste ou não, leitor) era oposição ao grupo de Alexi Portela, que dominou o clube de 2006 a 2016.

Por fim, com o mercado internacional fechado, só resta ao Vitória catar jogadores das Séries B, C e D! Além disso, as contratações de meio de ano foram terríveis e não deram o resultado como no ano passado, quando Yago, Trellez e Wallace mudaram o cenário rubro-negro e ajudaram a salvar o ano, junto ao gol de Túlio de Melo, da Chapecoense. E cabe à diretoria e a Carpegiani identificar os jogadores que estão enterrando o baba e afastá-los, além de procurar meios de solucionar este problema. É notório que não é só ruindade do elenco. Há má vontade e pouca entrega dos jogadores em campo!

Apesar de tudo,

VITÓRIA SEMPRE!

Com novo treinador, Vitória encara Palmeiras no Barradão

Sob um novo comando. Esse é o Vitória que entra em campo hoje às 16h no Barradão. Enfim, habemus treinador. Anunciado na terça-feira, Paulo Cézar Carpegiani retorna pela terceira vez ao ECV e tem logo um clássico nacional na estréia contra o Palmeiras, duelo marcado pela final do Brasileirão 1993 e dos embates recorrentes na Copa do Brasil, como a edição 2003 quando o rubro-negro sodomizou os peppa pig no seu ex-chiqueiro com o placar de 7×2, com shows de Nadson (4 gols) e Zé Roberto! No ano anterior, pela última rodada do Brasileirão 2002, o Vitória venceu o Palmeiras por 4×2 e rebaixou a equipe paulista pela primeira vez à Série B. E no ano passado vencemos por 3×1 no Barradão. Portanto, é um duelo sim com traços de clássico/rivalidade.

Diferente do entregador de coletes e coçador de barba durante os jogos, Paulo Cézar Carpegiani não “morre numa tática só” e tampouco tem conceitos de futebol tão limitados. Desde o seu primeiro coletivo, de onde voltaram a ter treinamentos em dois turnos (com Mancini era só um turno e apenas de 2h a 3h de duração), Carpê já treinou várias formações táticas e jogadores. Parece que o 4-1-4-1 venceu e é o que vai para iniciar a partida de hoje. Diferente do 4-3-3 teimoso e gofado de Mancini, o 4-1-4-1, povoa mais o meio de campo e dá mais profundidade ofensiva com os extremos mais perto da meta adversária.

Carpê e Burse trocam informações sobre o elenco do Leão para encarar o Palmeiras.

Mesmo tendo um elenco inferior ao do brasileirão de 2017, o Vitória pode ter o mesmo ou até mesmo um rendimento superior ao que vimos no segundo turno do ano passado, apenas com arrumação tática de Carpegiani. E claro, precisamos de reforços ainda, pois quem chegou no período da Copa ainda não deu o que o time precisa. Ou eles melhoram com a arrumação tática, pois um time arrumado taticamente melhora o individual, ou alguém acha aqui que a Seleção do Irã era boa olhando apenas os jogadores de forma individual? Como foi o rendimento do Irã na Copa da Rússia? Mesmo tendo jogadores outsiders e que não joga nos principais times das principais ligas do mundo, o Irã jogou com um esquema tático bem sólido e deu trabalho aos seus adversários e por erro de arbitragem não passou de fase, frise-se isso! Não precisa, necessariamente, ter 11 craques, para ter um bom time não. Muitas das vezes, um time mais limitado, mas bem posicionado em campo e com uma concentração maior nos lances dá mais resultados que os times recheados de craques midiáticos.

