OPINIÃO | Vitória 0x1 Jahia

 

Temos que ser racionais e sinceros acima de tudo: Com 7 titulares fora das finais era missão “impossível” ganhar o estadual 2018. Qualquer time que tivesse a mesma situação do Vitória contra o seu maior rival a chance de sucumbir seria enorme. Vamos pegar um exemplo radical? Tire os 7 principais jogadores do Real Madrid e bote pra jogar contra o Barcelona completo ou vice-versa, quero ver este time vencer com folga. E se a gente que fez este paralelo com duas potências mundiais, imagina então quando somos um time limitado já completo, a lógica é que sem 7 considerados titulares seria pior ainda, concordam?

Mesmo assim, fatiado pelo TJD-BA, o Vitória teve, nos 180 min, boa chance de sair com o título. No primeiro jogo da Arena Lava-Jato, o Vitória perdeu uma grande chance de abrir o placar com Belusso, no lance seguinte tomamos o gol e o jogo virou pra eles. Fizeram 2×0, mas ainda assim conseguimos fazer um golzinho na Arena, forçando apenas um triunfo simples no jogo da volta, realizado ontem. E repito mais uma vez: mesmo todo esfacelado por conta de julgamentos e punições tendenciosas do Ba-Vi do dia 18/02, chegamos no jogo de ontem com certa confiança em fazer o placar mínimo e levantar o tri. Nos 12 minutos iniciais só deu Vitória, com 7 desfalques, e perdemos de novo duas grandes chances. Uma com Juninho, a mais absurda de todas, e outra naquela blitzrieg em que Neílton, Belusso e Nickson tentaram a finalização, desviada pela zaga e goleiro do rival. Não fizemos! Pagamos o preço. 

Mal começou o segundo tempo e nossa zaga mostrou porque é, desde já, uma das piores dentre os 20 clubes da Série A 2018. Uma sucessão de erros de posicionamento, baixa qualidade técnica e perda de foco resultaram no gol das sardinhas. No lance o rival explorou o buraco deixado pelo improvisado lateral direito Rodrigo Andrade, Vinicius Bailarino tripudiou o medíocre Wallison Maia, lançou pra Zé Vivian, que bateu fraco, Falhando Miguel dá um rebote nojento e Elton foi mais esperto que Botelho e pimba! 1×0 sardinhas.

Depois daí vimos um Vitória tentando se aprumar no jogo, sem sucesso. Mesmo assim ainda perdemos duas grandes chances, ambas com Belusso. A primeira ele driblou o marcador e chutou forte para a defesa do goleiro Douglas e na outra, Pedro Botelho caprichou no cruzamento, mas nosso camisa 9 não conseguiu cabecear a contento. Pra piorar perdemos Neílton na metade do segundo tempo, aumentando os desfalques da equipe titular para OITO. E aí complica, né galera? Vamos ser coerentes!

Entretanto, mesmo com todos os desfalques Vágner Mancini tem sua grande parcela de culpa na perda deste estadual, pois ele teimou em improvisar tendo jogadores na posição e não mostrou coerência nas duas finais. No jogo de ontem mesmo, ele poderia ter colocado Cedric na lateral direita. Não entendo porque este “medo” de colocar o cara, ele foi muito bem na Copa São Paulo, tem velocidade, tem drible, tem poder de infiltração. E não venham me dizer que era porque ele é novinho não, pois Luan também é e foi titular ontem! Mas já que improvisou, porque não foi com José Wellison que joga de lateral direito desde 2016? Aí pega um segundo volante (Rodrigo Andrade) de 21 anos e que nunca jogou como lateral no seu ex-time (Paysandu) e coloca na função. Mas para ser justo, pelo menos no primeiro tempo Rodrigo Andrade deu conta do recado e anulou Marco Antônio, que no jogo da Arena fez salseiro em cima de Lucas.

A teimosia de Mancini prosseguiu quando toda a torcida e parte da imprensa baiana falavam que Fillipe Soutto e Uillian Correia são volantes lentos e sem pegada, mas prevaleceu a panela do treinador. Neste setor ele poderia ter colocado José Welison na função do camisa 5 e Rodrigo Andrade (ou o próprio Correia) de 2º volante. Chegamos na lateral esquerda e ao invés de botar Juninho em sua real posição, preferiu insistir com o borra-botas do Pedro Botelho, jogadorzinho comum, sem sal. E lá na meiuca, mesmo tendo Guilherme Costa, Baumjohann e Flávio (da base), ele preferiu a manutenção de Juninho como meia. Desta vez não deu certo. Contra times um pouco mais duro, Juninho se mostra abaixo da crítica na função de meia e ontem parecia que tinha sentiu o jogo, principalmente após perder aquele gol de cara. Errou tudo que tentou! Portanto, por mais que tenhamos 7 (depois 8 desfalques do time titular) eu ponho Mancini como um dos fatores para nossa derrota de ontem, pois inventou demais, improvisou demais e quem faz isso sempre toma na tarraqueta, cedo ou tarde.

Por fim vem a diretoria, que na campanha da Eleição-Tampão de 2017, se mostrava muito antenada com futebol moderno, com tecnologia de prospecção de jogador, de que tinham a fórmula mágica pra tudo e que todos os nossos problemas acabariam. E realmente, até este momento, o presidente Ricardo David tem se aproximado demais dos produtos Tabajara do extinto programa de humor global Casseta & Planeta, que era liderada pelo saudoso Bussunda.

