Presidente Ricardo David está no País das Maravilhas

A última reunião dos conselhos Diretor, Fiscal e Deliberativo do Vitória no ano de 2018, realizada na última quinta-feira (27/12) mostrou que o presidente rubro-negro, Ricardo David não percebeu que VITÓRIA caiu pra Série B e que por conta dos últimos 4 ANOS DE PURA DECEPÇÃO, o rubro-negro já não tem mais tanto lastro assim pra ostentar. Digo isso, porquê o mandatário leonino queria a aprovação de seu orçamento para a temporada 2019 no valor de R$ 73 milhões, sendo que 38 milhões do quesito receitas são de estimativas completamente fora da realidade (auferir R$ 30 milhões com venda de atletas e 6 a 8 milhões com supostos novos patrocinadores que substituirão o patrocínio máster da Caixa Econômica Federal).

Ricardo David precisa sair do País das Maravilhas em que ele se meteu. O Vitória nunca em sua história conseguiu, numa única temporada, trinta milhões de reais em venda de atletas e não será numa Segunda Divisão, onde o valor de mercado é muito abaixo da elite nacional que o clube conseguirá tal êxito. Além disso, fomos rebaixados como VICE-LANTERNA, o que significa ser o segundo pior time do campeonato, dito isto que jogador é esse que temos pra ostentar tamanha loucura? Por mais que Lucas Ribeiro e Luan demonstrem ter um potencial grandioso, ainda não passam de promessas e o Mercado não é otário pra gastar fortunas com um zagueiro que só jogou 15 partidas no ano e um meia que jogou 1/3 disso!

Por mais que os contratos deles tenham sido renovados, aumentando o valor da multa rescisória para o mercado externo e interno, ninguém vai querer quebrar as multas com a mínima minutagem de jogo de ambos atletas. Fora que os outros jogadores citados por Ricardo David, ainda se encontram numa valorização inferior em relação a Lucas e Luan. Léo Ceará já tá pra fazer 24 anos, ou seja, já não é mais essa promessa toda. Léo Gomes teve uma queda vertiginosa de rendimento ainda durante o Brasileirão e Neílton dificilmente será titular, muito menos destaque do Inter, a ponto de chamar a atenção dos centros mais empoderados da Europa. Portanto, isso não passa de um devaneio. E a prova de que foi devaneio é que venderam Trellez e David abaixo do valor da multa rescisória, diferente de Sinval/Ivã, tão odiado pela chapa de RD, que tesou e vendeu Marinho no valor da rescisória. Em tempo – Sinval e Ivã acertaram nessa transação de Marinho, mas gastaram além da conta, fora as obscuras comissões pagas a empresários nas contratações caras e que deram resultado zero ao Vitória, em 2017. Só usei este exemplo de que aqueles que babavam ódio a Sinval e Ivã, terminaram fazendo pior. E se diziam os mais preparados para assumir o clube.

Marinho, 26 anos, rendeu ao Vitória R$ 8,5 milhões. O clube gastou R$ 2,5 na sua compra ao Cruzeiro.

Outro devaneio do presidente é voltar com a mesma conversa de patrocínios “quase certos”. Quem não lembra da campanha de 2017, após a renúncia de Ivã de Almeida, em que RD afirmou que já tinha patrocínios de omoplata garantidos em caso de sua eleição? Até agora tô aqui buscando esse patrocínio na camisa do Vitória de 2018. Na reunião de quinta, Ricardo confirmou que a Caixa está pra sair de todos os clubes de futebol, mas que ele já está em negociações avançadas com duas marcas e começando com uma outra, que juntos podem render ao clube cerca de R$ 6 a 8 milhões. Ou seja, no mínimo empata com os valores da Caixa, podendo inclusive a superá-la.

Sinceramente é uma maluquice extrema deixar praticamente a metade do orçamento previsto em RECEITAS INCERTAS. Dos 35 milhões restantes (73 – 38) há ainda um exagerado aumento de SMV, presença de público, contrato com Arena Fonte Nova (valor não divulgado). Enfim, as demais receitas também são incertas e estão colocadas num patamar muito otimista. Neste cenário que vivemos, de clube em frangalhos (no campo esportivo, com a torcida P da vida), temos que fazer um orçamento pra lá de conservador e não visualizando um sucesso absoluto em todas as áreas.

Ademais, o fato de enviar a Proposta Orçamentária com 24h de antecedência ao Conselho Fiscal e com o Conselho Deliberativo conhecendo, de fato, os números na reunião, mostra descaso da diretoria com as coisas do clube. Em todo clube organizado, os Conselhos Fiscal e Deliberativo recebem este documento com 10 a 15 dias de antecedência, no mínimo. Entregar em atraso ou em cima da hora é não respeitar os ritos e tratar os demais órgãos independentes do clube como confrarias, como se fossem apenas reuniões para bate-papo informais. Só que Conselho Fiscal e Conselho Deliberativo são órgãos vitais a qualquer clube, a qualquer empresa ou associação (seja ela desportiva ou não). E foi neste sentido que peguei o microfone e externei minha insatisfação.

Vale ressaltar que este tipo de coisa não é restrito apenas a diretoria atual. É sabido que nos últimos 10 anos (no mínimo) é recorrente o Conselho Diretor fazer muitas coisas sem consultar os demais conselhos ou entregar proposta orçamentária anual de qualquer jeito, sem o Conselho Fiscal e Conselho Deliberativo ter condições de apreciar a contento. É o velho jeitinho e a velha mania de fazer do Clube como aquela quitanda hereditária de família do interior, que investe o mínimo, pra lucrar o mínimo, apenas pra manter a “tradição” do pequeno negócio da família, de geração em geração, sem grande ambições de fazer o negócio crescer e prosperar.

Enfim, o Conselho Deliberativo resolveu rejeitar de antemão as contas, mesmo sem ter o parecer do Conselho Fiscal. Concordo que as contas devem ser sim rejeitadas, mas eu como legalista prefiro seguir o rito, seja pra rejeitar ou aprovar, depois do parecer formal do Conselho Fiscal, que não o fez desta vez porquê não teve tempo hábil para tal. Mas o ato do Conselho Deliberativo foi um aviso à RD de que ou ele sai do País das Maravilhas ou trata as coisas do Vitória com muito mais cuidado e seriedade.

Feliz Ano-Novo a todos meus bravos leitores!

O QUE ESTÁ POR TRÁS DA TENTATIVA DE AGE PELAS OPOSIÇÕES?

