Vitória 1×2 Atlético-BA | Quantos metros de profundidade tem este poço?

Quantos metros de profundidade tem esse poço de vergonha que o VITÓRIA adentrou desde 2014? É o mesmo do Pré-Sal? Quando a gente pensa que já viu de tudo, o Vitória mostra que o fundo do poço ainda está longe de chegar. Todos que que têm minha faixa etária, isto é, nascidos na primeira metade dos anos 80, se acostumaram a ver o VITÓRIA destruir nos campeonatos estaduais e regionais. Dificilmente perdíamos dois jogos seguidos ou ficávamos três jogos sem vencer disputando as competições regionais e o Vitória 2019 já chegou a 5 partidas sem ganhar jogando Campeonato Baiano e Copa do Nordeste, encarando equipes do porte de Moto Club/MA, CSA/AL, Juazeirense, Jequié, Jacobina, etc. Os maiores clubes que o rubro-negro enfrentou até aqui foram o rival e o Ceará, que a nível nacional é do nosso “naipe”.

Se fizermos um recorte no ano, nos últimos 8 jogos apenas uma vitória foi conquistada. Vamos ampliar mais um pouco o horizonte? Vamos pegar os últimos 26 jogos do Vitória (incluindo a reta final do Brasileirão 2018) e chegamos a 4 vitórias. Tão somente 4 vitórias em quase 30 partidas disputadas!!! O que esses merdas estão fazendo com nosso clube? Lembro que a gente aprendeu a ter orgulho e tirar onda até com torcedor de time do eixo, principalmente os baianos “sulistas”, lembro que sempre batia de frente no colégio com este tipo de torcedor lá atrás. Lá no primeiro projeto de blog, início dos anos 2000, eu recordo que discutia com torcedor do Inter, Cruzeiro, Palmeiras, Flamengo de cabeça erguida, com uma certa altivez, confesso!

Agora não consigo nem tirar onda com torcedor de Moto Clube, Sampaio Correia, Ceará, Santa Cruz, Náutico e até mesmo do Jahia, que eu sempre escaldava de todas as formas. O Vitória se aproxima a cada ano – desde 2014 (repito) – dos menores times de futebol do Nordeste e está se tornando até freguês de times que aparecem na Série A como eclipses totais da lua, outros que só conheceram a Série A do Brasileirão na época da Ditadura Militar, em que se criou um ditado popular que dizia “aonde a Arena* ia mal, mais um time no Nacional”, chegando ao ponto de ter 94 times na edição de 1979. Clubes que eu nunca vi jogar uma Série A desde que me conheço por gente.

Por pior que seja a crise do clube, seja ela técnica (time), administrativa ou ambas, o Vitória não pode nunca perder de virada, no Barradão, para o inexpressivo e xexelento Atlético de Alagoinhas, que passou uns 2 ou 3 anos na Segunda Divisão do Campeonato Baiano. O Vitória não pode, jamais, FICAR CINCO JOGOS SEM VENCER EM COMPETIÇÕES LOCAIS, em que os adversários são minúsculos e frequentadores dos porões do futebol brasileiro. O Vitória não tem o direito de ser presa fácil para equipes do MARANHÃO, nem de ALAGOAS, PARAÍBA, PIAUÍ, SERGIPE, RIO GRANDE DO NORTE E ATÉ MESMO DO CEARÁ (que está apresentando crescimento como um todo de forma muito, mas muito recente). O único estado do Nordeste que consigo vislumbrar do porte do nosso é o de Pernambuco e ainda sim, limito ao Sport Club do Recife, pois Santa Cruz e Náutico são irrelevantes, andam mais nas divisões de acesso do que na elite e quando estes jogam na elite se equiparam a golfinhos, sobem, pulam, fazem uma gracinha e mergulham de novo na profundeza do oceano.

FORA RICARDO DAVID. Você é um câncer em metástase e precisa ser extirpado do clube. Tenha semancol, ninguém te aguenta mais, RENUNCIE! Você enganou os sócio-torcedores com seu papinho progressista, com frases bem articuladas. Você usou a tática da oratória, do vendedor sagaz, dos primeiros políticos corruptos e mentirosos da Grécia e Roma Antigas pra ludibriar a torcida, apenas para massagear seu ego ampliando seu status quo de empresário para Presidente de Clube de Massa.

MARCELO CHAMUSCA

FORA MARCELO CHAMUSCA! Você é um treinador fraco, ridículo, arrogante, prepotente, que acha ser mais do que realmente é. Você é um Mancini piorado 3x, que não suporta ser questionado pela imprensa e torcida. Você é um bosta como profissional de futebol, só treinou times pequenos, sendo o Vitória o maior de sua carreira até aqui. Volte pros times do interior de São Paulo ou para times de SE, AL, MA, PI, PB, RN e cia. SAIA DO VITÓRIA, seu retranqueiro desgraçado. O cara jogou pelo empate com o Moto Club (tomou 2×0), e ontem tirou dois atacantes para colocar um lateral e um volante, para tentar segurar resultado de 1×0 com o nanico Atlético de Alagoinhas? Ah vá pra merda com esse pensamento pequeno, de treinador pequeno, que só treina time pequeno! Por mais que o VITÓRIA esteja colecionando DIRETORIAS RIDÍCULAS de 2014 pra cá, o VITÓRIA é muito pra você, Marcelo Chamusca. Vá treinar o Galícia, o Jequié, o Jacobina, seu embuste miserento!!!

CHEGA DE VERGONHAS E DE COLECIONAR FRACASSOS! A TORCIDA NÃO AGUENTA MAIS. RENUNCIA RICARDO DAVID, TENHA VERGONHA NA CARA E SE PIQUE TAMBÉM MARCELO CHAMUSCA. O VITÓRIA É MUITO GRANDE PRA VOCÊS DOIS. VOLTE PRA SUA EMPRESA DE ENERGIA SOLAR, RD. E VÁ TREINAR O BANGU, MARCELO CHAMUSCA!

*Arena é a sigla de Aliança Renovadora Nacional e foi um partido político, surgido em 1965, que dava sustentação ao Regime Militar.

A IMORALIDADE DA ARENA FONTE NOVA

Inspirado pelo amigo rubro-negro Diego de Assis (@d_assiis no twitter) resolvi reforçar a thread que ele fez ontem sobre a imoralidade que está acontecendo com a Arena Fonte Nova e o Bahia nos últimos meses, em que praticamente o que parecia ser uma loucura ambiciosa do ex-presidente do tricolor, Marcelo Sant’Anna, começa a ganhar corpo com a gestão de Guilherme Bellintani que há pouco tempo era o secretário número um do Prefeito ACM Neto.