Além de ter contratado mal como os medíocres Pedro Botelho (nem o CRB quis), Wallison Maia (nível Alan Costa), Lucas (só tem currículo), além de ter apostado no alemão que só tinha jogado duas partidas em 2017, eles renovaram com vários jogadores que não vinham bem desde o ano passado como Fernando Miguel, Kanu (só tem garra!), Fillipe Soutto e Uillian Correia (mais por causa da sua última partida, quando fez uma penalidade infantil que quase nos custou um rebaixamento).

A junção dos contratados com os remanescentes do ano passado (sobretudo os da defesa) resultou num time fraco, previsível e que já tinha mostrado que em decisões pipocam (muitos deles estiveram presentes na semifinal do Nordestão do ano passado). Pra piorar, até no departamento que o Vitória era soberano (Jurídico) o rubro-negro passou a perder. Ricardo David e seus pares comeram mosca, não lutaram com galhardia para defender os atletas rubro-negros e de acusar outros jogadores do rival que também participaram da briga e passaram ilesos como Lucas Fonseca, Zé Rafael e Mena.

Pra terminar com chave de ouro, no último julgamento, o do STJD, ao invés de deixar com Patrícia Saleão, que desde 2007 defende o Vitória contra ataques de clubes adversários, resolveu misteriosamente deixar para o novato Roberto Dantas, amigo pessoal e membro da chapa de RD em 2016, fazer a defesa. E pagamos caro por isso, pois, até quem tinha sido absolvido nas duas instâncias inferiores foi condenado e ficou de fora da finalíssima. Falo do zagueiro Ramon e tivemos que jogar com o instável Bruno Bispo, que milagrosamente fez uma partida segura ontem. Daí eu tiro a conclusão que a troca de Patrícia por Roberto foi uma estratégia erradíssima e ao meu ver, a tentativa foi de promover Roberto, que está iniciando agora no Direito Esportivo. Patrícia Saleão tem 11 anos de experiência só com o Vitória! Isso foi muito amadorismo!

Pra encerrar o papo, que já está muito longo por sinal, a diretoria está deixando os dirigentes da sardinha dominarem o TJD colocando até conselheiros eleitos em 2017 como promotor do TJD e que nos julgou, deixaram a sardinha se infiltrar na Federação Bahiana, além de ter permitido todo o ataque da mídia baiana em cima de nós no caso da briga do SarVi de 18/02 em que eles nos colocaram como únicos culpados e os jogadores do rival como pobres inocentes, vítimas da truculência. Ricardo David deveria ter sido mais firme na defesa do CLUBE nesta situação. Essa omissão nos fez muito mal e até mesmo nossos torcedores passaram a acreditar na hipótese implantada e sustentada pela venal imprensa esportiva baiana.

Enfim, até Ivã de Almeida conseguiu ser campeão baiano e INVICTO e o PHD de Futebol formado em Harvard e pós doutorado em Sourbonne não conseguiu. Pior, permitiu que o jahia voltasse a levantar um título no Barradão depois de 20 anos. A julgar por isso, RD já mostra que tem o “selo Carlos Falcão” de “qualidade”, pois nem Mundico nem Ivã – O Terrível, perderam títulos baianos pra sardinha e assim como Falcão, RD já começou perdendo. Agora, mais do que nunca, a Copa do Nordeste virou obrigação! Se neste mandato tampão RD não ser campeão do nordeste e permitir o bi do rival no baianão, uma certa figura controversa ganhará força e poderá, de fato, reassumir o Clube e quem mais tá colaborando com isso são os seus sucessores com tantos erros amadores e falta de malícia nos bastidores do esporte.

Vitória Sempre!

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Vitória goleia Jequié e assume a liderança do Baianão

Jequie 1x5 Vitória BA2018

Confesso que depois das palhaçadas da imprensa tricolor e dos procuradores do TJD eu fiquei desestimulado em continuar cobrindo o Campeonato Baiano 2018, mas tenho que superar este jogo sujo destes sujeitos e tocar o barco. Afinal, o Vitória segue firme e forte para conquistar mais um tricampeonato e o importante simbolismo da conquista de nosso 30º troféu de estadual, que diminui para 16 a diferença entre nós e a sardinha. E só de lembrar que em 1991 só tínhamos apenas 12 estaduais, e o rival com quase 40, demonstra o quanto crescemos e diminuímos a distância!

Bem, ontem o Vitória encarou o Jequié, a grande surpresa do ano e o rubro-negro fez mais que bonito. Venceu por 5×1 com um futebol vistoso, encaixado e bem treinado por Vágner Mancini, que vem crescendo muito em meus conceitos (e quem me conhece sabe que tenho sérias restrições a Mancini). Só no primeiro tempo o Vitória fez 3×0 em menos de 35 minutos.

Só que o primeiro gol só surgiu aos 19 minutos, quando num contra-ataque bem tramado, Ramon partiu para o ataque como elemento surpresa, tabelou com Neílton e deu assistência para Denílson, camisa 95, abrir o placar com um chute colocado no canto direito do goleiro Gustavo. Vitória 1×0.

