A torcida precisa rever seus conceitos sobre a Política de Contratações e jogadores da Base

Elenco campeão Baiano e do Nordeste de 1997, que contava com Bebeto, ídolo nacional campeão da Copa de 94.

Acredito que 80% da torcida do Vitória, principalmente a turma que vivenciou o auge da Administração Paulo Carneiro, entre 1997 e 2004, ficou mal acostumada e quer sempre ter jogadores de prestígio nacional e internacional no elenco. Outra parte não gosta dos chamados medalhões e prefere os jogadores “operários”, jovens e com vontade de crescer na carreira através de equipes menores e de médio porte.

A situação de dilapidação financeira e pródiga de Ivã de Almeida e Sinval Vieira está forçando Ricardo David a acelerar com seu projeto de “refundação” dos conceitos de política de contratação e de utilização de jogadores oriundos das divisões de base no Elenco Principal. A gente percebe isso na quantidade de jovens que estão incorporados ao elenco que começa a temporada 2018 e de duas contratações que nada lembram as de Bebeto, Túlio, Petkovic, Aristizábal, Edílson e Vampeta, num passado já não tão recente assim.

Nos últimos 10 anos, um dos traços da torcida rubro-negra é exagerar violentamente na cobrança de jogadores vindos da base, mesmo que tenham 18 anos, mesmo que tenham 20 ou 21 e estejam em seu primeiro ano de profissional. E isso tem que parar. Já não dá mais pra viver assim. O reflexo disso é que quando os jovens jogadores se destacam e surgem a chance de sair, eles não hesitam e como um desabafo ou provocação, sempre falam que estão saindo para um “time grande”. O Vitória já é grande, tem torcida grande, tem infraestrutura de grande, tem títulos nacionais e internacionais em sua base e campanhas memoráveis nos Profissionais. Só lembro que somos o último nordestino que disputou uma final de Copa do Brasil (2010) e de um Brasileiro (1993), além de sermos o nordestino de melhor pontuação e classificação no modelo de pontos corridos (59 pontos, 5º lugar). Chegando os títulos nacionais, eles só irão referendar com chave de ouro a nossa grandeza.

Ontem vimos o menino Luan, 18 anos, destruir na abertura do Grupo 15 da Copa SP, quando fez 3 gols, sendo o último uma pintura que lembrou Alex Alves contra o Corinthians em 1993, na Fonte Nova, e até mesmo aquele gol antológico de Maradona na Copa do Mundo de 1986. Além de Luan, o atual time que está disputando a Copa SP está cheia de futuras joias e que alguns deles subirão aos profissionais, junto com Luan, de acordo com Mancini e Damiani. Quero ver as outras partidas, mas a julgar por ontem, parece que estamos com uma safra capaz de repetir a campanha da copinha de 92 quando fomos terceiro lugar e de onde participaram Dida, Alex Alves e Paulo Isidoro, dentre outros que brilharam no ano seguinte na campanha do vice-campeonato profissional

Um time que ultimamente vem lançando meninos a rodo dentre os profissionais desde o começo do ano e vem colhendo os frutos é o Santos, que desde a geração Neymar, não hesita em dar 6 a 8 peças do time principal aos meninos vindo de sua base. Com o fluxo de caixa comprometido, o Vitória volta a apostar maciçamente em sua base e precisa que a torcida compre esta ideia, dando apoio, carinho e tendo paciência com o desenvolvimento dos jovens atletas no elenco principal.

Jogadores como Léo Xavier (zagueiro), Luan (meia), Farinha e Hebert (volantes), Cedric e Wellison (laterais), além de Nickson (que está retornando do empréstimo ao Cruzeiro) estarão à disposição dos profissionais após a Copa SP e tendem a ter suas chances no Campeonato Baiano e Nordestão, que são competições excelentes para os novatos terem suas primeiras chances, sequências e natural aumento de confiança e desenvolvimento jogo-a-jogo. O Santos faz isso durante o Paulistão que é muito mais duro que o nosso estadual e tá colhendo os frutos com esta medida.

O novo presidente Ricardo David pretende sim trazer reforços para o clube, mas não mais em forma de pacotão e tirando a chance de meninos da base. A tendência daqui pra frente é fazer o uso da tecnologia de scouts nos treinos e do uso correto e permanente do Centro de Inteligência, que reúne software de análise de desempenho de atletas, com olheiros e acompanhamento da vida extracampo dos jogadores prospectados.

O processo de uso de tecnologias, scouts e análise de desempenho para contratações é lento, trabalhoso e que pode sim não se mostrar vencedor de primeira. Por isso, a torcida precisa rever seus conceitos e esquecer cada vez mais os anos 90 e início dos anos 2000. Este modelo está superado e já demonstrou que não é sinônimo de conquistas nacionais, afinal mesmo com Bebeto, Aristizábal, Edilson e Vampeta continuamos a ganhar títulos baianos e nordestinos e fazermos brasileirões meeiros. Curiosamente, as melhores campanhas do Vitória a nível nacional foi com um número maior de jogadores vindos da base e de outros outsiders, isto é, jogadores não famosos, mas que foram úteis demais aos elencos. Vamos recordar: 1993, a geração Cara-Pintada, cheio de moleques da base, mas que tinham como experientes Pichetti, Roberto Cavalo, Claudinho, João Marcelo e Renato Martins. Nenhum medalhão.