Recebi nos últimos dias, num grupo de whatsapp, o documento para colheita de assinaturas de sócio-torcedores do ECV para o chamamento de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) com a intenção de antecipar as eleições gerais do clube (Conselhos Diretor, Fiscal e Deliberativo), programada pelo Estatuto para ser realizada na primeira quinzena de setembro de 2019. Uma AGE com tema tão importante deveria ser feita com uma denúncia forte, embasada e com muitos indícios de que há algum tipo de malfeito sendo feito no clube, principalmente no tocante a finanças.

Acontece que não há elementos, de fato, comprometedores em relação a desvio de verbas ou qualquer outro indício de corrupção e o próprio documento reconhece isso quando fala que mesmo à falta de materialidade da gestão temerária – expressão do presidente do Conselho Deliberativo – sobram exemplos, e as consequências se amontoam, do que bem pode ser chamado de gestão desastrosa”. Bem, à luz do estatuto, não existe a figura da Gestão Desastrosa e sim o da Gestão Temerária, o que é bem diferente e que tem seus critérios muito mais objetivos (corrupção, malversação do financeiro do clube, dilapidação do patrimônio, descumprir parte ou em todo o estatuto, assinar documentos, comprar ou vender bens que acarretem prejuízo ao clube e sem os ritos estatutários de consulta aos conselhos Fiscal e Deliberativo, etc).

O simples chamamento desta AGE visa tão somente antecipar a chance do mais forte grupo de oposição em chegar mais cedo ao comando do clube. A sua verdadeira motivação são os resultados pífios em campo do ano de 2018, quando o Vitória não ganhou uma competição sequer em sua categoria profissional, não venceu nenhum clássico, foi eliminado pelo Sampaio Correia na Copa do Nordeste e coroou o ano com o triste rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Só que para destituir um presidente é preciso comprovar que ele esteja cometendo algum ato administrativo ilícito e não por campanhas medíocres nas diversas competições esportivas. O Estatuto é claro quanto a isso. Querer trocar o presidente a cada campanha ruim ou derrota vergonhosa é transformar o maior cargo do clube numa espécie de “treinador de futebol” e que fatalmente deixará o clube numa instabilidade gerencial interminável. Faz parte da democracia, também, esperar o tempo certo para tentar voltar a comandar o clube e este tempo será em setembro de 2019. Por isso as perguntas que surgem são:

1) Por que essa pressa toda?

2) Por que este grupo que está tentando voltar ao comando do clube desde 2016 não pode esperar setembro de 2019? Será medo de morrer antes? Medo de alguma profecia apocalíptica?

3) Será medo de pegar o time em 2020 na Série C? Mas quem garante que seremos rebaixados da B pra C em 2019?

4) Ou será medo de uma improvável (mas não impossível) recuperação de Ricardo David com uma campanha forte na Série B, título baiano e copa do nordeste? Tal fato poderia sim, recolocar o atual presidente na briga. E apesar desta probabilidade ser muito pequena, não significa que já pode ser descartada, afinal ninguém sabe o dia de amanhã.

O curioso é que os idealizadores desta tentativa de AGE foram presidentes do clube e também tiveram vários dissabores no campo de jogo. Um deixou o time na Série C e o outro perdeu dois pentacampeonatos para times do interior e em casa, Colo-Colo (2006) e Bahia de Feira (2011), além de ter rebaixado o clube para a Série B em 2010. E nenhum deles foi “impitimado” na temporada seguinte. Ambos concluíram seus mandatos, se bem que Paulo Carneiro sofreu tanta pressão, que renunciou ao fim da temporada 2005. Mas ele já tinha sido rebaixado em 2004 e em 1991, seu primeiro ano como presidente do clube, pra quem não sabe.

Se for apresentado uma denúncia real e com embasamento de algum ato administrativo ilícito por parte de Ricardo David, aí sim teria meu apoio e eu poderia muito bem assinar numa boa. Entretanto, os motivos que eu identifico nesta petição são apenas políticos, oportunistas e que querem aproveitar o momento de raiva e frustração dos sócio-torcedores para aplicar um revanchismo político de baixo nível. Eu até estava levando a possibilidade de votar na chapa de PC nestas eleições de 2019, mas quando vejo uma atitude dessa, com ar golpista e com um odor forte de oportunismo, eu começo a recuar desta ideia.

E digo mais, se a atual diretoria tiver mesmo que sair, incluindo os Conselhos Fiscal e Deliberativo, que seja por uma INTERVENÇÃO. E que o interventor seja uma pessoa alheia às últimas disputas políticas do ECV, bem nos moldes do que aconteceu com o Bahia, quando o advogado Carlos Rátis foi nomeado interventor. Ele não fazia parte de nenhuma corrente política do rival e dizem até que nem tricolor era, passou a ser depois de ser sido interventor e pelo carinho que recebeu por parte da torcida rival.

Agora, por que não vejo essa hipótese de intervenção ser levantada pelos grupos de oposição? Vale ressaltar que para se ter uma INTERVENÇÃO no clube é preciso denúncias robustas de ato administrativo ilícito e/ou lesivo tanto às finanças quanto ao patrimônio material do clube. Também não se faz intervenção por perder título estadual, regional e rebaixamento. Frise-se.
O proposital esquecimento de uma tentativa de “intervenção” e da lembrança apenas de antecipação de eleições gerais só mostram que, de fato, eles tão pouco se lixando pelo resgate institucional do clube. A ideia é de apenas facilitar o retorno ao comando do Esporte Clube Vitória, já que neste exato momento não há nenhuma outra chapa (ou candidato) que possa lhe atrapalhar. Se fosse feita uma eleição agora, a chapa Vitória Gigante ganharia sem dificuldades. Agora, uma improvável recuperação de RD, com conquistas estaduais e regionais, além duma campanha forte na Série B pode sim inviabilizar a terceira tentativa de quem quer retornar ao clube. E também, de janeiro a agosto podem surgir chapas que possam brigar voto a voto com o grupo VG. Talvez esteja aí o motivo por trás dessa tentativa de AGE.
Abre o olho, torcedor!
VITÓRIA SEMPRE!

O presidente FAKE NEWS

Nenhuma expressão foi mais emblemática nos últimos tempos do que “fake news”. Tida por alguns como fator decisivo nas eleições para o Executivo e o Legislativo em 2018, no Vitória ela apareceu de forma altiva na última eleição para presidente do clube.

