AMIGOS DA “IDEIA DO JOGO”…

Amigos da Casa Rubro-Negra, hoje vou parodiar um capítulo triste de nossa história recente, quando o atual presidente do clube usava das redes sociais (Whatsapp e YouTube) para destilar ódio e combates não tão republicanos com os antigos gestores do clube. Bastava o Vitória perder um jogo que o A IDEIA DO JOGO era atualizado de forma rápida, com um discurso forte e agressivo para com os presidentes Ivã de Almeida e Ricardo David. E longe aqui de defender ambos, a minha crítica a este estilo do agora Presidente Paulo Carneiro, é pela forma oportunista que ele fazia isso. 90% de seus áudios tinham até embasamento, mas discordo da retórica utilizada, quase sempre atacando a honra das pessoas e fazendo ilações em que colocava a honestidade delas em xeque, além de que nas vitórias o programa não era atualizado. Era só quando o time perdia em campo! Como já falei muito disso há um tempo atrás (confira aqui), não vou me aprofundar muito.

O fato é que, se no texto em que eu questionava sobre ter valido ou não a pena ter tido eleições antecipadas que facilitou a volta de PC, eu já apontava para o “não ter valido a pena” como a melhor resposta, agora eu cristalizo mais ainda este entendimento. O atual presidente, em campanha, falava que era o mais preparado, que tinha expertise e que solucionaria rapidamente o problema do Esporte Clube Vitória e sua turma comprou a ideia de antecipar eleições e de mobilizar a massa de sócio-torcedores. Inclusive, esse discurso contaminou boa parte do Conselho Deliberativo que eu fazia parte e aceitou essa proposta, que foi apresentada como uma chantagem velada de Ricardo David, para sair mais cedo do clube.

Acontece que CINCO MESES já se passaram da eleição de PC, e ele está se mostrando uma continuação de quem ele tanto vociferava contra. Os dois treinadores que ele contratou foram duas bolas foras: Loss e Amadeu. Além de ter apostado em treinadores sem história e vivência na Série B num momento complicadíssimo do clube na temporada, o Sr Expertise contratou vários jogadores ruins que até agora nem estrearam a exemplo do zagueiro Dedé e do volante Romisson.

Amadeu mostrou que não evoluiu 1cm em sua carreira, pois continua sendo um professor pardal, preso a um estilo de jogo e a leituras de jogo completamente equivocadas.

Bastou sentar na cadeira de presidente do clube pra ele voltar a tratar os torcedores com aquela arrogância e empáfia peculiar. Inclusive, com os membros da VG, que compuseram a chapa de apoio dele. Ninguém pode contestar o “mito”, que a patada é certa. Mesmo que você procure as melhores palavras, sem usar de agressão ou ataque. Basta contestar o cidadão, que o chepo e a brabeza vêm na velocidade de um áudio de Whatsapp. Recentemente, um torcedor reclamou sobre ele estar citando o Bahia a todo momento e o presidente respondeu com aquela “sutileza” de sempre, de que o que ele estava fazendo era Benchmarking. Ou seja, a velha história de usar termos gringos como recurso retórico de possuir maior intelectualidade em relação ao seu contestador.

Agora, se ele quer mesmo fazer Benchmarking com o Bahia, na figura de Guilherme Bellintani, ele deveria começar pelo relacionamento do presidente tricolor com sua torcida, nas redes sociais (sobretudo nas oficiais do clube) e quando é questionado pela imprensa. Bellintani não ofende seus torcedores, principalmente seus sócios. Não dá block aleatório por qualquer reclamação de torcedor. Além disso, outro ponto que o Vitória deveria fazer benchmarking é com ações sociais apoiando as minorias, sejam elas pessoas negras, do mundo LGBT, deficientes físicos e etc, como o tricolor está fazendo. Mas esperar isso de quem idolatra Bolsonaro e toma ações sociais como caridade inútil – e pior – pauta das esquerdas e, que por isso deve ser abolido, é melhor eu esperar nevar em Salvador em fevereiro. Muito mais fácil disso acontecer, do que a atual diretoria fazer ações valorizando àqueles que são descartados pela maioria da sociedade capitalista e de mercado. É só lembrar o que o presidente fez com o Futebol Feminino, logo em sua chegada.

As vindas de Osmar Loss e Carlos Amadeu catapultaram o segundo rebaixamento do Vitória para a Série C. Dificilmente esse elenco podre, sem graça e sem brio reverterá tal situação. Um time que não ganha dos piores times da competição, mesmo jogando em seu mando de campo e que fora de casa é uma presa fácil, não tem como ser otimista não. Infelizmente, o caminho da Série C 2020 está mais claro que o sol de meio-dia de Juazeiro em pleno verão! E mais uma vez será com PC de presidente. O destino prega peças incríveis! Sinais, fortes sinais!

Chega do 4-3-3 no Vitória! É hora de se reinventar e sair da mesmice!

O uso indiscriminado da formação 4-3-3 é um problema de todo o futebol brasileiro e não apenas do Esporte Clube Vitória. Desde o estouro desta ideia de jogo com o Barcelona de Guardiola no período 2006-2010, os clubes pelo mundo a fora – e principalmente os brasileiros – resolveram extinguir o 442 e demais esquemas para só jogar no 433 tentando imitar ao máximo a postura do Barcelona. Já são quase 10 anos em que todos os principais clubes brasileiros atuam nessa formação e são poucos os que se estabelecem, e dentre os que se estabelecem com essa formação, estão os clubes mais endinheirados e que podem contratar melhores jogadores, além de toda infraestrutura do clube, que por consequência, fortalece esse esquema de jogo na formação, isto é, nas divisões de base.

Tudo que começa tem o seu fim Acredito que estamos no limite do uso desta tática e isso reflete bastante a diminuição de times brasileiros vencedores de Libertadores e Mundial de Clube e da própria Seleção não ganhar uma Copa há 17 anos! E esse desgaste chegou com muito mais força no EC Vitória. Já são 6 anos atuando nesse esquema de jogo, independente do treinador que chegue. Aliás, é outro sintoma da doença que assola o futebol nacional. Nossos treinadores enraizaram esse esquema de jogo e parecem não ter mais força para sair desse vício. 

O Vitória não tem o mesmo poderio financeiro das equipes do eixo para contratar os jogadores mais adaptados e talhados para o 433, fora que os jogadores que atuam no país são arredios a treinamentos mais longos na questão tática e de fundamentos, ao contrário dos que atuam na Europa, pois ou eles aceitam isso ou perdem espaços pelo Velho Mundo e regressam ao Brasil. Os times nacionais mais acostumados com o 433 e mais endinheirados investem em jogadores que já enraizaram o esquema e a parte tática atuando pelos clubes europeus. Lá, na Europa, os jogadores são obrigados a serem profissionais. Aqui há boleiros e tem uma diferença enorme entre ser boleiro e ser jogador profissional, em sua essência.

A última temporada que o 433 se deu bem no Vitória foi em 2013, mas se não tínhamos jogadores com carreiras longas na Europa, em contrapartida tínhamos atletas de maior qualidade técnica e treinadores que conseguiram tirar o melhor da equipe naquela proposta de jogo (Caio Jr e Ney Franco). De 2016 pra cá, o Vitória tem formado times muito ruins e com jogadores, principalmente os extremos, muito fracos para o esquema. Nossos extremos não voltam para marcar e nossos volantes não cobrem as laterais, por isso é comum vermos o Vitória todo arreganhado quando os adversários retomam a bola. Os dois últimos gols do São Bento no sábado passado confirmam isso! 

O principal fator de nos últimos 3 anos o Vitória ser a pior defesa nos campeonatos nacionais não é culpa exclusiva da dupla de zaga, tudo começa com a marcação lá em cima, dos extremos e dos volantes. Não vemos isso no Leão da Barra. No nosso caso é bem pontual, como o Felipe Garcia que costuma marcar a saída de bola do adversário e com isso já conseguiu retomar a bola e criar dois gols. Isso deveria ser feito por mais jogadores e não por um e outro, esporadicamente. Sem a recomposição dos extremos como meias centrais para defender-se e sem os volantes reta-guardando as laterais, o rubro-negro vira presa fácil para os times minimamente organizados e treinados. E até os times ruins crescem por conta desse grande buraco defensivo que começa lá na frente com nossos jogadores ofensivos.

