Difícil até manter a empolgação com o blog

Com a goleada sofrida no domingo passado em 4×1 para o Atlético-PR numa virada sem muito esforço do Furacão, confesso que fiquei abalado e muito desmotivado. Como não gosto de ficar me repetindo, não tive ânimo algum para falar o pós-jogo. Ficou evidente, pela ENÉSIMA VEZ, que este elenco que aí está é FRACO de alma, de caráter e de técnica. Muito jogadorzinho que se acha demais e joga “de menos”, jogador que começa a perder toda a credibilidade e idolatria conquistada após uma série de entrevistas imbecis, onde se arvorou a falar de algo que não compete a jogador nenhum (mero funcionário do clube) a se meter, quebrando assim a hierarquia do clube e se queimando não só com a torcida, como no próprio ambiente de trabalho.

Pior que a goleada e os gols que o Vitória sofreu, foi ver a apatia dos jogadores em campo, sendo que o quarto gol, o volante Matheus Rosseto pegou a bola no seu campo de defesa e partiu para nossa meta com os demais jogadores leoninos olhando, num desleixo parecendo até proposital. Tanto é que o cara chutou ainda de muito longe, fazendo um golaço. Antes disso, todos sabem qual é o ponto forte de Nikão, jogador hiper limitado e que tem um psicológico fraco, basta lembrar o que Titi, do rival, fez com ele na decisão do Baianão-2012 e o cara murchou que nem uma flor esquecida no jarro.

O ponto forte de Nikão, para quem não lembra, é velocidade e chute de meia distância e nossa zaga não colou nele em momento algum, como deixou ele se ajeitar todo para fazer o segundo gol. No primeiro e terceiro gols, além da zaga estar mais aberta que pernas de meretriz em plena atividade laboral, nosso goleiro mostrou pela milionésima vez que é afobado e que não sabe sair do gol para cortar cruzamentos. CHEGA DE FALHANDO MIGUEL! Goleiro ridículo, nível Série B (sendo bonzinho com ele). Goleiro que já mostrou que não tem competência técnica nem psicológica para jogar uma Série A. O gol de empate do Atlético-PR foi de uma falha AMADORA, de goleiro de baba entre Solteiros x Casados depois de um churrascão regado à cerveja puro-malte.

Fernando Miguel se notabilizou por pegar vários pênaltis, mas comete erros crassos em fundamentos mais importantes.

Não tenho mais nenhum tipo de paciência com Fernando Miguel, que era o terceiro goleiro do clube em 2013/14, e que a diretoria passada, por casquinhagem suprema, permitiu Wilson e Gatito saírem para ficar com este infeliz, que veio estrear numa Série A de campeonato brasileiro ano passado, com 31 anos de idade. Fora que antes do Vitória, a carreira de Miguel foi toda em times nanicos do sul do país, inclusive num tal Arapongas. Agora observem aonde estão Wilson e Gatito e como estão em seus devidos clubes e tenha vontade de se matar com um drink de cianureto ao lembrar das entregadas de Fernando Miguel desde 2016 pra cá. Em 2015, Fernando Miguel teve uma boa fase, um momento passageiro e que ganhou ares de “grande goleiro” por ter pego uns 5 ou 6 pênaltis naquela série B, em jogos cruciais. Aí pra torcida e pra diretoria, “achamos um Buffon com preço de Nílson”.

Foram realizados 10 jogos nesta Série A, 30 pontos disputados e conseguimos apenas 8 pontos. Campanha medíocre que reflete bonitinho o elenco miserável que temos, além de uma diretoria que até agora não entendeu o tamanho do problema e que continua sendo lenta na reformulação deste arremedo de time. Com este elenco não dá. Doa a quem doer. Não sou fanboy de jogador algum não. Não dá mais para aturar jogadores como Fernando Miguel, Thallyson, Geferson, Alan Costa, Fred, Paulinho, Bruno Ramires e Cleiton Xavier. Estes fariam parte de minha lista de dispensa e não aquela mentirosa, colocando um monte de menino da base que nem teve chance de jogar nesta temporada que foi divulgada há 15 dias. Tem que dispensar estas peças citadas e trazer 8 grandes reforços nas suas devidas posições. Só assim vejo a salvação. Insistir com este elenco de miseráveis é querer ser rebaixado ao final da 19ª rodada.

