MERGULHANDO DE CABEÇA NO OSTRACISMO

Olá amigos, olha eu aqui novamente aparecendo pra dar um sinal de vida. Já falei na tag de comentários do próprio blog e respondi e-mails de quem perguntou meus motivos de não estar mais assíduo no blog, mas vale repetir. Estou super cansado, enojado e envergonhado de ver o Vitória se apequenando anualmente, piorando a cada temporada desde o ano da graça de 2014, pois a de 2013 foi a última digna do clube, por ter terminado o Brasileirão na 5ª colocação, de ter vencido o estadual com duas goleadas em cima do rival que até hoje gozamos da cara deles. Entretanto, para ser mais justo, o mesmo ano de 2013 marcou uma eliminação trágica da Copa do Brasil para o Salgueiro-PE e a vergonhosa eliminação para o Ceará nas quartas-de-finais do Nordestão tomando 4×1 no Barradão.

Segue abaixo a breve retrospectiva de 2014 até os dias atuais para percebermos que a tragédia dos dois últimos anos não foram decorrentes da chegada da democracia no clube, e sim, de um complemento do que já vinha acontecendo dois anos antes do sócio-torcedor ter direito a voto. Portanto, o declínio vertiginoso do EC VITÓRIA como instituição esportiva não é culpa exclusiva do sócio-torcedor por ter “votado errado”, conceito muito subjetivo e que varia de pessoa pra pessoa, pois tem gente que acha que votar em PC seria o certo, assim como tem gente que acha que votar nele é errado. Longe disso. A culpa é, acima de tudo, dos presidentes, sejam eles eleitos pela torcida ou não. De 2014 a 2018 só tivemos incompetentes gerindo o clube, lembrando que Carlos Falcão em 2014 (renunciando em março de 2015) e Raimundo Viana (assumindo como tampão em abril de 2015) foram indicados e bancados por Aléxi Portela Jr e seus conselheiros, também escolhidos à dedo, pois não havia eleições para o Conselho Deliberativo nem para Presidente (para os sócio-torcedores).

2014: Vitória começou a temporada com a torcida e parte da imprensa com boas expectativas após a bela campanha no brasileirão da temporada anterior, mas de cara o time perdeu peças importantes do elenco 2013 como Maxi Biancucchi (pro bahia), Marquinhos (pro Cruzeiro), além de não ter renovado com Renato Cajá, após ato de indisciplina no jogo da penúltima rodada do campeonato contra o Flamengo. O Vitória foi novamente goleado e eliminado pelo Ceará no Nordestão, perdeu o campeonato baiano para o rival, saiu precoce da Copa do Brasil para o J Malucelli. Foram realizadas 24 contratações e para os lugares de Cajá, Maxi e Marquinhos vieram Hugo (ex São Paulo), Marcos Júnio e Souza Caveirão. O time ainda contou com peças como Dão, Lucas Zen, Josa, Marcinho, Edno e outras mumunhas. Na parada do meio do ano, Ney Franco pediu demissão e assinou com o Flamengo e Jorginho veio pro seu lugar. Dois meses depois, Ney Franco retornou depois de não dar certo no Flamengo e ficou até o final do campeonato, onde o ECV não conseguiu evitar o rebaixamento ao perder em casa para o Santos. Dos 19 jogos em casa, o Vitória só venceu 6 e fez apenas 38 pontos.

2015: Rebaixado, o clube remodelou o elenco, mas contratou outra pilha de bondes e nem mesmo o retorno de Neto Baiano foi positivo. Atuando mal e fazendo bem menos gols que nas temporadas 2012 e 2009, terminou perdendo a posição de titular e dando declarações infelizes na imprensa chateado por não ser titular. Pouco tempo depois voltou a ser titular e protagonizou a perda de um pênalti nas oitavas de final do Baiano contra o Colo-Colo e, pela segunda vez, o time de Ilhéus se dá bem em cima do rubro-negro. Com a eliminação precoce no estadual, o Vitória perdeu sua vaga do Nordestão de 2016. Esta eliminação em casa para o time ilheense foi a gota d’água da imprensa, torcida e do conselho deliberativo da época. O pedido de Fora Falcão iniciado no returno do Brasileirão de 2014 ganhou mais força e Carlos Falcão mostrou grandeza e renunciou ao invés de tentar empurrar com a barriga. Novamente Aléxi Portela Jr, que já tinha indicado Falcão como seu sucessor, foi o mentor para a nova escolha do presidente rubro-negro e em mais uma “eleição” indireta e de aclamação, Raimundo Viana, 73 anos (à época) foi o escolhido. O time era muito fraco e vinha de seguidos vexames nas competições iniciais da temporada. O presidente eleito pra ser o tampão tinha sido presidente do clube na década de 70 marcada pelo hepta do rival. O senso-comum era de que inevitavelmente iríamos para a Série C. Pouquíssimas pessoas acreditavam em Viana, por estar muitos anos longe dos bastidores do futebol.

Mas voltando a falar em Nordestão, adivinha quem nos eliminou pela terceira vez seguida? Sim, ele mesmo, o Ceará. Sem goleadas desta vez, mas que culminou com o desgaste total de Nino no Vitória, que deixou o clube após 6 temporadas. A saída de Nino se deu no seguinte contexto: Após perder a titularidade no primeiro semestre para Diego Renan e até mesmo para Romário (já tinha perdido para Ayrton em 2013/14, frise-se) e ter cometido o pênalti que resultou com a queda do Vitória para o Ceará na semifinal do Nordestão. Outra coisa: antes de começar a Série B, o Vitória já tinha tido dois treinadores em menos de 4 meses: Ricardo Drubscky e Claudinei Oliveira. Para a Série B veio Mancini. Tal qual 2012, o Vitória fez um primeiro turno de Série B muito consistente, perdendo força no segundo e voltou a subir sem o título, mas desta vez a novidade foi subir em e não mais em 4º colocado.

2016: Sem poder disputar a Copa do Nordeste só restou ao Vitória de Raimundo Viana e Manoel Matos (que foi o presidente de fato, por se envolver mais nas questões administrativas do clube e do futebol), cair de cabeça no estadual. E o Vitória foi campeão em cima do rival. Mas novamente era nítido que o time do primeiro semestre não era forte o suficiente para a Série A, só que a diretoria teimou e não reforçou o Leão a contento e vimos uma campanha medíocre e que se não fosse o grande ano de Marinho em toda a sua carreira, o Vitória já teria sido rebaixado lá atrás em 2016. Durante toda a temporada outro fato que ganhou destaque foi a luta de grupos de oposição ao status quo do Vitória pela abertura do clube para eleições diretas. Foi uma briga que envolveu liminares e que até fez rachar o conselho deliberativo daquela gestão, que praticamente isolou RV/MM e que gerou a formação da chapa Vitória de Todos Nós, do então Ricardo David. As oposições não conseguiram que fossem eleições diretas, mas conseguiu a participação do sócio-torcedor com mais de 18 meses de filiação ininterrupta ao SMV votar nas chapas.

