Especial 1993 – 20 anos | Parte 3

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Por: Marcus André Lyrio

Antes de falar sobre a incrível campanha de 1993 do nosso glorioso Esporte Clube Vitória, volto há um ano antes, o ano de 1992, quando o vitória jogou a segunda divisão e fez a final contra o Paraná Clube, garantido o acesso em campo para o campeonato brasileiro de 1993.

Por questões politicas a CBF – Confederação Brasileira de Futebol, “virou a mesa” e não rebaixou nenhum time na séria A de 1992 e subiu os doze primeiros colocados da série B, beneficiando o Grêmio, que disputara aquele campeonato, mas não tinha conseguido o acesso em campo.

O campeonato de 1993 teriam quatro grupos, sendo que os times do clube dos treze, mais Guarani, Sport e Bragantino pelas melhores campanhas no ano de 1992 fariam parte dos grupos A e B. Os demais clubes fariam parte dos grupos C e D.

Formaram-se quatro grupos de oito times, onde teriam jogos dentro dos grupos em turno e returno. Os três primeiros dos grupos A e B se classificariam para a segunda fase.

Para os grupos C e D se classificavam apenas dois por grupo e os quatro últimos de cada grupo seriam rebaixados. Os dois classificados de cada grupo C e D disputaram uma fase intermediaria que garantiu os dois melhores disputarem a segunda fase com os clubes dos grupos A e B.

O vitória fez uma primeira fase e a fase intermediaria muito boa. Lembro-me que ganhamos várias partidas fora de casa, como as partidas contra o Ceará e Goiás, por exemplo, e partidas emocionantes na fonte nova, nosso mando de campo, na época.

Classificamos e fomos para a segunda fase como um azarão. Caímos num grupo com Flamengo, Corinthians e Santos.

Ninguém acreditava no Leão da Barra. Tínhamos um time jovem, com vários jogadores oriundos da base. Tínhamos perdido Artuzinho, o rei Artur, líder e artilheiro do time de 92, mas a geração cara pintada disse para que veio. Dida, Rodrigo, Alex Alves, Paulo Isidoro, Vampeta, entre outros levaram o vitória a final do campeonato.

O vitória iniciava a segunda fase contra o Flamengo em Salvador, e mesmo ganhando, o time só começou a ganhar respeito do Brasil após derrotar o time com a melhor campanha da competição na fonte nova, o Corinthians, do técnico Mario Sergio, por 2×1.

Em 1993 com 17 anos, estava estudando para prestar vestibular.

O jogo marcante para mim daquela campanha foi o empate contra o Corinthians por 2×2, no Morumbi.

Primeiro, porque aquele empate deixava o vitória só dependendo dele para chagar as finas, que era vencer o Flamengo no Maracanã, e não depender do resultado do jogo entre Corinthians e Santos no Morumbi. Segundo, porque não pude ir naquele jogo, já que naquele 05 de dezembro de 1993 tinha prova de vestibular na Universidade Federal de Sergipe.

Uma agonia só. Fiz uma bela prova de matemática e física pela manhã e foi para casa de meu tio. O jogo não passava na TV e na época não tinha PFC (rs). Tinha que ficar acompanhando pelos telefonemas de meu velho. Lembro como se fosse hoje, quando o telefone tocou e meu tio atendeu e me chamou e meu pai do outro lado da linha gritava gol, gol, gol. Era nosso primeiro tento. Fizemos o segundo e abrimos 2×0 no placar para o silêncio de um Morumbi com mais de 80 mil pagantes. Pichetti e Roberto Cavalo, na sua especialidade de falta, foram os artilheiros do leão.

No final o jogo terminou empatado, mas garantiu faltando apenas um jogo, nossa liderança na chave, e a dependência de somente nossas forças para garantir chegar às finas da séria A daquele ano.

No Maracanã, empatamos contra o Flamengo, mas o Corinthians e Santos também empataram e garantimos a chegada à final daquele ano. Belas lembranças e fortes emoções.

marcus andreMarcos André Lyrio, empresário (sócio-proprietário das Loja Leão da Barra), 37 anos, rubro-negro desde a infância.

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19 respostas em “Especial 1993 – 20 anos | Parte 3

  1. O Grêmio quer repassar Fábio Aurélio ( lateral esquerdo ex-Seleção, Liverpool e Valencia), ele teve problemas de lesão, mas se recuperou e treina separado do grupo esperando proposta de um bom clube.
    Acham um bom nome p/ o Vitória?

