Debaixo de sol escaldante, Vitória bate o Ceará e sobe na tabela do Brasileirão

Com um sol pra cada um, o Vitória mostrou a sua força e fez mais uma vítima no Barradão. Pivô de alguns dissabores rubro-negros, sobretudo em fase eliminatória da Copa do Nordeste, o Ceará chegou a Salvador com os fantasmas ainda na memória da nação rubro-negra. Mas desta vez não teve baile nenhum do cearense, o rubro-negro dominou boa parte do jogo, abriu 1×0 no primeiro tempo, tomou o empate aos 30min do segundo e 9 minutos depois já estava comemorando o segundo gol, em cobrança de pênalti de Neílton. É o segundo triunfo consecutivo do Vitória na competição, o que fez sair do Z4 e alcançar a 13ª posição (que pode ser 14ª se o Internacional vencer a Chapecoense hoje à noite em Porto Alegre).

Primeiro Tempo O jogo foi muito equilibrado, com maior presença ofensiva do Ceará (percebam no vídeo dos melhores momentos no final deste post). O time cearense tentou por várias vezes os passes verticalizados, os chamados “quebra-linhas” e para quem joga PES é aquele passe com o botão Y (Δ, em alguns joysticks). Também partiu para a sua principal característica: os chutes de fora da área que foram tentados por Elton, Ricardinho e Juninho. Entretanto, o rubro-negro também criou situações ofensivas, através de cruzamentos na área e de alguns chutes tentados por José Welison, mas o gol só saiu mesmo aos 20min quando num contragolpe, Neílton recuperou a bola e deu o passe “quebra-linhas” para Wallyson marcar seu primeiro gol com a camisa rubro-negra. O herdeiro da camisa de Tréllez na temporada passada, recebeu pela ponta esquerda e com categoria tocou no canto contrário do goleiro Éverson. Vitória 1×0!

Segundo Tempo Como de costume, o Vitória voltou mais recuado para a etapa complementar e permitiu a maior posse de bola para o Ceará, que voltou buscando o empate e insistiu demais nos arremates de longe, até porque o Vovô possui jogadores em seu meio de campo que possuem como ponto forte justamente os chutes de média e longa distância, como Ricardinho, Juninho, Pio e Wescley. Todavia, quem tava no gol ontem foi ELIAS, que foi destaque no Juventude e estava na Chapecoense, e não Caíque, o Mão de Quiabo, e nos arremates na direção do gol, o estreante mostrou mais segurança e mais fundamentos que o ex-titular. De tanto insistir em chutar de longe, o Ceará se deu bem aos 30min, quando numa sobra de bola, o meia Wescley ajeitou a redondinha e soltou um petardo no canto e desta vez não deu para Elias segurar. 1×1.

A torcida voltou a ficar desconfiada, seria, afinal, mais uma partida oficial de Campeonato Brasileiro que o Vitória sairia sem vencer? O último triunfo rubro-negro pela Série A, no Barradão, foi contra o Palmeiras, pela 33ª rodada de 2017, quando o Leão fez 3×1. E mais uma vez o Ceará sairia como algoz do Leão? NÃO!!! Porque apenas 8 minutos depois, em um ataque bem tramado pela ponta esquerda, Lucas Fernandes recebeu livre e foi derrubado pelo arqueiro cearense. Um minuto depois, Neílton bateu com categoria, fez 2×1 e se tornou o maior pontuador do Cartola FC da rodada com incríveis 16,30 pontos!!!

Depois do segundo gol, o Ceará tentou fazer uma fumaça final e perdeu uma grande chance com Elton, que bateu por cima, no estilo Roberto Baggio, depois de bela jogada de Pio, que tinha recebido no centro da grande área e com uma ótima visão e passe, deixou o ex-centroavante rubro-negro de cara com Elias. Depois deste lance, o Vitória teve a chance de matar o jogo, desta vez com Wallyson, mas o camisa 22 chutou em cima de Everson. Na sequência, o rubro-negro mostrou brio e foco para segurar os 6 minutos de acréscimos debaixo de uma “lua” e uma temperatura acima dos 32ºC.

Vale ressaltar também o belo público de ontem. Quase 9000 pessoas estiveram presente na partida, mesmo com a paralisação do transporte público. Os números impressionam porque eu já vi este ano, em jogos de 16h/17h/19h com cinco mil pessoas e sem greve de ônibus. Parabéns a estes guerreiros que deram um jeito de ir ao jogo e tomar aquele severo banho de sol e ainda encarou o concreto quente das arquibancadas. Isso a nossa imprensa esportiva baiana esquece de ressaltar, para ela só existe fidelidade e prova de amor da torcida sardinha. Por isso, faço questão de registrar aqui para vocês leitores e repassem isso! Valorizem mais sua própria torcida!

