Sobre Fábio Monteiro

Fabio Monteiro,nascido em Salvador-BA. Apaixonado por futebol, informática, computação gráfica, livros, seriados, música e em cultura em geral.

É vencer pra manter a escrita e se distanciar mais do rebaixamento

Vitória e Chapecoense faz jus ao Mundo do Contrário cantado em prosa e verso pela eterna Rainha dos Baixinhos, Xuxa Meneghel, e que virou Estilo de Vida para o nosso amigo leitor Danilo, o tricolor mais rubro-negro do mundo, em se tratando de Cartola e “conhecimento” de futebol. Quando o mandante é o rubro-negro o vencedor é a Chape e quando esta é a mandante, o Vitória sempre sai sorrindo. Curiosamente, desde 2014 é assim! Vitória x Chapecoense tende a ter os seus vencedores com os mandos de campo invertidos. Por isso, o Leão precisa vencer hoje para manter a escrita, e principalmente, se afastar mais da zona do rebaixamento e deixar o pepino para o Sport Recife, que encara o Palmeiras hoje à noite (que o fumo entre neles com força bruta, sem direito a massagem). #Paz!

Bem, mas se engana aquele que é só chegar na Arena Condá vestir o manto rubro-negro e jogar de qualquer forma que o triunfo vem. A Chapecoense vem se notabilizando nos últimos anos como a equipe mais trabalhosa de se vencer, seja em casa em Chapecó ou como visitante. Mesmo após a tragédia aérea do ano passado em que forçou a reconstrução de todo o plantel do elenco principal, incluindo Diretoria, o Indio Condá mostrou sua força em 2017, sagrando-se bicampeão catarinense (poucos meses após o acidente) e fez um primeiro turno de Brasileirão seguro, tendo inclusive Mancini como treinador no recomeço do time catarinense.

Por sinal, eu até acho este elenco atual melhor que os guerreiros do ano passado (que estejam com a presença do Criador), mas na virada do turno eles perderam alguns jogadores interessantes como o ponta Rossi, que infernizava as defesas adversárias. Na sequência, a Chape teve uma queda bruta de rendimento, Mancini foi demitido, em seu lugar eles contrataram o terrível Vinícius Eutrópio e que lançou a chape entre os rebaixáveis. Este foi o pior momento da Chape na competição, que vem em recuperação gradativa desde que Gilson Kleina assumiu e desde então, eles estão invicto e praticamente fora do rebaixamento com 44 pontos ganhos.

Diante o exposto acima, o técnico Mancini deve saber que o jogo desta noite não é para ser levado na brincadeira, pelo contrário, eu até acho que serve como motivador para o treinador, pois ele saiu meio por baixo lá, depois de um começo promissor (típico de Mancini, vamos combinar né?). Ele ajudou na montagem deste elenco e conhece demais os atletas que compõem a categoria profissional do verdão catarinense. Por conta disso, acredito que se o Vitória entrar ligado, focado e com seriedade poderá repetir o inesperado 4×1 de 2016, quando Marinho, Kieza e Zé Love tiveram uma tarde inspirada fazendo o placar nos primeiros 45 minutos de jogo.

Da parte da chape, todo cuidado é pouco para as bolas paradas cobradas pelo lateral esquerdo Reinaldo e Luiz Antônio; as velocidade típicas de Apodi e Arthur Caíke; além da habilidade e poder de criação de Héctor Canteros e do faro de goleador do experiente Wellington Paulista, em grande fase. Ou seja, só aí eu citei a metade do time deles. Portanto, vamos no sapatinho da humildade que a Chapecoense não é nenhuma galinha morta (o Santos que o diga, na rodada passada).

Entretanto, apesar da fama de time chato do adversário desta noite, Mancini trouxe um pouco disso para o Vitória nesta temporada, e nossa campanha fora de casa ratificam isso. Somos um dos melhores clubes visitantes da competição e temos totais condições de vencer novamente a Chape em sua bela Arena Condá!

