Novamente só nos resta os regionais para levantar títulos

Mais um ano que o sonho da conquista da Copa do Brasil (única competição factível do Vitória ser campeão nacional sem precisar fazer investimentos pesadíssimos e um rígido planejamento estratégico) foi adiado. Ontem fizemos até uma relativa boa partida, pois o time mostrou força de vontade, garra e buscou os gols, mas travou em sua própria limitação técnica de criação e finalização.

Nossos jogadores mais tarimbados já deveriam estar jogando e em alto nível inclusive, mas continuam no bendito DM (falo de Dátolo e Pisculichi). Pecamos também em apostar novamente nos “mais baratos” para o setor defensivo. E foi justamente por termos uma retaguarda meia boca que tomamos 2×0 aqui, fato que praticamente minou a classificação rubro-negra nesta quarta-feira. Outro “pecado” da diretoria foi em manter um treinador de pouco currículo e feitos extraordinários na carreira. Com a desculpa de pouco tempo para arrumar o time, já que as eleições foram no dia 15/12/16 e no dia 29/01 o Vitória já estaria em campo, Argel foi mantido.

Apesar de ser um treinador bem meeiro, os números de Argel são expressivos e fez o Leão bater alguns recordes a nível de campeonato baiano (10 triunfos seguidos, liderança e invencibilidade mantida até o momento) e a classificação como líder de seu grupo da Copa do Nordeste…Mas a atuação do time não empolga, os raros momentos de atuações convincentes foram vistos nos dois jogos contra o Vasco e no primeiro tempo do Ba-Vi. Muito pouco!

A desclassificação de ontem colabora também para percebermos que não há motivos para permanecer com alguns atletas em nosso elenco como Geferson e Pineda (que perdeu duas chances incríveis), além de constatar que André Lima vem numa decrescente absurda à medida que vai engordando às claras (ninguém está vendo isso, não?). Outros ainda não mostraram aqui o que já foi visto em outras equipes, como Patric, que teve uma atuação abaixo da crítica. Cadê aquele Patric veloz, explosivo e goleador do Sport de 2014 e que reprisou isso no Galo em 2015 e em metade da temporada passada?

Para as competições regionais – Baianão e Nordestão – este elenco é forte o suficiente para chegar ao título, apesar de Argel estar ensaiando estragar o baba e de nossa preparação física estar muito perto de estourar o elenco em plena reta final. Já são 5 atletas indisponíveis, contando com os dois argentinos. E tenho a certeza que estes 5 ausentes dão um outro alento ao elenco. Mas isso não significa que não precisamos contratar reforços. Muito pelo contrário. Precisamos para “ontem” de 01 goleiro mais experiente e vivido (na Série A), 01 lateral esquerdo urgente, pelo menos 01 zagueiro de renome e, talvez, de 02 atacantes que atuem extremados, pois o que temos só têm velocidade, mas não possuem qualidade de construção de jogadas e muito menos sabem fazer gols. Paulinho e Pineda são dois engodos, não produzem nada. E mesmo não gostando desta máxima – antes Marquinhos e Rogério (ambos do Sport). Estes sim sabem jogar nas pontas, são habilidosos, dribladores e com bom poder de finalização. Agora Dátolo e Pisculichi precisam voltar e mostrar SE TÊM BOLA para serem titulares ou se iremos em busca de outros meias ou de outros pontas.

Vitória Sempre!

*DIRETORIA: Vamos reforçar este elenco. E infelizmente, é com pesar que digo, que parece que precisaremos reformular. Algumas peças trazidas não deram o resultado esperado e outras se mostraram que não irão evoluir de maneira brusca, justamente, na competição mais difícil do ano, que é o Brasileirão.

Preocupante a queda de rendimento nas primeiras decisões do ano

Acabou o gás? O preparador físico do Leão, que saiu do rival com “fama” de “estourador físico”, tem culpa no cartório? Seria consequência do efeito colateral por Argel ter escalado o time titular contra o Bahia há 15 dias? São perguntas que rondam as cabeças da torcida rubro-negra, inclusive a minha. Quando parecia que o time, enfim, estava se aprumando, eis que o torcedor assiste duas pífias atuações do Leão (Paraná e Primeiro Passo) e nota, além do declínio técnico, o desgaste total do considerado time titular e a perda de três jogadores por lesões, sendo somente a de José Welison sem culpabilização ao Departamento Físico, pois ruptura de ligamento é acidente, diferente de questões musculares. E esta queda de rendimento começa a aparecer justamente nas primeiras decisões da temporada. Isso é preocupante demais.