O candidato que veio a ser eleito encontrou o cenário perfeito. Desastre da gestão de Ivã de Almeida, candidatura desassociada da chapa para o Conselho Deliberativo, rejeição de parte da torcida aos ex-dirigentes que se uniram em candidatura adversária.

Faltava o elementar: projeto.

Tal qual o arquétipo dos nossos políticos brasileiros, Ricardo David usou um belo discurso na campanha e fez o oposto enquanto presidente. Foi neste campo do planejamento que se revelou o maior desengano que o torcedor rubro-negro viu em muitos anos, confirmado pelo próprio Ricardo David em declaração à imprensa na terça-feira (27/11).

ANTES
11/12/2017 – http://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/me-preparei-para-ser-presidente-do-vitoria-diz-ricardo-david

“Eu quero ser presidente do Vitória porque me preparei para isso.”

DEPOIS
27/11/2018

“O número de erros foi maior que o número de acertos. Só assim justifica uma queda para a Série B. Assumo a absoluta e principal responsabilidade. Não teve nenhuma ação que fosse tomada sem a minha responsabilidade. Sou o maior responsável por esse desfecho que aconteceu nesse ano.”

Ao contrário do que havia afirmado, ele não estava preparado para o cargo. E cabe ressaltar que os erros não foram apenas no futebol. Desafiamos quem possa indicar o cumprimento de uma promessa do presidente Ricardo David.

1. Gestão profissional
2. Inovação e integração
3. Reforma do Barradão, sem megalomania
4. Ações de Marketing assertivas
5. Basquete, remo e demais esportes olímpicos mais fortes
6. Internacionalização da marca
7. Projeto de futebol aliado à tecnologia e integrado com a divisão de base
8. Recuperação da média de público do Barradão
9. Política de comunicação integrada
10. Mais participação de sócios e torcedores na vida do clube
11. Empoderamento do Centro de Inteligência de Mercado e Avaliação de Desempenho

É até desnecessário se aprofundar em casos emblemáticos, como a dissolução da parceria com a Universo e saída do NBB, pois são de ampla divulgação. Hoje, a equipe masculina de basquete é forte e atropela os adversários… no Campeonato Baiano.

Não cumprir ou fazer o contrário do prometido foi a tônica de 2018. No Vitória, promessa não é dívida. Todo o repúdio da torcida a Ricardo David se manifesta exatamente a partir disso. Eleito em primeiro turno, nele estava depositada enorme expectativa. No fim, vimos que a grande diferença entre ele e Ivã de Almeida é a oratória.

Nós, enquanto torcedores e sócios do Vitória fora de Salvador, nos entristecemos ainda mais com os danos que esta gestão nos causou. É cada vez mais difícil manter estes torcedores unidos e incentivá-los a se tornar sócios do Vitória, a marcar território com uso da camisa rubro-negra no dia-a-dia e a realizar trabalhos sociais vinculados à imagem do clube.

Até neste contexto, Ricardo mudou. Antes, se vangloriava de ter sido o primeiro a desenvolver ações junto a torcedores de fora de Salvador, inclusive usou como propostas na campanha de 2016. Em 2018, nenhum contato manteve. E chegou até a desmarcar em cima da hora reunião com representantes da Rede Vitória Sem Fronteiras, que saíram de diferentes cidades do Brasil para Salvador.

Disse um então candidato a presidente do Brasil que “a democracia é uma delícia, mas tem seus custos”. Nos mantemos defensores de um clube plural e decidido pelos seus sócios. No entanto, estamos amadurecendo este processo e esperamos que os erros sirvam de aprendizado. Para os sócios, é claro. Ao presidente, que se disse tão preparado em campanha, nunca foi dado o direito de fazer estágio de gestor de clube de futebol.

Da nossa parte, estaremos à disposição de contribuir para toda gestão que quiser realizar algo em prol do Vitória. Da mesma forma, nossa vigilância é permanente. Uma hora, a conta chega. E ela chegou.

Esperamos um 2019 com mais “sangue no olho” e menos omissão e arrogância. Com mais proximidade e respeito ao torcedor. O abatimento e afastamento da torcida são notórios. E esse pode ser o maior prejuízo ao Vitória.


TEXTO DE:
Rede Vitória Sem Fronteiras
http://www.vitoriasemfronteiras.com.br

HEY, DAVID! PEÇA PRA SAIR!

Quem falta com a verdade só pode ser chamado de mentiroso. Não existe outro termo não, e o presidente do Vitória, Ricardo David, se mostrou ser um de marca maior. Pois desde as eleições de 2016 vinha com um discurso bonitinho, que empolgava, com frases bem articuladas. Se dizia estar estudando o clube e o futebol em geral e que o Vitória mudaria de patamar sobre a sua gestão e mesmo assim perdeu em 2016 para a VDT. O ano de 2017 foi uma verdadeira lástima, várias crises que culminaram no afastamento de Ivã de Almeida, para em novembro ele pedir renúncia depois da AGE ter decidido seguir com o rito para sua destituição, que poderia deixá-lo inelegível por 7 anos aos cargos do ECV.

Veio a eleição de 2017 e novamente com seu discurso ensaiado e que lobotomizou os torcedores de classe média/alta e alguns da plebe, RD conseguiu uma vitória expressiva tendo quase 1 mil votos de cerca de 2 mil e poucos torcedores votantes. Em números, Ricardo teve 945 votos, ou seja, 52% do total de sócio-torcedores aptos, enquanto o candidato Manoel Matos ficou no segundo lugar com 607 votos, ou seja, Ricardo venceu seu maior adversário com 338 votos de diferença e num universo pequeno de votantes, este número é sim expressivo.

Pois bem, veio o ano de 2018 e todos esperavam ver se realmente Ricardo iria cumprir com pelo menos metade do que falava em campanha, já que se mostrava conhecedor de tudo, com tudo planejado e por onde caminhar pelos atalhos sem tomar nenhum tipo de susto, escorregão ou contratempo. Mas desde janeiro ele se mostrou que era uma coisa no discurso e outro na atitude. Como uma pessoa “novata” no mundo do futebol a coisa mais sensata para ele seria a de se cercar de profissionais experientes do esporte para dar seus primeiros passos na gestão do clube com um pouco mais de solidez. Só que ele preferiu apostar num cara completamente sem grande currículo e experiência para Diretor de Futebol (falo de Erasmo Damiani), um cara que só tinha alguma experiência como coordenador de divisões de base! Aí foi o seu primeiro grande erro.