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Poucos minutos depois, Neílton cobrou escanteio na área, a bola resvalou na mão do defensor dos anfitriões. Pênalti! Na cobrança, Neílton mostrou frieza e categoria deslocando o arqueiro do time do interior. Vitória 2×0. Por volta dos 34 minutos, falta da entrada da grande área para o Leão da Barra. O camisa 21, Guilherme Costa, se posiciona para cobrar. Uma de suas especialidades é justamente cobranças de faltas e não deu outra. O canhotinho formado na base do Vasco bateu com categoria sem chance para Gustavo. Vitória 3×0.

Veio o segundo tempo e o rubro-negro, como de costume, deu uma pequena puxada de freio de mão, mas nada que provocasse a reação do Jequié, que já estava na lona, diga-se de passagem. Com o placar elástico construído nos primeiros 45 minutos, Mancini se deu ao luxo de fazer alguns experimentos como um verdadeiro alquimista da Idade Média. Ele sacou Guilherme e colocou Pedro Botelho, adiantando Bryan para a ponta esquerda. Com isso, o time ficou muito forte por este flanco e foi por lá que saiu o quarto gol, com uma tabelinha entre Neílton e Botelho, em que o lateral levantou na área para o próprio Neílton finalizar. E abro um parênteses! COMO NEÍLTON ESTÁ BEM NESTE INÍCIO DE TEMPORADA. Jogando mais solto e alternando entre meia e atacante, com movimentação livre, Neílton tá destruindo os adversários, com sua técnica, visão de jogo e dribles curtos.

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Neílton tá virando o maestro rubro-negro em 2018

Após o quarto gol, o Jequié buscou forças para diminuir a vergonha e passou a atacar o Vitória com mais altivez. E de tanto insistir eles chegaram a descontar com Fabiano Tanque, de cabeça, depois de um maravilhoso cruzamento de trivela do lateral Sertânia. Mas o Leão estava cruel e mais unido do que nunca, em prol da conquista do tricampeonato, sem deixar nenhum vestígio de contestação de meritocracia, por parte dos inimigos e tratou logo de fazer o quinto gol. Num novo contra-ataque mortal, Yago abriu pela direita correu verticalmente e deu um cruzamento brilhante para André Lima, que com sua categoria finalizadora característica balançou as redes num chute rasteiro e no canto de Gustavo. Vitória 5×1.

Os dois próximos compromissos do Vitória nesta semana são contra o Bragantino, em Bragança Paulista, pela Copa do Brasil, nesta quarta-feira (28) e no domingo contra o Jacobina, pelo Baianão, no Manoel Barradas!

Vitória Sempre!

#FechadoComOECV

#RumoAoTri

#Vitória30estaduais

A torcida precisa rever seus conceitos sobre a Política de Contratações e jogadores da Base

Elenco campeão Baiano e do Nordeste de 1997, que contava com Bebeto, ídolo nacional campeão da Copa de 94.

Acredito que 80% da torcida do Vitória, principalmente a turma que vivenciou o auge da Administração Paulo Carneiro, entre 1997 e 2004, ficou mal acostumada e quer sempre ter jogadores de prestígio nacional e internacional no elenco. Outra parte não gosta dos chamados medalhões e prefere os jogadores “operários”, jovens e com vontade de crescer na carreira através de equipes menores e de médio porte.

A situação de dilapidação financeira e pródiga de Ivã de Almeida e Sinval Vieira está forçando Ricardo David a acelerar com seu projeto de “refundação” dos conceitos de política de contratação e de utilização de jogadores oriundos das divisões de base no Elenco Principal. A gente percebe isso na quantidade de jovens que estão incorporados ao elenco que começa a temporada 2018 e de duas contratações que nada lembram as de Bebeto, Túlio, Petkovic, Aristizábal, Edílson e Vampeta, num passado já não tão recente assim.

Nos últimos 10 anos, um dos traços da torcida rubro-negra é exagerar violentamente na cobrança de jogadores vindos da base, mesmo que tenham 18 anos, mesmo que tenham 20 ou 21 e estejam em seu primeiro ano de profissional. E isso tem que parar. Já não dá mais pra viver assim. O reflexo disso é que quando os jovens jogadores se destacam e surgem a chance de sair, eles não hesitam e como um desabafo ou provocação, sempre falam que estão saindo para um “time grande”. O Vitória já é grande, tem torcida grande, tem infraestrutura de grande, tem títulos nacionais e internacionais em sua base e campanhas memoráveis nos Profissionais. Só lembro que somos o último nordestino que disputou uma final de Copa do Brasil (2010) e de um Brasileiro (1993), além de sermos o nordestino de melhor pontuação e classificação no modelo de pontos corridos (59 pontos, 5º lugar). Chegando os títulos nacionais, eles só irão referendar com chave de ouro a nossa grandeza.

Ontem vimos o menino Luan, 18 anos, destruir na abertura do Grupo 15 da Copa SP, quando fez 3 gols, sendo o último uma pintura que lembrou Alex Alves contra o Corinthians em 1993, na Fonte Nova, e até mesmo aquele gol antológico de Maradona na Copa do Mundo de 1986. Além de Luan, o atual time que está disputando a Copa SP está cheia de futuras joias e que alguns deles subirão aos profissionais, junto com Luan, de acordo com Mancini e Damiani. Quero ver as outras partidas, mas a julgar por ontem, parece que estamos com uma safra capaz de repetir a campanha da copinha de 92 quando fomos terceiro lugar e de onde participaram Dida, Alex Alves e Paulo Isidoro, dentre outros que brilharam no ano seguinte na campanha do vice-campeonato profissional

Um time que ultimamente vem lançando meninos a rodo dentre os profissionais desde o começo do ano e vem colhendo os frutos é o Santos, que desde a geração Neymar, não hesita em dar 6 a 8 peças do time principal aos meninos vindo de sua base. Com o fluxo de caixa comprometido, o Vitória volta a apostar maciçamente em sua base e precisa que a torcida compre esta ideia, dando apoio, carinho e tendo paciência com o desenvolvimento dos jovens atletas no elenco principal.

