Vitória vence Galo por 3×1 e dá continuidade a saga de visitante indigesto!

Foto: A Tarde Online

Parece brincadeira mas não é! O Vitória de 2017 gosta de sacanear seu torcedor e surpreender a turma do eixo sul e sudeste. O fato é que a força do rubro-negro deixou de ser como mandante, seja no Barradão ou Arena Fonte Nova. O que já foi tido como “ponto forte” do ECV, até com ex goleiro de Seleção falando que até o Manchester United (o rei da Europa na época) perderia para o Leão no Barradão parece ter perdido sentido e ganhou a inversão. Agora ninguém quer jogar, em casa, contra o Vitória. Depois de bater Flamengo, Corinthians e Coritiba de forma consecutiva como visitante, o rubro-negro teve duas partidas em casa e somou apenas 1 ponto, foi a BH ontem todo remendado, sem o goleiro e laterais titulares e saiu com 3×1 no placar e fora da zona de rebaixamento. Vá entender!

O gol leonino saiu logo aos dois minutos depois de lançamento de Caíque para Tréllez, que dominou a pelota, levantou a cabeça e passou para Fillipe Soutto, que com extrema categoria deu um passe em profundidade para Neílton, fazer o facão, e pegar de frente para Victor e balançar as redes, numa finalização precisa. Com o gol tão cedo, o nervosismo do rubro-negro cessou e passou a cadenciar o jogo. Entretanto, a acomodação foi tão precoce como o gol e o Galo chegou ao empate aos 17min em bela troca de passes dos atleticanos, em que Fred, de calcanhar, deixou Cazares frente a frente com Caíque. 1×1.

Após o empate, o Atlético cresceu um pouco na partida mas não chegava com tanto perigo assim. Já o Leão continuava gelado como uma pedra de gelo, sem se afobar para atacar e focando completamente na recomposição defensiva, travando o Atlético-MG repetindo as estratégias contra Flamengo, Corinthians e Coritiba.

A emoção só voltou no segundo tempo, com o Atlético se lançando mais ao ataque e exigindo, desde cedo, a intervenção de Caíque como numa cabeçada de Fred, em que o Gato Preto mostrou toda a sua elasticidade. Depois, com a entrada do peruano Otero, o Galo cresceu demais de produção. Logo em sua primeira participação, o meia atleticano bateu uma falta marota que Caíque fez outra grande defesa. Confirmando minhas convicções, Caíque mostrou que tem muito mais fundamentos e virtudes que Fernando Miguel. O então titular tem uma mania terrível de dar chutões pra frente que raramente caem nos pés de nossos atletas. Caíque já tinha participado indiretamente do primeiro gol rubro-negro e foi assim com o segundo gol, aos 24min, quando lançou para Tréllez, que tirou do goleiro, perdeu o ângulo e cruzou rasteiro para Yago fazer Vitória 2×1.

Depois de tomar o segundo gol na metade da etapa final da partida, a torcida atleticana passou a vaiar o Galo e a protestar contra o treinador Rogério Micale. Nesse ínterim, Otero sozinho tentava melhorar a situação do Atlético, com boa movimentação, passes, cobranças de faltas e chutes de média distância. Por sinal, foi num destes chutaços que ele acertou a trave aos 44 minutos, o que seria o gol de empate! Entretanto a sorte estava do nosso lado e para comprovar isso, o Leão teve dois grandes contra-ataques pelo flanco esquerdo que poderiam matar a partida, uma com Tréllez que chutou pra fora e outra com Kieza que buscou o cruzamento na área, sem sucesso. Mas foi com outro lançamento de Caíque que saiu o terceiro gol. O camisa 23 bateu firme e reto, a bola sobrou novamente para Tréllez, que com categoria bateu por cima de Victor. Vitória 3×1 e segue a saga de vencer fora de casa, principalmente após irritar e desestimular a própria torcida nos jogos do Barradão.

