Novamente só nos resta os regionais para levantar títulos

Mais um ano que o sonho da conquista da Copa do Brasil (única competição factível do Vitória ser campeão nacional sem precisar fazer investimentos pesadíssimos e um rígido planejamento estratégico) foi adiado. Ontem fizemos até uma relativa boa partida, pois o time mostrou força de vontade, garra e buscou os gols, mas travou em sua própria limitação técnica de criação e finalização.

Nossos jogadores mais tarimbados já deveriam estar jogando e em alto nível inclusive, mas continuam no bendito DM (falo de Dátolo e Pisculichi). Pecamos também em apostar novamente nos “mais baratos” para o setor defensivo. E foi justamente por termos uma retaguarda meia boca que tomamos 2×0 aqui, fato que praticamente minou a classificação rubro-negra nesta quarta-feira. Outro “pecado” da diretoria foi em manter um treinador de pouco currículo e feitos extraordinários na carreira. Com a desculpa de pouco tempo para arrumar o time, já que as eleições foram no dia 15/12/16 e no dia 29/01 o Vitória já estaria em campo, Argel foi mantido.

Apesar de ser um treinador bem meeiro, os números de Argel são expressivos e fez o Leão bater alguns recordes a nível de campeonato baiano (10 triunfos seguidos, liderança e invencibilidade mantida até o momento) e a classificação como líder de seu grupo da Copa do Nordeste…Mas a atuação do time não empolga, os raros momentos de atuações convincentes foram vistos nos dois jogos contra o Vasco e no primeiro tempo do Ba-Vi. Muito pouco!

A desclassificação de ontem colabora também para percebermos que não há motivos para permanecer com alguns atletas em nosso elenco como Geferson e Pineda (que perdeu duas chances incríveis), além de constatar que André Lima vem numa decrescente absurda à medida que vai engordando às claras (ninguém está vendo isso, não?). Outros ainda não mostraram aqui o que já foi visto em outras equipes, como Patric, que teve uma atuação abaixo da crítica. Cadê aquele Patric veloz, explosivo e goleador do Sport de 2014 e que reprisou isso no Galo em 2015 e em metade da temporada passada?

Para as competições regionais – Baianão e Nordestão – este elenco é forte o suficiente para chegar ao título, apesar de Argel estar ensaiando estragar o baba e de nossa preparação física estar muito perto de estourar o elenco em plena reta final. Já são 5 atletas indisponíveis, contando com os dois argentinos. E tenho a certeza que estes 5 ausentes dão um outro alento ao elenco. Mas isso não significa que não precisamos contratar reforços. Muito pelo contrário. Precisamos para “ontem” de 01 goleiro mais experiente e vivido (na Série A), 01 lateral esquerdo urgente, pelo menos 01 zagueiro de renome e, talvez, de 02 atacantes que atuem extremados, pois o que temos só têm velocidade, mas não possuem qualidade de construção de jogadas e muito menos sabem fazer gols. Paulinho e Pineda são dois engodos, não produzem nada. E mesmo não gostando desta máxima – antes Marquinhos e Rogério (ambos do Sport). Estes sim sabem jogar nas pontas, são habilidosos, dribladores e com bom poder de finalização. Agora Dátolo e Pisculichi precisam voltar e mostrar SE TÊM BOLA para serem titulares ou se iremos em busca de outros meias ou de outros pontas.

Vitória Sempre!

*DIRETORIA: Vamos reforçar este elenco. E infelizmente, é com pesar que digo, que parece que precisaremos reformular. Algumas peças trazidas não deram o resultado esperado e outras se mostraram que não irão evoluir de maneira brusca, justamente, na competição mais difícil do ano, que é o Brasileirão.