Jogadores como Léo Xavier (zagueiro), Luan (meia), Farinha e Hebert (volantes), Cedric e Wellison (laterais), além de Nickson (que está retornando do empréstimo ao Cruzeiro) estarão à disposição dos profissionais após a Copa SP e tendem a ter suas chances no Campeonato Baiano e Nordestão, que são competições excelentes para os novatos terem suas primeiras chances, sequências e natural aumento de confiança e desenvolvimento jogo-a-jogo. O Santos faz isso durante o Paulistão que é muito mais duro que o nosso estadual e tá colhendo os frutos com esta medida.

O novo presidente Ricardo David pretende sim trazer reforços para o clube, mas não mais em forma de pacotão e tirando a chance de meninos da base. A tendência daqui pra frente é fazer o uso da tecnologia de scouts nos treinos e do uso correto e permanente do Centro de Inteligência, que reúne software de análise de desempenho de atletas, com olheiros e acompanhamento da vida extracampo dos jogadores prospectados.

O processo de uso de tecnologias, scouts e análise de desempenho para contratações é lento, trabalhoso e que pode sim não se mostrar vencedor de primeira. Por isso, a torcida precisa rever seus conceitos e esquecer cada vez mais os anos 90 e início dos anos 2000. Este modelo está superado e já demonstrou que não é sinônimo de conquistas nacionais, afinal mesmo com Bebeto, Aristizábal, Edilson e Vampeta continuamos a ganhar títulos baianos e nordestinos e fazermos brasileirões meeiros. Curiosamente, as melhores campanhas do Vitória a nível nacional foi com um número maior de jogadores vindos da base e de outros outsiders, isto é, jogadores não famosos, mas que foram úteis demais aos elencos. Vamos recordar: 1993, a geração Cara-Pintada, cheio de moleques da base, mas que tinham como experientes Pichetti, Roberto Cavalo, Claudinho, João Marcelo e Renato Martins. Nenhum medalhão.

Vamos para 1999, quando fomos 4º colocado do Brasileirão: Fabio Costa, Leandrinho, Cláudio, Fernando, tudo sub21, com Tuta, Artur, Otacílio e Baiano como mais experientes, nenhum famosão. E o elenco das Copas do Brasil de 2004 e 2010? Não vimos o mesmo tipo de elenco? A exceção fica por conta Edílson e Vampeta, em 2004, e de Ramon Menezes em 2010, que já eram jogadores consagrados nacionalmente. Então tá mais do que na hora da gente rever este conceito de ter bajulação/paciência gigante com jogadores do tipo medalhão e ter uma crítica exageradamente e até com tons de ira e forte repulsa com os meninos da base. Este será o grande trunfo para o primeiro título nacional chegar.

VITÓRIA SEMPRE!

A BASE SALVA, A BASE É A SOLUÇÃO

Novamente chegamos a um final de temporada com alguém das divisões de base em alta no mercado. A joia desta vez é David, meia/atacante de 21 anos que teve em 2017 a sua primeira temporada como titular, de fato. Pois em 2015, seu primeiro ano entre os profissionais, ele foi mais reserva que titular, assim como em 2016. Vale ressaltar que o menino David sofreu na mãos da torcida rubro-negra neste período, e que continua tendo uma paciência de Jó com quem é estrangeiro ou vem do eixo sul-maravilha e cornetagem severa a quem vem das divisões de base, mesmo que o cara tenha 18-20 anos e tenha jogado (quantitativamente) menos que os considerados medalhões.

Realmente, David ainda não é um jogador completo, precisa evoluir bastante nas finalizações e melhorar sua regularidade nos jogos, mas o que ele vinha sofrendo era um exagero que me envergonha. Nossa torcida precisa urgente rever este tipo de comportamento, pois é a Base que salva financeiramente o clube. Estamos vendo vários clubes do eixo sul/sudeste querendo o cara, que para muitos de nós, não prestava! O Cruzeiro é a primeira equipe que chega com uma proposta oficial (de R$ 8 milhões), o resto é só sondagem. Eu não venderia por este valor. Pela sua idade e potencial, eu só me desfaria de David se for pelo dobro do valor posto pelo Cruzeiro, com o Vitória tendo 25% de uma próxima venda. Temos que parar de nos ver como o coitadinho neste tipo de transação. Vários clubes pelo mundo cresceram e mudaram seu status quo a partir do momento que pararam de ser “bondosos” com os clubes maiores em negociações de seus jogadores jovens e promissores, a exemplo do Atlético de Madrid, Sevilla e Borussia Dortmund.

Ainda bem que o novo presidente, Ricardo David, parece pensar do mesmo modo que eu e vai fazer de tudo para permanecer com o jogador ou vender a um preço mais elevado e com maior proteção ao clube numa suposta venda futura. Ao contrário de Sinval Vieira que deu Geovane ao São Paulo, Yan ao Palmeiras e Nickson ao Cruzeiro.

