O presidente FAKE NEWS

Nenhuma expressão foi mais emblemática nos últimos tempos do que “fake news”. Tida por alguns como fator decisivo nas eleições para o Executivo e o Legislativo em 2018, no Vitória ela apareceu de forma altiva na última eleição para presidente do clube.

O candidato que veio a ser eleito encontrou o cenário perfeito. Desastre da gestão de Ivã de Almeida, candidatura desassociada da chapa para o Conselho Deliberativo, rejeição de parte da torcida aos ex-dirigentes que se uniram em candidatura adversária.

Faltava o elementar: projeto.

Tal qual o arquétipo dos nossos políticos brasileiros, Ricardo David usou um belo discurso na campanha e fez o oposto enquanto presidente. Foi neste campo do planejamento que se revelou o maior desengano que o torcedor rubro-negro viu em muitos anos, confirmado pelo próprio Ricardo David em declaração à imprensa na terça-feira (27/11).

ANTES
11/12/2017 – http://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/me-preparei-para-ser-presidente-do-vitoria-diz-ricardo-david

“Eu quero ser presidente do Vitória porque me preparei para isso.”

DEPOIS
27/11/2018

“O número de erros foi maior que o número de acertos. Só assim justifica uma queda para a Série B. Assumo a absoluta e principal responsabilidade. Não teve nenhuma ação que fosse tomada sem a minha responsabilidade. Sou o maior responsável por esse desfecho que aconteceu nesse ano.”

Ao contrário do que havia afirmado, ele não estava preparado para o cargo. E cabe ressaltar que os erros não foram apenas no futebol. Desafiamos quem possa indicar o cumprimento de uma promessa do presidente Ricardo David.

1. Gestão profissional
2. Inovação e integração
3. Reforma do Barradão, sem megalomania
4. Ações de Marketing assertivas
5. Basquete, remo e demais esportes olímpicos mais fortes
6. Internacionalização da marca
7. Projeto de futebol aliado à tecnologia e integrado com a divisão de base
8. Recuperação da média de público do Barradão
9. Política de comunicação integrada
10. Mais participação de sócios e torcedores na vida do clube
11. Empoderamento do Centro de Inteligência de Mercado e Avaliação de Desempenho

É até desnecessário se aprofundar em casos emblemáticos, como a dissolução da parceria com a Universo e saída do NBB, pois são de ampla divulgação. Hoje, a equipe masculina de basquete é forte e atropela os adversários… no Campeonato Baiano.

Não cumprir ou fazer o contrário do prometido foi a tônica de 2018. No Vitória, promessa não é dívida. Todo o repúdio da torcida a Ricardo David se manifesta exatamente a partir disso. Eleito em primeiro turno, nele estava depositada enorme expectativa. No fim, vimos que a grande diferença entre ele e Ivã de Almeida é a oratória.

Nós, enquanto torcedores e sócios do Vitória fora de Salvador, nos entristecemos ainda mais com os danos que esta gestão nos causou. É cada vez mais difícil manter estes torcedores unidos e incentivá-los a se tornar sócios do Vitória, a marcar território com uso da camisa rubro-negra no dia-a-dia e a realizar trabalhos sociais vinculados à imagem do clube.

Até neste contexto, Ricardo mudou. Antes, se vangloriava de ter sido o primeiro a desenvolver ações junto a torcedores de fora de Salvador, inclusive usou como propostas na campanha de 2016. Em 2018, nenhum contato manteve. E chegou até a desmarcar em cima da hora reunião com representantes da Rede Vitória Sem Fronteiras, que saíram de diferentes cidades do Brasil para Salvador.

Disse um então candidato a presidente do Brasil que “a democracia é uma delícia, mas tem seus custos”. Nos mantemos defensores de um clube plural e decidido pelos seus sócios. No entanto, estamos amadurecendo este processo e esperamos que os erros sirvam de aprendizado. Para os sócios, é claro. Ao presidente, que se disse tão preparado em campanha, nunca foi dado o direito de fazer estágio de gestor de clube de futebol.

Da nossa parte, estaremos à disposição de contribuir para toda gestão que quiser realizar algo em prol do Vitória. Da mesma forma, nossa vigilância é permanente. Uma hora, a conta chega. E ela chegou.

Esperamos um 2019 com mais “sangue no olho” e menos omissão e arrogância. Com mais proximidade e respeito ao torcedor. O abatimento e afastamento da torcida são notórios. E esse pode ser o maior prejuízo ao Vitória.


TEXTO DE:
Rede Vitória Sem Fronteiras
http://www.vitoriasemfronteiras.com.br

HEY, DAVID! PEÇA PRA SAIR!

