É necessário que o raio caia duas vezes no mesmo lugar

O Vitória vai a campo hoje à noite para enfrentar o Corinthians pela segunda partida das oitavas-de-finais da Copa do Brasil sabendo que precisa vencer para se classificar direto ou empatar para aventurar nas cobranças de pênalti, como aconteceu na fase anterior contra o Internacional-RS. Jogo duríssimo, pois o Corinthians só é apenas o atual campeão brasileiro e tem um elenco bastante brigador e encaixado por Fábio Carille, que adotou literalmente a filosofia de jogo do seu mentor Tite, atual treinador da Seleção Brasileira. Entretanto, este mesmo Corinthians, neste mesmo estádio do Itaquerão e sob o comando de Carille tomou 1×0 nosso em 2017, quando detinha 34 jogos de invencibilidade e um grande público naquela ocasião. O gol foi de Tréllez em belo passe de Neílton, calando toda a massa corintiana e a mídia puxa-saco. Por isso que é necessário que o raio caia duas vezes no mesmo lugar hoje à noite.

Para repetir o feito do Brasileirão de 2017, o Vitória precisa ter a mesma postura apresentada naquele jogo, como no jogo deste ano, no Barradão, quando em relação a parte tática fomos perfeitos, encarando e marcando o time corintiano e com os jogadores num elevado poder de concentração nos lances. No jogo de 2017 na chance mais clara que criamos marcamos o gol e foi isso que faltou no jogo de duas semanas atrás, quando o Leão esbarrou na limitação técnica dos jogadores de frente e onde ficou notória a diferença absurda de Santiago Tréllez para Denílson! Perto de Denilson, Trellez é um Aristizábal.

Ao contrário do que está estampado no site do globoesporte.com, o Vitória não é um azarão porra nenhuma (desculpa a expressão, mas foi necessário). O Vitória já foi finalista da Copa do Brasil e num passado recente (apenas 8 anos atrás), já fomos finalistas do Brasileirão de 1993 (também passando pelo Corinthians), semifinalista em 1999 e também semifinalista da edição 2004 da Copa do Brasil. Portanto, temos HISTÓRIA, temos um certo lastro, um certo renome nacional, apesar destes putos só acharem que o Brasil é apenas São Paulo, RJ, MG e RS. “O Brasil é muito grande” já disse um certo treinador que conhecemos bastante!

Até reconheço que o Corinthians é o favorito no duelo e que tem maior porcentagem de passar de fase, mas caso o Vitória vença hoje não será nenhuma novidade e nenhum apocalipse, pois como eu disse: o Vitória tem sua relevância e história no cenário nacional, mesmo que a Grande Mídia rejeite! Os fatos estão aí. Somos um dos times do Nordeste com mais participação na Série A, e que num passado nem tão distante assim, fomos a equipe off-eixo que mais vezes chegou nas fases finais das competições nacionais, inclusive a melhor campanha de um time do Nordeste no atual moldes da Série A é nosso e no ano da graça de 2013, quando fomos 5º colocado, fato super recente!

O Corinthians é, realmente, muito bem treinado, tem um padrão de jogo sólido, mas não é nenhuma sumidade! Os últimos resultados comprovam isso. O modesto Ceará, recém promovido da Série B, foi lá neste mesmo Itaquerão no domingo passado e quase saiu vitorioso. Botou 1×0, sofreu o empate e teve duas chances reais para fazer o segundo gol. Quem é o grande craque do Corinthians? Tem “cara” de ser titular de alguma potência europeia como acontecia nos times dos anos 90 e inicio dos anos 2000? Olha quem tá por lá: Marquinhos Gabriel, que foi reserva do Bahia há pouco tempo, Renê Júnior (que a 3 anos atrás ninguém conhecia), Romero (que não chega nem perto de Edilson Capetinha, Luizão ou Viola). Esse Corinthians não tem nenhum Gamarra, nem Marcelinho Carioca, nem Ricardinho, muito menos Carlitos Tévez! Time bem comum, que só é forte no conjunto. Então, o Vitória tem que encarar de cabeça erguida, sem complexo de vira-latas. Mostramos que se igualarmos em determinação e concentração, o jogo fica equilibrado! 