Outro jogador nosso está bem cotado no Mercado da Bola, que é o centroavante colombiano Santiago Tréllez, com contrato até dezembro de 2018. A nova diretoria executiva do Leão pretende ampliar o vínculo de Tréllez com o rubro-negro, e consequente aumento da multa rescisória. Ontem na apresentação do novo Diretor de Futebol do Leão, Erasmo Damiani, ficou claro que há pensamentos neste sentido. A única forma de diminuir a distância dos times do nordeste perante os do sul e sudeste é saber vender bem seus jogadores, além de prospectar mais e melhor em diversas regiões do país e no exterior, como frisou Ricardo David em sua campanha eleitoral.

Formação do Elenco – Diferente dos anos anteriores, o novo presidente já falou em bom português que não apresentará o famoso Pacotão de Natal para dar uma satisfação a torcida. Medida marcada na passagem de Jorginho Sampaio, Alexi Portela e Raimundo Viana na gestão do ECV, o novo presidente afirmou que “este tipo de atitude já mostrou que dá errado”. Até o momento os nomes buscados estão sob sigilo absoluto e a imprensa baiana deve estar pilhada com isso, pois não estão mais sendo vazados e eles têm que ficar especulando sem nenhuma base concreta. Espero de coração que assim que surgirem os primeiros reforços, sejam de jogadores com algum conhecimento nosso, ou se for desconhecido tipo Yago e Caíque Sá, venham a ter um desempenho igual ou superior. Outra coisa também foi que o Vitória já divulgou que Danilinho, Geferson, Alan Costa, Renê Santos e Fred não terão seus contratos renovados e outros que também não deram o resultado esperado poderão seguir o mesmo rumo.

Vitória Sempre!

ELEIÇÕES 2017 | Perfil dos Candidatos

RICARDO DAVID: 56 anos, engenheiro eletricista e empresário.

Pontos positivos: Sócio-diretor de grandes empresas, a exemplo da ECOLUZ, uma das principais do país em fornecimento de energia solar. Experiência de 12 anos atuando como chefe de setor de plataformas na Petrobras; ex-diretor de planejamento e coordenador de Marketing do Clube em 2014-2015; realizado profissionalmente e financeiramente, isto é, não precisa do Vitória para sobreviver; desde 2015 vem tomando diversos cursos nas área de Gestão Esportiva e fez intercâmbio nos maiores clubes do Brasil, Espanha e Alemanha. Na sua passagem pelo clube teve seu trabalho reconhecido com as campanhas de marketing em relação a doação de sangue e ações com torcedores envolvendo atletas.

Pontos Negativos: Não tem experiência prática no cargo de Presidente de Clube.

MANOEL MATOS: Ex Vice Presidente do Clube nos anos 2015 e 2016, sucedendo-se a Carlos Falcão e Epifânio Carneiro que renunciaram em abril de 2015.

Pontos Positivos: Foi o homem de confiança do presidente Raimundo Viana no mandato tampão de Carlos Falcão, após sua renúncia. Os principais legados positivos de Raimundo tiveram participação direta de Manoel Matos, a exemplo da retomada da autoestima e reformulação do elenco que tinha sido eliminado do campeonato baiano pelo Colo-Colo nas quartas de finais. Na ocasião, o time que parecia caminhar para a Série C fez uma grande campanha, chegando a brigar pelo título, mas a queda de rendimento nas rodadas finais fez apenas o Clube voltar à elite com o terceiro lugar. No ano seguinte, em 2016, ganhou o campeonato baiano evitando o tri do rival, contratou jogadores que viraram ídolos do clube como Marinho e Willian Farias; foi iniciado um processo de organização administrativa, onde se constatou perda de documentos da contabilidade do clube da gestão anterior e Investimento na Infraestrutura do Clube, como instalação de novo alojamento e novos campos para as categorias de base.

Pontos Negativos: Campanha medíocre na Série A que quase culminou no rebaixamento em 2016. Clube foi salvo pela excelente fase de Marinho, que venceu jogos sozinho, praticamente. Renovou o contrato de TV com a Globo, antecipando quase 20 milhões de cotas, que só começarão a ser descontados em 2019, ou seja, acima do tempo previsto de sua gestão, impactando nas novas diretorias, além de gastar R$ 1,25 milhões só no Projeto Arena Barradão. Preferência do Contrato com a Globo mesmo tendo a Esporte Interativo oferecendo uma grana maior no contrato de transmissão; aumento de orçamento sem a devida autorização do Conselho Deliberativo e diversas ações incompletas ou irregulares, que causaram 25 ressalvas em suas contas que foi aprovada por ressalvas pela maioria do atual Conselho Deliberativo. Votação esta que me envergonha, fui voto vencido e até hoje não engulo o motivo de se aprovar as contas de RV/MM com tantas ressalvas que não eram “besteirinhas”.

