Pontinho precioso e abrindo distância para o Z4

O Vitória foi valente ontem à tarde e, mesmo com um a menos por quase 35 minutos do segundo tempo, saiu de Caxias do Sul com um empate em 1×1 com o Grêmio e segue sendo um adversário difícil de ser batido como visitante. Mais uma vez a tática de jogar fechadinho e à base de contra-ataques foi utilizado pelo técnico rubro-negro e rendeu bons frutos, sobretudo no primeiro tempo quando o Leão abriu o marcador aos 16 minutos, numa bela troca de passes de David e Neílton, que culminou na assistência milimétrica para a finalização de Patric.

Pena que poucos minutos após fazer 1×0, o rubro-negro cochilou e sofreu o gol de empate quando a bola foi cruzada na área para Fernandinho cabecear sem chance para Fernando Miguel. Com o empate ainda no primeiro tempo, o jogo ficou muito disputado e parelho, com mais predominância do Grêmio em nosso campo de defesa, o que já é uma constante em jogos do Vitória fora de Salvador. E para não perder o costume, no finalzinho da etapa inicial, por volta dos 43 minutos, Neilton perdeu um gol de cara num rebote dado por Paulo Victor e o camisa 10 chutou pra fora. Se Neílton acertasse metade das grandes chances que ele teve estaríamos numa situação muito mais confortável, com certeza!

O segundo tempo foi basicamente a mesma coisa, com o Grêmio tentando de toda maneira virar o placar, com o Vitória se defendendo como pode e buscando matar o jogo nos contra-ataques, sem sucesso desta vez. É certo que se a equipe gremista tivesse mais inspirada o triunfo deles seria questão de tempo. O goleiro Paulo Victor não foi muito exigido na etapa final e na jogada mais agressiva que tivemos que culminou no segundo gol de Patric foi invalidado por Caíque Sá, que deu a assistência para o camisa 29, estar impedido no lance.

De qualquer maneira, o empate foi um pontinho precioso e com a derrota do Sport para o Atlético-GO por 2×0 em Goiânia, o Leão abriu 3 pontos e 1 vitória de vantagem na frente do rubro-negro pernambucano. O próximo jogo do Vitória será contra a Chapecoense na quinta-feira, jogo duríssimo, pois a chape também está na luta contra a degola e é um time chato demais em seu mando de campo. Precisaremos suar mais e igualar na raça e na vontade de vencer. E quem sabe reprisar o triunfo maiúsculo do ano passado, quando o Vitória aplicou 4×1 em tarde inspirada de Marinho e Kieza? Porém, sendo humilde, um triunfo de 1×0 com gol de bufo-bufo aos 47min do segundo tempo será tão gostoso como dar um 7×3 numa sardinha aê na Arena Fonte Nova! #PAZ!

Vitória Sempre!

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O Barradão Voltou!

Finalmente o torcedor rubro-negro pôde sair das dependências do Manoel Barradas feliz, alegre, bem humorado e com confiança renovada. O Vitória foi magnifico no primeiro tempo e fez 3×1 no Palmeiras para a surpresa de muita gente do eixo sul-maravilha e para boa parte de nossa torcida que temia – de certa forma – esta partida, devido aos momentos completamente distintos na competição. O Leão Baiano fez de um previsto osso duro de roer um verdadeiro mamão com açúcar. Chuuuupa Sílvio Mendes da Desgraça! Respeite o Vitória, seu patife!

Com foco, seriedade e faca nos dentes, o rubro-negro doutrinou os porquinhos com um futebol ofensivo, veloz e vertical. Desde o pontapé inicial o time leonino mostrou que não tava afim de ser mais uma vítima palmeirense. Logo aos 3 minutos em boa jogada de ataque, Patric deu o primeiro susto em Fernando Prass com um forte chute cruzado tirando tinta da trave direita do arqueiro da equipe paulista, após cruzamento de Geferson espalmado por Prass. Na sequência, o menino David mostrou seu poder de criação ao puxar o ataque, passou para Patric que cruzou rasteiro, Tréllez dominou e rolou para Yago abrir os trabalhos. Vitória 1×0.

Depois de 3 meses, o torcedor rubro-negro, enfim, voltou a comemorar um triunfo no Barradão.

