A IMORALIDADE DA ARENA FONTE NOVA

Inspirado pelo amigo rubro-negro Diego de Assis (@d_assiis no twitter) resolvi reforçar a thread que ele fez ontem sobre a imoralidade que está acontecendo com a Arena Fonte Nova e o Bahia nos últimos meses, em que praticamente o que parecia ser uma loucura ambiciosa do ex-presidente do tricolor, Marcelo Sant’Anna, começa a ganhar corpo com a gestão de Guilherme Bellintani que há pouco tempo era o secretário número um do Prefeito ACM Neto.

E o que era loucura ambiciosa e que está virando realidade, você deve estar se perguntando, não é? A resposta é o Bahia praticamente fazer da Arena Fonte Nova um estádio particular, sem precisar de arrendar como fez o Botafogo no Engenhão e, além disso, de ter loja oficial e agora um museu exclusivo do Bahia, sem gastar um tostão, nem mesmo um saco de cimento. Sem esquecer que o tricolor ganha fixo R$ 6 milhões anual e um valor variável com a renda de bilheteria, bares e lanchonetes, Espaço Lounge Premium (setor mais caro do estádio) e um bônus de R$ 12,3 milhões caso a média de público anual seja de 15 mil pessoas e quanto maior for esta média, maior o bônus, que não tem teto máximo, diga-se de passagem. Essas regalias e farras que o Bahia tem feito, é com dinheiro público, já que a Arena Fonte Nova é um estádio do Governo Estadual que está em regime de PPP com o grupo OAS e Odebrecht, além da verba de R$ 100 milhões pagas pelo Grupo Petrópolis para ter os direitos de Naming Rights da Arena (com o nome da cerveja Itaipava), em que esta grana é dividida entre o consórcio Fonte Nova Participações e o Governo do Estado.

Essas negociações atestam que o Bahia está sendo beneficiado financeiramente e patrimonialmente sem gastar um centavo. Isso é uma imoralidade sem tamanho e ofende a história da Bahia, da própria Fonte Nova e também de outros clubes baianos, inclusive ao Vitória. Ofende a Bahia porque o rival não é o único clube do estado e jamais gestores públicos estaduais e/ou municipais devem agir usando o lado torcedor para beneficiar o clube de coração. Vale ressaltar da intromissão do governo JW na política do Bahia e que culminou com a expulsão de Marcelo Guimarães Filho e a recente tentativa da prefeitura em financiar uma festa de 30 anos que o Bahia não vence um Nacional, que foi anulada depois da manifestação da União de Torcedores do Vitória (UTV), que na acusação apresentada fundamentava sobre a possibilidade do prefeito ser enquadrado em improbidade administrativa e desvio de finalidade com tal ato, ainda que o valor seja considerado irrisório por muitos.

Vale lembrar também que depois daquela tragédia no final de 2007, quando parte da Antiga Fonte desabou matando 7 torcedores, o rival ficou sem poder jogar em Salvador, já que a diretoria rubro-negra da época, pressionada pela torcida, resolveu recuar da ideia de alugar o Barradão para a sardinha. E o Governo do Estado, através do governador Jacques Wagner não mediu esforços para reformar o Pituaçu, sem licitação, alegando situação de emergência. Foram gastos milhões na revitalização do Pituaçu, que virou Elefante Branco e passa maior parte do ano de portas fechadas e sinais de abandono já começam a aparecer no gramado e nas arquibancadas.

E atualmente, o rival tem um contrato com uma das arenas feitas para a Copa do Mundo de 2014, nos moldes em que nenhum outro clube do Brasil possui, além de receber dinheiro público com a verba de todos os cidadãos baianos. Se isso por si só não for considerado imoral, o que dizer dos argumentos mais toscos e torpes que as autoridades utilizam para legitimar tamanha imoralidade? Chegam ao ponto de dizer que tudo que foi feito para o Bahia na Arena, não caracteriza o estádio como se fosse particular porquê podem ser desmontados, o argumento é frágil porque se você me der uma retroescavadeira, até a própria Arena Fonte Nova pode ser “desmontada”. A caracterização está na identidade visual do bem público.

Ou seja, hoje o Bahia é uma entidade privada que mama nas tetas do dinheiro público, com apoio político importante do Governo do Estado e com a sombra de ACM Neto por trás. Pra defender essa imoralidade, apenas sendo torcedor mesmo e daqueles bem fanáticos, e mesmo assim, é necessário usar de muita demagogia para defender essa doação ilícita disfarçada de “acordo comercial”.

Isso também ofende a história da Fonte Nova como palco do futebol baiano, não apenas do Bahia. Foi na Fonte Nova também que ocorreram alguns dos maiores momentos da história do nosso futebol, envolvendo também outros times da Bahia. O Vitória tem também uma história naquele pedaço de chão, como a campanha brilhante de 1974 e o vice-campeonato de 1993. Se hoje não é interessante para o Vitória, como entidade desportiva, mandar seus jogos exclusivamente na Fonte Nova, nada retira do Vitória o interesse no equipamento, que é público e não do Bahia. Não há argumento que venha dizer que o Vitória está errado em pensar assim, do mesmo modo que o Leão da Barra tem todo o direito de não querer mandar seus jogos integralmente na Arena, assim como o Estado não tem o direito de privatizar, “de graça”, o equipamento público em prol do Bahia. É muito simples. O que tem ocorrido aqui, não existe em nenhum outro lugar do Brasil!

Porém, segundo relata Diego Assis, há uma ação movida por um juiz baiano para contestar essa imoralidade com o dinheiro público e que segue em curso. A esperança é que o desfecho seja favorável às normas que regem o direito público, tais quais a impessoalidade e eficiência. O silêncio e a passividade do Esporte Clube Vitória vem da natureza do fracassado Ricardo David e sua latente incapacidade em gerir um clube desse tamanho. Mas o Vitória precisa se levantar, sua torcida necessita se mobilizar e encampar essa batalha. Não podemos deixar que o Bahia ganhe um estádio de graça, sem pagar um saco de cimento, sem usar dos artifícios legais como uma arrendamento (uma espécie de propriedade temporária). Há dinheiro de rubro-negro ali também. E se eu não estiver equivocado, para o Governo fazer uma doação de algum imóvel, tem que passar pelo crivo da Assembleia Legislativa da Bahia, não é como uma pessoa física ou jurídica comum não, que pode ceder bens móveis e imóveis ao seu bel prazer. Há um rito! Há todo um trâmite burocrático-administrativo quando se trata de Poder Público.