Pra cima deles Leão!

Segue aqui o clipe do Mundo do Contrário, que marca este confronto e o estilo de vida de Danilo Tamarindo. #pazdohimalaia

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Pontinho precioso e abrindo distância para o Z4

O Vitória foi valente ontem à tarde e, mesmo com um a menos por quase 35 minutos do segundo tempo, saiu de Caxias do Sul com um empate em 1×1 com o Grêmio e segue sendo um adversário difícil de ser batido como visitante. Mais uma vez a tática de jogar fechadinho e à base de contra-ataques foi utilizado pelo técnico rubro-negro e rendeu bons frutos, sobretudo no primeiro tempo quando o Leão abriu o marcador aos 16 minutos, numa bela troca de passes de David e Neílton, que culminou na assistência milimétrica para a finalização de Patric.

Pena que poucos minutos após fazer 1×0, o rubro-negro cochilou e sofreu o gol de empate quando a bola foi cruzada na área para Fernandinho cabecear sem chance para Fernando Miguel. Com o empate ainda no primeiro tempo, o jogo ficou muito disputado e parelho, com mais predominância do Grêmio em nosso campo de defesa, o que já é uma constante em jogos do Vitória fora de Salvador. E para não perder o costume, no finalzinho da etapa inicial, por volta dos 43 minutos, Neilton perdeu um gol de cara num rebote dado por Paulo Victor e o camisa 10 chutou pra fora. Se Neílton acertasse metade das grandes chances que ele teve estaríamos numa situação muito mais confortável, com certeza!

O segundo tempo foi basicamente a mesma coisa, com o Grêmio tentando de toda maneira virar o placar, com o Vitória se defendendo como pode e buscando matar o jogo nos contra-ataques, sem sucesso desta vez. É certo que se a equipe gremista tivesse mais inspirada o triunfo deles seria questão de tempo. O goleiro Paulo Victor não foi muito exigido na etapa final e na jogada mais agressiva que tivemos que culminou no segundo gol de Patric foi invalidado por Caíque Sá, que deu a assistência para o camisa 29, estar impedido no lance.

De qualquer maneira, o empate foi um pontinho precioso e com a derrota do Sport para o Atlético-GO por 2×0 em Goiânia, o Leão abriu 3 pontos e 1 vitória de vantagem na frente do rubro-negro pernambucano. O próximo jogo do Vitória será contra a Chapecoense na quinta-feira, jogo duríssimo, pois a chape também está na luta contra a degola e é um time chato demais em seu mando de campo. Precisaremos suar mais e igualar na raça e na vontade de vencer. E quem sabe reprisar o triunfo maiúsculo do ano passado, quando o Vitória aplicou 4×1 em tarde inspirada de Marinho e Kieza? Porém, sendo humilde, um triunfo de 1×0 com gol de bufo-bufo aos 47min do segundo tempo será tão gostoso como dar um 7×3 numa sardinha aê na Arena Fonte Nova! #PAZ!

Vitória Sempre!

Com esperança renovada, Leão encara Grêmio em Caxias de Sul

Depois de uma bela vitória em cima do Palmeiras por 3×1 na última quarta-feira a torcida do Leão renovou suas esperanças em fugir do rebaixamento do Brasileirão. Com 38 pontos conquistados, o Rubro-Negro precisa de 7 ou 8 pontos para se garantir na Série A de 2018 e a situação na tabela está bem provável de atingir esta meta. Para isso, o Vitória precisa manter a sua fama de visitante chato e pontuar logo mais na Serra Gaúcha.

O Grêmio é um grande time, não dúvidas sobre isso, mas tem suas limitações também, fora que estão concentrados na Decisão da Libertadores. O treinador Renato Gaúcho tem alguns desfalques na equipe como o goleiro Marcelo Grohe e os laterais Edílson, Marcelo Oliveira e Cortez. Ou seja, são três peças no setor defensivo e que o Vitória precisa aproveitar isso, além da possível cautela em lances mais rígidos pelos gremistas para evitarem lesões que lhe tirem das finais da Taça Libertadores da América.