Quem falta com a verdade só pode ser chamado de mentiroso. Não existe outro termo não, e o presidente do Vitória, Ricardo David, se mostrou ser um de marca maior. Pois desde as eleições de 2016 vinha com um discurso bonitinho, que empolgava, com frases bem articuladas. Se dizia estar estudando o clube e o futebol em geral e que o Vitória mudaria de patamar sobre a sua gestão e mesmo assim perdeu em 2016 para a VDT. O ano de 2017 foi uma verdadeira lástima, várias crises que culminaram no afastamento de Ivã de Almeida, para em novembro ele pedir renúncia depois da AGE ter decidido seguir com o rito para sua destituição, que poderia deixá-lo inelegível por 7 anos aos cargos do ECV.

Veio a eleição de 2017 e novamente com seu discurso ensaiado e que lobotomizou os torcedores de classe média/alta e alguns da plebe, RD conseguiu uma vitória expressiva tendo quase 1 mil votos de cerca de 2 mil e poucos torcedores votantes. Em números, Ricardo teve 945 votos, ou seja, 52% do total de sócio-torcedores aptos, enquanto o candidato Manoel Matos ficou no segundo lugar com 607 votos, ou seja, Ricardo venceu seu maior adversário com 338 votos de diferença e num universo pequeno de votantes, este número é sim expressivo.

Pois bem, veio o ano de 2018 e todos esperavam ver se realmente Ricardo iria cumprir com pelo menos metade do que falava em campanha, já que se mostrava conhecedor de tudo, com tudo planejado e por onde caminhar pelos atalhos sem tomar nenhum tipo de susto, escorregão ou contratempo. Mas desde janeiro ele se mostrou que era uma coisa no discurso e outro na atitude. Como uma pessoa “novata” no mundo do futebol a coisa mais sensata para ele seria a de se cercar de profissionais experientes do esporte para dar seus primeiros passos na gestão do clube com um pouco mais de solidez. Só que ele preferiu apostar num cara completamente sem grande currículo e experiência para Diretor de Futebol (falo de Erasmo Damiani), um cara que só tinha alguma experiência como coordenador de divisões de base! Aí foi o seu primeiro grande erro.

Em seguida veio a manutenção de boa parte do elenco quase rebaixado de 2017, a pedido do treinador Vágner Mancini. Para um cara que sabia o “caminho das pedras” e todos os “atalhos”, seria o momento de peitar o treinador e mostrar que aquele elenco precisava de uma séria reformulação. E se fosse contratado um Diretor de Futebol mais parrudo, este também cortaria a asinha do treinador, que, por sinal, só tem essa carta branca toda aqui no Vitória. Desde Aléxi Portela Jr virou tradição das gestões rubro-negras dar carta branca a treinador, deixar ele ser “manager” sem ser e de dar pitaco em tudo.

Outro grave erro de RD no comando do clube foi aquele Ba-Vi de 18 de fevereiro, quando rolou aquela treta monstra, ele negou ter orientado o time forçar o término da partida, prometeu punir jogadores e não cumpriu. Ali, se todos os brigões fossem demitidos, poderíamos ter outra atitude nos campeonatos seguintes. O fato é que perdemos o Campeonato Baiano de forma melancólica, mais melancólica ainda foi a eliminação vergonhosa para o Sampaio Correia na Copa do Nordeste, tomando 3×0, num jogo em que a diretoria deixou Mancini escalar um time reserva em plena semifinal de Nordestão, por pura subestimação ao adversário maranhense.

Há boatos que apontam que nos vestiários, o vice-presidente (Chico Salles) chutou o balde em cima de Mancini e se fosse por ele, Mancini não seria mais o treinador desde ali. Como sempre acontece, rolou esse abafa-o-caso, que só agora começa a aparecer na rádio-peão. Mancini não só permaneceu, como teve uma paciência de Jó do presidente Ricardo e ninguém entendia aquilo. Por que o Vitória seguia jogando mal, perdendo campeonatos e Mancini seguia comandando o clube? O que o treinador tinha em mãos que ameaçava RD? Daí surgiu a teoria conspiratória de que Mancini sabia algo relacionado ao Ba-Vi da Vergonha e que era por isso que ele era mantido.

Carpê e Burse trocam informações sobre o elenco do Leão para encarar o Palmeiras, partida que marca o retorno de Carpegiani ao Leão da Barra.

Por sinal, esta paixão por Mancini foi em grande parte, ao meu ver, um dos maiores erros de Ricardo e que levou o Vitória a Série B. Ele poderia ter demitido o treinador antes da parada da Copa, deixando o treinador conhecer os jogadores e já moldar o seu time ao seu jeito para voltar no BR com outra cara. Além disso, as contratações de meio de ano que sempre salvaram o clube em anos difíceis, este ano vieram já perto de recomeçar o Brasileirão, dando mais um capítulo da história de “economia de palitinho”, ao se evitar pagar um mês estando em inatividade. Essa burrice foi implantada por Aléxi Portela em 2010, replicada por Carlos Falcão em 2014 e agora com RD. Aí eu pergunto: Era melhor ter gasto um pouco mais no mês que ficou sem jogos e ter evitado a queda, ou ter gastado um pouco menos e ser rebaixado, tendo sua cota de TV reduzida drasticamente de 40 para 9 milhões?