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    • As lesões perseguem Fábio Aurélio desde o Liverpool por isso não me parece ser uma boa opção. Falando em lesão quando é que Neto Coruja, Leílson, Luís Alberto e Mansur estarão em condições de jogo?

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    • Milagre que uma certa pessoa não veio dizer que é ex-jogador em atividade.
      Apesar das lesões acho que vale a pena fazer uma verificação, e se for o caso de contratar, faz um contrato por produtividade.

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  2. Colé Marcão, não sabia desse seu dom de escrever não. Parabéns meu brother e vamos continuar a levar o nome do nosso Leão nos 4 cantos no mundo!!!
    Abraços do Vale do São Francisco!!

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  3. Muito boa a série de depoimentos e o especial em si.

    Tinha apenas 7 anos, mas lembro dos jogos e do ambiente vivido na época. Meu pai, Vitória doente desde as fases de vacas magras, estava bastante empolgado. Fui a alguns jogos daquela campanha, inclusive na final contra o palmeiras. Realmente ali foi o marco da reconstrução e afirmação do clube, eu mesmo a partir dali me tornei verdadeiramnte rubro negro e acredito que com varias outras pessoas foi assim tambem.

    Porém a César o que é de César: o pessoal que ja era mais velho na época sabe que aquela final foi meio “por acaso”; o clube nao estava preparado estruturalmente para chegar a tal, no meu entendimento foi mais por causa do regulamento e do sprint final que chegamos lá. Lógico que a geração era muito boa, o time era bom, mas o que quero dizer é que não foi ali que eu entendo que tivemos a grande oportunidade.

    Dai abro outra discussão pois pra mim o time de 97, que era um timaço e acabou caindo pro Gremio na copa BR e perdendo a classificaçao entre os 8 no campeonato brasileiro na ultima rodada, e PRINCIPALMENTE o de 2004, em que o investimento no começo do ano foi feito para ganharmos a copa BR e o time estava voando, na época lembro de amigos tricolores já se rendendo que o ECV iria confirmar o titulo, sendo que algumas semanas antes tinhamos massacrado o flamengo por 5 a 1 no brasileiro. Mas ai teve uma confusão sobre o mando de campo, queriam tirar o jogo do barradao, o Vitória acabou jogando lá mas a atuação foi pifia e depois todos nós sabemos o que aconteceu…
    Não sou vidente, mas tenho certeza que o Vitória não teria perdido pro santo andré!

    Nas outras vezes que chegamos perto – 1999 o time era tão empolgante quanto 1993, mas acho que pela inexperiência e pela qualidade do corinthians sucumbiriamos na final.
    – 2010 acho que aquela final foi mais por sorte do que por competencia, a chave facilitou pois o time era bem fraquinho ( daqui a pouco J Mocota aparece pra defender a seleção mundial dele – kkkkkkkkkkk)

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    • kkkkkkkkkkkkkkkkk…

      Irmão Caffe, você é mesmo uma onda.

      Caffe, aqui pra nós, na humilde opinião de Mocota, se colocasse o time de 1993 x 2010, numa melhor de 3, Mocota acha que o de 2010 ganhava.

      Por que?!

      Por causa disso, ó:

      > O timaço de 93 perdeu cá e lá. Já o de 2010 perdeu lá, mas ganhou cá.

      > A zaga de 2010 era superior a de 93.

      > Egídio melhor que Renato Martins;

      > Ueliton melhor que Gil Sergipano;

      > Elkeson melhor que Paulo Isidoro;

      > Ramon jogou muito mais bola que Roberto Cavalo;

      Caso pedissem para Mocota fazer uma seleção com os titulares de 1993 e 2010, Mocota mandaria uma dessas duas formações a campo:

      Formação 01:

      —— Pichett – Junior – Alex Alves —–

      —— Ramon Menezes – Elkeson ——

      —————— Ueliton ————-

      — Egídio – Anderson Martins – Wallace — Rodrigo

      ——————- Dida ————–

      Técnico: O Grande Finalista

      Formação 02:

      ———- Pichett — Alex Alves —

      ———– Ramon Menezes ——–

      ——– Bida ————– Elkeson

      —————– Ueliton ————-

      — Egídio – Anderson Martins – Wallace – Rodrigo

      ——————- Dida ——-

      Técnico: O Rei da Copa do Brasil

      ———————-

      Mocota parabeniza o excelente texto do irmão Rubro-Negro Marcus André Lyrio.

      A passagem a seguir deixou os olhos de Mocota marejando:

      “Lembro como se fosse hoje, quando o telefone tocou e meu tio atendeu e me chamou e meu pai do outro lado da linha gritava gol, gol, gol.”