Assim como o Grêmio também temos nossos desfalques para o jogo de logo mais às 16h (de Salvador-BA). Expulso injustamente contra o Palmeiras, Uillian Correia cumpre a suspensão automática. Além dele, o zagueiro Wallace Reis que pertence ao Grêmio não pode jogar devido a este “acordo de bastidores” que ninguém entende e Yago recebeu o 3º cartão amarelo contra o Palmeiras, por conta disso, Mancini preferiu retornar a formação com o 433, com Neílton e Patric abertos nas pontas. Entretanto, eu preferia a manutenção do time com 3 volantes e com Neílton entre os reservas, devido à má fase do mesmo e o fortalecimento que tivemos na meiuca no jogo contra o Verdão.

Não tenho dúvidas que a partida da tarde deste domingo não será marmelada, o Vitória terá que suar muito e jogar com seriedade e inteligência para vencer o Grêmio, que mesmo com chances remotas de título, ainda está no páreo e ninguém entra em campo pensando em perder. Alem disso, o time escalado por Renato Gaúcho conta com jogadores habilidosos e capazes de decidir partidas como Luan, Fernandinho e Barríos, além de ter uma das melhores duplas de zaga do país, se não for a melhor: Kanneman e Geromel. Enfim,  jogo difícil, na cidade friorenta de Caxias do Sul e que o Vitória consiga manter esta pecha de cortar o bom humor das torcidas adversárias em seus devidos mandos de campo.

Da Luta vem a Vitória!

O Barradão Voltou!

Finalmente o torcedor rubro-negro pôde sair das dependências do Manoel Barradas feliz, alegre, bem humorado e com confiança renovada. O Vitória foi magnifico no primeiro tempo e fez 3×1 no Palmeiras para a surpresa de muita gente do eixo sul-maravilha e para boa parte de nossa torcida que temia – de certa forma – esta partida, devido aos momentos completamente distintos na competição. O Leão Baiano fez de um previsto osso duro de roer um verdadeiro mamão com açúcar. Chuuuupa Sílvio Mendes da Desgraça! Respeite o Vitória, seu patife!

Com foco, seriedade e faca nos dentes, o rubro-negro doutrinou os porquinhos com um futebol ofensivo, veloz e vertical. Desde o pontapé inicial o time leonino mostrou que não tava afim de ser mais uma vítima palmeirense. Logo aos 3 minutos em boa jogada de ataque, Patric deu o primeiro susto em Fernando Prass com um forte chute cruzado tirando tinta da trave direita do arqueiro da equipe paulista, após cruzamento de Geferson espalmado por Prass. Na sequência, o menino David mostrou seu poder de criação ao puxar o ataque, passou para Patric que cruzou rasteiro, Tréllez dominou e rolou para Yago abrir os trabalhos. Vitória 1×0.

Depois de 3 meses, o torcedor rubro-negro, enfim, voltou a comemorar um triunfo no Barradão.

Depois do inesperado gol sofrido, o Palmeiras tentou responder rápido se lançando mais ataque e caiu na armadilha montada por Mancini desde a sua volta, o contra-ataque em velocidade e na vertical. Em uma tentativa de lançamento ao ataque, o zagueiro Wallace cortou de cabeça da intermediária, e sem querer virou uma grande assistência para Tréllez, que mostrou toda a sua ginga colombiana, fez o drible de corpo para cima do zagueiro Juninho e rumou-se pra frente do gol e com a frieza típica de quem entende da posição, largou o doce entre as pernas de Fernando Prass. Vitória 2×0. Torcida Rubro-Negra em festa, imprensa paulista e torcida palmeirense querendo entender tudo aquilo. Afinal, o “pobrezinho” Vitória abria 2×0 sobre o engomado Palmeiras em menos de 15 minutos.