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EM BUSCA DA CLASSIFICAÇÃO MILAGROSA

O Vitória pecou no jogo de ida da quarta fase da Copa do Brasil, na semana passada, e agora precisa correr atrás do prejuízo. Com 2×0 favorável, o Paraná deve jogar bem fechadinho esta noite e aproveitar de contra ataques nas costas de nossa defesa. Já o rubro-negro tem que fazer algo que ainda não fez no ano, propor o jogo desde o início, ter um enorme controle emocional e ao mesmo tempo sem desguarnecer o sistema defensivo. Marcado por ser um treinador adepto do futebol compacto, reativo e de contra-ataque, Argel terá o seu grande desafio no Vitória desde que assumiu.

Por conta do grande desafio pela frente, o treinador leonino, que costuma divulgar com antecedência a escalação do time, vai fazer diferente desta vez. Ninguém sabe qual vai ser a novidade, mas parece que ele está indeciso de ir no 442 ou no 433, além de usar Euller como ponta esquerda neste esquema e do reaproveitamento de Fred na zaga, para ganhar a arma da bola parada. O Vitória deve formar com: Fernando Miguel, Patric, Kanu, Alan Costa (Fred) e Geferson, Willian Farias, Uillian Correia (B. Ramires) e Cleiton Xavier,  Euller (Cárdenas), David e André Lima.

Já o Paraná Clube, do treinador Wagner Lopes, ainda tem dúvidas na escalação, sobretudo no meio-campo, pois o volante Leandro Vilela saiu machucado na última partida e Gabriel Dias estava com um hematoma. O provável time paranista será formado por Léo; Júnior, Eduardo Brock, Airton e Rayan; Gabriel Dias (Jhony, Leandro Vilela), Alex Santana e Renatinho; Robson, Nathan e Pedro Bortoluzo. 

Em 2012, Neto Baiano fez 3 gols em 15 minutos e Vitória eliminou o ABC, no Barradão.

Enfim, é uma missão muito difícil para o Leão da Barra, mas nada está perdido. Da mesma forma que o Paraná fez 2×0 aqui em 90 minutos, o Vitória tem o mesmo potencial de fazer este placar neste jogo decisivo. Além de que vitórias por 3×1, 4×2, 5×3 em diante nos classifica. Para a missão se tornar menos espinhosa é imperioso que o Vitória faça o primeiro gol logo nos 15 minutos iniciais e consiga terminar o primeiro tempo triunfando. Fazer dois a zero no primeiro tempo será perfeito e Argel deve enfatizar isso aos nossos jogadores.

O fato é que hoje tem que ser diferente de tudo que o time vem fazendo este ano, tem que partir para o abafa. Espero que o Vitória consiga ter este tipo de postura e consiga esta épica classificação, que nos remeterá àquela remontada contra o ABC, no Barradão, quando estávamos tomando 2×0 e nos últimos 15 minutos da partida, Neto Baiano mitou fazendo três gols e classificando o Leão!

Vitória Sempre!

#CopadoBrasil2017

#VamosClassificar

#BoteFé

FICHA TÉCNICA

Paraná x Vitória (Copa do Brasil)
Local: Durival Britto, em Curitiba (PR)
Data: 19/04/2017, às 19h30
Arbitragem: Ricardo Marques Ribeiro, auxiliado por Guilherme Dias Camilo e Pablo Almeida da Costa (trio mineiro)
Desfalques: Zé Welison, Kieza e Gabriel Xavier, todos machucados; Paulinho, suspenso. (Dátolo e Pisculichi estão em fase de transição no departamento físico)

AINDA NÃO ACABOU! FALTAM 90 MIN!

O Vitória decepcionou a massa rubro-negra ontem à noite no Barradão. Depois de um triunfo seguro contra o maior rival, era normal na mente dos torcedores encarar a partida desta quinta-feira com otimismo, pois o Paraná é um time enraizado na Série B e que conta com um elenco muito limitado tecnicamente. Mas, estranhamente, o time rubro-negro teve um apagão geral, até mesmo Willian Farias não teve uma boa atuação.