Agora, quem deve estar temendo nos enfrentar é o Botafogo, adversário do próximo domingo lá no Estádio Nilton Santos, na capital carioca! Mais uma grande chance de ampliar este inesperado hall de triunfos fora de casa em uma única edição de Série A e se afastar ainda mais da zona de rebaixamento.

Vitória Sempre!

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Triste Vitória!

É meus amigos, não adianta a torcida ir para o Barradão, fazer o seu papel de apoiar e vaiar apenas em alguns lances esporádicos e, principalmente, após aos términos das partidas. O Vitória edição 2017 não gosta de seu torcedor e parece que está empenhado em voltar para a Série B. O jogo contra um dos piores times do São Paulo foi um grande golpe a minha autoconfiança de torcedor rubro-negro e creio que para muitos também. O Tricolor Paulista dominou grande parte do jogo, sobretudo no meio de campo, quando sabíamos na véspera que o São Paulo iria no esquema 4-1-4-1 que oscilava para o 4-5-1 a depender da posse de bola. Eles povoaram o meio de campo e Mancini foi no 4-3-3 com um lateral direito improvisado na esquerda e Kieza no lugar de David, que se não é muito presente e incisivo no ataque, é muito útil na recomposição do meio de campo pelo lado esquerdo. Mancini fez duas cagadas numa só, enfraqueceu completamente o lado esquerdo e botou Kieza, vindo de lesão, como extremo esquerdo. Vá ser burro assim, na casa do capiroto.

O resultado vimos e sentimos. O São Paulo nos venceu por 2×1, sem sofrer grandes sustos, exceto pela fumacinha que Neílton e Patric colocaram no começo daquele segundo tempo quando ambos perderam excelentes chances de gol, além do chutaço na trave de Uillian Correia em cobrança de falta (no primeiro tempo). Só fizemos o gol “engana-besta” já nos acréscimos mas no bufo-bufo e desespero do que por consciência da bola trabalhada. Somente com 2×0 contra, Pirracini resolveu “consertar” o buraco do meio de campo colocando Cleiton Xavier e Carlos Eduardo, jogadores de cadenciamento, num momento em que precisávamos de velocidade e jogadas de imprevisibilidade técnica, como dribles desconcertantes e passes rasga-defesas e sabemos que estes dois não possuem tais características.

Na verdade, sabendo que não tinha um lateral esquerdo confiável qual seria a de Mancini? Na minha opinião ele tinha duas opções: (1) Colocava o time no 3-5-2 com Ramon, Wallace e Kanu na zaga; Uillian Correia, Fillipe Soutto e Yago no meio, com Caíque Sá e David como alas; Neílton e Tréllez no ataque. (2) Colocava Fillipe Souto na lateral esquerda para jogar até a linha do meio de campo e com David fazendo o corredor esquerdo e voltando para proteger Soutto. Ele escolheu a pior de todas e ainda tirou um cara da base, de 21 anos, que tem força física e velocidade para apoiar e marcar para colocar um centroavante vindo de lesão para atuar como extremo esquerdo. Me bata um abacate com leite e açúcar Mancini. Por isso eu nunca confio 100% em você. Nunca aprende, quando aparenta ter evoluído vem com essas pardalices inexplicáveis.

Enfim, agora enfrentaremos o Atlético Mineiro no Independência neste domingo e nada de achar que esta “mística” dos jogos fora de casa é eterna. Sinceramente eu acho que esta “lenda” termina nestes dois próximos jogos contra o Galo e Botafogo. Claro que, pelo momento do time mineiro, é até “visualizável” um triunfo em cima deles. O Galo está muito mal na competição, tem um elenco muito interessante, mas os resultados não estão vindo a contento. Agora, diante do Botafogo eu duvido muito o rubro-negro se dar bem lá. Por mais que tenha um time “comum”, aparentemente, o Botafogo está muito bem encaixado com Jair Ventura. E como disse, não é porque ganhamos Flamengo, Corinthians e Coritiba fora que venceremos todo e qualquer jogo como visitante, a partir desses resultados importantes.