Pra concluir. O rival tem todo o direito de ter um museu e de exaltar a sua história. Sua torcida tem todo o direito de ter um ambiente em que se conecte com o passado. O que o Bahia não tem direito é de usar um bem público pra isso. O museu do Bahia tem que ser construído pelo Bahia, num espaço do Bahia e mantido pelo Bahia. Qualquer coisa diferente disso é farra com o dinheiro público e mistura entre o público e o privado.

Fontes:

https://globoesporte.globo.com/ba/futebol/times/bahia/noticia/bahia-firma-novo-contrato-com-a-fonte-nova-que-tera-gram-trocado-ainda-em-2018.ghtml

https://oglobo.globo.com/esportes/bahia-seguira-com-arena-fonte-nova-apos-reuniao-garantir-novo-contrato-15766622

http://globoesporte.globo.com/ba/noticia/2013/04/por-r100-milhoes-fonte-nova-fecha-com-cervejaria-e-ganha-novo-nome.html

https://www.bahianoticias.com.br/noticia/232490-neto-anula-patrocinio-de-r-40-mil-para-comemoracao-de-30-anos-do-titulo-de-88.html

http://www.iaf.org.br/ppp-da-arena-fonte-nova-lucrou-1319-milhoes-ate-2016/

MERGULHANDO DE CABEÇA NO OSTRACISMO

Olá amigos, olha eu aqui novamente aparecendo pra dar um sinal de vida. Já falei na tag de comentários do próprio blog e respondi e-mails de quem perguntou meus motivos de não estar mais assíduo no blog, mas vale repetir. Estou super cansado, enojado e envergonhado de ver o Vitória se apequenando anualmente, piorando a cada temporada desde o ano da graça de 2014, pois a de 2013 foi a última digna do clube, por ter terminado o Brasileirão na 5ª colocação, de ter vencido o estadual com duas goleadas em cima do rival que até hoje gozamos da cara deles. Entretanto, para ser mais justo, o mesmo ano de 2013 marcou uma eliminação trágica da Copa do Brasil para o Salgueiro-PE e a vergonhosa eliminação para o Ceará nas quartas-de-finais do Nordestão tomando 4×1 no Barradão.

Segue abaixo a breve retrospectiva de 2014 até os dias atuais para percebermos que a tragédia dos dois últimos anos não foram decorrentes da chegada da democracia no clube, e sim, de um complemento do que já vinha acontecendo dois anos antes do sócio-torcedor ter direito a voto. Portanto, o declínio vertiginoso do EC VITÓRIA como instituição esportiva não é culpa exclusiva do sócio-torcedor por ter “votado errado”, conceito muito subjetivo e que varia de pessoa pra pessoa, pois tem gente que acha que votar em PC seria o certo, assim como tem gente que acha que votar nele é errado. Longe disso. A culpa é, acima de tudo, dos presidentes, sejam eles eleitos pela torcida ou não. De 2014 a 2018 só tivemos incompetentes gerindo o clube, lembrando que Carlos Falcão em 2014 (renunciando em março de 2015) e Raimundo Viana (assumindo como tampão em abril de 2015) foram indicados e bancados por Aléxi Portela Jr e seus conselheiros, também escolhidos à dedo, pois não havia eleições para o Conselho Deliberativo nem para Presidente (para os sócio-torcedores).

2014: Vitória começou a temporada com a torcida e parte da imprensa com boas expectativas após a bela campanha no brasileirão da temporada anterior, mas de cara o time perdeu peças importantes do elenco 2013 como Maxi Biancucchi (pro bahia), Marquinhos (pro Cruzeiro), além de não ter renovado com Renato Cajá, após ato de indisciplina no jogo da penúltima rodada do campeonato contra o Flamengo. O Vitória foi novamente goleado e eliminado pelo Ceará no Nordestão, perdeu o campeonato baiano para o rival, saiu precoce da Copa do Brasil para o J Malucelli. Foram realizadas 24 contratações e para os lugares de Cajá, Maxi e Marquinhos vieram Hugo (ex São Paulo), Marcos Júnio e Souza Caveirão. O time ainda contou com peças como Dão, Lucas Zen, Josa, Marcinho, Edno e outras mumunhas. Na parada do meio do ano, Ney Franco pediu demissão e assinou com o Flamengo e Jorginho veio pro seu lugar. Dois meses depois, Ney Franco retornou depois de não dar certo no Flamengo e ficou até o final do campeonato, onde o ECV não conseguiu evitar o rebaixamento ao perder em casa para o Santos. Dos 19 jogos em casa, o Vitória só venceu 6 e fez apenas 38 pontos.

2015: Rebaixado, o clube remodelou o elenco, mas contratou outra pilha de bondes e nem mesmo o retorno de Neto Baiano foi positivo. Atuando mal e fazendo bem menos gols que nas temporadas 2012 e 2009, terminou perdendo a posição de titular e dando declarações infelizes na imprensa chateado por não ser titular. Pouco tempo depois voltou a ser titular e protagonizou a perda de um pênalti nas oitavas de final do Baiano contra o Colo-Colo e, pela segunda vez, o time de Ilhéus se dá bem em cima do rubro-negro. Com a eliminação precoce no estadual, o Vitória perdeu sua vaga do Nordestão de 2016. Esta eliminação em casa para o time ilheense foi a gota d’água da imprensa, torcida e do conselho deliberativo da época. O pedido de Fora Falcão iniciado no returno do Brasileirão de 2014 ganhou mais força e Carlos Falcão mostrou grandeza e renunciou ao invés de tentar empurrar com a barriga. Novamente Aléxi Portela Jr, que já tinha indicado Falcão como seu sucessor, foi o mentor para a nova escolha do presidente rubro-negro e em mais uma “eleição” indireta e de aclamação, Raimundo Viana, 73 anos (à época) foi o escolhido. O time era muito fraco e vinha de seguidos vexames nas competições iniciais da temporada. O presidente eleito pra ser o tampão tinha sido presidente do clube na década de 70 marcada pelo hepta do rival. O senso-comum era de que inevitavelmente iríamos para a Série C. Pouquíssimas pessoas acreditavam em Viana, por estar muitos anos longe dos bastidores do futebol.