O Vitória foi engolido ontem pelo ECPP e só não saímos derrotados do Lomanto Júnior pela falta de qualidade técnica dos atacantes do Bode, que desperdiçaram umas três ótimas oportunidades de gols nos primeiros 45 minutos. Nossos melhores lances voltaram a ser frutos de lances fortuitos e, exclusivamente, por jogadas individuais, sendo nula a coletividade, jogadas ensaiadas e organização a partir do meio de campo. David foi o jogador mais lúcido e agudo do primeiro tempo. Chegamos na primeira quinzena de Abril com os mesmos problemas técnicos de janeiro. E a desculpa de elenco novo já não pode ser mais utilizada.

Com domínio do jogo, até que demorou para o ECPP abrir o placar. Somente aos 25 minutos da segunda etapa, em um contra ataque bem construído, Toddynho recebeu na ponta direita, avançou na vertical, cortou para a canhota e mandou lá no ângulo direito de Fernando Migué, que basta estar num jogo mais complicado, para simular dor na coxa, panturrilha, tornozelo, etc. Entretanto, para quem acompanha o futebol de maneira analítica e fria, mesmo sendo com o seu time em campo, sabe que se fosse um time melhor, o Bode terminaria a primeira etapa com 2×0, no mínimo.

Depois do gol, o Bode passou a cadenciar mais a partida, fechando a casinha, adotou a postura de jogar explorando nossas falhas para ampliar o placar e dificultar a nossa classificação. Já nosso time ia na base de chutões a esmo, o famoso bumba meu boi, tentando de maneira desorganizada, buscar o empate. E este só veio, no apagar das luzes, por pura obra da sorte e misericórdia pascal, aos 49 minutos, quando Euller cruzou na área para André Lima cabecear no canto direito, sem chances para o goleiro Rodolfo. Ufa! Evitamos a perda da invencibilidade no estadual e mantivemos a vantagem do empate para o próximo jogo, domingo (23), às 16h, no Barradão.

Análise de algumas atuações – O jogo de ontem serviu para a chegada de algumas conclusões acerca de certos jogadores do atual plantel. Vejamos:

Fernando Miguel: Ontem foi o jogo de nº 100 no Leão, mas para mim e muita gente, é um goleiro que não passa confiança, com alto grau de lesões e que virou “moda” nos jogos mais pegados ele catimbar apelando para “dores” em todas as partes do corpo, mais preferencialmente coxa e região lombar. Até o seu “diferencial” que era pegar pênaltis, tomou Doril®. Vem de uma Série A bisonha, onde falhou em muitos jogos. Portanto, precisamos trazer um goleiro mais experiente e qualificado.

Kanu: É nítido que neste começo de temporada ele deu uma evoluída imensa, sobretudo quando passou a formar dupla com Alan Costa. Todavia, fez uma partida terrível ontem, que lembrou os péssimos momentos de 2016, quase fez gol contra. Se daqui em diante voltar a ter aquelas atuações afobadas e cheia de erros primários, de 2015 e 2016, precisaremos de repensar a manutenção dele no time. Alerta ligado novamente.

Alan Costa: Se mostrou um estabanado, lento e bragueiro em seus primeiros jogos com o manto do Leão, se aprumou quando jogou com Kanu. Mas desde o BaVi voltou a fazer merda, como gol contra no clássico, falta de impulsão e posicionamento no primeiro gol do Paraná e virou “poste” no segundo gol, também do Paraná, e ontem levou um baile do achocolatado infantil, dono da camisa 11 do Bode. Não é jogador para jogar como titular em time de Série A! RISCO ELEVADÍSSIMO DE BRAGAS CONSTANTES.

Geferson: Simplesmente ridículo. Está conseguindo a proeza de ser pior que Mansur. O suposto melhor poder de marcação em relação a Euller é uma farsa, que até eu caí. Nos últimos 3 jogos que este cidadão atuou, ele se mostrou presa fácil para qualquer meia, ponta ou atacante habilidoso. Marca mal, recompõe mal, técnica ZERO, grosso, pé duro e nulo no apoio ao ataque. PRECISAMOS DE UM LATERAL ESQUERDO DE VERDADE, pois se Euller manda bem na parte ofensiva (ontem deu mais uma assistência), ele repete as mesmas falhas do seu concorrente, quando se trata da parte defensiva.