Em seguida veio a manutenção de boa parte do elenco quase rebaixado de 2017, a pedido do treinador Vágner Mancini. Para um cara que sabia o “caminho das pedras” e todos os “atalhos”, seria o momento de peitar o treinador e mostrar que aquele elenco precisava de uma séria reformulação. E se fosse contratado um Diretor de Futebol mais parrudo, este também cortaria a asinha do treinador, que, por sinal, só tem essa carta branca toda aqui no Vitória. Desde Aléxi Portela Jr virou tradição das gestões rubro-negras dar carta branca a treinador, deixar ele ser “manager” sem ser e de dar pitaco em tudo.

Outro grave erro de RD no comando do clube foi aquele Ba-Vi de 18 de fevereiro, quando rolou aquela treta monstra, ele negou ter orientado o time forçar o término da partida, prometeu punir jogadores e não cumpriu. Ali, se todos os brigões fossem demitidos, poderíamos ter outra atitude nos campeonatos seguintes. O fato é que perdemos o Campeonato Baiano de forma melancólica, mais melancólica ainda foi a eliminação vergonhosa para o Sampaio Correia na Copa do Nordeste, tomando 3×0, num jogo em que a diretoria deixou Mancini escalar um time reserva em plena semifinal de Nordestão, por pura subestimação ao adversário maranhense.

Há boatos que apontam que nos vestiários, o vice-presidente (Chico Salles) chutou o balde em cima de Mancini e se fosse por ele, Mancini não seria mais o treinador desde ali. Como sempre acontece, rolou esse abafa-o-caso, que só agora começa a aparecer na rádio-peão. Mancini não só permaneceu, como teve uma paciência de Jó do presidente Ricardo e ninguém entendia aquilo. Por que o Vitória seguia jogando mal, perdendo campeonatos e Mancini seguia comandando o clube? O que o treinador tinha em mãos que ameaçava RD? Daí surgiu a teoria conspiratória de que Mancini sabia algo relacionado ao Ba-Vi da Vergonha e que era por isso que ele era mantido.

Carpê e Burse trocam informações sobre o elenco do Leão para encarar o Palmeiras, partida que marca o retorno de Carpegiani ao Leão da Barra.

Por sinal, esta paixão por Mancini foi em grande parte, ao meu ver, um dos maiores erros de Ricardo e que levou o Vitória a Série B. Ele poderia ter demitido o treinador antes da parada da Copa, deixando o treinador conhecer os jogadores e já moldar o seu time ao seu jeito para voltar no BR com outra cara. Além disso, as contratações de meio de ano que sempre salvaram o clube em anos difíceis, este ano vieram já perto de recomeçar o Brasileirão, dando mais um capítulo da história de “economia de palitinho”, ao se evitar pagar um mês estando em inatividade. Essa burrice foi implantada por Aléxi Portela em 2010, replicada por Carlos Falcão em 2014 e agora com RD. Aí eu pergunto: Era melhor ter gasto um pouco mais no mês que ficou sem jogos e ter evitado a queda, ou ter gastado um pouco menos e ser rebaixado, tendo sua cota de TV reduzida drasticamente de 40 para 9 milhões?

Mancini só foi demitido em Julho, com três rodadas após a parada da Copa. Veio Carpegiani, que respondeu rápido, mas com um elenco tão miserável e cheio de argentino “paraguaio”, nem a mística salvadora de Carpê deu jeito e os resultados voltaram a ser as derrotas e empates em série. Na semana do Ba-Vi, o brilhante presidente resolve mandar embora Carpegiani e aposta tudo em Burse, que tinha mostrado ser do naipe de Ricardo Silva nas duas partidas que dirigiu o time, antes do anúncio de Carpegiani. Fizemos um jogo relativamente bom contra o rival, mas mesmo assim terminamos empatando a partida e fechando o ano sem vencer um clássico sequer!

Após o clássico o marasmo e o pragmatismo tático do Vitória se instalaram de vez e vimos o time empatar e perder jogos sem ameaçar o adversário, sem se impor, os jogadores, além de ruins, ainda pareciam com uma enorme má vontade, tamanha a apatia e assim foi até este jogo do último domingo contra o Grêmio, que poderia ter nos vencido por 3 ou mais gols se não fosse a bela partida feita por João Gabriel, este sim, o melhor goleiro da temporada. Por sinal, usar 5 goleiros como titular no ano mostra muito bem como RD do discurso era um e na prática é outro. Ele subestimou essa posição e achou que qualquer um servia pra ser goleiro do Vitória. No meio do ano ao invés de correr atrás de goleiros experientes, trouxe o terceiro reserva da Chapecoense, que também brigou o ano inteiro contra o rebaixamento! Esse ano nenhuma contratação deu certo e até as do meio do ano se mostraram pior ou igual ao dos jogadores que tiveram contrato rescindido ou emprestado no meio da temporada.

Nunca um apelido foi tão bem aplicado a uma pessoa. Ricardo David = Rolando Lero.

Com tudo isso, espero que na coletiva de hoje RD bote a mão na consciência e peça pra sair. Ele foi sem dúvidas o maior estelionato eleitoral que eu já vi! Tudo que ele prometeu em campanha não foi realizado e isso ficou bem marcado com o fim do basquete, ainda que eu ache que de certa forma a Universo já tinha planos de deixar Salvador.  

VITÓRIA SEMPRE!

#ForaRD

MERGULHANDO DE CABEÇA NO OSTRACISMO

Olá amigos, olha eu aqui novamente aparecendo pra dar um sinal de vida. Já falei na tag de comentários do próprio blog e respondi e-mails de quem perguntou meus motivos de não estar mais assíduo no blog, mas vale repetir. Estou super cansado, enojado e envergonhado de ver o Vitória se apequenando anualmente, piorando a cada temporada desde o ano da graça de 2014, pois a de 2013 foi a última digna do clube, por ter terminado o Brasileirão na 5ª colocação, de ter vencido o estadual com duas goleadas em cima do rival que até hoje gozamos da cara deles. Entretanto, para ser mais justo, o mesmo ano de 2013 marcou uma eliminação trágica da Copa do Brasil para o Salgueiro-PE e a vergonhosa eliminação para o Ceará nas quartas-de-finais do Nordestão tomando 4×1 no Barradão.