O preocupante é que acho que esta “fase áurea” e inédita de vencer sucessivos jogos como visitante está perto de acabar à medida que seguimos um lixo como mandantes, tendo a pior campanha na história do clube na Série A. E aí, quem vai nos salvar quando voltarmos à normalidade histórica como visitante?

Triste Vitória!

Vitória vence a 3ª partida fora de casa, sai da zona e vira Visitante Indesejado no Brasileirão

O Vitória mostrou que de fato está em busca da redenção neste Campeonato Brasileiro. Após fazer um 1º Turno vexatório, o rubro-negro vem crescendo na competição desde a volta de Vágner Mancini por volta da 16ª rodada e vem se notabilizando por ser um visitante indesejado, chato, ousado e cara de pau, daqueles que entram na casa dos outros abre geladeira, abre a cerveja, muda o canal da tv e se deita no sofá sem cerimônias. Desde a estreia em 0x0 com o Cruzeiro, em que o Leão foi melhor e poderia já ter vencido aquele jogo, o Vitória venceu Flamengo e Corinthians (2×0 e 1×0) e ontem confirmou sua nova face neste Brasileirão ao vencer o Coritiba no Couto Pereira, também por 1×0, através do zagueiro-artilheiro Kanu!

Primeiro Tempo Mas, diferentemente das partidas contra os times da mídia RJ-SP, o Vitória não começou bem a partida. O Coritiba foi muito mais incisivo e perdeu muitas chances de gols. Enquanto pelo lado rubro-negro havia muitos erros de passes e um sistema defensivo que parecia estar disperso. As bolas cruzadas na área que resultaram num gol anulado e numa quase cabeçada de Alecsandro comprovam isso. Não estávamos com a mesma pegada e concentração dos jogos contra Corinthians e Flamengo e por pouco a gente não pagou caro por isso. Tanto é que aos 41 minutos, num erro de Caíque Sá, Rildo avançou até a grande área, fez o cruzamento e a bola tocou no braço de Ramon que veio num carrinho altamente arriscado. Pênalti. Depois de um longo inverno, eis que Fernando Miguel voltou a defender uma penalidade máxima, para a tristeza do cobrador, Rafael Longuine.

Segundo Tempo Somente após o intervalo, o Vitória acordou. David, Neílton e Trellez passaram a ser mais acionados e saíram boas chances a partir deste momento. A melhor delas foi numa arrancada do menino David, calando os cornetas, o camisa 27 passou por dois marcadores e cruzou na área, mas Neílton desperdiçou novamente. Também precisando do resultado positivo, o Coritiba não se deu por vencido e também teve boas chances de gols que paravam ou nas mãos de Fernando Miguel ou na zaga, exceto a cabeçada a queima roupa que tirou tinta da trave!

Quem não faz, toma! Depois de perder umas três grandes oportunidades a máxima do futebol veio à tona novamente. Aos 22 minutos, Rildo errou no passe de cabeça e a bola caiu nos pés de Patric que ajeitou para Ramon soltar o rojão, Wilson espalmou e na sobra, o homem-surpresa Kanu estava lá para estufar as redes. Vitória 1×0. Era a repetição do placar da temporada 2016, com outro protagonista, mas que também esteve presente no jogo dramático do ano anterior.

Depois de tomar o gol, o Coritiba se perdeu em campo, partiu pra cima de forma afobada e seus jogadores começaram a ficar nervosos, tanto é que Márcio e Anderson terminaram expulsos da partida. Este último, por sinal, se envolveu em um lance curioso que culminou na expulsão do rubro-negro Yago. Ambos se agarraram numa disputa de bola e o jogador coxa-branca usou de cotoveladas para tentar se desvencilhar do camisa 77 do Leão.

Enfim, o Vitória ratificou que está ávido para a redenção no campeonato e voltou a vencer três partidas fora de casa depois de 43 anos! E ao contrário daquele ano quando os três triunfos foram em cima de América-RN, Sergipe e Rio Negro-AM, este ano foram triunfos em sequência contra os midiáticos Flamengo e Corinthians e do sempre chato Coritiba. Agora o Leão terá duas semanas de descanso para enfrentar Fluminense e São Paulo. É imperioso vencer estes dois próximos duelos no Barradão, até para reativar a mística de nosso Santuário.