E o que era loucura ambiciosa e que está virando realidade, você deve estar se perguntando, não é? A resposta é o Bahia praticamente fazer da Arena Fonte Nova um estádio particular, sem precisar de arrendar como fez o Botafogo no Engenhão e, além disso, de ter loja oficial e agora um museu exclusivo do Bahia, sem gastar um tostão, nem mesmo um saco de cimento. Sem esquecer que o tricolor ganha fixo R$ 6 milhões anual e um valor variável com a renda de bilheteria, bares e lanchonetes, Espaço Lounge Premium (setor mais caro do estádio) e um bônus de R$ 12,3 milhões caso a média de público anual seja de 15 mil pessoas e quanto maior for esta média, maior o bônus, que não tem teto máximo, diga-se de passagem. Essas regalias e farras que o Bahia tem feito, é com dinheiro público, já que a Arena Fonte Nova é um estádio do Governo Estadual que está em regime de PPP com o grupo OAS e Odebrecht, além da verba de R$ 100 milhões pagas pelo Grupo Petrópolis para ter os direitos de Naming Rights da Arena (com o nome da cerveja Itaipava), em que esta grana é dividida entre o consórcio Fonte Nova Participações e o Governo do Estado.

Essas negociações atestam que o Bahia está sendo beneficiado financeiramente e patrimonialmente sem gastar um centavo. Isso é uma imoralidade sem tamanho e ofende a história da Bahia, da própria Fonte Nova e também de outros clubes baianos, inclusive ao Vitória. Ofende a Bahia porque o rival não é o único clube do estado e jamais gestores públicos estaduais e/ou municipais devem agir usando o lado torcedor para beneficiar o clube de coração. Vale ressaltar da intromissão do governo JW na política do Bahia e que culminou com a expulsão de Marcelo Guimarães Filho e a recente tentativa da prefeitura em financiar uma festa de 30 anos que o Bahia não vence um Nacional, que foi anulada depois da manifestação da União de Torcedores do Vitória (UTV), que na acusação apresentada fundamentava sobre a possibilidade do prefeito ser enquadrado em improbidade administrativa e desvio de finalidade com tal ato, ainda que o valor seja considerado irrisório por muitos.

Vale lembrar também que depois daquela tragédia no final de 2007, quando parte da Antiga Fonte desabou matando 7 torcedores, o rival ficou sem poder jogar em Salvador, já que a diretoria rubro-negra da época, pressionada pela torcida, resolveu recuar da ideia de alugar o Barradão para a sardinha. E o Governo do Estado, através do governador Jacques Wagner não mediu esforços para reformar o Pituaçu, sem licitação, alegando situação de emergência. Foram gastos milhões na revitalização do Pituaçu, que virou Elefante Branco e passa maior parte do ano de portas fechadas e sinais de abandono já começam a aparecer no gramado e nas arquibancadas.

E atualmente, o rival tem um contrato com uma das arenas feitas para a Copa do Mundo de 2014, nos moldes em que nenhum outro clube do Brasil possui, além de receber dinheiro público com a verba de todos os cidadãos baianos. Se isso por si só não for considerado imoral, o que dizer dos argumentos mais toscos e torpes que as autoridades utilizam para legitimar tamanha imoralidade? Chegam ao ponto de dizer que tudo que foi feito para o Bahia na Arena, não caracteriza o estádio como se fosse particular porquê podem ser desmontados, o argumento é frágil porque se você me der uma retroescavadeira, até a própria Arena Fonte Nova pode ser “desmontada”. A caracterização está na identidade visual do bem público.

Ou seja, hoje o Bahia é uma entidade privada que mama nas tetas do dinheiro público, com apoio político importante do Governo do Estado e com a sombra de ACM Neto por trás. Pra defender essa imoralidade, apenas sendo torcedor mesmo e daqueles bem fanáticos, e mesmo assim, é necessário usar de muita demagogia para defender essa doação ilícita disfarçada de “acordo comercial”.

Isso também ofende a história da Fonte Nova como palco do futebol baiano, não apenas do Bahia. Foi na Fonte Nova também que ocorreram alguns dos maiores momentos da história do nosso futebol, envolvendo também outros times da Bahia. O Vitória tem também uma história naquele pedaço de chão, como a campanha brilhante de 1974 e o vice-campeonato de 1993. Se hoje não é interessante para o Vitória, como entidade desportiva, mandar seus jogos exclusivamente na Fonte Nova, nada retira do Vitória o interesse no equipamento, que é público e não do Bahia. Não há argumento que venha dizer que o Vitória está errado em pensar assim, do mesmo modo que o Leão da Barra tem todo o direito de não querer mandar seus jogos integralmente na Arena, assim como o Estado não tem o direito de privatizar, “de graça”, o equipamento público em prol do Bahia. É muito simples. O que tem ocorrido aqui, não existe em nenhum outro lugar do Brasil!

Porém, segundo relata Diego Assis, há uma ação movida por um juiz baiano para contestar essa imoralidade com o dinheiro público e que segue em curso. A esperança é que o desfecho seja favorável às normas que regem o direito público, tais quais a impessoalidade e eficiência. O silêncio e a passividade do Esporte Clube Vitória vem da natureza do fracassado Ricardo David e sua latente incapacidade em gerir um clube desse tamanho. Mas o Vitória precisa se levantar, sua torcida necessita se mobilizar e encampar essa batalha. Não podemos deixar que o Bahia ganhe um estádio de graça, sem pagar um saco de cimento, sem usar dos artifícios legais como uma arrendamento (uma espécie de propriedade temporária). Há dinheiro de rubro-negro ali também. E se eu não estiver equivocado, para o Governo fazer uma doação de algum imóvel, tem que passar pelo crivo da Assembleia Legislativa da Bahia, não é como uma pessoa física ou jurídica comum não, que pode ceder bens móveis e imóveis ao seu bel prazer. Há um rito! Há todo um trâmite burocrático-administrativo quando se trata de Poder Público.

Pra concluir. O rival tem todo o direito de ter um museu e de exaltar a sua história. Sua torcida tem todo o direito de ter um ambiente em que se conecte com o passado. O que o Bahia não tem direito é de usar um bem público pra isso. O museu do Bahia tem que ser construído pelo Bahia, num espaço do Bahia e mantido pelo Bahia. Qualquer coisa diferente disso é farra com o dinheiro público e mistura entre o público e o privado.