Após levar o segundo gol, o Palmeiras mostrou equilíbrio emocional e não se deixou por rogado, tentava à todo custo correr atrás do prejuízo e cinco minutos depois conseguiu dar um ânimo à sua torcida quando Keno fez salseiro na ponta direita e cruzou para o baixinho Dudu, sem temer desmanchar seu cabelinho com gel, diminuir. E quem não mostrou equilíbrio emocional foi nosso time, que logo na saída de bola perdeu o domínio e o Verdão quase empatou com Erik numa bobeira gigantesca de nossa defesa. Por sorte, a bola foi pra fora! Daí em diante, o jogo ficou mais parelho com o Vitória levemente superior. A confirmação da superioridade rubro-negra foi evidenciada aos 39min quando em novo ataque puxado por David, a bola ricocheteou na defesa palmeirense, sobrando para Yago, que com categoria, tirou de Tche Tche e soltou um petardo sem chance para o goleiro. Vitória 3×1 e Festa no Barradão!!!

Segundo Tempo Se no primeiro tempo fomos arrasadores, o mesmo não se pode dizer do segundo. O Palmeiras veio no veneno e o Vitória recuou demais. O resultado foi uma pressão dos seiscentos demônios da Tasmânia. Sem medo de errar foram 45 minutos se defendendo das investidas palmeirenses. Só que a sorte estava do nosso lado e o Palmeiras parecia bastante “desinspirado”, pois os chutes e cruzamentos tentados não assustaram Fernando Miguel, exceto o petardo de Roger Guedes já no finalzinho da partida que bateu forte no travessão, o que poderia ter sido apenas o segundo gol, sem maiores danos. Enquanto o rubro-negro só teve uma grande chance na etapa final, que foi aos 3 minutos, quando Yago bateu falta na área e Tréllez cabeceou firme, exigindo agilidade e reflexo de Prass, que mandou para escanteio.

Mas gente, que pressão tenebrosa do Palmeiras no segundo tempo! Que bom que eles não estavam com os pés calibrados. E Mancini ainda achou pouco e testou os nossos corações quando botou o sempre estabanado Renê Santos no jogo. Ainda tivemos um jogador injustamente expulso (Uillian Correia). Por sinal, que arbitragem tendenciosa ontem né? O paraense Dewson parece que veio disposto a ajudar o Palmeiras e ficou super revoltado pelo nosso time ter feito o placar em 3×1 de forma tão avassaladora. O segundo tempo todo, ele só enxergava faltas à favor do time paulista, em que ele punia logo com cartão amarelo e fazia vistas grossas às do Palmeiras sobre a gente. Só Mayke levou cartão amarelo pelo time paulista, quando outros jogadores palmeirenses cometeram outras faltas passíveis de cartão e que ele simplesmente mandou seguir.

Acostumado a ser coadjuvante, Yago teve sua noite de protagonismo contra o Palmeiras.

São estes tipos de coisa que me fez, lá no finalzinho da infância e início da adolescência, parar de vez em acompanhar os times do eixo. O Palmeiras e outras grandes equipes do RJ-SP-MG-RS já possuem melhores patrocínios, mais atenção dos programas esportivos “nacionais”, melhores condições financeiras e ainda são beneficiados sucessivamente, ano a ano, pela arbitragem, em duelos contra equipes consideradas “menores”. Isso é um abuso, um desrespeito ao Esporte e ao jogo limpo. Não queremos ser beneficiados, mas também não queremos ser prejudicados. Chega dessa parcialidade na arbitragem brasileira!!!

Por fim, grande triunfo e que nos enche de orgulho e renova nossas esperanças. Agora pra fechar com chave de ouro, que belas partidas de Patric, Geferson, Wellison, Yago e Santiago Tréllez, hein galera? Para mim ontem foi a melhor atuação de Geferson no Leão. Será que já aquele tipo de atuação pra renovar contrato? E Patric que vinha sendo uma lástima foi um dos grandes destaques ofensivos, além do herói improvável da noite que foi Yago. Além disso, alguém sentiu falta de Neílton?? Acho que já deu pra entender que dá pra ser feliz sem o famigerado 4-3-3 e que Neilton não pode ser titular absoluto se não estiver produzindo a contento.