Mancini só foi demitido em Julho, com três rodadas após a parada da Copa. Veio Carpegiani, que respondeu rápido, mas com um elenco tão miserável e cheio de argentino “paraguaio”, nem a mística salvadora de Carpê deu jeito e os resultados voltaram a ser as derrotas e empates em série. Na semana do Ba-Vi, o brilhante presidente resolve mandar embora Carpegiani e aposta tudo em Burse, que tinha mostrado ser do naipe de Ricardo Silva nas duas partidas que dirigiu o time, antes do anúncio de Carpegiani. Fizemos um jogo relativamente bom contra o rival, mas mesmo assim terminamos empatando a partida e fechando o ano sem vencer um clássico sequer!

Após o clássico o marasmo e o pragmatismo tático do Vitória se instalaram de vez e vimos o time empatar e perder jogos sem ameaçar o adversário, sem se impor, os jogadores, além de ruins, ainda pareciam com uma enorme má vontade, tamanha a apatia e assim foi até este jogo do último domingo contra o Grêmio, que poderia ter nos vencido por 3 ou mais gols se não fosse a bela partida feita por João Gabriel, este sim, o melhor goleiro da temporada. Por sinal, usar 5 goleiros como titular no ano mostra muito bem como RD do discurso era um e na prática é outro. Ele subestimou essa posição e achou que qualquer um servia pra ser goleiro do Vitória. No meio do ano ao invés de correr atrás de goleiros experientes, trouxe o terceiro reserva da Chapecoense, que também brigou o ano inteiro contra o rebaixamento! Esse ano nenhuma contratação deu certo e até as do meio do ano se mostraram pior ou igual ao dos jogadores que tiveram contrato rescindido ou emprestado no meio da temporada.

Nunca um apelido foi tão bem aplicado a uma pessoa. Ricardo David = Rolando Lero.

Com tudo isso, espero que na coletiva de hoje RD bote a mão na consciência e peça pra sair. Ele foi sem dúvidas o maior estelionato eleitoral que eu já vi! Tudo que ele prometeu em campanha não foi realizado e isso ficou bem marcado com o fim do basquete, ainda que eu ache que de certa forma a Universo já tinha planos de deixar Salvador.  

VITÓRIA SEMPRE!

#ForaRD

MERGULHANDO DE CABEÇA NO OSTRACISMO

Olá amigos, olha eu aqui novamente aparecendo pra dar um sinal de vida. Já falei na tag de comentários do próprio blog e respondi e-mails de quem perguntou meus motivos de não estar mais assíduo no blog, mas vale repetir. Estou super cansado, enojado e envergonhado de ver o Vitória se apequenando anualmente, piorando a cada temporada desde o ano da graça de 2014, pois a de 2013 foi a última digna do clube, por ter terminado o Brasileirão na 5ª colocação, de ter vencido o estadual com duas goleadas em cima do rival que até hoje gozamos da cara deles. Entretanto, para ser mais justo, o mesmo ano de 2013 marcou uma eliminação trágica da Copa do Brasil para o Salgueiro-PE e a vergonhosa eliminação para o Ceará nas quartas-de-finais do Nordestão tomando 4×1 no Barradão.

Segue abaixo a breve retrospectiva de 2014 até os dias atuais para percebermos que a tragédia dos dois últimos anos não foram decorrentes da chegada da democracia no clube, e sim, de um complemento do que já vinha acontecendo dois anos antes do sócio-torcedor ter direito a voto. Portanto, o declínio vertiginoso do EC VITÓRIA como instituição esportiva não é culpa exclusiva do sócio-torcedor por ter “votado errado”, conceito muito subjetivo e que varia de pessoa pra pessoa, pois tem gente que acha que votar em PC seria o certo, assim como tem gente que acha que votar nele é errado. Longe disso. A culpa é, acima de tudo, dos presidentes, sejam eles eleitos pela torcida ou não. De 2014 a 2018 só tivemos incompetentes gerindo o clube, lembrando que Carlos Falcão em 2014 (renunciando em março de 2015) e Raimundo Viana (assumindo como tampão em abril de 2015) foram indicados e bancados por Aléxi Portela Jr e seus conselheiros, também escolhidos à dedo, pois não havia eleições para o Conselho Deliberativo nem para Presidente (para os sócio-torcedores).

