Salvo pela Chapecoense…

É muito triste constatar a que ponto o Vitória chegou nos dois últimos campeonatos brasileiros. Assim como ano passado, terminamos a competição sem ser rebaixado graças a incompetência dos adversários diretos na briga contra o descenso. Em 2016, o Internacional fez uma campanha pífia e chegou na última rodada precisando dar 5×0 e torcer para nossa derrota. Perdemos para o Palmeiras, em casa, e o Inter ficou no 1×1 com os reservas do Flu, no RJ.

Este ano a “salvação” do Vitória foi digno das forças sobrenaturais. Aos 46min do segundo tempo, Uillian Correia assinou sua “demissão por justa causa”, ao cometer uma penalidade máxima infantil no momento derradeiro da partida, Diego bateu e fez e antes mesmo de recomeçar a partida, o ex rubro-negro Apodi deu passe para Túlio de Melo fazer 2×1 para a Chapecoense, em cima do Coritiba, lá em Chapecó.

Os “deuses” do futebol resolveram agradar nossa torcida que lotou as arquibancadas do Barradão ontem. Nós, enquanto torcida, não merecíamos presenciar mais um rebaixamento mesmo. Apesar de termos um time xexelento, sem aquilo roxo e que só venceu TRÊS PARTIDAS em casa no BR17, fizemos nossa parte e botamos 15 mil nos últimos jogos do Barraquistão. Apoiamos e só vaiamos ou nos intervalos ou nos finais das partidas. Cantamos, vibramos, apelamos para superstição, com “camisa da sorte”, cueca, sentar no mesmo local do dia que o time venceu A, B e C. Enfim, nada pode ser atribuído à torcida em relação a esta campanha vergonhosa.

O JOGO – O Vitória até mostrou que poderia acabar de vez com este tabu de perder jogos em casa na última partida em luta contra o rebaixamento. Fez 1×0 com Carlos Eduardo aos 39min do primeiro tempo. Só que na volta para a etapa complementar, por orientação de Mancini, o time voltou a fazer o que fez contra o Cruzeiro, ou seja, passou a ceder a bola ao adversário, se encolher demais e precocemente e apostar tão somente em contra-ataques. Nosso treinador internalizou esta ideia de que nosso time não pode propor jogo e faz com que os adversários cresçam quando estamos com o placar favorável. E um a zero nunca é placar dilatado para se abdicar tão bruscamente do jogo como fez o Vitória. Além disso, nas raras vezes que atacamos o Fla na segunda etapa, Kanu e Patric perderam grandes chances e na única bola que foi na direção do gol, num chutaço de André Lima, o goleiro César fez uma defesa sensacional.

MANCINI MUDA ERRADO E O FUMO ENTRA – Nosso técnico jamais pode ser endeusado, colocado num pedestal e por isso ser inquestionável ou incriticável como muitos torcedores fazem. Temos que torcer pelo VITÓRIA e não botar pessoas acima do bem e do mal. Mais uma vez Vágner Mancini facilitou a vida pro adversário e quase rebaixou o Vitória. Na sua melhor partida pelo clube, Carlos Eduardo foi sacado para a entrada de André Lima, quando a opção mais coerente, ali, seria a saída de Danilinho. Nem vou me alongar sobre a entrada de Kieza como titular. O cara não fez nada o jogo todo, não deu um chute a gol, não deu uma cabeçada…Mancini e suas invencionices. Depois ele tirou Kieza e colocou Caíque Sá. O lateral, que está em queda absurda de rendimento, contribuiu decisivamente para a virada flamenguista. No gol de empate, ele tomou um drible desconcertante de Vinicius Junior e a falta que resultou o segundo gol foi dele, que minutos antes tinha perdido uma boa chance de gol. O Flamengo começou a explorar o lado direito de nossa defesa após a entrada do camisa 35. Somente quando estávamos abaixo da crítica em campo ele resolveu colocar Neílton, que deveria ter entrado desde o começo do segundo tempo, para buscar ampliar o placar e ter alguém rápido para puxar os ataques.

Mancini e Uillian Correia só não rebaixaram o Vitória ontem, por causa do gol espetacular e mítico da Chapecoense, que após 1 ano da tragédia que matou 19 atletas do seu elenco principal, mais o presidente e toda a comissão técnica, eles foram campeões catarinenses e se classificaram para a fase preliminar da TLA. Enquanto a gente, com muito mais grana, passou sufoco o campeonato todo e fomos salvos pelo time que teve que se reconstruir para esta temporada. A Chape deve ser modelo para os dirigentes do Vitória, os que querem algo para o clube e não os que querem algo do clube, é diferente!

O que Uillian Correia fez ontem é para não tê-lo em 2018. Jogo Decisivo, último lance, e ele bota a mão na bola. Ridículo.