Vitória Sempre!

É VENCER PRA SEGUIR FUGINDO DA SÉRIE B

O Campeonato Brasileiro está chegando ao seu fim e, por isso, a zorra está estreitando e o Vitória precisa urgentemente voltar a vencer dentro de casa se quiser realmente fugir do rebaixamento. Atual pior mandante da competição, o Leão já poderia estar livre do rebaixamento e talvez até brigando por vaga na TLA se fizesse ao menos 80% dos pontos em casa somando-se aos pontos conquistados como visitante. Fazendo uma conta simples: Hoje temos 35 pontos e se tivéssemos vencido Coritiba, Sport, Atlético-GO, Fluminense, São Paulo, Atlético-PR e Avaí aqui em Salvador, estaríamos com mais 21 pontos, ou seja, 35 + 21 = 56 pontos, o que significaria estar no G4 da competição. E todos estes jogos que citei aí o Vitória poderia muito bem ter vencido, pois todos estavam mal na competição.

Agora, depois de desperdiçar tantos pontos em casa e contra times de nosso porte e até inferior só nos resta Palmeiras, Cruzeiro e Flamengo como mandantes, o que exigirá muito mais de nosso elenco. Eles que se virem para ganhar destes três grandes clubes do eixo sul/sudeste e ganhe ao menos mais uma fora de casa para se livrar do problema. Ou vence as três do Barradão ou prepara o caixão, que o rebaixamento é certo.

Para tentar acabar de vez com este jejum de quase três meses sem vencer em casa, o técnico Mancini fará algumas mudanças na equipe, que deverá iniciar o jogo com Fernando Miguel, Caíque Sá, Kanu, Wallace e Geferson; Uillian Correia, Wellison, Fillipe Soutto e Yago; David e Tréllez. Entretanto, caso ele queira preservar a formação com 3 atacantes, Mancini pode deslocar Tréllez para a ponta direita, David na esquerda e André Lima entra como centroavante, no lugar do volante Fillipe Soutto. Essa indefinição vai até poucos minutos antes da partida.

O fato é que o Palmeiras é um adversário muito difícil, que tem um dos melhores elencos do país e mesmo tendo perdido o clássico que poderia lhe colocar na briga pelo bicampeonato de forma mais efetiva, a equipe paulista não virá à passeio para Salvador. A distância para o Corinthians é de oito pontos e o rival palmeirense joga hoje à noite, na Arena da Baixada, em Curitiba, contra o Atlético-PR. Isto é, uma derrota corintiana e um triunfo palmeirense hoje, a distância cai para 5 pontos com 15 pontos por disputar até à 38ª rodada. Portanto, o Palmeiras vem com “sangue nos olhos” para evitar que o rival lhe tire o bicampeonato. Além disso, nosso presidente interino ainda botou mais lenha na fogueira ao declarar, lamentavelmente, que o Vitória vai “atropelar” o Palmeiras.

Se nosso time terá algumas mudanças forçadas por lesões (Juninho) e suspensões (Neílton), além do possível saque de Ramon entre os titulares. A equipe palmeirense virá com alguns desfalques devido a jogos envolvendo seleções. O zagueiro Mina e o atacante Borja foram convocados pela Colômbia e além deles, os atacantes Deyverson e Willian não jogam por suspensão e lesão, respectivamente. Com isso, o Palmeiras deve mudar seu esquema tático colocando outro meio-campista ou improvisar alguém como centroavante.

Diante do exposto nos parágrafos anteriores é natural dizer que o Palmeiras é o completo favorito nesta noite, tanto por sua posição na tabela e sua condição de ainda estar na luta pela renovação do título nacional conquistado na temporada passada, tanto pela frágil condição do Vitória na competição, tendo como agravante a sua campanha como mandante. Entretanto, não há bem que dure nem mal que perdure. Tudo que tem um começo, tem seu fim e que hoje seja a noite do fim desta zica infernal do Leão não rugir no Barradão. O jogo será duro, tenso e problemático, mas o Vitória precisa vencer a qualquer custo. Não importa o placar, a missão de hoje à noite é brocar!