2014: Vitória começou a temporada com a torcida e parte da imprensa com boas expectativas após a bela campanha no brasileirão da temporada anterior, mas de cara o time perdeu peças importantes do elenco 2013 como Maxi Biancucchi (pro bahia), Marquinhos (pro Cruzeiro), além de não ter renovado com Renato Cajá, após ato de indisciplina no jogo da penúltima rodada do campeonato contra o Flamengo. O Vitória foi novamente goleado e eliminado pelo Ceará no Nordestão, perdeu o campeonato baiano para o rival, saiu precoce da Copa do Brasil para o J Malucelli. Foram realizadas 24 contratações e para os lugares de Cajá, Maxi e Marquinhos vieram Hugo (ex São Paulo), Marcos Júnio e Souza Caveirão. O time ainda contou com peças como Dão, Lucas Zen, Josa, Marcinho, Edno e outras mumunhas. Na parada do meio do ano, Ney Franco pediu demissão e assinou com o Flamengo e Jorginho veio pro seu lugar. Dois meses depois, Ney Franco retornou depois de não dar certo no Flamengo e ficou até o final do campeonato, onde o ECV não conseguiu evitar o rebaixamento ao perder em casa para o Santos. Dos 19 jogos em casa, o Vitória só venceu 6 e fez apenas 38 pontos.

2015: Rebaixado, o clube remodelou o elenco, mas contratou outra pilha de bondes e nem mesmo o retorno de Neto Baiano foi positivo. Atuando mal e fazendo bem menos gols que nas temporadas 2012 e 2009, terminou perdendo a posição de titular e dando declarações infelizes na imprensa chateado por não ser titular. Pouco tempo depois voltou a ser titular e protagonizou a perda de um pênalti nas oitavas de final do Baiano contra o Colo-Colo e, pela segunda vez, o time de Ilhéus se dá bem em cima do rubro-negro. Com a eliminação precoce no estadual, o Vitória perdeu sua vaga do Nordestão de 2016. Esta eliminação em casa para o time ilheense foi a gota d’água da imprensa, torcida e do conselho deliberativo da época. O pedido de Fora Falcão iniciado no returno do Brasileirão de 2014 ganhou mais força e Carlos Falcão mostrou grandeza e renunciou ao invés de tentar empurrar com a barriga. Novamente Aléxi Portela Jr, que já tinha indicado Falcão como seu sucessor, foi o mentor para a nova escolha do presidente rubro-negro e em mais uma “eleição” indireta e de aclamação, Raimundo Viana, 73 anos (à época) foi o escolhido. O time era muito fraco e vinha de seguidos vexames nas competições iniciais da temporada. O presidente eleito pra ser o tampão tinha sido presidente do clube na década de 70 marcada pelo hepta do rival. O senso-comum era de que inevitavelmente iríamos para a Série C. Pouquíssimas pessoas acreditavam em Viana, por estar muitos anos longe dos bastidores do futebol.

Mas voltando a falar em Nordestão, adivinha quem nos eliminou pela terceira vez seguida? Sim, ele mesmo, o Ceará. Sem goleadas desta vez, mas que culminou com o desgaste total de Nino no Vitória, que deixou o clube após 6 temporadas. A saída de Nino se deu no seguinte contexto: Após perder a titularidade no primeiro semestre para Diego Renan e até mesmo para Romário (já tinha perdido para Ayrton em 2013/14, frise-se) e ter cometido o pênalti que resultou com a queda do Vitória para o Ceará na semifinal do Nordestão. Outra coisa: antes de começar a Série B, o Vitória já tinha tido dois treinadores em menos de 4 meses: Ricardo Drubscky e Claudinei Oliveira. Para a Série B veio Mancini. Tal qual 2012, o Vitória fez um primeiro turno de Série B muito consistente, perdendo força no segundo e voltou a subir sem o título, mas desta vez a novidade foi subir em e não mais em 4º colocado.

2016: Sem poder disputar a Copa do Nordeste só restou ao Vitória de Raimundo Viana e Manoel Matos (que foi o presidente de fato, por se envolver mais nas questões administrativas do clube e do futebol), cair de cabeça no estadual. E o Vitória foi campeão em cima do rival. Mas novamente era nítido que o time do primeiro semestre não era forte o suficiente para a Série A, só que a diretoria teimou e não reforçou o Leão a contento e vimos uma campanha medíocre e que se não fosse o grande ano de Marinho em toda a sua carreira, o Vitória já teria sido rebaixado lá atrás em 2016. Durante toda a temporada outro fato que ganhou destaque foi a luta de grupos de oposição ao status quo do Vitória pela abertura do clube para eleições diretas. Foi uma briga que envolveu liminares e que até fez rachar o conselho deliberativo daquela gestão, que praticamente isolou RV/MM e que gerou a formação da chapa Vitória de Todos Nós, do então Ricardo David. As oposições não conseguiram que fossem eleições diretas, mas conseguiu a participação do sócio-torcedor com mais de 18 meses de filiação ininterrupta ao SMV votar nas chapas.