Eu não sou maluco de não reconhecer os méritos de Mancini na retomada do Vitória na competição. Realmente, se a gente mantivesse aquela pífia média de pontuação do primeiro turno, chegaríamos a rodada 25 rebaixado. Ele teve sim méritos de reanimar a equipe, de conquistar triunfos inesperados fora de casa e ter dado a chance do time se livrar do rebaixamento, mas ele também contribuiu para a gente não ter se salvado antes, pela sua péssima leitura de jogo em várias partidas. Muitos jogos que não vencemos no Barradão foi pela má escolha do time inicial e das alterações promovidas por ele. Tivemos a chance de evitar aquela loucura de ontem se vencêssemos Avaí, Atlético-PR e Atlético-GO, todos com Mancini já no comando. Outra coisa, Argel ano passado teve 14 rodadas para salvar o time e salvou, praticamente, no penúltimo jogo, pois a vitória sobre o Coritiba que obrigou o Inter torcer pela nossa derrota contra o Palmeiras e dar 5×0 no Flu, mas eles empataram em 1×1. Este ano, Mancini teve 21 jogos para somar 34 pontos, ele somou apenas 31, ou seja, fez uma pontuação insuficiente para o objetivo. Conseguiu se livrar por menos por causa de incompetência maior dos concorrentes.

Portanto, a Mancini o que é de Mancini. Sou pelo justo. Ele teve muitos mais méritos do que falhas, mas as poucas falhas que ele teve contribuíram para a gente ter chegado na última rodada precisando de vencer e perdemos. Só que o Sobrenatural de Almeida quis que a Chape fizesse aquele gol no fim da partida, garantindo a eles a Libertadores e a nós a “redenção”.

Confesso que não comemorei o não-rebaixamento como fez parte da torcida, que cantou e pulou. Gostei, claro, do gol da chape, mas saí do estádio cabisbaixo, incrédulo, desolado e realmente preocupado com o futuro do clube. Espero que o novo presidente eleito, no dia 13, faça o Vitória a ter participações mais honrosas e dignas na Série A. Apesar de tudo,

Vitória Sempre!

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Vitória terá desfalques importantes para o último duelo da temporada

Passada a euforia da reviravolta brilhante do jogo da Ponte Preta em Campinas, é hora de assentar a cabeça, ter serenidade e seguir em frente. Neste sentido, o rubro-negro já está ciente de que não poderá com 4 jogadores que foram titulares no último domingo: Wallace, Geferson, Tréllez e David. Os três primeiros por suspensão de cartão amarelo e o último é uma notícia muito ruim não só para a torcida, como para o futuro do jogador, que está, supostamente, negociado com o Palmeiras. A informação é de que David está com grau 3 em uma das coxas e está descartado para o duelo contra o Flamengo. Em sua primeira temporada como titular do clube, o jovem de 22 anos está chamando a atenção do eixo sul/sudeste, apesar da perseguição sinistra de parte da nossa torcida.

Mancini terá que mostrar que sabe se virar, além de ter sua leitura de jogo e coerência testada mais uma vez. Vale ressaltar que a torcida não atura mais o jogo improdutivo de Neílton e o desfalque de David não pode justificar a sua permanência na equipe. Mancini precisa colocar jogadores que estejam a fim de contribuir, de se doar em campo e de ser agudo no ataque. Neste sentido – e quem diria – o certo é escalar Danilinho no lugar de David, André Lima centralizado e Carlos Eduardo compondo o meio de campo.

Ficou nítido que estas duas mudanças feitas pelo treinador deram certo. Carlos Eduardo e Danilinho mostraram vontade, disposição e foram fundamentais para aquela virada que até hoje estamos extasiados. Não me venha com Kieza no time titular, pelo amor de Deus, Mancini! Além de estar sem ritmo de jogo, K9 realmente não se encaixou no Vitória. Muito disperso, pouco combativo, sem vibração e muito omisso. Por mais que seja até um bom finalizador, estas outras características devem ser levadas em consideração para não começar a partida como titular. Bote quem quer alguma coisa com a “hora do Brasil”, Mancini!!

Já no setor defensivo, Mancini tem a opção de colocar o promissor Bruno Bispo (que nas partidas que atuou não comprometeu) na zaga e permanecer com Ramon como volante, ou deixá-lo no banco para a entrada de José Wellison, que é da posição e tem melhor saída de bola que o camisa 40. Não fará sentido algum escalar Alan Costa ou Fred na zaga. Ou ele recua Ramon ou coloca Bruno Bispo. Já na lateral esquerda, nada de Thalysson, viu Mancini? Num jogo valendo a nossa “vida” para 2018 não podemos colocar um jogador que falhou grosseiramente em todos os jogos em que atuou. É bem melhor improvisar Patric na lateral esquerda e botar Caíque Sá na direita do que ressuscitar Thalysson.