Paulinho: Não mostrou nada desde que aqui chegou. Não merece ficar para o Brasileiro. Dá claros sinais que está de má vontade, por achar que viria para ser titular absoluto e não é nem a primeira opção de mudança de Argel, perdendo este posto até para Jhemerson, recém promovido do sub20. Já foi expulso por idiotice, coleciona gols perdidos por negligência e não produz um lance positivo sequer. Está enfrentando adversários fracos e mesmo assim o número de assistências e de gols é muito baixo. O mesmo se aplica a Pineda, que apesar de ser mais raçudo e brigador, também é muito fraquinho naquilo que se espera de um atacante.

Esquema Tático e Argel: Sempre defendi um futebol vistoso e bonito, mas este ano fui forçado a defender o treinador, porque mesmo jogando feio, o time era brigador e estava vencendo todos os seus jogos. Não faltava luta, empenho e uma pitada de sorte. O técnico gaúcho tem o elenco em sua mão, tá se mostrando um líder querido dentro do grupo, mas a sua péssima decisão em ir com o time titular num “BaVi Morto” resultou em efeitos colaterais que devem colaborar para a sua eventual demissão. Perdemos Kieza, JW e Gabriel Xavier, fora que o cara, mesmo tendo várias boas opções para variar o esquema e encaixar o time seja no 4-4-2, 4-5-1, 3-5-2 ou 3-6-1, ele insiste na “tática da moda” o 4-3-3, que para os comentaristas nutella é 4-2-1-3.

Só que não somos o Barcelona, nem Real Madrid e não temos pontas criativos, com cacoete de meia armador. Por isso esta tática não vem funcionando. Para atuar na forma que Argel se bitolou a jogar, só se tivéssemos jogadores do tipo Marinho, Marquinhos e Rogério (Sport), Everton Ribeiro ou Everton (Flamengo) nas pontas; volantes mais habilidosos e de boa técnica como Willian Aarão, Paulinho (ex Corinthians) e Rithely (Sport); e um meia central com mais mobilidade, técnica e verticalização como Jadson, Diego Souza, Diego (Fla) ou Nenê (Vasco). Cleiton Xavier já não tem mais pulmão para organizar sozinho a meiuca, fora que ele passou boa parte da carreira mais recuado, como segundo volante. Para ele render mais avançado, precisa ter outro meia habilidoso ao seu lado. Além disso, qualquer meia escalado como Argel monta o Vitória, terá seu jogo prejudicado devido a falta de qualidade móvel, tática e criativa de nossos pontas atuais. Não basta apenas ter velocidade e saber correr.

Enfim, Argel precisa rever seu conceito de futebol urgente, pois o Bahia já deve ter pego nossos pontos fracos e Guto pode neutralizar nossos limitados pontos fortes e poderá nos eliminar na Copa do Nordeste, aproveitando-se também de nossos desfalques à medida que Dátolo e Pisculichi não saem do DM e da bendita transição.

#ParaRefletir

EFEITOS COLATERAIS DO CLÁSSICO

Ganhamos do Bahia por 2×1 no último domingo. Abrimos 2×0 ainda no primeiro tempo, gozamos com as sardinhas. Tudo lindo né? A mim nem tanto. A escolha de Argel pelo time titular no clássico de domingo, que não valia nada na competição, pois ambas equipes já tinham suas classificações e posicionamentos na tabela definidos; apresentou seus efeitos colaterais. Perdemos Kieza por no mínimo dois jogos e José Welison por 06 meses em novo rompimento dos ligamentos do joelho, desta vez na perna direita.

Falar depois do clássico pode e é fácil, mas quem convive comigo pessoalmente ou pelo whatsapp viu que eu defendia que se jogasse com o time reserva, pois o time alternativo também é qualificado e coleciona três goleadas na competição, coisa que o titular ainda não fez (até o momento o placar mais dilatado pelo time titular é 3×1 no Sergipe). E não tenho dúvidas que o Time B seria capaz de vencer o Rival, que até o momento não tem nada de grandioso ao contrário do que a maioria dos cronistas baianos tentam passar. O fato é que este time do Bahia só “se cria” em times de Séries C, D e os sem divisão.