Primeiro Tempo – O rubro-negro não fazia sua melhor exibição no ano, mas tinha maior posse de bola, sobretudo no campo adversário, mas faltou criação, triangulação e finalizações com intensidade. Tivemos chance de abrir o placar numa cabeçada de André Lima, que passou rente à trave, depois num chute cruzado de Cleiton Xavier, que exigiu muito reflexo do goleiro paranista. O Paraná chutou duas bolas em gol, sem perigo, logo na sequência.

Entretanto,  as chances mais claras foram com Patric, que desperdiçou as duas ótimas oportunidades de abrir o placar. Na primeira recebeu passe em profundidade de André Lima e ao invés de finalizar tentou repetir a assistência feita no primeiro gol do BaVi, mas desta vez ele bateu muito forte e AL99 não conseguiu a finalização. A bola que mudou o jogo – Já nos acréscimos, Euller lançou da esquerda para a direita, Cleiton Xavier tocou de primeira buscando Gabriel, o goleiro deu o rebote e Patric chutou em cima do arqueiro caído no chão. No contra-ataque, o Paraná ganhou o escanteio e na cobrança, o lateral Airton abriu o placar num Mawashi Geri (quem já fez Karatê, sabe do que se trata), numa falha enorme do nosso miolo de zaga.

Segundo Tempo – O Vitória tentou reagir ao placar adverso, mas faltava inspiração e nas poucas vezes que a bola chegava os atacantes ratificavam sua falta de pontaria, tendo Pineda a chance mais nítida, quando ele bateu de biquinho tirando do goleiro e do gol também. O jogo seguia nesta toada, do Vitória morno, frio, sem tesão e perdendo as raras jogadas acertadas e pagou por isso aos 42 minutos. Depois de abrir o time todo, no estilo desesperado de Mancini, tirando um volante e entupindo o time de pontas, o Vitória sofreu um contragolpe fatal, que poderia ser evitado se Alan Costa tivesse mais categoria e noção de jogo.

O cara, sozinho contra quatro oponentes, poderia muito bem dominar a bola e dar um balão pra resolver o problema, mas o cérebro de ervilha dele fez com que cabeceasse pra frente, Guilherme Biteco pegou a bola puxou o contra-ataque, abriu na direita para Diego Tavares que passou como quis por Euller (jogador cabaço da disgrama, qualquer adversário minimamente habilidoso passa por esta lebara) e cruzou na área, Poste Miguel ficou parado vendo a bola passar na entrada da área e o próprio Biteco ampliou. 2×0 Paraná.

Enfim, tivemos uma atuação geral que foi abaixo da crítica, mas ao contrário das rádios baianas, sobretudo a Itapuã FM de Seu Márcio Martins, a desclassificação ainda não foi definida. Há ainda um jogo de 90min para podermos fazer 2 ou 3 gols. Lembrando que se vencermos por 3×1 ou 4×2 a gente passa e 2×0 leva para os pênaltis e, sinceramente, não vejo nada de absurdo, fora da caixinha, do Vitória conseguir levar a partida para as penalidades e vencer, como também poderemos fazer 3×0 ou 3×1. Digo que a parada será dura, mas não comungo com a campanha infeliz de certos cronistas baianos de declarar que já estamos eliminados. Vamos ser inteligentes, galera. Eles agora vão destilar toda amargura, negatividade e pessimismo sobre a gente. Não podemos ceder. Dá pra virar sim! São 180 minutos e não 90. Se o Paraná conseguiu fazer 2 gols em 90min, por que a gente não pode?

Vitória Sempre!

#CopadoBrasil2017

#Osonhoaindanãoacabou

#nãocomamreggaedestaimprensasafada

Agora é o VITÓRIA, viu Paraná?!

