Vitória vence Atlético-GO e respira no Brasileirão

Não foi na mesma pegada do último domingo quando enfrentamos o Bahia, mas o Vitória conseguiu o resultado positivo, isso que importa. Se no clássico dominamos e impomos nosso ritmo de jogo e saímos com um empate em 0x0, desta vez, o rubro-negro sofreu com a pressão do Dragão Goiano, mas foi mais eficiente nas finalizações e venceu por 2×1, saindo momentaneamente da zona do rebaixamento. André Lima e Uillian Correia fizeram os gols do pequeno alívio para o Leão da Barra.

Primeiro Tempo – Também em péssima campanha na elite do futebol nacional, o Atlético-GO mostrou que estava muito disposto a retomar o caminho das vitórias na tarde de ontem no Estádio Olímpico de Goiânia. O anfitrião se jogou todo ao ataque e aproveitou as costas de nossas laterais, sobretudo no lado de Thallyson, conhecido por ser um péssimo marcador. Não foi a toa que os principais lances dos goianos foram em cruzamentos para a grande área e, por sorte nossa, o atacante Everaldo não estava inspirado. Ele perdeu duas grandes chances em cabeçadas que não assustaram o goleiro Fernando Miguel. E como diz o filósofo Muricy Ramalho “a bola pune”. O Dragão pagou caro por não ter aproveitado as chances criadas no começo da partida e aos 36min Patric lançou na área para Cleiton Xavier, que dominou com classe, e serviu a André Lima estufar as redes. Vitória 1×0. E meu Mussurunga Diamonds (time 2 do Cartola FC, agradece!!). Depois de nosso gol, o jogo mudou e passamos a ter maior volume de jogo e no finalzinho David fez grande jogada pela esquerda e acertou a trave num chute violento.

Segundo Tempo – No intervalo o técnico Alexandre Gallo deve ter tomado o comprimido da retranca, pois a postura do Vitória foi só de se defender. Para piorar, aos 7 minutos Willian Farias sentiu o joelho numa disputa de bola e saiu do jogo. O técnico escolheu o zagueiro Fred para substitui-lo. Antes disso, o meia Yago já tinha sido trocado pelo volante Uillian Correia, ou seja, passamos a ser mais defensivo ainda. O Dragão voltou a crescer na partida e de tanto rondar nosso campo de defesa, conseguiu o empate aos 23 minutos, quando Bruno Pacheco cobrou escanteio, Everaldo desviou de cabeça para Andrigo, camisa 11, soltar o rojão. Vitória 1×1.

Forçado a colocar Rafaelson depois da lesão de André Lima para manter o esquema com um homem de área, o Vitória viu o time goiano ameaçar a virada, com boas jogadas do gordinho Walter e dos laterais Jonathan e Bruno Pacheco que sempre que podiam faziam o chuveirinho em nossa área. Numa destas jogadas, o Atlético acertou a trave numa cabeçada, assustando o goleiro Fernando Miguel. “A bola pune 2”. Tal qual o primeiro tempo, quando no momento em que esteve melhor, o Dragão pagou caro por não ter feito o segundo gol. Aos 42 minutos, num ótimo contra-ataque, o Vitória selou o triunfo, quando David fez uma boa jogada pela direita e cruzou rasteiro para área, Rafaelson fez o corta luz e a bola sobrou para Uillian Correia, que com categoria e raiva, dominou a pelota e soltou um canhão sem chances para Felipe Garcia. Vitória 2×1.

O futebol é mesmo muito contraditório e misterioso. No dia em que encurralamos e dominamos de cabo a rabo o maior rival, o placar foi de 0x0 e ontem quando fizemos uma partida muito fraca, com pequeníssimos momentos de superioridade, sendo dominado e atacado por mais de 70% da partida, saímos vencedores pelo placar de 2×1. Ótimo resultado o de ontem, pois além de voltarmos a vencer fora de casa, o triunfo foi sobre uma equipe concorrente nesta maldita luta contra a despromoção. Além disso, quebramos um tabu de 17 anos sem vencer em Goiânia pela Série A (a última vez foi no ano 2000 quando vencemos o Goiás por 5×4, com show de Allan Delon, que fez três golaços naquela ocasião)

VITÓRIA SEMPRE!