Já o Palmeiras vem de uma classificação tranquila sobre o rival de Itinga e vem para o duelo de hoje com um time misto, com vários jogadores poupados. Luiz Felipe Scolari não definiu o time que vai a campo e este time que está escalado na arte gráfica abaixo pode não representar fidedignamente o line-up dos peppa pig. Há uma chance de Marcos Rocha e Willian serem poupados, com isso entram Mayke e Dudu em seus respectivos lugares. Em sexto lugar na competição com 30 pontos, o alviverde luta para subir mais na tábua de classificação, para tentar mais um título nacional. Enquanto um triunfo do Vitória, somado a derrotas de Botafogo, Chapecoense e América-MG na rodada (só o Botafogo joga em casa destes três e encara o bom time do Atlético-MG), deixará o leão na décima posição. Isso mostra o quanto o campeonato brasileiro está nivelado por baixo, sem ter grandes distâncias de pontos entre os times da competição.

VITÓRIA SEMPRE!

Vitória anuncia Carpegiani como treinador! Segue o círculo vicioso!

O Vitória acaba de anunciar mais um retorno do treinador Paulo César Carpegiani! Esta é a terceira passagem de Carpê pelo rubro-negro. A primeira foi no ano de 2009 quando PCC assumiu em meio ao campeonato baiano, sagrando-se bicampeão e depois inovou com a formação 3-5-2 que alternava para 3-6-1, alcançando triunfos sólidos e atuações destacadas no primeiro turno do Brasileirão daquele ano. Além disso, bancou as titularidades de Uelliton e Victor Ramos, vindos da base. Porém, na virada do turno, problemas internos entre os jogadores (liderados por Uelliton) fizeram com que o Leão caísse bruscamente de produção e por fim veio a sua demissão.

Três anos depois, no ano da graça de 2012, Carpê retorna logo após o Baianão daquele ano e protagonizou a melhor campanha do Vitória na Série B por pontos corridos, quando o rubro-negro alcançou a marca de 40 pontos nas 19 primeiras rodadas. Assim como em 2009, o time tinha padrão de jogo, jogava bonito e empolgava a torcida, que já via a conquista do primeiro título nacional, ainda que fosse de uma Série B. Entretanto, o loop aconteceu novamente, e assim como em 2009, na virada do turno o time deu uma queda acentuada de produção e novamente a conversa dos bastidores foi o desgaste dos atletas com o treinador, que é marcado por rigor nos treinos, com várias repetições dos fundamentos básicos e “cricri” com os treinamentos de ordem tática. E ganha um Mentos quem adivinha quem foi o líder do novo motim! 

Nesta última passagem de Carpê no Vitória, outro fato marcante foi a sua saída conturbada, em que o treinador prometeu não mais voltar ao clube sobre a gestão de Aléxi Portela Júnior, que ao invés de repreender os atletas (sendo um deles reincidente) preferiu demitir o treinador. Além disso, outra marca negativa da passagem de Carpê em 2012 foi a estranha postura de mandar seu filho ficar na beira do campo, enquanto ele assistia os jogos dos camarotes dos estádios, segundo ele para ter uma visão melhor do posicionamento tático da equipe. Porém, esta atitude não foi vista em outros clubes que ele passou depois que saiu daqui em 2009, como depois, a partir de 2013. Também foi ventilado à época (2012) que tal qual o pai, Rodrigo Carpegiani, também tem temperamento forte e que os atletas também se desentendiam com ele.

Como se pode ver há pontos positivos e negativos com Carpegiani aqui no Vitória. Aliás, qualquer treinador tem isso. Mas fica claro que o treinador, e não foi só aqui no rubro-negro, tem prazo de validade curto, isto é, se desgasta muito rápido com o grupo de jogadores. Na sua passagem no Inter e no São Paulo foi a mesma coisa, inclusive, no tricolor paulista ele se desentendeu com o ídolo Rogério Ceni, que anos depois também se desentendeu com Ney Franco, outro treinador que passou pelo Leão da Barra.

De positivo é um treinador inteligente, que gosta do jogo bonito, do esquema tático organizado. Nas duas passagens pelo Vitória apresentou resultados sólidos e atuações dignas tanto dentro como fora de casa. De negativo, o temperamento forte dele e do seu filho, além do ritmo intenso dos treinamentos e suas repetições de trabalhos com fundamentos (passes, chutes, cruzamentos) e de maior tempo dos coletivos terem como foco a parte tática do jogo, em que os “boleiros” odeiam, terminam gerando insatisfação e motim. Entretanto, espera-se que não haja um novo Uelliton neste atual elenco e que respeitem a hierarquia do treinador e acima de tudo, o clube e sua torcida. Jogador é pago pra treinar e jogar bola. Quer moleza? Passa num concurso público, daqueles que demoram 2 anos pra chamar pro trabalho. Simples!

