Globo 1×2 Vitória | Começando com o pé direito!

Parte da torcida e imprensa malharam a exibição do Leão num jogo-treino às 15h30 de uma quarta-feira de sol escaldante, de um time que vinha de apenas 9 dias de treinamentos. Pregaram o caos, até de rebaixamento falaram. Como é difícil entender esta parte da torcida rubro-negra, tão açodada, exigente ao extremo, que olha o Vitória e enxerga um grande clube rico europeu, mas que pouco contribui sendo sócio ou frequentando melhor os jogos do Leão na temporada, ou adquirindo materiais oficiais. E na noite desta terça-feira, em sua estreia oficial na temporada 2018, o Vitória fez um jogo agradável, mostrando coesão, vontade e seriedade. O resultado não poderia ter sido diferente. Vitória 2×1 no Globo e começa a Copa do NE com o pé direito e já soma os seus três primeiros pontos.

Diferente de toda a carga negativa que li e ouvi de pessoas que foram ao jogo-treino, não achei, sinceramente, que o Vitória foi ridículo ontem tal qual o amistoso. Também não digo que foi brilhante, mas para o discurso que chegou até a mim e o que realmente eu notei, há um grande hiato! O Vitória, agora com 14 dias de retorno às atividades, fez o tradicional “feijão-com-arroz”, soube atacar o adversário na maior parte do tempo e soube anular o modesto, mas aguerrido adversário potiguar.

O primeiro gol surgiu logo aos 12 minutos, quando Fillipe Souto cruzou na área, Kanu apareceu como homem-surpresa e desviou de cabeça para Kieza, o K9, que executou a cabeçada seguindo a cartilha do matador, o goleiro fez a defesa parcial e Uillian Correia pegou o rebote e cravou o 1º gol oficial do Vitória em 2018. Vale destacar a boa movimentação de Kieza, mostrando realmente que ele quer recuperar o prestígio da época de sua contratação em 2016. Kieza correu muito no primeiro tempo e até voltou para marcar como fazia David, inclusive teve dois cruzamentos na nossa defesa que foram cortados pelo K9.

O Globo só passou a assustar o Rubro-Negro já no finalzinho da primeira etapa e em lances de bola parada, principalmente. E foi usando deste artifício que eles chegaram ao empate, quando Renatinho cobrou escanteio, Reinaldo cabeceou, Fernando Miguel fez a defesa, mas a bola se chocou com o lateral Lucas e entrou nas metas leoninas.

Veio o segundo tempo e o Leão continuava melhor que os anfitriões e novamente conseguiu seu gol no comecinho. Aos 9 minutos, o meia Yago fez um excelente cruzamento na área e Santiago Tréllez mostrou sua letalidade com uma forte cabeçada sem chance para o goleiro Dazaev. Vitória 2×1. E assim como ocorreu na etapa inicial, o Leão tinha melhor posse de bola e melhores chances de ampliar, mas Neílton e Uillian Correia desperdiçaram as melhores chances.

O Globo só voltou a dar um calorzinho também por volta dos 35min, quando eles tiveram boas chances para empatar, mas também não souberam aproveitar. Bom para o Vitória, que fez a sua lição de classe e garantiu o primeiro triunfo na competição, fazendo jus ao favoritismo não só da partida, como do grupo e da própria competição. O nosso próximo compromisso agora será pelo Campeonato Baiano, no domingo (21/01), às 18h30, quando enfrentaremos a Juazeirense.

Vitória Sempre!

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Salvo pela Chapecoense…

É muito triste constatar a que ponto o Vitória chegou nos dois últimos campeonatos brasileiros. Assim como ano passado, terminamos a competição sem ser rebaixado graças a incompetência dos adversários diretos na briga contra o descenso. Em 2016, o Internacional fez uma campanha pífia e chegou na última rodada precisando dar 5×0 e torcer para nossa derrota. Perdemos para o Palmeiras, em casa, e o Inter ficou no 1×1 com os reservas do Flu, no RJ.

Este ano a “salvação” do Vitória foi digno das forças sobrenaturais. Aos 46min do segundo tempo, Uillian Correia assinou sua “demissão por justa causa”, ao cometer uma penalidade máxima infantil no momento derradeiro da partida, Diego bateu e fez e antes mesmo de recomeçar a partida, o ex rubro-negro Apodi deu passe para Túlio de Melo fazer 2×1 para a Chapecoense, em cima do Coritiba, lá em Chapecó.