Fontes:

https://globoesporte.globo.com/ba/futebol/times/bahia/noticia/bahia-firma-novo-contrato-com-a-fonte-nova-que-tera-gram-trocado-ainda-em-2018.ghtml

https://oglobo.globo.com/esportes/bahia-seguira-com-arena-fonte-nova-apos-reuniao-garantir-novo-contrato-15766622

http://globoesporte.globo.com/ba/noticia/2013/04/por-r100-milhoes-fonte-nova-fecha-com-cervejaria-e-ganha-novo-nome.html

https://www.bahianoticias.com.br/noticia/232490-neto-anula-patrocinio-de-r-40-mil-para-comemoracao-de-30-anos-do-titulo-de-88.html

http://www.iaf.org.br/ppp-da-arena-fonte-nova-lucrou-1319-milhoes-ate-2016/

Ninguém sente a derrota no EC Vitória

Texto de Vitor Hugo (@Victoraqua2992)

Não tenho bola de cristal e nem prevejo o futuro lendo as mãos de outras pessoas, porém tenho uma intuição bem forte. E foi essa intuição que no dia 19/02/2018 domingo do fatídico BaVi que nos rendeu o incômodo apelido de “galinhas” me fez pensar comigo mesmo “isso não vai dar certo” e eu tinha razão.

Nos dias posteriores ao episódio vergonhoso daquela tarde o clube e a torcida abraçaram a hashtag #fechadocomoecv que no momento foi vista como um motivador para o seguimento da temporada, porém com o passar das semanas o silêncio e a omissão da diretoria demonstraram o verdadeiro objetivo daquela campanha de marketing, esconder os verdadeiros responsáveis pela “fuga”. Os indícios de como seria a gestão de Ricardo David estavam expostos.

E foi a partir daí que toda desgraça recente passou a acontecer, perdemos o Campeonato Baiano dentro do Barradão, levamos um chocolate do Sampaio Corrêa na Copa do Nordeste, fomos goleados por Bahia, Santos e Atlético-PR, panela de jogadores comandavam o clube nos bastidores e no fim das contas fomos rebaixados a série B.

Oportunidades não faltaram para que providências fossem tomadas, faltou mesmo foi coragem, faltou foi sentir as derrotas. Ricardo David escondeu-se ao longo de 2018 e assistiu o Vitória definhar. O que a torcida ganhou de respostas? Apenas discursos vazios, pobres de ideias que se culminou na frase dita pelo mandatário em dezembro “aprendemos com os erros”, ninguém aprendeu nada, nada mudou.

Na derrota para o Moto Club os 11 comandados juntamente com Marcelo Chamusca foram reflexo de Ricardo David, apáticos, sem brio e força, covardes que pareciam apenas aguardar a derrota e a precoce eliminação na Copa do Brasil. E qual a medida tomada pela nossa direção após mais um vexame? Folga prorrogada por mais 24 horas aos atletas e comissão técnica.

É notável que o Vitória necessita de mudanças urgentes, não posso cravar que a solução seja a renúncia, mas é preciso ao menos ter a hombridade e humildade de pedir ajuda a quem entende minimamente de futebol. Porque quem entende de futebol não deixaria nosso gol “vazio” com Ronaldo e Caíque, não deixaria Ramon como titular entregando gols aos adversários desde 2016, não ficaria contente com o improvisado Jeferson na lateral esquerda, não assistiria Vilela assistir o jogo dentro de campo, não aprovaria esses nomes vindos do setor de inteligência (se é que existe), quem entende de futebol montaria pelo menos uma equipe competitiva.

Ricardo David você é o representante de mais de 3 milhões de torcedores que vivem o pior “momento moral” do Vitória em 120 anos. Você tem a obrigação de ser o primeiro a sentir derrota.

Victor Hugo

Engenheiro de Pesca, Professor, 26 anos, Rubro Negro.


Comentário do Blogueiro: Esse texto do amigo Victor Hugo foi muito bom, mas gostaria de esclarecer que quem criou a hashtag FechadoComOECV foi a torcida e não a diretoria. Foi a diretoria que surfou no efeito positivo da hashtag lançada pela torcida e não o contrário. E se a diretoria usou esta ação da torcida pra se omitir, a culpa é exclusiva dela, pois a hashtag visava combater a cobertura distorcida da Imprensa Esportiva Baiana sobre o Ba-Vi da Vergonha de 2018, não era de apoiar a violência ou a suposta fuga do campo, e sim, de proteger o clube de uma cobertura pra lá de tendenciosa dos meios de comunicação do Estado.

MERGULHANDO DE CABEÇA NO OSTRACISMO

Olá amigos, olha eu aqui novamente aparecendo pra dar um sinal de vida. Já falei na tag de comentários do próprio blog e respondi e-mails de quem perguntou meus motivos de não estar mais assíduo no blog, mas vale repetir. Estou super cansado, enojado e envergonhado de ver o Vitória se apequenando anualmente, piorando a cada temporada desde o ano da graça de 2014, pois a de 2013 foi a última digna do clube, por ter terminado o Brasileirão na 5ª colocação, de ter vencido o estadual com duas goleadas em cima do rival que até hoje gozamos da cara deles. Entretanto, para ser mais justo, o mesmo ano de 2013 marcou uma eliminação trágica da Copa do Brasil para o Salgueiro-PE e a vergonhosa eliminação para o Ceará nas quartas-de-finais do Nordestão tomando 4×1 no Barradão.

Segue abaixo a breve retrospectiva de 2014 até os dias atuais para percebermos que a tragédia dos dois últimos anos não foram decorrentes da chegada da democracia no clube, e sim, de um complemento do que já vinha acontecendo dois anos antes do sócio-torcedor ter direito a voto. Portanto, o declínio vertiginoso do EC VITÓRIA como instituição esportiva não é culpa exclusiva do sócio-torcedor por ter “votado errado”, conceito muito subjetivo e que varia de pessoa pra pessoa, pois tem gente que acha que votar em PC seria o certo, assim como tem gente que acha que votar nele é errado. Longe disso. A culpa é, acima de tudo, dos presidentes, sejam eles eleitos pela torcida ou não. De 2014 a 2018 só tivemos incompetentes gerindo o clube, lembrando que Carlos Falcão em 2014 (renunciando em março de 2015) e Raimundo Viana (assumindo como tampão em abril de 2015) foram indicados e bancados por Aléxi Portela Jr e seus conselheiros, também escolhidos à dedo, pois não havia eleições para o Conselho Deliberativo nem para Presidente (para os sócio-torcedores).