#BAVI493 | Vitória dominou o rival, mas não balançou as redes

 

O Vitória teve ontem, seguramente, a melhor partida na Série A em termos de imposição de jogo. Se contra o Atlético-MG e Sport tivemos uma atuação destacada em apenas parte do duelo, o clássico de ontem não é papo de “torcedor-doente” afirmar que mandamos em 90% ou mais da partida. O Leão doutrinou as sardinhas do pontapé inicial ao último apito do árbitro Raphael Claus, mas esbarrou numa tarde inspiradíssima do goleiro Jean e na má pontaria de nossos atacantes, principalmente André Lima que perdeu duas chances incríveis no segundo tempo. Por conta disso, não deu para sair do 0x0.

Alexandre Gallo conseguiu surpreender novamente a torcida e imprensa escalando o time com Cleiton Xavier como segundo volante no lugar de Correia; com Yago e Carlos Eduardo como meias e dois centroavantes (Kieza e André Lima). Esta mudança quebrou os planos de Jorginho (transmitidos ao seu auxiliar Luiz Quintanilha). Cleiton Xavier fez um jogo bem regular numa posição que ele conhece muito, evidenciando que mais recuado ele “irrita e erra” menos. Tema da polêmica da semana, Carlos Eduardo calou os cornetas dos programas televisivos baianos como GE-Ba e Donos da Bola-BA. Com ótima movimentação, disposição e talento, o novo camisa 8 protagonizou na meiúca, com bons passes, visão de jogo e lançamentos. Um deles foi para Kieza que ficou de cara para Jean, mas K9 chutou em cima do goleirinho rival.

Por falar em Kieza Quando ele, finalmente, fazia uma partida boa contra o Bahia (alguns torcedores mais exigentes e místicos acreditam que K9 evita ser protagonista em Ba-Vi’s desde que saiu de lá para o Leão), ele sofreu uma entrada pesada do lateral Eduardo, em que o árbitro fez vista grossa. Na disputa de bola, K9 caiu com todo peso do corpo sobre o ombro direito. Com a possibilidade de sair da partida com menos de 20min, os “místicos” torcedores já começavam a falar que o cara estava de “migué” para não ter que fazer gols no rival e, num instante, eu cheguei a me contaminar com isso, até sair a notícia pelas ondas de rádios que o problema foi sério, tanto que até o sistema de som do Barradão pediu a presença de um médico especialista com urgência! E este triste episódio é pra alertar às pessoas para que pense e reflita antes de julgar os jogadores como “migueleiros”, pois eles podem sim se machucar de verdade, e que apesar de existir o famoso migué no futebol, isso não se aplica a 100% em todos os atletas.

 

Com a lesão de Kieza, que pode ficar de 3 a 4 meses fora, Gallo fez sua primeira cagada. Ao invés de colocar Neílton, a contratação mais “badalada” do clube nesta nova gestão, ele preferiu David, jogador de grande potencial, mas que vem num declínio gritante em suas exibições. Mesmo trocando a empolgação de K9 pelo “marasmo” de David, o Leão seguia doutrinando o rival em campo. Acredito que tivemos mais de 60% de posse de bola no primeiro tempo. Entretanto, nos lances mais agudos, Jean evitou os gols como nas cabeçadas de André Lima e Kanu e nos chutes tentados por David.

Já no segundo tempo, a tônica continuou a mesma do primeiro, mas com o rival um pouco mais precavido da blitze dos 45 minutos iniciais, à medida que nosso ímpeto ia diminuindo ao passar dos minutos, devido aos desgastes de nossos meias e atacantes, sobretudo de Carlos Eduardo, que foi substituído aos 12min, por Gabriel Xavier. E infelizmente, GX não repetiu as boas últimas atuações e nem deu a continuidade que o estreante do dia fazia.

O dia não era pra ter gol mesmo, pois André Lima teve duas chances claras e pelo menos numa delas, o fator “sorte” ajudou os tricolores. Na metade da etapa final, numa jogada insinuante e com Jean praticamente “morto”, a bola sobrou pro camisa 99 que chutou, forte e reto no canto, mas Tiago interveio e conseguiu mudar a trajetória da bola para escanteio. Já no final da partida faltou capricho e sangue frio à André Lima. Yago recuperou a bola, invadiu a área e serviu o camisa 99, que chutou fraco e rasteiro e a defesa novamente salvou, em cima da linha, praticamente. Enfim, se a escalação pegou a todos de surpresa e fez a gente ter todos os scouts ao nosso favor, pecamos na finalização e ajudamos Jean a ter a melhor pontuação desta rodada no Cartola FC. Faltou o principal: a bola na rede. Por isso, de alento fica a esperança do time voltar a vencer em breve se manter esta pegada, de se impor ao adversário e ter o controle do jogo.