Vamos para 1999, quando fomos 4º colocado do Brasileirão: Fabio Costa, Leandrinho, Cláudio, Fernando, tudo sub21, com Tuta, Artur, Otacílio e Baiano como mais experientes, nenhum famosão. E o elenco das Copas do Brasil de 2004 e 2010? Não vimos o mesmo tipo de elenco? A exceção fica por conta Edílson e Vampeta, em 2004, e de Ramon Menezes em 2010, que já eram jogadores consagrados nacionalmente. Então tá mais do que na hora da gente rever este conceito de ter bajulação/paciência gigante com jogadores do tipo medalhão e ter uma crítica exageradamente e até com tons de ira e forte repulsa com os meninos da base. Este será o grande trunfo para o primeiro título nacional chegar.

VITÓRIA SEMPRE!

Anúncios

A BASE SALVA, A BASE É A SOLUÇÃO

Novamente chegamos a um final de temporada com alguém das divisões de base em alta no mercado. A joia desta vez é David, meia/atacante de 21 anos que teve em 2017 a sua primeira temporada como titular, de fato. Pois em 2015, seu primeiro ano entre os profissionais, ele foi mais reserva que titular, assim como em 2016. Vale ressaltar que o menino David sofreu na mãos da torcida rubro-negra neste período, e que continua tendo uma paciência de Jó com quem é estrangeiro ou vem do eixo sul-maravilha e cornetagem severa a quem vem das divisões de base, mesmo que o cara tenha 18-20 anos e tenha jogado (quantitativamente) menos que os considerados medalhões.

Realmente, David ainda não é um jogador completo, precisa evoluir bastante nas finalizações e melhorar sua regularidade nos jogos, mas o que ele vinha sofrendo era um exagero que me envergonha. Nossa torcida precisa urgente rever este tipo de comportamento, pois é a Base que salva financeiramente o clube. Estamos vendo vários clubes do eixo sul/sudeste querendo o cara, que para muitos de nós, não prestava! O Cruzeiro é a primeira equipe que chega com uma proposta oficial (de R$ 8 milhões), o resto é só sondagem. Eu não venderia por este valor. Pela sua idade e potencial, eu só me desfaria de David se for pelo dobro do valor posto pelo Cruzeiro, com o Vitória tendo 25% de uma próxima venda. Temos que parar de nos ver como o coitadinho neste tipo de transação. Vários clubes pelo mundo cresceram e mudaram seu status quo a partir do momento que pararam de ser “bondosos” com os clubes maiores em negociações de seus jogadores jovens e promissores, a exemplo do Atlético de Madrid, Sevilla e Borussia Dortmund.

Ainda bem que o novo presidente, Ricardo David, parece pensar do mesmo modo que eu e vai fazer de tudo para permanecer com o jogador ou vender a um preço mais elevado e com maior proteção ao clube numa suposta venda futura. Ao contrário de Sinval Vieira que deu Geovane ao São Paulo, Yan ao Palmeiras e Nickson ao Cruzeiro.

Outro jogador nosso está bem cotado no Mercado da Bola, que é o centroavante colombiano Santiago Tréllez, com contrato até dezembro de 2018. A nova diretoria executiva do Leão pretende ampliar o vínculo de Tréllez com o rubro-negro, e consequente aumento da multa rescisória. Ontem na apresentação do novo Diretor de Futebol do Leão, Erasmo Damiani, ficou claro que há pensamentos neste sentido. A única forma de diminuir a distância dos times do nordeste perante os do sul e sudeste é saber vender bem seus jogadores, além de prospectar mais e melhor em diversas regiões do país e no exterior, como frisou Ricardo David em sua campanha eleitoral.

Formação do Elenco – Diferente dos anos anteriores, o novo presidente já falou em bom português que não apresentará o famoso Pacotão de Natal para dar uma satisfação a torcida. Medida marcada na passagem de Jorginho Sampaio, Alexi Portela e Raimundo Viana na gestão do ECV, o novo presidente afirmou que “este tipo de atitude já mostrou que dá errado”. Até o momento os nomes buscados estão sob sigilo absoluto e a imprensa baiana deve estar pilhada com isso, pois não estão mais sendo vazados e eles têm que ficar especulando sem nenhuma base concreta. Espero de coração que assim que surgirem os primeiros reforços, sejam de jogadores com algum conhecimento nosso, ou se for desconhecido tipo Yago e Caíque Sá, venham a ter um desempenho igual ou superior. Outra coisa também foi que o Vitória já divulgou que Danilinho, Geferson, Alan Costa, Renê Santos e Fred não terão seus contratos renovados e outros que também não deram o resultado esperado poderão seguir o mesmo rumo.

Vitória Sempre!

ELEIÇÕES 2017 | Perfil dos Candidatos

RICARDO DAVID: 56 anos, engenheiro eletricista e empresário.

Pontos positivos: Sócio-diretor de grandes empresas, a exemplo da ECOLUZ, uma das principais do país em fornecimento de energia solar. Experiência de 12 anos atuando como chefe de setor de plataformas na Petrobras; ex-diretor de planejamento e coordenador de Marketing do Clube em 2014-2015; realizado profissionalmente e financeiramente, isto é, não precisa do Vitória para sobreviver; desde 2015 vem tomando diversos cursos nas área de Gestão Esportiva e fez intercâmbio nos maiores clubes do Brasil, Espanha e Alemanha. Na sua passagem pelo clube teve seu trabalho reconhecido com as campanhas de marketing em relação a doação de sangue e ações com torcedores envolvendo atletas.