E vem aí o BA-VI DA SOFRÊNCIA. Eu que sou do Rock and Roll já estou sendo forçado a baixar discos de Pablo, Nara Costa, Silvano Salles e Tayrone Cigano para servir de trilha sonora do macabro e triste clássico que vai rolar neste domingo, data dos festejos da Independência da Bahia. Mas eu e toda a torcida quer é ver o Vitória independente da mediocridade e de dirigentes que não sabem nada de futebol.

PRELEÇÃO | Atlético-PR x Vitória

Climão de São João lá para as bandas do Barradão, é só bomba na cabeça dos torcedores do Leão! E é nesse clima de apreensão, tensão e desconfiança que vamos para mais uma partida fora de casa nesta série A! Depois de mais um tropeço dentro de casa, o Vitória chegou a três derrotas como mandante e precisa desesperadamente pontuar neste domingo às 16h na Arena da Baixada contra mais um concorrente direto rumo a permanência nesta série A. O duelo é contra o embalado Atlético Paranaense que vem de três vitórias consecutivas e sem levar gols.

Para esta partida, o técnico Alexandre Gallo deverá manter o mesmo time que fez uma péssima apresentação diante do Santos. Yago deve ser mantido no banco, enquanto observa Gabriel Xavier desfilar toda a sua inoperância em campo e teremos ainda que contemplar todas as entregadas de jogadores como Fred, Salino e cia. Ainda existe um fio de esperança que pelo menos Neilton retorne ao time titular, visto a melhora demonstrada pelo time após sua entrada na quarta-feira. O Vitória deve ir a campo com Fernando Miguel, Patric, Kanu, Fred, Geferson, Farias, Uillian Correia, Gabriel Xavier, David, Neilton e Kieza.

O técnico Eduardo Batista começou a arrumar o time do Atlético Paranaense, depois de várias derrotas e a lanterna da competição. Agora o Furacão vem de três vitórias consecutivas e sem sofrer gols, sendo duas delas fora da sua Arena. O time deve ser o mesmo que vem atuando nos últimos jogos com Weverton, Gustavo Cascardo, Wanderson, Thiago Heleno, Sidcley, Otávio, Matheus Rosseto, Lucho González, Nikão, Douglas Coutinho e Grafite.

Não sabemos o que esperar deste jogo. Não sabemos se a postura do Vitória será a mesma do jogo contra o Sport ou da derrota contra o Santos. Só nos resta orar e se apegar a Deus, pois se depender da atual diretoria iremos contratar apenas para o Departamento Médico do clube. Já foi feita a reposição da saída de Datolo e Pisculichi com a chegada de Carlos Eduardo. Os médicos e fisioterapeutas do clube agradecem ao professor.

Segue relacionados:

Goleiros – Caique e Fernando Miguel;

Laterais – Leandro Salino, Geferson, Patric e Thallyson;

Zagueiros – Ramon, Fred, Kanu e Renê Santos;

Volantes – Willian Farias e Uillian Correia;

Meias – Cleiton Xavier, Gabriel Xavier e Yago;

Atacantes – David, Paulinho, André Lima, Kieza e Neilton;

SRN e bom jogo a todos!

Em noite de pouca inspiração, Vitória vacila e perde para o Santos, no Barradão

Criticado na sua chegada e nos primeiros dias, bastante elogiado e começando a ganhar respaldo da torcida, Alexandre Gallo tentou fazer uma mescla do time que empatou com o Botafogo em 2×2 e do que venceu o Sport na Ilha do Retiro por 3×1. A escalação híbrida não deu resultado, o time foi muito abaixo do esperado e perdeu por 2×0, dois gols do colombiano Copete. A derrota de ontem não foi causada apenas pela escalação errada do time, os jogadores lá dentro não estiveram inspirados. A garra, o foco e a concentração vistas no jogo do Botafogo (segundo tempo) e o domínio sobre o Sport sumiram ontem. O Vitória foi muito apático, sem força ofensiva e deixou o Santos mandar no pedaço.