Este rival, tão enaltecido pela mídia, empatou diversos jogos fora contra times que estão nos porões do futebol brasileiro e no primeiro time mediano da Série B que enfrentou tomou 2×0 e saiu da Copa do Brasil. Poderíamos ter outros 2 clássicos, agora pela segunda maior competição nacional, mas enfrentaremos o Paraná, 10 anos de Segunda Divisão. Portanto, depois de curtir o belo triunfo, gozar com a cara de nossos amigos, familiares e vizinhos, vale a reflexão: Valeu a pena botar o time titular? Perdemos 2 jogadores para os próximos desafios, em plena reta final do Estadual e Regional.

José Welison novamente sofre uma lesão séria no momento em que conseguia abafar as cornetas em cima dele. Vivia um maravilhoso momento, jogando muita bola, sendo dinâmico, boa condução e passe de bola, se entrosou demais com Willian Farias e botou o bom Uillian Correia no banco. #ForçaJoséWelison. Já sobre Kieza, menos mal que é uma coisa de menor gravidade e temos André Lima que é um bom centroavante também, apesar de parecer estar um pouco rechonchudo e ter tido uma queda acentuada de rendimento desde o seu retorno.

Violência – Lamento profundamente os episódios de violência que marcaram o Ba-Vi no entorno da Fonte Nova. Mais uma vez os “bandidos organizados” conseguiram aparecer mais que o espetáculo, justamente quando algo do passado retornou (Torcida Mista). Para mim, as autoridades têm preguiça e má vontade em resolver de uma vez por todas isso aí e agora já querem fazer lobby para a inócua “Torcida única”, que não resolve patavinas, pois dentro dos estádios não houve confusão alguma e pra falar a verdade, eu não me lembro de nenhum registro deste tipo desde que frequento estádios (1997).

A Polícia Militar já sabe quem são os líderes de torcidas, várias reuniões já foram feitas nos últimos anos com os principais membros de cada T.O. das equipes, muitos dos associados à TUI e à Bamor já possuem fichas por envolvimentos em outras confusões. Portanto, a sugestão lógica aponta que a PM, sabendo-se de quem são os presidentes e vice-presidentes das duas torcidas, bem como dos associados que já foram detidos em situações anteriores, poderia muito bem fazer intimação aos “bad boys” para se apresentarem em determinada delegacia ou local indicado pela PM, duas horas antes dos clássicos, sendo libertados 1h após da partida. Na minha cabeça isso é tão simples. Falta vontade e iniciativa, ao meu ver, por parte das autoridades.

Outra sugestão é exigir que as diretorias de TUI e Bamor deixassem com a PM a lista atual de seus associados, com nome, sobrenome e endereço completo. Só assim para acabar com esta repetição de cenas lamentáveis. A PM é autoridade e sabe muito mais do que eu, o que poderia colocar como punição a quem discordasse de ceder as listas dos associados e daqueles que não se apresentarem às delegacias na situação citada (2h antes do clássico). Mas de antemão, sou contra qualquer lobby de torcida única. Não se pode punir quem sabe curtir o futebol por causa de “meia dúzia” de trogloditas. Torcida Única não evita, de maneira alguma, encontros marcados pela internet, e covardias em bairros próximos aos estádios.

Vitória Sempre!

Vitória é o clube nordestino com melhor média de público em 2017

Todos os anos e sempre que pode, a imprensa esportiva baiana apela para o “mito” de torcida fiel, apaixonada e que sempre se faz presente em grande número independente da situação que o clube se encontre, ao nosso rival, o EC Bahia. Mas algo que eu já vinha notando de uns 4 anos pra cá começou a ser notado pela imprensa nacional, mas que estranhamente não ganhou uma notinha sequer nas tvs e rádios baianas: O VITÓRIA lidera, pela região nordestina, no quesito média de público neste primeiro trimestre de 2017. A tal “torcida de ouro” aparece apenas em 4º lugar, atrás de Fortaleza (2º) e Ceará (3º). O detalhe é que estes dois clubes estão nas Séries C e B, respectivamente.

Mesmo com o tícket-médio dos ingressos R$ 1,00 mais caro que o rival, coisa que chega a ser insignificante, o Vitória tem quase 2 mil pessoas a mais que a tão propagada torcida fiel de nosso arqui-inimigo. O Bahia também está bem neste começo de ano, perdeu apenas 1 partida também, está de volta à elite do cenário nacional e conta com jogadores de certo prestígio como Hernane, Maikon Leite e Allione em seu plantel.