Foto da Chapa VDT eleita em dezembro de 2016

Se antes, as eleições eram indiretas e restritas aos conselheiros colocados no conselho por indicação, esta seria a primeira vez que o sócio-torcedor poderia eleger a chapa favorita. De forma estratégia, todas as chapas divulgaram com antecedência o nome de quem seria o presidente, caso fosse eleito. E assim no dia 16/12 as chapas Vitória do Torcedor (Ivã de Almeida), Vitória de Todos Nós (Ricardo David), Vitória Gigante(Paulo Carneiro) e Vitória Cada Vez Maior (Raimundo Viana) disputaram os votos de 1.578 sócios aptos SMV. A chapa de Ivã venceu por 528 votos, com a chapa de RD ficando em segundo com 405 votos, PC com 391 votos e Raimundo Viana com 246.

Dátolo é apresentado por Ivã de Almeida

 

2017: Com o lema de um Vitória mais popular e com voz da torcida, a diretoria eleita entrou o ano com boas expectativas, principalmente no retorno de Sinval ao clube, que tinha deixado boa impressão no final dos anos 90 e no ressurgimento do clube no período da Série C, onde ele foi uma das peças motrizes para a volta rápida da Série C para A em 3 anos. Entretanto, todas as expectativas foram por água abaixo quando muitos jogadores de certo renome no continente não deram certo como Pisculichi Dátolo e Cleiton Xavier. O Vitória estava com um dos maiores orçamentos e RV deixou o clube com R$ 23 mi em caixa e com as vendas de Marinho e Marcelo, o Vitória chegou a ter 40 mi à disposição, mas gastou mal e o time não deu liga. Aos trancos e barrancos o time foi campeão baiano invicto, mas foi eliminado pelo Bahia na Copa do Nordeste e pelo Paraná na Copa do Brasil. Mas o “amor acabou mesmo” antes do término do primeiro turno quando o Vitória tinha apenas 12 pontos em 17 jogos.

A pressão política foi forte, tanto por parte do Conselho Deliberativo eleito, como o de opositores políticos, principalmente pela Vitória Gigante, que através de PC, em seus audios de whatsapp denunciava várias coisas erradas cometidas pelos executivos do clube. Sinval foi demitido, Petkovic veio pra seu lugar, mas terminou virando treinador, diretor e gerente de futebol ao mesmo tempo e com isso perdeu os vestiários. Que balbúrdia!!! Nesse interím, Ivã pediu afastamento. Meses depois o C. Deliberativo se articulava para destituir Ivã por Gestão Temerária, tendo inclusive realizado AGE neste sentido (de aprovar a instalação do rito), apenas após este evento, Ivã renunciou e Agenor ficou como interino até o dia das novas eleições que marcou a vitória de Ricardo David, com 945 votos (52% dos votos), deixando Manoel Matos (apoiado por Paulo Carneiro) em segundo lugar com 607 votos. Vale ressaltar que foi o Sobrenatural de Almeida que salvou o Vitória do rebaixamento e não Vagner Mancini. O treinador chegou pela quarta vez ao Vitória sabendo que o clube teria que fazer 33 pontos e ele fez 31 e se não fosse o gol “espírita” de Túlio de Mello, da Chapecoense, nos acréscimos daquele jogo no interior de SC, estaríamos na Série B neste ano de 2018.

Falar e prometer em campanha é fácil, difícil é fazer, né Ricardo?

Portanto galera, apesar do texto ter saído enorme, vamos parar de achar que a culpa da tragédia administrativa rubro-negra é exclusiva da Democracia no Clube e dos sócio-torcedores que “votam errado”. O Vitória tem 120 anos e apenas dois destes anos (2016 e 2017) o torcedor participou votando. Em 2014, Alexi Portela indicou e emplacou Carlos Falcão e depois, com a renúncia deste, fez o mesmo com Raimundo Viana. Antes, PC passou mais de 15 anos no clube em sistema parecido, na verdade nem bate-chapa existia. E antes de PC já tivemos quantos presidentes ruins? Ter presidente fraco não é mesmo por culpa exclusiva da democracia. A culpa maior é de quem assume o comando do Clube e não exerce nada do que prometeu. Ninguém votou em fulano pensando em desgraçar com o clube e sim porque acreditou que tal candidato de tal chapa era o mais preparado ou o “menos pior”. Democracia é isso. E eu prefiro 1500 a 2000 sócios votando e elegendo seus representantes do que deixar isso nas mãos de uma patotinha ou de uma pessoa (pior ainda).

Paulo Carneiro, Aléxi Portela e Carlos Falcão já rebaixaram o clube, já fizeram campanhas pífias também. Raimundo Viana só não rebaixou o clube graças a Marinho e eu aposto que se ele ficasse mais dois ou três anos teria o mesmo destino que AP, PC, CF e agora com Ricardo David. O Vitória precisa é de pessoas realmente capacitadas e empenhadas em fazer o VITÓRIA crescer e se estabilizar no cenário nacional. Infelizmente, as primeiras tentativas da torcida não deram certo. Mas não é por conta disso que devemos acabar com a democracia do clube e preferir o modelo antigo. O modelo antigo já fracassou também!

Alexi Portela foi o mentor do aventureiro Carlos Falcão no Vitória.

Eu confesso que estou desnorteado, nem consegui dormir direito essa noite. E pretendo nunca mais me envolver tão profundamente em eleição política do Vitória. Apoiei sim a VDT em 2016 e me elegi conselheiro por ela. Votei em Ricardo David ano passado, sem fazer campanha explícita, apenas divulgando nas redes sociais e aqui que iria votar nele. Mente aquele que diz que militei por Ricardo David. Publicizar voto nas redes sociais não é fazer campanha. Não pedi votos pra ele como fiz em 2016 para a Chapa VDT, nem fiquei postando as panfletagens virtuais (cards, foto de perfil temática) para ele. Apenas declarei meu voto. E para as eleições de 2019 nem isso farei (expor quem votarei). Eu só quero que RICARDO DAVID saia o quanto antes e que o novo presidente consiga recuperar o clube. Só isso!

E APESAR DO CLUBE ESTAR MERGULHANDO DE CABEÇA NO OSTRACISMO

VITÓRIA SEMPRE!

Vitória é humilhado por lanterna do campeonato e Mancini é demitido, finalmente!