Depois do inesperado gol sofrido, o Palmeiras tentou responder rápido se lançando mais ataque e caiu na armadilha montada por Mancini desde a sua volta, o contra-ataque em velocidade e na vertical. Em uma tentativa de lançamento ao ataque, o zagueiro Wallace cortou de cabeça da intermediária, e sem querer virou uma grande assistência para Tréllez, que mostrou toda a sua ginga colombiana, fez o drible de corpo para cima do zagueiro Juninho e rumou-se pra frente do gol e com a frieza típica de quem entende da posição, largou o doce entre as pernas de Fernando Prass. Vitória 2×0. Torcida Rubro-Negra em festa, imprensa paulista e torcida palmeirense querendo entender tudo aquilo. Afinal, o “pobrezinho” Vitória abria 2×0 sobre o engomado Palmeiras em menos de 15 minutos.

Após levar o segundo gol, o Palmeiras mostrou equilíbrio emocional e não se deixou por rogado, tentava à todo custo correr atrás do prejuízo e cinco minutos depois conseguiu dar um ânimo à sua torcida quando Keno fez salseiro na ponta direita e cruzou para o baixinho Dudu, sem temer desmanchar seu cabelinho com gel, diminuir. E quem não mostrou equilíbrio emocional foi nosso time, que logo na saída de bola perdeu o domínio e o Verdão quase empatou com Erik numa bobeira gigantesca de nossa defesa. Por sorte, a bola foi pra fora! Daí em diante, o jogo ficou mais parelho com o Vitória levemente superior. A confirmação da superioridade rubro-negra foi evidenciada aos 39min quando em novo ataque puxado por David, a bola ricocheteou na defesa palmeirense, sobrando para Yago, que com categoria, tirou de Tche Tche e soltou um petardo sem chance para o goleiro. Vitória 3×1 e Festa no Barradão!!!

Segundo Tempo Se no primeiro tempo fomos arrasadores, o mesmo não se pode dizer do segundo. O Palmeiras veio no veneno e o Vitória recuou demais. O resultado foi uma pressão dos seiscentos demônios da Tasmânia. Sem medo de errar foram 45 minutos se defendendo das investidas palmeirenses. Só que a sorte estava do nosso lado e o Palmeiras parecia bastante “desinspirado”, pois os chutes e cruzamentos tentados não assustaram Fernando Miguel, exceto o petardo de Roger Guedes já no finalzinho da partida que bateu forte no travessão, o que poderia ter sido apenas o segundo gol, sem maiores danos. Enquanto o rubro-negro só teve uma grande chance na etapa final, que foi aos 3 minutos, quando Yago bateu falta na área e Tréllez cabeceou firme, exigindo agilidade e reflexo de Prass, que mandou para escanteio.

Mas gente, que pressão tenebrosa do Palmeiras no segundo tempo! Que bom que eles não estavam com os pés calibrados. E Mancini ainda achou pouco e testou os nossos corações quando botou o sempre estabanado Renê Santos no jogo. Ainda tivemos um jogador injustamente expulso (Uillian Correia). Por sinal, que arbitragem tendenciosa ontem né? O paraense Dewson parece que veio disposto a ajudar o Palmeiras e ficou super revoltado pelo nosso time ter feito o placar em 3×1 de forma tão avassaladora. O segundo tempo todo, ele só enxergava faltas à favor do time paulista, em que ele punia logo com cartão amarelo e fazia vistas grossas às do Palmeiras sobre a gente. Só Mayke levou cartão amarelo pelo time paulista, quando outros jogadores palmeirenses cometeram outras faltas passíveis de cartão e que ele simplesmente mandou seguir.

Acostumado a ser coadjuvante, Yago teve sua noite de protagonismo contra o Palmeiras.

São estes tipos de coisa que me fez, lá no finalzinho da infância e início da adolescência, parar de vez em acompanhar os times do eixo. O Palmeiras e outras grandes equipes do RJ-SP-MG-RS já possuem melhores patrocínios, mais atenção dos programas esportivos “nacionais”, melhores condições financeiras e ainda são beneficiados sucessivamente, ano a ano, pela arbitragem, em duelos contra equipes consideradas “menores”. Isso é um abuso, um desrespeito ao Esporte e ao jogo limpo. Não queremos ser beneficiados, mas também não queremos ser prejudicados. Chega dessa parcialidade na arbitragem brasileira!!!