Segue abaixo a breve retrospectiva de 2014 até os dias atuais para percebermos que a tragédia dos dois últimos anos não foram decorrentes da chegada da democracia no clube, e sim, de um complemento do que já vinha acontecendo dois anos antes do sócio-torcedor ter direito a voto. Portanto, o declínio vertiginoso do EC VITÓRIA como instituição esportiva não é culpa exclusiva do sócio-torcedor por ter “votado errado”, conceito muito subjetivo e que varia de pessoa pra pessoa, pois tem gente que acha que votar em PC seria o certo, assim como tem gente que acha que votar nele é errado. Longe disso. A culpa é, acima de tudo, dos presidentes, sejam eles eleitos pela torcida ou não. De 2014 a 2018 só tivemos incompetentes gerindo o clube, lembrando que Carlos Falcão em 2014 (renunciando em março de 2015) e Raimundo Viana (assumindo como tampão em abril de 2015) foram indicados e bancados por Aléxi Portela Jr e seus conselheiros, também escolhidos à dedo, pois não havia eleições para o Conselho Deliberativo nem para Presidente (para os sócio-torcedores).

2014: Vitória começou a temporada com a torcida e parte da imprensa com boas expectativas após a bela campanha no brasileirão da temporada anterior, mas de cara o time perdeu peças importantes do elenco 2013 como Maxi Biancucchi (pro bahia), Marquinhos (pro Cruzeiro), além de não ter renovado com Renato Cajá, após ato de indisciplina no jogo da penúltima rodada do campeonato contra o Flamengo. O Vitória foi novamente goleado e eliminado pelo Ceará no Nordestão, perdeu o campeonato baiano para o rival, saiu precoce da Copa do Brasil para o J Malucelli. Foram realizadas 24 contratações e para os lugares de Cajá, Maxi e Marquinhos vieram Hugo (ex São Paulo), Marcos Júnio e Souza Caveirão. O time ainda contou com peças como Dão, Lucas Zen, Josa, Marcinho, Edno e outras mumunhas. Na parada do meio do ano, Ney Franco pediu demissão e assinou com o Flamengo e Jorginho veio pro seu lugar. Dois meses depois, Ney Franco retornou depois de não dar certo no Flamengo e ficou até o final do campeonato, onde o ECV não conseguiu evitar o rebaixamento ao perder em casa para o Santos. Dos 19 jogos em casa, o Vitória só venceu 6 e fez apenas 38 pontos.

2015: Rebaixado, o clube remodelou o elenco, mas contratou outra pilha de bondes e nem mesmo o retorno de Neto Baiano foi positivo. Atuando mal e fazendo bem menos gols que nas temporadas 2012 e 2009, terminou perdendo a posição de titular e dando declarações infelizes na imprensa chateado por não ser titular. Pouco tempo depois voltou a ser titular e protagonizou a perda de um pênalti nas oitavas de final do Baiano contra o Colo-Colo e, pela segunda vez, o time de Ilhéus se dá bem em cima do rubro-negro. Com a eliminação precoce no estadual, o Vitória perdeu sua vaga do Nordestão de 2016. Esta eliminação em casa para o time ilheense foi a gota d’água da imprensa, torcida e do conselho deliberativo da época. O pedido de Fora Falcão iniciado no returno do Brasileirão de 2014 ganhou mais força e Carlos Falcão mostrou grandeza e renunciou ao invés de tentar empurrar com a barriga. Novamente Aléxi Portela Jr, que já tinha indicado Falcão como seu sucessor, foi o mentor para a nova escolha do presidente rubro-negro e em mais uma “eleição” indireta e de aclamação, Raimundo Viana, 73 anos (à época) foi o escolhido. O time era muito fraco e vinha de seguidos vexames nas competições iniciais da temporada. O presidente eleito pra ser o tampão tinha sido presidente do clube na década de 70 marcada pelo hepta do rival. O senso-comum era de que inevitavelmente iríamos para a Série C. Pouquíssimas pessoas acreditavam em Viana, por estar muitos anos longe dos bastidores do futebol.

Mas voltando a falar em Nordestão, adivinha quem nos eliminou pela terceira vez seguida? Sim, ele mesmo, o Ceará. Sem goleadas desta vez, mas que culminou com o desgaste total de Nino no Vitória, que deixou o clube após 6 temporadas. A saída de Nino se deu no seguinte contexto: Após perder a titularidade no primeiro semestre para Diego Renan e até mesmo para Romário (já tinha perdido para Ayrton em 2013/14, frise-se) e ter cometido o pênalti que resultou com a queda do Vitória para o Ceará na semifinal do Nordestão. Outra coisa: antes de começar a Série B, o Vitória já tinha tido dois treinadores em menos de 4 meses: Ricardo Drubscky e Claudinei Oliveira. Para a Série B veio Mancini. Tal qual 2012, o Vitória fez um primeiro turno de Série B muito consistente, perdendo força no segundo e voltou a subir sem o título, mas desta vez a novidade foi subir em e não mais em 4º colocado.

2016: Sem poder disputar a Copa do Nordeste só restou ao Vitória de Raimundo Viana e Manoel Matos (que foi o presidente de fato, por se envolver mais nas questões administrativas do clube e do futebol), cair de cabeça no estadual. E o Vitória foi campeão em cima do rival. Mas novamente era nítido que o time do primeiro semestre não era forte o suficiente para a Série A, só que a diretoria teimou e não reforçou o Leão a contento e vimos uma campanha medíocre e que se não fosse o grande ano de Marinho em toda a sua carreira, o Vitória já teria sido rebaixado lá atrás em 2016. Durante toda a temporada outro fato que ganhou destaque foi a luta de grupos de oposição ao status quo do Vitória pela abertura do clube para eleições diretas. Foi uma briga que envolveu liminares e que até fez rachar o conselho deliberativo daquela gestão, que praticamente isolou RV/MM e que gerou a formação da chapa Vitória de Todos Nós, do então Ricardo David. As oposições não conseguiram que fossem eleições diretas, mas conseguiu a participação do sócio-torcedor com mais de 18 meses de filiação ininterrupta ao SMV votar nas chapas.

Foto da Chapa VDT eleita em dezembro de 2016

Se antes, as eleições eram indiretas e restritas aos conselheiros colocados no conselho por indicação, esta seria a primeira vez que o sócio-torcedor poderia eleger a chapa favorita. De forma estratégia, todas as chapas divulgaram com antecedência o nome de quem seria o presidente, caso fosse eleito. E assim no dia 16/12 as chapas Vitória do Torcedor (Ivã de Almeida), Vitória de Todos Nós (Ricardo David), Vitória Gigante(Paulo Carneiro) e Vitória Cada Vez Maior (Raimundo Viana) disputaram os votos de 1.578 sócios aptos SMV. A chapa de Ivã venceu por 528 votos, com a chapa de RD ficando em segundo com 405 votos, PC com 391 votos e Raimundo Viana com 246.