Vitória Sempre!

Vitória surpreende e bate o Corinthians no Itaquerão

O Vitória aprontou das suas novamente. Pela primeira vez na história, o rubro-negro baiano venceu um grande paulista jogando em São Paulo e foi logo em cima do “mítico” Corinthians de 2017 que vinha de 34 jogos invictos (5 meses) e com a melhor campanha da Série A por pontos corridos com 47pts em 19 jogos. Tudo estava à favor do time corintiano, os números do atual campeonato, o momento das duas equipes e a enorme torcida que mais uma vez lotou o Itaquerão.

O Leão não levou isso em consideração e fez 1×0 logo aos 11 minutos, após a recuperação de bola de David na defesa, o camisa 27 fez sua jogada de arrancada característica puxando o contra ataque, serviu a Neílton, que dominou e inteligentemente, deu aquele passe “rasga defesa” deixando Santiago Tréllez de cara e o colombiano encheu o pé direito, sem chance para Cássio. Vitória 1×0.

A partir daí, o Vitória mostrou muita personalidade e consistência tática, fruto do bom trabalho de Vágner Mancini (que parece ter voltado bastante evoluído após sua passagem na Chapecoense). O Corinthians não assustava tanto, também por força do bom posicionamento dos jogadores do Leão, que encurtava os espaços e transpirava suor e dedicação. Quando conseguia finalizar, Fernando Miguel estava lá para encaixar a gorduchinha.

Na semana do Soldado, Jô bate continência para o gol do guerreiro colombiano Trellez.

No segundo tempo o ritmo foi o mesmo; Corinthians tentando voltar pro jogo e o Vitória neutralizando muito bem, com uma defesa bem postada e com um espírito de coletividade incrível, com cada um dando de si para recompor e retomar a posse de bola. Além disso, por volta dos 5 minutos, ainda tivemos um gol anulado de Kanu. Gol muito mal anulado por sinal. Pouco depois, aos 25min, Caíque Sá, Trellez e Patric fizeram uma triangulação ofensiva e a bola sobrou para Neílton, que bateu fraquinho. Poderia ser o gol derradeiro naquele momento. A má pontaria de Neílton segue! Outra grande chance foi no finalzinho quando Carlos Eduardo foi lançado na direita, e por ser canhoto, não soube finalizar.

Assim como no jogo do Flamengo, o Vitória foi cirúrgico e jogou com uma inteligência e consistência tática que dificilmente vemos aqui no futebol baiano. Mancini conseguiu implantar um pouco da cultura do futebol pragmático e chato da Chape aqui no Leão e isso é muito bom! Nem sempre, para vencer, é necessário uma ultra-ofensividade. Depois de decepcionar a torcida semana passada contra o Avaí, o torcedor leonino está contente por hoje, pois ninguém dava este jogo como possível triunfo para nós, até eu achava que seria impossível repetir o feito do Flamengo e vi que estive muito equivocado! Faz parte! O importante é que o Leão brocou e agora a imprensa sudestina que procure 1001 teorias e desculpas para justificar a derrota do “Timão”.

VITÓRIA SEMPRE!

Flamengo 0x2 VITÓRIA | Leão detona Fla em atuação brilhante

Tudo jogava contra o Vitória até o pontapé inicial da partida de ontem: Adversário com elenco milionário e que vinha jogando bem, apesar da sua torcida contestar e protestar por resultados ruins contra o Santos; jogo na Ilha do Urubu onde o Flamengo só tinha perdido apenas uma partida neste novo alçapão rubro-negro carioca e nosso retrospecto nada agradável em duelos contra o Fla no estado do RJ. Entretanto, quebrando meio mundo de cartoleiros e comentaristas esportivos de todo o Brasil, o Vitória foi valente, teve uma atuação segura e foi cirúrgico ao fazer 2×0 nos momentos mais cruciais de cada tempo da partida! Vitória maiúscula, que nos orgulha, memorável e que mesmo valendo apenas míseros três pontos, já entrou para história, para mim pelo menos!