FOTO: Fernando Freire / ge.com

Mais um vexame do Vitória no ano da graça de 2018, mais uma goleada. A segunda em 8 dias! Este é o Vitória do incompetente, falastrão e engodo eleitoral chamado Ricardo David, que segue com muita eficiência batendo todos os recordes negativos, ratificando a sua linhagem perdedora de seus mentores Alexi Portela Jr e Carlos Falcão. Ao final de domingo da semana passada, estávamos todos revoltados e envergonhados com os 4×1 para as sardinhas, se passou uma semana e mais um 4×0 na conta. Nem mesmo equipes nanicas quando sobem na cagada à Série A sofrem com este tipo de situação. Se na semana passada, voltamos a perder por mais de três gols para o rival, fato que não acontecia desde 1978, e de perder 5 clássicos seguidos desde 1938, desta vez somos um dos times mais goleados nesta edição do Brasileirão com 4 goleadas. Esse poço tem fim?

Vágner Mancini deveria ter sido demitido desde o fim da partida entre Vitória x Sampaio Correia lá em São Luís, quando ele subestimou a equipe maranhense e foi com um time mesclado de reservas e garotos da base numa fase eliminatória no maior torneio regional do país, que além de render boa grana ao Campeão tem o fator incalculável do orgulho de ser campeão, de levantar o troféu, de mostrar que você é o melhor clube da região nordeste na temporada. Ricardo David foi empurrando com a barriga de uma forma super estranha e sem o mínimo de transparência ao torcedor rubro-negro. Depois deste fato, aconteceram outros momentos em que o técnico poderia ter sido trocado como no período da Copa do Mundo, em que um novo profissional poderia já estar adaptado e com uma revigorada equipe. Ficou notório que o ECV voltou pior da parada da Copa da Rússia, o time vem jogando muito mal e quando vence é sempre por 1×0 tomando sufoco e salvando bolas em cima da linha ou tendo sua trave acertada pelos adversários.

Precisou tomar DUAS GOLEADAS EM OITO DIAS para o embuste do Ricardo David mandar Mancini pegar a BR! E diga-se de passagem que este sujeito nunca mais retorne ao Vitória. Esta última (e tem que ser a última mesmo, registre-se!) passagem de Mancini como treinador do Vitória foi super desgastante para com a torcida. Não ganhou um clássico, paira sobre ele ainda a questão de ter orientado o time a forçar a última expulsão de um clássico que só valia três pontos e que por conta daquela pilantragem nos causou a perda do tricampeonato, o descompromisso com a Copa Nordeste, fora as pirraças com torcida e imprensa, sempre escalando sua panelinha e sem mostrar nenhuma reflexão de que esta atitude não estava fazendo o bem para o clube nas competições.

Eu tenho até vontade de pegar mais pesado com o entregador de coletes, mas como são coisas que eu não tenho a devida comprovação, não vou correr risco de entrar em batalha judicial, porque agora tudo é motivo pra processar. Só digo que não há mais sentido em trazer este cara aqui de novo, seja daqui a 1 ou 10 anos. Mancini está neste vai-e-vem no ECV desde 2008 e assim como aconteceu com os jogadores iô-iô, a exemplo de Victor Ramos e Leandro Domingues, em cada retorno seu desempenho foi pior, sendo a última passagem super traumática e que termina apagando a parte positiva dos serviços prestados. CHEGA DE VÁGNER MANCINI no VITÓRIA. Sua história com o clube acabou, seu ciclo acabou. ELE NÃO VAI MAIS FAZER NENHUMA DIFERENÇA POSITIVA. ELE NÃO EVOLUIU EM NADA DE 2008 PRA CÁ!

A passividade do time em campo ontem foi algo estarrecedor, típico de elenco que quer derrubar o treinador. Não sei se é o caso agora, mas o comportamento desleixado e descompromissado do elenco ontem, nos BaVi’s, no jogo de volta contra o Sampaio Correia e até mesmo nas nossas vitórias magras de 1×0, parecem, de certa forma, proposital. Além disso, tem a falha do próprio Mancini em escalar um time aberto, com os volantes marcando (ou tentando marcar) apenas centralizados, não fazendo as devidas coberturas dos laterais, o que deixa o miolo de zaga exposto no um a um com meias e atacantes adversários, o que gera por parte da torcida e imprensa, uma crítica centrada nos zagueiros, esquecendo que falta proteção dos volantes, que os volantes não estão fazendo a cobertura dos laterais, quando estes apoiam, e usam da “marcação por telepatia” na maioria dos lances. Então, na minha ótica, é injusto culpar tão somente os zagueiros do Vitória. Qualquer dupla de zaga terá o risco de falhar ampliado se ficar sempre no mano a mano com atacantes e meias adversários, sem a proteção dos volantes.

Dentre os nomes que começam a ser especulados para assumir o Vitória, eu descarto logo um: Paulo César Carpegiani. Não por ser ruim. Longe disso. É um treinador que já mostrou ter um poder de reativar equipes na competição. Mas temos que acabar com este ciclo vicioso Mancini⇒Carpegiani, Carpegiani⇒Mancini. Carpê já passou aqui em 2009 (foto) e 2012 e nas duas vezes saiu por conta de racha interno, porque os jogadores (coincidentemente vários participaram das duas passagens de Carpê) se esgotaram com a seriedade, rigidez e cobrança de PCC nos treinos, quase sempre fazendo longos trabalhos de fundamentos e que a boleirada atual não curte muito, fora que o temperamento de Carpegiani também não é fácil. E uma nova passagem de Carpegiani tende a estragar o lado positivo de suas passagens, assim como foi com Mancini.

José Ricardo, técnico do Flamengo durante partida contra o Santa Cruz, válida pela vigésima nona rodada do Campeonato Brasileiro de 2016, na capital paulista. 09/10/2016, Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Se eu fosse consultado, ou se eu tivesse a caneta na mão, eu iria tentar esses caras na ordem: Zé Ricardo, Jair Ventura, Eduardo Baptista e Nelsinho Baptista. O primeiro pegou um Flamengo todo bagunçado em maio de 2016 e levando à terceira posição no BR daquele ano, ou seja, foi pra Libertadores e campeão carioca em 2017. Em 2017, estava com números favoráveis no Brasileirão, apesar da cobrança da torcida e imprensa; e depois de perder para nós por 2×0 na Ilha do Urubu, foi demitido. Daí foi pro Vasco, que tinha elenco muito inferior ao Flamengo e que estava na zona do rebaixamento e numa recuperação brilhante, terminou em 7º lugar, com os mesmos pontos do Flamengo e foi pra Libertadores também. Jair Ventura é o meu segundo preferido da lista porque fez um brilhante trabalho com um elenco limitado do Botafogo, tanto limitado de atletas de qualidade, como de recursos financeiros, bem parecido com nosso status quo. Ele não deu certo no Santos, é verdade, mas lá o problema é outro, é na direção, na forma da condução do clube. O Santos vem trocando de treinador direto e o problema em campo não melhora, portanto ao meu ver, Jair Ventura é um bom nome sim! Em outro post comentarei sobre os nomes restantes de meus preferidos.

Vitória Sempre!