Vitória Sempre!

Em noite de pouca inspiração, Vitória vacila e perde para o Santos, no Barradão

Criticado na sua chegada e nos primeiros dias, bastante elogiado e começando a ganhar respaldo da torcida, Alexandre Gallo tentou fazer uma mescla do time que empatou com o Botafogo em 2×2 e do que venceu o Sport na Ilha do Retiro por 3×1. A escalação híbrida não deu resultado, o time foi muito abaixo do esperado e perdeu por 2×0, dois gols do colombiano Copete. A derrota de ontem não foi causada apenas pela escalação errada do time, os jogadores lá dentro não estiveram inspirados. A garra, o foco e a concentração vistas no jogo do Botafogo (segundo tempo) e o domínio sobre o Sport sumiram ontem. O Vitória foi muito apático, sem força ofensiva e deixou o Santos mandar no pedaço.

Primeiro Tempo Sem o ímpeto típico dos mandantes, o Vitória permitiu que a estratégia adotada pelo SANTOS ganhasse força. Antes mesmo da partida, Levir Culpi escancarou que jogaria no contra-ataque, nos erros de nosso time. Faltou ao Vitória maior repertório de jogo e claro, inspiração, pois quando este fator não entra em campo tudo fica mais difícil. As melhores chances que tivemos foram decorridas de falhas individuais da zaga santista, como naquele lance que David Braz quase fez contra após a bola rondar a pequena área e na rebatida, a bola quase entrou nas redes de Vanderlei. Aí, por volta dos 33 minutos, quando tínhamos o time todo arrumado no ataque, Fred errou o passe e o Peixe, armou o contragolpe na velocidade do Flash e em três toques, Copete estava de frente para a meta e chutou forte, sem chance para o adiantado Fernando Miguel.

Segundo Tempo Tentando mudar a impressão de baixa concentração no jogo, Gallo tirou Leandro Salino e colocou Neílton, estranhamente posto entre os reservas, fazendo que o camisa 29 voltasse à lateral direita, com Neílton e David aberto pelas pontas. Esta mudança fez o time reagir relativamente bem. Aos 5 minutos Geferson quase enganou Vanderlei numa tentativa de cruzamento que foi na direção do gol. Em seguida, Uillian Correia quase fez um golaço num chute forte de fora da área. Por volta dos 15 minutos, em jogada individual Neílton catou toda a zaga santista e foi derrubado na área, mas o árbitro Héber Roberto Lopes fez vista grossa.

Além de não ter jogado nada, Kieza ainda perdeu um pênalti aos 43min.

Após este lance, o Vitória voltou a se fechar em copas. A queda de rendimento foi brusca e, nisso, o Santos ampliou ainda a sua estratégia de jogo, ao se lançar mais no ataque. Aproveitando-se deste momento de apagão rubro-negro, o Santos conseguiu o segundo gol numa jogada pelo seu setor direito através de Bruno Henrique, que ganhou de Fred na corrida e cruzou rasteiro para Copete ampliar o placar. Se Fred fosse um zagueiro bom de verdade, ou ao menos estivesse numa boa fase, dava pra evitar aquele lance ali, até pelo fato do Bruno Henrique ter se atrapalhado um pouco no lance, com a bola sendo resvalada em Fred, que lento e desatento, não conseguiu dominar a pelota e permitiu a recuperação do jogador santista, que levantou a cabeça e deu a assistência para o colombiano fazer seu segundo gol da noite. Para piorar, Kieza perdeu um pênalti aos 43min, tirando até o direito da torcida gritar um gol de honra.

Enfim, foi mais uma derrota decorrida exclusivamente de falhas individuais de nossos atletas da defesa. Thallyson, Fred, Alan Costa, Leandro Salino e Fernando Miguel estão num verdadeiro “rodízio de entregadas”. Acho que eles já merecem ser olhados pelas Pizzarias, Correios e Sedex. Estão mostrando muita produtividade e regularidade em “entregadas”. E estas pixotadas só reforçam a necessidade de REFORÇOS DE VERDADE para o Vitória. Não adianta nada ter treinador bom, estudioso, corajoso ou dominador de todas as táticas e sub-táticas de futebol, quando se tem atletas ruins, incompetentes, fracos e bragueiros e que podem cagar tudo a qualquer momento.