PRIMEIRO TEMPO Atendendo a pedidos da super exigente torcida flamenguista, o técnico Zé Ricardo mudou o esquema do Fla de 4231 para 4132 montou o meio de campo apenas com Willian Arão de volante e 3 meias super ofensivos com Diego centralizado, Everton Ribeiro na ponta direita e Éverton na outra extremidade, com Geuvânio e Felipe Vizeu no ataque (Guerrero estava suspenso). Com esta formação era óbvio que o time carioca iria sufocar o Vitória nos minutos iniciais. Não deu outra! Que pressão!

Até os 25 minutos só dava Flamengo no jogo, que por pouco não saiu na frente em cobrança de falta de Diego e numa jogada de linha de fundo, onde Everton cruzou para Felipe Vizeu, que não chegou a tempo para completar pro gol. Apenas após a parada para hidratação que o LEÃO mostrou suas garras. Impressionante como o jogo virou depois da paralisação. O Vitória passou a gostar da partida e a chegar com mais frequência no campo de defesa flamenguista e foi recompensado aos 40min, quando numa bola mal rebatida por Arão, o meia Yago pegou a sobra e soltou um rojão cruzado no ângulo de Diego Alves. LEÃO 1×0! A torcida flamenguista e os caras da SporTV ficaram embasbacados com este “ponto fora da curva”, pois para eles seria barbada para o Flamengo e nunca imaginariam que depois de um começo avassalador, o Fla iria para o intervalo atrás do marcador. Azar deles, a bola pune! A soberba sempre perde, cedo ou tarde!

SEGUNDO TEMPO Com o sol mais forte era natural que o jogo caísse de produção. Este negócio de jogo às 11h só funciona na Europa, continente frio, que tem INVERNO de verdade, bem diferente do Brasil (exceto algumas regiões mais extremas do PR, SC e RS). Com as duas equipes sentindo o forte calor daquela manhã/tarde carioca, o jogo ficou chato, com o Flamengo sendo mais ofensivo, obviamente. O atacante colombiano Berrío entrou no jogo botando fumaça, mas cometendo várias faltas de ataque e quando o FLA conseguia finalizar parava nas mãos seguras de Fernando Miguel, que fazia mais uma grande partida. E novamente quando parecia que o gol do empate do Flamengo era questão de tempo, o Vitória aprontou mais uma.

Aos 20 minutos em um contra-ataque pela ponta direita, o nosso colombiano Santiago Tréllez ganhou na corrida de Réver e quando armava a finalização foi derrubado na área. PÊNALTI. Momento Raro pra se guardar na história, um juiz teve a coragem de marcar pênalti para um time nordestino contra um Flamengo que estava perdendo em casa! Antes da cobrança, o narrador e o comentarista do PFC/SporTV falaram mais da “fama” de pegador de pegador de pênaltis do goleiro do que a grande possibilidade do Vitória matar o jogo ali, com o gol. Os anos passam, mas os profissionais ainda acham que narram e comentam jogos apenas para um dos times. Na cobrança, Neílton não se intimidou da “fama” de Diego Alves e bateu com categoria no canto direito, enquanto o goleiro pulou pro lado esquerdo! E Tite, que estava no estádio para ver os flamenguistas, deve ter percebido que na falta de Neymar, o Neílton pode ser uma boa opção, tamanha a boa partida feita pelo nosso camisa 10.

A partir do segundo tempo gol, toda a equipe da SporTV/PFC tiveram que engolir a seco o triunfo do rubro-negro baiano e a péssima partida que o Flamengo fazia. O time carioca se desestruturou de vez após o segundo gol tomado e a sua torcida que antes tava fazendo seu papel de incentivar mudou de postura, gritando olé para o LEÃO e vaiando até o ídolo Diego! E ainda tem gente que quer taxar a nossa torcida como a “pior” do Brasil.