Por fim, grande triunfo e que nos enche de orgulho e renova nossas esperanças. Agora pra fechar com chave de ouro, que belas partidas de Patric, Geferson, Wellison, Yago e Santiago Tréllez, hein galera? Para mim ontem foi a melhor atuação de Geferson no Leão. Será que já aquele tipo de atuação pra renovar contrato? E Patric que vinha sendo uma lástima foi um dos grandes destaques ofensivos, além do herói improvável da noite que foi Yago. Além disso, alguém sentiu falta de Neílton?? Acho que já deu pra entender que dá pra ser feliz sem o famigerado 4-3-3 e que Neilton não pode ser titular absoluto se não estiver produzindo a contento.

Vitória Sempre!

Alguém explica esse nosso time bipolar?

Diferentemente de nossos cronistas esportivos baianos e de um punhado de torcedor que se deixa se “emprenhar” pelos ouvidos, por estes, e que repetem o mantra de que há algo sobrenatural, culpando o espaço físico do Barradão, além dos metidos a torcedor-superior que apontam para terceiros (que não conhecem nem nome, nem história de vida) como os pés-frios. Eu prefiro seguir com fatos concretos, palpáveis e objetivos, sem firulas, sem valorização a “misticismo” babaca, supérfluo e inócuo. A culpa das seguidas derrotas do Vitória em casa neste Campeonato Brasileiro não é do Estádio Manoel Barradas, nosso mando de campo há 22 anos¹, não é do bairro Nossa Senhora da Vitória (antiga Canabrava) e tampouco é de “pés-frios anônimos”. A culpa é exclusiva dos jogadores, pois são eles os protagonistas que podem, de fato, modificar o resultado da partida e, de certa forma, do treinador, pois cabe a ele escalar os 11 titulares, montar a tática e fazer os ajustes necessários durante os jogos.

Pois bem, na minha visão crítica eu já passo a criar o conceito de que estes jogadores estão se acomodando demais nos triunfos fora de casa e jogam no Barradão completamente desleixados, sem foco, sem tesão e como sabem que a imprensa e boa torcida tão se apegando em misticismo idiota para justificar as derrotas em sequência no Barradão, eles [malandramente] estão usando estes fatores subjetivos e sobrenaturais como escudo contra as críticas e as cobranças. Há também neste elenco, jogadores que gostam de baladas, e nestas paradas das Datas/FIFA para as seleções, os farristas devem entrar na esbórnia completa e voltam meio que “ressaqueados” ao batente.

Outra hipótese minha, mas que confesso que é meio absurda, é que este elenco não gosta da própria da torcida e faz questão de sacaneá-la. Gostaria que alguém me explique, sem valorização de fatores sobrenaturais e sem esta minha tese meio absurda, este comportamento bipolar do time, que fora de casa segue à risca as orientações de Mancini e jogam bem atentos e dentro de casa joga como se fosse aquele baba de fim de semana entre Solteiros x Casados antes do churrascão regado a cerveja e outros aperitivos.

Também rejeito o “argumento-padrão” de nossos cronistas esportivos que vem cravando como um axioma ou dogma de que o time não sabe jogar propondo jogo e só sabe jogar à base de contra-ataques. O jogo contra o Botafogo no RJ mostrou que a gente sabe sim jogar encurralando o adversário. Propomos ou não propomos o jogo no segundo tempo? Nossa virada não saiu justamente depois de vários e consistentes lances de ataque à defesa botafoguense? Fora que DOMINAMOS o Avaí e boa parte do Fluminense e perdemos por falhas individuais tanto no ataque como na defesa. Estou mentindo? As exceções foram contra o São Paulo e Sport, ontem, quando não jogamos patavinas.

Bem, no primeiro tempo de ontem, o Sport que não vencia há 9 jogos partiu pra cima de nossa defesa e aceitamos tranquilamente. Voltamos a dar muito espaço ao adversário, assim como no jogo do São Paulo e não assustamos Magrão. Em todo o primeiro tempo, só demos um chute a gol através de cobrança de falta de Fillipe Soutto. Isso não é postura de time que quer vencer e que sabia que o jogo de ontem era crucial para se afastar do Z4 e atolar o Sport na zona de rebaixamento. O Sport, que já tinha chegado com Mena e André (numa cabeçada em que Caíque salvou de maneira extraordinária) chegou ao seu gol numa excelente cobrança de falta de Diego Souza, aos 45min.