#ManciniNuncaMais

#AnoQueVemTuTerásOtrocoRicardoDavid

No Vitória, o que se diz não se escreve

– “Prolongar a parceria entre o Vitória e a Universo. A participação do Leão no NBB segue agregando valor a nossa marca. O objetivo é estreitar laços com a LNB, Liga Nacional de Basquete. O Vitória precisa ser uma das lideranças do basquete nacional.”
– “Se não chegarmos a um acordo, não vamos montar outro time. Pelo menos não nesse ano. Não temos dinheiro para isso.”
As duas frases acima são atribuídas ao presidente do Esporte Clube Vitória, Ricardo David. A primeira, “embalada” em formato de proposta de campanha, e a última, um triste retrato, até aqui, desta gestão. Além do espaço de alguns meses, a real diferença entre ambas é o abismo que separa PROMESSA e AÇÃO.
Esta gestão, autoproclamada paladina da modernidade, em apenas seis meses já crava em seu currículo um dos maiores retrocessos da história do nosso clube: a extinção do basquete. A medida começava a desnudar o engodo que tem se apresentado o retórico, mas nada proativo ou resolutivo, Ricardo David. 
Mas, para espanto e indignação geral da Nação Rubro-negra, o fatídico episódio do basquete era apenas a ponta do novelo emaranhado que se transformou a administração do Vitória. Para desenredar esta história fio a fio e não deixar “ponto sem nó”, vamos fazer o sempre saudável exercício de comparação entre as principais propostas de campanha (abaixo) e os pífios resultados obtidos até aqui:
1- GESTÃO PROFISSIONAL
2- INOVAÇÃO E INTEGRAÇÃO
3- REFORMA DO BARRADÃO SEM MEGALOMANIA
4- AÇÕES DE MARKETING ASSERTIVAS
5- BASQUETE, REMO E DEMAIS ESPORTES OLÍMPICOS MAIS FORTES
6- INTERNACIONALIZAÇÃO DA MARCA
7- PROJETO DE FUTEBOL ALINHADO A TECNOLOGIA E INTEGRADO COM A DIVISÃO DE BASE
8- RECUPERAÇÃO DA MÉDIA DE PÚBLICO DO BARRADÃO
9- POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO INTEGRADA
10- MAIS PARTICIPAÇÃO DE SÓCIOS E TORCEDORES NA VIDA DO CLUBE
11- EMPODERAMENTO DO CENTRO DE INTELIGÊNCIA DE MERCADO E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO
Por razões óbvias, não vamos nos ater a ideias genéricas e abstratas como “Inovação e Integração” e “Ações de Marketing Assertivas”. Por critérios mais claros ainda, passaremos por cima do devaneio “Recuperação da média de público do Barradão”.
Sem muito esforço percebemos que o ESTELIONATO ELEITORAL praticado pelo grupo que o senhor Ricardo David “comanda” começa pela “venda” de uma ideia de CHOQUE DE GESTÃO. Ora, este conceito moderno pressupõe mudanças imediatas, pelo menos administrativas e organizacionais a curto prazo, mesmo em ambiente com tradição quase burocrática. Exige, mesmo em meio a dificuldade financeira, arrojo e criatividade.
E o que houve de grande modificação na estrutura e funcionamento de setores? Atração de investimentos, celeridade de serviços ofertados pelo clube ao seu torcedor, por exemplo?? 
SMV
O plano Sou Mais Vitória permanece com os mesmos problemas e nada de novo foi apresentado em seis meses de gestão. Qual a nova modalidade criada? Qual a melhora na comunicação com o torcedor? “O dinheiro ainda não pingou na conta”?
Esta gestão assumiu com o clube desabilitado ao programa Por um Futebol Melhor. Passados seis meses do mandato, a situação permanece. Ou seja o torcedor não pode se valer de um dos poucos benefícios de se associar, visto que a rede de conveniados própria do SMV é pequena, os descontos são ínfimos e as vantagens na própria loja do clube são irrisórias. Enquanto o Vitória dá 5% de desconto na camisa oficial, o rival oferece a própria camisa como brinde ao associado.
Se tratarmos especificamente da realidade da Rede Vitória Sem Fronteiras, de torcedores que moram fora de Salvador, é que a coisa desanda de vez. Onde está o alardeado plano exclusivo destinado a estes torcedores? É tão complexo assim elaborar algo já sugerido, com ideias aos montes e um público consumidor já pré-definido??
Nosso trabalho é mais do que conhecido do presidente que, quando foi diretor de marketing chegou a realizar ações para este segmento da torcida. Em campanha, inclusive, levantou a bandeira da atenção aos torcedores fora de Salvador, aliado aos pedidos de apoio para sua eleição. Após eleito, seu interesse direto tem sido igual a zero. Zero diálogo de Ricardo David com a Rede Vitória Sem Fronteiras.
MODERNIZAÇÃO, BASE E POLÍTICA DE CONTRATAÇÕES
Sobre o uso de tecnologia e afins, os tais “Empoderamento do Centro de Inteligência” e “Projeto de futebol alinhado a tecnologia e integrado com a divisão de base”, na prática, após a polêmica criada pela divulgação da contratação de uma empresa externa para executar o serviço de banco de dados e informações sobre atletas, o clube finalmente garante estar com o sistema implantado e operando. Ufa! Que o aprimoramento deste setor nos livre da contratação como Pedro Botelho, Lucas e Jonatas Belusso.
Estas propostas de “reforço da base e centro de inteligência” também remetem diretamente ao propalado conceito de investir na prospecção e contratação de jovens atletas! Na teoria excelente, mas na prática trouxemos apenas Rodrigo Andrade e Guilherme Costa, em um universo de quase 20 CONTRATAÇÕES NO ANO, em torno de 10% do total. 
O detalhe é que uma das justificativas para a política de contratações pouco arrojada no começo do ano foi a determinação de não envolver dinheiro nas negociações. Mas, em contraponto a esta política de valorização de jovens atletas foi contratado o “veterano” lateral direito Lucas, em transação que fez o Vitória abrir mão de valor que tinha a receber pela jovem promessa Yan.
Ainda sobre a formação de elenco, renovamos com boa parte do time quase rebaixado ano passado e fomos repatriar um velho conhecido (Rhayner), além de ensaiar retorno com outro (Victor Ramos), só vetado por pressão e rejeição quase unânime da torcida. Qualquer semelhança com o modelo histórico de gestão de outrora não é mera coincidência. O detalhe é que conseguiram piorar um elenco há tempos debilitado.
O fato é que entramos em 2018 cheio de expectativas e chegamos ao meio do ano como vice-campeões do baiano, eliminados precocemente no Nordestão, fora da Copa do Brasil, na zona de rebaixamento do Brasileirão e, como quase sempre nas últimas temporadas, à espera de um milagre. A gestão até poderia se valer das máximas “a bola não entrou”, “coisas do futebol” para justificar os insucessos em campo, mas a triste realidade de um plantel medíocre e um treinador sem comando e sem capacidade de se reinventar salta aos olhos de todo rubro-negro. 
Esse é o retrato de um clube sem planejamento, sem direção, com um presidente falastrão na campanha e omisso, beirando a covardia, na resolução de crises pontuais e esclarecimento de questões de forma transparente ao torcedor. Enquanto torcedores esperamos não ter que, além do desgosto de mais um iminente rebaixamento, ser submetidos a humilhação de ver uma camisa comemorativa a este inglório feito, como fez há algum tempo uma gestão que muito se assemelha a essa e, curiosamente, também era integrada pelo senhor Ricardo David.
Aos abutres de plantão, permanecemos atentos e não permitiremos que o insucesso desta e da famigerada gestão anterior anule o único legado de fato dos últimos anos: a abertura do Esporte Clube Vitória ao seu torcedor. Querem demonizar o direito dos sócios escolherem o comandante do clube, mas acham normal o obscuro modelo de eleição indireta feita por um grupo de centenas de conselheiros incrustados eternamente no clube. 
Democracia se aprimora, cultura se cria. Esperamos que tudo isso sirva para que o torcedor se associe e segure as rédeas do clube, e para que o sócio dê cada vez mais valor ao seu voto.
Estamos à postos para lutar para que estes tempos não retornem, assim como para que as promessas de quem precisa convencer – e às vezes ilude – o eleitor sejam cumpridas.
Rede Vitória Sem Fronteiras