VIRAMOS TIME PEQUENO? Já são 4 anos sem a gente ter alegria com o Vitória em competições nacionais. Algo que a gente nunca teve pecha já tá virando rotina – que é disputar contra o rebaixamento – sempre que a gente voltava da Série B a gente ficava entre os 10 ou 8 primeiros e desde 2014 a gente vem se comportando cada vez mais parecido com os times inexpressivos que chegam na “cagada” à Série A e que passam muito perrengue, culminando em rebaixamentos medíocres.

TÁ DIFICIL. Quando a gente começa a achar que vamos melhorar, tem um Fred, um Alan Costa, um Thallyson, pra cagar tudo. Complicado, viu!

GALLO FAZ MUDANÇAS TÁTICAS E VITÓRIA DETONA SPORT NA ILHA DO RETIRO

Tão cornetado, tão avacalhado e colocado como se fosse uma bosta de cachorro pisada, foi assim que o treinador Alexandre Gallo foi recebido pela maioria da torcida do Vitória, que ainda foi inflamada pelos péssimos cronistas de nosso estado. Trataram um cara de 50 anos (ainda com idade boa para treinador), sendo 13 na atual função como se fosse um profissional completamente defasado e o resultado está aí. Dos últimos 12 pontos disputados, o Vitória faturou 7 e já estamos na terceira partida seguida sem perder.

Ontem, Gallo mostrou que realmente conhece e estava subaproveitado pelos grandes clubes do país, por ignorância e preconceito. Numa ousadia incrível, o técnico abdicou do famigerado 4-3-3 e lançou o time no 4-4-2 que virava 4-5-1 a depender da posse de bola, além de escalar PATRIC como meia ao lado de Yago e Leandro Salino e Geferson nas duas laterais. Com isso, o Vitória deu um nó na cabeça de Luxemburgo, que esperava aquele mesmo Vitória de rodadas atrás, ou seja, bastante previsível, com seus dois pontas que não voltavam à contento para marcar no meio de campo, deixando um enorme buraco no setor e com os volantes mais adiantados, deixando avenidas nas costas das nossas duas laterais. Com a mudança tática e de jogadores, Gallo quebrou a estratégia inicial de Luxa, ganhou no meio de campo e o VITÓRIA, enfim, fez uma partida impondo o ritmo de jogo perante ao adversário.

A famosa “bambonilha” não resistiu à supremacia rubro-negra baiana. Patric deu um show no meio de campo, criando muitas oportunidades e aparecendo na área, em outras, para finalizar. Só no primeiro tempo o camisa 29 perdeu duas grandes oportunidades de gol, numa delas MAGRÃO foi monstro na defesa, com um reflexo impressionante! Com tanto volume de jogo, o placar foi aberto aos 16 minutos, quando numa cobrança de escanteio,a  defesa do Sport falhou, Kanu recebeu em profundidade e antes da intervenção do arqueiro pernambucano rolou para Uilliam Correia abrir o marcador. 1×0.

KANU É BARRIL: Guerreiro na defesa e eficiente no ataque com uma assistência e um gol.

Aos 37 minutos em nova cobrança de escanteio, Patric cobrou bem, David desviou de cabeça e Kanu, como um centroavante nato, estufou de primeira com a canhota, sem chance para Magrão. Vitória 2×0. A torcida do Sport, que esperava um sparring fraco, deve ter ficado tonta e confusa ao ver nosso time, tão achincalhado pela campanha fraca, abrir 2×0 assim, na “temida” Ilha do Retiro. Azar o deles! Sorte e competência nossa! Como de costume, bastou o time ter uma vantagem ligeiramente confortável para os caras baixarem a intensidade de jogo. O Sport passou a crescer nos minutos finais, até pela pressão e susto de estar 2 gols atrás do marcador. De tanto insistir em bolas alçadas na área, eles diminuíram o placar com Diego Souza, nos acréscimos.

Segundo Tempo De volta ao jogo devido ao gol marcado antes do intervalo, a equipe pernambucana tentou partir para o abafa nos minutos iniciais, mas esbarrou numa exibição segura do sistema defensivo do Leão Baiano, inclusive com Geferson e Leandro Salino tendo muitos desarmes e bons posicionamentos, o que facilitou a vida para Kanu, Fred e Fernando Miguel. Mesmo assim, o Leão perdeu algumas boas chances de gol, sendo a mais perigosa uma com Patric, que soltou uma bomba tirando tinta do travessão esquerdo, em bom passe de Neílton, de cabeça. Antes disso, o Sport tinha perdido a sua maior chance com André, que isolou, dentro da pequena área, praticamente.