Chegou o segundo tempo e a postura do rubro-negro baiano era a mesma da etapa inicial:  maresia, sono, letargia, falta de tesão. É inadmissível a postura deste time dentro de casa, por isso que eu comecei a confabular esta tese de que parece que é de propósito. Mas vou tentar internalizar que é mais por se exaltar demais nos triunfos fora de casa, que dão um relaxamento absurdo nos jogos do Barradão. Magrão novamente não foi acionado a fazer grandes defesas. E para variar Neílton e David não produziam nada, sendo que o camisa 10 tava num cai-cai irritante e que ele que deveria sair e não David, que mesmo indolente lá na frente, tava acertando mais que o rabisco mal feito de Neymar. O castigo veio aos 20 minutos, num contra-ataque fatal do Sport em que Diego Souza puxou pela esquerda e tocou, de boa, para o colombiano Reinaldo Lenis fazer 2×0. Aí depois de sacanear a torcida à exaustão, o Vitória conseguiu seu gol com Tréllez aos 38min, que não valeu nada, a não ser para aumentar a quantidade de gols de nosso melhor centroavante estrangeiro após Aristizábal (2002)².


¹ Conto como mando de campo oficial do Vitória o ano de 1995, apesar do Barradão ter sido inaugurado no final dos anos 80.

² Ricky (nigeriano) e Fischer (argentino) são os melhores centroavantes estrangeiros na história do Vitória. Victor Hugo Aristizábal é o terceiro em minha opinião, por sua marcante passagem na temporada 2002, quando foi artilheiro do Leão em todas as competições disputadas naquele ano. Tal feito fez ele parar no Cruzeiro e ter sido campeão e artilheiro do Brasileirão de 2003.

Que triunfo épico!

O Vitória provou mais uma vez que está numa fase espetacular como visitante. Num jogo completamente difícil contra a melhor equipe do returno e que vinha com 4 triunfos consecutivos e jogando uma bola redonda, o Leão abriu 1×0, sofreu a virada e nos minutos finais se recuperou e fez 3×2 com gols aos 43 e 49 minutos e se afasta do Z4 e assume a décima posição, ou seja, subiu de elevador da 16ª para a 11ª posição. Do Z4 ao G10. Viva o Campeonato Brasileiro de pontos corridos, onde uma curta sequência faz toda a diferença.

O jogo – O Vitória começou muito bem a partida, defendendo e atacando com equilíbrio e saiu na frente do placar aos 14 minutos, quando Tréllez foi lançado na área, chutou forte na trave e no rebote, David aproveitou para sair do jejum. Vitória 1×0. Na sequência, David quase fez um golaço, quando em arrancada característica pela esquerda, catou dois adversários e tentou encobrir Gatito, que pegou na ponta dos dedos. Após este lance, o time rubro negro deu uma enorme puxada de freio de mão e permitiu uma reação do Botafogo. Aos 25min, o meia João Paulo cobrou falta no meio da área e o centroavante Brenner empatou de cabeça.

Segundo Tempo – Novamente começando bem, o Leão teve as primeiras grandes chances na etapa complementar. Em outra boa jogada, Tréllez acertou a trave novamente e mostrou que o Brinquedo Assassino estava vivo para aprontar mais uma. Todavia, aos 13 minutos, Patric e Yago exageraram nas firulas no setor direito de ataque e perderam a posse de bola, o Botafogo pegou um contra-ataque mortal, em que o atacante alvinegro ficou mano a mano com Caíque, que infelizmente foi afoito e derrubou o adversário. Na cobrança, Brenner anotou o seu segundo gol na partida e era a virada botafoguense. A saga de vitórias consecutivas fora de casa parecia acabar ali.