FORA MANCINI! ATÉ QUANDO VAI A OMISSÃO DA DIRETORIA DO VITÓRIA??

O Vitória decepcionou mais uma vez sua torcida ontem à tarde quando tomou uma sapatada do Santos por 5×2 na Vila Belmiro. Em outros tempos, uma porrada desta não iria doer tanto, até pelo fato de historicamente o Santos ter elencos qualificados e ter uma força dentro de seu mando de campo, mas o elenco santista de 2018 ainda não deu liga e vem mal na competição, também brigando na parte baixa da tabela. Pra piorar, o Peixe fez 3×0 em menos de meia hora de jogo, numa facilidade incrível, com um moleque de 17 anos tendo dia de Pelé, ajudado, obviamente, pelo péssimo esquema tático de Vágner Mancini, que piora as limitações técnicas do time com a utilização de peças que não somam nada ao clube quando são titulares.

Enquanto o time santista prepara seus jovens sub-20 colocando em jogos do paulistão e parte de partidas em jogos mais duros como Libertadores (este Rodrygo eu vi pela primeira vez em ação num jogo da TLA e fora do país) e clássicos, o Vitória criou, nos últimos 5 anos, a ideia de que nossos meninos são sempre “mais verdes” que os outros e numa falta de visão de longo prazo, atocham o time titular no campeonato baiano para assegurar a vantagem mínima de jogar por dois resultados iguais na Final, ao invés de ir testando os meninos da base nos jogos mais fáceis que o Estadual proporciona. E pra completar essa tese, temos um técnico que já mostrou aqui e por onde passou que não tem paciência para com jogadores abaixo dos 21 anos vindo das divisões de base.

Alguém aqui acha realmente que Cedric faria pior que o lateral Lucas? Será que o Wellison ou Padilha, laterais esquerdos do Sub20, fariam pior que Pedro Botelho? Farinha e Hebert seriam mais improdutivos que o Uillian Correia na fase atual? Enfim, bastou estas peças tão contestadas pela torcida voltarem a ser titulares e o fumo vem rolando “de cum força”. Ontem foi humilhante demais, ver o Vitória tendo uma atuação típica de Galícia, Coruripe, Flamengo de Guanambi e outros times pequenos similares. Erros infantis, falta de coesão entre defesa, meio e ataque, falta de trato com a bola, jogadas bisonhas e uma falta de gana pela partida absurda!

Vágner Mancini tem 53,5% de aproveitamento na atual temporada, isso somando os resultados enganadores do Campeonato Baiano, pois todos os técnicos que passam pela dupla Ba-Vi no primeiro semestre chega pro segundo semestre com uma porcentagem razoável porque 80% dos triunfos são conquistados dentro dos campeonatos estaduais/regionais. Tomando apenas o Brasileirão, os números caem abaixo da metade. Vágner Mancini tem até agora na Série A 9 jogos, duas vitórias, dois empates e cinco derrotas, o que dá o rendimento total de apenas 29,62% dos pontos disputados. Do início do ano até o jogo de ontem, o rubro-negro fez 67 gols e tomou 54, sendo a mais vazada do atual Brasileiro. Nos 38 jogos sob o comando de Mancini em 2018, o Vitória venceu 18, sendo apenas duas no Brasileiro, o que mostra que as 16 restantes estão divididas entre Baiano, Copa do Nordeste e Copa do Brasil e já jogamos NOVE partidas na Série A, vale ressaltar isso!

Pra piorar, o treinador este ano perdeu o Campeonato Estadual; subestimou o Sampaio Correia (na certa achou que seria igual ao Ferroviário e ao Globo-RN que vencemos com facilidade fora de casa mesmo colocando um time todo reserva) e por isso foi eliminado das quartas de finais do Nordestão sem fazer 1 mísero gol no modesto time maranhense; eliminado da Copa do Brasil e frequentador da Zona do Rebaixamento da Série A nestas primeiras 9 rodadas. Quando um técnico, independentemente das peças que possui no elenco, não está conseguindo ser capaz de mudar o rendimento da equipe, seja por variação tática ou de troca de peças, está na hora de ser demitido. Eu aposto com qualquer leitor meu, que fosse um treinador de menos “fama” e com os números aqui expostos, já teria sido demitido há muito tempo…Talvez nem chegasse a começar o Brasileirão!

Aí é que entra a omissão da diretoria rubro-negra. Por que Ricardo David ainda mantém Vágner Mancini no comando da equipe com tantos fracassos e com números tão pífios? O que é mais lógico: Pagar a multa de Mancini (dizem que é R$ 1 milhão) ou empurrar com a barriga, ser rebaixado e ter a cota de TV reduzida de 35 milhões para 9 milhões? Por que a diretoria se comporta com esta omissão toda em relação ao Mancini? Estamos sendo reféns dele? Tá estranho!! O nosso rival acabou de demitir Guto Ferreira, que pelo que soube a multa dele é bem maior que a de Mancini, e Guto foi campeão baiano, está na semifinal do Nordestão e muito próximo às quartas-de-finais da Copa do Brasil. Será que a “doença” que boa parte da torcida tem, em achar que Mancini é o único capaz de treinar o Vitória passou para a diretoria?? Perguntar não ofende!

Pra encerrar, trago algumas informações sobre o novo Diretor de Futebol, Jorge Macedo, que foi bombardeado por setores venais da imprensa baiana e que a torcida, com preguiça de apurar e que se deixam influenciar por alguns membros da nossa imprensa esportiva, que só pensam no dinheiro ao final de cada mês, repetiram como se fosse verdade. Nem se deram ao passo de ir no diacho do google e pesquisar:  JORGE MACEDO DIRETOR DE FUTEBOL.