Pontos Negativos: Não tem experiência prática no cargo de Presidente de Clube.

MANOEL MATOS: Ex Vice Presidente do Clube nos anos 2015 e 2016, sucedendo-se a Carlos Falcão e Epifânio Carneiro que renunciaram em abril de 2015.

Pontos Positivos: Foi o homem de confiança do presidente Raimundo Viana no mandato tampão de Carlos Falcão, após sua renúncia. Os principais legados positivos de Raimundo tiveram participação direta de Manoel Matos, a exemplo da retomada da autoestima e reformulação do elenco que tinha sido eliminado do campeonato baiano pelo Colo-Colo nas quartas de finais. Na ocasião, o time que parecia caminhar para a Série C fez uma grande campanha, chegando a brigar pelo título, mas a queda de rendimento nas rodadas finais fez apenas o Clube voltar à elite com o terceiro lugar. No ano seguinte, em 2016, ganhou o campeonato baiano evitando o tri do rival, contratou jogadores que viraram ídolos do clube como Marinho e Willian Farias; foi iniciado um processo de organização administrativa, onde se constatou perda de documentos da contabilidade do clube da gestão anterior e Investimento na Infraestrutura do Clube, como instalação de novo alojamento e novos campos para as categorias de base.

Pontos Negativos: Campanha medíocre na Série A que quase culminou no rebaixamento em 2016. Clube foi salvo pela excelente fase de Marinho, que venceu jogos sozinho, praticamente. Renovou o contrato de TV com a Globo, antecipando quase 20 milhões de cotas, que só começarão a ser descontados em 2019, ou seja, acima do tempo previsto de sua gestão, impactando nas novas diretorias, além de gastar R$ 1,25 milhões só no Projeto Arena Barradão. Preferência do Contrato com a Globo mesmo tendo a Esporte Interativo oferecendo uma grana maior no contrato de transmissão; aumento de orçamento sem a devida autorização do Conselho Deliberativo e diversas ações incompletas ou irregulares, que causaram 25 ressalvas em suas contas que foi aprovada por ressalvas pela maioria do atual Conselho Deliberativo. Votação esta que me envergonha, fui voto vencido e até hoje não engulo o motivo de se aprovar as contas de RV/MM com tantas ressalvas que não eram “besteirinhas”.

Pontos Negativos 2: Depois das eleições de 2016, ele deu declarações na imprensa de que não concorreria a nenhum cargo do clube por um longo tempo e um ano depois se alia com figuras emblemáticas e polêmicas que passaram pelo clube e que são acusadas de terem realizado malfeitos com os recursos financeiros do clube e que há processos datados de 2004 e 2005 sobre esta pessoa. Os apoiadores de Manoel Matos (Paulo Carneiro, Alexi Portela Jr, Jorge Sampaio e Adhemar Lemos) já se insultaram fortemente num passado recente através de redes sociais e entrevistas à rádios e sites baianos e agora estão “unidos” em prol da candidatura de Manoel. Recai sobre um deles, a denúncia de uso do cartão corporativo do clube para gastos pessoais que incluíam ração de cachorro, absorventes e viagens ao exterior para filhos. Detalhe, quem fez esta acusação agora está unido ao denunciado. É mole? Por isso é arriscado demais esta “chapa”. O risco dela implodir em um conflito interno é enorme, devido a divergências pesadas de pensamento entre os seus membros e pelo passado de agressões mútuas, onde qualquer palavra dita no tom errado pode virar um gatilho para este barril explodir.

RAIMUNDO VIANA, 76 anos, jurista, ex presidente do clube na década de 80 e em 2015/16, da FBF na década de 70 e ex-Procurador da Justiça da Bahia.

Pontos Positivos: O mesmos de Manoel Matos, pois trabalharam juntos na diretoria em 2015 e 16 após a renúncia de Falcão. O diferencial de Raimundo é sua postura agregadora, política, carismática, bem diferente da sisudez de Manoel Matos. Ambos seguiram caminhos diferentes neste inesperado pleito, pois ninguém poderia advinhar que teríamos um ano tão ruim a ponto do presidente eleito em 16 ser praticamente forçado a renunciar, ou poderia ficar inelegível por 7 anos, caso fosse destituído pela AGE. Outro ponto positivo de Raimundo é saber delegar funções e ouvir opiniões de seus pares. Assim como ele achou Manoel Matos para tocar os principais desafios do clube, ele pode encontrar outra pessoa capacitada para auxiliar uma suposta nova gestão dele.

Pontos Negativos: Além das mesmas de Manoel Matos na gestão do clube em 15/16, Raimundo Viana não tem planejamento estratégico de médio a longo prazo para o clube, demonstra não estar atualizado com o Mercado da Bola e com o Futebol-Business. Por se tornar muito próximo aos jogadores, tem enorme dificuldade de dispensar quem não teve o rendimento esperado pela torcida. Vale lembrar que pouco antes das eleições de 2016 ele sinalizou, que se reeleito, iria renovar com mais de 70% daquele elenco que passamos perrengue, pois ele achava o elenco bom e que foi apenas uma fase ruim a justificativa para aquela campanha pífia de 2016. Se molda demais pelo rival e pelo que a imprensa fala deles, a ponto de trazer jogadores como Tiago Real e tratá-lo como craque, apenas por ter sido levemente benquisto no rival e por parte da imprensa.