Os “deuses” do futebol resolveram agradar nossa torcida que lotou as arquibancadas do Barradão ontem. Nós, enquanto torcida, não merecíamos presenciar mais um rebaixamento mesmo. Apesar de termos um time xexelento, sem aquilo roxo e que só venceu TRÊS PARTIDAS em casa no BR17, fizemos nossa parte e botamos 15 mil nos últimos jogos do Barraquistão. Apoiamos e só vaiamos ou nos intervalos ou nos finais das partidas. Cantamos, vibramos, apelamos para superstição, com “camisa da sorte”, cueca, sentar no mesmo local do dia que o time venceu A, B e C. Enfim, nada pode ser atribuído à torcida em relação a esta campanha vergonhosa.

O JOGO – O Vitória até mostrou que poderia acabar de vez com este tabu de perder jogos em casa na última partida em luta contra o rebaixamento. Fez 1×0 com Carlos Eduardo aos 39min do primeiro tempo. Só que na volta para a etapa complementar, por orientação de Mancini, o time voltou a fazer o que fez contra o Cruzeiro, ou seja, passou a ceder a bola ao adversário, se encolher demais e precocemente e apostar tão somente em contra-ataques. Nosso treinador internalizou esta ideia de que nosso time não pode propor jogo e faz com que os adversários cresçam quando estamos com o placar favorável. E um a zero nunca é placar dilatado para se abdicar tão bruscamente do jogo como fez o Vitória. Além disso, nas raras vezes que atacamos o Fla na segunda etapa, Kanu e Patric perderam grandes chances e na única bola que foi na direção do gol, num chutaço de André Lima, o goleiro César fez uma defesa sensacional.

MANCINI MUDA ERRADO E O FUMO ENTRA – Nosso técnico jamais pode ser endeusado, colocado num pedestal e por isso ser inquestionável ou incriticável como muitos torcedores fazem. Temos que torcer pelo VITÓRIA e não botar pessoas acima do bem e do mal. Mais uma vez Vágner Mancini facilitou a vida pro adversário e quase rebaixou o Vitória. Na sua melhor partida pelo clube, Carlos Eduardo foi sacado para a entrada de André Lima, quando a opção mais coerente, ali, seria a saída de Danilinho. Nem vou me alongar sobre a entrada de Kieza como titular. O cara não fez nada o jogo todo, não deu um chute a gol, não deu uma cabeçada…Mancini e suas invencionices. Depois ele tirou Kieza e colocou Caíque Sá. O lateral, que está em queda absurda de rendimento, contribuiu decisivamente para a virada flamenguista. No gol de empate, ele tomou um drible desconcertante de Vinicius Junior e a falta que resultou o segundo gol foi dele, que minutos antes tinha perdido uma boa chance de gol. O Flamengo começou a explorar o lado direito de nossa defesa após a entrada do camisa 35. Somente quando estávamos abaixo da crítica em campo ele resolveu colocar Neílton, que deveria ter entrado desde o começo do segundo tempo, para buscar ampliar o placar e ter alguém rápido para puxar os ataques.

Mancini e Uillian Correia só não rebaixaram o Vitória ontem, por causa do gol espetacular e mítico da Chapecoense, que após 1 ano da tragédia que matou 19 atletas do seu elenco principal, mais o presidente e toda a comissão técnica, eles foram campeões catarinenses e se classificaram para a fase preliminar da TLA. Enquanto a gente, com muito mais grana, passou sufoco o campeonato todo e fomos salvos pelo time que teve que se reconstruir para esta temporada. A Chape deve ser modelo para os dirigentes do Vitória, os que querem algo para o clube e não os que querem algo do clube, é diferente!

O que Uillian Correia fez ontem é para não tê-lo em 2018. Jogo Decisivo, último lance, e ele bota a mão na bola. Ridículo.

Eu não sou maluco de não reconhecer os méritos de Mancini na retomada do Vitória na competição. Realmente, se a gente mantivesse aquela pífia média de pontuação do primeiro turno, chegaríamos a rodada 25 rebaixado. Ele teve sim méritos de reanimar a equipe, de conquistar triunfos inesperados fora de casa e ter dado a chance do time se livrar do rebaixamento, mas ele também contribuiu para a gente não ter se salvado antes, pela sua péssima leitura de jogo em várias partidas. Muitos jogos que não vencemos no Barradão foi pela má escolha do time inicial e das alterações promovidas por ele. Tivemos a chance de evitar aquela loucura de ontem se vencêssemos Avaí, Atlético-PR e Atlético-GO, todos com Mancini já no comando. Outra coisa, Argel ano passado teve 14 rodadas para salvar o time e salvou, praticamente, no penúltimo jogo, pois a vitória sobre o Coritiba que obrigou o Inter torcer pela nossa derrota contra o Palmeiras e dar 5×0 no Flu, mas eles empataram em 1×1. Este ano, Mancini teve 21 jogos para somar 34 pontos, ele somou apenas 31, ou seja, fez uma pontuação insuficiente para o objetivo. Conseguiu se livrar por menos por causa de incompetência maior dos concorrentes.