Da Luta vem a Vitória!

Seja por renúncia ou deliberação da AGE, Ivã NÃO deve permanecer à frente do Leão

Em primeiro lugar gostaria de esclarecer que isso é um sentimento meu e todas as linhas a seguir estarei falando por minhas convicções e conjecturas pessoais. Não estarei falando em nome do Conselho Deliberativo, apesar de estar como membro desde a eleição da Chapa Vitória do Torcedor em dezembro de 2016.

Enfim, vamos ao que interessa. Na última semana foi divulgado no site oficial o parecer do Conselho Fiscal (⇐clique) sobre as contas do clube no primeiro semestre de 2017 e nele consta que o presidente licenciado do clube, Ivã de Almeida, extrapolou em R$ 12 milhões o orçamento previsto e aprovado pelo Conselho Deliberativo no dia 28/12/2016, ou seja, na primeira grande reunião envolvendo toda a diretoria e conselhos. Para poder ultrapassar o valor discutido e aprovado em dezembro de 2016, Ivã de Almeida deveria convocar o Conselho Deliberativo solicitando a suplementação no orçamento, expor e justificar esta medida, além de pedir autorização do CD para tal medida. E isso não foi feito, o que feriu o Estatuto do Clube, o que dá mais margem ainda à acusação de Gestão Temerária que paira sobre ele, pelas chapas derrotadas.

Vale ressaltar que as contas da gestão Raimundo Viana/Manoel Matos também estouraram o orçamento sem pedir autorização do conselho deliberativo e esta foi aprovada (com mais de 20 ressalvas), já por este atual Conselho Deliberativo, em uma reunião acalorada, polêmica e extensa. Votei pela rejeição, junto com uma minoria que entendia que além da demasiada quantidade de ressalvas, era grave se aprovar uma contabilidade estourada sem o rito formal de autorização ao antigo conselho deliberativo. Agora, com a publicação das contas do 1º semestre de 2017 e que sinaliza um estouro de R$ 12 milhões, sem a autorização do CD, deu para entender o porquê do Conselho Diretor ter feito força para aprovar as contas do ex-presidente Raimundo Viana.

Sinval, ex-diretor de futebol, foi um dos que contribuíram decisivamente para o estouro do orçamento do clube com contratações que não deram certo e que custaram comissões volumosas.

Dentre os R$ 12 milhões a mais na despesa do clube para 2017 estão valores exorbitantes comissões a empresários de alguns jogadores que foram contratados (com alguns que já saíram no meio do ano); além de contratações de empresas sem o devido processo licitatório como a Agência Bull (foram pagos R$ 180 mil) e FutebolCard (o Conselho Diretor não fez a licitação por considerar a futebolcard como “empresa de notória especialização), além da Solver (R$ 120 mil, que não teve o edital de convocação da licitação publicado em jornal de grande circulação, mas a presidência apresentou três propostas de preços).

Piorando mais a situação e dando mais musculatura à denúncia de Gestão Temerária, o Parecer do Conselho Fiscal, realizado em agosto deste ano e que só ganhou publicidade na semana passada, apontou que o Presidente Licenciado exigiu, baseado na aprovação de remuneração aos cargos do Conselho Diretor do Clube, uma espécie de pagamento retroativo ao período em que exerceu o cargo sem remuneração. No documento aponta que foram dois “salários antecipados”, um de aproximadamente R$ 22 mil (arredondado, mês inteiro) e outro de R$ 20 mil (arredondado, mês incompleto). Pouco tempo depois que estes valores foram depositados em sua conta, Ivã de Almeida pediu licença e de acordo com o parecer do Conselho Fiscal, o presidente do clube deveria devolver cerca de R$ 10 mil destes valores, e até o término daquele parecer, a quantia não tinha sido devolvida aos cofres do clube.