Dátolo é apresentado por Ivã de Almeida

 

2017: Com o lema de um Vitória mais popular e com voz da torcida, a diretoria eleita entrou o ano com boas expectativas, principalmente no retorno de Sinval ao clube, que tinha deixado boa impressão no final dos anos 90 e no ressurgimento do clube no período da Série C, onde ele foi uma das peças motrizes para a volta rápida da Série C para A em 3 anos. Entretanto, todas as expectativas foram por água abaixo quando muitos jogadores de certo renome no continente não deram certo como Pisculichi Dátolo e Cleiton Xavier. O Vitória estava com um dos maiores orçamentos e RV deixou o clube com R$ 23 mi em caixa e com as vendas de Marinho e Marcelo, o Vitória chegou a ter 40 mi à disposição, mas gastou mal e o time não deu liga. Aos trancos e barrancos o time foi campeão baiano invicto, mas foi eliminado pelo Bahia na Copa do Nordeste e pelo Paraná na Copa do Brasil. Mas o “amor acabou mesmo” antes do término do primeiro turno quando o Vitória tinha apenas 12 pontos em 17 jogos.

A pressão política foi forte, tanto por parte do Conselho Deliberativo eleito, como o de opositores políticos, principalmente pela Vitória Gigante, que através de PC, em seus audios de whatsapp denunciava várias coisas erradas cometidas pelos executivos do clube. Sinval foi demitido, Petkovic veio pra seu lugar, mas terminou virando treinador, diretor e gerente de futebol ao mesmo tempo e com isso perdeu os vestiários. Que balbúrdia!!! Nesse interím, Ivã pediu afastamento. Meses depois o C. Deliberativo se articulava para destituir Ivã por Gestão Temerária, tendo inclusive realizado AGE neste sentido (de aprovar a instalação do rito), apenas após este evento, Ivã renunciou e Agenor ficou como interino até o dia das novas eleições que marcou a vitória de Ricardo David, com 945 votos (52% dos votos), deixando Manoel Matos (apoiado por Paulo Carneiro) em segundo lugar com 607 votos. Vale ressaltar que foi o Sobrenatural de Almeida que salvou o Vitória do rebaixamento e não Vagner Mancini. O treinador chegou pela quarta vez ao Vitória sabendo que o clube teria que fazer 33 pontos e ele fez 31 e se não fosse o gol “espírita” de Túlio de Mello, da Chapecoense, nos acréscimos daquele jogo no interior de SC, estaríamos na Série B neste ano de 2018.

Falar e prometer em campanha é fácil, difícil é fazer, né Ricardo?

Portanto galera, apesar do texto ter saído enorme, vamos parar de achar que a culpa da tragédia administrativa rubro-negra é exclusiva da Democracia no Clube e dos sócio-torcedores que “votam errado”. O Vitória tem 120 anos e apenas dois destes anos (2016 e 2017) o torcedor participou votando. Em 2014, Alexi Portela indicou e emplacou Carlos Falcão e depois, com a renúncia deste, fez o mesmo com Raimundo Viana. Antes, PC passou mais de 15 anos no clube em sistema parecido, na verdade nem bate-chapa existia. E antes de PC já tivemos quantos presidentes ruins? Ter presidente fraco não é mesmo por culpa exclusiva da democracia. A culpa maior é de quem assume o comando do Clube e não exerce nada do que prometeu. Ninguém votou em fulano pensando em desgraçar com o clube e sim porque acreditou que tal candidato de tal chapa era o mais preparado ou o “menos pior”. Democracia é isso. E eu prefiro 1500 a 2000 sócios votando e elegendo seus representantes do que deixar isso nas mãos de uma patotinha ou de uma pessoa (pior ainda).

Paulo Carneiro, Aléxi Portela e Carlos Falcão já rebaixaram o clube, já fizeram campanhas pífias também. Raimundo Viana só não rebaixou o clube graças a Marinho e eu aposto que se ele ficasse mais dois ou três anos teria o mesmo destino que AP, PC, CF e agora com Ricardo David. O Vitória precisa é de pessoas realmente capacitadas e empenhadas em fazer o VITÓRIA crescer e se estabilizar no cenário nacional. Infelizmente, as primeiras tentativas da torcida não deram certo. Mas não é por conta disso que devemos acabar com a democracia do clube e preferir o modelo antigo. O modelo antigo já fracassou também!

Alexi Portela foi o mentor do aventureiro Carlos Falcão no Vitória.

Eu confesso que estou desnorteado, nem consegui dormir direito essa noite. E pretendo nunca mais me envolver tão profundamente em eleição política do Vitória. Apoiei sim a VDT em 2016 e me elegi conselheiro por ela. Votei em Ricardo David ano passado, sem fazer campanha explícita, apenas divulgando nas redes sociais e aqui que iria votar nele. Mente aquele que diz que militei por Ricardo David. Publicizar voto nas redes sociais não é fazer campanha. Não pedi votos pra ele como fiz em 2016 para a Chapa VDT, nem fiquei postando as panfletagens virtuais (cards, foto de perfil temática) para ele. Apenas declarei meu voto. E para as eleições de 2019 nem isso farei (expor quem votarei). Eu só quero que RICARDO DAVID saia o quanto antes e que o novo presidente consiga recuperar o clube. Só isso!

E APESAR DO CLUBE ESTAR MERGULHANDO DE CABEÇA NO OSTRACISMO

VITÓRIA SEMPRE!

Não é só ruindade do elenco, tem algo podre nos bastidores…

O Vitória segue sua sina de vexames no Brasileirão. Ontem foi a sexta goleada no Brasileirão…a sexta em 19 jogos. Dos últimos oito jogos do Vitória na Série A, cinco deles terminaram em goleadas favoráveis ao adversário com o placar sendo 3×0, 4×0 ou 4×1. Apenas em 3 não fomos goleados e destes apenas dois triunfos magérrimos de 1×0 e o empate com o Cruzeiro. O Vitória não é o pior elenco da competição, mas não é mesmo. Não somos inferiores aos plantéis do Paraná, Chapecoense, Sport e Ceará, entretanto estamos tendo desempenho em campo pior. Muito pior.