Com a diminuição de ritmo de jogo, Gallo fez algumas alterações na equipe, colocando Cleiton Xavier, André Lima e Renê nos lugares de Yago, Neílton e Uillian Correia, respectivamente. O ECV controlava o jogo e anulava as tentativas ofensivas do Sport até os 33 minutos quando fechou o caixão com o terceiro gol. Como precisava reagir, o time de Luxa partia para cima “adoidado” e deixava muitos buracos no sistema defensivo. Foi assim que saiu o derradeiro gol do rubro-negro baiano. Cleiton Xavier puxou o contra ataque e passou para André Lima empurrar a gorduchinha para as redes. VITÓRIA 3X1.

Com o resultado, o Leão da Barra saiu da zona de rebaixamento e agora enfrenta o Santos na próxima quarta-feira, às 19h30, no Barradão. Olha como o futebol é dinâmico. O nosso rival que vinha tendo todo o apelo da mídia baiana e bajulação explícita com direito até comparação desta temporada com o ano de 1988, pode ser ultrapassado por nós, caso eles percam para o Corinthians em São Paulo e a gente faça o nosso dever de casa, no Barradão. A diferença que chegou a ser de 7 pontos caiu para 2. Estamos, enfim, entrando numa crescente enquanto a “crise” parece estar mudando de lado! Viva este esporte “louco” e “apaixonate” chamado Futebol!

VITÓRIA SEMPRE!

O PONTO POSITIVO FOI O PODER DE REAÇÃO

O Vitória perdeu uma grande chance de recuperar a autoestima e prestígio com o seu torcedor na noite de ontem (14/06) ao empatar em 2×2 com o Botafogo dentro do Manoel Barradas. A sonolência, a falta de inspiração, o péssimo posicionamento e senso de marcação de Thallyson e Fred permitiram que o Botafogo dominasse as ações no primeiro tempo e ter aberto 2×0, com os gols saindo pelo setor esquerdo de nossa defesa e isso custou muito caro ao Leão, que só acordou no segundo tempo e na base da raça e maior inspiração ofensiva alcançou o empate em 2×2 com gols de Gabriel Xavier e Kieza e por pouco não conseguiu a virada num lance genial de Patric e numa virada em chute forte de André Lima, nos minutos finais. O empate foi ruim pela campanha que fizemos, mas pelas circunstâncias do jogo foi ótimo, pois deixou como ponto positivo o poder de reação da equipe de Alexandre Gallo.

Primeiro Tempo Como já antecipado no “prefácio” do post, o Vitória foi dominado pelo Botafogo na primeira etapa. O único momento de lucidez do Rubro-Negro foi com um chute forte de David que acertou a trave, logo aos 3 minutos de jogo. Depois deste lance, o time carioca cresceu na partida e descobriu o mapa da mina jogando bolas nas costas de Thallyson e do zagueiro Fred. Antes de abrir o placar, o lateral esquerdo Thallyson mostrou que tava afim de entregar o ouro, quando deu uma recuada bisonha de peito para Fernando Miguel, Bruno Silva foi mais rápido e chutou tirando tinta da trave direita de Miguel. Pouco tempo depois, o lateral direito do Botafogo, Arnaldo, carregou pela ponta direita e cruzou rasteiro para Pimpão que se antecipou a Fred e quase marcou. Mas na terceira falha de nosso setor esquerdo não houve perdão! Pimpão fez um lançamento da ponta esquerda para a grande área, Thallyson furou e Bruno Silva brocou. Botafogo 1×0.

O Vitória continuava bombardeado e poucos minutos após o gol de Bruno Silva, Fred foi recuar da intermediária e deixou Pimpão de cara com Fernando Miguel, que desta foi mais rápido e atrapalhou a finalização do atacante botafoguense, que ainda sem ângulo tentou o gol, mas Kanu tirou em cima da linha, afastando o perigo. O jogo seguia nesta Dança Macabra com o Botafogo parecendo que estava no RJ e o Vitória se comportando como um timinho de quinta categoria, sem força tática, técnica e vibração, parecendo que estavam assustados! Para piorar, aos 41 minutos João Paulo cobrou falta na área e Fernando Miguel invés de mandar para escanteio (como todo goleiro das décadas de 80 e 90 faziam), resolveu dar um tapa pro segundo pau e Bruno Silva, de novo, não desperdiçou. Botafogo 2×0 e vaias para o Leão ao fim do primeiro tempo.