Vitória Sempre!

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O primeiro triunfo no BR18 e Boletim#04 do Cartola FC

Na estreia do novo manto, Vitória vence o Vasco no São Januário.

Primeiramente vou falar rapidamente do jogo do último domingo contra o Vasco. Bastou Vágner Mancini tirar a sua panelinha e o Vitória, enfim, voltou a vencer uma partida, a sua primeira no Brasileirão 2018. Mesmo tomando novamente mais dois gols, o rubro-negro mostrou poder de reação e fez 3×2 em cima do Vasco com gols de André Lima, Lucas Fernandes e Werley (contra). Mancini fez o Leão entrar em campo com seis alterações, mudando em todas as posições, inclusive retirando o protegidinho Uillian Correia. Na zaga entrou Wallison Maia, nas laterais Lucas (na direita) e Jeferson (na esquerda), Fillipe Soutto no lugar de Correia, além de Wallyson no lugar de Yago e André Lima no lugar do fraquíssimo Denílson.

Amanhã o Vitória encara o Sampaio Correia pelas quartas-de-finais do Nordestão, às 19h15, na capital maranhense e provavelmente Mancini deve promover outras mudanças para descansar alguns jogadores e dar chances a quem vem tendo poucas oportunidades. Eu acho esta atitude um pouco arriscada, apesar do time maranhense estar no Z4 da Série B e estar em crise interna. Porém, mata-mata de Copa do Nordeste é uma coisa traiçoeira. Então, até para poupar jogadores é necessário uma coerência para escalar um time com um certo grau de competitividade, pois a Copa do Nordeste é uma competição importantíssima e que já faz 8 anos que não ganhamos, além de dar um atalho na Copa do Brasil para o seu campeão! Por isso, nada de escalar reservas e meninos da base. Tem que ser uma mescla bem equilibrada e que dê condições do Vitória fazer uma boa partida e trazer um resultado satisfatório de São Luís.

BOLETIM #04 CARTOLA FC

Nossa liga segue movimentada e nesta rodada eu mitei bonito com o Kattaclysma com a pontuação de 115.22, chegando ao quarto lugar, ultrapassando o Sardinha Sport Club. Meu time agora tem 452,86 pontos acumulados e 174 cartoletas! O líder é o Vitória CzAr, de Bruno Resende, com 489.61 pontos (se segura que o Kattaclysma vem pra cima!!!)

Já com o meu outro time, o Mussurunga Diamonds, fiz a melhor pontuação de minha história como cartoleiro. Foram 126,82 pontos, com a mitagem bonita de Arrascaeta que foi meu capitão. Foram 46 pontos apenas com o uruguaio! O Mussurunga Diamonds formou no 3-5-2 com Fábio, Dedé, Geromel e L. Veríssimo; Cuellar, Zé Rafael, Everton, Matheus Fernandes e Arrascaeta; Gabriel Barbosa e Sassá. Técnico Jair Ventura.

O mercado já está aberto para a rodada 6 e terá o seu encerramento às 14h do próximo sábado. Já deixei meus três times formados e acredito que o Palmeiras, Internacional, Flamengo, Corinthians e Grêmio são os favoritos desta rodada.

Vitória Sempre!

Parte tática e raça excelentes, parte técnica preocupante…

O Vitória fez ontem a sua melhor partida no sentido tático, em 2018. Enfrentando o atual campeão brasileiro que vem de dois triunfos no Brasileirão deste ano, campeão paulista e com um 4×0 fora no domingo passado, o rubro-negro não comeu reggae e soube enfrentar o Corinthians tete-a-tete, tendo inclusive as melhores chances de gols durante os 90 minutos. Marcando com uma raça que há tempos o torcedor leonino não via, o Corinthians não teve a mesma facilidade que teve com o Paraná. Entretanto, o Vitória esbarrou em suas próprias limitações técnicas. Se este time de 2018 tivesse um pouco do que o time da Copa do Brasil de 2004 tinha ou até mesmo o do time 5º colocado de 2013, o rubro-negro poderia ter feito ontem um triunfo por até dois gols de diferença.

