A torcida precisa rever seus conceitos sobre a Política de Contratações e jogadores da Base

Elenco campeão Baiano e do Nordeste de 1997, que contava com Bebeto, ídolo nacional campeão da Copa de 94.

Acredito que 80% da torcida do Vitória, principalmente a turma que vivenciou o auge da Administração Paulo Carneiro, entre 1997 e 2004, ficou mal acostumada e quer sempre ter jogadores de prestígio nacional e internacional no elenco. Outra parte não gosta dos chamados medalhões e prefere os jogadores “operários”, jovens e com vontade de crescer na carreira através de equipes menores e de médio porte.

A situação de dilapidação financeira e pródiga de Ivã de Almeida e Sinval Vieira está forçando Ricardo David a acelerar com seu projeto de “refundação” dos conceitos de política de contratação e de utilização de jogadores oriundos das divisões de base no Elenco Principal. A gente percebe isso na quantidade de jovens que estão incorporados ao elenco que começa a temporada 2018 e de duas contratações que nada lembram as de Bebeto, Túlio, Petkovic, Aristizábal, Edílson e Vampeta, num passado já não tão recente assim.

Nos últimos 10 anos, um dos traços da torcida rubro-negra é exagerar violentamente na cobrança de jogadores vindos da base, mesmo que tenham 18 anos, mesmo que tenham 20 ou 21 e estejam em seu primeiro ano de profissional. E isso tem que parar. Já não dá mais pra viver assim. O reflexo disso é que quando os jovens jogadores se destacam e surgem a chance de sair, eles não hesitam e como um desabafo ou provocação, sempre falam que estão saindo para um “time grande”. O Vitória já é grande, tem torcida grande, tem infraestrutura de grande, tem títulos nacionais e internacionais em sua base e campanhas memoráveis nos Profissionais. Só lembro que somos o último nordestino que disputou uma final de Copa do Brasil (2010) e de um Brasileiro (1993), além de sermos o nordestino de melhor pontuação e classificação no modelo de pontos corridos (59 pontos, 5º lugar). Chegando os títulos nacionais, eles só irão referendar com chave de ouro a nossa grandeza.

Ontem vimos o menino Luan, 18 anos, destruir na abertura do Grupo 15 da Copa SP, quando fez 3 gols, sendo o último uma pintura que lembrou Alex Alves contra o Corinthians em 1993, na Fonte Nova, e até mesmo aquele gol antológico de Maradona na Copa do Mundo de 1986. Além de Luan, o atual time que está disputando a Copa SP está cheia de futuras joias e que alguns deles subirão aos profissionais, junto com Luan, de acordo com Mancini e Damiani. Quero ver as outras partidas, mas a julgar por ontem, parece que estamos com uma safra capaz de repetir a campanha da copinha de 92 quando fomos terceiro lugar e de onde participaram Dida, Alex Alves e Paulo Isidoro, dentre outros que brilharam no ano seguinte na campanha do vice-campeonato profissional

Um time que ultimamente vem lançando meninos a rodo dentre os profissionais desde o começo do ano e vem colhendo os frutos é o Santos, que desde a geração Neymar, não hesita em dar 6 a 8 peças do time principal aos meninos vindo de sua base. Com o fluxo de caixa comprometido, o Vitória volta a apostar maciçamente em sua base e precisa que a torcida compre esta ideia, dando apoio, carinho e tendo paciência com o desenvolvimento dos jovens atletas no elenco principal.

Jogadores como Léo Xavier (zagueiro), Luan (meia), Farinha e Hebert (volantes), Cedric e Wellison (laterais), além de Nickson (que está retornando do empréstimo ao Cruzeiro) estarão à disposição dos profissionais após a Copa SP e tendem a ter suas chances no Campeonato Baiano e Nordestão, que são competições excelentes para os novatos terem suas primeiras chances, sequências e natural aumento de confiança e desenvolvimento jogo-a-jogo. O Santos faz isso durante o Paulistão que é muito mais duro que o nosso estadual e tá colhendo os frutos com esta medida.

O novo presidente Ricardo David pretende sim trazer reforços para o clube, mas não mais em forma de pacotão e tirando a chance de meninos da base. A tendência daqui pra frente é fazer o uso da tecnologia de scouts nos treinos e do uso correto e permanente do Centro de Inteligência, que reúne software de análise de desempenho de atletas, com olheiros e acompanhamento da vida extracampo dos jogadores prospectados.