Foto da Chapa VDT eleita em dezembro de 2016

Se antes, as eleições eram indiretas e restritas aos conselheiros colocados no conselho por indicação, esta seria a primeira vez que o sócio-torcedor poderia eleger a chapa favorita. De forma estratégia, todas as chapas divulgaram com antecedência o nome de quem seria o presidente, caso fosse eleito. E assim no dia 16/12 as chapas Vitória do Torcedor (Ivã de Almeida), Vitória de Todos Nós (Ricardo David), Vitória Gigante(Paulo Carneiro) e Vitória Cada Vez Maior (Raimundo Viana) disputaram os votos de 1.578 sócios aptos SMV. A chapa de Ivã venceu por 528 votos, com a chapa de RD ficando em segundo com 405 votos, PC com 391 votos e Raimundo Viana com 246.

Dátolo é apresentado por Ivã de Almeida

 

2017: Com o lema de um Vitória mais popular e com voz da torcida, a diretoria eleita entrou o ano com boas expectativas, principalmente no retorno de Sinval ao clube, que tinha deixado boa impressão no final dos anos 90 e no ressurgimento do clube no período da Série C, onde ele foi uma das peças motrizes para a volta rápida da Série C para A em 3 anos. Entretanto, todas as expectativas foram por água abaixo quando muitos jogadores de certo renome no continente não deram certo como Pisculichi Dátolo e Cleiton Xavier. O Vitória estava com um dos maiores orçamentos e RV deixou o clube com R$ 23 mi em caixa e com as vendas de Marinho e Marcelo, o Vitória chegou a ter 40 mi à disposição, mas gastou mal e o time não deu liga. Aos trancos e barrancos o time foi campeão baiano invicto, mas foi eliminado pelo Bahia na Copa do Nordeste e pelo Paraná na Copa do Brasil. Mas o “amor acabou mesmo” antes do término do primeiro turno quando o Vitória tinha apenas 12 pontos em 17 jogos.

A pressão política foi forte, tanto por parte do Conselho Deliberativo eleito, como o de opositores políticos, principalmente pela Vitória Gigante, que através de PC, em seus audios de whatsapp denunciava várias coisas erradas cometidas pelos executivos do clube. Sinval foi demitido, Petkovic veio pra seu lugar, mas terminou virando treinador, diretor e gerente de futebol ao mesmo tempo e com isso perdeu os vestiários. Que balbúrdia!!! Nesse interím, Ivã pediu afastamento. Meses depois o C. Deliberativo se articulava para destituir Ivã por Gestão Temerária, tendo inclusive realizado AGE neste sentido (de aprovar a instalação do rito), apenas após este evento, Ivã renunciou e Agenor ficou como interino até o dia das novas eleições que marcou a vitória de Ricardo David, com 945 votos (52% dos votos), deixando Manoel Matos (apoiado por Paulo Carneiro) em segundo lugar com 607 votos. Vale ressaltar que foi o Sobrenatural de Almeida que salvou o Vitória do rebaixamento e não Vagner Mancini. O treinador chegou pela quarta vez ao Vitória sabendo que o clube teria que fazer 33 pontos e ele fez 31 e se não fosse o gol “espírita” de Túlio de Mello, da Chapecoense, nos acréscimos daquele jogo no interior de SC, estaríamos na Série B neste ano de 2018.

Falar e prometer em campanha é fácil, difícil é fazer, né Ricardo?

Portanto galera, apesar do texto ter saído enorme, vamos parar de achar que a culpa da tragédia administrativa rubro-negra é exclusiva da Democracia no Clube e dos sócio-torcedores que “votam errado”. O Vitória tem 120 anos e apenas dois destes anos (2016 e 2017) o torcedor participou votando. Em 2014, Alexi Portela indicou e emplacou Carlos Falcão e depois, com a renúncia deste, fez o mesmo com Raimundo Viana. Antes, PC passou mais de 15 anos no clube em sistema parecido, na verdade nem bate-chapa existia. E antes de PC já tivemos quantos presidentes ruins? Ter presidente fraco não é mesmo por culpa exclusiva da democracia. A culpa maior é de quem assume o comando do Clube e não exerce nada do que prometeu. Ninguém votou em fulano pensando em desgraçar com o clube e sim porque acreditou que tal candidato de tal chapa era o mais preparado ou o “menos pior”. Democracia é isso. E eu prefiro 1500 a 2000 sócios votando e elegendo seus representantes do que deixar isso nas mãos de uma patotinha ou de uma pessoa (pior ainda).

Paulo Carneiro, Aléxi Portela e Carlos Falcão já rebaixaram o clube, já fizeram campanhas pífias também. Raimundo Viana só não rebaixou o clube graças a Marinho e eu aposto que se ele ficasse mais dois ou três anos teria o mesmo destino que AP, PC, CF e agora com Ricardo David. O Vitória precisa é de pessoas realmente capacitadas e empenhadas em fazer o VITÓRIA crescer e se estabilizar no cenário nacional. Infelizmente, as primeiras tentativas da torcida não deram certo. Mas não é por conta disso que devemos acabar com a democracia do clube e preferir o modelo antigo. O modelo antigo já fracassou também!