      ———————————————

      Diga não a Fonte Nova. Diga $im ao Novo Barradão na Paralela em 2016.

      Avante Leão!!!

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      • Só rindo viu Mocota. Só rindo desta sua heresia hehehehe…Elkeson melhor que Paulo Isidoro? Ramon do que Roberto Cavalo, velho você se supera!!! Discordo completamente do que você escreveu, se bem que eu acho que você está mais é zombando do que falando sério. Só faltou você afirmar que Neto Berola ou Junior foi melhor que Alex Alves.

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      • Fábio, não alimente o Troll, vamos deixar que Mocota fique com esse disco arranhado sem NINGUÉM responder a ele, talvez daqui a uns 10 anos ele pare com essa repetição idiota. Ele só faz isso para provocar. Inclusive lá no blog do Valmerson ele sugestionou que ao invés de você focar no futuro fica preso a um passado de 1993. Quem é Mocota para falar de quem fica preso ao passado?

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      • Grande técnico esse rei da copa do brasil,demitido do ASA com menos de 10 jogos.Qual a justificativa pra isso??

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      • Prezado Fabinho que Mocota tanto admira.

        Vamos por partes:

        Não entre na pilha de Deivid. O torpedo que Mocota mandou no LMP direcionado a você e Valmerson foi uma especie de elogio + critica construtiva e não determinar o que vocês devem ou não escrever.

        Afinal de contas um ser quando chama o outro de CONSAGRADO é reconhecendo e elogiando o talento

        Concorda?
        ———————–

        Alô Deivid!!!

        Antes de você tentar plantar a discórdia tente plantar a união. Não é por que você tá manjando Estatística que você pode se achar que é um ser superior aos demais.

        Seja mais humilde.

        ———————————

        Alô Fabinho!!!

        Quando Mocota avaliou 1993 x 2010 foi analisando a temporada correspondente e a carreira como um todo :

        Dida, Rodrigo, Anderson Martins, Ueliton, Alex Alves, Ramon Menezes, Pichett e aquele que tem a cara de vencedor e maxixe mastigado, na humilde opinião de Mocota, são titulares absolutos.

        Os que Mocota teve que avaliar minuciosamente para escalar na seleção:

        >>> JOÃO MARCELO X WALLACE: Empate técnico. Na dividida, vitória para Wallace.

        1º) João Marcelo após o Vitória:
        Ponte Preta, Vila Nova, Náutico, Santo André…

        Wallace:
        Corinthians e Flamengo.

        2º) Mocota não é Alexi Portela que morre de amores por ex-sardinhas. Mocota é fã “dos da base” do Vitória.

        >>> RENATO MARTINS x EGÍDIO:
        1º) Renato Martins> Depois do Vitória: Ceará, Portuguesa…

        2º) Egídio> Depois do Vitória: Flamengo, Goias e Cruzeiro.

        3º) No apoio e finalização Mocota acha que Egídio é leva pequena vantagem.

        >>> RAMON MENEZES x ROBERTO CAVALO
        Mocota acha que o currículo, títulos e passagens de Ramon Meneses pela Seleção Brasileira é muito maior que o de Roberto Cavalo.

        >>> PAULO ISIDORO X ELKESON
        1º) Depois que Paulo Isidoro saiu do Vitória não conseguiu ser um grande destaque por nenhum clube riquinho brasileiro e nem chegou a ser convocado para a seleção.

        ——————————
        Fabinho, na moral, Mocota, sinceramente gostaria de entender por que você, Caffe, Franciel e tantos outros simpáticos irmãos Rubro-Negros não enxergam qualidade no elenco de 2010.

        Fazer o que?

        ———————–
        Diga não a Fonte Nova. Diga $im ao Novo Barradão na Paralela em 2016.

        Avante Leão!!!

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  4. Show de bola o texto! Muito legal ver a opinião da galera que estava sentada na arquibancada e vibrando com esse lendário time do leão. Pois não tive a oportunidade de acompanha-lo, visto ter apenas 5 anos de idade na época. Muito boa a iniciativa desta série.
    SRN.

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  5. Marcos Lyrio, foi perfeito na suas lembranças. Também estive neste jogo contra o Paraná. E vou revelar um detalhe íntimo. Quase jogo a toalha naquele ano. Passei muitos anos sofrendo gozações dos caras de Itinga aí, perdemos o zorra do campeonato para um timeco infinitamente inferior ao nosso. Condição esta, confirmada na sequencia do ano de 1993. Parabéns pelo texto. Fábio Monteiro acertou em cheio quando pensou nesta serie comemorativa.

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