A pergunta que rola nos bastidores é “por que só agora este documento ganhou publicidade?”, curiosamente logo quando o primeiro prazo de licença de Ivã estava findando. Enfim, não sei responder objetivamente esta resposta, mas posso deduzir algumas coisas. Entretanto, está claro que não tem mais condição para a permanência de Ivã à frente do ECV. Eu defendi o presidente até onde pude e até surgir situações que realmente colocasse a gestão dele em xeque e estas começaram a aparecer. Não fui errado em defender (a diretoria) quando as coisas não passavam de boatos vindos, notadamente, de pessoas ligadas as chapas perdedoras das eleições de 2016. Errado é eu defender agora depois destas coisas chegarem ao meu conhecimento. Não defendo o errado apenas porque um dia “militei” e votei. Meus princípios, ensinados por meus pais, avós e alguns tios e tias estão acima de minhas convicções políticas e de envolvimentos seja com A ou B, grupo X ou Y.

Além destes problemas político-administrativos, estamos vendo o pior Vitória de todos os tempos, que perde 10 de 15 jogos no Barradão, que tá virando chacota em todo canto do país, que vem mais um ano brigando contra o rebaixamento de forma lamentável e que expulsa seu torcedor a cada jogo que fracassa no Barradão, antes um lugar que fazia os adversários temerem e nos respeitarem e que hoje virou piada pronta não só para radialistas infantis e que gostam de se aparecer, mas para torcidas e times adversários.

Ainda temos que conviver com um Departamento de Comunicação que coleciona gafes e comportamentos pueris, como discussões com torcedores nas redes sociais com direito a #vrah, chepos e falta de educação por parte de quem alimenta os perfis oficiais do Clube. Para piorar ainda vemos constantemente erros gravíssimos de português nas postagens, e até de inglês (quando resolveram fazer uma ação promocional para recepcionar o ex-Beatles, Paul McCartney, em que escreveram Holland ao invés de Netherlands e French no lugar de France).

Por tudo isso, seja por renúncia ou pelo poder do sócio-torcedor na AGE programada para ser discutida a partir do dia 04 de dezembro de 2017, que Ivã não pode mais permanecer à frente do ECV. Ele está conseguindo, com um lamentável louvor, ser pior que Carlos Falcão e em muito menos tempo! O Vitória e sua torcida não merecem isso!

#ForaIvãdeAlmeida #ChegaDeAmadorismo

Alguém explica esse nosso time bipolar?

Diferentemente de nossos cronistas esportivos baianos e de um punhado de torcedor que se deixa se “emprenhar” pelos ouvidos, por estes, e que repetem o mantra de que há algo sobrenatural, culpando o espaço físico do Barradão, além dos metidos a torcedor-superior que apontam para terceiros (que não conhecem nem nome, nem história de vida) como os pés-frios. Eu prefiro seguir com fatos concretos, palpáveis e objetivos, sem firulas, sem valorização a “misticismo” babaca, supérfluo e inócuo. A culpa das seguidas derrotas do Vitória em casa neste Campeonato Brasileiro não é do Estádio Manoel Barradas, nosso mando de campo há 22 anos¹, não é do bairro Nossa Senhora da Vitória (antiga Canabrava) e tampouco é de “pés-frios anônimos”. A culpa é exclusiva dos jogadores, pois são eles os protagonistas que podem, de fato, modificar o resultado da partida e, de certa forma, do treinador, pois cabe a ele escalar os 11 titulares, montar a tática e fazer os ajustes necessários durante os jogos.

Pois bem, na minha visão crítica eu já passo a criar o conceito de que estes jogadores estão se acomodando demais nos triunfos fora de casa e jogam no Barradão completamente desleixados, sem foco, sem tesão e como sabem que a imprensa e boa torcida tão se apegando em misticismo idiota para justificar as derrotas em sequência no Barradão, eles [malandramente] estão usando estes fatores subjetivos e sobrenaturais como escudo contra as críticas e as cobranças. Há também neste elenco, jogadores que gostam de baladas, e nestas paradas das Datas/FIFA para as seleções, os farristas devem entrar na esbórnia completa e voltam meio que “ressaqueados” ao batente.