Numa simples pesquisa que durou menos de 5 minutos, eu descobri que ele não foi o diretor que participou da queda do Inter em 2016. Neste ano ele estava no Fluminense, que terminou a competição em 13º. Pelo Inter, Jorge Macedo fez parte das campanhas de 3º e 5º lugar na Série A (2014 e 2015), que garantiram ao Colorado participações nas Libertadores. Fora que o timaço montado para a Série B de 2017, que deveria ter sido campeão com os pés nas costas, foi montado por Jorge Macedo. Jogadores como Uendel, Patrick, Willian Pottker, Camilo, Victor Cuesta e Lucca foram trazidos por ele e estes jogadores seriam titulares fáceis aqui! Estou mentindo? Antes de veicular o que a nossa imprensa publica, faça você mesmo uma simples busca no Google. Deixe a preguiça de lado! Não seja mais um manipulado. Vou colocar abaixo os links que desmentem a nossa imprensa esportiva.

http://www.internacional.com.br/conteudo?modulo=2&setor=18&codigo=36898

http://www.internacional.com.br/conteudo?modulo=2&setor=18&codigo=35401 (Chumbinho que foi o Diretor de Futebol em 2016, quando o Inter foi rebaixado pela primeira vez)

VITÓRIA SEMPRE!

OPINIÃO | Vitória 0x1 Jahia

 

Temos que ser racionais e sinceros acima de tudo: Com 7 titulares fora das finais era missão “impossível” ganhar o estadual 2018. Qualquer time que tivesse a mesma situação do Vitória contra o seu maior rival a chance de sucumbir seria enorme. Vamos pegar um exemplo radical? Tire os 7 principais jogadores do Real Madrid e bote pra jogar contra o Barcelona completo ou vice-versa, quero ver este time vencer com folga. E se a gente que fez este paralelo com duas potências mundiais, imagina então quando somos um time limitado já completo, a lógica é que sem 7 considerados titulares seria pior ainda, concordam?

Mesmo assim, fatiado pelo TJD-BA, o Vitória teve, nos 180 min, boa chance de sair com o título. No primeiro jogo da Arena Lava-Jato, o Vitória perdeu uma grande chance de abrir o placar com Belusso, no lance seguinte tomamos o gol e o jogo virou pra eles. Fizeram 2×0, mas ainda assim conseguimos fazer um golzinho na Arena, forçando apenas um triunfo simples no jogo da volta, realizado ontem. E repito mais uma vez: mesmo todo esfacelado por conta de julgamentos e punições tendenciosas do Ba-Vi do dia 18/02, chegamos no jogo de ontem com certa confiança em fazer o placar mínimo e levantar o tri. Nos 12 minutos iniciais só deu Vitória, com 7 desfalques, e perdemos de novo duas grandes chances. Uma com Juninho, a mais absurda de todas, e outra naquela blitzrieg em que Neílton, Belusso e Nickson tentaram a finalização, desviada pela zaga e goleiro do rival. Não fizemos! Pagamos o preço. 

Mal começou o segundo tempo e nossa zaga mostrou porque é, desde já, uma das piores dentre os 20 clubes da Série A 2018. Uma sucessão de erros de posicionamento, baixa qualidade técnica e perda de foco resultaram no gol das sardinhas. No lance o rival explorou o buraco deixado pelo improvisado lateral direito Rodrigo Andrade, Vinicius Bailarino tripudiou o medíocre Wallison Maia, lançou pra Zé Vivian, que bateu fraco, Falhando Miguel dá um rebote nojento e Elton foi mais esperto que Botelho e pimba! 1×0 sardinhas.

Depois daí vimos um Vitória tentando se aprumar no jogo, sem sucesso. Mesmo assim ainda perdemos duas grandes chances, ambas com Belusso. A primeira ele driblou o marcador e chutou forte para a defesa do goleiro Douglas e na outra, Pedro Botelho caprichou no cruzamento, mas nosso camisa 9 não conseguiu cabecear a contento. Pra piorar perdemos Neílton na metade do segundo tempo, aumentando os desfalques da equipe titular para OITO. E aí complica, né galera? Vamos ser coerentes!

Entretanto, mesmo com todos os desfalques Vágner Mancini tem sua grande parcela de culpa na perda deste estadual, pois ele teimou em improvisar tendo jogadores na posição e não mostrou coerência nas duas finais. No jogo de ontem mesmo, ele poderia ter colocado Cedric na lateral direita. Não entendo porque este “medo” de colocar o cara, ele foi muito bem na Copa São Paulo, tem velocidade, tem drible, tem poder de infiltração. E não venham me dizer que era porque ele é novinho não, pois Luan também é e foi titular ontem! Mas já que improvisou, porque não foi com José Wellison que joga de lateral direito desde 2016? Aí pega um segundo volante (Rodrigo Andrade) de 21 anos e que nunca jogou como lateral no seu ex-time (Paysandu) e coloca na função. Mas para ser justo, pelo menos no primeiro tempo Rodrigo Andrade deu conta do recado e anulou Marco Antônio, que no jogo da Arena fez salseiro em cima de Lucas.

A teimosia de Mancini prosseguiu quando toda a torcida e parte da imprensa baiana falavam que Fillipe Soutto e Uillian Correia são volantes lentos e sem pegada, mas prevaleceu a panela do treinador. Neste setor ele poderia ter colocado José Welison na função do camisa 5 e Rodrigo Andrade (ou o próprio Correia) de 2º volante. Chegamos na lateral esquerda e ao invés de botar Juninho em sua real posição, preferiu insistir com o borra-botas do Pedro Botelho, jogadorzinho comum, sem sal. E lá na meiuca, mesmo tendo Guilherme Costa, Baumjohann e Flávio (da base), ele preferiu a manutenção de Juninho como meia. Desta vez não deu certo. Contra times um pouco mais duro, Juninho se mostra abaixo da crítica na função de meia e ontem parecia que tinha sentiu o jogo, principalmente após perder aquele gol de cara. Errou tudo que tentou! Portanto, por mais que tenhamos 7 (depois 8 desfalques do time titular) eu ponho Mancini como um dos fatores para nossa derrota de ontem, pois inventou demais, improvisou demais e quem faz isso sempre toma na tarraqueta, cedo ou tarde.

Por fim vem a diretoria, que na campanha da Eleição-Tampão de 2017, se mostrava muito antenada com futebol moderno, com tecnologia de prospecção de jogador, de que tinham a fórmula mágica pra tudo e que todos os nossos problemas acabariam. E realmente, até este momento, o presidente Ricardo David tem se aproximado demais dos produtos Tabajara do extinto programa de humor global Casseta & Planeta, que era liderada pelo saudoso Bussunda.

