Hora de dar o troco e seguir fugindo do Z4

chapecoense_vs_vitoria_br2016

Faltando 10 jogos para o término do Campeonato Brasileiro – Série A 2016, o Vitória precisa de 12 a 15 pontos para se garantir na elite do futebol nacional da próxima temporada. E nestes últimos dez duelos está a Chapecoense, simpática e humilde equipe em ascensão no cenário brasileiro. No jogo de ida perdemos de virada por 2×1 nos minutos finais, a partir do momento em que o meia Arthur Maia, que foi chutado pela torcida leonina, entrou com a camisa do adversário e em duas assistências calou nossa corneteira e injusta torcida no Barradão.

Agora com um novo técnico e com uma aparente melhora de nosso sistema de jogo (e defensivo, principalmente) a ideia é de dar o troco no time catarinense e nos aproximarmos mais do objetivo de fugir da zona de rebaixamento, mais conhecida como Z4. A Chapecoense está na 11ª posição com 38 pontos e durante a semana eliminou o Independiente-ARG nas penalidades máximas pela Copa Sulamericana. Portanto, é uma equipe chata, de muita marcação, entrega em campo e que costuma vender muito caro derrota em seu mando de campo, a Arena Condá. Não é a toa que mesmo sem grande visibilidade e orçamento, a Chape está completando 5 anos consecutivos na Série A e isso reflete organização e planejamento administrativo dos dirigentes de lá, coisa que falta aqui. Lá não correm atrás de medalhão para enganar torcida e sim de jogadores operários, que se enquadrem na política do clube e onde a seriedade e o foco é exigido por quem gere o clube. Só para ilustrar, nunca passamos da fase internacional da Sulamericana, qualquer catado que não seja do Brasil nos tira com facilidade.

O time catarinense está sendo treinado pelo instável Caio Júnior, que alterna bons e maus trabalhos onde passa, assim como foi aqui em 2013, quando conseguiu empolgar no primeiro semestre daquele ano, mas no começo daquele brasileirão começou a se perder, a ponto de ser trocado por Ney Franco que deu uma “re-motivação” naquele grupo e o resultado foi a nossa melhor campanha em pontos corridos (5º lugar).

comemoracao_vitoria-1_0_Inter2016

Para este duelo chato e de certa forma imprevisível, o Vitória terá que se igualar na disposição e garra da Chapecoense. No papel eles não possuem grandes talentos individuais, mas jogam de forma homogênea e com “sangue nos olhos”. Se entrarmos em clima de quarta-feira de cinzas vamos ser atropelados. O ideal é repetir a pegada do jogo contra o São Paulo, talvez por isso, Argel Fucks mantenha a mesma equipe com Fernando Miguel, Diogo Mateus, Kanu, Ramon e Diego Renan; William Farias, Marcelo e Cárdenas; Marinho, Kieza e Zé Eduardo. Deste time aí eu colocaria Euller no lugar de Renan e Caíque no lugar de Fernando Miguel.

Já a equipe catarinense deve ser montada por Caio Júnior com Marcelo Boeck, Gimenez, Filipe Machado, Thiego e Dener Assunção, Josimar, Cléber Santana, Arthur Maia e Matheus Biteco; Kempes e Lourency (Bruno Rangel ou Ananias).

Que o Vitória repita a garra de jogos anteriores e consiga o nosso terceiro triunfo como visitante, até para compensar as caruaras dentro de casa!

PS.: Domingo é dia das eleições municipais, e o Blog CRN deseja que todos usem a consciência para o voto. Por favor, reflitam sobre o chamado “voto de protesto”, que é aquele que as pessoas votam naquele candidato que se porta durante a campanha como um verdadeiro palhaço, fazendo piadinhas de tudo, se vestem de forma espalhafatosa e agem de forma excêntrica e extrovertida em algo que é muito sério para o povo: O Poder Público. Num ônibus ou shopping lotado você consegue cravar quem vota em quem? Não, né? Então esta onda de votar em fulaninho de tal como “voto de protesto” por achar que ele não vai ganhar é um erro imenso. Se num buzu com 60 pessoas você não consegue estimar em que cada um vota, imagina numa proporção de milhares? Portanto, o voto de protesto para mim é voto de burrice, pois se um candidato-palhaço destes se elege, quem vai se arrombar depois é você mesmo e seus conterrâneos. Escolha o candidato que, durante a campanha, se porte com seriedade e que apresente propostas concretas para a cidade.

