Sobre Fábio Monteiro

Fabio Monteiro,nascido em Salvador-BA. Apaixonado por futebol, informática, computação gráfica, livros, seriados, música e em cultura em geral.

Vitória vence Galo por 3×1 e dá continuidade a saga de visitante indigesto!

Foto: A Tarde Online

Parece brincadeira mas não é! O Vitória de 2017 gosta de sacanear seu torcedor e surpreender a turma do eixo sul e sudeste. O fato é que a força do rubro-negro deixou de ser como mandante, seja no Barradão ou Arena Fonte Nova. O que já foi tido como “ponto forte” do ECV, até com ex goleiro de Seleção falando que até o Manchester United (o rei da Europa na época) perderia para o Leão no Barradão parece ter perdido sentido e ganhou a inversão. Agora ninguém quer jogar, em casa, contra o Vitória. Depois de bater Flamengo, Corinthians e Coritiba de forma consecutiva como visitante, o rubro-negro teve duas partidas em casa e somou apenas 1 ponto, foi a BH ontem todo remendado, sem o goleiro e laterais titulares e saiu com 3×1 no placar e fora da zona de rebaixamento. Vá entender!

O gol leonino saiu logo aos dois minutos depois de lançamento de Caíque para Tréllez, que dominou a pelota, levantou a cabeça e passou para Fillipe Soutto, que com extrema categoria deu um passe em profundidade para Neílton, fazer o facão, e pegar de frente para Victor e balançar as redes, numa finalização precisa. Com o gol tão cedo, o nervosismo do rubro-negro cessou e passou a cadenciar o jogo. Entretanto, a acomodação foi tão precoce como o gol e o Galo chegou ao empate aos 17min em bela troca de passes dos atleticanos, em que Fred, de calcanhar, deixou Cazares frente a frente com Caíque. 1×1.

Após o empate, o Atlético cresceu um pouco na partida mas não chegava com tanto perigo assim. Já o Leão continuava gelado como uma pedra de gelo, sem se afobar para atacar e focando completamente na recomposição defensiva, travando o Atlético-MG repetindo as estratégias contra Flamengo, Corinthians e Coritiba.

A emoção só voltou no segundo tempo, com o Atlético se lançando mais ao ataque e exigindo, desde cedo, a intervenção de Caíque como numa cabeçada de Fred, em que o Gato Preto mostrou toda a sua elasticidade. Depois, com a entrada do peruano Otero, o Galo cresceu demais de produção. Logo em sua primeira participação, o meia atleticano bateu uma falta marota que Caíque fez outra grande defesa. Confirmando minhas convicções, Caíque mostrou que tem muito mais fundamentos e virtudes que Fernando Miguel. O então titular tem uma mania terrível de dar chutões pra frente que raramente caem nos pés de nossos atletas. Caíque já tinha participado indiretamente do primeiro gol rubro-negro e foi assim com o segundo gol, aos 24min, quando lançou para Tréllez, que tirou do goleiro, perdeu o ângulo e cruzou rasteiro para Yago fazer Vitória 2×1.

Depois de tomar o segundo gol na metade da etapa final da partida, a torcida atleticana passou a vaiar o Galo e a protestar contra o treinador Rogério Micale. Nesse ínterim, Otero sozinho tentava melhorar a situação do Atlético, com boa movimentação, passes, cobranças de faltas e chutes de média distância. Por sinal, foi num destes chutaços que ele acertou a trave aos 44 minutos, o que seria o gol de empate! Entretanto a sorte estava do nosso lado e para comprovar isso, o Leão teve dois grandes contra-ataques pelo flanco esquerdo que poderiam matar a partida, uma com Tréllez que chutou pra fora e outra com Kieza que buscou o cruzamento na área, sem sucesso. Mas foi com outro lançamento de Caíque que saiu o terceiro gol. O camisa 23 bateu firme e reto, a bola sobrou novamente para Tréllez, que com categoria bateu por cima de Victor. Vitória 3×1 e segue a saga de vencer fora de casa, principalmente após irritar e desestimular a própria torcida nos jogos do Barradão.

Agora, quem deve estar temendo nos enfrentar é o Botafogo, adversário do próximo domingo lá no Estádio Nilton Santos, na capital carioca! Mais uma grande chance de ampliar este inesperado hall de triunfos fora de casa em uma única edição de Série A e se afastar ainda mais da zona de rebaixamento.