Alexi Portela foi o mentor do aventureiro Carlos Falcão no Vitória.

Eu confesso que estou desnorteado, nem consegui dormir direito essa noite. E pretendo nunca mais me envolver tão profundamente em eleição política do Vitória. Apoiei sim a VDT em 2016 e me elegi conselheiro por ela. Votei em Ricardo David ano passado, sem fazer campanha explícita, apenas divulgando nas redes sociais e aqui que iria votar nele. Mente aquele que diz que militei por Ricardo David. Publicizar voto nas redes sociais não é fazer campanha. Não pedi votos pra ele como fiz em 2016 para a Chapa VDT, nem fiquei postando as panfletagens virtuais (cards, foto de perfil temática) para ele. Apenas declarei meu voto. E para as eleições de 2019 nem isso farei (expor quem votarei). Eu só quero que RICARDO DAVID saia o quanto antes e que o novo presidente consiga recuperar o clube. Só isso!

E APESAR DO CLUBE ESTAR MERGULHANDO DE CABEÇA NO OSTRACISMO

VITÓRIA SEMPRE!

VITÓRIA vs CORINTHIANS | Vencer é obrigação!

Olá galera, confesso que fiquei todo este tempo sem atualizar o blog porque me desmotivei muito com o Vitória. Já é o terceiro ano consecutivo fazendo campanhas pífias no Brasileirão e estamos firmes em busca do “tri” do 16º lugar e isso é muito vergonhoso para nosso clube. Estou tão desapontado, chateado e desalentado que já cogito em apoiar, em 2019, um candidato que sempre combati aqui. Estou seriamente pensando nisso, pois já estou farto desse Vitória Nanico e eu sempre desejei um Vitória Gigante. Chega de ser presa fácil e chacota para os rivais, por conta desses dirigentes amadores que têm boa conversa, oratória, mas que na prática se mostram medíocres e incapazes de alavancarem o clube!

Bem, vamos nós para mais um jogo importante neste domingo, contra o Corinthians. E é a grande chance do Vitória vencer o time paulista neste ano. Já enfrentamos eles 3 vezes no ano, sendo duas pela Copa do Brasil e empatamos em 0x0 por duas oportunidades. O time corintiano que vamos enfrentar amanhã está num momento muito ruim, acabou de perder a Copa do Brasil e seu elenco se estivesse num time como o Figueirense, Avaí ou Chapecoense não iria amedrontar. De jogadores um pouco acima da média há o goleiro Cássio, o lateral Fágner e o meia Jádson. O resto do time do Corinthians é muito limitado, jogadores que não são brilhantes, são apenas esforçados e com certo rigor tático.

Para este jogo, o técnico Carpegiani perdeu o zagueiro Ramon suspenso e ainda pode ter as baixas de Rodrigo Andrade e Léo Gomes por contusões. Por isso mesmo a tendência é de Aderllan, Willian Farias e Rhayner assumirem a titularidade. Depois de fazer uma sequência de más partidas, o centroavante Léo Ceará perdeu espaço pra Walter Bou, assim como Neílton, finalmente perdeu a titularidade para o ponta Erick, que foi destaque do último triunfo rubro-negro, na semana passada em cima da Chapecoense, em plena Arena Condá.

Se o Vitória tem desfalques, o mesmo se pode falar do adversário. O Corinthians perdeu o lateral Danilo Avelar (contusão) e ainda pode perder o meia Jádson, que sentiu no último treino e virou dúvida. Outros desfalques certos são Renê Júnior (lesão no jeolho) e Gabriel (suspenso). Mesmo com um elenco bem abaixo do que vimos nos últimos 3 anos, o Corinthians conta com Romero, que vive de altos e baixos na equipe paulista, da jovem promessa Pedrinho e do talento do veterano Jádson, organizador do time do Parque São Jorge. Lá na frente eles têm Roger, outro veterano, e que já teve seu auge há quase 10 anos! Portanto é um jogo que o Vitória pode sim vencer. Basta não temer o adversário apenas por olhar o emblema da equipe paulista. Issoé um mal que os times do Nordeste costumam ter. De respeitar em excesso o adversário apenas pelo “nome” e “origem” do oponente. Esse atual time do Corinthians não assusta ninguém, tem muitas falhas e limitações. Temos que ter cuidado com 3 a 4 jogadores que possuem um pouco mais de repertório é verdade, mas não tem esse futebol vistoso não.

 

Hora de reagir!

Pra cima deles, Leão!