Se na defesa o Vitória conseguiu segurar o ímpeto corintiano, o mesmo não pode se falar da criação ofensiva. O rubro-negro mostrou muita dificuldade de repertório e é muito dependente dos lampejos de Neílton. Além disso, o atual elenco não conta com um centroavante inteligente e fatal como do estilo André Catimba, Tuta, Aristizábal e Dinei. No plantel 2018, o que mais se assemelha neste sentido é André Lima,  que está lesionado. Denílson pode ser esforçado o que for, é dedicado, brigador, raçudo, mas a parte técnica dele dói na alma. Não é um jogador capaz de se desvencilhar da marcação adversária pelo drible, agilidade, inteligência ou posicionamento.

No primeiro tempo as melhores chances foram com Denilson, logo no comecinho do jogo, quando chutou em cima dos defensores e numa cabeçada tirando tinta da trave direita de Cássio. Já no segundo tempo, os lances mais agudos foram dois chutaços de fora da área, um de Yago que exigiu bela defesa de Cássio e outro de Guilherme Costa que passou raspando a trave também. Fora isso, fomos praticamente inoperantes na parte ofensiva.

Por conta da gritante limitação técnica e de pouca criatividade na parte ofensiva eu saí frustrado do jogo de ontem, pois o Vitória mostrou que se investir um pouco mais no time poderia ter vencido o Corinthians e dado um grande passo à classificação, com o empate fica muito difícil achar que vai ser igual ao ano passado e de forma automática o triunfo por 1×0 lá. Era pra ter feito o dever de casa. Toda a galhardia mostrada com a disposição tática, a garra em recompor e encurtar os espaços do Corinthians perdem um pouco de seu brilho quando do meio pra frente fomos nulos, sem ter feito o triunfo aqui. Para passar de fase precisa fazer gols! O Vitória está obrigado a vencer lá no Itaquerão, ou empatar e tentar a sorte nos pênaltis.

Vitória Sempre!

É obrigatório fazer o dever de casa

O Vitória encara hoje a sua primeira pedreira em 2018, enfrentar o Corinthians atual campeão brasileiro, paulista e que já está na liderança da Série A em duas rodadas é uma tarefa árdua e que ninguém queria topar pela frente no dia do sorteio desta fase. Mas alguém teria que bater de frente com o alvinegro paulista e este alguém foi o ECV. Mesmo sem ter um elenco badalado de craques, o time do Corinthians é muito enjoado e isso deve-se ao forte conjunto e sólido esquema tático implantado por Tite anos atrás e que vem sendo mantido com o sucessor Fábio Carille.

Não será uma tarefa fácil tirar o Corinthians da Copa do Brasil, mas não será inédito na história do Leão. Já fizemos isso no ano de 2004 quando tínhamos Edílson, Obina, Cléber Santana e Magnum como principais peças ofensivas. E num passado recente, jogando em pleno Itaquerão, o rubro-negro deu 1×0 nesta mesma equipe-base corintiana no Brasileirão de 2017. Indo mais fundo no passado, já acabamos com a invencibilidade de quase 30 jogos dele no Brasileirão de 1993 e em plena disputa do quadrangular semifinal, quando Alex Alves fez aquela pintura na antiga Fonte Nova e no jogo da volta na capital paulista seguramos um empate em 2×2, se não estou enganado.

Para manter viva a esperança e a possibilidade de eliminar o Corinthians, o Vitória fica obrigado a fazer o dever de casa hoje no Barradão. O triunfo ideal é por 2 gols de diferença no mínimo, pois o placar de um gol apenas é muito perigoso, além disso, sabe-se que o atual elenco corintiano não é de vencer por muitos gols, apesar de ter feito 4 no Paraná domingo passado. O conceito é de que “1×0 é goleada” e diferentemente do Paraná Clube, temos mais time e mais tradição no cenário nacional. Um placar de 2×0 pro Leão ou 3×1 será fantástico e espero que o rubro-negro consiga fazer uma partida forte, incisiva e que seja capaz de construir esta vantagem. De forma alguma podemos empatar ou perder o jogo de hoje, é ele que vai clarear a situação para o jogo da volta. Por fazer a primeira em casa, toda responsabilidade é nossa, pois sabemos que lá no Itaquerão vai ser “carne-de-pescoço”.

Apesar da força do Corinthians ser a solidez tática, em que jogam bastante compactados, com as linhas bem próximas, o que facilita uma transição da defesa para o ataque com maior fluidez, o time corintiano tem uma boa dupla de zagueiros como Balbuena e Henrique e dois laterais muito ofensivos como Fágner e Sidcley, na armação de jogadas conta com a excelente fase de Rodriguinho, a experiência de Jadson e no ataque tem o inteligente paraguaio Angel Romero e o oportunista Clayson. Enfim, o adversário desta noite testará ao máximo o elenco rubro-negro.