Ano passado, com menos jogos a disputar, Carpegiani recuperou o rival e chegou na parte final do campeonato com chances reais de atingir a classificação pra Libertadores. De um time marcado para ser rebaixado, o rival ressuscitou na competição e terminou o Brasileirão na 12ª posição. Só me resta torcer para que Carpegiani repita o começo de suas duas passagens aqui no Vitória e repita o que fez no rival ano passado. Mas não deixa de ser um círculo vicioso o fato que desde 2008, o Vitória fica nesta de Mancini substituir Carpegiani e Carpegiani substituir Mancini. Cadê a criatividade? Cadê a competência para trazer outros caras? Outras pessoas que nunca trabalharam aqui?

VITÓRIA SEMPRE!

VITÓRIA vs CRUZEIRO | Interino tem a missão de vencer a Raposa no Barradão

Vágner Mancini já virou passado e deixou o comando técnico do VITÓRIA e espero que nunca mais eu precise comentar sobre este cidadão como técnico do Leão. Depois de idas e vindas, o ex técnico já esgotou a paciência de todos e não tem mais o que oferecer ao Vitória! Torço para que a atual e futuras gestões do clube tomem nota disso! Agora é avez de João Burse, treinador da base rubro-negra, onde foi campeão da Copa do Brasil Sub17 em 2015. Infelizmente, Ricardo David não difere em nada de Aléxi Portela Jr, Carlos Falcão e Raimundo Viana no quesito agilidade e convicção de tomada de decisão. Foi prometido pela atual diretoria que até quarta-feira teríamos um novo treinador, já estamos chegando ao final de semana sem esta definição e cairá sobre João Burse a difícil missão de vencer um dos melhores times do Brasileirão 2018, que é o Cruzeiro, mesmo que este venha com vários reservas devido à maratona de jogos envolvendo Copa do Brasil, Libertadores e o próprio campeonato nacional.

Atualmente treinando o Sub23 no Brasileirão de Aspirantes, João Burse vem sendo elogiado pela campanha do time nesta competição e por conseguir uma boa postura tática da equipe nestes primeiros jogos. Antes mesmo do Brasileirão de aspirantes é senso comum nos bastidores do clube, que Burse é um potencial treinador de sucesso para a categoria Profissional, um técnico que gosta do jogo coletivo e de que seus jogadores atuem de forma responsável e respeitando a proposta tática por ele aplicada.

Ainda sem definir oficialmente a equipe, a tendência é que Burse forme o line-up com Ronaldo, Jefferson, Aderllan, Ruan e Bryan; Farias, Arouca e Yago; Neílton, Lucas Fernandes (Wallyson) e André Lima. Como se pode notar, Jefferson e Aderllan retornam depois de se recuperarem de pequenas lesões musculares e não há mudanças consideráveis em relação às formações de Mancini. O que pode realmente mudar de fato é a postura do time em campo, a vontade e a concentração dos jogadores na partida de domingo, que não será fácil, mesmo se o Cruzeiro vir com 100% de reservas. O elenco cruzeirense é numeroso e qualificado, portanto se eles não contarem com Arrascaeta, Barcos e Thiago Neves, eles têm Rafinha, Raniel e Rafael Sóbis como suplentes, fora o meia Robinho (ex Coritiba e Palmeiras) que tem tido boas atuações quando é escalado por Mano Menezes. O imperial é que o Vitória entre em campo determinado a fazer uma boa partida e que busque incessantemente o resultado positivo. Já que não ganha mais fora, tem que prevalecer o seu mando de campo seja contra quem for!