CONCLUSÃO:

Estes três candidatos, que são considerados os mais fortes para o pleito, tem seus lados positivos e negativos. Tem as suas devidas limitações e nenhum deles dá a certeza absoluta de que o Vitória terá dois anos brilhantes (já que quem vencer será presidente para os anos de 2018 e 2019, completando o mandato de Ivã de Almeida). Entretanto, é preciso a torcida escolher um deles, ou apostar em Tiago Ruas ou em Gilson Presídio, os mais novos candidatos. Na minha visão, o melhor dentre Ricardo, Manoel e Raimundo é Ricardo. Votarei nele por ter gostado das propostas dele e de seu empenho em se especializar na área para assumir o clube. Pelo teor dos pontos negativos de Manoel e Raimundo não preciso me explicar porque não votaria neles, né? Espero que seja uma eleição tranquila e que os perdedores aceitem a derrota e parem com a Política de Boicote e de Quanto Pior, Melhor, como vimos neste ano de 2017.

Hoje tem debate no facebook da Aratu, SBT, às 16h que será mediado por Darino Sena! Assistam! Pensem, reflitam e votem com consciência.

Salvo pela Chapecoense…

É muito triste constatar a que ponto o Vitória chegou nos dois últimos campeonatos brasileiros. Assim como ano passado, terminamos a competição sem ser rebaixado graças a incompetência dos adversários diretos na briga contra o descenso. Em 2016, o Internacional fez uma campanha pífia e chegou na última rodada precisando dar 5×0 e torcer para nossa derrota. Perdemos para o Palmeiras, em casa, e o Inter ficou no 1×1 com os reservas do Flu, no RJ.

Este ano a “salvação” do Vitória foi digno das forças sobrenaturais. Aos 46min do segundo tempo, Uillian Correia assinou sua “demissão por justa causa”, ao cometer uma penalidade máxima infantil no momento derradeiro da partida, Diego bateu e fez e antes mesmo de recomeçar a partida, o ex rubro-negro Apodi deu passe para Túlio de Melo fazer 2×1 para a Chapecoense, em cima do Coritiba, lá em Chapecó.

Os “deuses” do futebol resolveram agradar nossa torcida que lotou as arquibancadas do Barradão ontem. Nós, enquanto torcida, não merecíamos presenciar mais um rebaixamento mesmo. Apesar de termos um time xexelento, sem aquilo roxo e que só venceu TRÊS PARTIDAS em casa no BR17, fizemos nossa parte e botamos 15 mil nos últimos jogos do Barraquistão. Apoiamos e só vaiamos ou nos intervalos ou nos finais das partidas. Cantamos, vibramos, apelamos para superstição, com “camisa da sorte”, cueca, sentar no mesmo local do dia que o time venceu A, B e C. Enfim, nada pode ser atribuído à torcida em relação a esta campanha vergonhosa.

O JOGO – O Vitória até mostrou que poderia acabar de vez com este tabu de perder jogos em casa na última partida em luta contra o rebaixamento. Fez 1×0 com Carlos Eduardo aos 39min do primeiro tempo. Só que na volta para a etapa complementar, por orientação de Mancini, o time voltou a fazer o que fez contra o Cruzeiro, ou seja, passou a ceder a bola ao adversário, se encolher demais e precocemente e apostar tão somente em contra-ataques. Nosso treinador internalizou esta ideia de que nosso time não pode propor jogo e faz com que os adversários cresçam quando estamos com o placar favorável. E um a zero nunca é placar dilatado para se abdicar tão bruscamente do jogo como fez o Vitória. Além disso, nas raras vezes que atacamos o Fla na segunda etapa, Kanu e Patric perderam grandes chances e na única bola que foi na direção do gol, num chutaço de André Lima, o goleiro César fez uma defesa sensacional.

MANCINI MUDA ERRADO E O FUMO ENTRA – Nosso técnico jamais pode ser endeusado, colocado num pedestal e por isso ser inquestionável ou incriticável como muitos torcedores fazem. Temos que torcer pelo VITÓRIA e não botar pessoas acima do bem e do mal. Mais uma vez Vágner Mancini facilitou a vida pro adversário e quase rebaixou o Vitória. Na sua melhor partida pelo clube, Carlos Eduardo foi sacado para a entrada de André Lima, quando a opção mais coerente, ali, seria a saída de Danilinho. Nem vou me alongar sobre a entrada de Kieza como titular. O cara não fez nada o jogo todo, não deu um chute a gol, não deu uma cabeçada…Mancini e suas invencionices. Depois ele tirou Kieza e colocou Caíque Sá. O lateral, que está em queda absurda de rendimento, contribuiu decisivamente para a virada flamenguista. No gol de empate, ele tomou um drible desconcertante de Vinicius Junior e a falta que resultou o segundo gol foi dele, que minutos antes tinha perdido uma boa chance de gol. O Flamengo começou a explorar o lado direito de nossa defesa após a entrada do camisa 35. Somente quando estávamos abaixo da crítica em campo ele resolveu colocar Neílton, que deveria ter entrado desde o começo do segundo tempo, para buscar ampliar o placar e ter alguém rápido para puxar os ataques.