Enfim, que triunfo gigante, que nos enche de orgulho e que pode fazer a gente refletir sobre não cravar mais que tal jogo a gente já deve contar como derrota certa. Não só por nós, torcedores do Vitória, mas estamos vendo aí nas últimas rodadas muitos visitantes taxados pelos “especialistas da imprensa esportiva” de derrotados antes mesmo da bola rolar, vencerem seus jogos. Não faz muito tempo que vimos Avaí ganhar do Botafogo e Grêmio em seus devidos mandos de campo, bem como nosso rival que deu uma porrada segura no Atlético Mineiro no Independência! O futebol brasileiro está muito nivelado por baixo e vence aquele que jogar com mais garra e estiver um pouco mais inspirado que o oponente.

VITÓRIA SEMPRE!

#nãocairemos!

Com outra alma, Vitória detona a Ponte Preta no Barradão!

Finalmente o Vitória deu um ar de sua graça e relembrou sua característica tradicional de jogo: velocidade, técnica e letalidade dentro do Barradão. Com outra alma, esta com senso de luta, doação e raça, o rubro-negro envolveu a Ponte Preta desde o primeiro minuto, fulminando o adversário ainda no primeiro tempo quando abriu 3×0, com dois gols do centroavante colombiano Santiago Tréllez e um do menino Neílton, tão sacaneado por Alexandre Gallo. O time voltou mais relaxado para a etapa final, o que permitiu uma leve reação pontepretana, mas o resultado final garantiu o segundo triunfo do Leão como mandante e o 4º ponto dos últimos seis pontos disputados, coincidindo com a volta de Vágner Mancini ao comando técnico da equipe!

Primeiro Tempo Arrasador – Diferente das últimas apresentações, quando o adversário sempre abria o placar, logo aos 2 minutos da partida o Vitória teve uma falta próximo a linha de escanteio. Na cobrança Neílton achou Santiago Tréllez, que com uma forte cabeçada, fez seu primeiro gol com a camisa do Vitória. Vitória 1×0. Jogando pra cima e pelos flancos, lembrando aquele time de 2008 com Marquinhos e Willians Santana, o rubro-negro envolveu a Ponte Preta e aos 12 minutos, o lateral esquerdo Juninho cruzou para a área, o veterano Rodrigo como uma batatinha esparramou-se pelo chão e Neílton, com categoria, dominou e bateu no canto esquerdo. Vitória 2×0! A Ponte estava perdida em campo e só chegava na base de bolas paradas! O castigo veio aos 35min quando David, que fazia uma boa partida, roubou a bola pelo lado esquerdo partiu pra cima e deu um passe açucarado para Santiago Tréllez soltar o rojão. Vitória 3×0!

Depois de partidas apagadas, enfim, Tréllez se destaca e faz 2 gols contra a Ponte.

Segundo Tempo Morno – Com o placar elástico e com o triunfo praticamente assegurado, o Vitória voltou disperso para a etapa final e pagou caro por isso. Por volta dos 3 minutos, Caíque Sá brincou na saída de bola, perdeu o domínio da pelota para Élton que soltou uma pedrada ao perceber a distração de outro Caíque, o goleiro. Por mais que o erro tenha surgido perto da região do meio de campo, pelo lateral direito, o goleiro tem que estar atento em 100% da partida e nisso o nosso goleiro comeu mosca, mas nada para jogar às traças. Fernando Miguel falha bisonhamente desde o ano passado e não vejo membros da imprensa ou da torcida atochar no gaúcho, mas o menino da base, 20 anos de idade, e que pode render milhões de reais para o Clube num futuro próximo, usam todo o ódio possível. Não entendo!