O processo de uso de tecnologias, scouts e análise de desempenho para contratações é lento, trabalhoso e que pode sim não se mostrar vencedor de primeira. Por isso, a torcida precisa rever seus conceitos e esquecer cada vez mais os anos 90 e início dos anos 2000. Este modelo está superado e já demonstrou que não é sinônimo de conquistas nacionais, afinal mesmo com Bebeto, Aristizábal, Edilson e Vampeta continuamos a ganhar títulos baianos e nordestinos e fazermos brasileirões meeiros. Curiosamente, as melhores campanhas do Vitória a nível nacional foi com um número maior de jogadores vindos da base e de outros outsiders, isto é, jogadores não famosos, mas que foram úteis demais aos elencos. Vamos recordar: 1993, a geração Cara-Pintada, cheio de moleques da base, mas que tinham como experientes Pichetti, Roberto Cavalo, Claudinho, João Marcelo e Renato Martins. Nenhum medalhão.

Vamos para 1999, quando fomos 4º colocado do Brasileirão: Fabio Costa, Leandrinho, Cláudio, Fernando, tudo sub21, com Tuta, Artur, Otacílio e Baiano como mais experientes, nenhum famosão. E o elenco das Copas do Brasil de 2004 e 2010? Não vimos o mesmo tipo de elenco? A exceção fica por conta Edílson e Vampeta, em 2004, e de Ramon Menezes em 2010, que já eram jogadores consagrados nacionalmente. Então tá mais do que na hora da gente rever este conceito de ter bajulação/paciência gigante com jogadores do tipo medalhão e ter uma crítica exageradamente e até com tons de ira e forte repulsa com os meninos da base. Este será o grande trunfo para o primeiro título nacional chegar.

VITÓRIA SEMPRE!

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FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO A TODOS!!!

O Blog Casa Rubro-Negra deseja a todos uma ótima noite de Natal e que a última semana do ano de 2017 seja de repleta VITÓRIA a todos os meus leitores e leitoras e que o ano de 2018 seja melhor que o ano que está se encerrando e que alcancemos MUITAS VITÓRIAS, principalmente na saúde, grana e na profissão. E que no campo esportivo seja o ano do VITÓRIA ganhar tudo que disputar!

Enfim, o blog dá uma pausa e deve retornar com tudo a partir do dia 03 de janeiro, porém se alguma notícia bombástica acontecer antes deste período, darei um jeito de postar aqui! Enquanto isso deixo mais uma vez o link do meu twitter, pois estarei mais ativo por lá neste período de inter-temporada:

https://twitter.com/casarubronegra

BOAS FESTAS A TODOS!

Ou vai ou racha!

Depois da surpreendente vitória do Sport sobre o Fluminense ontem no Maracanã, a situação do Vitória estreitou mais ainda. Agora será preciso vencer hoje e no próximo domingo para o Leão se salvar independentemente dos resultados de terceiros. A chance de se salvar nesta rodada morreu ontem. E hoje ainda tem o Avaí que pode vencer o Atlético-PR, na Ressacada, e aumentar ainda mais a pressão para o rubro-negro. No melhor cenário sairemos desta rodada precisando apenas de um empate com o Flamengo, já no pior o ECV precisará vencer o Fla e torcer por 3 resultados para permanecer na elite.

Para o jogo de hoje, o técnico rubro-negro, Vágner Mancini, promete fazer algumas alterações na equipe, sobretudo no meio de campo. Nos treinamentos da semana ele chegou a experimentar uma formação com 4 volantes, com a presença até de Willian Farias, relacionado para a partida; também treinou na formação tradicional da temporada (433) com Neilton e David fazendo as pontas e com três volantes e André Lima de centroavante. O fato é que está difícil cravar a escalação.

A Ponte Preta fez promoção para lotar o Moisés Lucarelli e empurrar a macaca para fora do Z4, mas sabemos que torcida não entra em campo para fazer gols, cobrar faltas e pênaltis ou defender os ataques do adversário. Será um adversário duro pelo momento tenso que a partida exigirá, mas em termos individuais, a Macaca é uma equipe muito frágil e que coleciona derrotas acachapantes dentro de casa. Seus principais pontos fortes são a velocidade de Nino na lateral, a bola parada de Danilo Barcelos e a habilidade e faro de gol de Lucca. Fora isso, é uma equipe muito, mas muito comum e fácil de ser batida, desde que o adversário se imponha na partida e jogue à vero, sem firula ou brincadeiras.