Vitória Sempre! 

OPINIÃO | Atlético-MG 2×1 Vitória

Gente, eu não fiz o texto ontem porque adoeci, fiquei com 39,1 ºC de febre e fui até a emergência, pois tava com fortes dores no corpo, principalmente nas pernas e na lombar, eu até suspeitei de ser a maldita chykungunia que tem este tipo de sintoma, mas até o momento não se confirmou. Destarte, vamos ao que interessa.

Mais uma vez o Vitória fez um jogo feio e muito frouxo no primeiro tempo e pagou por isso. A dupla de zga que está no clube desde 2015 segue aprontando das suas e nunca mostra evolução técnica. No primeiro gol, Gustavo Blanco fez o que quis na ponta esquerda, cruzou na área e mesmo tendo mais jogadores no miolo da defesa contra apenas o veterano Ricardo Oliveira, o atacante do galo se antecipou a Kanu e a Ramon e fez 1×0. Minutos depois Otero, como falei no pré-jogo, achou moleza na marcação e acertou um tirambaço no travessão e em outra jogada posterior, desta vez pela ponta direita bateu de trivela e acertou a trave direita de Caíque.

Somente no segundo tempo, o time jogou com alguma vontade de atacar e passou a ameaçar o Atlético, inclusive perdendo uma grande chance com Neílton, que seria certamente o gol da rodada do domingo, por um triz a bola foi pra fora. O empate ali poderia mudar o rumo do jogo. Já na metade da etapa complementar, Kanu foi dar uma de Beckenbauer, perdeu a bola e o vetrano Ricardo Oliveira pegou a bola, partiu na linha de fundo e cruzou para Roger Guedes tocar por debaixo de Caíque. Mais uma falha, ao meu ver, de nosso jovem goleiro. E aí Caíque? Cadê seu discurso de ironia para a torcida? Já perto do fim, em cobrança de falta na área o alemão Baumjohann disputou com o zagueiro do Galo, que fez contra. Atlético MG 2×1. E no apagar das luzes, Denílson teve a chance de ouro pra empatar, mas chutou na lua.

Enfim, mais uma vez está claro que com este grupo de jogadores o Vitória é forte candidato ao rebaixamento e precisa ser reforçado seriamente, até porque um descenso causará a queda de R$ 35 milhões de cota de TV para R$ 9,5 milhões, fato dito pelo próprio Ricardo David em uma reunião do Conselho deste ano. É muito triste chegar no mês de abril e constatar que nenhuma das promessas de campanha de Ricardo David foram cumpridas, nenhuma. Estamos diante de mais um estelionato eleitoral como foi com Ivã de Almeida? Perguntar, não ofende.

Se serve de consolo, grande parte do Conselho Deliberativo está tentando marcar uma reunião com o presidente e o vice-presidente para tratar do futebol do clube, mas nada adianta ter esta reunião se a diretoria executiva não acatar as sugestões dos conselheiros e cabe a eles (presidente e vice-presidente) a palavra final, fora que eles estão cobertos pelo Art.36 do Estatuto Oficial de que dentre as atribuições do Conselho Deliberativo, se intrometer na questão do futebol não faz parte da longa lista de incisos e alíneas.

Para finalizar, o Vitória chegou a acertar com os jogadores Copete (atacante) e Vladimir (goleiro) salários e tempo de contrato de empréstimo, mas o comitê gestor do Santos, composto por 9 conselheiros vetou as transferências por empréstimo e exigem a venda na íntegra e aí emperrou as coisas para o Leão. Isso é que dá ir empurrando com a barriga e resolver contratar em cima da hora. Não descarta-se, porém, uma retaliação do Santos pelo fato do Vitória não ter facilitado a negociação de David, Trellez e Marinho, recentemente.

Em noite de herói de Caíque, Vitória chega às oitavas da Copa do Brasil!