Primeiro Tempo Sem o ímpeto típico dos mandantes, o Vitória permitiu que a estratégia adotada pelo SANTOS ganhasse força. Antes mesmo da partida, Levir Culpi escancarou que jogaria no contra-ataque, nos erros de nosso time. Faltou ao Vitória maior repertório de jogo e claro, inspiração, pois quando este fator não entra em campo tudo fica mais difícil. As melhores chances que tivemos foram decorridas de falhas individuais da zaga santista, como naquele lance que David Braz quase fez contra após a bola rondar a pequena área e na rebatida, a bola quase entrou nas redes de Vanderlei. Aí, por volta dos 33 minutos, quando tínhamos o time todo arrumado no ataque, Fred errou o passe e o Peixe, armou o contragolpe na velocidade do Flash e em três toques, Copete estava de frente para a meta e chutou forte, sem chance para o adiantado Fernando Miguel.

Segundo Tempo Tentando mudar a impressão de baixa concentração no jogo, Gallo tirou Leandro Salino e colocou Neílton, estranhamente posto entre os reservas, fazendo que o camisa 29 voltasse à lateral direita, com Neílton e David aberto pelas pontas. Esta mudança fez o time reagir relativamente bem. Aos 5 minutos Geferson quase enganou Vanderlei numa tentativa de cruzamento que foi na direção do gol. Em seguida, Uillian Correia quase fez um golaço num chute forte de fora da área. Por volta dos 15 minutos, em jogada individual Neílton catou toda a zaga santista e foi derrubado na área, mas o árbitro Héber Roberto Lopes fez vista grossa.

Além de não ter jogado nada, Kieza ainda perdeu um pênalti aos 43min.

Após este lance, o Vitória voltou a se fechar em copas. A queda de rendimento foi brusca e, nisso, o Santos ampliou ainda a sua estratégia de jogo, ao se lançar mais no ataque. Aproveitando-se deste momento de apagão rubro-negro, o Santos conseguiu o segundo gol numa jogada pelo seu setor direito através de Bruno Henrique, que ganhou de Fred na corrida e cruzou rasteiro para Copete ampliar o placar. Se Fred fosse um zagueiro bom de verdade, ou ao menos estivesse numa boa fase, dava pra evitar aquele lance ali, até pelo fato do Bruno Henrique ter se atrapalhado um pouco no lance, com a bola sendo resvalada em Fred, que lento e desatento, não conseguiu dominar a pelota e permitiu a recuperação do jogador santista, que levantou a cabeça e deu a assistência para o colombiano fazer seu segundo gol da noite. Para piorar, Kieza perdeu um pênalti aos 43min, tirando até o direito da torcida gritar um gol de honra.

Enfim, foi mais uma derrota decorrida exclusivamente de falhas individuais de nossos atletas da defesa. Thallyson, Fred, Alan Costa, Leandro Salino e Fernando Miguel estão num verdadeiro “rodízio de entregadas”. Acho que eles já merecem ser olhados pelas Pizzarias, Correios e Sedex. Estão mostrando muita produtividade e regularidade em “entregadas”. E estas pixotadas só reforçam a necessidade de REFORÇOS DE VERDADE para o Vitória. Não adianta nada ter treinador bom, estudioso, corajoso ou dominador de todas as táticas e sub-táticas de futebol, quando se tem atletas ruins, incompetentes, fracos e bragueiros e que podem cagar tudo a qualquer momento.

VIRAMOS TIME PEQUENO? Já são 4 anos sem a gente ter alegria com o Vitória em competições nacionais. Algo que a gente nunca teve pecha já tá virando rotina – que é disputar contra o rebaixamento – sempre que a gente voltava da Série B a gente ficava entre os 10 ou 8 primeiros e desde 2014 a gente vem se comportando cada vez mais parecido com os times inexpressivos que chegam na “cagada” à Série A e que passam muito perrengue, culminando em rebaixamentos medíocres.