Por ter uma carga emocional maior, pois o derrotado praticamente sela o rebaixamento (principalmente a Ponte que tem 1 ponto a menos que nós), o jogo fica difícil de cravar o favorito. O Vitória terá seu equilíbrio emocional testado mais uma vez, já que passou por situação parecida contra o Flamengo (Ninho do Urubu) e Corinthians (Itaquerão) e venceu estas duas partidas com grande atuação da equipe, sobretudo na defesa, onde mostrou maior empenho tático por parte de todos jogadores, principalmente na defesa. Acredito que se o Vitória entrar com o mesmo espírito, concentração e foco destas duas grandes partidas citadas, não tenho dúvidas de que o Leão sairá vencedor. Repito: Esta Ponte Preta não é nenhum bicho-papão, mas será preciso que o Vitória jogue com seriedade e objetividade. Afinal de contas, os jogadores e a comissão técnica sabem que o duelo de logo mais é típico “ou vai ou racha”.

Olha eu aqui, com a mão direita levantada aprovando o prosseguimento das investigações de Gestão Temerária por Ivã de Almeida.

PS: Ontem aconteceu a AGE em que o Conselho Deliberativo mais atuante do Vitória nos últimos 10 anos, juntamente com centenas de sócios-torcedores com mais de 18 meses de associação ao SMV, aprovaram por unanimidade o prosseguimento da investigação do presidente licenciado Ivã de Almeida sobre se ele cometeu ou não Gestão Temerária, a aprtir dos relatos e denúncias feitas em Maio pelo Conselho Fiscal e por parte do Conselho Deliberativo. Vale ressaltar que quem diz que o atual Conselho Deliberativo é omisso fala isso por 1) Desinformação Completa; 2) Mau-caratismo e 3) Porque não aceitaram as derrotas nas eleições de 2016 e queriam estar como conselheiros, como foi prometido pelas outras chapas.

Repito que tenho orgulho de pelo menos 90% do atual Conselho Deliberativo, pois desde que começaram a sair as informações que colocaram em xeque a transparência da gestão do Presidente Ivã, nos manifestamos e exigimos explicações. Muita gente “esquece” que com menos de 3 meses de mandato, vazou na mídia local um abaixo-assinado pelos Conselheiros, no grupo do zap, pedindo a destituição de Ivã por não estar cumprindo algumas promessas de campanha, inclusive a do Profissionalismo do Futebol, com os cargos dados a Jorginho Sampaio e Gerson Boka (que nos foram ditos que só estavam interessados em ajudar na vitória da chapa e que não teriam cargos no Futebol). Muita gente fica nas redes sociais e até aqui no blog falando coisas que não tem acesso ou não presenciaram baseando-se apenas nos líderes das chapas derrotadas.

Não tenho motivo algum para mentir. O apoio a Ivã de Almeida, pelo conselho deliberativo, foi curtíssimo. Assim que ficávamos sabendo de coisas obscuras o pau quebrava lá nas reuniões (não no sentido de briga de rua, e sim de combate aos malfeitos e da diferença do discurso de campanha para a prática, quando assumiram o mandato.) E alguns destes líderes das chapas derrotadas, por serem conselheiros natos, presenciaram a combatividade do atual Conselho Deliberativo com os membros do Conselho Diretor e sabem que não estou mentindo. Tanto é que já chegou a mim que uma das chapas reconhece que se assumir o clube com o atual CD não terá paz e, por isso, estão aventando em tirar o Conselho Deliberativo também. Porém, esta tentativa fracassará, pois para o Conselho Deliberativo ser destituído tem que se comprovar participação de todos ou de mais de 50% de seus membros em malfeitos. Não é simplesmente acusar, tem que provar que o Deliberativo foi conivente e se locupletou das verbas do clube ou coisas do tipo.

Vale lembrar também aos golpistas de plantão que quando Carlos Falcão renunciou em abril de 2015, todo o Conselho Deliberativo da época foi mantido para o mandato tampão de Raimundo Viana e Manoel Matos. Há o caso também que as pessoas nem sabem diferenciar as responsabilidades dos Conselhos Diretor e Deliberativo e acham que os dois fazem a mesma coisa. E não é assim. Procurem ler o Estatuto Vigente do Clube. Mas como eu sou bonzinho faço uma alusão bem didática agora: O Conselho Diretor é o Poder Executivo (Prefeito, Governador ou Presidente da República), o Deliberativo é Legislativo (Vereador, Deputado Estadual, Federal ou Senador). Quando um presidente da república é destituído, os membros do Poder Legislativo permanecem em seus cargos.