Boas eleições a todos!

Ainda existe a Seita do Mancini?

ARGEL FUCKS

ARGEL FUCKS

Argel Fucks chegou sobre enorme cornetagem e desconfiança daqueles torcedores que adotaram, desde 2008, a ideia de que sempre o “treinador atual” é o melhor, para encobrir o medo da mudança. Esta ideia ridícula chega a doer nos nervos e dá a impressão, de que para esta galera, a saída do “treinador atual” significa a “morte” do clube. Em três jogos disputados, o Vitória venceu DUAS, perdeu uma e tomou apenas 1 gol. Mancini em toda esta temporada não conseguiu isso, até porque o time que ele armava era mais aberto que pernas de periguete em plena atividade sexual, sem falar que de uns tempos pra cá parecia que ele não tinha mais motivação com as coisas do Vitória, pois não concentrava o time direito, não reclamava em treinamentos e passava os 90 e tantos minutos da partida apático com a mão no queixo de lua crescente dele. Sem falar que os jogadores disputavam, que nem crianças birrentas, para bater faltas e pênaltis e o então treinador só fazia cara de paisagem.

Argel chegou e já mostrou outra parada. E os jogadores sentiram, inclusive até em roda de bobinho, o novo treinador exige seriedade e foco no trabalho. Voltamos a concentrar com certa antecedência aos jogos. E em sua primeira entrevista ele falou que quem não estivesse afim que poderia pedir pra sair do clube. Enfim, chegou logo mostrando que a disciplina seria levada em consideração. Além disso, vimos um técnico que chama a atenção dos atletas o jogo inteiro, que joga com o time e não fica de “poste” só vendo passivamente a partida não.

E olha que curioso, para quem criou e frequentou a Seita do Mancini, usando a mesma tática e os mesmos jogadores, o Vitória parou de sofrer sempre o primeiro gol e de dar uma “Floresta Amazônica” para os oponentes. Talvez, a recaída tenha sido contra o Botafogo, pois Diego Renan está visivelmente fora de ritmo e já não dá mais para jogar como lateral, contribuindo bastante para a falha coletiva daquele gol. Fora este jogo, estou vendo um time que marca melhor, com maior aglutinação entre os jogadores e maior disposição de brigar pela posse de bola, coisa que no período Mancini, prevalecia a marcação por telepatia e no olhômetro.

Vagner_Mancini_2015

Não estou dizendo que Argel é o fodão dos fodões, nem que agora vamos sair do Z4 para encostar no G4. Mas já vejo outra forma do time atuar, com mais empenho, luta e vontade. O que pode me dar mais razão ainda nesta análise será a postura e os resultados contra Chapecoense e Grêmio. Se o Vitória conseguir fazer entre 4 a 6 pontos nestes dois próximos duelos ratificará o que eu sempre falei: que o problema não era de nosso time ser ridículo (temos um elenco bem limitado, mas existem piores e com maior pontuação), e sim de nosso ex-treinador ser teimoso e pouco criativo.

Na condição mais otimista (Vitória fazendo 6 pontos nos dois próximos jogos) teremos em 5 jogos com Argel, 4V e 1D, coisa que em nenhum momento Mancini conseguiu neste Brasileirão, tendo os mesmos jogadores à disposição. Aliás, o único jogador que chegou e que parece ter encaixado bem no Clube foi Zé Eduardo, que está mostrando muita raça, volta para marcar, se movimenta e vem finalizando bem, inclusive já fez gol, coisa que Dagoberto em 15 jogos não conseguiu fazer.

Enfim, galera. É isso! Vamos parar com esta mania louca de temer mudança de treinador e de colocar sempre o atual (independente do nome) como a melhor alternativa. Não existe pessoa insubstituível e treinador vive de resultado, sobretudo aqui no Brasil. Alguém tá sentindo falta de Mancini? Algum outro clube já fechou com ele? O considerado “Deus” para muitos?

Poderemos confiar ou será apenas “o triunfo da falsa esperança”?

dimarinho-vitoria2-0saopaulo

Marinho decidiu o jogo em cobranças de falta.