Mancini e Uillian Correia só não rebaixaram o Vitória ontem, por causa do gol espetacular e mítico da Chapecoense, que após 1 ano da tragédia que matou 19 atletas do seu elenco principal, mais o presidente e toda a comissão técnica, eles foram campeões catarinenses e se classificaram para a fase preliminar da TLA. Enquanto a gente, com muito mais grana, passou sufoco o campeonato todo e fomos salvos pelo time que teve que se reconstruir para esta temporada. A Chape deve ser modelo para os dirigentes do Vitória, os que querem algo para o clube e não os que querem algo do clube, é diferente!

O que Uillian Correia fez ontem é para não tê-lo em 2018. Jogo Decisivo, último lance, e ele bota a mão na bola. Ridículo.

Eu não sou maluco de não reconhecer os méritos de Mancini na retomada do Vitória na competição. Realmente, se a gente mantivesse aquela pífia média de pontuação do primeiro turno, chegaríamos a rodada 25 rebaixado. Ele teve sim méritos de reanimar a equipe, de conquistar triunfos inesperados fora de casa e ter dado a chance do time se livrar do rebaixamento, mas ele também contribuiu para a gente não ter se salvado antes, pela sua péssima leitura de jogo em várias partidas. Muitos jogos que não vencemos no Barradão foi pela má escolha do time inicial e das alterações promovidas por ele. Tivemos a chance de evitar aquela loucura de ontem se vencêssemos Avaí, Atlético-PR e Atlético-GO, todos com Mancini já no comando. Outra coisa, Argel ano passado teve 14 rodadas para salvar o time e salvou, praticamente, no penúltimo jogo, pois a vitória sobre o Coritiba que obrigou o Inter torcer pela nossa derrota contra o Palmeiras e dar 5×0 no Flu, mas eles empataram em 1×1. Este ano, Mancini teve 21 jogos para somar 34 pontos, ele somou apenas 31, ou seja, fez uma pontuação insuficiente para o objetivo. Conseguiu se livrar por menos por causa de incompetência maior dos concorrentes.

Portanto, a Mancini o que é de Mancini. Sou pelo justo. Ele teve muitos mais méritos do que falhas, mas as poucas falhas que ele teve contribuíram para a gente ter chegado na última rodada precisando de vencer e perdemos. Só que o Sobrenatural de Almeida quis que a Chape fizesse aquele gol no fim da partida, garantindo a eles a Libertadores e a nós a “redenção”.

Confesso que não comemorei o não-rebaixamento como fez parte da torcida, que cantou e pulou. Gostei, claro, do gol da chape, mas saí do estádio cabisbaixo, incrédulo, desolado e realmente preocupado com o futuro do clube. Espero que o novo presidente eleito, no dia 13, faça o Vitória a ter participações mais honrosas e dignas na Série A. Apesar de tudo,

Vitória Sempre!

Vitória terá desfalques importantes para o último duelo da temporada

Passada a euforia da reviravolta brilhante do jogo da Ponte Preta em Campinas, é hora de assentar a cabeça, ter serenidade e seguir em frente. Neste sentido, o rubro-negro já está ciente de que não poderá com 4 jogadores que foram titulares no último domingo: Wallace, Geferson, Tréllez e David. Os três primeiros por suspensão de cartão amarelo e o último é uma notícia muito ruim não só para a torcida, como para o futuro do jogador, que está, supostamente, negociado com o Palmeiras. A informação é de que David está com grau 3 em uma das coxas e está descartado para o duelo contra o Flamengo. Em sua primeira temporada como titular do clube, o jovem de 22 anos está chamando a atenção do eixo sul/sudeste, apesar da perseguição sinistra de parte da nossa torcida.

Mancini terá que mostrar que sabe se virar, além de ter sua leitura de jogo e coerência testada mais uma vez. Vale ressaltar que a torcida não atura mais o jogo improdutivo de Neílton e o desfalque de David não pode justificar a sua permanência na equipe. Mancini precisa colocar jogadores que estejam a fim de contribuir, de se doar em campo e de ser agudo no ataque. Neste sentido – e quem diria – o certo é escalar Danilinho no lugar de David, André Lima centralizado e Carlos Eduardo compondo o meio de campo.

Ficou nítido que estas duas mudanças feitas pelo treinador deram certo. Carlos Eduardo e Danilinho mostraram vontade, disposição e foram fundamentais para aquela virada que até hoje estamos extasiados. Não me venha com Kieza no time titular, pelo amor de Deus, Mancini! Além de estar sem ritmo de jogo, K9 realmente não se encaixou no Vitória. Muito disperso, pouco combativo, sem vibração e muito omisso. Por mais que seja até um bom finalizador, estas outras características devem ser levadas em consideração para não começar a partida como titular. Bote quem quer alguma coisa com a “hora do Brasil”, Mancini!!