A falta de expertise na formação do elenco e projeto de futebol estagnam o ECV

A temporada de 2017 está chegando ao seu final e com certeza este foi mais um ano perdido para o ECV. Notem que eu falei que é MAIS UM ANO PERDIDO e não apenas o único, pois agora virou mania entre os brasileiros (talvez por preguiça de leitura, outros por não saber interpretar textos e outros por serem de caráter ruim mesmo) distorcer e deturpar as palavras de terceiros quando a opinião em questão diverge da sua.

Lamentavelmente, esse ano de 2017 é sem dúvidas UM DOS PIORES da vida do Vitória, pois só ganhamos o estadual à fórceps, montamos um elenco caro e que boa parte dos atletas tiveram seus contratos rescindidos no meio do ano, não prosperamos na Copa do Brasil (sendo eliminado por uma equipe de Série B), ficamos mais um ano sem disputar a final da Copa do Nordeste e mais uma temporada lutando vergonhosamente contra o rebaixamento. A última boa participação do Vitória na Série A completará 4 anos agora em dezembro, quando fomos 5º lugar em 2013. Depois disso fomos rebaixados com uma campanha medíocre em 14, subimos novamente sem o título da B em 15 e estamos repetindo a mesma agonia da temporada passada —> lutar contra o descenso.

Acredito que o maior culpado deste constante apequenamento do clube passa pelas sucessivas Diretorias do Leão que vem se notabilizando por desconhecerem a contento o mercado da bola, o planejamento esportivo, falta de ambição esportiva e uma medíocre Política de Contratações. Nos últimos 10 anos, o Vitória vem montando elencos com inchaços de jogadores em uma determinada posição e total carência em outros.

Sinval foi um dos que contribuíram decisivamente para o estouro do orçamento do clube com contratações que não deram certo.

Neste ano mesmo estamos vendo mais uma vez um time sem meias organizadores, não temos especialista em bolas paradas, nossas laterais são fracas tendo uma ligeira melhora com Caíque Sá e Juninho no meio do ano, não temos goleiros de alta performance (Fernando Miguel já mostrou por A+B que sente o peso da Primeira Divisão, falha em momentos cruciais e se lesiona muito e Caíque tem grande potencial, mas não tem a chance de ter uma boa sequência, fora que ainda precisa melhorar alguns fundamentos).

É só lembrar que no jogo contra a Chape perdemos em dois lances de bola parada porque a Chapecoense tem especialistas na função: Reinaldo e Luís Antônio. Na semana passada a Ponte Preta venceu o Atlético Paranaense com gol de falta de Danilo Barcelos. O nosso rival tem Juninho, Allione, Régis e até o goleiro Jean para bater faltas. Nos últimos 3 anos vimos o Vitória acertar faltas de caju em caju e perder uma quantidade absurda de pênaltis, mesmo trocando-se o batedor. Falta às gestões do clube destinar uma parte de orçamento para se trazer jogadores que sejam especialistas em bola parada, pois é uma arma bastante utilizada no futebol mundial. Neste domingo contra o Cruzeiro quem não tremeu de ver David pegar a bola para cobrar a penalidade? Acho que foi o primeiro penalti que ele bateu entre os profissionais. Qual foi nosso último gol em cobrança de falta?

Enfim, além de saber prospectar melhor os jogadores, usar melhor os recursos de programas feitos para análise de scouts e buscar informações do extra-campo de jogadores, evitar trazer veteranos em demasia e nunca contratar jogador vindo de longo tempo de inatividade, sobretudo em meio de temporada, o Vitória precisa valorizar jogadores que saibam cobrar faltas e pênaltis. Este ano temos Fred, mas que na sua posição deixa muito a desejar. Infelizmente ele parecia ser uma grande contratação, mas não vingou. Mostrou-se lento, desatento e vacilante na maioria dos jogos em que atuou. Ele fez uns dois ou três gols de falta este ano, mas no primeiro semestre e sua péssima fase não permite que ele seja o titular da equipe. Praticamente todos os times que estão no Z4 tem um a três cobradores de faltas e pênaltis. A gente fica num rodízio porquê não temos estes especialistas.

O Vitória precisa sair de vez do amadorismo e partir para o Profissionalismo. É triste perceber a Chapecoense, com muito menos recursos que a gente, menos história, força, tradição e grana e já ter chegado a decisão de Copa Sulamericana, disputado Libertadores e estar garantido para mais uma Série A primeiro que a gente. Já são 5 anos seguidos na elite e só tivemos uma marca desta na era PC. Fora que há quase 1 ano eles tiveram um acidente terrível vitimando 90% do elenco, parte da diretoria e toda a comissão técnica, teve que remontar todo o Departamento de Futebol Profissional e já estão tranquilos com 47 pontos, enquanto a gente tá batendo panela e com alto risco de rebaixamento. Este ano ficou evidenciado que dinheiro não foi o problema e sim a falta de conhecimento de futebol, a falta de um Projeto Sólido e de onde se quer chegar.