Já falei isso aqui outras vezes: O Vitória é o time mais esquisito da face da Terra e é aquele que tem prazer de afastar o seu torcedor do campo de jogo. E sabe por quê eu repito isso direto? Porque na semana passada, no jogo contra o modesto Botafogo, o rubro-negro poderia ter feito seu segundo triunfo consecutivo (havia vencido o Inter na rodada anterior), abriria 5 pontos da zona maldita e a partida de ontem no Barradas poderia ter tido um público bem maior em face do visto na tarde de ontem, mas como o Vitória gosta de afastar sua própria torcida, perdeu o diacho do jogo, continuou no reme-reme da zona e tirou muita gente do sério e do jogo de ontem, como eu, por exemplo.

Aí diante do São Paulo, um adversário muito mais arrumado, com elenco melhor, o Vitória fez 2×0 para um público modesto (não vi o borderô, mas creio que pelo que vi da telinha ali não tinha nem 10 mil torcedores). Vá entender este time esquizofrênico, bipolar e esquisito. Mas se engana quem acha que jogamos bem o tempo todo e que não sofremos risco. Para quem não pôde assistir o jogo nem pelo PFC nem pelas ondas das AM e FM por aí, o primeiro tempo foi muito parelho, com o São Paulo sendo levemente superior nas chances de gols. Inclusive acertou o travessão com um belo chute do garoto Luiz Araújo e em outras por grandes intervenções do inconstante goleiro Fernando Miguel. Somente por volta dos 20 minutos que ameaçamos a meta tricolor com duas bolas na trave de Zé Eduardo (uma cabeçada e um chutaço no travessão) e num chute violentíssimo de Diogo Mateus que passou perto do ângulo esquerdo do arqueiro Dênis.

vitoria2-0saopaulo

Achei uma profissão para Kieza após se aposentar dos gramados: Ator.

Mas o gol só veio aos seis minutos do segundo tempo, quando em cobrança de falta sensacional, Di Marinho colocou lá dentro, sem chance para o goleiro são-paulino. O São Paulo tentou fazer uma fumacinha após o gol, mas não estava achando nada com Kanu e Ramon bem postados e pela arrumação nas laterais depois que o péssimo Diego Renan saiu para a entrada de Euller, dando mais consistência no lado manjado onde nossos adversários forçam as jogadas, justamente pela fama viralizada da avenida Diego Renan. Para acabar de vez com qualquer tentativa são-paulina, aos 26 minutos Marinho cobrou falta na grande área e, assustado com o impulso de Kieza, o zagueiro Lyanco se precipitou e botou nas próprias metas. O K-9 deu um migué típico de político brasileiro e comemorou como se fosse gol dele, mas o replay mostrou a farsa.

Agora enfrentaremos a Chapecoense, em Chapecó-SC, e o Grêmio, na Arena Fonte Nova nas duas próximas rodadas. E aí encerro este texto com a pergunta do título. O triunfo de ontem é para torcida voltar a confiar ou foi apenas para dar falsa esperança? Os dois próximos jogos podem dar a resposta. Para mim tem que vencer as duas para me tranquilizar e voltar a ter meu apoio. Se fizer menos que 4 pontos nestas duas partidas eu recomendo que todos vistam o manto da realidade, pois sabemos que o Vitória não consegue reverter situação de rebaixamento quando é obrigado a vencer os últimos jogos, preciso lembrar de 2004, 2005, 2010 e 2014? Não, né?

Não tem jeito, em 2017 o Vitória estará na Série B

650x375_ecvitoria-seriea-brasileirao-futebol_1668635

Lêdo Engano a estreia de Argel no Leão. Naquele jogo contra o Inter vimos um time mais aguerrido na marcação, que anulou o adversário e fez gol em jogada ensaiada. Contra o Botafogo dominamos boa parte do jogo, mas parece que o “destino” já está traçado pelos Deuses da Bola e eles não querem premiar uma das piores diretorias que o Vitória teve nos últimos 5 anos. Pois é. O atual corpo diretivo do Vitória composto por Raimundo Viana, Manoel Matos e Anderson Barros é o pior dos últimos 5 anos do clube. Um trio que não consegue montar um time bom, que vive contratando refugos, vindos de longos períodos de inatividade e que mostram a cada dia que estão completamente por fora do futebol-business do século XXI.