Vitória Sempre!

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Triste Vitória!

É meus amigos, não adianta a torcida ir para o Barradão, fazer o seu papel de apoiar e vaiar apenas em alguns lances esporádicos e, principalmente, após aos términos das partidas. O Vitória edição 2017 não gosta de seu torcedor e parece que está empenhado em voltar para a Série B. O jogo contra um dos piores times do São Paulo foi um grande golpe a minha autoconfiança de torcedor rubro-negro e creio que para muitos também. O Tricolor Paulista dominou grande parte do jogo, sobretudo no meio de campo, quando sabíamos na véspera que o São Paulo iria no esquema 4-1-4-1 que oscilava para o 4-5-1 a depender da posse de bola. Eles povoaram o meio de campo e Mancini foi no 4-3-3 com um lateral direito improvisado na esquerda e Kieza no lugar de David, que se não é muito presente e incisivo no ataque, é muito útil na recomposição do meio de campo pelo lado esquerdo. Mancini fez duas cagadas numa só, enfraqueceu completamente o lado esquerdo e botou Kieza, vindo de lesão, como extremo esquerdo. Vá ser burro assim, na casa do capiroto.

O resultado vimos e sentimos. O São Paulo nos venceu por 2×1, sem sofrer grandes sustos, exceto pela fumacinha que Neílton e Patric colocaram no começo daquele segundo tempo quando ambos perderam excelentes chances de gol, além do chutaço na trave de Uillian Correia em cobrança de falta (no primeiro tempo). Só fizemos o gol “engana-besta” já nos acréscimos mas no bufo-bufo e desespero do que por consciência da bola trabalhada. Somente com 2×0 contra, Pirracini resolveu “consertar” o buraco do meio de campo colocando Cleiton Xavier e Carlos Eduardo, jogadores de cadenciamento, num momento em que precisávamos de velocidade e jogadas de imprevisibilidade técnica, como dribles desconcertantes e passes rasga-defesas e sabemos que estes dois não possuem tais características.

Na verdade, sabendo que não tinha um lateral esquerdo confiável qual seria a de Mancini? Na minha opinião ele tinha duas opções: (1) Colocava o time no 3-5-2 com Ramon, Wallace e Kanu na zaga; Uillian Correia, Fillipe Soutto e Yago no meio, com Caíque Sá e David como alas; Neílton e Tréllez no ataque. (2) Colocava Fillipe Souto na lateral esquerda para jogar até a linha do meio de campo e com David fazendo o corredor esquerdo e voltando para proteger Soutto. Ele escolheu a pior de todas e ainda tirou um cara da base, de 21 anos, que tem força física e velocidade para apoiar e marcar para colocar um centroavante vindo de lesão para atuar como extremo esquerdo. Me bata um abacate com leite e açúcar Mancini. Por isso eu nunca confio 100% em você. Nunca aprende, quando aparenta ter evoluído vem com essas pardalices inexplicáveis.

Enfim, agora enfrentaremos o Atlético Mineiro no Independência neste domingo e nada de achar que esta “mística” dos jogos fora de casa é eterna. Sinceramente eu acho que esta “lenda” termina nestes dois próximos jogos contra o Galo e Botafogo. Claro que, pelo momento do time mineiro, é até “visualizável” um triunfo em cima deles. O Galo está muito mal na competição, tem um elenco muito interessante, mas os resultados não estão vindo a contento. Agora, diante do Botafogo eu duvido muito o rubro-negro se dar bem lá. Por mais que tenha um time “comum”, aparentemente, o Botafogo está muito bem encaixado com Jair Ventura. E como disse, não é porque ganhamos Flamengo, Corinthians e Coritiba fora que venceremos todo e qualquer jogo como visitante, a partir desses resultados importantes.

O preocupante é que acho que esta “fase áurea” e inédita de vencer sucessivos jogos como visitante está perto de acabar à medida que seguimos um lixo como mandantes, tendo a pior campanha na história do clube na Série A. E aí, quem vai nos salvar quando voltarmos à normalidade histórica como visitante?

Triste Vitória!

VITÓRIA PROVE QUE VOCÊ GOSTA DA TORCIDA VENCENDO HOJE, DIACHO!