A torcida do ECV precisa parar com esta infeliz cultura de demonização precoce da base e paciência de monge tibetano a quem é de fora. O mesmo falo de David, que mesmo com deficiências gritantes na finalização e por ainda não ter uma regularidade confiável, é o cara de nosso meio e ataque mais incisivo, que parte pra cima, que se doa em campo e que está sempre contribuindo. Mas é alvo direto da cornetagem, seja aqui, no estádio ou nas redes sociais. Agora, por exemplo, quando Escudero tinha aqueles apagões e se escondia na ponta esquerda ninguém falava nada, pelo contrário, quando eu criticava aqui, eu era chamado de corneteiro e ainda criaram a figura do “jogador tático” para justificar a morosidade do ex camisa 11. É aquele negócio, o cara fala espanhol, tem cara de hipster gente boa, argentino, então vamos endeusar e nunca criticar. Mas se for da base tem que jogar como Pelé, Messi e CR7 todo jogo, sem direito a um jogo sequer de oscilação! O engraçado que o argumento “bufa” de “jogador-tático” nunca é utilizado para os meninos da base. #PARAREFLETIR!

Enfim, voltando ao jogo –  Depois de diminuir o placar, a Ponte Preta se assanhou em campo e passou a gostar do jogo. Aproveitando-se do desleixo do rubro-negro, a Macaca tentou explorar os francos através de Emerson Sheik e Lucca, além de esperar algum lampejo de Renato Cajá, que está se “aposentando” com 33 anos, tamanha a descendência deste jogador nos últimos 4 anos. O Vitória só voltou a ameaçar a Ponte aos 32 minutos, quando um cruzamento vindo da esquerda por parte de David, Trellez desviou de cabeça para André Lima, que exigiu elasticidade e reflexo do goleiro Aranha.

Com o triunfo, o Vitória foi a 16 pontos e se prepara para a difícil missão de encarar o milionário elenco do Flamengo, próximo domingo, às 11h, no Ninho do Urubu. Essa será, talvez, a partida mais difícil para o Leão pontuar, pois o Flamengo está jogando um futebol redondo e conta com vários jogadores interessantes, que estão numa fase espetacular. Um empate será bem vindo e um triunfo seria mais que mítico! Mas vamos lá!

Força, Fé e Foco!

Cruzeiro 0x0 Vitória | Empate heroico!

O Vitória foi a BH com o Brasil inteiro apostando na coluna 1 neste jogo e colocando vários atletas cruzeirenses pelos cartoleiros país afora. Com uma campanha pífia, notícia de crise política veiculada a nível nacional e um retrospecto completamente desfavorável como visitante tanto neste Brasileirão, quanto para o seu adversário, seria natural esperar uma derrota rubro-negra. Mas, o Leão mostrou uma atitude diferente dos outros jogos, encarou a Raposa com muita galhardia e foi até relativamente superior que o anfitrião na primeira etapa.

Já o Cruzeiro alternou bons e maus momentos na partida, talvez pelo excesso de mudanças feitas no time pelo treinador Mano Menezes, que sacou vários titulares. E quando passou a apertar mais, o time azul celeste parou em Fernando Miguel, que teve uma noite espetacular. O jogo poderia ter sido 2×2, ou com triunfo de 3×2 para um dos lados, devidos as chances desperdiçadas. Pelo lado do Vitória, faltou mais capricho na finalização de David nas duas grandes chances que teve. Pelo Cruzeiro, faltou sorte e inspiração de Sassá e Thiago Neves (que perdeu duas de cara para Fernando Miguel).

Os últimos 15 minutos finais da partida foram todos do Cruzeiro. Uma pressão intensa e que culminou com duas defesas de puro reflexo do camisa 1 do Leão e numa última chance rubro-negra por volta dos 40, quando David chutou muito mal depois de carregar pelo flanco esquerdo até a grande área, sem nenhum companheiro acompanhando a sua arrancada na vertical. Enfim, para um jogo dado como derrota certa da equipe visitante, e dada pressão que sofreu na reta final da partida, o placar em 0x0 foi, de certa forma, heroico.

O próximo desafio do rubro-negro será na quarta-feira, às 21h, no Barradão, quando enfrentará a Ponte Preta. E somente o triunfo é esperado por parte da torcida e diretoria leonina. Já são 5 jogos sem vencer em casa, quase um mês. Já está na hora de retomar o caminho dos triunfos e tentar sair desta zona de rebaixamento o quanto antes.

VITÓRIA SEMPRE!