O Sobrenatural de Almeida está agindo de forma violenta. Já são 3 meses sem vencer no Barradão, o último triunfo lá foi na 12ª rodada, em 29 de junho. Quando mandamos o jogo em Feira de Santana e na Fonte Nova ganhamos as duas partidas (Coritiba e América-MG), mas no Barradão foram três derrotas e dois empates. E quando tudo parecia mudar com a penalidade máxima ao nosso favor, eis que Diego Renan cobrou de forma medíocre e a partir dali o jogo mudou de cara. O Botafogo que só se defendia, foi crescendo aos poucos e numa falha terrível da zaga e da saída completamente louca de Fernando Miguel, o alvinegro carioca fez 1×0 ainda no primeiro tempo. No segundo tempo nosso time repetiu o domínio estéril e sem brilho do ataque e na melhor oportunidade Kieza debaixo da pequena área acertou a trave. A treva tá vindo! E o jogo terminou mesmo com 1×0 para o time visitante e só não estamos na zona porque o Inter perdeu para o América-MG ontem à noite.

Diante a esta situação, tomei a decisão que o domingo 18/09 foi meu último jogo in loco na temporada 2016. O jogo deste domingo era o divisor de águas, pois seria duas vitórias seguidas, abriria 5 pontos para zona e motivaria a torcida para lotar contra o São Paulo neste domingo. Com esta derrota para o Botafogo, o time já vai entrar em campo mil vezes mais pressionado e já está notório que este elenco não tem culhões para vencer a ansiedade e a pressão da torcida. Sem falar que se a gente não conseguiu vencer em casa para um modestíssimo Botafogo, que ainda veio desfalcado de Sassá e Neílton, não será do São Paulo crescendo aos poucos que vamos reagir. Pode até acontecer, pois futebol é coisa de louco, mas usando a parametrização da lógica, a tendência é outra derrota no domingo e repetir a mesma história dos rebaixamentos anteriores. NÃO SABEMOS USAR NOSSO MANDO DE CAMPO COMO ARMA. Os melancólicos empates para Ponte Preta (2004), Portuguesa (2005) e Atlético Goianiense (2010) e a derrota para o Santos (2014) que resultaram em nossos rebaixamentos dentro do Barradão confirmam que é uma tese, um fato, e não superstição tola.

Além de decidir de me ausentar dos jogos, mesmo tendo o SMV vigorando em mãos, também acho que já deu pra mim com este blog nesta temporada. E talvez eu não tenha mais forças nem motivação para continuar numa nova Série B. Este grupo político que está no clube há 10 anos vem me desmotivando em progressão geométrica ano a ano, e, de fato, já me cansei completamente da mesmice do Vitória, em nunca disputar título nenhum fora do estado e da região Nordeste.

Quando estamos na elite, eles usam como desculpa pra não buscar título de expressão os valores de cotas dos times do eixo, mas quando estamos na B, mesmo sendo um dos maiores orçamentos não brigamos pelo título e a própria torcida esnoba um possível título da B (que seria apenas o maior título do clube, até então), achando bacana apenas subir em 4º ou 3º lugar, enquanto clubes de grande porte como Palmeiras, Atlético Mineiro, Grêmio e Vasco sobem como campeões com direito a festa das referidas torcidas. Mas nossa torcida é meio louca, comemora títulos baianos como nunca, mas esnoba título da série B parecendo até que em todos os anos entramos na Série A brigando por título. Vá entender! Cansei da mesmice do Vitória, da diretoria e da falta de ambição da própria torcida.

Só voltarei a escrever alguma coisa aqui, quando me sentir motivado ou inspirado. Eu que já tive o costume de atualizar a cada 48h já não tenho forças para manter este espaço para um time que pode dar mais ao povo baiano e a sua torcida, mas se contenta em viver eternamente como coadjuvante master.