Portanto, a Mancini o que é de Mancini. Sou pelo justo. Ele teve muitos mais méritos do que falhas, mas as poucas falhas que ele teve contribuíram para a gente ter chegado na última rodada precisando de vencer e perdemos. Só que o Sobrenatural de Almeida quis que a Chape fizesse aquele gol no fim da partida, garantindo a eles a Libertadores e a nós a “redenção”.

Confesso que não comemorei o não-rebaixamento como fez parte da torcida, que cantou e pulou. Gostei, claro, do gol da chape, mas saí do estádio cabisbaixo, incrédulo, desolado e realmente preocupado com o futuro do clube. Espero que o novo presidente eleito, no dia 13, faça o Vitória a ter participações mais honrosas e dignas na Série A. Apesar de tudo,

Vitória Sempre!

Em jogo louco, Vitória vira para 3×2, rebaixa a Ponte e só depende de si para ficar na Elite do Brasileirão

Que jogo maluco! Se no primeiro tempo foi de desespero e ranger de dentes da torcida rubro-negra, após ver a Ponte Preta abrir 2×0 com 15 minutos de bola rolando. O segundo foi de completa alegria para os Leões e de desespero, ranger de dentes e violência pela torcida pontepretana, que após a virada invadiu o campo e protagonizou cenas lamentáveis que teimam em se repetir aqui no Brasil. Por conta da balbúrdia instalada, o jogo ficou paralisado por quase uma hora até que o árbitro, em comum acordo com representantes da Federação Baiana, Paulista e da Segurança Pública, resolveu encerrar a partida por volta dos 37 minutos do segundo tempo.

O JOGO – Ratificando a sua insegurança e decisão sobre qual formação tática e de quem comporia o time titular para este jogo decisivo, o técnico Mancini pagou caro por isso e foi, sem dúvidas, o maior responsável por um primeiro tempo tétrico do rubro-negro. Primeiramente, ele iria com Willian Farias de titular após quase 6 meses sem jogar, num jogo com clima tenso, que prometia muita pegada e lances duros, mas o ex-capitão sentiu no aquecimento. Daí ao invés dele lançar José Welisson, que vinha atuando bem e pegando ritmo de jogo, ele preferiu a improvisação de Ramon na volância, que apesar de ter feito boas partidas como tal, ficou incoerente quando se tinha um volante nato para a posição. Para piorar, a escolha de Mancini deu com os burros n’água. Ramon fez um péssimo jogo, tanto é que foi logo trocado por Carlos Eduardo. Antes, aos seis minutos, em uma falha grotesca de marcação da zaga, Lucca recebeu cruzamento na área e bateu forte sem chance para Fernando Miguel, numa rebatida errada de Wallace, que voltou a errar minutos depois ao fazer um pênalti infantil em Léo Artur. Na cobrança, Danilo Barcelos descolocou Fernando Miguel. Ponte Preta 2×0.

Com dois a zero com menos de 20 minutos de partida foi natural a Ponte se acomodar em campo, ter maior posse de bola, domínio de jogo e botar o Vitória na roda. O ranger de dentes de nossa torcida pelas redes sociais pegava fogo e a raiva tomava conta de meu cabeção, onde todos os pensamentos de serial killer apareciam no meu cérebro em cima das escolhas erradas de Mancin; das limitações deste elenco 2017 e da falta de brio destes jogadores num duelo importantíssimo. O caos parecia já confirmado, quando o ex-zagueiro do Leão, em 2011, Rodrigo exerceu o cargo de proctologista de forma indevida e sem a anuência do “paciente” Trellez e, por isso, foi corretamente expulso.

Milagrosamente, o colombiano teve o sangue frio de não revidar o estupro sofrido, com um soco bem no meio da fuça deste zagueiro em crepúsculo de carreira. Eu sendo Tréllez, acusaria Rodrigo de estupro mesmo, afinal este conceito foi ampliado (ou só vale para as mulheres?). Na sociedade atual, se um homem fizer isso com uma mulher qualquer sem anuência da mesma, com certeza será acusado de estupro, afinal foi um toque invasivo numa região íntima sem o consentimento da pessoa em questão.