VITÓRIA x BOTAFOGO | Vencer é obrigação

Depois de sua primeira pardalice na rodada passada, quando ressuscitou Bryan e ainda improvisado de meio de campo e mesmo assim foi visto uma avenida no lado esquerdo, de onde saiu o primeiro gol do Ceará e numa atuação tão ruim que até pareceu que a gente poderia tomar outra goleada, o técnico Carpegiani deve fazer o simples hoje para encarar o Botafogo, logo mais às 18h no Barradão. Sem poder contar com o péssimo lateral Jeferson, diga-se de passagem, ele deve ir com Lucas ou Cedric na posição (Lucas não, Carpê! Manda esse cramulhão pro quinto dos infernos!); sem Rodrigo Andrade (também suspenso) e Erick, os substitutos prováveis são Marcelo Meli (Arouca) e Lucas Fernandes, respectivamente.

Vitória e Botafogo possuem a mesma pontuação (29pts) e por isso é obrigação do rubro-negro vencer hoje, pra abrir vantagem ao oponente da rodada e seguir sua trilha de fuga do descenso. O Botafogo é uma equipe bastante limitada, mas que já começa a mostrar recuperação tática com Zé Ricardo. Se antes era muito fácil bater o alvinegro carioca, quando este era visitante, agora já não é mais, haja visto os melhores momentos do jogo deste meio de semana pela Sulamericana contra nosso rival, quando o Botafogo triturou as sardinhas e se a justiça prevalecesse no futebol, o placar seria, no mínimo, 3×2 para o Botafogo, pois além do gol de Rodrigo Pimpão, acertou duas bolas na trave e que o goleiro Douglas já estava batido no lance. Fora outras duas grandes defesas do arqueiro das sardas! Quem viu o jogo inteiro ou o tape da partida viu que o rival venceu, não convenceu e que o Botafogo foi muito superior.

Portanto, acredito nesta mesma pegada hoje no Barradão. O Botafogo não será um sparring de luxo, vai vir pra cima também e vai arriscar muitas jogadas de ataque e arremates de fora da área, sobretudo de Rodrigo Lindoso, Jean e Luiz Fernando. Para ter uma noite mais tranquila, o Vitória pode aproveitar a falta de qualidade defensiva dos laterais Moisés e Marcinho e da lentidão do zagueiro Joel Carli. Ademais, o rubroi-negro tem que entrar ligado e assim permanecer por toda a partida, principalmente pra neutralizar os jogadores ofensivos do Botafogo.

Tradicionalmente jogar contra o Botafogo em Salvador nos remete a um maior número de vitórias, eles são “fregueses” de carteirinha, mas para manter e ampliar por mais um ano este conceito será preciso jogar com seriedade e com muita vontade de vencer a partida, pois do lado de lá precisa também do resultado pra evitar a aproximação com a zona do rebaixamento.

Pra cima deles, Leão!

VITÓRIA SEMPRE!

CEARÁ vs VITÓRIA | É vencer pra mudar de patamar

O Vitória encara o Ceará na tarde deste sábado com a missão de voltar a vencer fora de casa, fato que mudará o seu foco na competição. Com 29 pontos e dois a menos de quem está no 8º lugar, e ainda tendo 5 pontos a frente da zona de rebaixamento, só reforça o quanto uma vitória hoje muda completamente o horizonte rubro-negro na competição, pois pode terminar a rodada com 8 pontos acima do Z4 e já se encaixando na briga mais nobre por Sulamericana e até Libertadores (a matemática está aí).

Entretanto, o Ceará apesar de ser um time frágil e sem grandes jogadores de habilidades, é um time enjoado, que com Lisca Doido tem melhorado o nível de entrega nos jogos (entrega no sentido de dedicação). Depois que o simpático Lisca assumiu o comando do alvinegro cearense, o Ceará passou a tomar menos gols, a ter uma marcação super encaixada e passou a vencer mais. Está invicto há 3 jogos e dentre estes venceram Flamengo e Corinthians, sendo o Fla em pleno Maracanã lotado. Ou seja, não é por ser um time fraco, em tese, que o jogo vai ser fácil. Pra vencer hoje, o Vitória vai ter que lutar muito! Outro ponto forte do Ceará é que o goleiro Everson, além de ser bom debaixo das traves, desenvolveu a qualidade de cobrar faltas e fez um golaço contra o Corinthians. Então todo cuidado é pouco pra não cometer demasiadas faltas na entrada da área. Outros jogadores que o Vitória deve tomar cuidado é com os atacantes Juninho Quixadá, Leandro Carvalho e Arthur.