Placar minúsculo, VITÓRIA maiúscula!

vitoria-1x0-inter-2016

O Vitória deu seu primeiro pontapé para fugir do rebaixamento ontem à noite na estreia do técnico Argel. Nada melhor do que ter um técnico e não um treinador na beira do gramado. Mal chegou ao Leão, Argel já conseguiu implantar sua filosofia de jogo, ressaltando mais a marcação e o posicionamento de volantes e zagueiros do que jogar mais arreganhado do que pernas de quengas de rodovias. O placar de 1×0 foi conquistado com muito empenho dos jogadores, que se doaram na marcação e por uma dose de sorte em alguns lances desperdiçados pelo Internacional.

Primeiro Tempo – Diferentemente dos jogos anteriores com o treinador Vágner Mancini, o Vitória, sobre a batuta do técnico Argel, se mostrou mais organizado e diminuindo as distância entre defesa, meio e ataque. O Inter foi travado pelo sistema defensivo do Leão e mesmo assim tivemos algumas chances com Diogo Mateus, William Farias e Zé Eduardo. Nem mesmo os quase 25 mil colorados no Beira-Rio esmoreceram nosso esquema de jogo e muito menos fez o Inter tirar forças sobrenaturais.

Segundo Tempo – Já no primeiro lance de ataque marcamos o gol que selou o placar da partida. Aos 2 minutos Marinho cobrou falta na área, Ramon desviou de cabeça para Zé Eduardo, que da mesma maneira desviou para o centro da pequena área achando Kanu livre para empurrar, de carrinho. Vitória 1×0. Já foi o resultado da primeira jogada ensaiada implantada por Argel Fucks, para calar os eternos pessimistas de plantão e críticos prematuros.

Após a feitura de nosso gol, o Inter tomou um chá de “acorda pra vida” e tentou a todo custo e de maneira descoordenada o empate. Entretanto, nem mesmo a súbita melhoria do time colorado foi capaz de evitar o nosso triunfo. Claro que passamos mal bocados e um sufoco danado, mas era o dia da gente. As conclusões do Inter não eram felizes e quando eles apelavam para a jogadinha manjada deles de cruzar na área, Kanu e Ramon estavam tirando tudo. Com certeza foi a melhor partida desta dupla de zaga nesta Série A. O que uma mudança de comando faz numa equipe, né? Eles já perceberam que com Argel não terão moleza, ou se esforçarão ou perderão titularidade.

Enfim, seguramos a forte pressão colorada dos 3 aos 50 minutos da etapa complementar e saímos do Z4 e afundamos mais ainda o Inter, que agora é 18º na tábua de classificação. Para se distanciar ainda mais da zona maldita, o Leão precisa vencer o Botafogo de qualquer jeito no próximo domingo, 18h30, no Barradão. De acordo com os matemáticos precisamos de mais 6 triunfos para garantir a presença na Série A 2017 e que a partir das 20h30 de domingo a gente já comece a contar com mais 5 vitórias.

Treinador novo, vida nova?

ARGEL FUCKS

ARGEL FUCKS

Argel Fucks assumiu o posto deixado por Vágner Mancini e estreia hoje à frente do Vitória diante, justamente, contra o Internacional, clube que o dirigiu por 11 meses e que neste ano só perdeu 6 vezes com o Colorado na temporada, sendo 5 seguidas no Brasileirão, o que lhe custou seu emprego no time gaúcho. Diferentemente do estilo atual de Mancini (que passou do super-turrão para o super-tranquilex), o grupo já sentiu que até em roda de bobinho Argel reclama e orienta. Além disso, poderemos ter de volta os treinos à tarde e concentração com um a dois dias de antecedência, coisa que Mancini muita das vezes nem fazia. Talvez isso explique a falta de fôlego do time rubro-negro em todo segundo tempo, a pança de Amaral e até o “modesto” mas visível engordamento de Victor Ramos e outros jogadores.