Tem tanto time aí com dupla de zaga pior, mas que não toma tantos gols, justamente por ter maior compactação e participação de jogadores de frente na recomposição defensiva. A dupla de zaga do Oeste-SP é Kanu e Maracás. Só tomaram dois gols nesses 4 primeiros jogos. Nós tomamos DEZ. Kanu e Maracás passam longe de ser zagueiros de topo, tipo Kanneman e Geromel, Victor Cuesta e Moledo, Rodrigo Caio e Léo Duarte.

OSMAR LOSS é o novo treinador do Vitória para a sequência da Série B

Acredito que o Vitória deva abolir, temporariamente, o esquema 433 e voltar a jogar no 352 ou no 361, ou seja, povoando mais o meio de campo, já que não temos pontas de extrema qualidade, velocidade, poder de finalização e muito menos de recomposição defensiva. Ou até mesmo reativar a tática que deu fama e títulos ao Futebol Brasileiro, o clássico 442, que parece ter virado crime hediondo nas mentes da imprensa e de treinadores brasileiros. Foi no 442 que a Seleção se tornou hegemônica e venerada nas copas, foi no 442 as melhores campanhas do Vitória no cenário nacional. A exceção foi a campanha de 1999 quando atuávamos no 433 com Artur, Tuta e Cláudio no ataque; Otacílio, Baiano e Fernando na meiúca.

Que o novo treinador, anunciado hoje, Osmar Loss, venha com isso em mente e varie a tática. Perceba que não temos jogadores capacitados para atuar no 433, pois eles não possuem características de marcação. Pelo fato de ter menos pessoas no meio de campo é obrigatório que os pontas voltem pra ajudar o setor, marcando pelo centro enquanto os volantes abrem para cobrir as laterais. Isso é óbvio. E o Vitória faz tudo ao contrário e digo sem medo de errar que somos o time que joga mais errado e mais feio dentre os 20 da Série A e os 20 da Série B.

Vitória Sempre!

PAULO CARNEIRO tem VITÓRIA GIGANTE e retorna à presidência do Leão

Depois de 14 anos, PC retorna à presidência do Leão, com vitória avassaladora no 1º turno!

Impulsionado pelos sucessivos presidentes estúpidos que assumiram e deixaram o clube antes de terminar os seus mandatos, o ex-presidente Paulo Carneiro atropelou nas eleições deste ano e com mais de 66% das intenções de votos, voltará a ser presidente do Leão depois de 14 anos. PC, como também é chamado, recebeu 1.474 votos, enquanto o segundo colocado, Raimundo Viana, teve apenas 685 votos.

Carneiro foi presidente do Vitória entre 1991 e 2000 e depois do Vitória S/A de 2001 a 2005, quando foi forçado a renunciar, após dois rebaixamentos seguidos (da Série A para a C em menos de 20 meses). Após deixar o clube, PC tentou primeiramente se firmar como empreendedor em diversas áreas e oportunidades. Sem sucesso, voltou ao futebol sendo consultor e diretor de futebol em clubes pequenos como Volta Redonda, Fluminense de Feira e Bahia, causando muita polêmica na rivalidade Ba-Vi. Foi demitido nove meses depois de assinar com a sardinha, daí PC sumiu por um tempo e retornou com relativo sucesso no Atlético PR, como Diretor de Futebol, ficando 1 ano e meio no rubro-negro paranaense.

Desde 2016, PC tenta retornar ao comando do clube, perdendo as eleições de 2016 e de 2017 para Ivã de Almeida e Ricardo David, respectivamente. Agora, sem precisar fazer muito esforço e contando com a torcida “pê” da vida com os dois últimos palermas que passaram na presidência do clube, PC venceu com uma vantagem avassaladora, além de eleger com maioria o Conselho Deliberativo e ter ficado com o Conselho Fiscal.

Só me resta parabenizar o vencedor, que ele consiga recuperar a sua boa imagem com a torcida, como tinha nos anos 90 e início dos anos 2000. Faça um bom trabalho, dê alegria a torcida (que tanto precisa!!!) e que os novos conselhos saibam separar apoio eleitoral de idolatria cega. A função do Conselheiro Deliberativo e do Conselheiro Fiscal é fiscalizar e controlar as ações do presidente, observar se estas estão de acordo com o Estatuto e com as boas práticas de governança, gestão e transparência e não de agir como fã-clube.

O novo presidente, que terá como vice, Luiz Henrique Pereira, já tomou posse e assume oficialmente o comando do Vitória nesta quinta-feira (25).

Foto: Vagner Souza (Portal Galáticos Online)

Seja quem for o presidente, é obrigação reformular todo esse elenco de bosta!

Estamos à sete dias das eleições antecipadas do Esporte Clube Vitória. Na próxima quarta-feira, todos os 2500 sócios aptos terão das 09h às 21h do dia 24 para votar em seus candidatos. De antemão, já sabemos que todas as chapas para o Conselho Deliberativo começam com 150 votos, pois os membros concorrentes às vagas de conselheiro, obviamente votam em si mesmo, ao votar na chapa que está inscrito como candidato ao Conselho.

Como são 4 chapas para o Conselho Deliberativo (cada um com 150 membros), são 600 votos já certos, sobrando 1900 para o restante dos sócio-torcedores elegerem quem lhe representarão no Conselho Deliberativo. Os votos certos para a Diretoria do Clube são 10, pois são 5 chapas com cada uma tendo seu candidato para Presidente e Vice-Presidente. Já para o Conselho Fiscal são 16 votos de começo, já que são duas chapas com cada uma tendo 8 membros.

Portanto, dos cerca de 2500 sócio-torcedores aptos, 626 votos integram os votos internos dos membros das chapas que disputam vagas dos três órgãos do clube, o que representa 25% do colégio eleitoral. Ou seja, o sócio-torcedor será responsável por 75% dos votos nos 3 órgãos do clube, o que acaba de vez com o discurso idiota e desonesto de quem dizia que tal chapa elegeu candidato X ou Y. A decisão é feita pelo sócio-torcedor e não exclusivamente por determinada chapa.

Mas independente de quem venha a ser o presidente, seja ele Paulo Carneiro ou Raimundo Viana, é notório que ele terá a obrigação de reformular de 90 a 100% deste elenco de bosta montado pelo enganador-master Ricardo David. O atual plantel rubro-negro é o pior do clube nos últimos 15 anos, sem dúvida alguma. Temos jogadores ruins e que, além de serem excessivamente limitados tecnicamente, ainda não batalham em campo, são de uma maresia irritante, uma falta de gana, de raça e de disposição, que só dando uma surra de gato morto, até o bichano miar, pra ver se pelo menos eles passem a RESPEITAR A TORCIDA e o CLUBE!

Não existe “segunda chance” para esse grupelho de jogadores sem sangue, sem técnica e sem competitividade. Não há espaço pra tentar recuperar diacho de ninguém. Esse elenco é reprovado e lugar de lixo é no lixo. Tem que mandar esses miseráveis pra fora do clube e retirar seus nomes do Setor de (Des)inteligência ad infinitum. Precisamos urgentemente de um goleiro. Não temos goleiro desde a saída de Gatito em 2015 (não considero Fernando Miguel bom goleiro, pra mim ele foi um bom “passa-chuva”, é fraco em todos os quesitos de um goleiro razoável). Atualmente temos 3 catadores de borboletas. Tanto Ronaldo, como Caíque e João Gabriel são fraquíssimos e que já mostraram que em jogos importantes tendem a peidar na farofa!

Não temos laterais (Jeferson é uma ofensa a profissão de jogador), zagueiros temos o instável Victor Ramos e o decadente Edcarlos; nossos volantes são como pudins de leite (moles, flácidos, sem força e consistência); nossos meias matam de fome qualquer atacante e nosso ataque é cardíaco! Ou seja, reformulação total é a palavra da vez. Aquele que insistir no misticismo de recuperar esse grupo de jogadores SERÁ RESPONSABILIZADO por mais um rebaixamento à Série C! Não importa que o elenco não foi montado por ele e que há pouco dinheiro em caixa. Quem está se candidatando ao cargo máximo do ECV tem que ter a capacidade de buscar recursos e reformular este elenco, ou então não faz nenhum sentido essa antecipação de eleições. Correto? Se não for pra fazer diferente do mentiroso do Ricardo David, então pra que tanta pressão por AGE e antecipação das eleições?