2014: Vitória começou a temporada com a torcida e parte da imprensa com boas expectativas após a bela campanha no brasileirão da temporada anterior, mas de cara o time perdeu peças importantes do elenco 2013 como Maxi Biancucchi (pro bahia), Marquinhos (pro Cruzeiro), além de não ter renovado com Renato Cajá, após ato de indisciplina no jogo da penúltima rodada do campeonato contra o Flamengo. O Vitória foi novamente goleado e eliminado pelo Ceará no Nordestão, perdeu o campeonato baiano para o rival, saiu precoce da Copa do Brasil para o J Malucelli. Foram realizadas 24 contratações e para os lugares de Cajá, Maxi e Marquinhos vieram Hugo (ex São Paulo), Marcos Júnio e Souza Caveirão. O time ainda contou com peças como Dão, Lucas Zen, Josa, Marcinho, Edno e outras mumunhas. Na parada do meio do ano, Ney Franco pediu demissão e assinou com o Flamengo e Jorginho veio pro seu lugar. Dois meses depois, Ney Franco retornou depois de não dar certo no Flamengo e ficou até o final do campeonato, onde o ECV não conseguiu evitar o rebaixamento ao perder em casa para o Santos. Dos 19 jogos em casa, o Vitória só venceu 6 e fez apenas 38 pontos.

2015: Rebaixado, o clube remodelou o elenco, mas contratou outra pilha de bondes e nem mesmo o retorno de Neto Baiano foi positivo. Atuando mal e fazendo bem menos gols que nas temporadas 2012 e 2009, terminou perdendo a posição de titular e dando declarações infelizes na imprensa chateado por não ser titular. Pouco tempo depois voltou a ser titular e protagonizou a perda de um pênalti nas oitavas de final do Baiano contra o Colo-Colo e, pela segunda vez, o time de Ilhéus se dá bem em cima do rubro-negro. Com a eliminação precoce no estadual, o Vitória perdeu sua vaga do Nordestão de 2016. Esta eliminação em casa para o time ilheense foi a gota d’água da imprensa, torcida e do conselho deliberativo da época. O pedido de Fora Falcão iniciado no returno do Brasileirão de 2014 ganhou mais força e Carlos Falcão mostrou grandeza e renunciou ao invés de tentar empurrar com a barriga. Novamente Aléxi Portela Jr, que já tinha indicado Falcão como seu sucessor, foi o mentor para a nova escolha do presidente rubro-negro e em mais uma “eleição” indireta e de aclamação, Raimundo Viana, 73 anos (à época) foi o escolhido. O time era muito fraco e vinha de seguidos vexames nas competições iniciais da temporada. O presidente eleito pra ser o tampão tinha sido presidente do clube na década de 70 marcada pelo hepta do rival. O senso-comum era de que inevitavelmente iríamos para a Série C. Pouquíssimas pessoas acreditavam em Viana, por estar muitos anos longe dos bastidores do futebol.

Mas voltando a falar em Nordestão, adivinha quem nos eliminou pela terceira vez seguida? Sim, ele mesmo, o Ceará. Sem goleadas desta vez, mas que culminou com o desgaste total de Nino no Vitória, que deixou o clube após 6 temporadas. A saída de Nino se deu no seguinte contexto: Após perder a titularidade no primeiro semestre para Diego Renan e até mesmo para Romário (já tinha perdido para Ayrton em 2013/14, frise-se) e ter cometido o pênalti que resultou com a queda do Vitória para o Ceará na semifinal do Nordestão. Outra coisa: antes de começar a Série B, o Vitória já tinha tido dois treinadores em menos de 4 meses: Ricardo Drubscky e Claudinei Oliveira. Para a Série B veio Mancini. Tal qual 2012, o Vitória fez um primeiro turno de Série B muito consistente, perdendo força no segundo e voltou a subir sem o título, mas desta vez a novidade foi subir em e não mais em 4º colocado.

2016: Sem poder disputar a Copa do Nordeste só restou ao Vitória de Raimundo Viana e Manoel Matos (que foi o presidente de fato, por se envolver mais nas questões administrativas do clube e do futebol), cair de cabeça no estadual. E o Vitória foi campeão em cima do rival. Mas novamente era nítido que o time do primeiro semestre não era forte o suficiente para a Série A, só que a diretoria teimou e não reforçou o Leão a contento e vimos uma campanha medíocre e que se não fosse o grande ano de Marinho em toda a sua carreira, o Vitória já teria sido rebaixado lá atrás em 2016. Durante toda a temporada outro fato que ganhou destaque foi a luta de grupos de oposição ao status quo do Vitória pela abertura do clube para eleições diretas. Foi uma briga que envolveu liminares e que até fez rachar o conselho deliberativo daquela gestão, que praticamente isolou RV/MM e que gerou a formação da chapa Vitória de Todos Nós, do então Ricardo David. As oposições não conseguiram que fossem eleições diretas, mas conseguiu a participação do sócio-torcedor com mais de 18 meses de filiação ininterrupta ao SMV votar nas chapas.

Foto da Chapa VDT eleita em dezembro de 2016

Se antes, as eleições eram indiretas e restritas aos conselheiros colocados no conselho por indicação, esta seria a primeira vez que o sócio-torcedor poderia eleger a chapa favorita. De forma estratégia, todas as chapas divulgaram com antecedência o nome de quem seria o presidente, caso fosse eleito. E assim no dia 16/12 as chapas Vitória do Torcedor (Ivã de Almeida), Vitória de Todos Nós (Ricardo David), Vitória Gigante(Paulo Carneiro) e Vitória Cada Vez Maior (Raimundo Viana) disputaram os votos de 1.578 sócios aptos SMV. A chapa de Ivã venceu por 528 votos, com a chapa de RD ficando em segundo com 405 votos, PC com 391 votos e Raimundo Viana com 246.

Dátolo é apresentado por Ivã de Almeida

 

2017: Com o lema de um Vitória mais popular e com voz da torcida, a diretoria eleita entrou o ano com boas expectativas, principalmente no retorno de Sinval ao clube, que tinha deixado boa impressão no final dos anos 90 e no ressurgimento do clube no período da Série C, onde ele foi uma das peças motrizes para a volta rápida da Série C para A em 3 anos. Entretanto, todas as expectativas foram por água abaixo quando muitos jogadores de certo renome no continente não deram certo como Pisculichi Dátolo e Cleiton Xavier. O Vitória estava com um dos maiores orçamentos e RV deixou o clube com R$ 23 mi em caixa e com as vendas de Marinho e Marcelo, o Vitória chegou a ter 40 mi à disposição, mas gastou mal e o time não deu liga. Aos trancos e barrancos o time foi campeão baiano invicto, mas foi eliminado pelo Bahia na Copa do Nordeste e pelo Paraná na Copa do Brasil. Mas o “amor acabou mesmo” antes do término do primeiro turno quando o Vitória tinha apenas 12 pontos em 17 jogos.