O futebol é realmente muito dinâmico e como diz o radialista Mário Freitas “a vida muda de minuto a minuto”. Se há 8 dias, a crítica era toda em cima do goleiro Caíque depois daquele frangaço ridículo no jogo de ida no Beira-Rio, ontem o arqueiro de 1,93m fez uma partida segura nos 90 minutos e nas penalidades defendeu as cobranças de Nico López e de Gabriel Dias e ajudou o Leão passar de fase na Copa do Brasil. Para abrilhantar mais ainda este feito, o rubro-negro volta a disputar às oitavas depois de 8 anos, justamente no ano em que fomos à Final contra o Santos de Neymar, Ganso e Robinho. Também é a primeira vez que o Vitória chega a esta fase depois da remodelagem da Copa do Brasil, que agora vai até outubro e conta com os clubes que disputam a Libertadores. Mas se engana que para passar de fase, o rubro-negro fez uma partida de encantar, longe disso…

Primeiro Tempo – Com um futebol apático, o Vitória não conseguia assustar Marcelo Lomba, somente nos minutos finais da etapa inicial que o Leão tentou finalizações, mas sem exigir grandes intervenções do arqueiro colorado. A grande novidade foi a volta “surpresa” de Neílton ao time titular e de Mancini finalmente sacar Botelhão para colocar Juninho de volta a lateral esquerda. Do lado de lá, o time gaúcho veio seguindo seu manual tradicional do futebol dos pampas: muita marcação, metodismo tático e tentando aproveitar os contra-ataques, mas também não deu tantos sustos.

Segundo Tempo – Precisando fazer 2×0 pra matar no tempo normal, o Vitória partiu pra cima na etapa complementar, mas ainda assim não vinha tendo uma noite empolgada, não sei se foi por conta das fortes chuvas que atrapalha realmente ou se foi por limitação extrema de nosso time. Aos seis minutos Rhayner deu um chute forte que Lomba espalmou e ninguém apareceu para pegar o rebote, aos 20min Juninho levantou na área e Denílson acertou a trave. O fato é que o Vitória, apesar de ter mais presença ofensiva, não finalizava a contento e o Inter também passou a ter uma leve melhora e exigir mais do goleiro Caíque. Com o tempo passando e o placar inalterado, Mancini sacou Farias e Yago e colocou Nickson e Guilherme Costa e a resposta foi imediata, os dois entraram botando fumaça na partida, criando várias situações de ataque e aos 34min depois de um lançamento de Guilherme Costa, Kanu apareceu como elemento-surpresa na área e foi derrubado. Pênalti. Na cobrança Neílton mostrou frieza e equilíbrio emocional e fez 1×0 Vitória.

Seis minutos depois o Inter quase chegou ao empate quando Camilo bateu uma falta caprichada no canto direito de Caíque, mas o goleirão mostrou toda sua envergadura e defendeu de mão trocada, colocando pra escanteio. O Inter passou a se lançar mais no ataque, pois não queria levar para as cobranças de pênalti, enquanto o Vitória passou a se segurar e a resistir as investidas do colorado até o apito final.

COBRANÇA DE PÊNALTIS

Com o placar agregado em 2×2 o duelo teve que ser decidido na “loteria” das penalidades máximas. Das cinco cobranças rubro-negras, apenas Nickson deu mole ao chutar telegrafado e fraco no canto esquerdo para a defesa de Lomba. Já no lado colorado, eles erraram a segunda e a terceira cobranças com Nico López e Gabriel Dias. Novamente mostrando frieza e bom controle mental, Neílton converteu a última e decisiva cobrança fazendo Vitória 4×3, garantindo a classificação rubro-negra. 

O sorteio das oitavas-de-final será realizado hoje por volta das 11h e deve ser transmitido pela CBF TV no site da CBF. O Vitória pode enfrentar as equipes do Pote 1 e não há hipótese de ter o clássico Ba-Vi nesta fase, pois a Sardinha também faz parte do Pote 2.

VITÓRIA SEMPRE!

OPINIÃO | Vitória 2×2 Flamengo

Como previsto no pré-jogo, a partida contra o Flamengo seria indigesta e com grande chances do Leão perder. Entretanto, com muito esforço dos jogadores de meio e de frente do Vitória, o resultado foi de empate num duelo de altos e baixos das duas equipes. Podemos até considerar este empate como algo heroico ao se comparar o poderio das duas equipes e ressaltar também que os esforços para ter um campeonato brasileiro mais digno passa por reforçar cirurgicamente o sistema defensivo (1 goleiro, 2 laterais e 2 zagueiros), do meio pra frente temos boas opções e talvez caiba mais um meia no estilo Diego / Ramon Menezes e de um atacante extremado do naipe de Marinho / Zé Roberto (o que passou aqui em 2003 e 2005).