Não fiz o pós-jogo do empate medíocre contra o Fluminense na semana passada propositadamente. Estou puto com esta campanha vergonhosa do Vitória dentro do Barradão. O que era tabu – vencer fora de casa – virou normalidade e o que era normal – vencer em casa – virou raridade, artigo de luxo. E sinceramente, prefiro PERDER 90% dos jogos fora e vencer 90% dentro do que a situação atual de inversão de poderio rubro-negro. Eu gosto de ir ao estádio e sair de lá COMEMORANDO VITÓRIAS, TRIUNFOS E TÍTULOS e não empates e derrotas que fazem a gente sair com ódio nas ventas!

Hoje o Vitória terá mais uma chance de provar que gosta da sua torcida, pois pelo que parece eles tão de mal com a galera, pois até jogos duríssimos fora de casa o time ganha, mas dentro de casa perde ou empata contra qualquer catado!! Já perdi a paciência! Ou vence hoje ou largo de mão novamente! Não tenho sangue de barata e sei que não será todo jogo fora que iremos fazer a festa. Cedo ou tarde voltaremos a ter aquela campanha medíocre depois que pega o avião no aeroporto e deixa as fronteiras baianas, por isso esta minha agonia com o rubro-negro fazendo mais de 10 jogos em casa tendo vencido apenas duas, sendo a última no início de agosto, contra a Ponte Preta. Já estamos entrando na segunda quinzena de Setembro! Não tolero mais um empate (muito menos derrota) dentro de nosso mando de campo.

O São Paulo deste ano tem um puta elenco olhando no papel, nos games de computador, XBOX e Playstation, mas no mundo real, onde Temer recebe R$ 500 mil de propina da JBS e Geddel se torna o Tio Patinhas da vida real com R$ 51 milhões dentro de um apartamento, este tricolor paulista tá com cara de América-RN quando, numa cagada suprema, alcança a Série A do Campeonato Brasileiro. Seja dentro ou fora de casa, o São Paulo não vem assustando ninguém e tem um bom tempo que não vence ningas, é o pior time visitante da competição e enfrenta o Vitória, o pior mandante.

Pela força, história e tradição devemos sim respeitar o adversário paulista, mas os jogadores devem entrar em campo e enxergar o escudo do Ferroviário-CE, ou seja, com confiança, com consciência que pode vencer. Sem esta de achar que enfrentaremos o São Paulo de Telê Santana ou o de Muricy de 10 anos atrás com Dagoberto, Borges e Aloísio Chulapa. Enfrentaremos um time muito abaixo do poderio consolidado do SPFC no cenário nacional.

Temos totais condições de acabar com esta inhaca desgraçada hoje à tarde! Basta os jogadores quererem um pouco mais e tomar vergonha na cara, pois não tá nada gatinho ficar pirraçando a torcida com empates e derrotas seguidas no Barradão. Aí quando a normalidade dos jogos como visitantes voltar nos salvaremos como?

#cansado #querovencerhojeporra

De volta ao Lar

O Vitória volta a jogar pelo Barradão depois de um mês de ausência. A última partida no Santuário foi aquele inesperado gude preso do Avaí, que frustrou bastante a moral da torcida que vinha confiante e empolgada após ver o Leão detonar o Flamengo no Ninho do Urubu, no Rio de Janeiro. Após este duelo, o rubro-negro encarou na sequência Corinthians e Coritiba fora de casa, venceu as duas e na sequencia as eliminatórias da Copa do Mundo paralisaram as competições por 15 dias, por isso esse longo período longe da Toca do Leão.

Precisando recuperar a mística do Barradão e a autoestima da torcida em seu mando de campo, os comandados de Vágner Mancini sabem que só o triunfo interessa logo mais às 16h. Saímos da zona, mas ainda estamos muito próximo dela, por isso é imperioso vencer estes dois jogos consecutivos que teremos no Barradão. Conseguindo este feito mataremos dois coelhos numa tacada só: Afastar-se mais ainda da zona e recuperar a força no Manoel Barradas.

Sem poder contar com Ramon e Yago suspensos, Vágner Mancini anunciou Fillipe Soutto e Patric em seus devidos lugares, com isso o Leão será, em princípio, mais ofensivo, pois estes dois substitutos tem como característica a chegada mais intensa no campo de defesa do adversário. O restante da equipe será a mesma que já começamos a decorar de “cór” e salteado.