A pressão política foi forte, tanto por parte do Conselho Deliberativo eleito, como o de opositores políticos, principalmente pela Vitória Gigante, que através de PC, em seus audios de whatsapp denunciava várias coisas erradas cometidas pelos executivos do clube. Sinval foi demitido, Petkovic veio pra seu lugar, mas terminou virando treinador, diretor e gerente de futebol ao mesmo tempo e com isso perdeu os vestiários. Que balbúrdia!!! Nesse interím, Ivã pediu afastamento. Meses depois o C. Deliberativo se articulava para destituir Ivã por Gestão Temerária, tendo inclusive realizado AGE neste sentido (de aprovar a instalação do rito), apenas após este evento, Ivã renunciou e Agenor ficou como interino até o dia das novas eleições que marcou a vitória de Ricardo David, com 945 votos (52% dos votos), deixando Manoel Matos (apoiado por Paulo Carneiro) em segundo lugar com 607 votos. Vale ressaltar que foi o Sobrenatural de Almeida que salvou o Vitória do rebaixamento e não Vagner Mancini. O treinador chegou pela quarta vez ao Vitória sabendo que o clube teria que fazer 33 pontos e ele fez 31 e se não fosse o gol “espírita” de Túlio de Mello, da Chapecoense, nos acréscimos daquele jogo no interior de SC, estaríamos na Série B neste ano de 2018.

Falar e prometer em campanha é fácil, difícil é fazer, né Ricardo?

Portanto galera, apesar do texto ter saído enorme, vamos parar de achar que a culpa da tragédia administrativa rubro-negra é exclusiva da Democracia no Clube e dos sócio-torcedores que “votam errado”. O Vitória tem 120 anos e apenas dois destes anos (2016 e 2017) o torcedor participou votando. Em 2014, Alexi Portela indicou e emplacou Carlos Falcão e depois, com a renúncia deste, fez o mesmo com Raimundo Viana. Antes, PC passou mais de 15 anos no clube em sistema parecido, na verdade nem bate-chapa existia. E antes de PC já tivemos quantos presidentes ruins? Ter presidente fraco não é mesmo por culpa exclusiva da democracia. A culpa maior é de quem assume o comando do Clube e não exerce nada do que prometeu. Ninguém votou em fulano pensando em desgraçar com o clube e sim porque acreditou que tal candidato de tal chapa era o mais preparado ou o “menos pior”. Democracia é isso. E eu prefiro 1500 a 2000 sócios votando e elegendo seus representantes do que deixar isso nas mãos de uma patotinha ou de uma pessoa (pior ainda).

Paulo Carneiro, Aléxi Portela e Carlos Falcão já rebaixaram o clube, já fizeram campanhas pífias também. Raimundo Viana só não rebaixou o clube graças a Marinho e eu aposto que se ele ficasse mais dois ou três anos teria o mesmo destino que AP, PC, CF e agora com Ricardo David. O Vitória precisa é de pessoas realmente capacitadas e empenhadas em fazer o VITÓRIA crescer e se estabilizar no cenário nacional. Infelizmente, as primeiras tentativas da torcida não deram certo. Mas não é por conta disso que devemos acabar com a democracia do clube e preferir o modelo antigo. O modelo antigo já fracassou também!

Alexi Portela foi o mentor do aventureiro Carlos Falcão no Vitória.

Eu confesso que estou desnorteado, nem consegui dormir direito essa noite. E pretendo nunca mais me envolver tão profundamente em eleição política do Vitória. Apoiei sim a VDT em 2016 e me elegi conselheiro por ela. Votei em Ricardo David ano passado, sem fazer campanha explícita, apenas divulgando nas redes sociais e aqui que iria votar nele. Mente aquele que diz que militei por Ricardo David. Publicizar voto nas redes sociais não é fazer campanha. Não pedi votos pra ele como fiz em 2016 para a Chapa VDT, nem fiquei postando as panfletagens virtuais (cards, foto de perfil temática) para ele. Apenas declarei meu voto. E para as eleições de 2019 nem isso farei (expor quem votarei). Eu só quero que RICARDO DAVID saia o quanto antes e que o novo presidente consiga recuperar o clube. Só isso!

E APESAR DO CLUBE ESTAR MERGULHANDO DE CABEÇA NO OSTRACISMO

VITÓRIA SEMPRE!

Vitória é humilhado por lanterna do campeonato e Mancini é demitido, finalmente!

FOTO: Fernando Freire / ge.com

Mais um vexame do Vitória no ano da graça de 2018, mais uma goleada. A segunda em 8 dias! Este é o Vitória do incompetente, falastrão e engodo eleitoral chamado Ricardo David, que segue com muita eficiência batendo todos os recordes negativos, ratificando a sua linhagem perdedora de seus mentores Alexi Portela Jr e Carlos Falcão. Ao final de domingo da semana passada, estávamos todos revoltados e envergonhados com os 4×1 para as sardinhas, se passou uma semana e mais um 4×0 na conta. Nem mesmo equipes nanicas quando sobem na cagada à Série A sofrem com este tipo de situação. Se na semana passada, voltamos a perder por mais de três gols para o rival, fato que não acontecia desde 1978, e de perder 5 clássicos seguidos desde 1938, desta vez somos um dos times mais goleados nesta edição do Brasileirão com 4 goleadas. Esse poço tem fim?

Vágner Mancini deveria ter sido demitido desde o fim da partida entre Vitória x Sampaio Correia lá em São Luís, quando ele subestimou a equipe maranhense e foi com um time mesclado de reservas e garotos da base numa fase eliminatória no maior torneio regional do país, que além de render boa grana ao Campeão tem o fator incalculável do orgulho de ser campeão, de levantar o troféu, de mostrar que você é o melhor clube da região nordeste na temporada. Ricardo David foi empurrando com a barriga de uma forma super estranha e sem o mínimo de transparência ao torcedor rubro-negro. Depois deste fato, aconteceram outros momentos em que o técnico poderia ter sido trocado como no período da Copa do Mundo, em que um novo profissional poderia já estar adaptado e com uma revigorada equipe. Ficou notório que o ECV voltou pior da parada da Copa da Rússia, o time vem jogando muito mal e quando vence é sempre por 1×0 tomando sufoco e salvando bolas em cima da linha ou tendo sua trave acertada pelos adversários.

Precisou tomar DUAS GOLEADAS EM OITO DIAS para o embuste do Ricardo David mandar Mancini pegar a BR! E diga-se de passagem que este sujeito nunca mais retorne ao Vitória. Esta última (e tem que ser a última mesmo, registre-se!) passagem de Mancini como treinador do Vitória foi super desgastante para com a torcida. Não ganhou um clássico, paira sobre ele ainda a questão de ter orientado o time a forçar a última expulsão de um clássico que só valia três pontos e que por conta daquela pilantragem nos causou a perda do tricampeonato, o descompromisso com a Copa Nordeste, fora as pirraças com torcida e imprensa, sempre escalando sua panelinha e sem mostrar nenhuma reflexão de que esta atitude não estava fazendo o bem para o clube nas competições.