PEÇO VOTOS AOS CONSELHOS DELIBERATIVO E FISCAL

Desta vez não vou apoiar explicitamente nenhum candidato a Presidente do Clube, já sei em quem votar e não tenho obrigação nenhuma de divulgar na internet pra quem vai meu voto. De antemão, falo logo que não acredito em 100% em nenhum dos dois principais candidatos (não vou perder tempo com aventureiros como Dona Isaura e Gilson Presídio, que na real nem deveriam estar se candidatando num momento tão sério como agora! O momento é de seriedade e não de galhofadas como o nome da chapa de Presídio e de seus projetos a la Binha de São Caetano).

Tanto PC como Raimundo Viana tem seus pontos positivos e negativos, e suas saídas do clube foram pelo lado negativo: PC com o time na Série C e Raimundo Viana salvo pelo gongo, pela mágica fase de Marinho (que talvez nunca mais ele tenha aquele rendimento). Um deixou um rombo na S/A e outro adiantou R$ 70 milhões, tendo gasto 47 milhões para subir em 3º da Série B de 2015, ganhar um estadual à forceps e terminar em 16º na Série A de 2016, salvo por 1 gol e por Marinho, além de deixar essas antecipações serem pagas de 2019 até 2023, quando eles pegaram essa grana lá em 2015 e início de 2016. Portanto, nenhum dos dois inspira 100% de certeza de recuperar o clube.

Entretanto, peço votos para o Conselho Deliberativo e Fiscal. Para o Conselho Deliberativo peço voto à Chapa Frente Vitória Popular, número 222. Esta chapa é composta por 150 membros oriundos da arquibancada, torcedores de todas as classes sociais e que conta com vários conselheiros atuais, que se notabilizaram pela criticidade e fiscalização de Ivã de Almeida, Agenor Gordilho e Ricardo David. Eu não iria me juntar a uma chapa “branca” ou com pessoas de índoles duvidosas. Para o Conselho Fiscal eu peço votos pela chapa 100% Vitória (5555), que conta com 02 membros que conheci no atual Conselho, e que também foram verdadeiras “moscas-da-sopa” de Ivã, Agenor e Ricardo David.

E apesar de estar concorrendo e torcendo mais pela FVP ao Conselho Deliberativo, também vejo com bons olhos a chapa concorrente, 100% Vitória, que conta com vários amigos meus de longa data no Barradão, que não se curvam a presidentes e que terão a coragem e a disposição necessária para contestar o presidente, seja ele Paulo Carneiro ou Raimundo Viana. O número da 100% Vitória é 555.

Já sobre a Vitória Gigante e a 300 do Vitória, que concorrem ao Conselho Deliberativo, eu não boto fé de que sejam capazes de contestar e apertar Paulo Carneiro, se este vir a ganhar. Tem muitos membros que se comportam como “pcminions”, ou seja, seguidores fieis, com altas doses de idolatria e que dificilmente terão a coragem para cobrar de PC, ou o pior, de nem enxergar os possíveis erros de seu “mito”, como eles mesmos chamam Paulo Carneiro!

CARTOLA FC

Nossa liga já está aberta no Cartola FC e você pode fazer parte através do link abaixo (clique em cima dele):

https://cartolafc.globo.com/#!/liga/blog-casa-rubro-negra

Entenda as Eleições do ECV de 2019

Membros da Frente Vitória Popular inscrevendo a chapa que concorre ao Conselho Deliberativo. FOTO: Correio24h

Com o prazo encerrado às 14h de ontem, o Vitória já sabe quantas chapas disputarão o pleito para os três órgãos do clube. Como essa será a primeira eleição em formato proporcional, há muita diferença em relação à realizada em 2016 e que precisa ser bem explicada ao sócio-torcedor rubro-negro. E como não deveria deixar de ser, eu sei de minha responsabilidade com o blog e para a torcida, além de ser JORNALISTA por formação acadêmica. Com o intuito de deixar meus leitores informados e sabendo se desviar das fake news, achei por bem fazer este post faltando 13 dias para as eleições antecipadas, infelizmente por culpa exclusiva de mais uma diretoria incompetente e que cometeu, sim, ESTELIONATO ELEITORAL com a torcida, com a eleição tampão de Ricardo David, em dezembro de 2017, após a renúncia do também fracassado Ivã de Almeida.

Para o pleito do próximo dia 24/04, cinco chapas concorrerão para o Conselho Diretor (Diretoria), quatro para o Conselho Deliberativo e apenas duas para o Conselho Fiscal. Em relação a 2016, o sócio-torcedor rubro-negro vota separado em cada uma. Ou seja, não há necessidade ou obrigatoriedade de votar numa corrente única.

Há três anos, o torcedor votava numa chapa única contendo todos os presidentes e vices dos três órgãos administrativos do clube. Portanto, quem quiser votar em Paulo Carneiro, por exemplo, mas quiser votar nas chapas dos Conselhos Fiscal e Deliberativo que sejam mais independentes ou claramente opositores a PC, pode fazer isso sem traumas na mente. Aliás, sendo inteligente, a melhor forma de eleição é essa. Colocar nos conselhos de fiscalização e controle chapas que tendem a ser contrárias ao favorito do pleito em seu cargo máximo. Pois, em teoria, os eleitos dos conselhos fiscal e deliberativo terão prazer e disposição para acompanhar pari-passo as ações daquele presidente que tem alguma divergência política ou um afastamento protocolar.

A chapa de Raimundo Viana (100% Vitória) fundiu-se com a Vitória Raiz, que indicou Marcus Sarmento a vice presidente do Conselho Diretor.

As chapas concorrentes ao Conselho Diretor são:

-Vitória Gigante: Unido e Forte (Presidente: Paulo Carneiro. Vice: Luiz Henrique)

-100% Vitória (Presidente: Raimundo Viana. Vice: Marcus Sarmento)

-Vitória Uma História de Amor e Paixão (Presidente: Isaura Maria. Vice: Herval Jodson)

Vitória Campeão Nacional 2020 (Presidente: Gílson Presídio. Vice: Jânio Ferraz)

-Vitória Gigante Puro (Presidente: Walter Seijo. Vice: Roberto Watt)

A Chapa “Vitória Gigante Puro” é o Plano B de PC, caso a sua liminar seja derrubada e sua candidatura seja indeferida.

Para o Conselho Deliberativo concorrem:

  • VITÓRIA FRENTE POPULAR (Rodolfo Mendonça na Presidência do Conselho)
  • VITÓRIA GIGANTE (Fábio Mota como Presidente do Conselho)
  • 300 DO VITÓRIA (Delsuc Gomes como Presidente do Conselho)
  • 100% VITÓRIA (Nilton Almeida como presidente do Conselho)

Já para o Conselho Fiscal concorrem:

-VITÓRIA GIGANTE (Jaílson Reis, presidente)

-100% VITÓRIA (Marcelo Britto, presidente)

Este ano eu não vou pedir ou declarar publicamente voto a nenhum candidato ao Conselho Diretor. Infelizmente, a histeria raivosa de colocar quem pensa diferente como subgente, como um demônio que precisa ser combatido e exterminado, que vimos nas últimas eleições presidenciais do País chegou ao Vitória. De um lado, os fanboys de PC chamam os adversários de “comunistas”, “esquerdopatas”, “torcedores de internet” e “meninos de videogame“. Do outro lado, chamam os carneiristas de “pcminions”, “fascistas”, “brutamontes”, “oligárquicos” e “antiplebe”. E isso deixa o ambiente muito entoxicado, pesado, fazendo com que amigos rubro-negros desfaçam amizades tal qual aconteceu no pleito Bolsonaro x Haddad & Bolsonaro x Ciro. Somos todos VITÓRIA ou não? Adotei o lema “100% Vitória. Não torço por dirigentes” neste pleito. Ainda não decidi meu voto, tenho uma predileção e só eu e Deus saberão em quem votarei para presidente. O voto é secreto!