Além de contar com alguns jogadores famosos, o Bahia tem um mando de campo num estádio de Copa do Mundo, com cobertura e cadeiras em todos os setores da arquibancada. A Arena Fonte Nova fica localizada no centro da cidade, praticamente, e que tem metrô e dezenas de linhas de transporte não só da capital como da própria Região Metropolitana, ao passo, que temos um estádio num bairro periférico, longe de tudo, com escassas linhas de ônibus, arquibancadas de cimento e sem cobertura para dias chuvosos ou de sol forte. Cliquem aqui para ver a lista completa postada pelo portal Globo Esporte e que tem como a última atualização a data de 30 de março deste ano.

Está aí mais uma prova cabal de quanto a nossa imprensa omite fatos positivos que enalteçam o nosso clube e a nossa torcida, enquanto para elevar a autoestima do torcedor do lado de lá, vale tudo, de reprisar anualmente os vídeos de 59 e 88, como de inventar campeão de turno ou campeão moral em épocas de vacas magras, como aconteceu algumas vezes no período em que eles ficaram 11 anos sem ganhar um título sequer. Neste sentido devemos sempre valorizar qualquer coisa nossa, ser mais corporativista e esquecer um pouco o lado corneteiro e negativista. Esta matéria do GE está postada desde a semana passada e não vimos ninguém de nossa imprensa dar o referido destaque. Será que com o Bahia aconteceria a mesma coisa?

ESTATUTO COM ELEIÇÕES DIRETAS APROVADO – Na manhã do último domingo (02/04) a Assembleia Geral Extraordinária com os sócios torcedores e conselheiros aprovou o Novo Estatuto do Clube com eleições diretas, conselho deliberativo proporcional, redução de 270 para 150 o número de conselheiros a serem eleitos, além de colocar as eleições em setembro ao invés de dezembro e período de até 90 dias para o sócio renovar o SMV sem perder o tempo de associação. Também será possível votar pela internet ao sócio-torcedor não residente da Região Metropolitana de Salvador.

JULGAMENTO DO CAS SOBRE CASO VICTOR RAMOS – Acontecerá nesta terça-feira, 04, o julgamento que pode ser o decisivo sobre a situação contratual envolvendo Victor Ramos, Palmeiras, Monterrey e Vitória proposto pelo Internacional, provocado por Bahia e Flamengo de Guanambi. Relatos dão conta que a imprensa gaúcha e alguns veículos de comunicação como Radio Zero Hora, ESPN e Bandeirantes estão fazendo lobby à favor do cholorado dos pampas. Mas acredito que sairemos vitoriosos e o Inter ainda poderá se queimar totalmente ao grande público.

Caso Marinho dá lição à torcida de que é necessário amar o clube e não os jogadores

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Marinho, nascido em Penedo-AL, de origem humilde. Começou sua carreira com 17 anos, alternou bons e maus momentos nos primeiros clubes, mas só começou a aparecer regionalmente pelo Ceará na Copa Nordeste de 2015, onde foi campeão e “estourou” a nível nacional somente agora, com 26 anos, na temporada 2016, quase 9 anos depois de ter começado sua carreira, por onde passou sem brilho por Internacional, Fluminense e Cruzeiro.

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O Vitória foi a equipe que deu toda a estrutura a ele, que mais investiu financeiramente nele até o momento. Ele ganhava menos de R$ 50 mil no Ceará e no atual contrato ganha cerca de R$ 180 mil, ou seja, maior que o triplo. A gestão anterior contratou por empréstimo em janeiro de 2016 e vendo seu potencial no Estadual e na Copa do Brasil adquiriu, em junho, 100% dos Direitos Federativos + 50% dos Direitos Econômicos, aumentou substancialmente o seu salário e a multa rescisória. Contrato de 3 anos. Ele ficou sabendo do que estava assinando e concordou com a proposta feita. Não foi imposto pela diretoria.

No Campeonato Brasileiro virou ídolo, fez 21 gols em toda a temporada, foi artilheiro da Copa do Brasil e em 27 jogos pelo Brasileirão fez 12 gols, dois a menos que os artilheiros gerais W. Pottker (Ponte), Fred (Atlético-MG) e Diego Souza (Sport). Então seria natural que outros clubes fossem atrás de sua contratação e o Vitória vem batendo firme que não quer se desfazer do jogador e isso só ocorrerá se pagarem a integralidade da multa rescisória: R$ 17,6 milhões (5 milhões de Euros).