#BOLETIM CARTOLA FC 16ª RODADA

Agora com bom espaçamento entre os jogos do Brasileirão vamos voltar a falar de como anda a Liga do Blog CRN no fantasy game mais viciante do futebol brasileiro. Conforme o idealizado por mim, estou firme e forte na briga pelo título da liga, o que será a minha primeira conquista do Cartola. Com 92,65 pontos feitos na rodada 16 eu cheguei a segundo lugar na Liga com exatos 1378,22 pts, atrás do Sardinha Sport Club por apenas 16,54 pontos (te cuida, Geraldo Cardoso!). Bem vamos agora as imagens que resumem como foi a Rodada 16 para os 30 guerreiros em nossa liga!

VITÓRIA SEMPRE!

#ManciniNuncaMais

Vitória é humilhado por lanterna do campeonato e Mancini é demitido, finalmente!

FOTO: Fernando Freire / ge.com

Mais um vexame do Vitória no ano da graça de 2018, mais uma goleada. A segunda em 8 dias! Este é o Vitória do incompetente, falastrão e engodo eleitoral chamado Ricardo David, que segue com muita eficiência batendo todos os recordes negativos, ratificando a sua linhagem perdedora de seus mentores Alexi Portela Jr e Carlos Falcão. Ao final de domingo da semana passada, estávamos todos revoltados e envergonhados com os 4×1 para as sardinhas, se passou uma semana e mais um 4×0 na conta. Nem mesmo equipes nanicas quando sobem na cagada à Série A sofrem com este tipo de situação. Se na semana passada, voltamos a perder por mais de três gols para o rival, fato que não acontecia desde 1978, e de perder 5 clássicos seguidos desde 1938, desta vez somos um dos times mais goleados nesta edição do Brasileirão com 4 goleadas. Esse poço tem fim?

Vágner Mancini deveria ter sido demitido desde o fim da partida entre Vitória x Sampaio Correia lá em São Luís, quando ele subestimou a equipe maranhense e foi com um time mesclado de reservas e garotos da base numa fase eliminatória no maior torneio regional do país, que além de render boa grana ao Campeão tem o fator incalculável do orgulho de ser campeão, de levantar o troféu, de mostrar que você é o melhor clube da região nordeste na temporada. Ricardo David foi empurrando com a barriga de uma forma super estranha e sem o mínimo de transparência ao torcedor rubro-negro. Depois deste fato, aconteceram outros momentos em que o técnico poderia ter sido trocado como no período da Copa do Mundo, em que um novo profissional poderia já estar adaptado e com uma revigorada equipe. Ficou notório que o ECV voltou pior da parada da Copa da Rússia, o time vem jogando muito mal e quando vence é sempre por 1×0 tomando sufoco e salvando bolas em cima da linha ou tendo sua trave acertada pelos adversários.

Precisou tomar DUAS GOLEADAS EM OITO DIAS para o embuste do Ricardo David mandar Mancini pegar a BR! E diga-se de passagem que este sujeito nunca mais retorne ao Vitória. Esta última (e tem que ser a última mesmo, registre-se!) passagem de Mancini como treinador do Vitória foi super desgastante para com a torcida. Não ganhou um clássico, paira sobre ele ainda a questão de ter orientado o time a forçar a última expulsão de um clássico que só valia três pontos e que por conta daquela pilantragem nos causou a perda do tricampeonato, o descompromisso com a Copa Nordeste, fora as pirraças com torcida e imprensa, sempre escalando sua panelinha e sem mostrar nenhuma reflexão de que esta atitude não estava fazendo o bem para o clube nas competições.

Eu tenho até vontade de pegar mais pesado com o entregador de coletes, mas como são coisas que eu não tenho a devida comprovação, não vou correr risco de entrar em batalha judicial, porque agora tudo é motivo pra processar. Só digo que não há mais sentido em trazer este cara aqui de novo, seja daqui a 1 ou 10 anos. Mancini está neste vai-e-vem no ECV desde 2008 e assim como aconteceu com os jogadores iô-iô, a exemplo de Victor Ramos e Leandro Domingues, em cada retorno seu desempenho foi pior, sendo a última passagem super traumática e que termina apagando a parte positiva dos serviços prestados. CHEGA DE VÁGNER MANCINI no VITÓRIA. Sua história com o clube acabou, seu ciclo acabou. ELE NÃO VAI MAIS FAZER NENHUMA DIFERENÇA POSITIVA. ELE NÃO EVOLUIU EM NADA DE 2008 PRA CÁ!