NOVAS ELEIÇÕES PARA PRESIDENTE TEM DATA MARCADA

Estou que nem Argel nessa foto: Desolado, meio abatido e indeciso.

Saiu hoje no Jornal A Tarde o edital de convocação para a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) que irá eleger o novo presidente do Clube após a renúncia de Ivã de Almeida, no último domingo. Será na quarta-feira do dia 13/12, a partir das 8h da manhã. Pelo que saiu no edital, o sócio-torcedor apto a votar (ter 18 ou mais meses de associação ininterrupta) só poderá votar para o cargo de presidente. Ou seja, Agenor Gordilho segue como vice-presidente do Conselho Diretor.

Os concorrentes derrotados em dezembro do ano passado já estão se articulando para esta nova empreitada. Ricardo David, da Chapa Vitória de Todos Nós, foi o primeiro a oficializar sua nova candidatura ao cargo. O ex vice-presidente do clube, na gestão RV, Manoel Matos formou um chapão envolvendo Paulo Carneiro, Adhemar Lemos, Jorginho Sampaio e Aléxi Portela. Nesta chapa Manoel Matos será o Presidente e Paulo Carneiro o Diretor de Futebol.

Último colocado nas eleições de 2016, Raimundo Viana ainda não oficializou se vai concorrer. Segundo o próprio ele está analisando com sua “base” a viabilidade ou não de sua candidatura, já que ele diz que não pretende concorrer por concorrer. Há o burburinho que nomes como Fábio Motta (secretário municipal de ACM Neto), Paulo Magalhães (vereador) e Silvoney Salles (ex vereador e médico do clube) lançarão suas respectivas candidaturas ao cargo.

Diferentemente de 2016, eu não irei fazer “campanha” para nenhum dos nomes que começam a ser ventilados para o cargo. Ainda não me decidi em que votarei e levarei esta dúvida comigo até o dia 13. Só antecipo que não votarei na chapa de Manoel Matos de maneira alguma. É 100% de rejeição por minha parte. Infelizmente, os demais nomes também não inspiram 100% de certeza de que vão levar o Vitória a um patamar de maior destaque estadual, regional e nacional. Votei na VdT ano passado mais pelos ideais da chapa do que pelo próprio Ivã de Almeida. Sabia que ele não seria o presidente dos sonhos, mas também não achava que seria tão ruim a ponto de ser comparado com Falcão. Mais do que nunca terei que pensar com muito cuidado para votar no “menos pior” diante as opções que estão surgindo. Estou indeciso entre dois nomes e cada hora eu mudo as porcentagens de inclinação de meu voto. Dilema difícil demais. Os dois que estou em dúvida tem suas virtudes e limitações.

Vitória Sempre!

#ficaleãonaprimeiradivisão

Em jogo louco, Vitória vira para 3×2, rebaixa a Ponte e só depende de si para ficar na Elite do Brasileirão

Que jogo maluco! Se no primeiro tempo foi de desespero e ranger de dentes da torcida rubro-negra, após ver a Ponte Preta abrir 2×0 com 15 minutos de bola rolando. O segundo foi de completa alegria para os Leões e de desespero, ranger de dentes e violência pela torcida pontepretana, que após a virada invadiu o campo e protagonizou cenas lamentáveis que teimam em se repetir aqui no Brasil. Por conta da balbúrdia instalada, o jogo ficou paralisado por quase uma hora até que o árbitro, em comum acordo com representantes da Federação Baiana, Paulista e da Segurança Pública, resolveu encerrar a partida por volta dos 37 minutos do segundo tempo.

O JOGO – Ratificando a sua insegurança e decisão sobre qual formação tática e de quem comporia o time titular para este jogo decisivo, o técnico Mancini pagou caro por isso e foi, sem dúvidas, o maior responsável por um primeiro tempo tétrico do rubro-negro. Primeiramente, ele iria com Willian Farias de titular após quase 6 meses sem jogar, num jogo com clima tenso, que prometia muita pegada e lances duros, mas o ex-capitão sentiu no aquecimento. Daí ao invés dele lançar José Welisson, que vinha atuando bem e pegando ritmo de jogo, ele preferiu a improvisação de Ramon na volância, que apesar de ter feito boas partidas como tal, ficou incoerente quando se tinha um volante nato para a posição. Para piorar, a escolha de Mancini deu com os burros n’água. Ramon fez um péssimo jogo, tanto é que foi logo trocado por Carlos Eduardo. Antes, aos seis minutos, em uma falha grotesca de marcação da zaga, Lucca recebeu cruzamento na área e bateu forte sem chance para Fernando Miguel, numa rebatida errada de Wallace, que voltou a errar minutos depois ao fazer um pênalti infantil em Léo Artur. Na cobrança, Danilo Barcelos descolocou Fernando Miguel. Ponte Preta 2×0.