Pontos Negativos 2: Depois das eleições de 2016, ele deu declarações na imprensa de que não concorreria a nenhum cargo do clube por um longo tempo e um ano depois se alia com figuras emblemáticas e polêmicas que passaram pelo clube e que são acusadas de terem realizado malfeitos com os recursos financeiros do clube e que há processos datados de 2004 e 2005 sobre esta pessoa. Os apoiadores de Manoel Matos (Paulo Carneiro, Alexi Portela Jr, Jorge Sampaio e Adhemar Lemos) já se insultaram fortemente num passado recente através de redes sociais e entrevistas à rádios e sites baianos e agora estão “unidos” em prol da candidatura de Manoel. Recai sobre um deles, a denúncia de uso do cartão corporativo do clube para gastos pessoais que incluíam ração de cachorro, absorventes e viagens ao exterior para filhos. Detalhe, quem fez esta acusação agora está unido ao denunciado. É mole? Por isso é arriscado demais esta “chapa”. O risco dela implodir em um conflito interno é enorme, devido a divergências pesadas de pensamento entre os seus membros e pelo passado de agressões mútuas, onde qualquer palavra dita no tom errado pode virar um gatilho para este barril explodir.

RAIMUNDO VIANA, 76 anos, jurista, ex presidente do clube na década de 80 e em 2015/16, da FBF na década de 70 e ex-Procurador da Justiça da Bahia.

Pontos Positivos: O mesmos de Manoel Matos, pois trabalharam juntos na diretoria em 2015 e 16 após a renúncia de Falcão. O diferencial de Raimundo é sua postura agregadora, política, carismática, bem diferente da sisudez de Manoel Matos. Ambos seguiram caminhos diferentes neste inesperado pleito, pois ninguém poderia advinhar que teríamos um ano tão ruim a ponto do presidente eleito em 16 ser praticamente forçado a renunciar, ou poderia ficar inelegível por 7 anos, caso fosse destituído pela AGE. Outro ponto positivo de Raimundo é saber delegar funções e ouvir opiniões de seus pares. Assim como ele achou Manoel Matos para tocar os principais desafios do clube, ele pode encontrar outra pessoa capacitada para auxiliar uma suposta nova gestão dele.

Pontos Negativos: Além das mesmas de Manoel Matos na gestão do clube em 15/16, Raimundo Viana não tem planejamento estratégico de médio a longo prazo para o clube, demonstra não estar atualizado com o Mercado da Bola e com o Futebol-Business. Por se tornar muito próximo aos jogadores, tem enorme dificuldade de dispensar quem não teve o rendimento esperado pela torcida. Vale lembrar que pouco antes das eleições de 2016 ele sinalizou, que se reeleito, iria renovar com mais de 70% daquele elenco que passamos perrengue, pois ele achava o elenco bom e que foi apenas uma fase ruim a justificativa para aquela campanha pífia de 2016. Se molda demais pelo rival e pelo que a imprensa fala deles, a ponto de trazer jogadores como Tiago Real e tratá-lo como craque, apenas por ter sido levemente benquisto no rival e por parte da imprensa.

CONCLUSÃO:

Estes três candidatos, que são considerados os mais fortes para o pleito, tem seus lados positivos e negativos. Tem as suas devidas limitações e nenhum deles dá a certeza absoluta de que o Vitória terá dois anos brilhantes (já que quem vencer será presidente para os anos de 2018 e 2019, completando o mandato de Ivã de Almeida). Entretanto, é preciso a torcida escolher um deles, ou apostar em Tiago Ruas ou em Gilson Presídio, os mais novos candidatos. Na minha visão, o melhor dentre Ricardo, Manoel e Raimundo é Ricardo. Votarei nele por ter gostado das propostas dele e de seu empenho em se especializar na área para assumir o clube. Pelo teor dos pontos negativos de Manoel e Raimundo não preciso me explicar porque não votaria neles, né? Espero que seja uma eleição tranquila e que os perdedores aceitem a derrota e parem com a Política de Boicote e de Quanto Pior, Melhor, como vimos neste ano de 2017.

Hoje tem debate no facebook da Aratu, SBT, às 16h que será mediado por Darino Sena! Assistam! Pensem, reflitam e votem com consciência.

Salvo pela Chapecoense…

É muito triste constatar a que ponto o Vitória chegou nos dois últimos campeonatos brasileiros. Assim como ano passado, terminamos a competição sem ser rebaixado graças a incompetência dos adversários diretos na briga contra o descenso. Em 2016, o Internacional fez uma campanha pífia e chegou na última rodada precisando dar 5×0 e torcer para nossa derrota. Perdemos para o Palmeiras, em casa, e o Inter ficou no 1×1 com os reservas do Flu, no RJ.

Este ano a “salvação” do Vitória foi digno das forças sobrenaturais. Aos 46min do segundo tempo, Uillian Correia assinou sua “demissão por justa causa”, ao cometer uma penalidade máxima infantil no momento derradeiro da partida, Diego bateu e fez e antes mesmo de recomeçar a partida, o ex rubro-negro Apodi deu passe para Túlio de Melo fazer 2×1 para a Chapecoense, em cima do Coritiba, lá em Chapecó.

Os “deuses” do futebol resolveram agradar nossa torcida que lotou as arquibancadas do Barradão ontem. Nós, enquanto torcida, não merecíamos presenciar mais um rebaixamento mesmo. Apesar de termos um time xexelento, sem aquilo roxo e que só venceu TRÊS PARTIDAS em casa no BR17, fizemos nossa parte e botamos 15 mil nos últimos jogos do Barraquistão. Apoiamos e só vaiamos ou nos intervalos ou nos finais das partidas. Cantamos, vibramos, apelamos para superstição, com “camisa da sorte”, cueca, sentar no mesmo local do dia que o time venceu A, B e C. Enfim, nada pode ser atribuído à torcida em relação a esta campanha vergonhosa.