#PAZ

A dívida é dele também, sim senhor!

Não fiz o pós o jogo do jogo da Chape porque estava possesso e iria destruir Vágner Mancini aqui e ainda tínhamos o jogo do Cruzeiro pela frente, onde o time poderia fazer o dever de casa e seguir sem tanta pressão para as duas cartadas finais. Mas ontem, ao sair do Barradão com uma raiva de seiscentos demônios do Egito Antigo ainda me deparei com uma declaração infeliz do Sr. Rebaixamento, onde ele tira o dele da reta e bota a culpa na diretorias e técnicos anteriores a sua chegada. Nunca fui este fã de Mancini, sempre falei das limitações dele seja aqui ou em qualquer outro clube. Ele sempre começa bem e termina mal, sempre começa fazendo aquela fumaça boa e sai com o time em baixa. Típico! Típico!

O Sr. Rebaixamento (que está perto de conseguir seu 5º rebaixamento da Série A para a B) disse que a dívida (já assumindo o rebaixamento 2017) não é dele, que essa conta não é dele. Não é dele, uma caceta ereta! Ele assumiu pela enésima vez o Vitória em 25 de julho deste ano, estávamos entrando na 17ª rodada, ou seja, ele teve até agora 19 jogos (21 com a Ponte e Flamengo) para fazer ao menos 34 pontos e salvar o time do rebaixamento. Teve chances de ouro dentro de casa para chegar agora com o time livre do descenso e perdeu todos por culpa exclusiva do pragmatismo dele, onde ele vendo que a mesma formação que rendia fora de casa, não rendia dentro e não soube dar o ajuste necessário e insistiu até o talo com a formação 4-3-3, com um meio de campo aberto e sem a proteção ao setor defensivo.

Além disso, inflamado pelos “baluartes” conhecedores do ludopédio de nossa imprensa inventou-se o dogma que o Vitória só sabe jogar defensivamente, dando a bola pro adversário e que tinha que fazer isso até no Barradão. Grande parte da torcida, como marionetes típicas, repetem isso como mantra e vimos o Vitória se comportar como um time pequeno dentro de casa, mas sem o vigor e força de luta dos times pequenos. Por isso perdemos pontos preciosos, EM CASA, para Avaí, Atlético Goianiense, Atlético-PR (chegamos a colocar 2×1 e o adversário na lona), Chapecoense, Fluminense e São Paulo. Olha só, destes seis jogos citados se o Sr Rebaixamento conseguisse apenas 3 vitórias (Avaí, Chape e Atl-PR), ou seja, 50% de rendimento estaríamos agora com 49 pontos e livres desta tormenta. Então descarto completamente o discurso sacana dele, onde ele tira o dele da reta.

É salutar sim a recuperação do clube na competição na sua volta, sobretudo nos jogos fora de casa. Mas ele jogou tudo isso fora ao NÃO SABER MONTAR O TIME PARA VENCER OS CONCORRENTES DIRETOS, ser teimoso e somente agora na reta final parou de jogar com o time no 433, botando agora mais um volante no meio de campo. Mancini teve 21 jogos (já contando com as duas próximas rodadas), 63 pontos, para fazer 34 e parece que não vai conseguir. Sem falar que muitos radialistas perguntaram em várias coletivas se ele iria pedir reforços à diretoria e ele desconversou em todas. Portanto, ele dispensou reforços pontuais.

Mancini quis confiar neste elenco viciado e mimado por vontade própria, então não me venha agora tirar o seu da reta e jogar a culpa nos problemas extra-campo de ordem da política do clube não. Ivã de Almeida e Cia se mostraram imprestáveis mesmos, amadores e que começam a pipocar situações que até posso apontar como malversação dos recursos financeiros do clube, mas em sua chegada Mancini falou de blindar o grupo contra isso e que a partir daquele momento, fatores externos ao campo não iriam mais influenciar o time nos jogos.