Para este complicado jogo na Arena Castelão, o técnico rubro-negro, Paulo Cézar Carpegiani não poderá contar com Lucas Ribeiro (expulso) e Erick (3º cartão amarelo) e deve colocar Aderllan ou Bruno Bispo na zaga e Lucas Fernandes, Rhayner ou Bryan no lugar de Erick. Há ainda a possibilidade remota da saída do lateral Fabiano, para colocar Bruno na função mista de zagueiro/lateral. Seja de qualquer forma e qualquer escalação do time titular, o Vitória tem que entrar com gana de vencer, pois como disse no primeiro parágrafo, uma vitória hoje fará toda a diferença e colocará o Leão num patamar mais nobre dentro da competição.

Vitória Sempre!

VITÓRIA 1×0 VASCO | Vitória importantíssima. Já começo a ver o G8!

Pela terceira vez consecutiva o Vitória fez seu dever de casa no Barradão e termina mais um desafio somando mais três pontos. Mais 1×0 e estamos repetindo o Corinthians dos tempos modernos, o da Era Tite, que goleava de 1×0 e ia de degrau em degrau construindo a conquista do título. Claro que não estamos na disputa pela taça, mas esses 1×0 mirrados já estão nos fazendo enxergar o G8. Com 29 pontos agora, o Vitória está apenas dois pontos atrás do SANTOS, que tem 31 pts, e quatro atrás do Cruzeiro (33). Próxima rodada enfrentaremos o limitado e aguerrido Ceará e com uma vitória nossa e uma dose de combinação de resultados poderemos terminar a rodada entre os 10 primeiros. Vale ressaltar que já abrimos 5 pontos de distância para o Z4 e aos poucos vamos enxergando outros objetivos mais nobres no Brasileirão.

Primeiro Tempo Diferentemente das últimas atuações em casa, não gostei da postura do Vitória. O time jogou muito mal ao meu ver. Lembrou e muito a forma de atuação contra o Fluminense e digo sem medo de errar, que o Vasco foi superior em campo. O time carioca já começou o jogo dando um susto numa bola levantada na área que por pouco a lei do ex não aconteceu, quando o zagueiro Luiz Gustavo cabeceou pra fora, tirando tinta da trave. Minutos depois, o volante Desábato soltou um rojão de fora da área assustando o goleirão Ronaldo! A melhor chance rubro-negra nos 45min iniciais foi com um cruzamento de Erick na área e que Léo Gomes quase marca! Registre-se aqui a surpresa na escalação de Fabiano (que veio do Bragantino) na lateral esquerda e a dupla de zaga formada por Ramon e Lucas Ribeiro. O novo lateral deixou uma boa impressão!

Segundo Tempo Com melhor ímpeto ofensivo, o Vitória mostrou que não queria dar chance ao azar e logo no comecinho, Jeferson recebeu em profundidade, chutou errado e virou um cruzamento para Léo Ceará, que desperdiçou a cabeçada! Pouco tempo depois, o Vasco se reorganizou em campo e passou a dominar a partida. Foram várias chances criadas que esbarraram em mais uma bela exibição de Ronaldo (10,7 pontos no Cartola FC). Quem não faz, toma. Depois de perder boas oportunidades, o Vasco pagou caro por isso, quando em uma excelente tabelinha entre André Lima e Léo Gomes, o volante da base fez um lançamento RedTube pra Erick e o Pica-Pau sem grife não desperdiçou e tocou na saída do goleiro Martin Silva. Vitória 1×0.

Com o placar atrás, o Vasco voltou a partir para o abafa e quando não parou em Ronaldo, o time vascaíno teve seu gol evitado por Jeferson, que tirou uma bola em cima da linha numa finalização a queima roupa. Depois disso, o Vitória soube “sofrer” e teve uma dose de sorte para não sofrer o gol de empate. Não gosto de enfeitar o pavão ou de mentir para agradar ninguém. O resultado foi espetacular, importante e resgata a mística do Barradão, mas em termos de atuação o Vitória deixou muito a desejar. Essa partida e a anterior contra o Fluminense foram as duas piores nesta fase recente do Vitória desde o retorno de Carpegiani. Para vencer o aguerrido Ceará no próximo sábado, teremos que ter mais que garra e determinação. O fator técnico precisa reaparecer!

VITÓRIA SEMPRE!

Hoje é o aniversário de um dos maiores ídolos do Vitória, Dejan Petkovic. O sérvio que encantou a torcida rubro-negra desde seu primeiro jogo oficial contra o União São João-SP pelo Brasileirão, em uma tarde de outubro de 1997, completa hoje 46 verões, sendo 2 deles atuando com o manto rubro-negro baiano! Parabéns Pet! E muito obrigado pelos quase 60 gols que você marcou aqui, gols antológicos como o olímpico na antiga Fonte Nova pela Copa do Brasil de 1998, o de chute cruzado contra o Vasco em 97 calando eles lá no São Januário, os gols de falta no BaVi e seus 14 gols em 21 partidas da Série A de 1998, fora os 20 e tantos gols no primeiro semestre de 1999 quando fomos campeões do nordeste e do baiano!