Na 11ª posição, com 30 pontos ganhos e querendo se reabilitar da derrotada da rodada 22 quando perdeu para o rival Vasco da Gama, o Fluminense de Abel Braga chega a Salvador sem desfalques em relação à rodada anterior. Sabendo-se da inusitada campanha do Vitória como mandante neste Brasileirão, o tricolor carioca chega com confiança em desenvolver seu futebol e ser mais um algoz do rubro-negro. Entretanto, Abel Braga sabe que só quem morre de véspera é peru natalino e pede cautela, foco e atenção aos seus jogadores.

O Fluminense versão 2017 é muito inferior àquele do período 2009-2012, mas tem caras que podem desequilibrar como o arisco Wellington Silva, o meia Gustavo Scarpa (que está muito abaixo da temporada 2016) e do oportunista centroavante Henrique Dourado. O Vitória tem tudo para anular estas três peças e fazer seu jogo sem maiores problemas. O restante da equipe do Fluminense é composta por jogadores medianos e esforçados. O Leaõ precisa encarar este jogo com muita seriedade pois pode ser o pontapé crucial para a confirmação de que não iremos mais disputar a triste fuga do rebaixamento.

Vitória Sempre!

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Goleiros: Caíque, Fernando Miguel e Ronaldo;
Laterais: Caíque Sá, Juninho, Geferson, Patric e Thallyson;
Zagueiros: Alan Costa, Bruno, Kanu, Renê Santos e Wallace;
Volantes: Fillipe Soutto e Uillian Correia;
Meias: Cleiton Xavier, Danilinho e Jhemerson;
Atacantes: David, Kieza, Neilton, Todinho e Tréllez

Projetando as 16 derradeiras rodadas

Vágner Mancini recuperou a moral da equipe e da torcida!

Olá galera, depois de quase 15 dias de inatividade por conta das datas FIFA para as Eliminatórias para a Copa do Mundo da Rússia-2018, os clubes brasileiros e o Blog CRN voltam às atividades visando a rodada do próximo final de semana. Bem, já foram rodadas 22 de 38 rodadas, o que significa que já atingimos mais da metade do Brasileirão e que nos resta então 16 rodadas até o fim da competição.

Teremos 8 jogos dentro de casa e 8 fora e com 25 pontos em 22 jogos precisamos de no mínimo de mais 7 triunfos para alcançar o número mágico da permanência na Série A. Perceberam que devido à péssima campanha precisamos de praticamente vencer 50% dos jogos restantes só para atingir o número considerado mínimo para a permanência? Portanto, apesar da relativa calmaria e clima mais leve no Barradão, a coisa ainda é feia, tenebrosa, sinistra e periclitante. Por isso é válido o pleonasmo para reforçar que ainda temos muito a correr para nos livrar.

Agora, se enxergarmos pelo prisma do copo meio-cheio e acrescentar algumas doses cavalares de otimismo poderemos conjecturar uma recuperação fantástica que seria inédita ao Esporte Clube Vitória, mas que já vimos acontecer com Goiás, Atlético-PR e Botafogo. Vamos “viajar” um pouquinho no Barco do Otimista Inveterado?

Bem, dos oito jogos que teremos em casa (Fluminense, São Paulo, Sport, Atlético-PR, Atlético-GO, Palmeiras, Cruzeiro e Flamengo) é loucura imaginar em no mínimo 6 triunfos e colocando como possíveis pontos perdidos os duelos contra Palmeiras e Cruzeiro (ou Flamengo)? Claro que, em princípio, e tomando como parâmetro a recuperação desde a volta de Mancini, podemos sim imaginar vencer os 8 jogos, entretanto, sabemos que é uma missão muito difícil e improvável, até pela nossa atual situação como mandante.

Já como visitante, em que temos 51% de aproveitamento, fato inédito na história do Clube em uma Série A, teremos pela frente: Atlético-MG, Botafogo, Santos, Bahia, Vasco, Grêmio, Chapecoense e Ponte Preta. Destes jogos é maluquice visualizar pelo menos mais 4 triunfos (Bahia, Vasco, Chape e Ponte Preta)? E forçando mais um pouco a barra, acrescentar a possibilidade de vencer o instável Atlético-MG em Minas?