Com dois a zero com menos de 20 minutos de partida foi natural a Ponte se acomodar em campo, ter maior posse de bola, domínio de jogo e botar o Vitória na roda. O ranger de dentes de nossa torcida pelas redes sociais pegava fogo e a raiva tomava conta de meu cabeção, onde todos os pensamentos de serial killer apareciam no meu cérebro em cima das escolhas erradas de Mancin; das limitações deste elenco 2017 e da falta de brio destes jogadores num duelo importantíssimo. O caos parecia já confirmado, quando o ex-zagueiro do Leão, em 2011, Rodrigo exerceu o cargo de proctologista de forma indevida e sem a anuência do “paciente” Trellez e, por isso, foi corretamente expulso.

Milagrosamente, o colombiano teve o sangue frio de não revidar o estupro sofrido, com um soco bem no meio da fuça deste zagueiro em crepúsculo de carreira. Eu sendo Tréllez, acusaria Rodrigo de estupro mesmo, afinal este conceito foi ampliado (ou só vale para as mulheres?). Na sociedade atual, se um homem fizer isso com uma mulher qualquer sem anuência da mesma, com certeza será acusado de estupro, afinal foi um toque invasivo numa região íntima sem o consentimento da pessoa em questão.

A expulsão do zagueiro-proctologista desestruturou a Ponte Preta. Até o final do primeiro tempo só quem atacava com mais perigo era o Vitória, que perdeu grandes chances com David, Tréllez e Yago, mas a reação só veio mesmo no segundo tempo, quando o Vitória voltou com uma postura muito mais agressiva e vertical. Por volta dos 8 minutos, Carlos Eduardo bateu o escanteio, Danilinho desviou e André Lima diminuiu o placar. No minuto seguinte, em um contra-ataque insinuante, Santiago Tréllez arriscou de fora de área, a bola desviou na zaga e encobriu Aranha. 2×2.

A partir do empate rubro-negro, a torcida pontepretana já deixava claro o que poderia acontecer. As vaias, os xingamentos e o clima bélico tomaram conta das arquibancadas do Moisés Lucarelli e depois do Leão ter perdido várias chances com Danilinho, Tréllez e André Lima, em outro contragolpe saiu o terceiro gol. Lançado pela ponta direita, aos 36 minutos, o ex miúdo-maravilha do Galo e do Football Manager, Danilinho, entrou na grande área e cruzou rasteiro para Tréllez, descontar com gol, a bulinada que tomou. Vitória 3×2. Isto foi um jab no queixo dos pontepretanos que, revoltados, derrubaram parte de um dos alambrados e invadiram o campo de jogo, causando pânico aos atletas e à equipe do PFC Premiere. O jogo ficou paralisado por cerca de 50 minutos, até a arbitragem dar a partida por encerrada, já que não tinha mais clima para a retomada e por já ter se passado dos 30 min da etapa final.

Ivã de Almeida renuncia no intervalo e Vitória vira o placar. O curioso deste domingão foi que, apenas 24h depois da AGE que aprovou o prosseguimento das investigações por uma Comissão de 5 pessoas sobre Gestão Temerária do presidente licenciado, ele resolveu renunciar em uma carta entregue às 16h45 ao Presidente do Conselho Deliberativo, Paulo Catharino Gordilho Filho. Era o final do 1º tempo e o placar era de 2×0 para a Ponte Preta. A notícia travou muito smartphone aí pelo volume de comentários nas redes sociais e na sequência o Vitória construiu a sua virada, o que para muitos foi um sinal de que assim como era com Carlos Falcão, o azar e a zica faziam parte de Ivã de Almeida. E goste você ou não de misticismo, este fato da renúncia de Ivã no momento em que o Vitória estava praticamente rebaixado e o término do jogo em 3×2 para nós, após sua carta-renúncia, já faz parte dos anais do Misticismo Popular da Bahia.

Agora basta o Leão vencer o Flamengo para permanecer na Série A do Brasileirão sem depender de ninguém. Com um empate ou derrota ainda poderemos ser salvos, mas aí ficará dependendo dos resultados envolvendo Sport, Avaí e Coritiba (que perdeu ontem e entrou na ciranda macabra do rebaixamento).

Ou vai ou racha!

Depois da surpreendente vitória do Sport sobre o Fluminense ontem no Maracanã, a situação do Vitória estreitou mais ainda. Agora será preciso vencer hoje e no próximo domingo para o Leão se salvar independentemente dos resultados de terceiros. A chance de se salvar nesta rodada morreu ontem. E hoje ainda tem o Avaí que pode vencer o Atlético-PR, na Ressacada, e aumentar ainda mais a pressão para o rubro-negro. No melhor cenário sairemos desta rodada precisando apenas de um empate com o Flamengo, já no pior o ECV precisará vencer o Fla e torcer por 3 resultados para permanecer na elite.