O jogo continuou entre altos e baixo, tendo boas oportunidades para ambas equipes. A partida estava completamente aberta, com a pequena vantagem emocional do Botafogo estar ganhando dentro de seus domínios. Mas tudo voltou à favor do Leão quando, aos 43 minutos, Neílton cobrou escanteio certeiro para a bela cabeçada de André Lima, que acabara de entrar no jogo. Poucos minutos depois, já nos acréscimos, aos 49 minutos, Neílton foi lançado por Cleiton Xavier, na ponta esquerda, levantou a cabeça e cruzou na área, o tão contestado Danilinho, que também tinha acabado de entrar, foi o iluminado para dominar a pelota e fuzilar de canhota. Vitória 3×2 e Leão assumindo a 10ª posição e botando o arquirrival para trás na tábua de classificação. Que vitória épica e gostosa de se saborear!

Vitória Sempre!

Vitória vence Galo por 3×1 e dá continuidade a saga de visitante indigesto!

Foto: A Tarde Online

Parece brincadeira mas não é! O Vitória de 2017 gosta de sacanear seu torcedor e surpreender a turma do eixo sul e sudeste. O fato é que a força do rubro-negro deixou de ser como mandante, seja no Barradão ou Arena Fonte Nova. O que já foi tido como “ponto forte” do ECV, até com ex goleiro de Seleção falando que até o Manchester United (o rei da Europa na época) perderia para o Leão no Barradão parece ter perdido sentido e ganhou a inversão. Agora ninguém quer jogar, em casa, contra o Vitória. Depois de bater Flamengo, Corinthians e Coritiba de forma consecutiva como visitante, o rubro-negro teve duas partidas em casa e somou apenas 1 ponto, foi a BH ontem todo remendado, sem o goleiro e laterais titulares e saiu com 3×1 no placar e fora da zona de rebaixamento. Vá entender!

O gol leonino saiu logo aos dois minutos depois de lançamento de Caíque para Tréllez, que dominou a pelota, levantou a cabeça e passou para Fillipe Soutto, que com extrema categoria deu um passe em profundidade para Neílton, fazer o facão, e pegar de frente para Victor e balançar as redes, numa finalização precisa. Com o gol tão cedo, o nervosismo do rubro-negro cessou e passou a cadenciar o jogo. Entretanto, a acomodação foi tão precoce como o gol e o Galo chegou ao empate aos 17min em bela troca de passes dos atleticanos, em que Fred, de calcanhar, deixou Cazares frente a frente com Caíque. 1×1.

Após o empate, o Atlético cresceu um pouco na partida mas não chegava com tanto perigo assim. Já o Leão continuava gelado como uma pedra de gelo, sem se afobar para atacar e focando completamente na recomposição defensiva, travando o Atlético-MG repetindo as estratégias contra Flamengo, Corinthians e Coritiba.

A emoção só voltou no segundo tempo, com o Atlético se lançando mais ao ataque e exigindo, desde cedo, a intervenção de Caíque como numa cabeçada de Fred, em que o Gato Preto mostrou toda a sua elasticidade. Depois, com a entrada do peruano Otero, o Galo cresceu demais de produção. Logo em sua primeira participação, o meia atleticano bateu uma falta marota que Caíque fez outra grande defesa. Confirmando minhas convicções, Caíque mostrou que tem muito mais fundamentos e virtudes que Fernando Miguel. O então titular tem uma mania terrível de dar chutões pra frente que raramente caem nos pés de nossos atletas. Caíque já tinha participado indiretamente do primeiro gol rubro-negro e foi assim com o segundo gol, aos 24min, quando lançou para Tréllez, que tirou do goleiro, perdeu o ângulo e cruzou rasteiro para Yago fazer Vitória 2×1.

Depois de tomar o segundo gol na metade da etapa final da partida, a torcida atleticana passou a vaiar o Galo e a protestar contra o treinador Rogério Micale. Nesse ínterim, Otero sozinho tentava melhorar a situação do Atlético, com boa movimentação, passes, cobranças de faltas e chutes de média distância. Por sinal, foi num destes chutaços que ele acertou a trave aos 44 minutos, o que seria o gol de empate! Entretanto a sorte estava do nosso lado e para comprovar isso, o Leão teve dois grandes contra-ataques pelo flanco esquerdo que poderiam matar a partida, uma com Tréllez que chutou pra fora e outra com Kieza que buscou o cruzamento na área, sem sucesso. Mas foi com outro lançamento de Caíque que saiu o terceiro gol. O camisa 23 bateu firme e reto, a bola sobrou novamente para Tréllez, que com categoria bateu por cima de Victor. Vitória 3×1 e segue a saga de vencer fora de casa, principalmente após irritar e desestimular a própria torcida nos jogos do Barradão.