Como de costume, o novo treinador deve começar o time baseado nas últimas escalações do treinador demitido. Porém, a torcida espera ver logo de cara uma nova postura do time em campo, com mais briga pela posse de bola, entusiasmo para atacar e correção do sistema defensivo, que Mancini teimava em fingir que não existia ou realmente se mostrou incapaz de corrigi-lo. Sendo assim o possível line-up será com Fernando Miguel; Diogo Mateus, Ramon, Kanu e Euller; Willian Farias, Marcelo e Cárdenas; Marinho, Kieza e Zé Eduardo (love é o caralho!!). Desta formação eu não entendi a volta de Fernando Miguel e a saída de Serginho. Caíque foi fundamental para não tomarmos uma goleada do Flamengo no último sábado, enquanto o Fernando falhou bisonhamente em três lances cruciais contra o Galo que poderia resultar no placar de 5-1 e não os 2-1. Sorte nossa que o ataque do Atlético-MG não soube aproveitar. Já Serginho mostrou muita qualidade e deu mais liberdade para Cárdenas, que juntos, tabelaram e dominaram o Flamengo no primeiro tempo. Deve ser algo sugerido pelo nosso invejado “Setor de Inteligência”.

Já o Internacional, que também está na zona de rebaixamento na 17ª posição e um pontinho a nossa frente, aposta no fator casa e da promoção para sua torcida que pagará R$ 15,00 para o acesso ao jogo de hoje e ao próximo, contra o Figueirense. É esperado cerca de 30 mil pessoas, para confirmar o clube como o quarto maior em presença de público neste Brasileirão. Bem distante daquele Inter de 2006-2012, o atual time colorado é muito inconstante e vive de lampejos de Seijas, Valdívia e Nico López. Sabendo jogar de forma equilibrada entre defesa e ataque, é um jogo muito capaz do Leão voltar a vencer e a vislumbrar uma luz no fim do túnel, já que encara o Botafogo no Barradão, no próximo domingo às 18:30. O provável time colorado será com Danilo Fernandes; William, Paulão, Ernando e Geferson; Rodrigo Dourado, Fabinho, Seijas e Valdívia; Nico López e Aylon.

Vitória Sempre!

inter-vs-vitoria_br2016

Meu papo é reto | Vitória estará na Série B em 2017

É hora de bradar contra esta esculhambação

É hora de bradar contra esta esculhambação

Não sou de enfeitar pavão, nem de publicar textos com a intenção de alegrar terceiros, seja os metidos a torcedor-modelo ou para os super-racionais. Escrevo o que sinto, pressinto e de acordo com meu background sobre a história e traumas do Vitória que conheço nestes quase 20 anos de arquibancada, sendo 9 como Sócio-Torcedor. E cravo, infelizmente, que este ano é o ano do iô-iô. O Vitória vai estar na Segunda Divisão em 2017, sendo o 5º rebaixamento em 12 anos e para parametrizar mais ainda a estatística, será o terceiro rebaixamento nas últimas seis temporadas (2010, 14 e 16), o que por si só comprova mais uma vez que a política “Pés no Chão” implantada por Alexi Portela em 2006 ruiu, além de evidenciar que estamos sendo geridos por indicações de Alexi que conseguem ser piores que o “mentor”.

O elenco deste ano é fraco, mas não é inferior ao da Ponte Preta, Chapecoense, Figueirense e Coritiba, por exemplo, e nisso há culpa e muita no protegido de parte da torcida, o treinador Vágner Mancini. Mancini é conhecido no eixo sul-sudeste do país como Sr. Rebaixamento porque rebaixou Sport, Botafogo, Guarani e por um triz quase não rebaixou o Cruzeiro em 2011, fora que participou de boa parte da campanha do rebaixado Ceará, também em 2011.

E a diretoria atual do Vitória dá total carta branca ao Sr. Rebaixamento e parece que nada vai tirar o emprego dele no Leão…Irão repetir a teimosia com Ricardo Silva (2010) e Ney Franco (2014), onde todos viam que eles já não conseguiam mais extrair as potencialidades do elenco e ainda contribuíam para o descenso com insistências em jogadores improdutivos por questão de afinidade pessoal ou a clássica interpretação equivocada de “jogador tático” por parte dos referidos treinadores para jogadores que não faziam a diferença em campo.