Mas voltando a falar em Nordestão, adivinha quem nos eliminou pela terceira vez seguida? Sim, ele mesmo, o Ceará. Sem goleadas desta vez, mas que culminou com o desgaste total de Nino no Vitória, que deixou o clube após 6 temporadas. A saída de Nino se deu no seguinte contexto: Após perder a titularidade no primeiro semestre para Diego Renan e até mesmo para Romário (já tinha perdido para Ayrton em 2013/14, frise-se) e ter cometido o pênalti que resultou com a queda do Vitória para o Ceará na semifinal do Nordestão. Outra coisa: antes de começar a Série B, o Vitória já tinha tido dois treinadores em menos de 4 meses: Ricardo Drubscky e Claudinei Oliveira. Para a Série B veio Mancini. Tal qual 2012, o Vitória fez um primeiro turno de Série B muito consistente, perdendo força no segundo e voltou a subir sem o título, mas desta vez a novidade foi subir em e não mais em 4º colocado.

2016: Sem poder disputar a Copa do Nordeste só restou ao Vitória de Raimundo Viana e Manoel Matos (que foi o presidente de fato, por se envolver mais nas questões administrativas do clube e do futebol), cair de cabeça no estadual. E o Vitória foi campeão em cima do rival. Mas novamente era nítido que o time do primeiro semestre não era forte o suficiente para a Série A, só que a diretoria teimou e não reforçou o Leão a contento e vimos uma campanha medíocre e que se não fosse o grande ano de Marinho em toda a sua carreira, o Vitória já teria sido rebaixado lá atrás em 2016. Durante toda a temporada outro fato que ganhou destaque foi a luta de grupos de oposição ao status quo do Vitória pela abertura do clube para eleições diretas. Foi uma briga que envolveu liminares e que até fez rachar o conselho deliberativo daquela gestão, que praticamente isolou RV/MM e que gerou a formação da chapa Vitória de Todos Nós, do então Ricardo David. As oposições não conseguiram que fossem eleições diretas, mas conseguiu a participação do sócio-torcedor com mais de 18 meses de filiação ininterrupta ao SMV votar nas chapas.

Foto da Chapa VDT eleita em dezembro de 2016

Se antes, as eleições eram indiretas e restritas aos conselheiros colocados no conselho por indicação, esta seria a primeira vez que o sócio-torcedor poderia eleger a chapa favorita. De forma estratégia, todas as chapas divulgaram com antecedência o nome de quem seria o presidente, caso fosse eleito. E assim no dia 16/12 as chapas Vitória do Torcedor (Ivã de Almeida), Vitória de Todos Nós (Ricardo David), Vitória Gigante(Paulo Carneiro) e Vitória Cada Vez Maior (Raimundo Viana) disputaram os votos de 1.578 sócios aptos SMV. A chapa de Ivã venceu por 528 votos, com a chapa de RD ficando em segundo com 405 votos, PC com 391 votos e Raimundo Viana com 246.

Dátolo é apresentado por Ivã de Almeida

 

2017: Com o lema de um Vitória mais popular e com voz da torcida, a diretoria eleita entrou o ano com boas expectativas, principalmente no retorno de Sinval ao clube, que tinha deixado boa impressão no final dos anos 90 e no ressurgimento do clube no período da Série C, onde ele foi uma das peças motrizes para a volta rápida da Série C para A em 3 anos. Entretanto, todas as expectativas foram por água abaixo quando muitos jogadores de certo renome no continente não deram certo como Pisculichi Dátolo e Cleiton Xavier. O Vitória estava com um dos maiores orçamentos e RV deixou o clube com R$ 23 mi em caixa e com as vendas de Marinho e Marcelo, o Vitória chegou a ter 40 mi à disposição, mas gastou mal e o time não deu liga. Aos trancos e barrancos o time foi campeão baiano invicto, mas foi eliminado pelo Bahia na Copa do Nordeste e pelo Paraná na Copa do Brasil. Mas o “amor acabou mesmo” antes do término do primeiro turno quando o Vitória tinha apenas 12 pontos em 17 jogos.

A pressão política foi forte, tanto por parte do Conselho Deliberativo eleito, como o de opositores políticos, principalmente pela Vitória Gigante, que através de PC, em seus audios de whatsapp denunciava várias coisas erradas cometidas pelos executivos do clube. Sinval foi demitido, Petkovic veio pra seu lugar, mas terminou virando treinador, diretor e gerente de futebol ao mesmo tempo e com isso perdeu os vestiários. Que balbúrdia!!! Nesse interím, Ivã pediu afastamento. Meses depois o C. Deliberativo se articulava para destituir Ivã por Gestão Temerária, tendo inclusive realizado AGE neste sentido (de aprovar a instalação do rito), apenas após este evento, Ivã renunciou e Agenor ficou como interino até o dia das novas eleições que marcou a vitória de Ricardo David, com 945 votos (52% dos votos), deixando Manoel Matos (apoiado por Paulo Carneiro) em segundo lugar com 607 votos. Vale ressaltar que foi o Sobrenatural de Almeida que salvou o Vitória do rebaixamento e não Vagner Mancini. O treinador chegou pela quarta vez ao Vitória sabendo que o clube teria que fazer 33 pontos e ele fez 31 e se não fosse o gol “espírita” de Túlio de Mello, da Chapecoense, nos acréscimos daquele jogo no interior de SC, estaríamos na Série B neste ano de 2018.

Falar e prometer em campanha é fácil, difícil é fazer, né Ricardo?