Nesta rodada que termina hoje á noite com o duelo entre Vasco x Ceará no Rio de Janeiro, o Internacional penou pra vencer o Paraná, no Beira-Rio lotado (45 mil colorados) por 1×0, com gol de falta aos 50 minutos. A Chapecoense dificultou o máximo o São Paulo, que vencia pelo placar mínimo de 1×0 e conseguiu seu segundo gol também nos minutos finais. O Paraná, que é o lanterna, tomou até agora 25 gols nos 19 jogos iniciais do Brasileirão e o Vitória, 39!!! Alguém aqui acha realmente que a zaga do Paraná é superior a nossa, olhando individualmente os atletas? Alguém do sistema defensivo paranista seria titular inconteste aqui? A zaga do Ceará, que passou o primeiro turno todo apanhando e que só veio a fazer seu primeiro triunfo após a parada da copa, tomou a metade dos gols que o Vitória sofreu. Zagueiros, laterais e volantes do Ceará seriam titulares inconteste aqui no Vitória?

Portanto, não é questão de termos as piores peças. Está faltando vontade, gana, disposição, seriedade e foco no trabalho. Carpegiani chegou na terça-feira e ontem já explanou sobre isso. Até onde sei, os salários estão em dia e por isso mesmo eu estou sem entender o que está acontecendo para os jogadores atuarem de forma tão indolentes nas partidas. O que tem de podre no reino de Ricardo David? Pois se o elenco está descompromissado, sem vontade e sem tesão em jogar pra buscar as vitórias, é porque a diretoria está falhando em algo com o elenco. Será que o bicho por partida foi retirado? Frise-se que, de certa forma eu concordo desta eliminação, pois jogador já ganha muito bem mensalmente e vencer partidas é intrínseco a função do jogador. Todo jogador tem que ter dentro de si a competitividade, o gosto de vencer os jogos e isso não precisa de “grana extra” não!

Falar e prometer em campanha é fácil, difícil é fazer, né Ricardo?

Tem outra hipótese que eu pensei aqui, mas é tão maluca e extravagante, que por enquanto vou manter apenas em minha cuca, porque é muito difícil imaginá-la como real e se for, mostra o quanto uma pessoa consegue ser influente de forma negativa e de que realmente, vale tudo para se chegar ao Poder! Enfim, o Vitória está à deriva. O presidente Ricardo David, que tanto falava mal dos outros, escarnecia Ivã de Almeida e fazia pouco caso de Raimundo Viana, agora está se mostrando que é tão ruim quanto, ou até mesmo pior! 

Este absurdo número de gols tomados em 19 jogos do Brasileirão já se equivale ao que o América-RN sofreu no mesmo período na Série A de 2007, quando o time potiguar foi o pior clube rebaixado que se tem história do Campeonato Brasileiro, quando fez apenas 17 pontos em 114 pontos disputados!!!

Eu jamais imaginava que o Vitória conseguiria ter tantos dirigentes fracos em sequência e que cada um consegue a proeza de piorar o que o anterior fez. Carlos Falcão foi mil vezes pior que Aléxi Portela e num curto espaço de tempo, Ivã chegou perto e agora RD já está a braços largos pra superar estes dois últimos. Depois da era PC, quem termina sendo o “menos ruim” e “ponto fora da curva” é Raimundo Viana, que mesmo assim, eu e muita gente criticava demais. Até porque temos que saber diferenciar as coisas. Ser educado, gentil e carismático não pode ser confundido com ter competência no futebol e na administração. Raimundo Viana teve seus acertos e muitos erros. Acertou quando comprou direitos federativos de alguns jogadores como Marinho, que rendeu cerca de R$ 8,5 milhões ao Vitória, mas também trouxe vários jogadores que pouco agregaram valor ao time em campo e perdeu a chance real de subir campeão da Série B de 2015. Entretanto, eu não posso negar que em seus 18 meses de mandato tampão, o saldo terminou sendo positivo. O que eu não posso dizer de Carlos Falcão, Ivã e pelo andar da carruagem, de Ricardo David.

Nem vou me alongar sobre Aléxi Portela Jr, porquê eu me posicionei politicamente contra ele há dez anos por causa da sua ineficaz política de contratação com o falso pretexto de “pés no chão”, sua falta de ambição esportiva (que foi confirmada em várias declarações a imprensa, onde ele colocava o clube sempre como o patinho feio em qualquer competição), pela sua posição contrária a eleições diretas no Clube, alegando que viriam aventureiros, esquecendo ele, que quem colocou Carlos Falcão, Raimundo Viana e o próprio Ricardo David no clube, foi ele, através de eleições indiretas, onde ele indicava quem seria seus sucessores. Lembrem-se que RV terminou o mandato de Falcão, que tinha renunciado, e Ricardo David foi alçado a conselheiro na gestão de Portela, e na sequência Falcão deu o cargo de Diretor de Marketing. Dos últimos presidentes, apenas Ivã de Almeida (você goste ou não, leitor) era oposição ao grupo de Alexi Portela, que dominou o clube de 2006 a 2016.

Por fim, com o mercado internacional fechado, só resta ao Vitória catar jogadores das Séries B, C e D! Além disso, as contratações de meio de ano foram terríveis e não deram o resultado como no ano passado, quando Yago, Trellez e Wallace mudaram o cenário rubro-negro e ajudaram a salvar o ano, junto ao gol de Túlio de Melo, da Chapecoense. E cabe à diretoria e a Carpegiani identificar os jogadores que estão enterrando o baba e afastá-los, além de procurar meios de solucionar este problema. É notório que não é só ruindade do elenco. Há má vontade e pouca entrega dos jogadores em campo!

Apesar de tudo,

VITÓRIA SEMPRE!

Vitória é humilhado por lanterna do campeonato e Mancini é demitido, finalmente!

FOTO: Fernando Freire / ge.com

Mais um vexame do Vitória no ano da graça de 2018, mais uma goleada. A segunda em 8 dias! Este é o Vitória do incompetente, falastrão e engodo eleitoral chamado Ricardo David, que segue com muita eficiência batendo todos os recordes negativos, ratificando a sua linhagem perdedora de seus mentores Alexi Portela Jr e Carlos Falcão. Ao final de domingo da semana passada, estávamos todos revoltados e envergonhados com os 4×1 para as sardinhas, se passou uma semana e mais um 4×0 na conta. Nem mesmo equipes nanicas quando sobem na cagada à Série A sofrem com este tipo de situação. Se na semana passada, voltamos a perder por mais de três gols para o rival, fato que não acontecia desde 1978, e de perder 5 clássicos seguidos desde 1938, desta vez somos um dos times mais goleados nesta edição do Brasileirão com 4 goleadas. Esse poço tem fim?