Para o jogo de hoje, o técnico rubro-negro, Vágner Mancini, promete fazer algumas alterações na equipe, sobretudo no meio de campo. Nos treinamentos da semana ele chegou a experimentar uma formação com 4 volantes, com a presença até de Willian Farias, relacionado para a partida; também treinou na formação tradicional da temporada (433) com Neilton e David fazendo as pontas e com três volantes e André Lima de centroavante. O fato é que está difícil cravar a escalação.

A Ponte Preta fez promoção para lotar o Moisés Lucarelli e empurrar a macaca para fora do Z4, mas sabemos que torcida não entra em campo para fazer gols, cobrar faltas e pênaltis ou defender os ataques do adversário. Será um adversário duro pelo momento tenso que a partida exigirá, mas em termos individuais, a Macaca é uma equipe muito frágil e que coleciona derrotas acachapantes dentro de casa. Seus principais pontos fortes são a velocidade de Nino na lateral, a bola parada de Danilo Barcelos e a habilidade e faro de gol de Lucca. Fora isso, é uma equipe muito, mas muito comum e fácil de ser batida, desde que o adversário se imponha na partida e jogue à vero, sem firula ou brincadeiras.

Por ter uma carga emocional maior, pois o derrotado praticamente sela o rebaixamento (principalmente a Ponte que tem 1 ponto a menos que nós), o jogo fica difícil de cravar o favorito. O Vitória terá seu equilíbrio emocional testado mais uma vez, já que passou por situação parecida contra o Flamengo (Ninho do Urubu) e Corinthians (Itaquerão) e venceu estas duas partidas com grande atuação da equipe, sobretudo na defesa, onde mostrou maior empenho tático por parte de todos jogadores, principalmente na defesa. Acredito que se o Vitória entrar com o mesmo espírito, concentração e foco destas duas grandes partidas citadas, não tenho dúvidas de que o Leão sairá vencedor. Repito: Esta Ponte Preta não é nenhum bicho-papão, mas será preciso que o Vitória jogue com seriedade e objetividade. Afinal de contas, os jogadores e a comissão técnica sabem que o duelo de logo mais é típico “ou vai ou racha”.

Olha eu aqui, com a mão direita levantada aprovando o prosseguimento das investigações de Gestão Temerária por Ivã de Almeida.

PS: Ontem aconteceu a AGE em que o Conselho Deliberativo mais atuante do Vitória nos últimos 10 anos, juntamente com centenas de sócios-torcedores com mais de 18 meses de associação ao SMV, aprovaram por unanimidade o prosseguimento da investigação do presidente licenciado Ivã de Almeida sobre se ele cometeu ou não Gestão Temerária, a aprtir dos relatos e denúncias feitas em Maio pelo Conselho Fiscal e por parte do Conselho Deliberativo. Vale ressaltar que quem diz que o atual Conselho Deliberativo é omisso fala isso por 1) Desinformação Completa; 2) Mau-caratismo e 3) Porque não aceitaram as derrotas nas eleições de 2016 e queriam estar como conselheiros, como foi prometido pelas outras chapas.

Repito que tenho orgulho de pelo menos 90% do atual Conselho Deliberativo, pois desde que começaram a sair as informações que colocaram em xeque a transparência da gestão do Presidente Ivã, nos manifestamos e exigimos explicações. Muita gente “esquece” que com menos de 3 meses de mandato, vazou na mídia local um abaixo-assinado pelos Conselheiros, no grupo do zap, pedindo a destituição de Ivã por não estar cumprindo algumas promessas de campanha, inclusive a do Profissionalismo do Futebol, com os cargos dados a Jorginho Sampaio e Gerson Boka (que nos foram ditos que só estavam interessados em ajudar na vitória da chapa e que não teriam cargos no Futebol). Muita gente fica nas redes sociais e até aqui no blog falando coisas que não tem acesso ou não presenciaram baseando-se apenas nos líderes das chapas derrotadas.

Não tenho motivo algum para mentir. O apoio a Ivã de Almeida, pelo conselho deliberativo, foi curtíssimo. Assim que ficávamos sabendo de coisas obscuras o pau quebrava lá nas reuniões (não no sentido de briga de rua, e sim de combate aos malfeitos e da diferença do discurso de campanha para a prática, quando assumiram o mandato.) E alguns destes líderes das chapas derrotadas, por serem conselheiros natos, presenciaram a combatividade do atual Conselho Deliberativo com os membros do Conselho Diretor e sabem que não estou mentindo. Tanto é que já chegou a mim que uma das chapas reconhece que se assumir o clube com o atual CD não terá paz e, por isso, estão aventando em tirar o Conselho Deliberativo também. Porém, esta tentativa fracassará, pois para o Conselho Deliberativo ser destituído tem que se comprovar participação de todos ou de mais de 50% de seus membros em malfeitos. Não é simplesmente acusar, tem que provar que o Deliberativo foi conivente e se locupletou das verbas do clube ou coisas do tipo.