Portanto galera, apesar do texto ter saído enorme, vamos parar de achar que a culpa da tragédia administrativa rubro-negra é exclusiva da Democracia no Clube e dos sócio-torcedores que “votam errado”. O Vitória tem 120 anos e apenas dois destes anos (2016 e 2017) o torcedor participou votando. Em 2014, Alexi Portela indicou e emplacou Carlos Falcão e depois, com a renúncia deste, fez o mesmo com Raimundo Viana. Antes, PC passou mais de 15 anos no clube em sistema parecido, na verdade nem bate-chapa existia. E antes de PC já tivemos quantos presidentes ruins? Ter presidente fraco não é mesmo por culpa exclusiva da democracia. A culpa maior é de quem assume o comando do Clube e não exerce nada do que prometeu. Ninguém votou em fulano pensando em desgraçar com o clube e sim porque acreditou que tal candidato de tal chapa era o mais preparado ou o “menos pior”. Democracia é isso. E eu prefiro 1500 a 2000 sócios votando e elegendo seus representantes do que deixar isso nas mãos de uma patotinha ou de uma pessoa (pior ainda).

Paulo Carneiro, Aléxi Portela e Carlos Falcão já rebaixaram o clube, já fizeram campanhas pífias também. Raimundo Viana só não rebaixou o clube graças a Marinho e eu aposto que se ele ficasse mais dois ou três anos teria o mesmo destino que AP, PC, CF e agora com Ricardo David. O Vitória precisa é de pessoas realmente capacitadas e empenhadas em fazer o VITÓRIA crescer e se estabilizar no cenário nacional. Infelizmente, as primeiras tentativas da torcida não deram certo. Mas não é por conta disso que devemos acabar com a democracia do clube e preferir o modelo antigo. O modelo antigo já fracassou também!

Alexi Portela foi o mentor do aventureiro Carlos Falcão no Vitória.

Eu confesso que estou desnorteado, nem consegui dormir direito essa noite. E pretendo nunca mais me envolver tão profundamente em eleição política do Vitória. Apoiei sim a VDT em 2016 e me elegi conselheiro por ela. Votei em Ricardo David ano passado, sem fazer campanha explícita, apenas divulgando nas redes sociais e aqui que iria votar nele. Mente aquele que diz que militei por Ricardo David. Publicizar voto nas redes sociais não é fazer campanha. Não pedi votos pra ele como fiz em 2016 para a Chapa VDT, nem fiquei postando as panfletagens virtuais (cards, foto de perfil temática) para ele. Apenas declarei meu voto. E para as eleições de 2019 nem isso farei (expor quem votarei). Eu só quero que RICARDO DAVID saia o quanto antes e que o novo presidente consiga recuperar o clube. Só isso!

E APESAR DO CLUBE ESTAR MERGULHANDO DE CABEÇA NO OSTRACISMO

VITÓRIA SEMPRE!

ACORDA, RICARDO DAVID!!!

Foda-se a Estabilidade Administrativa. Acima dela está o AMOR pelo ESPORTE CLUBE VITÓRIA e se tem uma coisa que tem que ser sempre combatida pelo povo (inclusive na Política Partidária) é Estelionato Eleitoral. O povo tem força, mas não sabe usá-la. Todo prefeito, governador, presidente da república ou presidente de clube de futebol que seja eleito por voto do povo (ou sócio-torcedor) tem que fazer pressão e pedir renúncia ou trabalhar para derrubar quem chega no cargo prometendo várias coisas e não realiza nada. Hoje, estamos vendo isso com o senhor Ricardo David, que antes de ser eleito tinha a RECEITA de SOLUÇÕES para todos os problemas do Vitória e não vimos até agora NENHUMA de suas promessas serem realizadas e até a do Basquete que ele prometia aumento nos investimentos está praticamente perto de oficializar a saída da NBB por problemas miúdos com a Universidade Universo que foram se acumulando, chegando ao ponto crítico da faculdade estar seriamente decidida a não renovar.

RICARDO DAVID está se mostrando mais um erro até aqui! E não vou cair na besteira de repetir os mal intencionados, que torcem pra um certo dirigente, de culpar a torcida. A torcida que se associou no tempo certo para votar, escolheu seu candidato. Acreditou naquele que sentiu maior confiança e verdade. Se o cara que chegou lá não fez o que prometeu, a culpa não é de seu eleitor, é dele apenas. O sócio-torcedor não tem poder decisório do dia a dia do clube, não pode vetar uma contratação ruim de jogador ou treinador, não tem o poder de barrar o presidente de fazer X ou Y. Cabe ao sócio-torcedor cobrar, junto com o Conselho Deliberativo, ações por parte da diretoria, e se for o caso criar o clima para uma AGE para destituir do cargo, desde que se cumpra o que o Estatuto Social do Clube para tal medida. 

A verdade é que o VITÓRIA está perdido com mais um novato na presidência do clube. Um presidente que se dizia preparado há mais de seis meses e que já tinha patrocínios de omoplatas fechados (Cadê? Até agora estou procurando?) e que iria trazer alguém experimentado no futebol e traz um DAMIANI altamente inexperiente no cenário nacional, tendo apenas atuado em DIVISÕES DE BASE!!!! Então isso é indício claro de Estelionato Eleitoral.

RD ainda fez a merda de renovar com boa parte do elenco pipoqueiro de 2017 que só venceu 3 ou 4 partidas em casa na Série A. Pra piorar, as perdas de David e Trellez não tiveram seus substitutos à altura, além de trazer uma caralhada de jogador ruim, sem expressão e que nada agrega valor ao atual elenco, sendo a maioria pra “completar baba”, tão ruins que os contestados jogadores de 2017 seguem titulares por serem “menos ruins”.

Mais uma vez chegamos a quarta rodada do Brasileirão com apenas 01 ponto ganho e sendo presa fácil para qualquer catado. Este time do Fluminense não tem nada, gente! É um time super comum e que pode até disputar rebaixamento! E vem pra cá e vira pra cima da gente de uma forma tão fácil e bestial. Estou super revoltado! Mas nas reuniões do Conselho vou fazer a minha parte com indagações sérias ao presidente (as que ele for). Meus colegas de conselho também estão com sangue nos olhos e se com Ivã, que foi nosso presidente na Chapa VDT, teve cobranças e reuniões pesadas, não será com Ricardo David, que vem da chapa concorrente Vitória de Todos Nós, e que não tem nenhuma ligação ideológica conosco, que iremos aliviar.