AVANTE LEÃO!

VITÓRIA SEMPRE!

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Parte tática e raça excelentes, parte técnica preocupante…

O Vitória fez ontem a sua melhor partida no sentido tático, em 2018. Enfrentando o atual campeão brasileiro que vem de dois triunfos no Brasileirão deste ano, campeão paulista e com um 4×0 fora no domingo passado, o rubro-negro não comeu reggae e soube enfrentar o Corinthians tete-a-tete, tendo inclusive as melhores chances de gols durante os 90 minutos. Marcando com uma raça que há tempos o torcedor leonino não via, o Corinthians não teve a mesma facilidade que teve com o Paraná. Entretanto, o Vitória esbarrou em suas próprias limitações técnicas. Se este time de 2018 tivesse um pouco do que o time da Copa do Brasil de 2004 tinha ou até mesmo o do time 5º colocado de 2013, o rubro-negro poderia ter feito ontem um triunfo por até dois gols de diferença.

Se na defesa o Vitória conseguiu segurar o ímpeto corintiano, o mesmo não pode se falar da criação ofensiva. O rubro-negro mostrou muita dificuldade de repertório e é muito dependente dos lampejos de Neílton. Além disso, o atual elenco não conta com um centroavante inteligente e fatal como do estilo André Catimba, Tuta, Aristizábal e Dinei. No plantel 2018, o que mais se assemelha neste sentido é André Lima,  que está lesionado. Denílson pode ser esforçado o que for, é dedicado, brigador, raçudo, mas a parte técnica dele dói na alma. Não é um jogador capaz de se desvencilhar da marcação adversária pelo drible, agilidade, inteligência ou posicionamento.

No primeiro tempo as melhores chances foram com Denilson, logo no comecinho do jogo, quando chutou em cima dos defensores e numa cabeçada tirando tinta da trave direita de Cássio. Já no segundo tempo, os lances mais agudos foram dois chutaços de fora da área, um de Yago que exigiu bela defesa de Cássio e outro de Guilherme Costa que passou raspando a trave também. Fora isso, fomos praticamente inoperantes na parte ofensiva.

Por conta da gritante limitação técnica e de pouca criatividade na parte ofensiva eu saí frustrado do jogo de ontem, pois o Vitória mostrou que se investir um pouco mais no time poderia ter vencido o Corinthians e dado um grande passo à classificação, com o empate fica muito difícil achar que vai ser igual ao ano passado e de forma automática o triunfo por 1×0 lá. Era pra ter feito o dever de casa. Toda a galhardia mostrada com a disposição tática, a garra em recompor e encurtar os espaços do Corinthians perdem um pouco de seu brilho quando do meio pra frente fomos nulos, sem ter feito o triunfo aqui. Para passar de fase precisa fazer gols! O Vitória está obrigado a vencer lá no Itaquerão, ou empatar e tentar a sorte nos pênaltis.

Vitória Sempre!

Em noite de herói de Caíque, Vitória chega às oitavas da Copa do Brasil!

O futebol é realmente muito dinâmico e como diz o radialista Mário Freitas “a vida muda de minuto a minuto”. Se há 8 dias, a crítica era toda em cima do goleiro Caíque depois daquele frangaço ridículo no jogo de ida no Beira-Rio, ontem o arqueiro de 1,93m fez uma partida segura nos 90 minutos e nas penalidades defendeu as cobranças de Nico López e de Gabriel Dias e ajudou o Leão passar de fase na Copa do Brasil. Para abrilhantar mais ainda este feito, o rubro-negro volta a disputar às oitavas depois de 8 anos, justamente no ano em que fomos à Final contra o Santos de Neymar, Ganso e Robinho. Também é a primeira vez que o Vitória chega a esta fase depois da remodelagem da Copa do Brasil, que agora vai até outubro e conta com os clubes que disputam a Libertadores. Mas se engana que para passar de fase, o rubro-negro fez uma partida de encantar, longe disso…