Vale lembrar também aos golpistas de plantão que quando Carlos Falcão renunciou em abril de 2015, todo o Conselho Deliberativo da época foi mantido para o mandato tampão de Raimundo Viana e Manoel Matos. Há o caso também que as pessoas nem sabem diferenciar as responsabilidades dos Conselhos Diretor e Deliberativo e acham que os dois fazem a mesma coisa. E não é assim. Procurem ler o Estatuto Vigente do Clube. Mas como eu sou bonzinho faço uma alusão bem didática agora: O Conselho Diretor é o Poder Executivo (Prefeito, Governador ou Presidente da República), o Deliberativo é Legislativo (Vereador, Deputado Estadual, Federal ou Senador). Quando um presidente da república é destituído, os membros do Poder Legislativo permanecem em seus cargos.

A dívida é dele também, sim senhor!

Não fiz o pós o jogo do jogo da Chape porque estava possesso e iria destruir Vágner Mancini aqui e ainda tínhamos o jogo do Cruzeiro pela frente, onde o time poderia fazer o dever de casa e seguir sem tanta pressão para as duas cartadas finais. Mas ontem, ao sair do Barradão com uma raiva de seiscentos demônios do Egito Antigo ainda me deparei com uma declaração infeliz do Sr. Rebaixamento, onde ele tira o dele da reta e bota a culpa na diretorias e técnicos anteriores a sua chegada. Nunca fui este fã de Mancini, sempre falei das limitações dele seja aqui ou em qualquer outro clube. Ele sempre começa bem e termina mal, sempre começa fazendo aquela fumaça boa e sai com o time em baixa. Típico! Típico!

O Sr. Rebaixamento (que está perto de conseguir seu 5º rebaixamento da Série A para a B) disse que a dívida (já assumindo o rebaixamento 2017) não é dele, que essa conta não é dele. Não é dele, uma caceta ereta! Ele assumiu pela enésima vez o Vitória em 25 de julho deste ano, estávamos entrando na 17ª rodada, ou seja, ele teve até agora 19 jogos (21 com a Ponte e Flamengo) para fazer ao menos 34 pontos e salvar o time do rebaixamento. Teve chances de ouro dentro de casa para chegar agora com o time livre do descenso e perdeu todos por culpa exclusiva do pragmatismo dele, onde ele vendo que a mesma formação que rendia fora de casa, não rendia dentro e não soube dar o ajuste necessário e insistiu até o talo com a formação 4-3-3, com um meio de campo aberto e sem a proteção ao setor defensivo.

Além disso, inflamado pelos “baluartes” conhecedores do ludopédio de nossa imprensa inventou-se o dogma que o Vitória só sabe jogar defensivamente, dando a bola pro adversário e que tinha que fazer isso até no Barradão. Grande parte da torcida, como marionetes típicas, repetem isso como mantra e vimos o Vitória se comportar como um time pequeno dentro de casa, mas sem o vigor e força de luta dos times pequenos. Por isso perdemos pontos preciosos, EM CASA, para Avaí, Atlético Goianiense, Atlético-PR (chegamos a colocar 2×1 e o adversário na lona), Chapecoense, Fluminense e São Paulo. Olha só, destes seis jogos citados se o Sr Rebaixamento conseguisse apenas 3 vitórias (Avaí, Chape e Atl-PR), ou seja, 50% de rendimento estaríamos agora com 49 pontos e livres desta tormenta. Então descarto completamente o discurso sacana dele, onde ele tira o dele da reta.

É salutar sim a recuperação do clube na competição na sua volta, sobretudo nos jogos fora de casa. Mas ele jogou tudo isso fora ao NÃO SABER MONTAR O TIME PARA VENCER OS CONCORRENTES DIRETOS, ser teimoso e somente agora na reta final parou de jogar com o time no 433, botando agora mais um volante no meio de campo. Mancini teve 21 jogos (já contando com as duas próximas rodadas), 63 pontos, para fazer 34 e parece que não vai conseguir. Sem falar que muitos radialistas perguntaram em várias coletivas se ele iria pedir reforços à diretoria e ele desconversou em todas. Portanto, ele dispensou reforços pontuais.

Mancini quis confiar neste elenco viciado e mimado por vontade própria, então não me venha agora tirar o seu da reta e jogar a culpa nos problemas extra-campo de ordem da política do clube não. Ivã de Almeida e Cia se mostraram imprestáveis mesmos, amadores e que começam a pipocar situações que até posso apontar como malversação dos recursos financeiros do clube, mas em sua chegada Mancini falou de blindar o grupo contra isso e que a partir daquele momento, fatores externos ao campo não iriam mais influenciar o time nos jogos.