Agora, quem deve estar temendo nos enfrentar é o Botafogo, adversário do próximo domingo lá no Estádio Nilton Santos, na capital carioca! Mais uma grande chance de ampliar este inesperado hall de triunfos fora de casa em uma única edição de Série A e se afastar ainda mais da zona de rebaixamento.

Vitória Sempre!

Triste Vitória!

É meus amigos, não adianta a torcida ir para o Barradão, fazer o seu papel de apoiar e vaiar apenas em alguns lances esporádicos e, principalmente, após aos términos das partidas. O Vitória edição 2017 não gosta de seu torcedor e parece que está empenhado em voltar para a Série B. O jogo contra um dos piores times do São Paulo foi um grande golpe a minha autoconfiança de torcedor rubro-negro e creio que para muitos também. O Tricolor Paulista dominou grande parte do jogo, sobretudo no meio de campo, quando sabíamos na véspera que o São Paulo iria no esquema 4-1-4-1 que oscilava para o 4-5-1 a depender da posse de bola. Eles povoaram o meio de campo e Mancini foi no 4-3-3 com um lateral direito improvisado na esquerda e Kieza no lugar de David, que se não é muito presente e incisivo no ataque, é muito útil na recomposição do meio de campo pelo lado esquerdo. Mancini fez duas cagadas numa só, enfraqueceu completamente o lado esquerdo e botou Kieza, vindo de lesão, como extremo esquerdo. Vá ser burro assim, na casa do capiroto.

O resultado vimos e sentimos. O São Paulo nos venceu por 2×1, sem sofrer grandes sustos, exceto pela fumacinha que Neílton e Patric colocaram no começo daquele segundo tempo quando ambos perderam excelentes chances de gol, além do chutaço na trave de Uillian Correia em cobrança de falta (no primeiro tempo). Só fizemos o gol “engana-besta” já nos acréscimos mas no bufo-bufo e desespero do que por consciência da bola trabalhada. Somente com 2×0 contra, Pirracini resolveu “consertar” o buraco do meio de campo colocando Cleiton Xavier e Carlos Eduardo, jogadores de cadenciamento, num momento em que precisávamos de velocidade e jogadas de imprevisibilidade técnica, como dribles desconcertantes e passes rasga-defesas e sabemos que estes dois não possuem tais características.

Na verdade, sabendo que não tinha um lateral esquerdo confiável qual seria a de Mancini? Na minha opinião ele tinha duas opções: (1) Colocava o time no 3-5-2 com Ramon, Wallace e Kanu na zaga; Uillian Correia, Fillipe Soutto e Yago no meio, com Caíque Sá e David como alas; Neílton e Tréllez no ataque. (2) Colocava Fillipe Souto na lateral esquerda para jogar até a linha do meio de campo e com David fazendo o corredor esquerdo e voltando para proteger Soutto. Ele escolheu a pior de todas e ainda tirou um cara da base, de 21 anos, que tem força física e velocidade para apoiar e marcar para colocar um centroavante vindo de lesão para atuar como extremo esquerdo. Me bata um abacate com leite e açúcar Mancini. Por isso eu nunca confio 100% em você. Nunca aprende, quando aparenta ter evoluído vem com essas pardalices inexplicáveis.

Enfim, agora enfrentaremos o Atlético Mineiro no Independência neste domingo e nada de achar que esta “mística” dos jogos fora de casa é eterna. Sinceramente eu acho que esta “lenda” termina nestes dois próximos jogos contra o Galo e Botafogo. Claro que, pelo momento do time mineiro, é até “visualizável” um triunfo em cima deles. O Galo está muito mal na competição, tem um elenco muito interessante, mas os resultados não estão vindo a contento. Agora, diante do Botafogo eu duvido muito o rubro-negro se dar bem lá. Por mais que tenha um time “comum”, aparentemente, o Botafogo está muito bem encaixado com Jair Ventura. E como disse, não é porque ganhamos Flamengo, Corinthians e Coritiba fora que venceremos todo e qualquer jogo como visitante, a partir desses resultados importantes.