Depois de despachar o Tricolixo de Itinga, o Paraná pensa que vai fazer a festa com outro time baiano. Não se enganem, paranistas. Agora é o VITÓRIA e o buraco é muito mais embaixo. O rubro-negro detém a melhor campanha no cenário nacional dentre os 20 clubes da Série A, cada um em seu regional e estadual, é claro. Dezenove triunfos em 22 jogos disputados e apenas 1 derrota, este é o nosso atual handicap em 2017, além de estarmos invictos na Copa do Brasil e também no Barradão. Portanto, não achem que acharão uma equipe apática e sem poder de criação e finalização como foi o “baêa” na fase anterior, em que vocês fizeram 2×0 facilmente, sem sofrer nenhum risco deles.

O Vitória entrará em campo motivado após vencer o rival no último domingo por 2×1 na Arena Sardinha e sabe que precisa jogar sério e manter a pegada para a sequência da Copa do Brasil. O Paraná está surpreendendo este ano e mesmo com um elenco sem grandes nomes e muito limitado tecnicamente, fez a melhor campanha no Paranaense e foi eliminado em um jogo duro contra o Atlético-PR, na semana passada. Por isso mesmo, que nossos jogadores não devem entrar achando que poderão resolver a qualquer momento.

Apesar do relativo sucesso do Paraná Clube em seu estadual, não o vejo como bicho de sete cabeças. Temos mais elenco e poderio ofensivo. Vale lembrar que eles passaram pelo Asa em cobrança de pênaltis e não fez um gol sequer nos 2 duelos contra o time alagoano que deve estar na Série C, no mínimo. Se fizermos nosso beabá de sempre, estaremos caminhando para mais um triunfo no Barradão. O importante é que, sabendo que o primeiro jogo é aqui, Argel procure mobilizar a tropa rubro-negra para vencer por 2 ou 3 gols de diferença, no mínimo, e sem tomar gols, obviamente.

LISTA DOS RELACIONADOS

Goleiros: Caíque, Fernando Miguel e Wallace
Laterais: Euller, Leandro Salino, Norberto e Patric
Zagueiros: Alan Costa, Fred, Kanu
Volantes: Bruno Ramires, Uillian Correia e Willian Farias
Meias: Cárdenas, Cleiton Xavier, Gabriel Xavier, Jhemerson
Atacantes: André Lima, David, Paulinho, Pineda, Rafaelson

Vitória Sempre!

#CopadoBrasil2017

#RumoAoTítuloInédito

#VamosNaFé

Em grande atuação, Vitória despacha o Vasco e segue firme na Copa do Brasil

Finalmente o torcedor rubro-negro viu o Vitória jogar futebol. Diferentemente de todas as partidas anteriores, exceto os 6×1 em cima do Guanambi com o Time Reserva, o time principal do Vitória fez uma grande partida e despachou o Vasco da Gama da Copa do Brasil. Olha a diferença de se vencer por 1×0 jogando bem e perdendo chnaces de gols, do que ganhar “miado” de 1×0 fruto da sorte e com atuações desanimadas, sem alma e que deixa claramente a impressão de que se enfrentasse adversários melhores sofreria o revés. Hoje o placar moral da partida seria 4×1, porque teve uma bola que Fernando Miguel operou milagre num chute forte do meia Nenê, de fora da área.

Primeiro Tempo – Precisando de vencer para se classificar, o Vasco parecia que tinha esquecido deste detalhe, tamanha a apatia e o início mais preocupado em se defender do que atacar. Já pelo lado rubro-negro, o Vitória mostrava maior posse de bola, troca de passes com coerência e boas infiltrações na área vascaína, mas errava as finalizações com Kieza, Deivid e Patric (na melhor chance de todas). O melhor jogador do Vasco foi a arbitragem! Várias faltas ao nosso favor perto da área em que o juiz simplesmente ignorava, mas era só jogador do Vasco ser tocado e era marcada falta à favor do time carioca. Fora uns dois lances que foram dados impedimentos sem ser. Para piorar, em um lance de bate-e-rebate na área, o zagueiro do Vasco tocou claramente com a mão na bola dentro da área e o juiz, de frente, fingiu não ter visto a penalidade máxima.