Todavia, estou concorrendo a mais um cargo de conselheiro pela FRENTE VITÓRIA POPULAR, sou o 45º da lista e para eu entrar, a FVP precisa de alcançar 30% dos votos, no mínimo. Considero a FVP como a chapa para o CONSELHO DELIBERATIVO mais plural e que conta com 100% de torcedores da arquibancada como eu, pessoas das mais diversas classes sociais. Diferentemente das eleições de 2016, em que era obrigado a ter uma quantidade X de ex-conselheiros e ex-dirigentes para a composição da chapa, desta vez é uma chapa 100% livre de “baluartes” rubro-negros ou pessoas que se auto intitulam de “famílias tradicionais” ou “Históricas do Clube”.

Vale lembrar que a FVP não é a Vitória do Torcedor rebatizada. Embora tenha muitos conselheiros eleitos em 2016 pela VDT fazendo parte da FVP, não há esta relação de ser uma VDT 2.0. A VDT não é partido político, não tem diretoria, não tem sede, nem filiados. A VDT foi um grupo que se reuniu entre 2015 e 2016 visando as eleições de 2016 e que contava com cerca de 300 pessoas, também bastante plural e que teve sim (como qualquer grupo grande) pessoas que se mostraram oportunistas ou não tão honestas e com boas intenções como pareciam. Além disso, a parte que ficou encarregada da gestão do clube foi afastada, seja por processos internos, desgaste natural (demissões e renúncias) e AGE, logo no primeiro ano, em 2017. O que restou da VDT foram os conselheiros do Deliberativo e do Fiscal. dois anos que a DIRETORIA não contém membros da Vitória do Torcedor.

No pleito de 2019, os mebros da VDT se diluíram em todas as chapas, inclusive na Vitória Gigante (de Paulo Carneiro), que conta com vários “cabeças” da VDT em 2016 como Cacau, Fábio Mota, Paulo Magalhães Jr, Luiz Henrique Viana, Firmo Borja, Walter Tannus (que foi expulso do conselho deliberativo da VDT por vazamento de documentos sigilosos do clube que continham os salários dos atletas profissionais de 2017), além de boa parte da UTV (União dos Torcedores do Vitória) que colaram com a VDT em 2016 e agora estão espalhados na Vitória Gigante e 300 do Vitória. Só entre a Vitória Gigante a 300 do Vitória são quase 50 ex-membros da VDT. Portanto, quem fica vomitando que a FVP é a VDT Rebatizada está sendo desleal e mentiroso!

VITÓRIA SEMPRE!

Vitória 1×2 Atlético-BA | Quantos metros de profundidade tem este poço?

Quantos metros de profundidade tem esse poço de vergonha que o VITÓRIA adentrou desde 2014? É o mesmo do Pré-Sal? Quando a gente pensa que já viu de tudo, o Vitória mostra que o fundo do poço ainda está longe de chegar. Todos que que têm minha faixa etária, isto é, nascidos na primeira metade dos anos 80, se acostumaram a ver o VITÓRIA destruir nos campeonatos estaduais e regionais. Dificilmente perdíamos dois jogos seguidos ou ficávamos três jogos sem vencer disputando as competições regionais e o Vitória 2019 já chegou a 5 partidas sem ganhar jogando Campeonato Baiano e Copa do Nordeste, encarando equipes do porte de Moto Club/MA, CSA/AL, Juazeirense, Jequié, Jacobina, etc. Os maiores clubes que o rubro-negro enfrentou até aqui foram o rival e o Ceará, que a nível nacional é do nosso “naipe”.

Se fizermos um recorte no ano, nos últimos 8 jogos apenas uma vitória foi conquistada. Vamos ampliar mais um pouco o horizonte? Vamos pegar os últimos 26 jogos do Vitória (incluindo a reta final do Brasileirão 2018) e chegamos a 4 vitórias. Tão somente 4 vitórias em quase 30 partidas disputadas!!! O que esses merdas estão fazendo com nosso clube? Lembro que a gente aprendeu a ter orgulho e tirar onda até com torcedor de time do eixo, principalmente os baianos “sulistas”, lembro que sempre batia de frente no colégio com este tipo de torcedor lá atrás. Lá no primeiro projeto de blog, início dos anos 2000, eu recordo que discutia com torcedor do Inter, Cruzeiro, Palmeiras, Flamengo de cabeça erguida, com uma certa altivez, confesso!

Agora não consigo nem tirar onda com torcedor de Moto Clube, Sampaio Correia, Ceará, Santa Cruz, Náutico e até mesmo do Jahia, que eu sempre escaldava de todas as formas. O Vitória se aproxima a cada ano – desde 2014 (repito) – dos menores times de futebol do Nordeste e está se tornando até freguês de times que aparecem na Série A como eclipses totais da lua, outros que só conheceram a Série A do Brasileirão na época da Ditadura Militar, em que se criou um ditado popular que dizia “aonde a Arena* ia mal, mais um time no Nacional”, chegando ao ponto de ter 94 times na edição de 1979. Clubes que eu nunca vi jogar uma Série A desde que me conheço por gente.

Por pior que seja a crise do clube, seja ela técnica (time), administrativa ou ambas, o Vitória não pode nunca perder de virada, no Barradão, para o inexpressivo e xexelento Atlético de Alagoinhas, que passou uns 2 ou 3 anos na Segunda Divisão do Campeonato Baiano. O Vitória não pode, jamais, FICAR CINCO JOGOS SEM VENCER EM COMPETIÇÕES LOCAIS, em que os adversários são minúsculos e frequentadores dos porões do futebol brasileiro. O Vitória não tem o direito de ser presa fácil para equipes do MARANHÃO, nem de ALAGOAS, PARAÍBA, PIAUÍ, SERGIPE, RIO GRANDE DO NORTE E ATÉ MESMO DO CEARÁ (que está apresentando crescimento como um todo de forma muito, mas muito recente). O único estado do Nordeste que consigo vislumbrar do porte do nosso é o de Pernambuco e ainda sim, limito ao Sport Club do Recife, pois Santa Cruz e Náutico são irrelevantes, andam mais nas divisões de acesso do que na elite e quando estes jogam na elite se equiparam a golfinhos, sobem, pulam, fazem uma gracinha e mergulham de novo na profundeza do oceano.

FORA RICARDO DAVID. Você é um câncer em metástase e precisa ser extirpado do clube. Tenha semancol, ninguém te aguenta mais, RENUNCIE! Você enganou os sócio-torcedores com seu papinho progressista, com frases bem articuladas. Você usou a tática da oratória, do vendedor sagaz, dos primeiros políticos corruptos e mentirosos da Grécia e Roma Antigas pra ludibriar a torcida, apenas para massagear seu ego ampliando seu status quo de empresário para Presidente de Clube de Massa.

MARCELO CHAMUSCA

FORA MARCELO CHAMUSCA! Você é um treinador fraco, ridículo, arrogante, prepotente, que acha ser mais do que realmente é. Você é um Mancini piorado 3x, que não suporta ser questionado pela imprensa e torcida. Você é um bosta como profissional de futebol, só treinou times pequenos, sendo o Vitória o maior de sua carreira até aqui. Volte pros times do interior de São Paulo ou para times de SE, AL, MA, PI, PB, RN e cia. SAIA DO VITÓRIA, seu retranqueiro desgraçado. O cara jogou pelo empate com o Moto Club (tomou 2×0), e ontem tirou dois atacantes para colocar um lateral e um volante, para tentar segurar resultado de 1×0 com o nanico Atlético de Alagoinhas? Ah vá pra merda com esse pensamento pequeno, de treinador pequeno, que só treina time pequeno! Por mais que o VITÓRIA esteja colecionando DIRETORIAS RIDÍCULAS de 2014 pra cá, o VITÓRIA é muito pra você, Marcelo Chamusca. Vá treinar o Galícia, o Jequié, o Jacobina, seu embuste miserento!!!