Falando brevemente dos dois últimos jogos – Contra a Chapecoense ele já começou errado em retomar o time no 433 quando o rubro-negro mostrou uma qualidade absurda contra o Palmeiras na formação em que povoava melhor o meio de campo. O time abriu 1×0, cinco minutos depois sofreu o empate em bola parada e no segundo tempo adotou o dogma de “entregar” a bola pro adversário e tomamos uma pressão danada até sair o gol da virada da Chape, em novo lance de bola parada. Além disso, com o time perdendo por 2×1 e precisando vencer para ficar mais aliviado na competição, ao invés de colocar peças ofensivas como Neílton, Danilinho ou Carlos Eduardo, ele colocou dois zagueiros (Renê Santos e Alan Costa). Vale lembrar que Bruno Bispo jogou demais contra o Grêmio (time muito mais forte e na casa deles), mas no jogo contra a Chape ele volta com Alan Costa, que não vinha jogando há muito tempo por deficiência técnica. Olha que falta de coerência, ele botou um zagueiro ruim e sem ritmo de jogo, numa partida de chuva torrencial e no primeiro ataque direto, Alan Costa tomou uma bola nas costas e se não fosse Fernando Miguel seria o terceiro gol da Chape.

Já ontem contra o Cruzeiro, ele voltou com a formação que deu um calor no Palmeiras, mas a equipe não rendeu o esperado. Os nossos volantes não estavam inspirados e ele demorou demais para fazer as mudanças na equipe. Saímos na frente aos 20 min com DAVID em cobrança de pênalti e bastou estar com o placar na frente, para o Vitória, talvez pela repetição da ideia de jogo do treinador, passou a abdicar do jogo e deu todo o campo do mundo para o Cruzeiro. O rubro-negro quis jogar no contra-ataque perigosamente porque quis. Se jogasse nesta ideia, mas marcando forte e encurtando os espaços, tudo bem, mas não, o Leão marcava no olhômetro e dando espaço para os mineiros, que passaram a gostar do jogo e se estivessem inspirados viraria para 3×1 ainda no primeiro tempo. Pra acabar de vez, no segundo tempo Mancini colocou outro volante (Ramon), Neílton e André Lima. Com um buraco no meio de campo e sem ninguem para armar não vimos Neilton e Andre Lima produzirem nada. Enfim, claro que a maior culpa do jogo de ontem foi a desinspiração dos jogadores em campo, mas Mancini contribuiu também ao demorar de fazer as mudanças e ainda de recuar o time muito cedo!

A dívida também é sua sim, Mancini! Não fuja da responsabilidade não. Senhor Rebaixamento.

Seja por renúncia ou deliberação da AGE, Ivã NÃO deve permanecer à frente do Leão

Em primeiro lugar gostaria de esclarecer que isso é um sentimento meu e todas as linhas a seguir estarei falando por minhas convicções e conjecturas pessoais. Não estarei falando em nome do Conselho Deliberativo, apesar de estar como membro desde a eleição da Chapa Vitória do Torcedor em dezembro de 2016.

Enfim, vamos ao que interessa. Na última semana foi divulgado no site oficial o parecer do Conselho Fiscal (⇐clique) sobre as contas do clube no primeiro semestre de 2017 e nele consta que o presidente licenciado do clube, Ivã de Almeida, extrapolou em R$ 12 milhões o orçamento previsto e aprovado pelo Conselho Deliberativo no dia 28/12/2016, ou seja, na primeira grande reunião envolvendo toda a diretoria e conselhos. Para poder ultrapassar o valor discutido e aprovado em dezembro de 2016, Ivã de Almeida deveria convocar o Conselho Deliberativo solicitando a suplementação no orçamento, expor e justificar esta medida, além de pedir autorização do CD para tal medida. E isso não foi feito, o que feriu o Estatuto do Clube, o que dá mais margem ainda à acusação de Gestão Temerária que paira sobre ele, pelas chapas derrotadas.

Vale ressaltar que as contas da gestão Raimundo Viana/Manoel Matos também estouraram o orçamento sem pedir autorização do conselho deliberativo e esta foi aprovada (com mais de 20 ressalvas), já por este atual Conselho Deliberativo, em uma reunião acalorada, polêmica e extensa. Votei pela rejeição, junto com uma minoria que entendia que além da demasiada quantidade de ressalvas, era grave se aprovar uma contabilidade estourada sem o rito formal de autorização ao antigo conselho deliberativo. Agora, com a publicação das contas do 1º semestre de 2017 e que sinaliza um estouro de R$ 12 milhões, sem a autorização do CD, deu para entender o porquê do Conselho Diretor ter feito força para aprovar as contas do ex-presidente Raimundo Viana.

Sinval, ex-diretor de futebol, foi um dos que contribuíram decisivamente para o estouro do orçamento do clube com contratações que não deram certo e que custaram comissões volumosas.