Enfim, acredito que se Ricardo David não reverter essa situação humilhante do Vitória em campo, ele vai ser forçado a pedir sua renúncia e reconhecer que não estava preparado para assumir o Vitória. Caso contrário, os sócio-torcedores e conselheiros terão que partir sim para uma AGE para pedir a destituição do Conselho Diretor, por estelionato eleitoral e Gestão Temerária (por estar colocando a instituição ECV em constante constrangimento).

Vitória Sempre!

NÃO CAIAM NO JOGO SUJO DE NOSSA IMPRENSA JABAZEIRA

Queridos leitores, como vocês sabem eu fui um dos apoiadores da Chapa Vitória do Torcedor, que se tornou a vencedora nas eleições e agora é a DIRETORIA ELEITA HONESTAMENTE pelos quase 7 mil sócios adimplentes em 15/12/2016. Mesmo sendo apoiador e por ter me inscrito desde o começo da formação da chapa consegui ficar entre os nomes que compõem o Conselho Deliberativo. Mas isso não me fez esquecer de criticar a diretoria executiva do clube, sobretudo a de futebol.

O Conselho do Amém acabou e sinto que todos os atuais conselheiros têm a sua independência para emitir suas opiniões, tanto nas assembleias como no dia-a-dia, passando pelas redes sociais, desde que não divulgue informações sigilosas ou ofendam as pessoas que compõem o Conselho Diretor ou outros conselheiros. Vocês estão vendo que já externei que não estou feliz e nem concordo com o que vem sendo feito na Diretoria de Futebol desde o começo da temporada. Portanto, este negócio de insinuar que sou “chapa-branca”, ou “puxa-saco” não cola, quem pensa isso de mim está sendo injusto e sacana com minha pessoa.

Entretanto, mesmo não gostando do andar da carruagem do Departamento de Futebol, o qual precisa rever com urgência o elenco do Leão para o restante do Brasileirão, para evitar um rebaixamento vergonhoso; eu sinto que boa parte de nossa imprensa está implantando o caos e amplificando qualquer coisinha para pulverizar a Gestão Ivã de Almeida. E neste aspecto eu entro em defesa da Diretoria como um todo, pois eu sei o trabalho que deu, desde 2009, para formarmos um grupo de oposição e que pedia pela abertura do clube ao seu torcedor via eleições diretas para Presidente do Clube.

Para chegarmos aonde chegamos surgiram vários grupos políticos do Rubro-Negro que culminaram na Chapa Vitória do Torcedor no ano passado, como o Movimento Somos Mais Vitória, Associação Vitória Forte, Vitória Século XXI, Vitória Melhor, dentre outros. Foram sete anos de reuniões, trabalhos, formação de uma plataforma política e reivindicações. Óbvio que neste percurso alguns grupos se afastaram de nós, outros colaram mais, natural do processo! Então, se depender de mim, combaterei de forma honesta e com a arma que puder para evitar esta pulverização que estão criando.

Estamos vendo nas últimas semanas que todo dia sai alguma “notícia” nas rádios e programas televisivos colocando toda carga de negatividade e a pecha de “Clube Sem Comando, e que todo mundo manda no Vitória, sem respeito e definição de hierarquia”. A imprensa vem baixando o nível a cada dia e já utilizam de mentiras deslavadas para tentar, ao máximo, inviabilizar a atual administração do Leão. Sobre isso, comenta-se nos bastidores que isso decorreu de um certo ex-dirigente, ex apoiador da chapa, que virou-se contra por não ter os seus caprichos atendidos após as eleições e que por conta disso, estaria patrocinando os principais meios de comunicação para que, diariamente, se leve a público tudo o que puder ser exaltado como negativo e ruim para desgastar os atuais mandatários do ECV.

Já falaram mal de toda a diretoria e inventaram mentiras escandalosas sobre Augusto Vasconcelos e Érica Saraiva. Esta última, por sinal, está sendo um dos alvos principais e até discursos plenamente machistas e misóginos ela vem sofrendo, o que é deplorável em pleno século XXI. A última da vez é que quem contratou Alexandre Gallo não foi o Executivo de Futebol, Dejan Petkovic, nem o presidente Ivã de Almeida e sim o CONSELHO DELIBERATIVO. Mentira Descarada! Participo de três grupos referentes ao Conselho e em nenhum dos três foi feito enquete ou algo parecido pedindo a aprovação ou reprovação do nome de Gallo para treinador. Pelo contrário, fomos todos pegos de surpresa com este nome que não treinava um time de Série A há mais de 5 anos. Digo que a maioria dos conselheiros se manifestou com rejeição a este nome.

Além disso, a função do Conselho Deliberativo é de fiscalizar e acompanhar os atos do Conselho Diretor referente a finanças do clube, os contratos com Empresas Diversas, regimento interno, etc. É uma espécie de poder legislativo, o que se fosse prefeitura seríamos os “vereadores” e todos sabem que vereadores não podem interferir diretamente na atuação do Prefeito (Poder Executivo). Temos nossos limites de atuação e um deles é o futebol. Não podemos mandar ou desmandar o Conselho Diretor a trazer ou deixar de trazer tal jogador ou treinador. Não temos este poder decisório, podemos APENAS concordar ou não, enquanto torcedor, pois antes de ser Conselheiro somos todos VITÓRIA.

E mesmo que fosse verdade a informação de que Ivã trouxe Gallo depois de consultar o Conselho Deliberativo, não vejo isso como CRIME ou algo ruim. Se fosse verdade, só mostraria que realmente temos uma democracia tão forte que até coisas exclusivas do Conselho Diretor passam pelo crivo (ou não) do Conselho Deliberativo. Vale lembrar, que há estudos na área empresarial, em que os líderes que ouvem mais as opiniões dos funcionários e diretorias subalternas, tendem a ter um melhor ambiente de trabalho em relação àqueles que são centralizadores/autocráticos. Não sou eu quem fala não, são os estudiosos da Administração. Na semana passada até curtida de Willian Farias em postagem de instagram virou “notícia” pela nossa imprensa jabazeira (que há pouco tempo o presidente do Bahia soltou uma lista com o nome dos beneficiários).