Além de ter contratado mal como os medíocres Pedro Botelho (nem o CRB quis), Wallison Maia (nível Alan Costa), Lucas (só tem currículo), além de ter apostado no alemão que só tinha jogado duas partidas em 2017, eles renovaram com vários jogadores que não vinham bem desde o ano passado como Fernando Miguel, Kanu (só tem garra!), Fillipe Soutto e Uillian Correia (mais por causa da sua última partida, quando fez uma penalidade infantil que quase nos custou um rebaixamento).

A junção dos contratados com os remanescentes do ano passado (sobretudo os da defesa) resultou num time fraco, previsível e que já tinha mostrado que em decisões pipocam (muitos deles estiveram presentes na semifinal do Nordestão do ano passado). Pra piorar, até no departamento que o Vitória era soberano (Jurídico) o rubro-negro passou a perder. Ricardo David e seus pares comeram mosca, não lutaram com galhardia para defender os atletas rubro-negros e de acusar outros jogadores do rival que também participaram da briga e passaram ilesos como Lucas Fonseca, Zé Rafael e Mena.

Pra terminar com chave de ouro, no último julgamento, o do STJD, ao invés de deixar com Patrícia Saleão, que desde 2007 defende o Vitória contra ataques de clubes adversários, resolveu misteriosamente deixar para o novato Roberto Dantas, amigo pessoal e membro da chapa de RD em 2016, fazer a defesa. E pagamos caro por isso, pois, até quem tinha sido absolvido nas duas instâncias inferiores foi condenado e ficou de fora da finalíssima. Falo do zagueiro Ramon e tivemos que jogar com o instável Bruno Bispo, que milagrosamente fez uma partida segura ontem. Daí eu tiro a conclusão que a troca de Patrícia por Roberto foi uma estratégia erradíssima e ao meu ver, a tentativa foi de promover Roberto, que está iniciando agora no Direito Esportivo. Patrícia Saleão tem 11 anos de experiência só com o Vitória! Isso foi muito amadorismo!

Pra encerrar o papo, que já está muito longo por sinal, a diretoria está deixando os dirigentes da sardinha dominarem o TJD colocando até conselheiros eleitos em 2017 como promotor do TJD e que nos julgou, deixaram a sardinha se infiltrar na Federação Bahiana, além de ter permitido todo o ataque da mídia baiana em cima de nós no caso da briga do SarVi de 18/02 em que eles nos colocaram como únicos culpados e os jogadores do rival como pobres inocentes, vítimas da truculência. Ricardo David deveria ter sido mais firme na defesa do CLUBE nesta situação. Essa omissão nos fez muito mal e até mesmo nossos torcedores passaram a acreditar na hipótese implantada e sustentada pela venal imprensa esportiva baiana.

Enfim, até Ivã de Almeida conseguiu ser campeão baiano e INVICTO e o PHD de Futebol formado em Harvard e pós doutorado em Sourbonne não conseguiu. Pior, permitiu que o jahia voltasse a levantar um título no Barradão depois de 20 anos. A julgar por isso, RD já mostra que tem o “selo Carlos Falcão” de “qualidade”, pois nem Mundico nem Ivã – O Terrível, perderam títulos baianos pra sardinha e assim como Falcão, RD já começou perdendo. Agora, mais do que nunca, a Copa do Nordeste virou obrigação! Se neste mandato tampão RD não ser campeão do nordeste e permitir o bi do rival no baianão, uma certa figura controversa ganhará força e poderá, de fato, reassumir o Clube e quem mais tá colaborando com isso são os seus sucessores com tantos erros amadores e falta de malícia nos bastidores do esporte.

Vitória Sempre!

Vitória goleia Jequié e assume a liderança do Baianão

Jequie 1x5 Vitória BA2018

Confesso que depois das palhaçadas da imprensa tricolor e dos procuradores do TJD eu fiquei desestimulado em continuar cobrindo o Campeonato Baiano 2018, mas tenho que superar este jogo sujo destes sujeitos e tocar o barco. Afinal, o Vitória segue firme e forte para conquistar mais um tricampeonato e o importante simbolismo da conquista de nosso 30º troféu de estadual, que diminui para 16 a diferença entre nós e a sardinha. E só de lembrar que em 1991 só tínhamos apenas 12 estaduais, e o rival com quase 40, demonstra o quanto crescemos e diminuímos a distância!

Bem, ontem o Vitória encarou o Jequié, a grande surpresa do ano e o rubro-negro fez mais que bonito. Venceu por 5×1 com um futebol vistoso, encaixado e bem treinado por Vágner Mancini, que vem crescendo muito em meus conceitos (e quem me conhece sabe que tenho sérias restrições a Mancini). Só no primeiro tempo o Vitória fez 3×0 em menos de 35 minutos.

Só que o primeiro gol só surgiu aos 19 minutos, quando num contra-ataque bem tramado, Ramon partiu para o ataque como elemento surpresa, tabelou com Neílton e deu assistência para Denílson, camisa 95, abrir o placar com um chute colocado no canto direito do goleiro Gustavo. Vitória 1×0.

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Poucos minutos depois, Neílton cobrou escanteio na área, a bola resvalou na mão do defensor dos anfitriões. Pênalti! Na cobrança, Neílton mostrou frieza e categoria deslocando o arqueiro do time do interior. Vitória 2×0. Por volta dos 34 minutos, falta da entrada da grande área para o Leão da Barra. O camisa 21, Guilherme Costa, se posiciona para cobrar. Uma de suas especialidades é justamente cobranças de faltas e não deu outra. O canhotinho formado na base do Vasco bateu com categoria sem chance para Gustavo. Vitória 3×0.

Veio o segundo tempo e o rubro-negro, como de costume, deu uma pequena puxada de freio de mão, mas nada que provocasse a reação do Jequié, que já estava na lona, diga-se de passagem. Com o placar elástico construído nos primeiros 45 minutos, Mancini se deu ao luxo de fazer alguns experimentos como um verdadeiro alquimista da Idade Média. Ele sacou Guilherme e colocou Pedro Botelho, adiantando Bryan para a ponta esquerda. Com isso, o time ficou muito forte por este flanco e foi por lá que saiu o quarto gol, com uma tabelinha entre Neílton e Botelho, em que o lateral levantou na área para o próprio Neílton finalizar. E abro um parênteses! COMO NEÍLTON ESTÁ BEM NESTE INÍCIO DE TEMPORADA. Jogando mais solto e alternando entre meia e atacante, com movimentação livre, Neílton tá destruindo os adversários, com sua técnica, visão de jogo e dribles curtos.