TÁ DIFICIL. Quando a gente começa a achar que vamos melhorar, tem um Fred, um Alan Costa, um Thallyson, pra cagar tudo. Complicado, viu!

VITÓRIA x SANTOS | Em busca de confirmar a ascensão

O Vitória joga hoje à noite no Monumental Barradão em busca de confirmar sua ascensão no Campeonato Brasileiro. Depois de um começo ridículo, que bateu o pior começo de uma Série A em toda a sua história, o Rubro-Negro Baiano vem de duas vitórias e 1 empate, ou seja, para uma equipe que teve 4 derrotas em 5 jogos e agora estar há três partidas sem perder, mostra um indício de evolução e de recuperação no certame. Boa parte desta retomada é devido a Alexandre Gallo ter modificado a equipe tirando os “pesos mortos”, botando gente nova (de idade e de vontade) e ganhando o grupo muito rapidamente pelo seu estilo cortês e equilibrado.

Gallo por sinal adota uma postura neste início de trabalho de Vitória, que muita gente da imprensa torce o nariz, ou seja, de montar seu time, a cada rodada, de acordo com a forma de jogar do adversário. Eu também já tive esta postura. Pois, em determinado momento, acho que o clube deve formar seu estilo de jogo e impô-lo sobre qualquer oponente e não se moldar aos adversários, para evitar este time-camaleão, que poderia acarretar a falta de entrosamento. Entretanto, foi mudando a escalação e formação tática baseada no adversário que o Vitória passou a ganhar jogos e fazer gols!

O exemplo do jogo contra o Sport comprovou que Gallo acertou em fazer isto, até o momento. Pouco antes da partida, o treinador falou que iria montar a equipe para anular os pontos fortes do Sport e surpreendeu a todos com o time no 4-4-2 variante para 4-5-1, com Patric de meia. Demos um nó tático em Luxa e nos caras do Sport, por isso tivemos tanto volume de jogo no primeiro tempo, onde poderíamos terminar os 45min com 4×1, fácil!

Já para o jogo de logo mais contra o Santos, Gallo fez treinos secretos e fez questão de não divulgar a equipe. Portanto, a torcida e a imprensa não sabe se o Vitória vai manter o esquema de 4-4-2 dinâmico da rodada passada, com Patric na ponta direita, ou se voltará ao esquema 4-3-3, com Gabriel Xavier centralizado, David e Neílton nas pontas, com Kieza centralizado mais à frente. Por sinal, depois da partida satisfatória da Ilha do Retiro, o técnico ganhou uma boa dor de cabeça. Volta com Gabriel Xavier que vinha jogando bem ou mantém Patric na ponta? Vai sacar David para colocar Yago (que também foi muito bem contra o Sport)? Com a volta de K9 acho muito difícil o Leão ser escalado sem centroavante na partida desta quarta.

O Santos de Levir Culpi vem a Salvador com os desfalques de Thiago Maia (volante) e Lucas Lima (meia) e já deixou claro qual será sua estratégia de jogo para logo mais: o contra-ataque. Estratégia esta que deu muito certo na partida contra o Atlético-PR na Arena da Baixada, quando o Peixe venceu por 2×0. Mas não somos o Furacão. Somos o VITÓRIA e estamos visualizando uma evolução a cada jogo, diferente do Atlético que vem perdendo força, mesmo com o novo treinador Eduardo Baptista por lá.

De pontos fortes, o Santos tem o conjunto e os talentos individuais de Victor Ferraz (presença ofensiva e bola parada), a criatividade de Vitor Bueno, as correrias e técnicas de Copete e Bruno Henrique, além do faro de gol do atacante Kayke. Sabendo anular estes caras e jogar explorando às costas da defesa santista e toques rápidos, na vertical, o Vitória tem tudo para vencer e confirmar sua melhora na competição. A equipe santista é perigosa e tem repertório, mas não é nenhuma sumidade técnica. Por isso, o VITÓRIA deve entrar em campo sem complexo de inferioridade, nem de demasiado respeito ao oponente. Eles também possuem pontos fracos e devemos explorá-los para construir um triunfo que será muito importante para a “virada” do Leão na competição!