O preocupante é que acho que esta “fase áurea” e inédita de vencer sucessivos jogos como visitante está perto de acabar à medida que seguimos um lixo como mandantes, tendo a pior campanha na história do clube na Série A. E aí, quem vai nos salvar quando voltarmos à normalidade histórica como visitante?

Triste Vitória!

Vitória vence a 3ª partida fora de casa, sai da zona e vira Visitante Indesejado no Brasileirão

O Vitória mostrou que de fato está em busca da redenção neste Campeonato Brasileiro. Após fazer um 1º Turno vexatório, o rubro-negro vem crescendo na competição desde a volta de Vágner Mancini por volta da 16ª rodada e vem se notabilizando por ser um visitante indesejado, chato, ousado e cara de pau, daqueles que entram na casa dos outros abre geladeira, abre a cerveja, muda o canal da tv e se deita no sofá sem cerimônias. Desde a estreia em 0x0 com o Cruzeiro, em que o Leão foi melhor e poderia já ter vencido aquele jogo, o Vitória venceu Flamengo e Corinthians (2×0 e 1×0) e ontem confirmou sua nova face neste Brasileirão ao vencer o Coritiba no Couto Pereira, também por 1×0, através do zagueiro-artilheiro Kanu!

Primeiro Tempo Mas, diferentemente das partidas contra os times da mídia RJ-SP, o Vitória não começou bem a partida. O Coritiba foi muito mais incisivo e perdeu muitas chances de gols. Enquanto pelo lado rubro-negro havia muitos erros de passes e um sistema defensivo que parecia estar disperso. As bolas cruzadas na área que resultaram num gol anulado e numa quase cabeçada de Alecsandro comprovam isso. Não estávamos com a mesma pegada e concentração dos jogos contra Corinthians e Flamengo e por pouco a gente não pagou caro por isso. Tanto é que aos 41 minutos, num erro de Caíque Sá, Rildo avançou até a grande área, fez o cruzamento e a bola tocou no braço de Ramon que veio num carrinho altamente arriscado. Pênalti. Depois de um longo inverno, eis que Fernando Miguel voltou a defender uma penalidade máxima, para a tristeza do cobrador, Rafael Longuine.

Segundo Tempo Somente após o intervalo, o Vitória acordou. David, Neílton e Trellez passaram a ser mais acionados e saíram boas chances a partir deste momento. A melhor delas foi numa arrancada do menino David, calando os cornetas, o camisa 27 passou por dois marcadores e cruzou na área, mas Neílton desperdiçou novamente. Também precisando do resultado positivo, o Coritiba não se deu por vencido e também teve boas chances de gols que paravam ou nas mãos de Fernando Miguel ou na zaga, exceto a cabeçada a queima roupa que tirou tinta da trave!

Quem não faz, toma! Depois de perder umas três grandes oportunidades a máxima do futebol veio à tona novamente. Aos 22 minutos, Rildo errou no passe de cabeça e a bola caiu nos pés de Patric que ajeitou para Ramon soltar o rojão, Wilson espalmou e na sobra, o homem-surpresa Kanu estava lá para estufar as redes. Vitória 1×0. Era a repetição do placar da temporada 2016, com outro protagonista, mas que também esteve presente no jogo dramático do ano anterior.

Depois de tomar o gol, o Coritiba se perdeu em campo, partiu pra cima de forma afobada e seus jogadores começaram a ficar nervosos, tanto é que Márcio e Anderson terminaram expulsos da partida. Este último, por sinal, se envolveu em um lance curioso que culminou na expulsão do rubro-negro Yago. Ambos se agarraram numa disputa de bola e o jogador coxa-branca usou de cotoveladas para tentar se desvencilhar do camisa 77 do Leão.

Enfim, o Vitória ratificou que está ávido para a redenção no campeonato e voltou a vencer três partidas fora de casa depois de 43 anos! E ao contrário daquele ano quando os três triunfos foram em cima de América-RN, Sergipe e Rio Negro-AM, este ano foram triunfos em sequência contra os midiáticos Flamengo e Corinthians e do sempre chato Coritiba. Agora o Leão terá duas semanas de descanso para enfrentar Fluminense e São Paulo. É imperioso vencer estes dois próximos duelos no Barradão, até para reativar a mística de nosso Santuário.

Vitória Sempre!