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Muitos interessados, mas poucos estão com grana ou com disposição de pagar este valor e tentam baixar oferecendo “escambos” e “bijuterias“, que prontamente foram rejeitadas pela diretoria. O Flamengo é a equipe brasileira que está mais empenhada em tirar o nosso camisa 7 da Bahia, entretanto, está usando de uma tática escusa e maliciosa: Apertar a mente do jogador e do empresário. E isto ficou evidente nos últimos dias e ontem foi a gota d’água.

Vamos botar nossa massa cinzenta para trabalhar – Os times chineses quando querem levar jogadores seja de qualquer país ou clube, pagam fortunas, sem pechinchar, sem “reme-reme”. Estranhamente com Marinho, eles não querem pagar os 5 milhões de euro, que para os clubes da China este valor é irrisório, o famoso “troco do pão”. Não houve, na palhaçada promovida ontem, a divulgação do time chinês, horas depois apareceu o nome e mesmo assim de forma não-oficial. Seria o Changchun Yatai, time que conta com Marcelo Moreno e Edixon Perea que já passaram pelo futebol brasileiro (Vitória e Grêmio, respectivamente). Curioso – o time chinês teria oferecido R$ 900 mil de salário a Marinho, mas não teria os R$ 17,6 milhões da multa rescisória.

Sabe-se que o Flamengo vem tentando a todo custo, ofertando vários jogadores ruins como moeda de troca para levar Marinho e que já falou que não tem grana pra pagar Marinho (ou não quer), mas para Cecílio Dominguez, revelação do Cerro Porteño, eles tão se mobilizando para dar 8 milhões de Euros, 3mi a mais que o valor de Marinho. Talvez o fato de Marinho estar no Nordeste seja o fato deles acharem que não vale a pena pagar este valor para um jogador que atua na região nordestina, o que só comprova a discriminação regional existente no país.

Enfim, através de uma postagem de twitter de Tiago Barbosa, leitor CRN, amadureci a ideia de que o Flamengo está por trás disso e o time chinês seria o “laranja” nesta transação. Acredito que o time chinês repassaria, via “empréstimo”, o jogador ao Flamengo em menos de três meses alegando que o jogador não se adaptou àquele país. Pois, dias atrás Marinho falou que não gostaria de ir a China, por ser um país totalmente diferente do Brasil e ficaria muito distante da família, mas agora virou “sonho” dele, sendo que na quarta-feira a conversa do empresário dele era com o Clube de Regatas Flamengo e não com time xing-ling. Em menos de 24h tudo muda? Não sou otário e a torcida também precisa se atentar aos fatos e a procurar a lógica nas coberturas esportivas.

O imbróglio envolvendo a suposta transferência de Marinho teve seu ápice ontem (05/01), quando o atleta externou o seu desejo de sair do ECV e fazer seu pé de meia na China, para, logo em seguida, o clube, através de Sinval Vieira, ratificar o desejo de manter o jogador no Leão e que só liberaria pelo valor integral da multa rescisória.

A estratégia do empresário Jorge Machado e de Marinho foi de colocar o Vitória contra a parede, forçar a barra, com a premissa de que a vontade do jogador é soberana sobre o contrato assinado. Após ter o seu desejo negado, já que o tal time chinês teria oferecido apenas 3 milhões de euros, Machado e Marinho apelaram para uma cartada ousada: em dizer que acabou o ciclo do atleta no Vitória, pois acharam que seria a pressão definitiva para a diretoria rubro-negra recuar e aceitar a proposta de quem não quer mais ficar.

Marinho mostrou-se ontem que é mais um “moleque” do mundo da bola, que tem “cabeça pequena” e que se deixa ser facilmente manipulado pelo seu empresário, que só quer lucrar ainda mais na negociação, inclusive até mais que o jogador, já que a comissão dele é volumosa, sobretudo em transações internacionais. Marinho assinou o contrato de três anos com o clube em junho e menos de 6 meses depois quer rasgar o contrato? Se ele fosse demitido pelo clube, ele iria abdicar da multa rescisória e dos valores que ele teria direito a receber por parte do clube? Por que o clube tem que fazer isso por ele, então?

Tudo que ele construiu na temporada 2016 foi por água abaixo com aquela completa palhaçada promovida por ele, dentro do recinto rubro-negro, onde ele é funcionário e claramente desrespeitou o clube o qual paga seus salários e que investiu pesado nele. A fala que ele deu sobre “sair do aluguel” é uma afronta não só ao ESPORTE CLUBE VITÓRIA, mas a 95% da população brasileira e baiana, pois um cara que ganha R$ 180 mil mensais tem mais que o necessário para comprar um imóvel. Quem mora de aluguel, Marinho, é quem ganha miseravelmente um pouco a mais que o salário mínimo e olhe lá.