VITÓRIA SEMPRE!

Lista dos Relacionados

Goleiros: Fernando Miguel e Wallace;
Lateais: Euller, Gefferson, Leandro Salino, Patric e Thallyson;
Zagueiros: Alan Costa, Fred, Kanu e René Santos;
Volantes: Willian Farias e Uillian Correia;
Meias: Cleiton Xavier, Gabriel Xavier e Yago;
Atacantes: André Lima, David, Kieza, Neilton, Paulinho e Todynho.

GALLO FAZ MUDANÇAS TÁTICAS E VITÓRIA DETONA SPORT NA ILHA DO RETIRO

Tão cornetado, tão avacalhado e colocado como se fosse uma bosta de cachorro pisada, foi assim que o treinador Alexandre Gallo foi recebido pela maioria da torcida do Vitória, que ainda foi inflamada pelos péssimos cronistas de nosso estado. Trataram um cara de 50 anos (ainda com idade boa para treinador), sendo 13 na atual função como se fosse um profissional completamente defasado e o resultado está aí. Dos últimos 12 pontos disputados, o Vitória faturou 7 e já estamos na terceira partida seguida sem perder.

Ontem, Gallo mostrou que realmente conhece e estava subaproveitado pelos grandes clubes do país, por ignorância e preconceito. Numa ousadia incrível, o técnico abdicou do famigerado 4-3-3 e lançou o time no 4-4-2 que virava 4-5-1 a depender da posse de bola, além de escalar PATRIC como meia ao lado de Yago e Leandro Salino e Geferson nas duas laterais. Com isso, o Vitória deu um nó na cabeça de Luxemburgo, que esperava aquele mesmo Vitória de rodadas atrás, ou seja, bastante previsível, com seus dois pontas que não voltavam à contento para marcar no meio de campo, deixando um enorme buraco no setor e com os volantes mais adiantados, deixando avenidas nas costas das nossas duas laterais. Com a mudança tática e de jogadores, Gallo quebrou a estratégia inicial de Luxa, ganhou no meio de campo e o VITÓRIA, enfim, fez uma partida impondo o ritmo de jogo perante ao adversário.

A famosa “bambonilha” não resistiu à supremacia rubro-negra baiana. Patric deu um show no meio de campo, criando muitas oportunidades e aparecendo na área, em outras, para finalizar. Só no primeiro tempo o camisa 29 perdeu duas grandes oportunidades de gol, numa delas MAGRÃO foi monstro na defesa, com um reflexo impressionante! Com tanto volume de jogo, o placar foi aberto aos 16 minutos, quando numa cobrança de escanteio,a  defesa do Sport falhou, Kanu recebeu em profundidade e antes da intervenção do arqueiro pernambucano rolou para Uilliam Correia abrir o marcador. 1×0.

KANU É BARRIL: Guerreiro na defesa e eficiente no ataque com uma assistência e um gol.

Aos 37 minutos em nova cobrança de escanteio, Patric cobrou bem, David desviou de cabeça e Kanu, como um centroavante nato, estufou de primeira com a canhota, sem chance para Magrão. Vitória 2×0. A torcida do Sport, que esperava um sparring fraco, deve ter ficado tonta e confusa ao ver nosso time, tão achincalhado pela campanha fraca, abrir 2×0 assim, na “temida” Ilha do Retiro. Azar o deles! Sorte e competência nossa! Como de costume, bastou o time ter uma vantagem ligeiramente confortável para os caras baixarem a intensidade de jogo. O Sport passou a crescer nos minutos finais, até pela pressão e susto de estar 2 gols atrás do marcador. De tanto insistir em bolas alçadas na área, eles diminuíram o placar com Diego Souza, nos acréscimos.