Sinceramente, pelo enorme nivelamento por baixo do Brasileirão e de times muitos parecidos, com poucos craques que carregam seus times nas costas, eu consigo vislumbrar entre 10 a 11 triunfos do Leão até o fim da competição. Claro que não será com toda a facilidade do mundo e exigirá bastante regularidade e a manutenção desta garra e poder cirúrgico que o Vitória vem apresentando desde a partida contra o Flamengo no Ninho do Urubu. Alguém mais acredita nesta redenção completa ou será que eu estou “viajando” demais em imaginar uma recuperação fantástica do Vitória, que poderá fechar a competição entre 55 a 61 pontos?

Seria muito bom terminar o ano com uma pontuação capaz de nos colocar perto do G6 e garantido na Sulamericana depois de um primeiro turno tão medíocre. Da mesma forma que perdemos jogos demais nas primeiras 19 rodadas, poderemos dar a volta por cima fazendo 10 ou 11 triunfos dos 16 a disputar, correto?

#VamosAcreditar!

Vitória vence a 3ª partida fora de casa, sai da zona e vira Visitante Indesejado no Brasileirão

O Vitória mostrou que de fato está em busca da redenção neste Campeonato Brasileiro. Após fazer um 1º Turno vexatório, o rubro-negro vem crescendo na competição desde a volta de Vágner Mancini por volta da 16ª rodada e vem se notabilizando por ser um visitante indesejado, chato, ousado e cara de pau, daqueles que entram na casa dos outros abre geladeira, abre a cerveja, muda o canal da tv e se deita no sofá sem cerimônias. Desde a estreia em 0x0 com o Cruzeiro, em que o Leão foi melhor e poderia já ter vencido aquele jogo, o Vitória venceu Flamengo e Corinthians (2×0 e 1×0) e ontem confirmou sua nova face neste Brasileirão ao vencer o Coritiba no Couto Pereira, também por 1×0, através do zagueiro-artilheiro Kanu!

Primeiro Tempo Mas, diferentemente das partidas contra os times da mídia RJ-SP, o Vitória não começou bem a partida. O Coritiba foi muito mais incisivo e perdeu muitas chances de gols. Enquanto pelo lado rubro-negro havia muitos erros de passes e um sistema defensivo que parecia estar disperso. As bolas cruzadas na área que resultaram num gol anulado e numa quase cabeçada de Alecsandro comprovam isso. Não estávamos com a mesma pegada e concentração dos jogos contra Corinthians e Flamengo e por pouco a gente não pagou caro por isso. Tanto é que aos 41 minutos, num erro de Caíque Sá, Rildo avançou até a grande área, fez o cruzamento e a bola tocou no braço de Ramon que veio num carrinho altamente arriscado. Pênalti. Depois de um longo inverno, eis que Fernando Miguel voltou a defender uma penalidade máxima, para a tristeza do cobrador, Rafael Longuine.

Segundo Tempo Somente após o intervalo, o Vitória acordou. David, Neílton e Trellez passaram a ser mais acionados e saíram boas chances a partir deste momento. A melhor delas foi numa arrancada do menino David, calando os cornetas, o camisa 27 passou por dois marcadores e cruzou na área, mas Neílton desperdiçou novamente. Também precisando do resultado positivo, o Coritiba não se deu por vencido e também teve boas chances de gols que paravam ou nas mãos de Fernando Miguel ou na zaga, exceto a cabeçada a queima roupa que tirou tinta da trave!

Quem não faz, toma! Depois de perder umas três grandes oportunidades a máxima do futebol veio à tona novamente. Aos 22 minutos, Rildo errou no passe de cabeça e a bola caiu nos pés de Patric que ajeitou para Ramon soltar o rojão, Wilson espalmou e na sobra, o homem-surpresa Kanu estava lá para estufar as redes. Vitória 1×0. Era a repetição do placar da temporada 2016, com outro protagonista, mas que também esteve presente no jogo dramático do ano anterior.

Depois de tomar o gol, o Coritiba se perdeu em campo, partiu pra cima de forma afobada e seus jogadores começaram a ficar nervosos, tanto é que Márcio e Anderson terminaram expulsos da partida. Este último, por sinal, se envolveu em um lance curioso que culminou na expulsão do rubro-negro Yago. Ambos se agarraram numa disputa de bola e o jogador coxa-branca usou de cotoveladas para tentar se desvencilhar do camisa 77 do Leão.