O JOGO – O Vitória até mostrou que poderia acabar de vez com este tabu de perder jogos em casa na última partida em luta contra o rebaixamento. Fez 1×0 com Carlos Eduardo aos 39min do primeiro tempo. Só que na volta para a etapa complementar, por orientação de Mancini, o time voltou a fazer o que fez contra o Cruzeiro, ou seja, passou a ceder a bola ao adversário, se encolher demais e precocemente e apostar tão somente em contra-ataques. Nosso treinador internalizou esta ideia de que nosso time não pode propor jogo e faz com que os adversários cresçam quando estamos com o placar favorável. E um a zero nunca é placar dilatado para se abdicar tão bruscamente do jogo como fez o Vitória. Além disso, nas raras vezes que atacamos o Fla na segunda etapa, Kanu e Patric perderam grandes chances e na única bola que foi na direção do gol, num chutaço de André Lima, o goleiro César fez uma defesa sensacional.

MANCINI MUDA ERRADO E O FUMO ENTRA – Nosso técnico jamais pode ser endeusado, colocado num pedestal e por isso ser inquestionável ou incriticável como muitos torcedores fazem. Temos que torcer pelo VITÓRIA e não botar pessoas acima do bem e do mal. Mais uma vez Vágner Mancini facilitou a vida pro adversário e quase rebaixou o Vitória. Na sua melhor partida pelo clube, Carlos Eduardo foi sacado para a entrada de André Lima, quando a opção mais coerente, ali, seria a saída de Danilinho. Nem vou me alongar sobre a entrada de Kieza como titular. O cara não fez nada o jogo todo, não deu um chute a gol, não deu uma cabeçada…Mancini e suas invencionices. Depois ele tirou Kieza e colocou Caíque Sá. O lateral, que está em queda absurda de rendimento, contribuiu decisivamente para a virada flamenguista. No gol de empate, ele tomou um drible desconcertante de Vinicius Junior e a falta que resultou o segundo gol foi dele, que minutos antes tinha perdido uma boa chance de gol. O Flamengo começou a explorar o lado direito de nossa defesa após a entrada do camisa 35. Somente quando estávamos abaixo da crítica em campo ele resolveu colocar Neílton, que deveria ter entrado desde o começo do segundo tempo, para buscar ampliar o placar e ter alguém rápido para puxar os ataques.

Mancini e Uillian Correia só não rebaixaram o Vitória ontem, por causa do gol espetacular e mítico da Chapecoense, que após 1 ano da tragédia que matou 19 atletas do seu elenco principal, mais o presidente e toda a comissão técnica, eles foram campeões catarinenses e se classificaram para a fase preliminar da TLA. Enquanto a gente, com muito mais grana, passou sufoco o campeonato todo e fomos salvos pelo time que teve que se reconstruir para esta temporada. A Chape deve ser modelo para os dirigentes do Vitória, os que querem algo para o clube e não os que querem algo do clube, é diferente!

O que Uillian Correia fez ontem é para não tê-lo em 2018. Jogo Decisivo, último lance, e ele bota a mão na bola. Ridículo.

Eu não sou maluco de não reconhecer os méritos de Mancini na retomada do Vitória na competição. Realmente, se a gente mantivesse aquela pífia média de pontuação do primeiro turno, chegaríamos a rodada 25 rebaixado. Ele teve sim méritos de reanimar a equipe, de conquistar triunfos inesperados fora de casa e ter dado a chance do time se livrar do rebaixamento, mas ele também contribuiu para a gente não ter se salvado antes, pela sua péssima leitura de jogo em várias partidas. Muitos jogos que não vencemos no Barradão foi pela má escolha do time inicial e das alterações promovidas por ele. Tivemos a chance de evitar aquela loucura de ontem se vencêssemos Avaí, Atlético-PR e Atlético-GO, todos com Mancini já no comando. Outra coisa, Argel ano passado teve 14 rodadas para salvar o time e salvou, praticamente, no penúltimo jogo, pois a vitória sobre o Coritiba que obrigou o Inter torcer pela nossa derrota contra o Palmeiras e dar 5×0 no Flu, mas eles empataram em 1×1. Este ano, Mancini teve 21 jogos para somar 34 pontos, ele somou apenas 31, ou seja, fez uma pontuação insuficiente para o objetivo. Conseguiu se livrar por menos por causa de incompetência maior dos concorrentes.

Portanto, a Mancini o que é de Mancini. Sou pelo justo. Ele teve muitos mais méritos do que falhas, mas as poucas falhas que ele teve contribuíram para a gente ter chegado na última rodada precisando de vencer e perdemos. Só que o Sobrenatural de Almeida quis que a Chape fizesse aquele gol no fim da partida, garantindo a eles a Libertadores e a nós a “redenção”.

Confesso que não comemorei o não-rebaixamento como fez parte da torcida, que cantou e pulou. Gostei, claro, do gol da chape, mas saí do estádio cabisbaixo, incrédulo, desolado e realmente preocupado com o futuro do clube. Espero que o novo presidente eleito, no dia 13, faça o Vitória a ter participações mais honrosas e dignas na Série A. Apesar de tudo,

Vitória Sempre!