CHEGA DE VERGONHAS E DE COLECIONAR FRACASSOS! A TORCIDA NÃO AGUENTA MAIS. RENUNCIA RICARDO DAVID, TENHA VERGONHA NA CARA E SE PIQUE TAMBÉM MARCELO CHAMUSCA. O VITÓRIA É MUITO GRANDE PRA VOCÊS DOIS. VOLTE PRA SUA EMPRESA DE ENERGIA SOLAR, RD. E VÁ TREINAR O BANGU, MARCELO CHAMUSCA!

*Arena é a sigla de Aliança Renovadora Nacional e foi um partido político, surgido em 1965, que dava sustentação ao Regime Militar.

A IMORALIDADE DA ARENA FONTE NOVA

Inspirado pelo amigo rubro-negro Diego de Assis (@d_assiis no twitter) resolvi reforçar a thread que ele fez ontem sobre a imoralidade que está acontecendo com a Arena Fonte Nova e o Bahia nos últimos meses, em que praticamente o que parecia ser uma loucura ambiciosa do ex-presidente do tricolor, Marcelo Sant’Anna, começa a ganhar corpo com a gestão de Guilherme Bellintani que há pouco tempo era o secretário número um do Prefeito ACM Neto.

E o que era loucura ambiciosa e que está virando realidade, você deve estar se perguntando, não é? A resposta é o Bahia praticamente fazer da Arena Fonte Nova um estádio particular, sem precisar de arrendar como fez o Botafogo no Engenhão e, além disso, de ter loja oficial e agora um museu exclusivo do Bahia, sem gastar um tostão, nem mesmo um saco de cimento. Sem esquecer que o tricolor ganha fixo R$ 6 milhões anual e um valor variável com a renda de bilheteria, bares e lanchonetes, Espaço Lounge Premium (setor mais caro do estádio) e um bônus de R$ 12,3 milhões caso a média de público anual seja de 15 mil pessoas e quanto maior for esta média, maior o bônus, que não tem teto máximo, diga-se de passagem. Essas regalias e farras que o Bahia tem feito, é com dinheiro público, já que a Arena Fonte Nova é um estádio do Governo Estadual que está em regime de PPP com o grupo OAS e Odebrecht, além da verba de R$ 100 milhões pagas pelo Grupo Petrópolis para ter os direitos de Naming Rights da Arena (com o nome da cerveja Itaipava), em que esta grana é dividida entre o consórcio Fonte Nova Participações e o Governo do Estado.

Essas negociações atestam que o Bahia está sendo beneficiado financeiramente e patrimonialmente sem gastar um centavo. Isso é uma imoralidade sem tamanho e ofende a história da Bahia, da própria Fonte Nova e também de outros clubes baianos, inclusive ao Vitória. Ofende a Bahia porque o rival não é o único clube do estado e jamais gestores públicos estaduais e/ou municipais devem agir usando o lado torcedor para beneficiar o clube de coração. Vale ressaltar da intromissão do governo JW na política do Bahia e que culminou com a expulsão de Marcelo Guimarães Filho e a recente tentativa da prefeitura em financiar uma festa de 30 anos que o Bahia não vence um Nacional, que foi anulada depois da manifestação da União de Torcedores do Vitória (UTV), que na acusação apresentada fundamentava sobre a possibilidade do prefeito ser enquadrado em improbidade administrativa e desvio de finalidade com tal ato, ainda que o valor seja considerado irrisório por muitos.

Vale lembrar também que depois daquela tragédia no final de 2007, quando parte da Antiga Fonte desabou matando 7 torcedores, o rival ficou sem poder jogar em Salvador, já que a diretoria rubro-negra da época, pressionada pela torcida, resolveu recuar da ideia de alugar o Barradão para a sardinha. E o Governo do Estado, através do governador Jacques Wagner não mediu esforços para reformar o Pituaçu, sem licitação, alegando situação de emergência. Foram gastos milhões na revitalização do Pituaçu, que virou Elefante Branco e passa maior parte do ano de portas fechadas e sinais de abandono já começam a aparecer no gramado e nas arquibancadas.

E atualmente, o rival tem um contrato com uma das arenas feitas para a Copa do Mundo de 2014, nos moldes em que nenhum outro clube do Brasil possui, além de receber dinheiro público com a verba de todos os cidadãos baianos. Se isso por si só não for considerado imoral, o que dizer dos argumentos mais toscos e torpes que as autoridades utilizam para legitimar tamanha imoralidade? Chegam ao ponto de dizer que tudo que foi feito para o Bahia na Arena, não caracteriza o estádio como se fosse particular porquê podem ser desmontados, o argumento é frágil porque se você me der uma retroescavadeira, até a própria Arena Fonte Nova pode ser “desmontada”. A caracterização está na identidade visual do bem público.

Ou seja, hoje o Bahia é uma entidade privada que mama nas tetas do dinheiro público, com apoio político importante do Governo do Estado e com a sombra de ACM Neto por trás. Pra defender essa imoralidade, apenas sendo torcedor mesmo e daqueles bem fanáticos, e mesmo assim, é necessário usar de muita demagogia para defender essa doação ilícita disfarçada de “acordo comercial”.

Isso também ofende a história da Fonte Nova como palco do futebol baiano, não apenas do Bahia. Foi na Fonte Nova também que ocorreram alguns dos maiores momentos da história do nosso futebol, envolvendo também outros times da Bahia. O Vitória tem também uma história naquele pedaço de chão, como a campanha brilhante de 1974 e o vice-campeonato de 1993. Se hoje não é interessante para o Vitória, como entidade desportiva, mandar seus jogos exclusivamente na Fonte Nova, nada retira do Vitória o interesse no equipamento, que é público e não do Bahia. Não há argumento que venha dizer que o Vitória está errado em pensar assim, do mesmo modo que o Leão da Barra tem todo o direito de não querer mandar seus jogos integralmente na Arena, assim como o Estado não tem o direito de privatizar, “de graça”, o equipamento público em prol do Bahia. É muito simples. O que tem ocorrido aqui, não existe em nenhum outro lugar do Brasil!

Porém, segundo relata Diego Assis, há uma ação movida por um juiz baiano para contestar essa imoralidade com o dinheiro público e que segue em curso. A esperança é que o desfecho seja favorável às normas que regem o direito público, tais quais a impessoalidade e eficiência. O silêncio e a passividade do Esporte Clube Vitória vem da natureza do fracassado Ricardo David e sua latente incapacidade em gerir um clube desse tamanho. Mas o Vitória precisa se levantar, sua torcida necessita se mobilizar e encampar essa batalha. Não podemos deixar que o Bahia ganhe um estádio de graça, sem pagar um saco de cimento, sem usar dos artifícios legais como uma arrendamento (uma espécie de propriedade temporária). Há dinheiro de rubro-negro ali também. E se eu não estiver equivocado, para o Governo fazer uma doação de algum imóvel, tem que passar pelo crivo da Assembleia Legislativa da Bahia, não é como uma pessoa física ou jurídica comum não, que pode ceder bens móveis e imóveis ao seu bel prazer. Há um rito! Há todo um trâmite burocrático-administrativo quando se trata de Poder Público.

Pra concluir. O rival tem todo o direito de ter um museu e de exaltar a sua história. Sua torcida tem todo o direito de ter um ambiente em que se conecte com o passado. O que o Bahia não tem direito é de usar um bem público pra isso. O museu do Bahia tem que ser construído pelo Bahia, num espaço do Bahia e mantido pelo Bahia. Qualquer coisa diferente disso é farra com o dinheiro público e mistura entre o público e o privado.