Já no Segundo Tempo, o Vitória passou a atacar com mais ousadia e o o Vasco passou a dar mais espaços, pois também precisou ousar mais na partida, com certeza deve ter caído a ficha que o empate sem gols não lhe servia. Com o jogo mais aberto o gol aconteceu. Aos 13 minutos José Welison levantou na área, a zaga do Vasco cabeceou errado, a bola caiu no pé de Deivid que finalizou em cima do goleiro Martin que deu rebote e Alan Costa, de primeira, fez 1×0.

Precisando mais do que nunca de fazer gols, o time vascaíno tentou partir para o abafa, mas a dupla Kanu / Alan Costa estava intransponível. Que bela atuação do miolo de zaga. Tanto no jogo do RJ quanto o de hoje, nossa dupla de zagueiros mostrou muita raça e eficiência tanto nas bolas por baixo como no alto. É Fred…ficou estreito para você, viu! Os limitados e criticados zagueiros vem evoluindo jogo a jogo, pelo menos há 3 ou 4 jornadas, justamente no período em que nossa zaga parou de tomar tantos gols. O nível de gols tomados estava relativamente alto (para os padrões das competições que estamos em disputa neste semestre) justamente com a presença de Fred. Coincidência ou não, Alan Costa e Kanu parecem se entrosar cada vez mais.

Nas poucas vezes que conseguiu passar pelos beques rubro-negros, o Vasco parou nas defesas seguras de Fernando Miguel, sobretudo em cabeceios de Luís Fabiano e em chutes de média distância do meia Nenê. Mas se engana quem achou que o Vitória recuou, adotando a tática irritante das partidas do Estadual e do Nordestão.Mesmo com a tentativa de reação vascaína, o rubro-negro não se abdicou de jogar e o goleiro uruguaio Martin Silva evitou uma goleada do Leão da Barra com três belíssimas defesas. A primeira numa cabeçada de Kieza, no ângulo, a segunda com um chutaço em cobrança de falta de José Welison e a última, já perto do final de jogo, com um chute cruzado de Deivid.

Enfim, digo sem medo de errar, que depois de 4 anos vi o Vitória jogar futebol. Espero agora regularidade. De ver mais vezes o time ter esta posse de bola e troca de passes, de forma ordenada e com certa objetividade. O placar de 1×0 não refletiu fielmente o que foi o jogo, só não foi maior por causa do bom goleiro vascaíno. A formação com 2 meias deixou o meio de campo mais povoado e mais próximo dos atacantes, por isso tivemos um volume maior de jogo.Tanto é que a torcida aplaudiu desta vez, diferente das jornadas anteriores em que a vaia prevaleceu, mesmo com o time saindo vencedor.

Atuações por setores – Nas laterais faltou um pouco mais de ofensividade de Geferson na esquerda e de calma de Patric na direita, pois em vários lances, o camisa 29 se atrapalhou sozinho, não sei por nervosismo por querer decidir logo a partida, fato evidente no lance que ele perdeu o gol de cara no primeiro tempo. 

Meio de Campo Os dois volantes, Welison e Farias, estiveram muito bem também. Mais uma partidaça de W. Farias, que a cada dia me lembra o estilo de jogo de Preto Casagrande de 1995-1997 e 2006. O prata-da-casa Zé Welison vem tendo uma boa regularidade e mostra melhor poder de saída de bola do que Uillian Correia. Gabriel Xavier fez uma boa partida, se movimentando muito e confundiu a defesa vascaína por sua constante inversão de flancos. O jogador que mais destoou foi Cleiton Xavier, que errou muitos passes, entre eles em lances cruciais, que poderiam se transformar em assistências marotas. O desempenho de Cleiton foi tão abaixo, que Cárdenas voltou a ter seus minutinhos de jogo.

Já no ataque Kieza, que lutou muito em campo, cansou e foi substituído por André Lima que pouco contribuiu e Deivid teve uma atuação regular, daria uma nota 7 pra ele.