Já no setor defensivo, Mancini tem a opção de colocar o promissor Bruno Bispo (que nas partidas que atuou não comprometeu) na zaga e permanecer com Ramon como volante, ou deixá-lo no banco para a entrada de José Wellison, que é da posição e tem melhor saída de bola que o camisa 40. Não fará sentido algum escalar Alan Costa ou Fred na zaga. Ou ele recua Ramon ou coloca Bruno Bispo. Já na lateral esquerda, nada de Thalysson, viu Mancini? Num jogo valendo a nossa “vida” para 2018 não podemos colocar um jogador que falhou grosseiramente em todos os jogos em que atuou. É bem melhor improvisar Patric na lateral esquerda e botar Caíque Sá na direita do que ressuscitar Thalysson.

NOVAS ELEIÇÕES PARA PRESIDENTE TEM DATA MARCADA

Estou que nem Argel nessa foto: Desolado, meio abatido e indeciso.

Saiu hoje no Jornal A Tarde o edital de convocação para a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) que irá eleger o novo presidente do Clube após a renúncia de Ivã de Almeida, no último domingo. Será na quarta-feira do dia 13/12, a partir das 8h da manhã. Pelo que saiu no edital, o sócio-torcedor apto a votar (ter 18 ou mais meses de associação ininterrupta) só poderá votar para o cargo de presidente. Ou seja, Agenor Gordilho segue como vice-presidente do Conselho Diretor.

Os concorrentes derrotados em dezembro do ano passado já estão se articulando para esta nova empreitada. Ricardo David, da Chapa Vitória de Todos Nós, foi o primeiro a oficializar sua nova candidatura ao cargo. O ex vice-presidente do clube, na gestão RV, Manoel Matos formou um chapão envolvendo Paulo Carneiro, Adhemar Lemos, Jorginho Sampaio e Aléxi Portela. Nesta chapa Manoel Matos será o Presidente e Paulo Carneiro o Diretor de Futebol.

Último colocado nas eleições de 2016, Raimundo Viana ainda não oficializou se vai concorrer. Segundo o próprio ele está analisando com sua “base” a viabilidade ou não de sua candidatura, já que ele diz que não pretende concorrer por concorrer. Há o burburinho que nomes como Fábio Motta (secretário municipal de ACM Neto), Paulo Magalhães (vereador) e Silvoney Salles (ex vereador e médico do clube) lançarão suas respectivas candidaturas ao cargo.

Diferentemente de 2016, eu não irei fazer “campanha” para nenhum dos nomes que começam a ser ventilados para o cargo. Ainda não me decidi em que votarei e levarei esta dúvida comigo até o dia 13. Só antecipo que não votarei na chapa de Manoel Matos de maneira alguma. É 100% de rejeição por minha parte. Infelizmente, os demais nomes também não inspiram 100% de certeza de que vão levar o Vitória a um patamar de maior destaque estadual, regional e nacional. Votei na VdT ano passado mais pelos ideais da chapa do que pelo próprio Ivã de Almeida. Sabia que ele não seria o presidente dos sonhos, mas também não achava que seria tão ruim a ponto de ser comparado com Falcão. Mais do que nunca terei que pensar com muito cuidado para votar no “menos pior” diante as opções que estão surgindo. Estou indeciso entre dois nomes e cada hora eu mudo as porcentagens de inclinação de meu voto. Dilema difícil demais. Os dois que estou em dúvida tem suas virtudes e limitações.

Vitória Sempre!

#ficaleãonaprimeiradivisão

Em jogo louco, Vitória vira para 3×2, rebaixa a Ponte e só depende de si para ficar na Elite do Brasileirão

Que jogo maluco! Se no primeiro tempo foi de desespero e ranger de dentes da torcida rubro-negra, após ver a Ponte Preta abrir 2×0 com 15 minutos de bola rolando. O segundo foi de completa alegria para os Leões e de desespero, ranger de dentes e violência pela torcida pontepretana, que após a virada invadiu o campo e protagonizou cenas lamentáveis que teimam em se repetir aqui no Brasil. Por conta da balbúrdia instalada, o jogo ficou paralisado por quase uma hora até que o árbitro, em comum acordo com representantes da Federação Baiana, Paulista e da Segurança Pública, resolveu encerrar a partida por volta dos 37 minutos do segundo tempo.

O JOGO – Ratificando a sua insegurança e decisão sobre qual formação tática e de quem comporia o time titular para este jogo decisivo, o técnico Mancini pagou caro por isso e foi, sem dúvidas, o maior responsável por um primeiro tempo tétrico do rubro-negro. Primeiramente, ele iria com Willian Farias de titular após quase 6 meses sem jogar, num jogo com clima tenso, que prometia muita pegada e lances duros, mas o ex-capitão sentiu no aquecimento. Daí ao invés dele lançar José Welisson, que vinha atuando bem e pegando ritmo de jogo, ele preferiu a improvisação de Ramon na volância, que apesar de ter feito boas partidas como tal, ficou incoerente quando se tinha um volante nato para a posição. Para piorar, a escolha de Mancini deu com os burros n’água. Ramon fez um péssimo jogo, tanto é que foi logo trocado por Carlos Eduardo. Antes, aos seis minutos, em uma falha grotesca de marcação da zaga, Lucca recebeu cruzamento na área e bateu forte sem chance para Fernando Miguel, numa rebatida errada de Wallace, que voltou a errar minutos depois ao fazer um pênalti infantil em Léo Artur. Na cobrança, Danilo Barcelos descolocou Fernando Miguel. Ponte Preta 2×0.