Dentre os R$ 12 milhões a mais na despesa do clube para 2017 estão valores exorbitantes comissões a empresários de alguns jogadores que foram contratados (com alguns que já saíram no meio do ano); além de contratações de empresas sem o devido processo licitatório como a Agência Bull (foram pagos R$ 180 mil) e FutebolCard (o Conselho Diretor não fez a licitação por considerar a futebolcard como “empresa de notória especialização), além da Solver (R$ 120 mil, que não teve o edital de convocação da licitação publicado em jornal de grande circulação, mas a presidência apresentou três propostas de preços).

Piorando mais a situação e dando mais musculatura à denúncia de Gestão Temerária, o Parecer do Conselho Fiscal, realizado em agosto deste ano e que só ganhou publicidade na semana passada, apontou que o Presidente Licenciado exigiu, baseado na aprovação de remuneração aos cargos do Conselho Diretor do Clube, uma espécie de pagamento retroativo ao período em que exerceu o cargo sem remuneração. No documento aponta que foram dois “salários antecipados”, um de aproximadamente R$ 22 mil (arredondado, mês inteiro) e outro de R$ 20 mil (arredondado, mês incompleto). Pouco tempo depois que estes valores foram depositados em sua conta, Ivã de Almeida pediu licença e de acordo com o parecer do Conselho Fiscal, o presidente do clube deveria devolver cerca de R$ 10 mil destes valores, e até o término daquele parecer, a quantia não tinha sido devolvida aos cofres do clube.

A pergunta que rola nos bastidores é “por que só agora este documento ganhou publicidade?”, curiosamente logo quando o primeiro prazo de licença de Ivã estava findando. Enfim, não sei responder objetivamente esta resposta, mas posso deduzir algumas coisas. Entretanto, está claro que não tem mais condição para a permanência de Ivã à frente do ECV. Eu defendi o presidente até onde pude e até surgir situações que realmente colocasse a gestão dele em xeque e estas começaram a aparecer. Não fui errado em defender (a diretoria) quando as coisas não passavam de boatos vindos, notadamente, de pessoas ligadas as chapas perdedoras das eleições de 2016. Errado é eu defender agora depois destas coisas chegarem ao meu conhecimento. Não defendo o errado apenas porque um dia “militei” e votei. Meus princípios, ensinados por meus pais, avós e alguns tios e tias estão acima de minhas convicções políticas e de envolvimentos seja com A ou B, grupo X ou Y.

Além destes problemas político-administrativos, estamos vendo o pior Vitória de todos os tempos, que perde 10 de 15 jogos no Barradão, que tá virando chacota em todo canto do país, que vem mais um ano brigando contra o rebaixamento de forma lamentável e que expulsa seu torcedor a cada jogo que fracassa no Barradão, antes um lugar que fazia os adversários temerem e nos respeitarem e que hoje virou piada pronta não só para radialistas infantis e que gostam de se aparecer, mas para torcidas e times adversários.

Ainda temos que conviver com um Departamento de Comunicação que coleciona gafes e comportamentos pueris, como discussões com torcedores nas redes sociais com direito a #vrah, chepos e falta de educação por parte de quem alimenta os perfis oficiais do Clube. Para piorar ainda vemos constantemente erros gravíssimos de português nas postagens, e até de inglês (quando resolveram fazer uma ação promocional para recepcionar o ex-Beatles, Paul McCartney, em que escreveram Holland ao invés de Netherlands e French no lugar de France).

Por tudo isso, seja por renúncia ou pelo poder do sócio-torcedor na AGE programada para ser discutida a partir do dia 04 de dezembro de 2017, que Ivã não pode mais permanecer à frente do ECV. Ele está conseguindo, com um lamentável louvor, ser pior que Carlos Falcão e em muito menos tempo! O Vitória e sua torcida não merecem isso!

#ForaIvãdeAlmeida #ChegaDeAmadorismo

Alguém explica esse nosso time bipolar?

Diferentemente de nossos cronistas esportivos baianos e de um punhado de torcedor que se deixa se “emprenhar” pelos ouvidos, por estes, e que repetem o mantra de que há algo sobrenatural, culpando o espaço físico do Barradão, além dos metidos a torcedor-superior que apontam para terceiros (que não conhecem nem nome, nem história de vida) como os pés-frios. Eu prefiro seguir com fatos concretos, palpáveis e objetivos, sem firulas, sem valorização a “misticismo” babaca, supérfluo e inócuo. A culpa das seguidas derrotas do Vitória em casa neste Campeonato Brasileiro não é do Estádio Manoel Barradas, nosso mando de campo há 22 anos¹, não é do bairro Nossa Senhora da Vitória (antiga Canabrava) e tampouco é de “pés-frios anônimos”. A culpa é exclusiva dos jogadores, pois são eles os protagonistas que podem, de fato, modificar o resultado da partida e, de certa forma, do treinador, pois cabe a ele escalar os 11 titulares, montar a tática e fazer os ajustes necessários durante os jogos.