Portanto, meus caros amigos, tenham muito cuidado com o que é veiculado nas resenhas esportivas de rádio e de TV aqui do Estado. Não acreditem de primeira, nem piamente. Infelizmente, ao invés de jogar ao lado dos clubes, fortalecer e divulgar coisas boas sobre os clubes, a imprensa daqui gosta mesmo é de fofoca, contendas, desunião e sensacionalismo exacerbado, além de rasgar o Código de Ética da Profissão, quando lançam mentiras como verdades e não fazem o devido processo de apuração e de ouvir os dois ou mais lados dos acontecimentos. Temos vários exemplos de “jornalistas” e “apresentadores” aqui no Estado que já foram acusados de extorsão à empresários e de receber o velho jabá dos clubes e músicos baianos.

A VERDADE DEVE PREVALECER SEMPRE!

O JABÁ ACABOU, O CAOS, A IMPRENSA PLANTOU!

“Pense num absurdo, na Bahia tem precedentes” MANGABEIRA, Octávio (ex-governador do Estado). É com esta frase que abro fogo, mais uma vez, a nossa “maravilhosa” imprensa esportiva baiana, que é mais provinciana que os costumes do Brasil Colônia, sobretudo das classes mais pobres que viviam a bajular as classes superiores, como é visto em filmes, seriados e novelas globais.

Pelo que soube, a nova gestão do EC Vitória cortou a “torneirinha” dos afagos financeiros a setores da imprensa, como passagens de avião, voar junto com a delegação do clube, direito de entrevista exclusiva com qualquer jogador ou dirigente indicado por eles, apoio financeiro a execução de programas esportivos de rádio e compra de espaços publicitários na TV, enfim, o chamado jabá. Fora de outras manias feitas por gestões passadas que criaram o “costume da boca torta” a certos personagens da nossa crônica esportiva que já estão caminhando para a sepultura, mas ainda arrotam bravatas e arrogâncias não sei de onde! Outro fator que causou a ira de nossa imprensa foi a sistemática condição de se fechar treinos, evitando que membros da imprensa possam gravar os treinos e trabalhos técnicos dos treinadores.

Bem, dito isto, fica fácil entender porque TODOS os programas radiofônicos e de televisão passaram a bater fortemente na atual administração do Rubro-Negro de uns tempos pra cá. Agora qualquer coisinha eles transformam num caos de proporções trágicas, como se fosse uma III Guerra Mundial iminente, com um possível apocalipse nuclear. Até uma simples e corriqueira demissão de um funcionário do departamento de futebol vira CRISE! Deram voz ao demitido nas rádios, botaram uma pilha do cacete e não levaram ninguém do clube para dar a sua versão. Cargo em clube de futebol não tem estabilidade de concurso público, é óbvio que vive-se de resultados do time em campo e dos cumprimentos das metas estabelecidas. O presidente Ivã achou por bem tirar Jorginho Sampaio agora, depois de 5 meses. Qual é o crime nisso aí? Por que o alarde? Além do caso envolvendo Jorginho Sampaio, a demissão de Argel e o anúncio de Petkovic como treinador e gestor viraram “crise sem precedentes” para a imprensa.

Outra coisa foi o caso do dinheiro do seguro sobre o falecimento do meia Arthur Maia. De forma amadora e completamente tendenciosa, quebrando todo o manual do bom jornalismo, o site do Boca de Latrina mais uma vez postou algo forte, visando apenas o sensacionalismo. O referido site também não buscou o lado do Vitória para dar a sua versão dos fatos. Para este “veículo” vale primeiro atirar para depois perguntar quem era a pessoa atingida. O Vitória fez sua Nota Oficial e nela consta que a parte do seguro a ser paga à família do jogador é da responsabilidade da CBF e não do VITÓRIA e que o clube tem direito ao seguro pelo fato do atleta ser um ativo do mesmo, pois ele estava emprestado à Chapecoense, mas os direitos econômicos e federativos eram do Vitória.

Por isso eu peço prudência aos torcedores e aos meus leitores para não aceitarem tudo que a imprensa joga no ventilador como verdades absolutas. Infelizmente, o jornalismo esportivo baiano é ridículo, vergonhoso e carrega manias deploráveis para manter o mínimo de lucratividade. A maioria age como torcedor travestido de jornalista, basta ver a diferença de cobertura da dupla Ba-Vi. Qualquer coisinha do rival é exaltada enquanto nossas conquistas são minimizadas a todo custo, omitem os problemas do Bahia até onde podem e lançam crises na gente sem a devida apuração dos fatos.

Temos também os cronistas que só visam encher os bolsos e que espalham fofoca quando não atendidos, muitos nem são formados em Jornalismo, a maioria está empregada por indicação de pessoas influentes, como políticos e empresários, fora os que são filhos de certas figuras já conhecidas do meio comunicacional. Há até jornalista que empresaria e agencia jogadores de futebol e que indicam e até colocam jogadores nos clubes. Cadê a ética nisso?

Há também os que possuem empresa de agenciamento de futebol e são apresentadores de programa esportivo. Então, vamos nos policiar galera! Cada cronista de nosso estado tem seu interesse pessoal, financeiro e político. Até porque é a primeira vez que o Vitória NÃO está sendo gerido por famílias tradicionais da Classe A. A chapa Vitória do Torcedor representa as classes B, C e D. Do atual Conselho Deliberativo cerca de 90% são de torcedores comuns de arquibancada. Então os cardeais que se acostumaram a brincar de serem donos do Vitória estão usando de tudo para que a gestão Ivã de Almeida dê errado. Na última semana teve um ex dirigente da chapa de Ricardo David que comprou espaço no site Arena Rubro-Negra para detonar seus desafetos e, para isso, divulgou informações sigilosas da última reunião do Conselho Deliberativo. Por conta deste fato, ele será acionado pela Comissão de Ética, correndo o risco de exclusão do título de Conselheiro Nato.

Enfim, reconheço que o carro-chefe do clube está falhando e falhando feio, que é o Futebol Profissional. Precisamos mais do que nunca dar um norte neste setor, fazer melhores contratações de atletas e de treinador, buscar títulos maiores, que com certeza diminuirá bastante este caos que querem impor na gestão Ivã de Almeida. Entretanto, os demais setores do clube estão evoluindo a passos largos, como a interatividade das redes sociais, a melhoria do site oficial (Comunicação), esportes olímpicos, patrimônio e jurídico. O presidente Ivã de Almeida sabe que o carro-chefe do clube precisa dar um upgrade e torço para que ele tome as rédeas disso o quanto antes. Mas eu não caio nesta pilha de nossa imprensa esportiva baiana e espero que meus leitores também tenham este tipo de postura.