Eu tenho até vontade de pegar mais pesado com o entregador de coletes, mas como são coisas que eu não tenho a devida comprovação, não vou correr risco de entrar em batalha judicial, porque agora tudo é motivo pra processar. Só digo que não há mais sentido em trazer este cara aqui de novo, seja daqui a 1 ou 10 anos. Mancini está neste vai-e-vem no ECV desde 2008 e assim como aconteceu com os jogadores iô-iô, a exemplo de Victor Ramos e Leandro Domingues, em cada retorno seu desempenho foi pior, sendo a última passagem super traumática e que termina apagando a parte positiva dos serviços prestados. CHEGA DE VÁGNER MANCINI no VITÓRIA. Sua história com o clube acabou, seu ciclo acabou. ELE NÃO VAI MAIS FAZER NENHUMA DIFERENÇA POSITIVA. ELE NÃO EVOLUIU EM NADA DE 2008 PRA CÁ!

A passividade do time em campo ontem foi algo estarrecedor, típico de elenco que quer derrubar o treinador. Não sei se é o caso agora, mas o comportamento desleixado e descompromissado do elenco ontem, nos BaVi’s, no jogo de volta contra o Sampaio Correia e até mesmo nas nossas vitórias magras de 1×0, parecem, de certa forma, proposital. Além disso, tem a falha do próprio Mancini em escalar um time aberto, com os volantes marcando (ou tentando marcar) apenas centralizados, não fazendo as devidas coberturas dos laterais, o que deixa o miolo de zaga exposto no um a um com meias e atacantes adversários, o que gera por parte da torcida e imprensa, uma crítica centrada nos zagueiros, esquecendo que falta proteção dos volantes, que os volantes não estão fazendo a cobertura dos laterais, quando estes apoiam, e usam da “marcação por telepatia” na maioria dos lances. Então, na minha ótica, é injusto culpar tão somente os zagueiros do Vitória. Qualquer dupla de zaga terá o risco de falhar ampliado se ficar sempre no mano a mano com atacantes e meias adversários, sem a proteção dos volantes.

Dentre os nomes que começam a ser especulados para assumir o Vitória, eu descarto logo um: Paulo César Carpegiani. Não por ser ruim. Longe disso. É um treinador que já mostrou ter um poder de reativar equipes na competição. Mas temos que acabar com este ciclo vicioso Mancini⇒Carpegiani, Carpegiani⇒Mancini. Carpê já passou aqui em 2009 (foto) e 2012 e nas duas vezes saiu por conta de racha interno, porque os jogadores (coincidentemente vários participaram das duas passagens de Carpê) se esgotaram com a seriedade, rigidez e cobrança de PCC nos treinos, quase sempre fazendo longos trabalhos de fundamentos e que a boleirada atual não curte muito, fora que o temperamento de Carpegiani também não é fácil. E uma nova passagem de Carpegiani tende a estragar o lado positivo de suas passagens, assim como foi com Mancini.

José Ricardo, técnico do Flamengo durante partida contra o Santa Cruz, válida pela vigésima nona rodada do Campeonato Brasileiro de 2016, na capital paulista. 09/10/2016, Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Se eu fosse consultado, ou se eu tivesse a caneta na mão, eu iria tentar esses caras na ordem: Zé Ricardo, Jair Ventura, Eduardo Baptista e Nelsinho Baptista. O primeiro pegou um Flamengo todo bagunçado em maio de 2016 e levando à terceira posição no BR daquele ano, ou seja, foi pra Libertadores e campeão carioca em 2017. Em 2017, estava com números favoráveis no Brasileirão, apesar da cobrança da torcida e imprensa; e depois de perder para nós por 2×0 na Ilha do Urubu, foi demitido. Daí foi pro Vasco, que tinha elenco muito inferior ao Flamengo e que estava na zona do rebaixamento e numa recuperação brilhante, terminou em 7º lugar, com os mesmos pontos do Flamengo e foi pra Libertadores também. Jair Ventura é o meu segundo preferido da lista porque fez um brilhante trabalho com um elenco limitado do Botafogo, tanto limitado de atletas de qualidade, como de recursos financeiros, bem parecido com nosso status quo. Ele não deu certo no Santos, é verdade, mas lá o problema é outro, é na direção, na forma da condução do clube. O Santos vem trocando de treinador direto e o problema em campo não melhora, portanto ao meu ver, Jair Ventura é um bom nome sim! Em outro post comentarei sobre os nomes restantes de meus preferidos.

Vitória Sempre!