Primeiro Tempo – Com um futebol apático, o Vitória não conseguia assustar Marcelo Lomba, somente nos minutos finais da etapa inicial que o Leão tentou finalizações, mas sem exigir grandes intervenções do arqueiro colorado. A grande novidade foi a volta “surpresa” de Neílton ao time titular e de Mancini finalmente sacar Botelhão para colocar Juninho de volta a lateral esquerda. Do lado de lá, o time gaúcho veio seguindo seu manual tradicional do futebol dos pampas: muita marcação, metodismo tático e tentando aproveitar os contra-ataques, mas também não deu tantos sustos.

Segundo Tempo – Precisando fazer 2×0 pra matar no tempo normal, o Vitória partiu pra cima na etapa complementar, mas ainda assim não vinha tendo uma noite empolgada, não sei se foi por conta das fortes chuvas que atrapalha realmente ou se foi por limitação extrema de nosso time. Aos seis minutos Rhayner deu um chute forte que Lomba espalmou e ninguém apareceu para pegar o rebote, aos 20min Juninho levantou na área e Denílson acertou a trave. O fato é que o Vitória, apesar de ter mais presença ofensiva, não finalizava a contento e o Inter também passou a ter uma leve melhora e exigir mais do goleiro Caíque. Com o tempo passando e o placar inalterado, Mancini sacou Farias e Yago e colocou Nickson e Guilherme Costa e a resposta foi imediata, os dois entraram botando fumaça na partida, criando várias situações de ataque e aos 34min depois de um lançamento de Guilherme Costa, Kanu apareceu como elemento-surpresa na área e foi derrubado. Pênalti. Na cobrança Neílton mostrou frieza e equilíbrio emocional e fez 1×0 Vitória.

Seis minutos depois o Inter quase chegou ao empate quando Camilo bateu uma falta caprichada no canto direito de Caíque, mas o goleirão mostrou toda sua envergadura e defendeu de mão trocada, colocando pra escanteio. O Inter passou a se lançar mais no ataque, pois não queria levar para as cobranças de pênalti, enquanto o Vitória passou a se segurar e a resistir as investidas do colorado até o apito final.

COBRANÇA DE PÊNALTIS

Com o placar agregado em 2×2 o duelo teve que ser decidido na “loteria” das penalidades máximas. Das cinco cobranças rubro-negras, apenas Nickson deu mole ao chutar telegrafado e fraco no canto esquerdo para a defesa de Lomba. Já no lado colorado, eles erraram a segunda e a terceira cobranças com Nico López e Gabriel Dias. Novamente mostrando frieza e bom controle mental, Neílton converteu a última e decisiva cobrança fazendo Vitória 4×3, garantindo a classificação rubro-negra. 

O sorteio das oitavas-de-final será realizado hoje por volta das 11h e deve ser transmitido pela CBF TV no site da CBF. O Vitória pode enfrentar as equipes do Pote 1 e não há hipótese de ter o clássico Ba-Vi nesta fase, pois a Sardinha também faz parte do Pote 2.

VITÓRIA SEMPRE!

Em busca da redenção e da cota da premiação

O Vitória entra em campo logo mais às 19h15 no Barradão precisando vencer por dois gols de diferença para voltar a disputar uma Oitavas-de-Final desde a edição 2010, quando foi finalista da competição. Além disso, a classificação hoje significa também a chegada de mais R$ 2,4 milhões da premiação. Com os cofres combalidos depois da trágica passagem dos pródigos Ivã de Almeida e Sinval Vieira à frente do futebol do clube, esta cota é muito bem vista e somadas com as anteriores teremos cerca de R$ 7,5 milhões apenas em 5 fases da Copa do Brasil, valor que ultrapassa no patrocinador master (Caixa Econômica Federal, R$ 6 milhões). Portanto, daí se tira a importância do jogo desta noite.