Fontes:

https://globoesporte.globo.com/ba/futebol/times/bahia/noticia/bahia-firma-novo-contrato-com-a-fonte-nova-que-tera-gram-trocado-ainda-em-2018.ghtml

https://oglobo.globo.com/esportes/bahia-seguira-com-arena-fonte-nova-apos-reuniao-garantir-novo-contrato-15766622

http://globoesporte.globo.com/ba/noticia/2013/04/por-r100-milhoes-fonte-nova-fecha-com-cervejaria-e-ganha-novo-nome.html

https://www.bahianoticias.com.br/noticia/232490-neto-anula-patrocinio-de-r-40-mil-para-comemoracao-de-30-anos-do-titulo-de-88.html

http://www.iaf.org.br/ppp-da-arena-fonte-nova-lucrou-1319-milhoes-ate-2016/

Ninguém sente a derrota no EC Vitória

Texto de Vitor Hugo (@Victoraqua2992)

Não tenho bola de cristal e nem prevejo o futuro lendo as mãos de outras pessoas, porém tenho uma intuição bem forte. E foi essa intuição que no dia 19/02/2018 domingo do fatídico BaVi que nos rendeu o incômodo apelido de “galinhas” me fez pensar comigo mesmo “isso não vai dar certo” e eu tinha razão.

Nos dias posteriores ao episódio vergonhoso daquela tarde o clube e a torcida abraçaram a hashtag #fechadocomoecv que no momento foi vista como um motivador para o seguimento da temporada, porém com o passar das semanas o silêncio e a omissão da diretoria demonstraram o verdadeiro objetivo daquela campanha de marketing, esconder os verdadeiros responsáveis pela “fuga”. Os indícios de como seria a gestão de Ricardo David estavam expostos.

E foi a partir daí que toda desgraça recente passou a acontecer, perdemos o Campeonato Baiano dentro do Barradão, levamos um chocolate do Sampaio Corrêa na Copa do Nordeste, fomos goleados por Bahia, Santos e Atlético-PR, panela de jogadores comandavam o clube nos bastidores e no fim das contas fomos rebaixados a série B.

Oportunidades não faltaram para que providências fossem tomadas, faltou mesmo foi coragem, faltou foi sentir as derrotas. Ricardo David escondeu-se ao longo de 2018 e assistiu o Vitória definhar. O que a torcida ganhou de respostas? Apenas discursos vazios, pobres de ideias que se culminou na frase dita pelo mandatário em dezembro “aprendemos com os erros”, ninguém aprendeu nada, nada mudou.

Na derrota para o Moto Club os 11 comandados juntamente com Marcelo Chamusca foram reflexo de Ricardo David, apáticos, sem brio e força, covardes que pareciam apenas aguardar a derrota e a precoce eliminação na Copa do Brasil. E qual a medida tomada pela nossa direção após mais um vexame? Folga prorrogada por mais 24 horas aos atletas e comissão técnica.

É notável que o Vitória necessita de mudanças urgentes, não posso cravar que a solução seja a renúncia, mas é preciso ao menos ter a hombridade e humildade de pedir ajuda a quem entende minimamente de futebol. Porque quem entende de futebol não deixaria nosso gol “vazio” com Ronaldo e Caíque, não deixaria Ramon como titular entregando gols aos adversários desde 2016, não ficaria contente com o improvisado Jeferson na lateral esquerda, não assistiria Vilela assistir o jogo dentro de campo, não aprovaria esses nomes vindos do setor de inteligência (se é que existe), quem entende de futebol montaria pelo menos uma equipe competitiva.

Ricardo David você é o representante de mais de 3 milhões de torcedores que vivem o pior “momento moral” do Vitória em 120 anos. Você tem a obrigação de ser o primeiro a sentir derrota.

Victor Hugo

Engenheiro de Pesca, Professor, 26 anos, Rubro Negro.


Comentário do Blogueiro: Esse texto do amigo Victor Hugo foi muito bom, mas gostaria de esclarecer que quem criou a hashtag FechadoComOECV foi a torcida e não a diretoria. Foi a diretoria que surfou no efeito positivo da hashtag lançada pela torcida e não o contrário. E se a diretoria usou esta ação da torcida pra se omitir, a culpa é exclusiva dela, pois a hashtag visava combater a cobertura distorcida da Imprensa Esportiva Baiana sobre o Ba-Vi da Vergonha de 2018, não era de apoiar a violência ou a suposta fuga do campo, e sim, de proteger o clube de uma cobertura pra lá de tendenciosa dos meios de comunicação do Estado.

MERGULHANDO DE CABEÇA NO OSTRACISMO

Olá amigos, olha eu aqui novamente aparecendo pra dar um sinal de vida. Já falei na tag de comentários do próprio blog e respondi e-mails de quem perguntou meus motivos de não estar mais assíduo no blog, mas vale repetir. Estou super cansado, enojado e envergonhado de ver o Vitória se apequenando anualmente, piorando a cada temporada desde o ano da graça de 2014, pois a de 2013 foi a última digna do clube, por ter terminado o Brasileirão na 5ª colocação, de ter vencido o estadual com duas goleadas em cima do rival que até hoje gozamos da cara deles. Entretanto, para ser mais justo, o mesmo ano de 2013 marcou uma eliminação trágica da Copa do Brasil para o Salgueiro-PE e a vergonhosa eliminação para o Ceará nas quartas-de-finais do Nordestão tomando 4×1 no Barradão.

Segue abaixo a breve retrospectiva de 2014 até os dias atuais para percebermos que a tragédia dos dois últimos anos não foram decorrentes da chegada da democracia no clube, e sim, de um complemento do que já vinha acontecendo dois anos antes do sócio-torcedor ter direito a voto. Portanto, o declínio vertiginoso do EC VITÓRIA como instituição esportiva não é culpa exclusiva do sócio-torcedor por ter “votado errado”, conceito muito subjetivo e que varia de pessoa pra pessoa, pois tem gente que acha que votar em PC seria o certo, assim como tem gente que acha que votar nele é errado. Longe disso. A culpa é, acima de tudo, dos presidentes, sejam eles eleitos pela torcida ou não. De 2014 a 2018 só tivemos incompetentes gerindo o clube, lembrando que Carlos Falcão em 2014 (renunciando em março de 2015) e Raimundo Viana (assumindo como tampão em abril de 2015) foram indicados e bancados por Aléxi Portela Jr e seus conselheiros, também escolhidos à dedo, pois não havia eleições para o Conselho Deliberativo nem para Presidente (para os sócio-torcedores).

2014: Vitória começou a temporada com a torcida e parte da imprensa com boas expectativas após a bela campanha no brasileirão da temporada anterior, mas de cara o time perdeu peças importantes do elenco 2013 como Maxi Biancucchi (pro bahia), Marquinhos (pro Cruzeiro), além de não ter renovado com Renato Cajá, após ato de indisciplina no jogo da penúltima rodada do campeonato contra o Flamengo. O Vitória foi novamente goleado e eliminado pelo Ceará no Nordestão, perdeu o campeonato baiano para o rival, saiu precoce da Copa do Brasil para o J Malucelli. Foram realizadas 24 contratações e para os lugares de Cajá, Maxi e Marquinhos vieram Hugo (ex São Paulo), Marcos Júnio e Souza Caveirão. O time ainda contou com peças como Dão, Lucas Zen, Josa, Marcinho, Edno e outras mumunhas. Na parada do meio do ano, Ney Franco pediu demissão e assinou com o Flamengo e Jorginho veio pro seu lugar. Dois meses depois, Ney Franco retornou depois de não dar certo no Flamengo e ficou até o final do campeonato, onde o ECV não conseguiu evitar o rebaixamento ao perder em casa para o Santos. Dos 19 jogos em casa, o Vitória só venceu 6 e fez apenas 38 pontos.

2015: Rebaixado, o clube remodelou o elenco, mas contratou outra pilha de bondes e nem mesmo o retorno de Neto Baiano foi positivo. Atuando mal e fazendo bem menos gols que nas temporadas 2012 e 2009, terminou perdendo a posição de titular e dando declarações infelizes na imprensa chateado por não ser titular. Pouco tempo depois voltou a ser titular e protagonizou a perda de um pênalti nas oitavas de final do Baiano contra o Colo-Colo e, pela segunda vez, o time de Ilhéus se dá bem em cima do rubro-negro. Com a eliminação precoce no estadual, o Vitória perdeu sua vaga do Nordestão de 2016. Esta eliminação em casa para o time ilheense foi a gota d’água da imprensa, torcida e do conselho deliberativo da época. O pedido de Fora Falcão iniciado no returno do Brasileirão de 2014 ganhou mais força e Carlos Falcão mostrou grandeza e renunciou ao invés de tentar empurrar com a barriga. Novamente Aléxi Portela Jr, que já tinha indicado Falcão como seu sucessor, foi o mentor para a nova escolha do presidente rubro-negro e em mais uma “eleição” indireta e de aclamação, Raimundo Viana, 73 anos (à época) foi o escolhido. O time era muito fraco e vinha de seguidos vexames nas competições iniciais da temporada. O presidente eleito pra ser o tampão tinha sido presidente do clube na década de 70 marcada pelo hepta do rival. O senso-comum era de que inevitavelmente iríamos para a Série C. Pouquíssimas pessoas acreditavam em Viana, por estar muitos anos longe dos bastidores do futebol.