Vagner_Mancini_2015

Não há comando no Clube nem na Diretoria muito menos na Comissão Técnica. É vice presidente que aparece mais que o próprio presidente de fato. É Diretor de Futebol ganhando fábula$ para o vice-presidente sair contratando os mesmos jogadores que aqui já passaram em outras temporadas, é um ex-zagueiro mediano que tentaram emplacar como diretor de futebol e como treinador de zagueiro, sem sucesso, e que por apenas por relação de amizade, continua ganhando $ do clube gerindo um tal de “Setor de Inteligência” para reforços, mas que só contratam os mesmos jogadores ou veteranos sem espaço no eixo e no exterior, vindos de grandes períodos de inatividade (de preferência). O zagueiro Henrique, recém contratado, 8 meses sem jogar e já sentiu o tornozelo…já está no DM fazendo o trio de zaga com Josué e Guilherme Mattis (o incurável).

E esta falta de comando é vista no campo quando desde o começo do Brasileirão estamos vendo Marinho ser altamente individualista, metido a Messi Afrodescendente, causando sérias desavenças pessoais entre os demais jogadores de meio e ataque, que reclamam COM RAZÃO a falta de jogo coletivo do camisa 7, que por sua vez SE FINGE DE MALUCO com declarações sem sentido na mídia, como dizer que não lembrava do gol que fez contra o Cruzeiro e do chilique que deu quando ameaçaram tirar ele daquele jogo (antes do lance do gol), assim como a hilária entrevista do “Sabia Não”, do cartão amarelo que tomou pelo Ceará e que lhe tirava de um jogo importante. Para mim, Marinho não é maluco, se finge de, justamente para se proteger ou esconder o seu egocentrismo.

ec-vitoria-marinho-corinthians_1637728

A gente não vê Mancini dar uma dura no cara, botar uns jogos no banco pra ver se usa a Havaianas da Humildade (aquela de 10 reais branca e azul). Fora que durante os jogos, são os mesmos erros de marcação, a displicência eterna de Diego Renan (que só sabe bater pênalti, pois nos fundamentos básicos é um lixo). É Marinho, Kieza e Diego Renan brigando para cobrar faltas e pênaltis e o treinador na dele com aquele queixo de Lua Crescente, dando de ombros, como se não fosse de sua alçada definir os cobradores e chamar na xinxa estes pequenos atritos dos jogadores nas partidas.

vergonha

Agora estão brigando para liberarem o acesso de torcedores do Flamengo – INIMAGINÁVEL. Em tempos que torcidas nordestinas estão “lutando” para os conterrâneos deixarem de torcer para times do RJ/SP para apoiar mais os times locais, a diretoria do Vitória, como uma prostituta sedenta, está brigando para garantir a torcida do Flamengo aqui, porque o time carioca foi punido por causa de uma confusão recente envolvendo os flamenguistas.

Muito curioso isso, vivem afastando o próprio torcedor com um time fraco, criticando o torcedor que não se associa (porque na visão deles é obrigação de todo torcedor ser sócio, mesmo que eles não ofereçam um produto de qualidade), mas está brigando para ter mais torcedores que atuarão contra a gente, vaiando nosso time e ofendendo nossa torcida com aquelas musiquinhas que já conhecemos. Tudo isso porque querem angariar mais dinheiro com a torcida alheia que vem para ver Diego e Paolo Guerrero (os nomes mais sonantes do CRF), ao invés de querer mais receita com nossa própria torcida (e trazendo ídolos para nosso time e não pegando bonde nos dos outros). Olha o quanto estão APequenando o clube. Assim como Carlos Falcão, Raimundo Viana é “cria” de Alexi Portela, por isso não damos um passo a frente, pelo contrário, estamos regredindo a passos largos às décadas melancólicas de 60 e 70, quando o rival nos humilhava e éramos o coadjuvante dos coadjuvantes em todas as competições.

Por isso tudo: Time fraco, treinador fraco (mas apoiado e venerado pela diretoria e torcida) e uma diretoria obtusa, amadora ao extremo e sem nenhum traquejo de modernidade, eu cravo que o VITÓRIA está fazendo o retorno à Série B já nesta temporada. E se Manoel Matos for mesmo nosso presidente a partir de Janeiro de 2017, já começo a ver os traçados da estrada que nos levará a Terceira Divisão novamente. Estou cansado das mesmices do VITÓRIA e das diversas diretorias que só mantêm a tradição de ganhar estaduais e disputar os nacionais apenas como mero participante. O Vitória pode mais e a torcida merece muito mais do que vem recebendo desde 1953 (ano da “profissionalização” do departamento de futebol rubro-negro).

vergonha_leonina