Segundo Tempo De volta ao jogo devido ao gol marcado antes do intervalo, a equipe pernambucana tentou partir para o abafa nos minutos iniciais, mas esbarrou numa exibição segura do sistema defensivo do Leão Baiano, inclusive com Geferson e Leandro Salino tendo muitos desarmes e bons posicionamentos, o que facilitou a vida para Kanu, Fred e Fernando Miguel. Mesmo assim, o Leão perdeu algumas boas chances de gol, sendo a mais perigosa uma com Patric, que soltou uma bomba tirando tinta do travessão esquerdo, em bom passe de Neílton, de cabeça. Antes disso, o Sport tinha perdido a sua maior chance com André, que isolou, dentro da pequena área, praticamente.

Com a diminuição de ritmo de jogo, Gallo fez algumas alterações na equipe, colocando Cleiton Xavier, André Lima e Renê nos lugares de Yago, Neílton e Uillian Correia, respectivamente. O ECV controlava o jogo e anulava as tentativas ofensivas do Sport até os 33 minutos quando fechou o caixão com o terceiro gol. Como precisava reagir, o time de Luxa partia para cima “adoidado” e deixava muitos buracos no sistema defensivo. Foi assim que saiu o derradeiro gol do rubro-negro baiano. Cleiton Xavier puxou o contra ataque e passou para André Lima empurrar a gorduchinha para as redes. VITÓRIA 3X1.

Com o resultado, o Leão da Barra saiu da zona de rebaixamento e agora enfrenta o Santos na próxima quarta-feira, às 19h30, no Barradão. Olha como o futebol é dinâmico. O nosso rival que vinha tendo todo o apelo da mídia baiana e bajulação explícita com direito até comparação desta temporada com o ano de 1988, pode ser ultrapassado por nós, caso eles percam para o Corinthians em São Paulo e a gente faça o nosso dever de casa, no Barradão. A diferença que chegou a ser de 7 pontos caiu para 2. Estamos, enfim, entrando numa crescente enquanto a “crise” parece estar mudando de lado! Viva este esporte “louco” e “apaixonate” chamado Futebol!

VITÓRIA SEMPRE!

DUELO DE LEÕES NA ILHA DO RETIRO

O Vitória fará seu primeiro grande clássico regional na temporada neste domingo quando enfrenta o Sport Recife num duelo de leões que promete muitas emoções na Ilha do Retiro. As duas maiores equipes do Nordeste chegam a este jogo precisando de vencer para melhorar na tabela de classificação. O Leão Baiano está até com mais urgência em vencer, pois até agora só venceu uma partida contra o Atlético-MG, enquanto o Sport tem 8 pontos, apenas três acima do Vitória. É o chamado “jogo de seis pontos”.

Para o jogo deste domingo, fora de casa, o técnico do rubro-negro, baiano Alexandre Gallo, terá o desfalque de Gabriel Xavier expulso na rodada passada e o retorno de Willian Farias (que cumpriu suspensão automática contra o Botafogo na quarta-feira passada). Além disso, Gallo pode perder Kieza que saiu da última partida sentindo dores na coxa esquerda e passou a ser dúvidas. Mesmo com estes problemas, o Vitória precisa buscar o resultado positivo imperiosamente. Para o lugar de Gabriel Xavier, Alexandre Gallo está entre Cleiton e Yago. Sinceramente espero que ele opte pelo menino, pois CX já teve todas as chances do mundo e mostrou que não rende mais nada! Já no lugar de Kieza, o substituto natural será André Lima.

Já o Sport fez treinos secretos nesta semana e não definiu seu time titular. Entre as possíveis formações, Luxemburgo pode jogar com 2 ou 3 volantes e pode escalar Diego Souza como um típico camisa 10 ou como segundo atacante, função que vem atuando na Seleção Brasileira. O Leão da Praça da Bandeira pode ter 3 desfalques para a partida de amanhã (Ronaldo [volante], Thomás [meia] e Rogério [atacante]). Em grande fase mesmo aos 40 anos, o goleiro Magrão é mais um obstáculo aos nossos meias e atacantes. O ídolo do time pernambucano vem “mitando” no Cartola FC com defesas arrojadas e “impossíveis”. Mais do que nunca nossos atacantes precisam caprichar nas finalizações.