Segundo Tempo Alexandre Gallo deve ter chamado os caras no eixo bem naquele estilo brabo de um belo galo de briga, pois o Vitória veio com outra disposição para o segundo tempo. Tanto isso foi verdade que aos 4 minutos saiu o primeiro gol rubro-negro, quando DAVID (tão perseguido pelos corneteiros de plantão) fez uma linda jogada pela esquerda, ganhou no corpo de seu primeiro marcador, entrou na grande área e com categoria serviu a Gabriel Xavier, que dominou a pelota e com a perna direita diminuiu o placar. Vitória 1×2!

Entretanto, ao invés de aproveitar o gol cedo e buscar desde já atacar com mais intensidade, o Vitória passou a errar passes bestas na transição do meio para o ataque e sofreu perigosos contragolpes botafoguenses que voltaram a perder boas chances com João Paulo, Roger e Pimpão. Só voltamos a assustar num lançamento de Thallyson para a grande área, onde Kanu tentou um chute cruzado que bateu na zaga, voltou pra David que bateu forte, mas desviou no defensor e foi à escanteio.

O empate do Leão só aconteceu aos 30 minutos, quando Gabriel Xavier puxou um contra ataque pela esquerda e lançou rasteiro para André Lima, que tinha entrado no lugar de David, o camisa 99 ganhou na força física do seu marcador e serviu para Kieza, o K9, marcar o seu terceiro gol em 5 jogos neste Brasileirão. Vitória 2×2.

Com o empate, o jogo voltou a ficar emocionante e aberto, com as duas equipes perdendo outras boas chances de fazer o terceiro e decisivo gol. Entretanto, as situações mais claras foram desperdiçadas pelo Vitória. Aos 37min Patric deu uma de Maicon (ex seleção brasileira), veio do meio de campo com a bola dominada, passou por três marcadores, mas finalizou torto. Grande jogada, grande arranque, mas a finalização foi medonha, antes tocasse para Neílton, livre na esquerda. Por falar em Neílton, o camisa 10 fez uma jogada de Neymar poucos minutos depois deste lance, quando mostrou um repertório de drible curto para cima de 3 marcadores e cruzou na área, só que Gatito se antecipou a Kieza e segurou a bola. Já nos acréscimos, André Lima recebeu um lançamento de costas para o gol, dominou a redonda e virou batendo com uma força impressionante, mas a bola passou tirando tinta do ângulo esquerdo do goleiro paraguaio!

Enfim, o empate foi amargo no cômputo geral, mas pelo que vimos no jogo foi um resultado admirável até, pois não é fácil buscar o empate  de 2 gols em 45 minutos contra um adversário que se defende bem, que conta com um goleiro de excelente qualidade, fora a chuva e a pressão da torcida e da comissão técnica, que estão vendo uma campanha muito fraca neste começo de competição. O sinal de alerta continua ligado. Estamos muito mal na competição, mas valeu a garra e a vontade de evitar a derrota. Agora é procurar vencer à todo custo o Sport na próxima rodada e o Santos, na próxima partida do Barradão. Não tem jeito, é preciso vencer umas duas ou três em sequência para dar uma respirada maior!

VITÓRIA SEMPRE!

Vitória 2×0 Atlético-MG | A mística do Barradão voltou!

O Vitória já realizou duas partidas em Salvador neste início de Brasileirão, mas só ontem decidiu usar seu maior centroavante: O Estádio Barradão. Numa atitude mal explicada até agora, a diretoria rubro-negra decidiu mandar os dois jogos iniciais na Arena Fonte Nova com a desculpa de que estaria trocando todas as catracas do Barraquistão, sendo que ao se analisar o calendário dos jogos, o Leão jogaria duas partidas seguidas fora de casa (Fluminense e São Paulo), em duas semanas, ou seja, no prazo em que foi estabelecido para esta “mini reforma” do nosso Santuário. E em sua primeira aparição na Série A deste ano, a mística do Barradão prevaleceu, o Vitória fez uma grande partida e venceu o Galo por 2×0 com gols de Kieza e de Neílton, fugindo assim, da lanterna da competição, respirando um pouco e com grande chance de sair da zona já na quarta-feira, quando enfrentaremos o Botafogo, às 19h30.