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Neílton tá virando o maestro rubro-negro em 2018

Após o quarto gol, o Jequié buscou forças para diminuir a vergonha e passou a atacar o Vitória com mais altivez. E de tanto insistir eles chegaram a descontar com Fabiano Tanque, de cabeça, depois de um maravilhoso cruzamento de trivela do lateral Sertânia. Mas o Leão estava cruel e mais unido do que nunca, em prol da conquista do tricampeonato, sem deixar nenhum vestígio de contestação de meritocracia, por parte dos inimigos e tratou logo de fazer o quinto gol. Num novo contra-ataque mortal, Yago abriu pela direita correu verticalmente e deu um cruzamento brilhante para André Lima, que com sua categoria finalizadora característica balançou as redes num chute rasteiro e no canto de Gustavo. Vitória 5×1.

Os dois próximos compromissos do Vitória nesta semana são contra o Bragantino, em Bragança Paulista, pela Copa do Brasil, nesta quarta-feira (28) e no domingo contra o Jacobina, pelo Baianão, no Manoel Barradas!

Vitória Sempre!

#FechadoComOECV

#RumoAoTri

#Vitória30estaduais

A torcida precisa rever seus conceitos sobre a Política de Contratações e jogadores da Base

Elenco campeão Baiano e do Nordeste de 1997, que contava com Bebeto, ídolo nacional campeão da Copa de 94.

Acredito que 80% da torcida do Vitória, principalmente a turma que vivenciou o auge da Administração Paulo Carneiro, entre 1997 e 2004, ficou mal acostumada e quer sempre ter jogadores de prestígio nacional e internacional no elenco. Outra parte não gosta dos chamados medalhões e prefere os jogadores “operários”, jovens e com vontade de crescer na carreira através de equipes menores e de médio porte.

A situação de dilapidação financeira e pródiga de Ivã de Almeida e Sinval Vieira está forçando Ricardo David a acelerar com seu projeto de “refundação” dos conceitos de política de contratação e de utilização de jogadores oriundos das divisões de base no Elenco Principal. A gente percebe isso na quantidade de jovens que estão incorporados ao elenco que começa a temporada 2018 e de duas contratações que nada lembram as de Bebeto, Túlio, Petkovic, Aristizábal, Edílson e Vampeta, num passado já não tão recente assim.

Nos últimos 10 anos, um dos traços da torcida rubro-negra é exagerar violentamente na cobrança de jogadores vindos da base, mesmo que tenham 18 anos, mesmo que tenham 20 ou 21 e estejam em seu primeiro ano de profissional. E isso tem que parar. Já não dá mais pra viver assim. O reflexo disso é que quando os jovens jogadores se destacam e surgem a chance de sair, eles não hesitam e como um desabafo ou provocação, sempre falam que estão saindo para um “time grande”. O Vitória já é grande, tem torcida grande, tem infraestrutura de grande, tem títulos nacionais e internacionais em sua base e campanhas memoráveis nos Profissionais. Só lembro que somos o último nordestino que disputou uma final de Copa do Brasil (2010) e de um Brasileiro (1993), além de sermos o nordestino de melhor pontuação e classificação no modelo de pontos corridos (59 pontos, 5º lugar). Chegando os títulos nacionais, eles só irão referendar com chave de ouro a nossa grandeza.

Ontem vimos o menino Luan, 18 anos, destruir na abertura do Grupo 15 da Copa SP, quando fez 3 gols, sendo o último uma pintura que lembrou Alex Alves contra o Corinthians em 1993, na Fonte Nova, e até mesmo aquele gol antológico de Maradona na Copa do Mundo de 1986. Além de Luan, o atual time que está disputando a Copa SP está cheia de futuras joias e que alguns deles subirão aos profissionais, junto com Luan, de acordo com Mancini e Damiani. Quero ver as outras partidas, mas a julgar por ontem, parece que estamos com uma safra capaz de repetir a campanha da copinha de 92 quando fomos terceiro lugar e de onde participaram Dida, Alex Alves e Paulo Isidoro, dentre outros que brilharam no ano seguinte na campanha do vice-campeonato profissional

Um time que ultimamente vem lançando meninos a rodo dentre os profissionais desde o começo do ano e vem colhendo os frutos é o Santos, que desde a geração Neymar, não hesita em dar 6 a 8 peças do time principal aos meninos vindo de sua base. Com o fluxo de caixa comprometido, o Vitória volta a apostar maciçamente em sua base e precisa que a torcida compre esta ideia, dando apoio, carinho e tendo paciência com o desenvolvimento dos jovens atletas no elenco principal.

Jogadores como Léo Xavier (zagueiro), Luan (meia), Farinha e Hebert (volantes), Cedric e Wellison (laterais), além de Nickson (que está retornando do empréstimo ao Cruzeiro) estarão à disposição dos profissionais após a Copa SP e tendem a ter suas chances no Campeonato Baiano e Nordestão, que são competições excelentes para os novatos terem suas primeiras chances, sequências e natural aumento de confiança e desenvolvimento jogo-a-jogo. O Santos faz isso durante o Paulistão que é muito mais duro que o nosso estadual e tá colhendo os frutos com esta medida.

O novo presidente Ricardo David pretende sim trazer reforços para o clube, mas não mais em forma de pacotão e tirando a chance de meninos da base. A tendência daqui pra frente é fazer o uso da tecnologia de scouts nos treinos e do uso correto e permanente do Centro de Inteligência, que reúne software de análise de desempenho de atletas, com olheiros e acompanhamento da vida extracampo dos jogadores prospectados.

O processo de uso de tecnologias, scouts e análise de desempenho para contratações é lento, trabalhoso e que pode sim não se mostrar vencedor de primeira. Por isso, a torcida precisa rever seus conceitos e esquecer cada vez mais os anos 90 e início dos anos 2000. Este modelo está superado e já demonstrou que não é sinônimo de conquistas nacionais, afinal mesmo com Bebeto, Aristizábal, Edilson e Vampeta continuamos a ganhar títulos baianos e nordestinos e fazermos brasileirões meeiros. Curiosamente, as melhores campanhas do Vitória a nível nacional foi com um número maior de jogadores vindos da base e de outros outsiders, isto é, jogadores não famosos, mas que foram úteis demais aos elencos. Vamos recordar: 1993, a geração Cara-Pintada, cheio de moleques da base, mas que tinham como experientes Pichetti, Roberto Cavalo, Claudinho, João Marcelo e Renato Martins. Nenhum medalhão.

Vamos para 1999, quando fomos 4º colocado do Brasileirão: Fabio Costa, Leandrinho, Cláudio, Fernando, tudo sub21, com Tuta, Artur, Otacílio e Baiano como mais experientes, nenhum famosão. E o elenco das Copas do Brasil de 2004 e 2010? Não vimos o mesmo tipo de elenco? A exceção fica por conta Edílson e Vampeta, em 2004, e de Ramon Menezes em 2010, que já eram jogadores consagrados nacionalmente. Então tá mais do que na hora da gente rever este conceito de ter bajulação/paciência gigante com jogadores do tipo medalhão e ter uma crítica exageradamente e até com tons de ira e forte repulsa com os meninos da base. Este será o grande trunfo para o primeiro título nacional chegar.

VITÓRIA SEMPRE!