Ano passado, o Sport venceu por 1×0 em jogo em que o Vitória perdeu duas penalidades máximas em 10 min.

O adversário é forte em seus domínios, mas vem de uma temporada bem irregular, possui um sistema defensivo bem falho também, ou seja, podemos aproveitar este fator. Do time de Vanderlei Luxemburgo, nossos marcadores precisam se atentar com Diego Souza, Rithely, o centroavante oportunista André e dos pontas velozes habilidosos Rogério (que pode não jogar), Osvaldo e Marquinhos (aquele mesmo). Por isso mesmo, acredito num jogo muito difícil, pois além de ser favorito por jogar em casa, o Sport tem um jogador acima da média que, quando inspirado, é um “deus nos acuda” para os adversários, falo de Diego Souza.

Entretanto, com uma marcação cerrada, boa postura defensiva, equilíbrio entre os três setores do campo e vontade de ganhar o jogo, o Vitória terá grande chance de surpreender. Até como já citei, a defesa deles quando apertada costuma falhar. Por azar, Ronaldo Alves já se recuperou e vai formar o miolo defensivo com o veterano Durval, pois Matheus Ferraz vinha cometendo falhas abissais e sendo um dos principais alvos da torcida do Sport. Os jogadores estão cientes que precisam pontuar em sequência para evitar dissabores lá na frente. Portanto, cabe a nós torcer e que eles façam de tudo para vencer e saiam vencedores da Ilha do Retiro.

Vitória Sempre!

Relacionados:

Goleiros: Caique e Fernando Miguel;
Zagueiros: Alan Costa, Fred, Kanu e Renê;
Laterais: Patric, Euller, Geferson, Leandro Salino e Thallyson;
Volantes: Uillian Correia e Willian Farias;
Meias: Cleiton Xavier e Yago;
Atacantes: David, André Lima, Neilton, Paulinho e Todynho.

O PONTO POSITIVO FOI O PODER DE REAÇÃO

O Vitória perdeu uma grande chance de recuperar a autoestima e prestígio com o seu torcedor na noite de ontem (14/06) ao empatar em 2×2 com o Botafogo dentro do Manoel Barradas. A sonolência, a falta de inspiração, o péssimo posicionamento e senso de marcação de Thallyson e Fred permitiram que o Botafogo dominasse as ações no primeiro tempo e ter aberto 2×0, com os gols saindo pelo setor esquerdo de nossa defesa e isso custou muito caro ao Leão, que só acordou no segundo tempo e na base da raça e maior inspiração ofensiva alcançou o empate em 2×2 com gols de Gabriel Xavier e Kieza e por pouco não conseguiu a virada num lance genial de Patric e numa virada em chute forte de André Lima, nos minutos finais. O empate foi ruim pela campanha que fizemos, mas pelas circunstâncias do jogo foi ótimo, pois deixou como ponto positivo o poder de reação da equipe de Alexandre Gallo.

Primeiro Tempo Como já antecipado no “prefácio” do post, o Vitória foi dominado pelo Botafogo na primeira etapa. O único momento de lucidez do Rubro-Negro foi com um chute forte de David que acertou a trave, logo aos 3 minutos de jogo. Depois deste lance, o time carioca cresceu na partida e descobriu o mapa da mina jogando bolas nas costas de Thallyson e do zagueiro Fred. Antes de abrir o placar, o lateral esquerdo Thallyson mostrou que tava afim de entregar o ouro, quando deu uma recuada bisonha de peito para Fernando Miguel, Bruno Silva foi mais rápido e chutou tirando tinta da trave direita de Miguel. Pouco tempo depois, o lateral direito do Botafogo, Arnaldo, carregou pela ponta direita e cruzou rasteiro para Pimpão que se antecipou a Fred e quase marcou. Mas na terceira falha de nosso setor esquerdo não houve perdão! Pimpão fez um lançamento da ponta esquerda para a grande área, Thallyson furou e Bruno Silva brocou. Botafogo 1×0.