Primeiro Tempo – Desde a saída de Argel, o estilo de atuação do Vitória vinha melhorando. Tivemos posturas diferentes daquele time do bufo-bufo de Argel na estreia contra o Avaí, boa parte do jogo do Corinthians, Fluminense e São Paulo (até tomar o gol), a única recaída ao estilo de Fucks foi na partida contra o Coritiba, na Fonte Nova. Ontem vi um rubro-negro muito mais compacto, com maior disposição e vitalidade no ataque com Gabriel Xavier mostrando que é muito mais útil que seu xará de sobrenome, Cleiton.

Com boa velocidade e movimentação, o camisa 18 criou as principais iniciativas de ataque rubro-negro, alternando pelas pontas e recompondo pelo centro de campo. Mesmo sem ser este jogador todo que a torcida espera, o simples fato de se apresentar no jogo, abrindo espaços e com grande mobilidade, mesclada com velocidade, GX foi o grande destaque do primeiro tempo. Além disso, o Atlético Mineiro não contou com a inspiração de seu setor mais forte: o meio de campo e também não teve Robinho e Fred em suas melhores apresentações. Sorte nossa, azar o deles. E aos 18 minutos Kieza foi lançado na grande área, dominou e antes mesmo da finalização foi puxado e derrubado por Erazo. Pênalti. Na cobrança, K9 tirou o trauma de penalidades desperdiçadas em momentos tensos e fez 1×0, batendo no canto esquerdo de Victor.

Segundo Tempo – Depois de um primeiro tempo onde o Vitória teve 60% de posse de bola, o Atlético até que deu uma leve melhorada na etapa complementar, mas ainda sem seus principais jogadores inspirados, nosso goleiro Fernando Miguel foi pouco exigido, fora que nossa zaga esteve muito bem ontem com Fred e Kanu ganhando a maioria dos lances, seja por cima ou por baixo. Kanu, por sinal, é um zagueiro sarrafeiro, meio atrapalhado, é verdade, mas mostrou que é bem superior a Alan Costa. O camisa 25 é mais veloz, raçudo e, quando inspirado, lembra os bons momentos de Marcelo Heleno, que tinha mais ou menos as mesmas características dele.

Já o Vitória passou a criar menos chance de gol, até os 20 minutos quando em jogada individual, Neílton fez salseiro pela ponta direita, adentrou a grande área e com um chute preciso ampliou o placar para 2×0. Depois disso, o Atlético acusou o golpe e o Leão teve tudo para golear o placar se não fosse a displicência de Paulinho, que acabara de entrar, e como sempre não produziu nada. Na melhor chance, Leandro Salino que fazia uma bela partida por sinal, deu um passe para o camisa 26, que de cara para o gol preferiu enfeitar até perder a bola, ao invés de arrematar. Qualquer outro atacante tentaria o gol ali e provavelmente faria, mas Paulinho parece que joga aqui com má vontade e sem nenhum comprometimento com o clube, seus companheiros e comissão técnica.

Enfim, na volta do maior centroavante rubro-negro, o Vitória mostrou a sua força. Fez uma partida sólida, a melhor neste início de Brasileirão até o momento e deu uma respirada. Uma notícia boa é que provavelmente a partida contra o Sport, na Ilha do Retiro, será adiada a pedido do clube pernambucano e poderemos fazer mais duas partidas em sequência no Barradão (Botafogo e Santos), ou seja, grande chance de aproveitar a “mística do santuário” e somar mais seis pontos, que nos tiraria da zona para uma posição mais tranquila em pouco tempo.

Vitória Sempre!

VITÓRIA É BÔNUS STAGE DO BRASILEIRÃO-17

O Vitória segue firme como Bonus Stage do Brasileirão. Quem estiver precisando se recuperar e voltar a comemorar um triunfo basta nos enfrentar, resistência não terá, dificuldade não terá e muito menos esforço. Basta ter o mínimo de vontade e ofensividade que qualquer catado, inclusive da Seleção de Mutilados da Guerra, faz deste arremedo de time, um verdadeiro “gato e sapato”. Deplorável a situação do ECV. O presidente Ivã de Almeida caminha a passos largos para superar Carlos Falcão em tragédias esportivas com o Vitória. Aliás, já passou em um critério. Este é o pior início do Vitória no Brasileirão desde 2010 (onde comecei a pesquisa), com 1 ponto em agora 4 jogos, já começo a suspeitar de ser o pior início da história do rubro-negro baiano.