A passividade do time em campo ontem foi algo estarrecedor, típico de elenco que quer derrubar o treinador. Não sei se é o caso agora, mas o comportamento desleixado e descompromissado do elenco ontem, nos BaVi’s, no jogo de volta contra o Sampaio Correia e até mesmo nas nossas vitórias magras de 1×0, parecem, de certa forma, proposital. Além disso, tem a falha do próprio Mancini em escalar um time aberto, com os volantes marcando (ou tentando marcar) apenas centralizados, não fazendo as devidas coberturas dos laterais, o que deixa o miolo de zaga exposto no um a um com meias e atacantes adversários, o que gera por parte da torcida e imprensa, uma crítica centrada nos zagueiros, esquecendo que falta proteção dos volantes, que os volantes não estão fazendo a cobertura dos laterais, quando estes apoiam, e usam da “marcação por telepatia” na maioria dos lances. Então, na minha ótica, é injusto culpar tão somente os zagueiros do Vitória. Qualquer dupla de zaga terá o risco de falhar ampliado se ficar sempre no mano a mano com atacantes e meias adversários, sem a proteção dos volantes.

Dentre os nomes que começam a ser especulados para assumir o Vitória, eu descarto logo um: Paulo César Carpegiani. Não por ser ruim. Longe disso. É um treinador que já mostrou ter um poder de reativar equipes na competição. Mas temos que acabar com este ciclo vicioso Mancini⇒Carpegiani, Carpegiani⇒Mancini. Carpê já passou aqui em 2009 (foto) e 2012 e nas duas vezes saiu por conta de racha interno, porque os jogadores (coincidentemente vários participaram das duas passagens de Carpê) se esgotaram com a seriedade, rigidez e cobrança de PCC nos treinos, quase sempre fazendo longos trabalhos de fundamentos e que a boleirada atual não curte muito, fora que o temperamento de Carpegiani também não é fácil. E uma nova passagem de Carpegiani tende a estragar o lado positivo de suas passagens, assim como foi com Mancini.

José Ricardo, técnico do Flamengo durante partida contra o Santa Cruz, válida pela vigésima nona rodada do Campeonato Brasileiro de 2016, na capital paulista. 09/10/2016, Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Se eu fosse consultado, ou se eu tivesse a caneta na mão, eu iria tentar esses caras na ordem: Zé Ricardo, Jair Ventura, Eduardo Baptista e Nelsinho Baptista. O primeiro pegou um Flamengo todo bagunçado em maio de 2016 e levando à terceira posição no BR daquele ano, ou seja, foi pra Libertadores e campeão carioca em 2017. Em 2017, estava com números favoráveis no Brasileirão, apesar da cobrança da torcida e imprensa; e depois de perder para nós por 2×0 na Ilha do Urubu, foi demitido. Daí foi pro Vasco, que tinha elenco muito inferior ao Flamengo e que estava na zona do rebaixamento e numa recuperação brilhante, terminou em 7º lugar, com os mesmos pontos do Flamengo e foi pra Libertadores também. Jair Ventura é o meu segundo preferido da lista porque fez um brilhante trabalho com um elenco limitado do Botafogo, tanto limitado de atletas de qualidade, como de recursos financeiros, bem parecido com nosso status quo. Ele não deu certo no Santos, é verdade, mas lá o problema é outro, é na direção, na forma da condução do clube. O Santos vem trocando de treinador direto e o problema em campo não melhora, portanto ao meu ver, Jair Ventura é um bom nome sim! Em outro post comentarei sobre os nomes restantes de meus preferidos.