O Jogo – Logo na saída de bola um erro coletivo, fruto da desatenção (inadmissível começar uma partida desatento) o Flamengo abriu o placar com Lucas Paquetá aos 16 segundos. No lance falharam Ramon, Kanu e Botelho e o jovem meia flamenguista bateu com categoria sem chance para Caíque. A reação foi rápida, aos 12 minutos em um lance muito rápido de múltiplas finalizações do Leão, Everton Ribeiro tomou uma bolada na cara, mas como foi pro lance com as mãos em forma de “defesa de goleiro” traiu o árbitro que deu a penalidade e expulsou o camisa 7 do CRF. Yago foi para a cobrança e empatou com um chute alto e forte. 

A partir daí o jogo foi muito equilibrado, tendo o Flamengo as melhores chances de finalizar, até pela qualidade de seu meio de campo com jogadores altamente refinados com a bola no pé como Diego, Paquetá e Vinicius Júnior. No segundo tempo, o enredo do jogo foi o mesmo e, apesar de ter um jogador a menos, o Flamengo demonstrava estar mais perto do segundo gol que o Vitória, que pecou demais em rodar a bola nas extremidades do campo sem objetividade. Era irritante ver o lateral Botelho receber na ponta e devolver pra Juninho, que devolvia pra Botelho, que devolvia pra Juninho, com ambos sem tentar fazer uma infiltração ou cruzamento na área. Quem tanto enseba, se quebra e aos 26 minutos, num lance irregular, o Flamengo empatou com o zagueiro Réver. No lance, Diego cobrou falta na área, Aarão, impedido, tocou de cabeça para Geuvânio, que cruzou a meia altura para Rever fazer 2×1.

Curiosamente e até parecendo pirraça com seu torcedor, foi só o Flamengo fazer o segundo gol, para no primeiro lance agudo de ataque levantarem a porra da bola na área e Denílson, em bela cabeçada, deixou tudo igual novamente, aos 30 minutos. E assim que chegou ao empate, o Vitória voltou de novo com a irritante troca de bola nas pontas, sem buscar infiltrações ou cruzamentos. Dá pra entender? Mesmo com um jogador a mais, parecia que o Vitória se contentava com o empate. Mancini e o time estão se enxergando como uma espécie América-RN ou clubes semelhantes, para se contentar com empates ou perder de pouco? Perguntar, não ofende!!

Vale ressaltar também, que depois de muito tempo a torcida pedindo a saída de Botelho, Mancini tira o cara do campo para a entrada de Guilherme Costa, aí todos pensaram que Juninho faria a lateral esquerda, mas na prática quem ficou mais aberto pelo setor foi o ex-vascaíno, que nunca jogou assim na vida. Mancini está ficando insuportável com suas improvisações sem pé nem cabeça. Mas, enfim, mesmo com todas as pardalices do treinador e de termos um dos piores sistemas defensivos do Brasileirão, o rubro-negro evitou largar no Nacional com uma derrota em casa.

E novamente repito: PRECISAMOS CONTRATAR. REFORÇA ESTA DEFESA AÍ OU O FUMO VAI ENTRAR EM DOSES CAVALARES. ACORDA RICARDO DAVID! ACORDA “DORMIANI” E SE LIGA, MÃECINI!!!

Obs.: Não estou gostando dos jogadores fazerem “baba”, o velho “quadrado”, antes da bola rolar. Além de risco de lesões, os jogadores se desgastam muito antes da bola rolar. Isso foi feito na final do estadual e ontem e nestes dois jogos os resultados não foram positivos. Fica a Dica!

Obs-2.: Foi só o juiz ter errado contra um poderoso do eixo, para a SporTV, ESPN e demais emissoras fizerem alarde em cima do fato e ontem mesmo, em pleno domingo, sem ser dia de expediente da CBF, o trio do jogo do sábado foi punido. Estaríamos vendo este tipo de coisa se fosse o contrário? Ou se tais erros fossem num jogo entre Vitória x Sport, por exemplo? Isso que dá raiva e enoja nosso futebol. O recado que fica nas entrelinhas é que quem errar contra os grandes será penalizado, dando ao mesmo tempo, carta branca para que na dúvida, “errem” à favor dos times mais famosos. Foi por este tipo de coisa que fui deixando de gostar dos times do eixo, coisa que eu era muito na minha infância e início de adolescência! Dois pesos, duas medidas. Sem falar que o árbitro foi pressionado por membros da diretoria do Flamengo no intervalo e na volta deu um gol irregular ao time carioca, como se fosse uma compensação.