#VAIDARCERTO

VITÓRIA SEMPRE!

É vencer, ir à final e recuperar a moral

O Vitória encara logo mais o ECPP de Vitória da Conquista sabendo que não pode vacilar. Sabe-se que o empate garante o rubro-negro em mais uma decisão do Campeonato Baiano, mas ninguém quer chegar à Final com este tipo de resultado. Depois de ser eliminado na Copa do Brasil pelo modesto Paraná (que deverá tomar dois ferros seguros do Galo, nesta nova etapa da competição), uma parte pequena da torcida, porém barulhenta, já começou a pregar o caos e acreditem, até a TUI que se calou após várias decepções do time em campo, como eliminações terríveis de estadual e nordestão, incluindo até goleadas para o Ceará, passando por um rebaixamento anunciado desde o término do primeiro turno (temporada 2014), por um “quase rebaixamento” em 2016, além de pífias campanhas na Copa do Brasil de 2011 a 2015 (saindo quase sempre na primeira e segunda fase), a autointitulada maior T.O. do Estado, quer protestar hoje, dia de decisão, poucos momentos antes da partida! Durma com um barulho desses! Com certeza este ato é meramente político, já que a nova gestão parece não atender, nem facilitar as mordomias que a TO tinha até o ano passado junto aos dirigentes.

Ainda sobre o Paraná Clube – Não gostamos nem um pouco de sermos eliminados para este modesto clube de Curitiba, que há 10 anos está na Série B. Mas este ano foi a melhor campanha do Vitória na Copa do Brasil desde 2010, quando fomos finalistas. Chegamos a quarta fase. O fim da Era AP, incluindo CF e RV, a gente se comportava como times nanicos do Acre, Sergipe, Mato Grosso, Amazonas e afins, isto é, a gente durava, no máximo, até a segunda fase da competição. E agora que chegamos à 4ª fase depois de 6 anos, a TUI quer protestar e “causar” nos arredores do Barradão em pleno dia de decisão que vale a vaga para a Final, onde iremos brigar pelo bicampeonato. Sinceramente…Quando a TUI passou a ter membros no conselho deliberativo e gerenciar algumas lojas licenciadas do clube em shoppings centers da cidade, entre 2008 e 2016, o time poderia ir para a Série D e tomar 7×0 da Jacuipense, que não tinha um ato sequer, por parte da TUI, contra a gestão do clube e do time em campo. Mas agora uma eliminação para o Paraná virou “tragédia nuclear”, “vergonha nacional”.

Falando do jogo – Argel gostou mesmo do rendimento da equipe titular na partida da quarta-feira e vai repetir para o duelo de logo mais. Eu concordo em partes. Realmente jogamos relativamente bem contra o Paraná, mas faltou fazer os gols e nem mesmo as melhores chances foram aproveitadas, como as que Pineda teve. Portanto, novamente veremos Euller em uma de suas posições originárias, no meio de campo, todavia, como extremo esquerdo, o equivalente ao MAE (do Football Manager). A única mudança será apenas a entrada de Uillian Correia no lugar de Willian Farias, que saiu com dores musculares da última partida e, por isso, será poupado.

Já o Primeiro Passo tentará aprontar mais uma das suas em cima da gente. Incrível como este time de lá de Vitória da Conquista costuma nos dar trabalho, seja com o elenco que for, mas para o rival, eles abaixam as calças como uma rapariga em início de jornada laboral. Incrível. O ECPP (Vitória na Bahia só tem o de Salvador!) precisa vencer para chegar a decisão, onde, se por ventura (bate na madeira) vier a acontecer, sabemos que facilitarão para o rival. É de praxe. Desde 2008 (não engulo aqueles 5×0 estranho na ultima rodada e sei dos bastidores de 2015 quando levaram 6 na Fonte, mesmo tendo dado 3×0 no primeiro jogo).

Enfim, é jogo para o Vitória entrar ligado. Apesar de ter feito a pior campanha dentre os 4 semifinalistas, tendo, inclusive, a metade de pontos conquistadas pelo RUBRO-NEGRO, o Primeiro Passo tem mais garra e fibra que o Fluminense de Feira, que não deu um melo ao rival, mesmo tendo a segunda melhor campanha no certame. Temos totais condições de chegar a Final do Estadual e ganhar o bicampeonato em cima de nosso vice-predileto. Uma derrota hoje é início de crise no ECV, sem dúvidas. O que hoje está limitado a integrantes da TUI e um punhadinho de corneteiro, perdedores da última eleição no clube e pessimistas de plantão, ganharão a adesão da maior parte da torcida. E a imprensa não hesitará de propagar, aumentar e vilipendiar a atual gestão e o clube, em si.

Por isso mesmo, o VITÓRIA tem que fazer bonito hoje. Ganhe o diacho do jogo, mesmo que seja de 1×0 ou 2×1. O empate dará a classificação, mas só aumentará a sensação de instabilidade.

Vitória Sempre!

Caso Marinho dá lição à torcida de que é necessário amar o clube e não os jogadores

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Marinho, nascido em Penedo-AL, de origem humilde. Começou sua carreira com 17 anos, alternou bons e maus momentos nos primeiros clubes, mas só começou a aparecer regionalmente pelo Ceará na Copa Nordeste de 2015, onde foi campeão e “estourou” a nível nacional somente agora, com 26 anos, na temporada 2016, quase 9 anos depois de ter começado sua carreira, por onde passou sem brilho por Internacional, Fluminense e Cruzeiro.

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O Vitória foi a equipe que deu toda a estrutura a ele, que mais investiu financeiramente nele até o momento. Ele ganhava menos de R$ 50 mil no Ceará e no atual contrato ganha cerca de R$ 180 mil, ou seja, maior que o triplo. A gestão anterior contratou por empréstimo em janeiro de 2016 e vendo seu potencial no Estadual e na Copa do Brasil adquiriu, em junho, 100% dos Direitos Federativos + 50% dos Direitos Econômicos, aumentou substancialmente o seu salário e a multa rescisória. Contrato de 3 anos. Ele ficou sabendo do que estava assinando e concordou com a proposta feita. Não foi imposto pela diretoria.