Vitória Sempre!

#ManciniNuncaMais

#AnoQueVemTuTerásOtrocoRicardoDavid

Atlético/PR x Vitória | Boa hora para voltar a pontuar como visitante

Depois de se reabilitar contra o Sport na última quinta-feira, quando venceu a equipe pernambucana por 1×0 e subiu para a 13ª posição, o rubro-negro baiano encara o Atlético-PR, desta vez bem longe do Barradão. A partida será em solo paranaense na Arena da Baixada. Com o adversário na lanterna da competição (Ceará venceu ontem o Fluminense por 1×0) e com cinco importantes desfalques, esta é uma boa hora para o Vitória voltar a pontuar como visitante no Brasileirão. Presa fácil nos últimos jogos fora do Estado, o Leão precisa recuperar um pouco daquele visitante chato do Brasileirão de 2017, quando o rubro-negro venceu Flamengo, Corinthians, Atlético Mineiro, Botafogo e Coritiba.

Com sete mudanças realizadas na rodada passada, não se sabe se o treinador Vágner Mancini vai manter a base destas alterações, se irá com uma formação mista ou retornará com os antigos titulares. Apostando numa certa coerência, acredito que ele  manterá Ramon na lateral direita e Ronaldo no gol; sem poder contar com Luan, ele deve escalar Erick em seu lugar e Bryan retorna da suspensão automática.

O Atlético-PR vive um momento muito ruim na temporada. Já trocou de treinador, mas os resultados ainda não melhoraram, exceto pelo bom triunfo de 2×0 sobre o Peñarol, na quarta-feira, pela Copa Sulamericana. Dentro do Brasileirão, o Furacão não tem sido nem sombra daquele time bem montado e que dava testa aos grandes de Rio-SP num passado recente. O atual elenco é cheio de jogador meeiro e que já tiveram fases melhores na carreira. Para o jogo de logo mais, o técnico Tiago Nunes não poderá contar com o goleiro Santos (punido pelo episódio de utilizar um celular dentro de campo), zagueiro Thiago Heleno, do volante Lucho González (expulso na rodada anterior), além do meia Guilherme e do atacante Bergson. Baixas importantes que limitam mais ainda o poder de fogo do Atlético-PR.

Por conta destes desfalques e pelo momento instável na competição, o Vitória tem a faca e o queijo na mão para desenvolver seu jogo e sair de Curitiba com mais um triunfo fora de casa (vencemos o Vasco por 3×2 no São Januário). Está na hora do Vitória aproveitar melhor a fragilidade do adversário e, quem sabe, ter uma atuação mais convincente e que remotive o torcedor leonino. Os últimos triunfos do Vitória foram com doses altas de tensão e de um futebol burocrático, de “segurar 1×0” mesmo que o gol saia com 5 minutos de partida.

VITÓRIA SEMPRE!

FAZENDO O DEVER DE CASA

O Vitória segue fazendo a risca o seu dever de casa e conquistou ontem seu terceiro triunfo consecutivo no Barradão pelo placar mínimo de 1×0, o que vem sendo muito importante para se distanciar da zona maldita. Entretanto, é preciso voltar a pontuar também como visitante, para poder pensar em algo mais nobre na competição do que apenas disputar pra fugir do descenso.

Depois de tomar uma sapatada do rival no domingo passado, o treinador Vágner Mancini instruiu a Anderson Batatais, seu substituto no jogo de ontem (devido à sua infantil expulsão no clássico), para fazer uma série de alterações no time titular. Foram sete no total e, como informado aqui no pré-jogo, da possibilidade de ter uma entrada surpresa entre os titulares. Esta alteração foi o grande destaque da partida salvando o Vitória de três chances claras de gol do Sport. Falo do goleiro Ronaldo, que fez 11 pontos no Cartola por conta de suas três defesas difíceis.  Além do goleiro formado nas categorias de base, entraram de primeira o zagueiro Ramon que fazia a função mista de lateral e zagueiro (a depender da posse de bola ou não do Vitória), do lateral esquerdo Mateus vindo do Primavera-SP para o time sub20, o também zagueiro Ruan Renato que fez sua estreia e do retorno de Yago ao time titular.