Vágner Mancini deveria ter sido demitido desde o fim da partida entre Vitória x Sampaio Correia lá em São Luís, quando ele subestimou a equipe maranhense e foi com um time mesclado de reservas e garotos da base numa fase eliminatória no maior torneio regional do país, que além de render boa grana ao Campeão tem o fator incalculável do orgulho de ser campeão, de levantar o troféu, de mostrar que você é o melhor clube da região nordeste na temporada. Ricardo David foi empurrando com a barriga de uma forma super estranha e sem o mínimo de transparência ao torcedor rubro-negro. Depois deste fato, aconteceram outros momentos em que o técnico poderia ter sido trocado como no período da Copa do Mundo, em que um novo profissional poderia já estar adaptado e com uma revigorada equipe. Ficou notório que o ECV voltou pior da parada da Copa da Rússia, o time vem jogando muito mal e quando vence é sempre por 1×0 tomando sufoco e salvando bolas em cima da linha ou tendo sua trave acertada pelos adversários.

Precisou tomar DUAS GOLEADAS EM OITO DIAS para o embuste do Ricardo David mandar Mancini pegar a BR! E diga-se de passagem que este sujeito nunca mais retorne ao Vitória. Esta última (e tem que ser a última mesmo, registre-se!) passagem de Mancini como treinador do Vitória foi super desgastante para com a torcida. Não ganhou um clássico, paira sobre ele ainda a questão de ter orientado o time a forçar a última expulsão de um clássico que só valia três pontos e que por conta daquela pilantragem nos causou a perda do tricampeonato, o descompromisso com a Copa Nordeste, fora as pirraças com torcida e imprensa, sempre escalando sua panelinha e sem mostrar nenhuma reflexão de que esta atitude não estava fazendo o bem para o clube nas competições.

Eu tenho até vontade de pegar mais pesado com o entregador de coletes, mas como são coisas que eu não tenho a devida comprovação, não vou correr risco de entrar em batalha judicial, porque agora tudo é motivo pra processar. Só digo que não há mais sentido em trazer este cara aqui de novo, seja daqui a 1 ou 10 anos. Mancini está neste vai-e-vem no ECV desde 2008 e assim como aconteceu com os jogadores iô-iô, a exemplo de Victor Ramos e Leandro Domingues, em cada retorno seu desempenho foi pior, sendo a última passagem super traumática e que termina apagando a parte positiva dos serviços prestados. CHEGA DE VÁGNER MANCINI no VITÓRIA. Sua história com o clube acabou, seu ciclo acabou. ELE NÃO VAI MAIS FAZER NENHUMA DIFERENÇA POSITIVA. ELE NÃO EVOLUIU EM NADA DE 2008 PRA CÁ!

A passividade do time em campo ontem foi algo estarrecedor, típico de elenco que quer derrubar o treinador. Não sei se é o caso agora, mas o comportamento desleixado e descompromissado do elenco ontem, nos BaVi’s, no jogo de volta contra o Sampaio Correia e até mesmo nas nossas vitórias magras de 1×0, parecem, de certa forma, proposital. Além disso, tem a falha do próprio Mancini em escalar um time aberto, com os volantes marcando (ou tentando marcar) apenas centralizados, não fazendo as devidas coberturas dos laterais, o que deixa o miolo de zaga exposto no um a um com meias e atacantes adversários, o que gera por parte da torcida e imprensa, uma crítica centrada nos zagueiros, esquecendo que falta proteção dos volantes, que os volantes não estão fazendo a cobertura dos laterais, quando estes apoiam, e usam da “marcação por telepatia” na maioria dos lances. Então, na minha ótica, é injusto culpar tão somente os zagueiros do Vitória. Qualquer dupla de zaga terá o risco de falhar ampliado se ficar sempre no mano a mano com atacantes e meias adversários, sem a proteção dos volantes.

Dentre os nomes que começam a ser especulados para assumir o Vitória, eu descarto logo um: Paulo César Carpegiani. Não por ser ruim. Longe disso. É um treinador que já mostrou ter um poder de reativar equipes na competição. Mas temos que acabar com este ciclo vicioso Mancini⇒Carpegiani, Carpegiani⇒Mancini. Carpê já passou aqui em 2009 (foto) e 2012 e nas duas vezes saiu por conta de racha interno, porque os jogadores (coincidentemente vários participaram das duas passagens de Carpê) se esgotaram com a seriedade, rigidez e cobrança de PCC nos treinos, quase sempre fazendo longos trabalhos de fundamentos e que a boleirada atual não curte muito, fora que o temperamento de Carpegiani também não é fácil. E uma nova passagem de Carpegiani tende a estragar o lado positivo de suas passagens, assim como foi com Mancini.

José Ricardo, técnico do Flamengo durante partida contra o Santa Cruz, válida pela vigésima nona rodada do Campeonato Brasileiro de 2016, na capital paulista. 09/10/2016, Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Se eu fosse consultado, ou se eu tivesse a caneta na mão, eu iria tentar esses caras na ordem: Zé Ricardo, Jair Ventura, Eduardo Baptista e Nelsinho Baptista. O primeiro pegou um Flamengo todo bagunçado em maio de 2016 e levando à terceira posição no BR daquele ano, ou seja, foi pra Libertadores e campeão carioca em 2017. Em 2017, estava com números favoráveis no Brasileirão, apesar da cobrança da torcida e imprensa; e depois de perder para nós por 2×0 na Ilha do Urubu, foi demitido. Daí foi pro Vasco, que tinha elenco muito inferior ao Flamengo e que estava na zona do rebaixamento e numa recuperação brilhante, terminou em 7º lugar, com os mesmos pontos do Flamengo e foi pra Libertadores também. Jair Ventura é o meu segundo preferido da lista porque fez um brilhante trabalho com um elenco limitado do Botafogo, tanto limitado de atletas de qualidade, como de recursos financeiros, bem parecido com nosso status quo. Ele não deu certo no Santos, é verdade, mas lá o problema é outro, é na direção, na forma da condução do clube. O Santos vem trocando de treinador direto e o problema em campo não melhora, portanto ao meu ver, Jair Ventura é um bom nome sim! Em outro post comentarei sobre os nomes restantes de meus preferidos.

Vitória Sempre!

#ManciniNuncaMais

#AnoQueVemTuTerásOtrocoRicardoDavid