Vitória Sempre!

#osonhocontinua

#ObsessãoCopaDoBrasil

Vencer é preciso para seguir sonhando

O Vitória encara logo mais às 19h30 no Barradão, o seu primeiro desafio em busca do tão sonhado título da Copa do Brasil. Apesar de já termos estreado na competição e eliminado o Luziânia e o Bragantino, o Vasco da Gama é a primeira equipe “de nome” do cenário nacional e que também está na Série A do Brasileirão. Para chegar ao título enfrentaremos, obrigatoriamente, em algum momento, as equipes mais famosas do eixo SP-RJ-MG-RS-PR. Por nossa sorte, o adversário desta noite é um cliente contumaz do Leão, principalmente no Barradão, quando em 11 jogos oficiais, o Vasco só conseguiu apenas 1 empate.

Entretanto, sabemos que o “retrospecto” não é nenhum jogador e, por isso mesmo, não entrará em campo para marcar gols para o Rubro-Negro ou evitar os do adversário. A torcida, a comissão técnica, os jogadores e a diretoria reconhecem que será preciso jogar bem, ou pelo menos, ser eficiente nas finalizações e mais ainda no setor defensivo para chegarmos a 4ª eliminatória da competição. Um empate em 0x0 nos classifica, mas 11 de 10 torcedores do Vitória não querem nem imaginar nesta forma de classificação. Queremos um bom triunfo, de preferência com uma boa margem de gols e sem passar aperto, tipo um 2×0, no mínimo. E se a gente vier a tomar gols, que o placar seja 3×1 ou 4×2, ou seja, com pelo menos dois gols de diferença ao nosso favor.

Para o jogo desta noite, o técnico Argel volta a escalar o time no 4-4-2 e que alterna para o 4-5-1, a depender da situação do jogo. Esta mudança para utilização de 2 meias em alguns jogos, os considerados mais importantes, me alertaram para o fato de que Argel sabe que o time rende melhor com 2 meias de origem, mas talvez por esnobar as competições regionais, ele escala o time no 4-3-3 mesmo sabendo do péssimo desempenho em termos de atuação da equipe. Isso só aumenta minha desconfiança em cima dele. Com Gabriel ao lado de Cleiton Xavier, o time tende a ter melhor posse de bola e melhores condições de criação de jogadas, além disso, Gabriel flutua pelos extremos, caso seja orientado a fazer, assim como David, que inicialmente começará como segundo atacante, pode virar ponta durante a partida.

Nenê é um dos jogadores mais perigosos do Vasco.

Já o time do Vasco chega a Salvador com um clima bastante pesado, fruto da péssima partida contra o Macaé no último final de semana pela estreia da Taça Rio e também pelo resultado ruim (na ótica dos vascaínos, é claro) da primeira partida conosco, que terminou em 1×1, onde fizemos o chamado “gol diferenciado”, por sermos visitante naquela ocasião. Os jogadores do Vasco mostraram bastante irritação nas últimas coletivas para a imprensa do RJ, como o meia Nenê (foto) e o goleiro uruguaio Martin Silva. Isso pode ser um indicativo que se o Vitória abrir o placar logo no começo da partida, o psicológico dos caras irão abaixo, como uma avalanche.

A depender do resultado, é capaz de Cristóvão Borges ser demitido pela diretoria vascaína, pois a torcida e parte da imprensa estão triturando o cara sempre que podem. Se o tal do retrospecto entrar em campo esta noite e o Vitória tiver um lampejo das temporadas 97, 99 e 2008, o Vasco vai perder feio hoje e teremos mais um treinador à disposição no mercado. Mas sabemos que nem tudo no Vasco está ruim. O time deles tem alguns jogadores que podem desequilibrar como Kelvin, Nenê, Rodrigo (em cobranças de faltas) e o novato Luís Fabiano, 36 anos, que estará fazendo a sua segunda partida pelo time carioca, mas que todos sabem que é um exímio goleador. Todo cuidado a movimentação dele é pouco. Além disso, os jogadores rubro-negros precisam vigiar de perto os pontas Kelvin e Guilherme, que são velozes, dribladores e são os responsáveis de servir a Fabuloso, justamente com o meia Nenê, que tem uma canhota calibrada e boa visão de jogo.