#ManciniNuncaMais

#AnoQueVemTuTerásOtrocoRicardoDavid

No Vitória, o que se diz não se escreve

– “Prolongar a parceria entre o Vitória e a Universo. A participação do Leão no NBB segue agregando valor a nossa marca. O objetivo é estreitar laços com a LNB, Liga Nacional de Basquete. O Vitória precisa ser uma das lideranças do basquete nacional.”
– “Se não chegarmos a um acordo, não vamos montar outro time. Pelo menos não nesse ano. Não temos dinheiro para isso.”
As duas frases acima são atribuídas ao presidente do Esporte Clube Vitória, Ricardo David. A primeira, “embalada” em formato de proposta de campanha, e a última, um triste retrato, até aqui, desta gestão. Além do espaço de alguns meses, a real diferença entre ambas é o abismo que separa PROMESSA e AÇÃO.
Esta gestão, autoproclamada paladina da modernidade, em apenas seis meses já crava em seu currículo um dos maiores retrocessos da história do nosso clube: a extinção do basquete. A medida começava a desnudar o engodo que tem se apresentado o retórico, mas nada proativo ou resolutivo, Ricardo David. 
Mas, para espanto e indignação geral da Nação Rubro-negra, o fatídico episódio do basquete era apenas a ponta do novelo emaranhado que se transformou a administração do Vitória. Para desenredar esta história fio a fio e não deixar “ponto sem nó”, vamos fazer o sempre saudável exercício de comparação entre as principais propostas de campanha (abaixo) e os pífios resultados obtidos até aqui:
1- GESTÃO PROFISSIONAL
2- INOVAÇÃO E INTEGRAÇÃO
3- REFORMA DO BARRADÃO SEM MEGALOMANIA
4- AÇÕES DE MARKETING ASSERTIVAS
5- BASQUETE, REMO E DEMAIS ESPORTES OLÍMPICOS MAIS FORTES
6- INTERNACIONALIZAÇÃO DA MARCA
7- PROJETO DE FUTEBOL ALINHADO A TECNOLOGIA E INTEGRADO COM A DIVISÃO DE BASE
8- RECUPERAÇÃO DA MÉDIA DE PÚBLICO DO BARRADÃO
9- POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO INTEGRADA
10- MAIS PARTICIPAÇÃO DE SÓCIOS E TORCEDORES NA VIDA DO CLUBE
11- EMPODERAMENTO DO CENTRO DE INTELIGÊNCIA DE MERCADO E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO
Por razões óbvias, não vamos nos ater a ideias genéricas e abstratas como “Inovação e Integração” e “Ações de Marketing Assertivas”. Por critérios mais claros ainda, passaremos por cima do devaneio “Recuperação da média de público do Barradão”.
Sem muito esforço percebemos que o ESTELIONATO ELEITORAL praticado pelo grupo que o senhor Ricardo David “comanda” começa pela “venda” de uma ideia de CHOQUE DE GESTÃO. Ora, este conceito moderno pressupõe mudanças imediatas, pelo menos administrativas e organizacionais a curto prazo, mesmo em ambiente com tradição quase burocrática. Exige, mesmo em meio a dificuldade financeira, arrojo e criatividade.
E o que houve de grande modificação na estrutura e funcionamento de setores? Atração de investimentos, celeridade de serviços ofertados pelo clube ao seu torcedor, por exemplo?? 
SMV
O plano Sou Mais Vitória permanece com os mesmos problemas e nada de novo foi apresentado em seis meses de gestão. Qual a nova modalidade criada? Qual a melhora na comunicação com o torcedor? “O dinheiro ainda não pingou na conta”?
Esta gestão assumiu com o clube desabilitado ao programa Por um Futebol Melhor. Passados seis meses do mandato, a situação permanece. Ou seja o torcedor não pode se valer de um dos poucos benefícios de se associar, visto que a rede de conveniados própria do SMV é pequena, os descontos são ínfimos e as vantagens na própria loja do clube são irrisórias. Enquanto o Vitória dá 5% de desconto na camisa oficial, o rival oferece a própria camisa como brinde ao associado.
Se tratarmos especificamente da realidade da Rede Vitória Sem Fronteiras, de torcedores que moram fora de Salvador, é que a coisa desanda de vez. Onde está o alardeado plano exclusivo destinado a estes torcedores? É tão complexo assim elaborar algo já sugerido, com ideias aos montes e um público consumidor já pré-definido??
Nosso trabalho é mais do que conhecido do presidente que, quando foi diretor de marketing chegou a realizar ações para este segmento da torcida. Em campanha, inclusive, levantou a bandeira da atenção aos torcedores fora de Salvador, aliado aos pedidos de apoio para sua eleição. Após eleito, seu interesse direto tem sido igual a zero. Zero diálogo de Ricardo David com a Rede Vitória Sem Fronteiras.
MODERNIZAÇÃO, BASE E POLÍTICA DE CONTRATAÇÕES
Sobre o uso de tecnologia e afins, os tais “Empoderamento do Centro de Inteligência” e “Projeto de futebol alinhado a tecnologia e integrado com a divisão de base”, na prática, após a polêmica criada pela divulgação da contratação de uma empresa externa para executar o serviço de banco de dados e informações sobre atletas, o clube finalmente garante estar com o sistema implantado e operando. Ufa! Que o aprimoramento deste setor nos livre da contratação como Pedro Botelho, Lucas e Jonatas Belusso.
Estas propostas de “reforço da base e centro de inteligência” também remetem diretamente ao propalado conceito de investir na prospecção e contratação de jovens atletas! Na teoria excelente, mas na prática trouxemos apenas Rodrigo Andrade e Guilherme Costa, em um universo de quase 20 CONTRATAÇÕES NO ANO, em torno de 10% do total. 
O detalhe é que uma das justificativas para a política de contratações pouco arrojada no começo do ano foi a determinação de não envolver dinheiro nas negociações. Mas, em contraponto a esta política de valorização de jovens atletas foi contratado o “veterano” lateral direito Lucas, em transação que fez o Vitória abrir mão de valor que tinha a receber pela jovem promessa Yan.
Ainda sobre a formação de elenco, renovamos com boa parte do time quase rebaixado ano passado e fomos repatriar um velho conhecido (Rhayner), além de ensaiar retorno com outro (Victor Ramos), só vetado por pressão e rejeição quase unânime da torcida. Qualquer semelhança com o modelo histórico de gestão de outrora não é mera coincidência. O detalhe é que conseguiram piorar um elenco há tempos debilitado.
O fato é que entramos em 2018 cheio de expectativas e chegamos ao meio do ano como vice-campeões do baiano, eliminados precocemente no Nordestão, fora da Copa do Brasil, na zona de rebaixamento do Brasileirão e, como quase sempre nas últimas temporadas, à espera de um milagre. A gestão até poderia se valer das máximas “a bola não entrou”, “coisas do futebol” para justificar os insucessos em campo, mas a triste realidade de um plantel medíocre e um treinador sem comando e sem capacidade de se reinventar salta aos olhos de todo rubro-negro. 
Esse é o retrato de um clube sem planejamento, sem direção, com um presidente falastrão na campanha e omisso, beirando a covardia, na resolução de crises pontuais e esclarecimento de questões de forma transparente ao torcedor. Enquanto torcedores esperamos não ter que, além do desgosto de mais um iminente rebaixamento, ser submetidos a humilhação de ver uma camisa comemorativa a este inglório feito, como fez há algum tempo uma gestão que muito se assemelha a essa e, curiosamente, também era integrada pelo senhor Ricardo David.
Aos abutres de plantão, permanecemos atentos e não permitiremos que o insucesso desta e da famigerada gestão anterior anule o único legado de fato dos últimos anos: a abertura do Esporte Clube Vitória ao seu torcedor. Querem demonizar o direito dos sócios escolherem o comandante do clube, mas acham normal o obscuro modelo de eleição indireta feita por um grupo de centenas de conselheiros incrustados eternamente no clube. 
Democracia se aprimora, cultura se cria. Esperamos que tudo isso sirva para que o torcedor se associe e segure as rédeas do clube, e para que o sócio dê cada vez mais valor ao seu voto.
Estamos à postos para lutar para que estes tempos não retornem, assim como para que as promessas de quem precisa convencer – e às vezes ilude – o eleitor sejam cumpridas.
Rede Vitória Sem Fronteiras

FORA MANCINI! ATÉ QUANDO VAI A OMISSÃO DA DIRETORIA DO VITÓRIA??