Com dois a zero com menos de 20 minutos de partida foi natural a Ponte se acomodar em campo, ter maior posse de bola, domínio de jogo e botar o Vitória na roda. O ranger de dentes de nossa torcida pelas redes sociais pegava fogo e a raiva tomava conta de meu cabeção, onde todos os pensamentos de serial killer apareciam no meu cérebro em cima das escolhas erradas de Mancin; das limitações deste elenco 2017 e da falta de brio destes jogadores num duelo importantíssimo. O caos parecia já confirmado, quando o ex-zagueiro do Leão, em 2011, Rodrigo exerceu o cargo de proctologista de forma indevida e sem a anuência do “paciente” Trellez e, por isso, foi corretamente expulso.

Milagrosamente, o colombiano teve o sangue frio de não revidar o estupro sofrido, com um soco bem no meio da fuça deste zagueiro em crepúsculo de carreira. Eu sendo Tréllez, acusaria Rodrigo de estupro mesmo, afinal este conceito foi ampliado (ou só vale para as mulheres?). Na sociedade atual, se um homem fizer isso com uma mulher qualquer sem anuência da mesma, com certeza será acusado de estupro, afinal foi um toque invasivo numa região íntima sem o consentimento da pessoa em questão.

A expulsão do zagueiro-proctologista desestruturou a Ponte Preta. Até o final do primeiro tempo só quem atacava com mais perigo era o Vitória, que perdeu grandes chances com David, Tréllez e Yago, mas a reação só veio mesmo no segundo tempo, quando o Vitória voltou com uma postura muito mais agressiva e vertical. Por volta dos 8 minutos, Carlos Eduardo bateu o escanteio, Danilinho desviou e André Lima diminuiu o placar. No minuto seguinte, em um contra-ataque insinuante, Santiago Tréllez arriscou de fora de área, a bola desviou na zaga e encobriu Aranha. 2×2.

A partir do empate rubro-negro, a torcida pontepretana já deixava claro o que poderia acontecer. As vaias, os xingamentos e o clima bélico tomaram conta das arquibancadas do Moisés Lucarelli e depois do Leão ter perdido várias chances com Danilinho, Tréllez e André Lima, em outro contragolpe saiu o terceiro gol. Lançado pela ponta direita, aos 36 minutos, o ex miúdo-maravilha do Galo e do Football Manager, Danilinho, entrou na grande área e cruzou rasteiro para Tréllez, descontar com gol, a bulinada que tomou. Vitória 3×2. Isto foi um jab no queixo dos pontepretanos que, revoltados, derrubaram parte de um dos alambrados e invadiram o campo de jogo, causando pânico aos atletas e à equipe do PFC Premiere. O jogo ficou paralisado por cerca de 50 minutos, até a arbitragem dar a partida por encerrada, já que não tinha mais clima para a retomada e por já ter se passado dos 30 min da etapa final.

Ivã de Almeida renuncia no intervalo e Vitória vira o placar. O curioso deste domingão foi que, apenas 24h depois da AGE que aprovou o prosseguimento das investigações por uma Comissão de 5 pessoas sobre Gestão Temerária do presidente licenciado, ele resolveu renunciar em uma carta entregue às 16h45 ao Presidente do Conselho Deliberativo, Paulo Catharino Gordilho Filho. Era o final do 1º tempo e o placar era de 2×0 para a Ponte Preta. A notícia travou muito smartphone aí pelo volume de comentários nas redes sociais e na sequência o Vitória construiu a sua virada, o que para muitos foi um sinal de que assim como era com Carlos Falcão, o azar e a zica faziam parte de Ivã de Almeida. E goste você ou não de misticismo, este fato da renúncia de Ivã no momento em que o Vitória estava praticamente rebaixado e o término do jogo em 3×2 para nós, após sua carta-renúncia, já faz parte dos anais do Misticismo Popular da Bahia.

Agora basta o Leão vencer o Flamengo para permanecer na Série A do Brasileirão sem depender de ninguém. Com um empate ou derrota ainda poderemos ser salvos, mas aí ficará dependendo dos resultados envolvendo Sport, Avaí e Coritiba (que perdeu ontem e entrou na ciranda macabra do rebaixamento).

Ou vai ou racha!

Depois da surpreendente vitória do Sport sobre o Fluminense ontem no Maracanã, a situação do Vitória estreitou mais ainda. Agora será preciso vencer hoje e no próximo domingo para o Leão se salvar independentemente dos resultados de terceiros. A chance de se salvar nesta rodada morreu ontem. E hoje ainda tem o Avaí que pode vencer o Atlético-PR, na Ressacada, e aumentar ainda mais a pressão para o rubro-negro. No melhor cenário sairemos desta rodada precisando apenas de um empate com o Flamengo, já no pior o ECV precisará vencer o Fla e torcer por 3 resultados para permanecer na elite.

Para o jogo de hoje, o técnico rubro-negro, Vágner Mancini, promete fazer algumas alterações na equipe, sobretudo no meio de campo. Nos treinamentos da semana ele chegou a experimentar uma formação com 4 volantes, com a presença até de Willian Farias, relacionado para a partida; também treinou na formação tradicional da temporada (433) com Neilton e David fazendo as pontas e com três volantes e André Lima de centroavante. O fato é que está difícil cravar a escalação.