Outra hipótese minha, mas que confesso que é meio absurda, é que este elenco não gosta da própria da torcida e faz questão de sacaneá-la. Gostaria que alguém me explique, sem valorização de fatores sobrenaturais e sem esta minha tese meio absurda, este comportamento bipolar do time, que fora de casa segue à risca as orientações de Mancini e jogam bem atentos e dentro de casa joga como se fosse aquele baba de fim de semana entre Solteiros x Casados antes do churrascão regado a cerveja e outros aperitivos.

Também rejeito o “argumento-padrão” de nossos cronistas esportivos que vem cravando como um axioma ou dogma de que o time não sabe jogar propondo jogo e só sabe jogar à base de contra-ataques. O jogo contra o Botafogo no RJ mostrou que a gente sabe sim jogar encurralando o adversário. Propomos ou não propomos o jogo no segundo tempo? Nossa virada não saiu justamente depois de vários e consistentes lances de ataque à defesa botafoguense? Fora que DOMINAMOS o Avaí e boa parte do Fluminense e perdemos por falhas individuais tanto no ataque como na defesa. Estou mentindo? As exceções foram contra o São Paulo e Sport, ontem, quando não jogamos patavinas.

Bem, no primeiro tempo de ontem, o Sport que não vencia há 9 jogos partiu pra cima de nossa defesa e aceitamos tranquilamente. Voltamos a dar muito espaço ao adversário, assim como no jogo do São Paulo e não assustamos Magrão. Em todo o primeiro tempo, só demos um chute a gol através de cobrança de falta de Fillipe Soutto. Isso não é postura de time que quer vencer e que sabia que o jogo de ontem era crucial para se afastar do Z4 e atolar o Sport na zona de rebaixamento. O Sport, que já tinha chegado com Mena e André (numa cabeçada em que Caíque salvou de maneira extraordinária) chegou ao seu gol numa excelente cobrança de falta de Diego Souza, aos 45min.

Chegou o segundo tempo e a postura do rubro-negro baiano era a mesma da etapa inicial:  maresia, sono, letargia, falta de tesão. É inadmissível a postura deste time dentro de casa, por isso que eu comecei a confabular esta tese de que parece que é de propósito. Mas vou tentar internalizar que é mais por se exaltar demais nos triunfos fora de casa, que dão um relaxamento absurdo nos jogos do Barradão. Magrão novamente não foi acionado a fazer grandes defesas. E para variar Neílton e David não produziam nada, sendo que o camisa 10 tava num cai-cai irritante e que ele que deveria sair e não David, que mesmo indolente lá na frente, tava acertando mais que o rabisco mal feito de Neymar. O castigo veio aos 20 minutos, num contra-ataque fatal do Sport em que Diego Souza puxou pela esquerda e tocou, de boa, para o colombiano Reinaldo Lenis fazer 2×0. Aí depois de sacanear a torcida à exaustão, o Vitória conseguiu seu gol com Tréllez aos 38min, que não valeu nada, a não ser para aumentar a quantidade de gols de nosso melhor centroavante estrangeiro após Aristizábal (2002)².


¹ Conto como mando de campo oficial do Vitória o ano de 1995, apesar do Barradão ter sido inaugurado no final dos anos 80.

² Ricky (nigeriano) e Fischer (argentino) são os melhores centroavantes estrangeiros na história do Vitória. Victor Hugo Aristizábal é o terceiro em minha opinião, por sua marcante passagem na temporada 2002, quando foi artilheiro do Leão em todas as competições disputadas naquele ano. Tal feito fez ele parar no Cruzeiro e ter sido campeão e artilheiro do Brasileirão de 2003.