Além do valor esportivo e monetário desta Copa do Brasil, um triunfo do Leão hoje pode representar o começo de uma redenção, já que o time soma 4 jogos sem vencer, tendo sido derrotado em três deles, duas na Final do Estadual, a do próprio Inter no Beira-Rio e o empate contra o Flamengo na estreia do Campeonato Brasileiro. Entretanto, o jogo de hoje não será fácil. Não pelo Inter ser uma grande equipe ou ter um time recheado de craques, longe disso. O adversário desta noite tem boas peças, mas não tem nada de excepcional e nem vem em grande fase.

O que mais complica é o próprio Vitória, que passou a ser laboratório do “alquimista” Mancini, que em sua “eureka non-sense” acha que Juninho, que construiu sua carreira toda como lateral só presta agora para meio de campo, e que, Pedro Botelho, rejeitado pelo inofensivo CRB, tem mais qualidade para jogar na lateral esquerda que Juninho. Além disso, o cara que ele sempre usava como lateral direito em um tempo nem tão distante assim, agora não serve mais, pois quem serve é quem nunca tinha jogado na lateral direita e se destacou em 2017 atuando como segundo volante pelo Paysandu, falo de Rodrigo Andrade.

Essas improvisações já estão mostrando que não surtem efeitos contra os times do eixo. Campeonato Baiano e primeira fase da Copa do Nordeste acabaram e com estas competições também acabaram os duelos contra times super limitados que atuam nos porões do futebol brasileiro (Séries C e D). Melhoraram os adversários, melhoraram a marcação deles sobre nossos jogadores, não enfrentamos mais volantes e zagueiros obtusos, isto é, cabeças-de-bagre.

Se o Vitória quiser abocanhar mais R$ 2,4 milhões e seguir fazendo bonito na Copa do Brasil, Mancini não pode insistir nas suas invenções. O certo é ir com Juninho na lateral esquerda, José Welison na direita, com Correia e Rodrigo Andrade como volantes. Todavia é mais fácil nevar em Salvador do que ele sacar Farias. Eu sacaria Farias porque ele ainda não tá com ritmo de jogo, vem de longo tempo inativo e o jogo de hoje deve ser chuvoso, o que aumenta consideravelmente o risco de lesão. Com todos a disposição, minha dupla de volantes seria Zé Welison e Rodrigo Andrade, ou seja, os dois Willians de fora (o Correia e o Farias).

Às vezes é necessário dar uma sacudida no elenco, principalmente em quem se acha titular absoluto para tirá-lo da acomodação e de dar chances a quem está no banco em mostrar serviço e se tem ou não a capacidade de virar titular. Mas Mancini é birrento, paneleiro e teimoso, aí fica difícil. Como não poderemos contar com Jéferson hoje, por ter atuado na Copa do Brasil pela Ponte Preta e Lucas é um lixo, o jeito é ir com Zé Welison na lateral, com Correia e Andrade de volantes, mas isso aí é o que eu faria e duvido muito que o Dr. Mão no Queixo faça isso. É quase certo que ele repita Farias e Correia na volância, com Rodrigo Andrade improvisado como lateral direito e Botelhão na outra lateral. E esta previsibilidade de Mancini pode custar caro ao ECV.

Enfim, que Mancini esteja iluminado hoje e que o time volte a render bem em campo. São quatro jogos sem vencer e com atuações pífias, à base de lampejos como o do último sábado diante do Flamengo.

Vitória Sempre!

O Primeiro Grande Desafio da Copa do Brasil

O Campeonato Baiano já foi, “parabéns” aos esquemas obscuros da Federação Bahiana, TJD-BA e dos mafiosos do rival. Mas agora é hora de mudar a chave, pois hoje é noite de Copa do Brasil e o rubro-negro terá o seu primeiro grande desafio na competição; enfrentar um time de peso do país, de “camisa” e “tradição” nas competições nacionais, sobretudo as de mata-mata. O Internacional não é nem de longe aquele time da era Paulo Roberto Falcão e tampouco do timaço que encantou o Brasil de 2006 a 2010, quando foi campeão de Libertadores e Mundial. Entretanto, é um time que apesar de ter sucumbido precocemente em seu estadual, tem sim bons valores em seu plantel, por isso o jogo de hoje será duríssimo!