Vitória terá desfalques importantes para o último duelo da temporada

Passada a euforia da reviravolta brilhante do jogo da Ponte Preta em Campinas, é hora de assentar a cabeça, ter serenidade e seguir em frente. Neste sentido, o rubro-negro já está ciente de que não poderá com 4 jogadores que foram titulares no último domingo: Wallace, Geferson, Tréllez e David. Os três primeiros por suspensão de cartão amarelo e o último é uma notícia muito ruim não só para a torcida, como para o futuro do jogador, que está, supostamente, negociado com o Palmeiras. A informação é de que David está com grau 3 em uma das coxas e está descartado para o duelo contra o Flamengo. Em sua primeira temporada como titular do clube, o jovem de 22 anos está chamando a atenção do eixo sul/sudeste, apesar da perseguição sinistra de parte da nossa torcida.

Mancini terá que mostrar que sabe se virar, além de ter sua leitura de jogo e coerência testada mais uma vez. Vale ressaltar que a torcida não atura mais o jogo improdutivo de Neílton e o desfalque de David não pode justificar a sua permanência na equipe. Mancini precisa colocar jogadores que estejam a fim de contribuir, de se doar em campo e de ser agudo no ataque. Neste sentido – e quem diria – o certo é escalar Danilinho no lugar de David, André Lima centralizado e Carlos Eduardo compondo o meio de campo.

Ficou nítido que estas duas mudanças feitas pelo treinador deram certo. Carlos Eduardo e Danilinho mostraram vontade, disposição e foram fundamentais para aquela virada que até hoje estamos extasiados. Não me venha com Kieza no time titular, pelo amor de Deus, Mancini! Além de estar sem ritmo de jogo, K9 realmente não se encaixou no Vitória. Muito disperso, pouco combativo, sem vibração e muito omisso. Por mais que seja até um bom finalizador, estas outras características devem ser levadas em consideração para não começar a partida como titular. Bote quem quer alguma coisa com a “hora do Brasil”, Mancini!!

Já no setor defensivo, Mancini tem a opção de colocar o promissor Bruno Bispo (que nas partidas que atuou não comprometeu) na zaga e permanecer com Ramon como volante, ou deixá-lo no banco para a entrada de José Wellison, que é da posição e tem melhor saída de bola que o camisa 40. Não fará sentido algum escalar Alan Costa ou Fred na zaga. Ou ele recua Ramon ou coloca Bruno Bispo. Já na lateral esquerda, nada de Thalysson, viu Mancini? Num jogo valendo a nossa “vida” para 2018 não podemos colocar um jogador que falhou grosseiramente em todos os jogos em que atuou. É bem melhor improvisar Patric na lateral esquerda e botar Caíque Sá na direita do que ressuscitar Thalysson.

NOVAS ELEIÇÕES PARA PRESIDENTE TEM DATA MARCADA

Estou que nem Argel nessa foto: Desolado, meio abatido e indeciso.

Saiu hoje no Jornal A Tarde o edital de convocação para a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) que irá eleger o novo presidente do Clube após a renúncia de Ivã de Almeida, no último domingo. Será na quarta-feira do dia 13/12, a partir das 8h da manhã. Pelo que saiu no edital, o sócio-torcedor apto a votar (ter 18 ou mais meses de associação ininterrupta) só poderá votar para o cargo de presidente. Ou seja, Agenor Gordilho segue como vice-presidente do Conselho Diretor.

Os concorrentes derrotados em dezembro do ano passado já estão se articulando para esta nova empreitada. Ricardo David, da Chapa Vitória de Todos Nós, foi o primeiro a oficializar sua nova candidatura ao cargo. O ex vice-presidente do clube, na gestão RV, Manoel Matos formou um chapão envolvendo Paulo Carneiro, Adhemar Lemos, Jorginho Sampaio e Aléxi Portela. Nesta chapa Manoel Matos será o Presidente e Paulo Carneiro o Diretor de Futebol.

Último colocado nas eleições de 2016, Raimundo Viana ainda não oficializou se vai concorrer. Segundo o próprio ele está analisando com sua “base” a viabilidade ou não de sua candidatura, já que ele diz que não pretende concorrer por concorrer. Há o burburinho que nomes como Fábio Motta (secretário municipal de ACM Neto), Paulo Magalhães (vereador) e Silvoney Salles (ex vereador e médico do clube) lançarão suas respectivas candidaturas ao cargo.

Diferentemente de 2016, eu não irei fazer “campanha” para nenhum dos nomes que começam a ser ventilados para o cargo. Ainda não me decidi em que votarei e levarei esta dúvida comigo até o dia 13. Só antecipo que não votarei na chapa de Manoel Matos de maneira alguma. É 100% de rejeição por minha parte. Infelizmente, os demais nomes também não inspiram 100% de certeza de que vão levar o Vitória a um patamar de maior destaque estadual, regional e nacional. Votei na VdT ano passado mais pelos ideais da chapa do que pelo próprio Ivã de Almeida. Sabia que ele não seria o presidente dos sonhos, mas também não achava que seria tão ruim a ponto de ser comparado com Falcão. Mais do que nunca terei que pensar com muito cuidado para votar no “menos pior” diante as opções que estão surgindo. Estou indeciso entre dois nomes e cada hora eu mudo as porcentagens de inclinação de meu voto. Dilema difícil demais. Os dois que estou em dúvida tem suas virtudes e limitações.

Vitória Sempre!

#ficaleãonaprimeiradivisão