O Vitória decepcionou mais uma vez sua torcida ontem à tarde quando tomou uma sapatada do Santos por 5×2 na Vila Belmiro. Em outros tempos, uma porrada desta não iria doer tanto, até pelo fato de historicamente o Santos ter elencos qualificados e ter uma força dentro de seu mando de campo, mas o elenco santista de 2018 ainda não deu liga e vem mal na competição, também brigando na parte baixa da tabela. Pra piorar, o Peixe fez 3×0 em menos de meia hora de jogo, numa facilidade incrível, com um moleque de 17 anos tendo dia de Pelé, ajudado, obviamente, pelo péssimo esquema tático de Vágner Mancini, que piora as limitações técnicas do time com a utilização de peças que não somam nada ao clube quando são titulares.

Enquanto o time santista prepara seus jovens sub-20 colocando em jogos do paulistão e parte de partidas em jogos mais duros como Libertadores (este Rodrygo eu vi pela primeira vez em ação num jogo da TLA e fora do país) e clássicos, o Vitória criou, nos últimos 5 anos, a ideia de que nossos meninos são sempre “mais verdes” que os outros e numa falta de visão de longo prazo, atocham o time titular no campeonato baiano para assegurar a vantagem mínima de jogar por dois resultados iguais na Final, ao invés de ir testando os meninos da base nos jogos mais fáceis que o Estadual proporciona. E pra completar essa tese, temos um técnico que já mostrou aqui e por onde passou que não tem paciência para com jogadores abaixo dos 21 anos vindo das divisões de base.

Alguém aqui acha realmente que Cedric faria pior que o lateral Lucas? Será que o Wellison ou Padilha, laterais esquerdos do Sub20, fariam pior que Pedro Botelho? Farinha e Hebert seriam mais improdutivos que o Uillian Correia na fase atual? Enfim, bastou estas peças tão contestadas pela torcida voltarem a ser titulares e o fumo vem rolando “de cum força”. Ontem foi humilhante demais, ver o Vitória tendo uma atuação típica de Galícia, Coruripe, Flamengo de Guanambi e outros times pequenos similares. Erros infantis, falta de coesão entre defesa, meio e ataque, falta de trato com a bola, jogadas bisonhas e uma falta de gana pela partida absurda!

Vágner Mancini tem 53,5% de aproveitamento na atual temporada, isso somando os resultados enganadores do Campeonato Baiano, pois todos os técnicos que passam pela dupla Ba-Vi no primeiro semestre chega pro segundo semestre com uma porcentagem razoável porque 80% dos triunfos são conquistados dentro dos campeonatos estaduais/regionais. Tomando apenas o Brasileirão, os números caem abaixo da metade. Vágner Mancini tem até agora na Série A 9 jogos, duas vitórias, dois empates e cinco derrotas, o que dá o rendimento total de apenas 29,62% dos pontos disputados. Do início do ano até o jogo de ontem, o rubro-negro fez 67 gols e tomou 54, sendo a mais vazada do atual Brasileiro. Nos 38 jogos sob o comando de Mancini em 2018, o Vitória venceu 18, sendo apenas duas no Brasileiro, o que mostra que as 16 restantes estão divididas entre Baiano, Copa do Nordeste e Copa do Brasil e já jogamos NOVE partidas na Série A, vale ressaltar isso!

Pra piorar, o treinador este ano perdeu o Campeonato Estadual; subestimou o Sampaio Correia (na certa achou que seria igual ao Ferroviário e ao Globo-RN que vencemos com facilidade fora de casa mesmo colocando um time todo reserva) e por isso foi eliminado das quartas de finais do Nordestão sem fazer 1 mísero gol no modesto time maranhense; eliminado da Copa do Brasil e frequentador da Zona do Rebaixamento da Série A nestas primeiras 9 rodadas. Quando um técnico, independentemente das peças que possui no elenco, não está conseguindo ser capaz de mudar o rendimento da equipe, seja por variação tática ou de troca de peças, está na hora de ser demitido. Eu aposto com qualquer leitor meu, que fosse um treinador de menos “fama” e com os números aqui expostos, já teria sido demitido há muito tempo…Talvez nem chegasse a começar o Brasileirão!

Aí é que entra a omissão da diretoria rubro-negra. Por que Ricardo David ainda mantém Vágner Mancini no comando da equipe com tantos fracassos e com números tão pífios? O que é mais lógico: Pagar a multa de Mancini (dizem que é R$ 1 milhão) ou empurrar com a barriga, ser rebaixado e ter a cota de TV reduzida de 35 milhões para 9 milhões? Por que a diretoria se comporta com esta omissão toda em relação ao Mancini? Estamos sendo reféns dele? Tá estranho!! O nosso rival acabou de demitir Guto Ferreira, que pelo que soube a multa dele é bem maior que a de Mancini, e Guto foi campeão baiano, está na semifinal do Nordestão e muito próximo às quartas-de-finais da Copa do Brasil. Será que a “doença” que boa parte da torcida tem, em achar que Mancini é o único capaz de treinar o Vitória passou para a diretoria?? Perguntar não ofende!

Pra encerrar, trago algumas informações sobre o novo Diretor de Futebol, Jorge Macedo, que foi bombardeado por setores venais da imprensa baiana e que a torcida, com preguiça de apurar e que se deixam influenciar por alguns membros da nossa imprensa esportiva, que só pensam no dinheiro ao final de cada mês, repetiram como se fosse verdade. Nem se deram ao passo de ir no diacho do google e pesquisar:  JORGE MACEDO DIRETOR DE FUTEBOL.

Numa simples pesquisa que durou menos de 5 minutos, eu descobri que ele não foi o diretor que participou da queda do Inter em 2016. Neste ano ele estava no Fluminense, que terminou a competição em 13º. Pelo Inter, Jorge Macedo fez parte das campanhas de 3º e 5º lugar na Série A (2014 e 2015), que garantiram ao Colorado participações nas Libertadores. Fora que o timaço montado para a Série B de 2017, que deveria ter sido campeão com os pés nas costas, foi montado por Jorge Macedo. Jogadores como Uendel, Patrick, Willian Pottker, Camilo, Victor Cuesta e Lucca foram trazidos por ele e estes jogadores seriam titulares fáceis aqui! Estou mentindo? Antes de veicular o que a nossa imprensa publica, faça você mesmo uma simples busca no Google. Deixe a preguiça de lado! Não seja mais um manipulado. Vou colocar abaixo os links que desmentem a nossa imprensa esportiva.

http://www.internacional.com.br/conteudo?modulo=2&setor=18&codigo=36898

http://www.internacional.com.br/conteudo?modulo=2&setor=18&codigo=35401 (Chumbinho que foi o Diretor de Futebol em 2016, quando o Inter foi rebaixado pela primeira vez)

VITÓRIA SEMPRE!