A expulsão do zagueiro-proctologista desestruturou a Ponte Preta. Até o final do primeiro tempo só quem atacava com mais perigo era o Vitória, que perdeu grandes chances com David, Tréllez e Yago, mas a reação só veio mesmo no segundo tempo, quando o Vitória voltou com uma postura muito mais agressiva e vertical. Por volta dos 8 minutos, Carlos Eduardo bateu o escanteio, Danilinho desviou e André Lima diminuiu o placar. No minuto seguinte, em um contra-ataque insinuante, Santiago Tréllez arriscou de fora de área, a bola desviou na zaga e encobriu Aranha. 2×2.

A partir do empate rubro-negro, a torcida pontepretana já deixava claro o que poderia acontecer. As vaias, os xingamentos e o clima bélico tomaram conta das arquibancadas do Moisés Lucarelli e depois do Leão ter perdido várias chances com Danilinho, Tréllez e André Lima, em outro contragolpe saiu o terceiro gol. Lançado pela ponta direita, aos 36 minutos, o ex miúdo-maravilha do Galo e do Football Manager, Danilinho, entrou na grande área e cruzou rasteiro para Tréllez, descontar com gol, a bulinada que tomou. Vitória 3×2. Isto foi um jab no queixo dos pontepretanos que, revoltados, derrubaram parte de um dos alambrados e invadiram o campo de jogo, causando pânico aos atletas e à equipe do PFC Premiere. O jogo ficou paralisado por cerca de 50 minutos, até a arbitragem dar a partida por encerrada, já que não tinha mais clima para a retomada e por já ter se passado dos 30 min da etapa final.

Ivã de Almeida renuncia no intervalo e Vitória vira o placar. O curioso deste domingão foi que, apenas 24h depois da AGE que aprovou o prosseguimento das investigações por uma Comissão de 5 pessoas sobre Gestão Temerária do presidente licenciado, ele resolveu renunciar em uma carta entregue às 16h45 ao Presidente do Conselho Deliberativo, Paulo Catharino Gordilho Filho. Era o final do 1º tempo e o placar era de 2×0 para a Ponte Preta. A notícia travou muito smartphone aí pelo volume de comentários nas redes sociais e na sequência o Vitória construiu a sua virada, o que para muitos foi um sinal de que assim como era com Carlos Falcão, o azar e a zica faziam parte de Ivã de Almeida. E goste você ou não de misticismo, este fato da renúncia de Ivã no momento em que o Vitória estava praticamente rebaixado e o término do jogo em 3×2 para nós, após sua carta-renúncia, já faz parte dos anais do Misticismo Popular da Bahia.

Agora basta o Leão vencer o Flamengo para permanecer na Série A do Brasileirão sem depender de ninguém. Com um empate ou derrota ainda poderemos ser salvos, mas aí ficará dependendo dos resultados envolvendo Sport, Avaí e Coritiba (que perdeu ontem e entrou na ciranda macabra do rebaixamento).

A dívida é dele também, sim senhor!

Não fiz o pós o jogo do jogo da Chape porque estava possesso e iria destruir Vágner Mancini aqui e ainda tínhamos o jogo do Cruzeiro pela frente, onde o time poderia fazer o dever de casa e seguir sem tanta pressão para as duas cartadas finais. Mas ontem, ao sair do Barradão com uma raiva de seiscentos demônios do Egito Antigo ainda me deparei com uma declaração infeliz do Sr. Rebaixamento, onde ele tira o dele da reta e bota a culpa na diretorias e técnicos anteriores a sua chegada. Nunca fui este fã de Mancini, sempre falei das limitações dele seja aqui ou em qualquer outro clube. Ele sempre começa bem e termina mal, sempre começa fazendo aquela fumaça boa e sai com o time em baixa. Típico! Típico!

O Sr. Rebaixamento (que está perto de conseguir seu 5º rebaixamento da Série A para a B) disse que a dívida (já assumindo o rebaixamento 2017) não é dele, que essa conta não é dele. Não é dele, uma caceta ereta! Ele assumiu pela enésima vez o Vitória em 25 de julho deste ano, estávamos entrando na 17ª rodada, ou seja, ele teve até agora 19 jogos (21 com a Ponte e Flamengo) para fazer ao menos 34 pontos e salvar o time do rebaixamento. Teve chances de ouro dentro de casa para chegar agora com o time livre do descenso e perdeu todos por culpa exclusiva do pragmatismo dele, onde ele vendo que a mesma formação que rendia fora de casa, não rendia dentro e não soube dar o ajuste necessário e insistiu até o talo com a formação 4-3-3, com um meio de campo aberto e sem a proteção ao setor defensivo.