Eu, sendo Sinval Vieira ou Ivã de Almeida, só deixaria ele ir embora com a multa paga na integralidade [virou questão de honra]. Sem isso ele seguiria no clube e como castigo deixaria ele de molho por uns três meses, seja no banco de reservas ou treinando separado. Quero ver ele aguentar ficar 2 anos de contrato de má vontade, fazendo birrinha infantil. Ele só voltaria a ser titular se mostrasse nos treinos vontade de jogar aqui, e principalmente em se retratar publicamente com um pronunciamento à imprensa e à torcida.

A TORCIDA PRECISA APRENDER DE VEZ A AMAR O CLUBE E APENAS RESPEITAR OS JOGADORES. POIS ELES NÃO ESTÃO NEM AÍ PARA O CLUBE E SIM AO DINHEIRO.

 

Quem você indicaria para o elenco do Vitória em 2017

Pegando gancho da capacidade dos meus leitores em conhecer futebol e querer um Vitória mais preparado para as competições nacionais do ano que vem e garantir o máximo de títulos possíveis, faço este post para que cada um indique no mínimo três jogadores para cada posição que o rubro-negro poderia correr atrás. Não prometo nada e confio na Nova Gestão do Clube, mas a ideia é aglutinar estas sugestões e ver como poderemos ajudar quem estará assumindo o Setor de Futebol do clube. Como dei a ideia, vou lançar agora minhas indicações ao Leão rumo a um 2017 brilhante. Sei que nem todos vão gostar de todos os nomes por mim citados, mas vamos lá. Estes foram os primeiros que vieram em minha mente.

Goleiros: Cássio (Corinthians), Neto (Fiorentina, ex Atlético-PR) e Diego Cavalieri (Fluminense)

Laterais Direitos: Patrick (Atlético-MG), Wellington Silva (Fluminense) e Samuel Xavier (Sport)

Laterais Esquerdos: Reinaldo (Ponte Preta), Márcio Azevedo e Cortez (ex Botafogo)

Zagueiros: Manoel (Cruzeiro), Fred (Grêmio), Luccas Claro (Coxa), Anderson Martins e Marquinhos (Figueirense)

Volante: Rithely (Sport), Pierre (ex Galo) e Willians (Corinthians)

Meias: Thiago Neves, Pablo Mouche, Macnely Torres, Valdivia (Inter), Rhayner e Escudero

Atacantes de Beirada: Cazares (Galo), Maikon Leite, Neto Berola, Fernandinho (Flamengo), Miller Bolaños (Grêmio).

Centroavantes: Luís Fabiano, Santiago Silva (ex Lanus), Nilmar, Alfredo (Luverdense), Romero (Corinthians), Alecsandro (Palmeiras), William Potker (Ponte)

Técnicos: Levir Culpi, Marcelo Oliveira, Fernando Diniz ou Nelsinho Baptista

ELES NÃO RESPEITARAM O PÚBLICO PRESENTE

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Decepcionante a atuação do Vitória ontem à tarde no Barradão. O placar de 2×1 para o Palmeiras B e a imensa apatia do elenco rubro-negro comprovam a minha tese de que estes jogadores da temporada 2016 – exceto Marinho, Willian Farias e Fernando Miguel – são um bando de sacanas, que não respeitam a instituição e muito menos o torcedor do EC Vitória, que ontem colocou mais de 35 mil pessoas no Barradão e nem a presença maciça da torcida foi capaz de animar os jogadores em fechar o ano com uma bela atuação e um triunfo confortável. Não sentirei saudade de nenhum sacana deste time-base gofado que foi incapaz de vencer uma ridícula Série B de 2015 e que este ano quase perdeu o baiano para o Jahia mesmo tendo feito um placar seguro no jogo de ida.

Marinho abriu o placar aos 12 minutos em cobrança de falta e nem assim, com a torcida vibrando e apoiando, os demais jogadores levaram o jogo a sério. Pelo contrário, não demorou nem 5 minutos para o Palmeiras empatar depois de mais braga entre Euller, Ramon e Kanu, que a bola sobrou para Gabriel empatar. Com uma falta de empenho gritante, sem mostrar nenhum respeito ao torcedor presente no Manoel Barradas, o Vitória seguia sendo presa fácil do time B do Palmeiras, que parecia o Barcelona tamanha a posse de bola e as constantes tabelinhas entre palmeirenses como se fosse uma grande roda de bobinho. Para matar mais ainda de raiva o “otário” torcedor que lá foi, inclusive a mim, aos 45 min da etapa inicial em outra braga da zaga, desta vez com participação efetiva do balofo lateral Diego Renan, a bola sobrou para Alecsandro fazer 2×1.