Mas voltando a falar em Nordestão, adivinha quem nos eliminou pela terceira vez seguida? Sim, ele mesmo, o Ceará. Sem goleadas desta vez, mas que culminou com o desgaste total de Nino no Vitória, que deixou o clube após 6 temporadas. A saída de Nino se deu no seguinte contexto: Após perder a titularidade no primeiro semestre para Diego Renan e até mesmo para Romário (já tinha perdido para Ayrton em 2013/14, frise-se) e ter cometido o pênalti que resultou com a queda do Vitória para o Ceará na semifinal do Nordestão. Outra coisa: antes de começar a Série B, o Vitória já tinha tido dois treinadores em menos de 4 meses: Ricardo Drubscky e Claudinei Oliveira. Para a Série B veio Mancini. Tal qual 2012, o Vitória fez um primeiro turno de Série B muito consistente, perdendo força no segundo e voltou a subir sem o título, mas desta vez a novidade foi subir em e não mais em 4º colocado.

2016: Sem poder disputar a Copa do Nordeste só restou ao Vitória de Raimundo Viana e Manoel Matos (que foi o presidente de fato, por se envolver mais nas questões administrativas do clube e do futebol), cair de cabeça no estadual. E o Vitória foi campeão em cima do rival. Mas novamente era nítido que o time do primeiro semestre não era forte o suficiente para a Série A, só que a diretoria teimou e não reforçou o Leão a contento e vimos uma campanha medíocre e que se não fosse o grande ano de Marinho em toda a sua carreira, o Vitória já teria sido rebaixado lá atrás em 2016. Durante toda a temporada outro fato que ganhou destaque foi a luta de grupos de oposição ao status quo do Vitória pela abertura do clube para eleições diretas. Foi uma briga que envolveu liminares e que até fez rachar o conselho deliberativo daquela gestão, que praticamente isolou RV/MM e que gerou a formação da chapa Vitória de Todos Nós, do então Ricardo David. As oposições não conseguiram que fossem eleições diretas, mas conseguiu a participação do sócio-torcedor com mais de 18 meses de filiação ininterrupta ao SMV votar nas chapas.

Foto da Chapa VDT eleita em dezembro de 2016

Se antes, as eleições eram indiretas e restritas aos conselheiros colocados no conselho por indicação, esta seria a primeira vez que o sócio-torcedor poderia eleger a chapa favorita. De forma estratégia, todas as chapas divulgaram com antecedência o nome de quem seria o presidente, caso fosse eleito. E assim no dia 16/12 as chapas Vitória do Torcedor (Ivã de Almeida), Vitória de Todos Nós (Ricardo David), Vitória Gigante(Paulo Carneiro) e Vitória Cada Vez Maior (Raimundo Viana) disputaram os votos de 1.578 sócios aptos SMV. A chapa de Ivã venceu por 528 votos, com a chapa de RD ficando em segundo com 405 votos, PC com 391 votos e Raimundo Viana com 246.

Dátolo é apresentado por Ivã de Almeida

 

2017: Com o lema de um Vitória mais popular e com voz da torcida, a diretoria eleita entrou o ano com boas expectativas, principalmente no retorno de Sinval ao clube, que tinha deixado boa impressão no final dos anos 90 e no ressurgimento do clube no período da Série C, onde ele foi uma das peças motrizes para a volta rápida da Série C para A em 3 anos. Entretanto, todas as expectativas foram por água abaixo quando muitos jogadores de certo renome no continente não deram certo como Pisculichi Dátolo e Cleiton Xavier. O Vitória estava com um dos maiores orçamentos e RV deixou o clube com R$ 23 mi em caixa e com as vendas de Marinho e Marcelo, o Vitória chegou a ter 40 mi à disposição, mas gastou mal e o time não deu liga. Aos trancos e barrancos o time foi campeão baiano invicto, mas foi eliminado pelo Bahia na Copa do Nordeste e pelo Paraná na Copa do Brasil. Mas o “amor acabou mesmo” antes do término do primeiro turno quando o Vitória tinha apenas 12 pontos em 17 jogos.

A pressão política foi forte, tanto por parte do Conselho Deliberativo eleito, como o de opositores políticos, principalmente pela Vitória Gigante, que através de PC, em seus audios de whatsapp denunciava várias coisas erradas cometidas pelos executivos do clube. Sinval foi demitido, Petkovic veio pra seu lugar, mas terminou virando treinador, diretor e gerente de futebol ao mesmo tempo e com isso perdeu os vestiários. Que balbúrdia!!! Nesse interím, Ivã pediu afastamento. Meses depois o C. Deliberativo se articulava para destituir Ivã por Gestão Temerária, tendo inclusive realizado AGE neste sentido (de aprovar a instalação do rito), apenas após este evento, Ivã renunciou e Agenor ficou como interino até o dia das novas eleições que marcou a vitória de Ricardo David, com 945 votos (52% dos votos), deixando Manoel Matos (apoiado por Paulo Carneiro) em segundo lugar com 607 votos. Vale ressaltar que foi o Sobrenatural de Almeida que salvou o Vitória do rebaixamento e não Vagner Mancini. O treinador chegou pela quarta vez ao Vitória sabendo que o clube teria que fazer 33 pontos e ele fez 31 e se não fosse o gol “espírita” de Túlio de Mello, da Chapecoense, nos acréscimos daquele jogo no interior de SC, estaríamos na Série B neste ano de 2018.

Falar e prometer em campanha é fácil, difícil é fazer, né Ricardo?

Portanto galera, apesar do texto ter saído enorme, vamos parar de achar que a culpa da tragédia administrativa rubro-negra é exclusiva da Democracia no Clube e dos sócio-torcedores que “votam errado”. O Vitória tem 120 anos e apenas dois destes anos (2016 e 2017) o torcedor participou votando. Em 2014, Alexi Portela indicou e emplacou Carlos Falcão e depois, com a renúncia deste, fez o mesmo com Raimundo Viana. Antes, PC passou mais de 15 anos no clube em sistema parecido, na verdade nem bate-chapa existia. E antes de PC já tivemos quantos presidentes ruins? Ter presidente fraco não é mesmo por culpa exclusiva da democracia. A culpa maior é de quem assume o comando do Clube e não exerce nada do que prometeu. Ninguém votou em fulano pensando em desgraçar com o clube e sim porque acreditou que tal candidato de tal chapa era o mais preparado ou o “menos pior”. Democracia é isso. E eu prefiro 1500 a 2000 sócios votando e elegendo seus representantes do que deixar isso nas mãos de uma patotinha ou de uma pessoa (pior ainda).

Paulo Carneiro, Aléxi Portela e Carlos Falcão já rebaixaram o clube, já fizeram campanhas pífias também. Raimundo Viana só não rebaixou o clube graças a Marinho e eu aposto que se ele ficasse mais dois ou três anos teria o mesmo destino que AP, PC, CF e agora com Ricardo David. O Vitória precisa é de pessoas realmente capacitadas e empenhadas em fazer o VITÓRIA crescer e se estabilizar no cenário nacional. Infelizmente, as primeiras tentativas da torcida não deram certo. Mas não é por conta disso que devemos acabar com a democracia do clube e preferir o modelo antigo. O modelo antigo já fracassou também!

Alexi Portela foi o mentor do aventureiro Carlos Falcão no Vitória.