Pelo histórico é jogo do tipo “barbada” para o Vitória, mas como nosso time não vem enchendo os olhos em termos de atuação, acredito que vai ser um jogo tenso e que pode ficar fácil se a gente abrir o placar nos 10 primeiros minutos e não baixar o ritmo. A moral deles está abalada, temos que aproveitar isso fazendo uma blitzrieg insana nos primeiros 15 minutos em busca do gol. Nada de jogar pensando no 0x0, isso é coisa de quem pensa pequeno. Temos que vencer para seguir sonhando!

RELACIONADOS

Goleiros: Caíque e Fernando Miguel;
Laterais: Geferson, Norberto e Patric;
Zagueiros: Alan Costa, Kanu e Vinícius;
Volantes: Bruno Ramires, Uillian Correias, Willian Farias e Zé Welison;
Meias: Cárdenas, Cleiton Xavier e Gabriel Xavier;
Atacantes: André Lima, David, Kieza, Paulinho e Pineda.

#VitóriaSempre

#FechadoComOLeão

#OsonhoÉpossível

Com 1 a menos, Leão faz gol fora de casa, mas permite empate no final

O Vitória não teve uma atuação primorosa nesta noite no São Januário, se defendeu demais, sobretudo no primeiro tempo, mas soube segurar o ímpeto vascaíno e as trapaças do meia Kelvin. Fez 1×0 com Patric, aos 23 min do segundo tempo, em cobrança de pênalti e no finzinho da partida, uma infantilidade absurda de David resultou no empate da equipe carioca, quando ele foi imprudente e derrubou Nenê na grande área.

Primeiro Tempo Adotando uma medida excessivamente defensiva, o Vitória se defendeu por todos os 45 minutos do primeiro tempo, onde o Vasco explorou bastante o nosso setor esquerdo nas costas de Euller e do estabanado Alan Costa. Nosso melhor lance foi a tabela de Kieza com Paulinho, que soltou um foguete tirando tinta do travessão. A pressão vascaína, durante toda a primeira etapa, resultou no cartão amarelo e posterior expulsão do lateral esquerdo prata-da-casa. Além disso, ficou nítido o quanto o juiz Elmo Rezende se mostrou caseiro, ao amarelar em demasia o time rubro-negro, com faltas normais que não cabiam a punição com o cartão.

Já no segundo tempo, mesmo com um a menos, o Vitória foi valente e mesmo continuando a sofrer pressão do time vascaíno o rubro-negro melhorou um pouco e passou a contra-atacar com mais qualidade. E aos 23 minutos, em um lance fortuito, o estreante meia Andrés Escobar escorregou e botou a mão na bola dentro da área. Pênalti. O lateral direito Patric bateu alto e forte. Vitória 1×0. O Leão fazia de tudo para manter o excelente e heroico resultado, quando Argel botou David no jogo. O Camisa 27 entrou muito mal na partida, errando tudo que tentava e para piorar já perto dos acréscimos fez uma lambança ao derrubar Nenê na área. O meia vascaíno foi para a cobrança e igualou o marcador.

A classificação, na próxima semana, virá até com um empate em 0x0, pois 1×1 vai para as penalidades máximas. Mas o Vitória tem totais condições de passar do Vasco sem sustos. O time carioca tem alguns jogadores interessantes, mas tem enormes limitações técnicas na parte defensiva e também não vem praticando um futebol vistoso neste início de temporada. Claro que o triunfo de 1×0 seria excelente, mas sempre deixa aquela ponta de frustração sofrer o gol de empate nos minutos finais e por exclusiva falta de atenção de nossos jogadores.