Pois bem, na minha visão crítica eu já passo a criar o conceito de que estes jogadores estão se acomodando demais nos triunfos fora de casa e jogam no Barradão completamente desleixados, sem foco, sem tesão e como sabem que a imprensa e boa torcida tão se apegando em misticismo idiota para justificar as derrotas em sequência no Barradão, eles [malandramente] estão usando estes fatores subjetivos e sobrenaturais como escudo contra as críticas e as cobranças. Há também neste elenco, jogadores que gostam de baladas, e nestas paradas das Datas/FIFA para as seleções, os farristas devem entrar na esbórnia completa e voltam meio que “ressaqueados” ao batente.

Outra hipótese minha, mas que confesso que é meio absurda, é que este elenco não gosta da própria da torcida e faz questão de sacaneá-la. Gostaria que alguém me explique, sem valorização de fatores sobrenaturais e sem esta minha tese meio absurda, este comportamento bipolar do time, que fora de casa segue à risca as orientações de Mancini e jogam bem atentos e dentro de casa joga como se fosse aquele baba de fim de semana entre Solteiros x Casados antes do churrascão regado a cerveja e outros aperitivos.

Também rejeito o “argumento-padrão” de nossos cronistas esportivos que vem cravando como um axioma ou dogma de que o time não sabe jogar propondo jogo e só sabe jogar à base de contra-ataques. O jogo contra o Botafogo no RJ mostrou que a gente sabe sim jogar encurralando o adversário. Propomos ou não propomos o jogo no segundo tempo? Nossa virada não saiu justamente depois de vários e consistentes lances de ataque à defesa botafoguense? Fora que DOMINAMOS o Avaí e boa parte do Fluminense e perdemos por falhas individuais tanto no ataque como na defesa. Estou mentindo? As exceções foram contra o São Paulo e Sport, ontem, quando não jogamos patavinas.

Bem, no primeiro tempo de ontem, o Sport que não vencia há 9 jogos partiu pra cima de nossa defesa e aceitamos tranquilamente. Voltamos a dar muito espaço ao adversário, assim como no jogo do São Paulo e não assustamos Magrão. Em todo o primeiro tempo, só demos um chute a gol através de cobrança de falta de Fillipe Soutto. Isso não é postura de time que quer vencer e que sabia que o jogo de ontem era crucial para se afastar do Z4 e atolar o Sport na zona de rebaixamento. O Sport, que já tinha chegado com Mena e André (numa cabeçada em que Caíque salvou de maneira extraordinária) chegou ao seu gol numa excelente cobrança de falta de Diego Souza, aos 45min.

Chegou o segundo tempo e a postura do rubro-negro baiano era a mesma da etapa inicial:  maresia, sono, letargia, falta de tesão. É inadmissível a postura deste time dentro de casa, por isso que eu comecei a confabular esta tese de que parece que é de propósito. Mas vou tentar internalizar que é mais por se exaltar demais nos triunfos fora de casa, que dão um relaxamento absurdo nos jogos do Barradão. Magrão novamente não foi acionado a fazer grandes defesas. E para variar Neílton e David não produziam nada, sendo que o camisa 10 tava num cai-cai irritante e que ele que deveria sair e não David, que mesmo indolente lá na frente, tava acertando mais que o rabisco mal feito de Neymar. O castigo veio aos 20 minutos, num contra-ataque fatal do Sport em que Diego Souza puxou pela esquerda e tocou, de boa, para o colombiano Reinaldo Lenis fazer 2×0. Aí depois de sacanear a torcida à exaustão, o Vitória conseguiu seu gol com Tréllez aos 38min, que não valeu nada, a não ser para aumentar a quantidade de gols de nosso melhor centroavante estrangeiro após Aristizábal (2002)².


¹ Conto como mando de campo oficial do Vitória o ano de 1995, apesar do Barradão ter sido inaugurado no final dos anos 80.

² Ricky (nigeriano) e Fischer (argentino) são os melhores centroavantes estrangeiros na história do Vitória. Victor Hugo Aristizábal é o terceiro em minha opinião, por sua marcante passagem na temporada 2002, quando foi artilheiro do Leão em todas as competições disputadas naquele ano. Tal feito fez ele parar no Cruzeiro e ter sido campeão e artilheiro do Brasileirão de 2003.