Ontem até que o interino sérvio fez alguma coisa diferente – esqueceu o vômito fétido do 433 e formou o time no 352 bem ao estilo Carpegiani. O resultado foi uma melhor marcação, um time levemente melhor postado e que nos enganou com a promessa de poder fazer um resultado interessante lá no maraca. Mas foi questão de tempo para percebermos que nosso meio e ataque continuam inoperantes e não oferecem risco nem a zaga sub-reserva do Íbis Esporte Clube, de Pernambuco. Cleiton Xavier e Paulinho não contribuem em nada para o Clube. São duas lesmas, sem graça, sem força física, sem brilho técnico e que parecem que assinaram um termo de titularidade infinita com o ECV.

Como desgraça pouca é bobagem, seria questão de tempo deste time vomitado, gofado e nojento tomaria gol. O goleiro Fernando Migué começou a fazer loucuras nas saídas de bola e depois de fracassar na primeira tentativa, conseguiu seu intento lançando para o nosso estreante lateral Silvanno Salles, ops, Thalysson como se estivesse jogando “baleô”, o camisa 31 que é ruim “in natura”, obviamente não teve classe para dominar a bola, que sobrou para o Flu e foi bem aproveitada pelo atacante Richarlison, que chutou forte no canto  de nosso goleiro de brinquedo. Fluminense 1×0.

Rio de Janeiro, RJ – Brasil – 03/06/2017 – Maracanã – Richarlison e Wendel
Campeonato Brasileiro 2017. 4ª Rodada. Jogo Fluminense x Vitória.
FOTO DE MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC

No segundo tempo continuamos a mostrar para todo o país que somos O PIOR TIME DENTRE OS 20 DA SÉRIE A, sendo envolvido facilmente por um modesto Fluminense, que não tem nada demais e aos quatro minutos ALAN BOSTA mostrou porque o seu sobrenome merece ser substituído pela palavra forte que significa excremento fecal. Mostrando toda a sua RUINDADE EXPLÍCITA E ESPÍRITO DE MILTON DO Ó + CAMETÁ (mitos da zaga trazido pelo ex-presidente “mito”, digassi-di-passagi), falhou grosseiramente, logo após o gabiru lateral direito, Leandro Salino, ter perdido a bola para o meia tricolor. Na sequência do lance, cruzamento rasteiro, a bola passou entre as pernas de Alan Bosta e Henrique Ceifador fez 2×0.

Somente depois de todas as Inês mortas, Pragmático Petkovic resolveu colocar quem veio para ser titular, mas que não poderia começar como tal para não magoar e abalar o ego do sensível Paulinho. Neílton mostrou que nunca pode comer banco, mesmo que viesse em recuperação de febre tifóide com coqueluche. Em três lances, Neílton mudou a cara do jogo e fez o Vitória comemorar seu primeiro gol na Série A de 2017. Bela jogada, bela enfiada no meio da zaga do Flu e Kieza, enfim, balançou as redes depois de um longo inverno. Depois do gol, o Vitória ciscou como uma galinha faminta em sítio de pobre, mas não conseguiu o empate. Aí para terminar o macabro zoológico, ao final da partida foi anunciado que Gallo será o novo treinador do Leão, para tentar evitar que o time pague mico. E nisso é a torcida que paga o pato nessa terrível ciranda proporcionada por uma Diretoria de Futebol que se mostra cada vez mais despreparada e incapaz de fazer do Vitória um clube forte e que orgulhe a sua torcida.

Alexandre Gallo

Todos sabem que é normalíssimo perder fora de casa para as equipes de RJ-SP, mas a forma como estamos sendo derrotados seguidamente com este elenco fraco, pífio, sem talento algum e as sucessivas trapalhadas nas contratações de jogadores e treinador nos deixam muito mal, pra baixo, com desejo de largar tudo de mão, é verdade. O Vitória agoniza! Apostei nestes caras nas ultimas eleições e estou cada vez mais entristecido com os rumos do carro-chefe do clube. A vinda de Alexandre Gallo mostra pela terceira vez no ano (e em 6 meses) a falta de capacidade e de poder de convencimento para trazer profissionais mais gabaritados e atualizados do futebol moderno. Estamos tomando mais NÃO que menino feio metido a paquerador! Pára que tá feio! Muito feio! Até quem se projetou por aqui não quer regressar! Aonde vamos parar? O rebaixamento começa a se desenhar muito cedo e da pior forma possível. Viramos ABC-RN, CRB, Coruripe e times similares? Só entramos na Série A agora para servir de bonus stage para os demais participantes e ser rebaixado como um verdadeiro saco de pancadas?