Eu confesso que estou desnorteado, nem consegui dormir direito essa noite. E pretendo nunca mais me envolver tão profundamente em eleição política do Vitória. Apoiei sim a VDT em 2016 e me elegi conselheiro por ela. Votei em Ricardo David ano passado, sem fazer campanha explícita, apenas divulgando nas redes sociais e aqui que iria votar nele. Mente aquele que diz que militei por Ricardo David. Publicizar voto nas redes sociais não é fazer campanha. Não pedi votos pra ele como fiz em 2016 para a Chapa VDT, nem fiquei postando as panfletagens virtuais (cards, foto de perfil temática) para ele. Apenas declarei meu voto. E para as eleições de 2019 nem isso farei (expor quem votarei). Eu só quero que RICARDO DAVID saia o quanto antes e que o novo presidente consiga recuperar o clube. Só isso!

E APESAR DO CLUBE ESTAR MERGULHANDO DE CABEÇA NO OSTRACISMO

VITÓRIA SEMPRE!

Vitória é humilhado por lanterna do campeonato e Mancini é demitido, finalmente!

FOTO: Fernando Freire / ge.com

Mais um vexame do Vitória no ano da graça de 2018, mais uma goleada. A segunda em 8 dias! Este é o Vitória do incompetente, falastrão e engodo eleitoral chamado Ricardo David, que segue com muita eficiência batendo todos os recordes negativos, ratificando a sua linhagem perdedora de seus mentores Alexi Portela Jr e Carlos Falcão. Ao final de domingo da semana passada, estávamos todos revoltados e envergonhados com os 4×1 para as sardinhas, se passou uma semana e mais um 4×0 na conta. Nem mesmo equipes nanicas quando sobem na cagada à Série A sofrem com este tipo de situação. Se na semana passada, voltamos a perder por mais de três gols para o rival, fato que não acontecia desde 1978, e de perder 5 clássicos seguidos desde 1938, desta vez somos um dos times mais goleados nesta edição do Brasileirão com 4 goleadas. Esse poço tem fim?

Vágner Mancini deveria ter sido demitido desde o fim da partida entre Vitória x Sampaio Correia lá em São Luís, quando ele subestimou a equipe maranhense e foi com um time mesclado de reservas e garotos da base numa fase eliminatória no maior torneio regional do país, que além de render boa grana ao Campeão tem o fator incalculável do orgulho de ser campeão, de levantar o troféu, de mostrar que você é o melhor clube da região nordeste na temporada. Ricardo David foi empurrando com a barriga de uma forma super estranha e sem o mínimo de transparência ao torcedor rubro-negro. Depois deste fato, aconteceram outros momentos em que o técnico poderia ter sido trocado como no período da Copa do Mundo, em que um novo profissional poderia já estar adaptado e com uma revigorada equipe. Ficou notório que o ECV voltou pior da parada da Copa da Rússia, o time vem jogando muito mal e quando vence é sempre por 1×0 tomando sufoco e salvando bolas em cima da linha ou tendo sua trave acertada pelos adversários.

Precisou tomar DUAS GOLEADAS EM OITO DIAS para o embuste do Ricardo David mandar Mancini pegar a BR! E diga-se de passagem que este sujeito nunca mais retorne ao Vitória. Esta última (e tem que ser a última mesmo, registre-se!) passagem de Mancini como treinador do Vitória foi super desgastante para com a torcida. Não ganhou um clássico, paira sobre ele ainda a questão de ter orientado o time a forçar a última expulsão de um clássico que só valia três pontos e que por conta daquela pilantragem nos causou a perda do tricampeonato, o descompromisso com a Copa Nordeste, fora as pirraças com torcida e imprensa, sempre escalando sua panelinha e sem mostrar nenhuma reflexão de que esta atitude não estava fazendo o bem para o clube nas competições.

Eu tenho até vontade de pegar mais pesado com o entregador de coletes, mas como são coisas que eu não tenho a devida comprovação, não vou correr risco de entrar em batalha judicial, porque agora tudo é motivo pra processar. Só digo que não há mais sentido em trazer este cara aqui de novo, seja daqui a 1 ou 10 anos. Mancini está neste vai-e-vem no ECV desde 2008 e assim como aconteceu com os jogadores iô-iô, a exemplo de Victor Ramos e Leandro Domingues, em cada retorno seu desempenho foi pior, sendo a última passagem super traumática e que termina apagando a parte positiva dos serviços prestados. CHEGA DE VÁGNER MANCINI no VITÓRIA. Sua história com o clube acabou, seu ciclo acabou. ELE NÃO VAI MAIS FAZER NENHUMA DIFERENÇA POSITIVA. ELE NÃO EVOLUIU EM NADA DE 2008 PRA CÁ!

A passividade do time em campo ontem foi algo estarrecedor, típico de elenco que quer derrubar o treinador. Não sei se é o caso agora, mas o comportamento desleixado e descompromissado do elenco ontem, nos BaVi’s, no jogo de volta contra o Sampaio Correia e até mesmo nas nossas vitórias magras de 1×0, parecem, de certa forma, proposital. Além disso, tem a falha do próprio Mancini em escalar um time aberto, com os volantes marcando (ou tentando marcar) apenas centralizados, não fazendo as devidas coberturas dos laterais, o que deixa o miolo de zaga exposto no um a um com meias e atacantes adversários, o que gera por parte da torcida e imprensa, uma crítica centrada nos zagueiros, esquecendo que falta proteção dos volantes, que os volantes não estão fazendo a cobertura dos laterais, quando estes apoiam, e usam da “marcação por telepatia” na maioria dos lances. Então, na minha ótica, é injusto culpar tão somente os zagueiros do Vitória. Qualquer dupla de zaga terá o risco de falhar ampliado se ficar sempre no mano a mano com atacantes e meias adversários, sem a proteção dos volantes.

Dentre os nomes que começam a ser especulados para assumir o Vitória, eu descarto logo um: Paulo César Carpegiani. Não por ser ruim. Longe disso. É um treinador que já mostrou ter um poder de reativar equipes na competição. Mas temos que acabar com este ciclo vicioso Mancini⇒Carpegiani, Carpegiani⇒Mancini. Carpê já passou aqui em 2009 (foto) e 2012 e nas duas vezes saiu por conta de racha interno, porque os jogadores (coincidentemente vários participaram das duas passagens de Carpê) se esgotaram com a seriedade, rigidez e cobrança de PCC nos treinos, quase sempre fazendo longos trabalhos de fundamentos e que a boleirada atual não curte muito, fora que o temperamento de Carpegiani também não é fácil. E uma nova passagem de Carpegiani tende a estragar o lado positivo de suas passagens, assim como foi com Mancini.

José Ricardo, técnico do Flamengo durante partida contra o Santa Cruz, válida pela vigésima nona rodada do Campeonato Brasileiro de 2016, na capital paulista. 09/10/2016, Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Se eu fosse consultado, ou se eu tivesse a caneta na mão, eu iria tentar esses caras na ordem: Zé Ricardo, Jair Ventura, Eduardo Baptista e Nelsinho Baptista. O primeiro pegou um Flamengo todo bagunçado em maio de 2016 e levando à terceira posição no BR daquele ano, ou seja, foi pra Libertadores e campeão carioca em 2017. Em 2017, estava com números favoráveis no Brasileirão, apesar da cobrança da torcida e imprensa; e depois de perder para nós por 2×0 na Ilha do Urubu, foi demitido. Daí foi pro Vasco, que tinha elenco muito inferior ao Flamengo e que estava na zona do rebaixamento e numa recuperação brilhante, terminou em 7º lugar, com os mesmos pontos do Flamengo e foi pra Libertadores também. Jair Ventura é o meu segundo preferido da lista porque fez um brilhante trabalho com um elenco limitado do Botafogo, tanto limitado de atletas de qualidade, como de recursos financeiros, bem parecido com nosso status quo. Ele não deu certo no Santos, é verdade, mas lá o problema é outro, é na direção, na forma da condução do clube. O Santos vem trocando de treinador direto e o problema em campo não melhora, portanto ao meu ver, Jair Ventura é um bom nome sim! Em outro post comentarei sobre os nomes restantes de meus preferidos.

Vitória Sempre!

#ManciniNuncaMais

#AnoQueVemTuTerásOtrocoRicardoDavid