Segundo Tempo – Quem achou que o Vitória iria repetir o que fez contra Corinthians e Atlético-PR no segundo tempo se enganou. O time seguia desleixado, como se estivesse ali em campo à força, como se todos tivessem sido torturados para vestir o uniforme e as chuteiras para entrar em campo. E o Palmeiras só não fez mais porque não quis e por ter puxado o freio de mão também. Estou puto como a forma que o nosso time se portou ontem, uma coisa é perder nos detalhes, dando sangue e o adversário conseguir se impor mesmo assim, outra é entregar o jogo e fazer pouco caso dele.

Jogadores comemoram o gol de falta, de Marinho.

Jogadores comemoram o gol de falta, de Marinho.

O Vitória não só perdeu e terminou o ano como porteiro do Z4, como mais uma vez desprezou a Copa Sulamericana (que vai pagar quase 16 milhões a Chapecoense). Se triunfasse, o ECV terminaria com 48 pontos e classificado, mas preferimos dar ao Sport a chance de expor sua marca no continente e faturar alto caso chegue na Final e vença. Sem medo de errar, do time titular deste ano eu só ficaria com Fernando Miguel, Willian Farias e Marinho, o resto mandava embora, inclusive alguns da base como Euller e Ramon que eu tentaria emprestar para ver se pegam cancha em outros ares.

As eleições do Vitória estão batendo na porta, quinta-feira é o grande dia, onde irei ao Barradão votar na única chapa de oposição e que ainda não teve a chance de administrar o clube: Vitória do Torcedor.

Chega da turma de Viana, Alexi Portela e Falcão. E Paulo Carneiro é retrocesso total. Sou à favor de democracia participativa e não de um sistema autocrático, centralizador e que tem enormes dificuldades de aceitar o contraditório. Até reconheço que Paulo Carneiro conhece muito de futebol (jogo) e do negócio da bola (mercado), mas eu toleraria ele como diretor de futebol, cargo subordinado, onde no momento em que não estivesse dando bons resultados pudesse ser demitido, mas ele voltar como presidente ainda não é o momento. Vou votar de cabeça na VITÓRIA DO TORCEDOR que surgiu há quase 10 anos com o Movimento Somos Mais Vitória, que desde sempre tinha como norte a abertura do clube para eleições diretas, conselho proporcional, além de visualizar um Conselho Diretor e Conselho Deliberativo plural, em forma de colegiado e não centralizado a um “Midas” ou “Messias”. Este modelo de “salvador da pátria” se mostra cada vez mais ultrapassado e fracassado.

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Nossa chapa tem 91% dos associados vindo das arquibancadas e que simpatizam por diversas correntes políticas partidárias (irrelevante fato, mas só para acabar com os tolinhos que querem rotular nossa chapa como sendo de um partido ou de outro, temos políticos do DEM e PMDB e simpatizantes do PT e PC do B e vale ressaltar que nenhum está exercendo cargo eletivo no momento). Não é crime gostar ou ser filiado a Partido A ou a Partido B e muito menos é má pessoa, imediatamente, quem gosta ou é filiado a tal partido. PRECISAMOS amadurecer mais e parar com esta putaria de preconceito político-partidário, sem falar que estamos falando de FUTEBOL e não de Política Partidária seja de qualquer esfera do Poder. A torcida do Vitória é grande e cada torcedor tem sua visão política, não segmentamos nossa chapa para partido nenhum, registre-se.

Um grande lamento a quem gosta de ser ludibriado por oratórias bem construídas e “convincentes”, pois os maiores estelionatários do mundo conseguem dar golpes financeiros nas pessoas, sobretudo idosos, pela lábia, pelo poder de falar. O simples fato de saber falar em público não significa ser o melhor gestor ou o melhor candidato. Vamos lembrar de Collor?

Ivã de Almeida não tem a oratória como ponto forte, mas tem duas empresas e uma Fundação Acadêmica de sucesso, venceu na vida de maneira íntegra e é ficha limpa! Fora que Ivã e nenhum outro de minha chapa precisam levar 8 seguranças para poder adentrar no Barradão para ver um jogo de futebol.