Falando brevemente dos dois últimos jogos – Contra a Chapecoense ele já começou errado em retomar o time no 433 quando o rubro-negro mostrou uma qualidade absurda contra o Palmeiras na formação em que povoava melhor o meio de campo. O time abriu 1×0, cinco minutos depois sofreu o empate em bola parada e no segundo tempo adotou o dogma de “entregar” a bola pro adversário e tomamos uma pressão danada até sair o gol da virada da Chape, em novo lance de bola parada. Além disso, com o time perdendo por 2×1 e precisando vencer para ficar mais aliviado na competição, ao invés de colocar peças ofensivas como Neílton, Danilinho ou Carlos Eduardo, ele colocou dois zagueiros (Renê Santos e Alan Costa). Vale lembrar que Bruno Bispo jogou demais contra o Grêmio (time muito mais forte e na casa deles), mas no jogo contra a Chape ele volta com Alan Costa, que não vinha jogando há muito tempo por deficiência técnica. Olha que falta de coerência, ele botou um zagueiro ruim e sem ritmo de jogo, numa partida de chuva torrencial e no primeiro ataque direto, Alan Costa tomou uma bola nas costas e se não fosse Fernando Miguel seria o terceiro gol da Chape.

Já ontem contra o Cruzeiro, ele voltou com a formação que deu um calor no Palmeiras, mas a equipe não rendeu o esperado. Os nossos volantes não estavam inspirados e ele demorou demais para fazer as mudanças na equipe. Saímos na frente aos 20 min com DAVID em cobrança de pênalti e bastou estar com o placar na frente, para o Vitória, talvez pela repetição da ideia de jogo do treinador, passou a abdicar do jogo e deu todo o campo do mundo para o Cruzeiro. O rubro-negro quis jogar no contra-ataque perigosamente porque quis. Se jogasse nesta ideia, mas marcando forte e encurtando os espaços, tudo bem, mas não, o Leão marcava no olhômetro e dando espaço para os mineiros, que passaram a gostar do jogo e se estivessem inspirados viraria para 3×1 ainda no primeiro tempo. Pra acabar de vez, no segundo tempo Mancini colocou outro volante (Ramon), Neílton e André Lima. Com um buraco no meio de campo e sem ninguem para armar não vimos Neilton e Andre Lima produzirem nada. Enfim, claro que a maior culpa do jogo de ontem foi a desinspiração dos jogadores em campo, mas Mancini contribuiu também ao demorar de fazer as mudanças e ainda de recuar o time muito cedo!

A dívida também é sua sim, Mancini! Não fuja da responsabilidade não. Senhor Rebaixamento.

É vencer pra manter a escrita e se distanciar mais do rebaixamento

Vitória e Chapecoense faz jus ao Mundo do Contrário cantado em prosa e verso pela eterna Rainha dos Baixinhos, Xuxa Meneghel, e que virou Estilo de Vida para o nosso amigo leitor Danilo, o tricolor mais rubro-negro do mundo, em se tratando de Cartola e “conhecimento” de futebol. Quando o mandante é o rubro-negro o vencedor é a Chape e quando esta é a mandante, o Vitória sempre sai sorrindo. Curiosamente, desde 2014 é assim! Vitória x Chapecoense tende a ter os seus vencedores com os mandos de campo invertidos. Por isso, o Leão precisa vencer hoje para manter a escrita, e principalmente, se afastar mais da zona do rebaixamento e deixar o pepino para o Sport Recife, que encara o Palmeiras hoje à noite (que o fumo entre neles com força bruta, sem direito a massagem). #Paz!

Bem, mas se engana aquele que é só chegar na Arena Condá vestir o manto rubro-negro e jogar de qualquer forma que o triunfo vem. A Chapecoense vem se notabilizando nos últimos anos como a equipe mais trabalhosa de se vencer, seja em casa em Chapecó ou como visitante. Mesmo após a tragédia aérea do ano passado em que forçou a reconstrução de todo o plantel do elenco principal, incluindo Diretoria, o Indio Condá mostrou sua força em 2017, sagrando-se bicampeão catarinense (poucos meses após o acidente) e fez um primeiro turno de Brasileirão seguro, tendo inclusive Mancini como treinador no recomeço do time catarinense.