De volta com os jogadores que estavam suspensos no Baianão, o técnico Mancini terá a chance de formar uma line-up bem mais competitiva para o duelo desta noite e tem todas as chances de sair de lá com um triunfo, já que o Inter vem de um período turbulento, eliminado pelo Grêmio no Gauchão, quase 30 dias sem jogar e com a torcida cuspindo marimbondos. Pra alegrar nossos corações, nos últimos três duelos contra o Inter, o Leão venceu os três, inclusive o que praticamente jogou o Inter na segunda divisão em 2016, com gol de Kanu, em pleno Beira-Rio, o mesmo palco de hoje.

Vitória x Inter também travou um embate na justiça naquele ano de 2016, tudo por conta da “piruagem” do rival sobre a suposta irregularidade de Victor Ramos e mais uma vez o Leão detonou os cholorados, inclusive mostrando que até e-mail falso tinha sido utilizado pelo time gaúcho para tentar se livrar do rebaixamento. Por isso, o jogo de hoje até se torna mais apimentado!

Agora, o time do Inter deste ano é muito melhor do que o de 2 anos atrás. O colorado tem como principais destaques o volante Rodrigo Dourado, o zagueiro Rodrigo Moledo (bom na bola aérea e em cobranças de falta à distância), o meia D’Alessandro e o ponta Rossi, ex Chapecoense, que no primeiro turno do Brasileirão de 2017 foi sensação e se transferiu para o exterior. Outro jogador de destaque é o lateral esquerdo Iago, que também joga como extremo esquerdo, possui habilidade e bom poder de finalização. Portanto, a partida desta noite vai exigir muito do Vitória, principalmente no quesito foco, posicionamento e intensidade.

Por estar jogando em casa e ter jogadores mais experimentados em competições mais duras, o Internacional é o grande favorito da noite. Mas pesa a favor do Vitória o longo tempo de inatividade do adversário e o retrospecto recente. Se o Vitória entrar com determinação, sem temer o adversário, sem o velho “complexo de inferioridade” que assola os times nordestinos em duelos no eixo sul/sudeste, o Vitória tem sim chances de sair com um triunfo ou com um empate (que também seria um bom resultado).

Vitória Sempre!

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Galera e aí, vão colar com a Liga Apostada do CartolaFC aqui? Preciso entre 40 a 50 participantes para dar uma premiação legal. Se até sábado não chegar neste número, vou entender que vocês não querem, seja por duvidar de minha índole ou porque não querem mesmo ter algo motivante (como premiação) em nossa liga do cartola.

Vitória aproveita as bragas do Braga e segue na Copa do Brasil

 

No pré-jogo fiz questão de fazer um texto com um tom desafiador a nossos atletas, mesmo achando que este espaço não tem o peso de um portal como Globoesporte.com, Esporte Interativo ou ESPN, acredito que sim, este veículo humilde pode chegar (bem às vezes) para os jogadores ou pessoas ligadas à diretoria e sinto que o texto de ontem foi um destes que eles tomaram conhecimento. Pois, o Vitória foi outro time em relação ao ABC e principalmente ao jogo de lá de Bragança Paulista. O rubro-negro jogou atento e focado, ainda que não tenha tido o mesmo brilhantismo técnico de partidas anteriores, mas relevo. Querer perfeição só se eu for torcer para algum clube milionário da Europa, como Barça, Real, Bayern ou Manchester United.

Primeiro Tempo Quem começou assustando foi o Bragantino, que mesmo declarando que viria para jogar nos contra-ataques, nos 18 minutos iniciais eles tiveram um chute de Léo Jaime defendido por Fernando Miguel, um lançamento em que obrigou nosso goleiro a sair, entrar de sola e cometer uma falta. Até ali não tínhamos chutado uma bola ao gol dos caras, somente aos 19 minutos o Leão abriu o placar e contou com uma ajuda gigantesca do ex rubro-negro Guilherme Mattis, que recuou mal uma cobrança de falta, Neílton foi mais esperto, tomou a bola, driblou o goleiro e fez Vitória 1×0.