A estratégia do Vitória foi a de mesclar a formação tradicional 4-4-2 (com a posse de bola) com a 3-4-3 (sem a posse de bola), no intuito de confundir o Sport, como também de pegá-lo de surpresa. Atitude muito arriscada e que quase deu merda, pois no primeiro tempo as principais chances de gol foram para o time pernambucano que perdeu duas excelentes oportunidades de abrir o marcador, ambas com Michel Bastos. A primeira numa falha de domínio de bola do garoto Mateus, 19 anos, aos 22 minutos em que o camisa 9 do Sport bateu forte de primeira tirando tinta da trave esquerda de Ronaldo e seis minutos depois, quando ele foi lançado nas costas de Mateus e bateu tirando de Ronaldo, e também do gol. A única jogada ofensiva de maior intensidade do Vitória nos primeiros 45 minutos foi num chute cruzado e forte de Neílton, aos 33 minutos.

Willian Farias completou 100 jogos pelo Vitória ontem. FOTO: Ag. A Tarde.

Já no segundo tempo rolou uma combinação massa que talvez tenha sido decisiva para a vitória do rubro-negro baiano: O Sport caiu de produção e o Vitória teve uma leve melhora ofensiva. Por conta disso, o começo da etapa complementar foi com o Leão da Barra muito mais incisivo, buscando o ataque e o Sport recolhido, sendo forçado a ficar do meio de campo pra trás e sem conseguir encaixar os contra ataques. Aos 15 minutos, Willian Farias lançou Erick (que tinha entrado no lugar de Luan ainda no primeiro tempo, por lesão), o camisa 11 partiu pra cima em velocidade, cortou para a perna direita (que não é a boa) e acertou um chute seco no canto de Magrão. Vitória 1×0! E é o terceiro gol que o pernambucano Erick faz em cima do Sport e reforça o misticismo do futebol brasileiro. Cria do Náutico, rival do Sport, Erick foi algoz do leão pernambucano nos poucos clássicos que disputou lá no Recife, pela categoria profissional.

Em bela jogada inicial, Erick acertou um petardo com a destra e fez o gol da vitória rubro-negra. FOTO: Ag. A Tarde.

Mais do Mesmo – Bastou o Vitória ter feito o gol, para o freio de mão ser puxado. Tática covarde e que irrita o torcedor na arquibancada. Assim como nos duelos contra a Chapecoense e Paraná, o Vitória parou de ser incisivo após a feitura do gol. Daí, o Sport que já estava grogue na partida voltou a se assanhar e foi aos poucos crescendo no jogo. Quando Claudinei resolveu trocar o inerte Rafael Marques por Marlone, o Vitória viu novamente o risco enorme de perder os três pontos. O camisa 10 do Sport entrou com muita disposição, se movimentando nos dois extremos e criando situações ofensivas para o time recifense. Entretanto, nas melhores situações criadas, o time pernambucano parou em Ronaldo, que fez defesas importantíssimas e que garantiram o terceiro triunfo consecutivo em casa do Leão da Barra.

Agora, o Vitória enfrentará o Atlético-PR na Arena da Baixada às 16h do próximo domingo. Espera-se que o treinador Vágner Mancini reflita sobre esta sua ideia de jogo. É muito arriscado jogar por 1×0 e se abdicar imediatamente da partida assim que faz o primeiro gol, seja com 5 min de jogo ou com 15-30min do segundo tempo. O ideal é buscar ampliar o marcador, até pra ter uma margem de segurança maior, sobretudo quando o adversário é do mesmo naipe e demonstra na partida que não está tendo uma atuação destacada. Além disso, “sentar no 1×0” dentro de casa e tendo mais de 30 min de jogo pela frente é uma covardia e até um desrespeito ao torcedor que se deslocou do trabalho ou de sua residencia para ver in loco a partida.

VITÓRIA SEMPRE!