Por sinal, eu até acho este elenco atual melhor que os guerreiros do ano passado (que estejam com a presença do Criador), mas na virada do turno eles perderam alguns jogadores interessantes como o ponta Rossi, que infernizava as defesas adversárias. Na sequência, a Chape teve uma queda bruta de rendimento, Mancini foi demitido, em seu lugar eles contrataram o terrível Vinícius Eutrópio e que lançou a chape entre os rebaixáveis. Este foi o pior momento da Chape na competição, que vem em recuperação gradativa desde que Gilson Kleina assumiu e desde então, eles estão invicto e praticamente fora do rebaixamento com 44 pontos ganhos.

Diante o exposto acima, o técnico Mancini deve saber que o jogo desta noite não é para ser levado na brincadeira, pelo contrário, eu até acho que serve como motivador para o treinador, pois ele saiu meio por baixo lá, depois de um começo promissor (típico de Mancini, vamos combinar né?). Ele ajudou na montagem deste elenco e conhece demais os atletas que compõem a categoria profissional do verdão catarinense. Por conta disso, acredito que se o Vitória entrar ligado, focado e com seriedade poderá repetir o inesperado 4×1 de 2016, quando Marinho, Kieza e Zé Love tiveram uma tarde inspirada fazendo o placar nos primeiros 45 minutos de jogo.

Da parte da chape, todo cuidado é pouco para as bolas paradas cobradas pelo lateral esquerdo Reinaldo e Luiz Antônio; as velocidade típicas de Apodi e Arthur Caíke; além da habilidade e poder de criação de Héctor Canteros e do faro de goleador do experiente Wellington Paulista, em grande fase. Ou seja, só aí eu citei a metade do time deles. Portanto, vamos no sapatinho da humildade que a Chapecoense não é nenhuma galinha morta (o Santos que o diga, na rodada passada).

Entretanto, apesar da fama de time chato do adversário desta noite, Mancini trouxe um pouco disso para o Vitória nesta temporada, e nossa campanha fora de casa ratificam isso. Somos um dos melhores clubes visitantes da competição e temos totais condições de vencer novamente a Chape em sua bela Arena Condá!

Pra cima deles Leão!

Segue aqui o clipe do Mundo do Contrário, que marca este confronto e o estilo de vida de Danilo Tamarindo. #pazdohimalaia

Pontinho precioso e abrindo distância para o Z4

O Vitória foi valente ontem à tarde e, mesmo com um a menos por quase 35 minutos do segundo tempo, saiu de Caxias do Sul com um empate em 1×1 com o Grêmio e segue sendo um adversário difícil de ser batido como visitante. Mais uma vez a tática de jogar fechadinho e à base de contra-ataques foi utilizado pelo técnico rubro-negro e rendeu bons frutos, sobretudo no primeiro tempo quando o Leão abriu o marcador aos 16 minutos, numa bela troca de passes de David e Neílton, que culminou na assistência milimétrica para a finalização de Patric.

Pena que poucos minutos após fazer 1×0, o rubro-negro cochilou e sofreu o gol de empate quando a bola foi cruzada na área para Fernandinho cabecear sem chance para Fernando Miguel. Com o empate ainda no primeiro tempo, o jogo ficou muito disputado e parelho, com mais predominância do Grêmio em nosso campo de defesa, o que já é uma constante em jogos do Vitória fora de Salvador. E para não perder o costume, no finalzinho da etapa inicial, por volta dos 43 minutos, Neilton perdeu um gol de cara num rebote dado por Paulo Victor e o camisa 10 chutou pra fora. Se Neílton acertasse metade das grandes chances que ele teve estaríamos numa situação muito mais confortável, com certeza!

O segundo tempo foi basicamente a mesma coisa, com o Grêmio tentando de toda maneira virar o placar, com o Vitória se defendendo como pode e buscando matar o jogo nos contra-ataques, sem sucesso desta vez. É certo que se a equipe gremista tivesse mais inspirada o triunfo deles seria questão de tempo. O goleiro Paulo Victor não foi muito exigido na etapa final e na jogada mais agressiva que tivemos que culminou no segundo gol de Patric foi invalidado por Caíque Sá, que deu a assistência para o camisa 29, estar impedido no lance.

De qualquer maneira, o empate foi um pontinho precioso e com a derrota do Sport para o Atlético-GO por 2×0 em Goiânia, o Leão abriu 3 pontos e 1 vitória de vantagem na frente do rubro-negro pernambucano. O próximo jogo do Vitória será contra a Chapecoense na quinta-feira, jogo duríssimo, pois a chape também está na luta contra a degola e é um time chato demais em seu mando de campo. Precisaremos suar mais e igualar na raça e na vontade de vencer. E quem sabe reprisar o triunfo maiúsculo do ano passado, quando o Vitória aplicou 4×1 em tarde inspirada de Marinho e Kieza? Porém, sendo humilde, um triunfo de 1×0 com gol de bufo-bufo aos 47min do segundo tempo será tão gostoso como dar um 7×3 numa sardinha aê na Arena Fonte Nova! #PAZ!

Vitória Sempre!