Após estar na frente do placar, o Leão passou a atacar mais, sobretudo pela excelente movimentação de Nickson, infernizando ora na ponta esquerda, ora na direita. Denílson perdeu uma chance num chute cruzado e por volta dos 45 min, Neílton cobrou escanteio na área e Pedro Botelho fez uma cabeçada perfeita, mas o goleiro Alex Alves fez uma defesa espetacular evitando o segundo gol rubro-negro ainda na primeira etapa. Pedro Botelho, por sinal, entrou no lugar de Bryan que se lesionou sozinho numa cobrança de lateral.

No segundo tempo, a estrela de Neílton brilhou! Entretanto, quem começou assustando novamente foi o Massa Bruta e de novo num lançamento que pegou nossa zaga desatenta, no lance Léo Jaime chegou a encobrir Fernando Miguel, mas Wallison Maia (que fez uma partidaça, diga-se de passagem), tirou de cabeça o que seria o gol de empate do Bragantino e que poderia dar outro rumo à partida. E como no ditado mais certo do futebol ninguém contesta, aos 18 minutos veio o grande castigo para a equipe paulista e novamente com uma nova braga (vale o trocadilho, revisor!). Nickson cruzou da ponta esquerda para a área, o goleirão Alex Alves “enjoou”, o lateral Fabiano deu um bicudão para onde o seu nariz apontava e apontava para Pedro Botelho, que por sua vez cruzou rasteiro na área, para o verdadeiro Menino Nei ampliar o placar. Vitória 2×0! 

Dez minutos depois de conseguir o placar mínimo necessário para a classificação, o Leão da Barra ainda fez mais um. Novamente explorando os flancos, desta vez pela ponta direita, a nova joia da base, Luan, fez um cruzamento maroto para Denílson que cabeceou de acordo com o Manual do Centroavante, mas Guilherme Mattis cortou, só que a bola bateu na coxa de Neílton e estufou as redes. Vitória 3×0. Depois disso, o bragantino baixou a guarda e o Vitória cadenciou até o fim da partida, sem antes ter perdido uma grande chance do quarto gol, num contra ataque puxado por Neílton, que deu açucarado para Denílson, que mesmo de frente, chutou pra fora!

Com a classificação para a 4ª fase da Copa do Brasil, o Vitória já faturou de Cotas a quantia de R$ 5,03 milhões, praticamente R$ 1 milhão a menos que nosso patrocinador Master nos dá por ano e isso tudo em apenas 4 fases da Copa do Brasil. Olha o quanto este triunfo foi importante na parte financeira. Outra coisa a se destacar, além dos 3×0, foi como nossa meiuca fica mais segura com volantes mais marcadores. Mesmo sem ser grandes talentos, Fillipe Soutto e Lucas Marques deram conta do recado ontem e protegeu melhor nossos zagueiros, que teve a primeira boa partida de Wallison Maia, que apagou a sua atuação medíocre contra o Flu de Feira, na última rodada da 1ª fase do Baianão. Agora Mancini, quero ver o que você vai fazer com Uillian Correia. Se você insistir em colocá-lo como 1º volante, o sr estará sendo um irresponsável, um burro de marca maior. Ou ele joga como 2º volante ou até mesmo de meia, já que a única virtude que ele tá apresentando nesta temporada é sua visão de jogo e os chamados “passes de morte”. Meu primeiro volante seria José Wellison, que marca e tem bom toque de bola.

Vitória Sempre!

PS: André Lima fraturou o pé e ficará 3 meses fora dos gramados. Luan e Bryan, que também se lesionaram, ainda vão passar por exames de imagem para saber o que aconteceu de fato e quanto tempo ficará indisponível para o Leão.