Enfim, o Vitória ratificou que está ávido para a redenção no campeonato e voltou a vencer três partidas fora de casa depois de 43 anos! E ao contrário daquele ano quando os três triunfos foram em cima de América-RN, Sergipe e Rio Negro-AM, este ano foram triunfos em sequência contra os midiáticos Flamengo e Corinthians e do sempre chato Coritiba. Agora o Leão terá duas semanas de descanso para enfrentar Fluminense e São Paulo. É imperioso vencer estes dois próximos duelos no Barradão, até para reativar a mística de nosso Santuário.

Vitória Sempre!

Mais uma chance de escapar do Z4

O Vitória encara o Coritiba na noite desta segunda-feira (28) e sabe que só o triunfo lhe interessa. Devido à péssima campanha feita no chamado “primeiro turno”, o Leão tem que rebolar muito para dar a volta por cima e neste aspecto, no que se refere aos duelos fora de Salvador, o Rubro-Negro vem conseguindo com êxito uma grande superação, pois desde que Mancini reassumiu o comando técnico, o time empatou em 0x0 com o Cruzeiro e venceu Flamengo e Corinthians também como visitante. O único deslize foi a derrota para o Avaí, no Barradão, logo após vencer o Mengão na Ilha do Urubu por 2×0. A rodada atual foi relativamente boa para o Leão, que basta vencer hoje para dar uma escapulida da zona do rebaixamento, também conhecido por Z4.

Em situação parecida no ano passado, o Vitória teve este grande desafio de vencer o Coxa no Couto Pereira, pela penúltima rodada, para livrar-se da zona do rebaixamento e conseguiu graças ao grande momento de Marinho naquele brasileirão. O ex camisa 7 estava “na bruxa” e foi o cara que decidiu e praticamente salvou o rubro-negro do rebaixamento, pois, com este triunfo, o Internacional precisaria dar uma goleada no Fluminense e o rubro-negro perder, em casa, para o Palmeiras. No jogo do Couto Pereira de 2016, Marinho fez um golaço pegando quase do meio de campo pelo flanco direito, partiu em velocidade na direção do gol, driblou cerca de três adversários até soltar um potente rojão sem chance para Wilson. Vale ressaltar que este magnífico triunfo e que contou com mais um gol “a la Messi” de Marinho terminou sendo ofuscado completamente pela imprensa esportiva na manhã seguinte por conta da terrível tragédia envolvendo o voo da Chapecoense para a Colômbia.

Sem contar com Marinho nesta temporada, o rubro-negro sabe que precisa levar muito a sério o duelo de logo mais para repetir a dose. Em termos de qualidade técnica e de potencial para desequilibrar assim como o nosso ex-camisa 7 temos Neílton e David como candidatos. Ambos são habilidosos, dribladores e velozes. O que pesa contra é que nenhum deles está numa fase “mágica” como Marinho estava. Entretanto, pelo lado positivo está a questão que se em termos individuais não temos um cara que esteja acima da média nas atuações, temos algo que não tivemos em 2016: Força do Conjunto. Apesar disso estar aparecendo tardiamente na competição, o Vitória de Mancini está melhor arrumado, possui maior compactação e coesão entre os setores do time. Por isso, o rubro-negro tem totais condições de repetir a dose da temporada passada, à medida que o Coritiba aparentemente está mais fraco que o ano passado e virá para este jogo com vários desfalques importantes como Kléber e Matheus Galdezani.

Mancini sabe que a missão ainda é muito difícil e deve estar enfatizando aos jogadores para não se empolgarem demais com os triunfos sobre os times preferidos da mídia do eixo: Flamengo e Corinthians. Por conta da péssima campanha do primeiro turno, o Vitória precisa de uma série de triunfos para se equilibrar na competição e não adianta muito vencer os times “mais famosos” e perder pontos para os concorrentes diretos que lutam para fugir do Z4 e o Coritiba é um desses times. Portanto, seriedade, foco, concentração e repetição do espírito de raça e combatividade dos jogos anteriores precisam estar presente logo mais no Estádio Major Couto Pereira, na capital paranaense.

Vitória Sempre!