A Ponte Preta fez promoção para lotar o Moisés Lucarelli e empurrar a macaca para fora do Z4, mas sabemos que torcida não entra em campo para fazer gols, cobrar faltas e pênaltis ou defender os ataques do adversário. Será um adversário duro pelo momento tenso que a partida exigirá, mas em termos individuais, a Macaca é uma equipe muito frágil e que coleciona derrotas acachapantes dentro de casa. Seus principais pontos fortes são a velocidade de Nino na lateral, a bola parada de Danilo Barcelos e a habilidade e faro de gol de Lucca. Fora isso, é uma equipe muito, mas muito comum e fácil de ser batida, desde que o adversário se imponha na partida e jogue à vero, sem firula ou brincadeiras.

Por ter uma carga emocional maior, pois o derrotado praticamente sela o rebaixamento (principalmente a Ponte que tem 1 ponto a menos que nós), o jogo fica difícil de cravar o favorito. O Vitória terá seu equilíbrio emocional testado mais uma vez, já que passou por situação parecida contra o Flamengo (Ninho do Urubu) e Corinthians (Itaquerão) e venceu estas duas partidas com grande atuação da equipe, sobretudo na defesa, onde mostrou maior empenho tático por parte de todos jogadores, principalmente na defesa. Acredito que se o Vitória entrar com o mesmo espírito, concentração e foco destas duas grandes partidas citadas, não tenho dúvidas de que o Leão sairá vencedor. Repito: Esta Ponte Preta não é nenhum bicho-papão, mas será preciso que o Vitória jogue com seriedade e objetividade. Afinal de contas, os jogadores e a comissão técnica sabem que o duelo de logo mais é típico “ou vai ou racha”.

Olha eu aqui, com a mão direita levantada aprovando o prosseguimento das investigações de Gestão Temerária por Ivã de Almeida.

PS: Ontem aconteceu a AGE em que o Conselho Deliberativo mais atuante do Vitória nos últimos 10 anos, juntamente com centenas de sócios-torcedores com mais de 18 meses de associação ao SMV, aprovaram por unanimidade o prosseguimento da investigação do presidente licenciado Ivã de Almeida sobre se ele cometeu ou não Gestão Temerária, a aprtir dos relatos e denúncias feitas em Maio pelo Conselho Fiscal e por parte do Conselho Deliberativo. Vale ressaltar que quem diz que o atual Conselho Deliberativo é omisso fala isso por 1) Desinformação Completa; 2) Mau-caratismo e 3) Porque não aceitaram as derrotas nas eleições de 2016 e queriam estar como conselheiros, como foi prometido pelas outras chapas.

Repito que tenho orgulho de pelo menos 90% do atual Conselho Deliberativo, pois desde que começaram a sair as informações que colocaram em xeque a transparência da gestão do Presidente Ivã, nos manifestamos e exigimos explicações. Muita gente “esquece” que com menos de 3 meses de mandato, vazou na mídia local um abaixo-assinado pelos Conselheiros, no grupo do zap, pedindo a destituição de Ivã por não estar cumprindo algumas promessas de campanha, inclusive a do Profissionalismo do Futebol, com os cargos dados a Jorginho Sampaio e Gerson Boka (que nos foram ditos que só estavam interessados em ajudar na vitória da chapa e que não teriam cargos no Futebol). Muita gente fica nas redes sociais e até aqui no blog falando coisas que não tem acesso ou não presenciaram baseando-se apenas nos líderes das chapas derrotadas.

Não tenho motivo algum para mentir. O apoio a Ivã de Almeida, pelo conselho deliberativo, foi curtíssimo. Assim que ficávamos sabendo de coisas obscuras o pau quebrava lá nas reuniões (não no sentido de briga de rua, e sim de combate aos malfeitos e da diferença do discurso de campanha para a prática, quando assumiram o mandato.) E alguns destes líderes das chapas derrotadas, por serem conselheiros natos, presenciaram a combatividade do atual Conselho Deliberativo com os membros do Conselho Diretor e sabem que não estou mentindo. Tanto é que já chegou a mim que uma das chapas reconhece que se assumir o clube com o atual CD não terá paz e, por isso, estão aventando em tirar o Conselho Deliberativo também. Porém, esta tentativa fracassará, pois para o Conselho Deliberativo ser destituído tem que se comprovar participação de todos ou de mais de 50% de seus membros em malfeitos. Não é simplesmente acusar, tem que provar que o Deliberativo foi conivente e se locupletou das verbas do clube ou coisas do tipo.

Vale lembrar também aos golpistas de plantão que quando Carlos Falcão renunciou em abril de 2015, todo o Conselho Deliberativo da época foi mantido para o mandato tampão de Raimundo Viana e Manoel Matos. Há o caso também que as pessoas nem sabem diferenciar as responsabilidades dos Conselhos Diretor e Deliberativo e acham que os dois fazem a mesma coisa. E não é assim. Procurem ler o Estatuto Vigente do Clube. Mas como eu sou bonzinho faço uma alusão bem didática agora: O Conselho Diretor é o Poder Executivo (Prefeito, Governador ou Presidente da República), o Deliberativo é Legislativo (Vereador, Deputado Estadual, Federal ou Senador). Quando um presidente da república é destituído, os membros do Poder Legislativo permanecem em seus cargos.