Vitória x Bragantino | A hora da verdade

Chegou a hora da verdade para o Leão da Barra na Copa do Brasil. Depois de fazer apenas 1 ponto e sofrer 6 gols em dois jogos contra o ABC pelo Nordestão e perder o primeiro jogo para o próprio Bragantino lá no interior paulista, a torcida e a imprensa já ligaram o sinal de alerta, pois o rubro-negro ainda não venceu os times de Série C que enfrentou, e se a gente colocar o Ba-Vi na roda, estávamos empatando quando se deu aquela confusão vergonhosa. Então, toda a aura de “boa campanha” feita pelo ECV até aqui foi construída em cima de times inexpressivos que disputam a Série D e de outros que não tem nem calendário definido para o segundo semestre. Nem mesmo contra a Juazeirense, também de Série C, conseguimos vencer (2×2 na estreia do estadual e empatamos já perto do final da partida).

Com aval de Mancini, boa parte do elenco do time goguento de 2017 foi renovado, a princípio foram as “peças boas” daquele plantel que conseguiu triunfos importantes fora de casa como Corinthians, Flamengo, Coritiba e que fez 31 pontos no returno. Entretanto, pelo terceiro ou quarto ano consecutivo o Vitória chega à beira de começar o Brasileirão com uma das defesas mais vazadas dentre os 20 integrantes da Série A mesmo disputando um estadual miserável e uma primeira fase do Nordestão com equipes que há décadas não disputam a Série A e que quando disputam a Segundona não passam de coadjuvantes. Isso é deveras preocupante.

Para tirar essa desconfiança da torcida e de setores da imprensa, Vágner Mancini precisa corrigir os problemas de posicionamento da defesa e ter mais coerência na escalação do time e esquecer a sua “panela”. O que estamos vendo é que o treinador fica mudando o time toda hora para colocar os seus coligados, em detrimento de quem está em melhor momento. Hoje mesmo ele só vai colocar Zé Wellison e Fillipe Souto porque Yago e Uillian Correia estão suspensos. Alguém duvida que se ele tivesse Yago e Correia à disposição, ele mudaria a dupla de volantes? Exemplo prático estamos vendo com Fernando Miguel, que vem em queda livre na carreira desde 2016 e segue titular absoluto, mesmo com falhas terríveis em saídas de gol e reposição de bola.

Leão fez péssimo jogo em Bragança Paulista e precisa vencer por 2 gols de diferença para avançar direto. Qualquer triunfo por 1 gol será decidido em cobrança de pênaltis.

Mas enfim, apesar de nossas insatisfações e reclamações acerca do elenco e da letargia da diretoria em REVITALIZAR nosso sistema defensivo COM NOVAS CONTRATAÇÕES, o torcedor rubro-negro precisa ir hoje ao Barradão e levar pensamento positivo e torcer bastante para que o Vitória volte a ter uma atuação destacada e comece a tirar nossa desconfiança em conjecturar este time na Série A, com uma defesa que toma 20 gols jogando contra times das Séries C e D, no 1º semestre.

O Bragantino é um time aguerrido, bem treinado e com um elenco competitivo por jogar o Paulistão e ter quase R$ 4 milhões de cota da Federação Paulista, mas mesmo sendo acostumado a enfrentar os grandes paulistas e ser integrante do melhor estadual em termos técnicos e de poderio financeiro, tem suas limitações. Tanto é que também está fora da Série B, ou seja, vai disputar em 2018 a terceira divisão do Brasileirão. Portanto, é obrigação do Vitória vencer e se classificar hoje à noite, mesmo que seja um adversário chato, de marcação “murrinha” e arisco nos contra-ataques. Uma eliminação hoje será VEXAME, sim senhores Ricardo David, Mancini e Erasmo Damiani. Espero que não precisemos passar por esta decepção para ver uma reformulação em nosso sistema defensivo.

E que o treinador Mancini esqueça seu relacionamento interpessoal com atletas e escale o time com coerência técnica e tática, com coesão entre os setores. Foi nítido o quanto a desarrumação feita por ele contra o ABC foi o pivô para o time potiguar ter aberto 2×0 com menos de 10 minutos de jogo.

Vitória Sempre!