No Campeonato Brasileiro virou ídolo, fez 21 gols em toda a temporada, foi artilheiro da Copa do Brasil e em 27 jogos pelo Brasileirão fez 12 gols, dois a menos que os artilheiros gerais W. Pottker (Ponte), Fred (Atlético-MG) e Diego Souza (Sport). Então seria natural que outros clubes fossem atrás de sua contratação e o Vitória vem batendo firme que não quer se desfazer do jogador e isso só ocorrerá se pagarem a integralidade da multa rescisória: R$ 17,6 milhões (5 milhões de Euros).

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Muitos interessados, mas poucos estão com grana ou com disposição de pagar este valor e tentam baixar oferecendo “escambos” e “bijuterias“, que prontamente foram rejeitadas pela diretoria. O Flamengo é a equipe brasileira que está mais empenhada em tirar o nosso camisa 7 da Bahia, entretanto, está usando de uma tática escusa e maliciosa: Apertar a mente do jogador e do empresário. E isto ficou evidente nos últimos dias e ontem foi a gota d’água.

Vamos botar nossa massa cinzenta para trabalhar – Os times chineses quando querem levar jogadores seja de qualquer país ou clube, pagam fortunas, sem pechinchar, sem “reme-reme”. Estranhamente com Marinho, eles não querem pagar os 5 milhões de euro, que para os clubes da China este valor é irrisório, o famoso “troco do pão”. Não houve, na palhaçada promovida ontem, a divulgação do time chinês, horas depois apareceu o nome e mesmo assim de forma não-oficial. Seria o Changchun Yatai, time que conta com Marcelo Moreno e Edixon Perea que já passaram pelo futebol brasileiro (Vitória e Grêmio, respectivamente). Curioso – o time chinês teria oferecido R$ 900 mil de salário a Marinho, mas não teria os R$ 17,6 milhões da multa rescisória.

Sabe-se que o Flamengo vem tentando a todo custo, ofertando vários jogadores ruins como moeda de troca para levar Marinho e que já falou que não tem grana pra pagar Marinho (ou não quer), mas para Cecílio Dominguez, revelação do Cerro Porteño, eles tão se mobilizando para dar 8 milhões de Euros, 3mi a mais que o valor de Marinho. Talvez o fato de Marinho estar no Nordeste seja o fato deles acharem que não vale a pena pagar este valor para um jogador que atua na região nordestina, o que só comprova a discriminação regional existente no país.

Enfim, através de uma postagem de twitter de Tiago Barbosa, leitor CRN, amadureci a ideia de que o Flamengo está por trás disso e o time chinês seria o “laranja” nesta transação. Acredito que o time chinês repassaria, via “empréstimo”, o jogador ao Flamengo em menos de três meses alegando que o jogador não se adaptou àquele país. Pois, dias atrás Marinho falou que não gostaria de ir a China, por ser um país totalmente diferente do Brasil e ficaria muito distante da família, mas agora virou “sonho” dele, sendo que na quarta-feira a conversa do empresário dele era com o Clube de Regatas Flamengo e não com time xing-ling. Em menos de 24h tudo muda? Não sou otário e a torcida também precisa se atentar aos fatos e a procurar a lógica nas coberturas esportivas.

O imbróglio envolvendo a suposta transferência de Marinho teve seu ápice ontem (05/01), quando o atleta externou o seu desejo de sair do ECV e fazer seu pé de meia na China, para, logo em seguida, o clube, através de Sinval Vieira, ratificar o desejo de manter o jogador no Leão e que só liberaria pelo valor integral da multa rescisória.

A estratégia do empresário Jorge Machado e de Marinho foi de colocar o Vitória contra a parede, forçar a barra, com a premissa de que a vontade do jogador é soberana sobre o contrato assinado. Após ter o seu desejo negado, já que o tal time chinês teria oferecido apenas 3 milhões de euros, Machado e Marinho apelaram para uma cartada ousada: em dizer que acabou o ciclo do atleta no Vitória, pois acharam que seria a pressão definitiva para a diretoria rubro-negra recuar e aceitar a proposta de quem não quer mais ficar.

Marinho mostrou-se ontem que é mais um “moleque” do mundo da bola, que tem “cabeça pequena” e que se deixa ser facilmente manipulado pelo seu empresário, que só quer lucrar ainda mais na negociação, inclusive até mais que o jogador, já que a comissão dele é volumosa, sobretudo em transações internacionais. Marinho assinou o contrato de três anos com o clube em junho e menos de 6 meses depois quer rasgar o contrato? Se ele fosse demitido pelo clube, ele iria abdicar da multa rescisória e dos valores que ele teria direito a receber por parte do clube? Por que o clube tem que fazer isso por ele, então?

Tudo que ele construiu na temporada 2016 foi por água abaixo com aquela completa palhaçada promovida por ele, dentro do recinto rubro-negro, onde ele é funcionário e claramente desrespeitou o clube o qual paga seus salários e que investiu pesado nele. A fala que ele deu sobre “sair do aluguel” é uma afronta não só ao ESPORTE CLUBE VITÓRIA, mas a 95% da população brasileira e baiana, pois um cara que ganha R$ 180 mil mensais tem mais que o necessário para comprar um imóvel. Quem mora de aluguel, Marinho, é quem ganha miseravelmente um pouco a mais que o salário mínimo e olhe lá.

Eu, sendo Sinval Vieira ou Ivã de Almeida, só deixaria ele ir embora com a multa paga na integralidade [virou questão de honra]. Sem isso ele seguiria no clube e como castigo deixaria ele de molho por uns três meses, seja no banco de reservas ou treinando separado. Quero ver ele aguentar ficar 2 anos de contrato de má vontade, fazendo birrinha infantil. Ele só voltaria a ser titular se mostrasse nos treinos vontade de jogar aqui, e principalmente em se retratar publicamente com um pronunciamento à imprensa e à torcida.

A TORCIDA PRECISA APRENDER DE VEZ A AMAR O CLUBE E APENAS RESPEITAR OS JOGADORES. POIS ELES NÃO ESTÃO NEM AÍ PARA O CLUBE E SIM AO DINHEIRO.