O Vitória continuava bombardeado e poucos minutos após o gol de Bruno Silva, Fred foi recuar da intermediária e deixou Pimpão de cara com Fernando Miguel, que desta foi mais rápido e atrapalhou a finalização do atacante botafoguense, que ainda sem ângulo tentou o gol, mas Kanu tirou em cima da linha, afastando o perigo. O jogo seguia nesta Dança Macabra com o Botafogo parecendo que estava no RJ e o Vitória se comportando como um timinho de quinta categoria, sem força tática, técnica e vibração, parecendo que estavam assustados! Para piorar, aos 41 minutos João Paulo cobrou falta na área e Fernando Miguel invés de mandar para escanteio (como todo goleiro das décadas de 80 e 90 faziam), resolveu dar um tapa pro segundo pau e Bruno Silva, de novo, não desperdiçou. Botafogo 2×0 e vaias para o Leão ao fim do primeiro tempo.

Segundo Tempo Alexandre Gallo deve ter chamado os caras no eixo bem naquele estilo brabo de um belo galo de briga, pois o Vitória veio com outra disposição para o segundo tempo. Tanto isso foi verdade que aos 4 minutos saiu o primeiro gol rubro-negro, quando DAVID (tão perseguido pelos corneteiros de plantão) fez uma linda jogada pela esquerda, ganhou no corpo de seu primeiro marcador, entrou na grande área e com categoria serviu a Gabriel Xavier, que dominou a pelota e com a perna direita diminuiu o placar. Vitória 1×2!

Entretanto, ao invés de aproveitar o gol cedo e buscar desde já atacar com mais intensidade, o Vitória passou a errar passes bestas na transição do meio para o ataque e sofreu perigosos contragolpes botafoguenses que voltaram a perder boas chances com João Paulo, Roger e Pimpão. Só voltamos a assustar num lançamento de Thallyson para a grande área, onde Kanu tentou um chute cruzado que bateu na zaga, voltou pra David que bateu forte, mas desviou no defensor e foi à escanteio.

O empate do Leão só aconteceu aos 30 minutos, quando Gabriel Xavier puxou um contra ataque pela esquerda e lançou rasteiro para André Lima, que tinha entrado no lugar de David, o camisa 99 ganhou na força física do seu marcador e serviu para Kieza, o K9, marcar o seu terceiro gol em 5 jogos neste Brasileirão. Vitória 2×2.

Com o empate, o jogo voltou a ficar emocionante e aberto, com as duas equipes perdendo outras boas chances de fazer o terceiro e decisivo gol. Entretanto, as situações mais claras foram desperdiçadas pelo Vitória. Aos 37min Patric deu uma de Maicon (ex seleção brasileira), veio do meio de campo com a bola dominada, passou por três marcadores, mas finalizou torto. Grande jogada, grande arranque, mas a finalização foi medonha, antes tocasse para Neílton, livre na esquerda. Por falar em Neílton, o camisa 10 fez uma jogada de Neymar poucos minutos depois deste lance, quando mostrou um repertório de drible curto para cima de 3 marcadores e cruzou na área, só que Gatito se antecipou a Kieza e segurou a bola. Já nos acréscimos, André Lima recebeu um lançamento de costas para o gol, dominou a redonda e virou batendo com uma força impressionante, mas a bola passou tirando tinta do ângulo esquerdo do goleiro paraguaio!

Enfim, o empate foi amargo no cômputo geral, mas pelo que vimos no jogo foi um resultado admirável até, pois não é fácil buscar o empate  de 2 gols em 45 minutos contra um adversário que se defende bem, que conta com um goleiro de excelente qualidade, fora a chuva e a pressão da torcida e da comissão técnica, que estão vendo uma campanha muito fraca neste começo de competição. O sinal de alerta continua ligado. Estamos muito mal na competição, mas valeu a garra e a vontade de evitar a derrota. Agora é procurar vencer à todo custo o Sport na próxima rodada e o Santos, na próxima partida do Barradão. Não tem jeito, é preciso vencer umas duas ou três em sequência para dar uma respirada maior!

VITÓRIA SEMPRE!