Além disso, inflamado pelos “baluartes” conhecedores do ludopédio de nossa imprensa inventou-se o dogma que o Vitória só sabe jogar defensivamente, dando a bola pro adversário e que tinha que fazer isso até no Barradão. Grande parte da torcida, como marionetes típicas, repetem isso como mantra e vimos o Vitória se comportar como um time pequeno dentro de casa, mas sem o vigor e força de luta dos times pequenos. Por isso perdemos pontos preciosos, EM CASA, para Avaí, Atlético Goianiense, Atlético-PR (chegamos a colocar 2×1 e o adversário na lona), Chapecoense, Fluminense e São Paulo. Olha só, destes seis jogos citados se o Sr Rebaixamento conseguisse apenas 3 vitórias (Avaí, Chape e Atl-PR), ou seja, 50% de rendimento estaríamos agora com 49 pontos e livres desta tormenta. Então descarto completamente o discurso sacana dele, onde ele tira o dele da reta.

É salutar sim a recuperação do clube na competição na sua volta, sobretudo nos jogos fora de casa. Mas ele jogou tudo isso fora ao NÃO SABER MONTAR O TIME PARA VENCER OS CONCORRENTES DIRETOS, ser teimoso e somente agora na reta final parou de jogar com o time no 433, botando agora mais um volante no meio de campo. Mancini teve 21 jogos (já contando com as duas próximas rodadas), 63 pontos, para fazer 34 e parece que não vai conseguir. Sem falar que muitos radialistas perguntaram em várias coletivas se ele iria pedir reforços à diretoria e ele desconversou em todas. Portanto, ele dispensou reforços pontuais.

Mancini quis confiar neste elenco viciado e mimado por vontade própria, então não me venha agora tirar o seu da reta e jogar a culpa nos problemas extra-campo de ordem da política do clube não. Ivã de Almeida e Cia se mostraram imprestáveis mesmos, amadores e que começam a pipocar situações que até posso apontar como malversação dos recursos financeiros do clube, mas em sua chegada Mancini falou de blindar o grupo contra isso e que a partir daquele momento, fatores externos ao campo não iriam mais influenciar o time nos jogos.

Falando brevemente dos dois últimos jogos – Contra a Chapecoense ele já começou errado em retomar o time no 433 quando o rubro-negro mostrou uma qualidade absurda contra o Palmeiras na formação em que povoava melhor o meio de campo. O time abriu 1×0, cinco minutos depois sofreu o empate em bola parada e no segundo tempo adotou o dogma de “entregar” a bola pro adversário e tomamos uma pressão danada até sair o gol da virada da Chape, em novo lance de bola parada. Além disso, com o time perdendo por 2×1 e precisando vencer para ficar mais aliviado na competição, ao invés de colocar peças ofensivas como Neílton, Danilinho ou Carlos Eduardo, ele colocou dois zagueiros (Renê Santos e Alan Costa). Vale lembrar que Bruno Bispo jogou demais contra o Grêmio (time muito mais forte e na casa deles), mas no jogo contra a Chape ele volta com Alan Costa, que não vinha jogando há muito tempo por deficiência técnica. Olha que falta de coerência, ele botou um zagueiro ruim e sem ritmo de jogo, numa partida de chuva torrencial e no primeiro ataque direto, Alan Costa tomou uma bola nas costas e se não fosse Fernando Miguel seria o terceiro gol da Chape.

Já ontem contra o Cruzeiro, ele voltou com a formação que deu um calor no Palmeiras, mas a equipe não rendeu o esperado. Os nossos volantes não estavam inspirados e ele demorou demais para fazer as mudanças na equipe. Saímos na frente aos 20 min com DAVID em cobrança de pênalti e bastou estar com o placar na frente, para o Vitória, talvez pela repetição da ideia de jogo do treinador, passou a abdicar do jogo e deu todo o campo do mundo para o Cruzeiro. O rubro-negro quis jogar no contra-ataque perigosamente porque quis. Se jogasse nesta ideia, mas marcando forte e encurtando os espaços, tudo bem, mas não, o Leão marcava no olhômetro e dando espaço para os mineiros, que passaram a gostar do jogo e se estivessem inspirados viraria para 3×1 ainda no primeiro tempo. Pra acabar de vez, no segundo tempo Mancini colocou outro volante (Ramon), Neílton e André Lima. Com um buraco no meio de campo e sem ninguem para armar não vimos Neilton e Andre Lima produzirem nada. Enfim, claro que a maior culpa do jogo de ontem foi a desinspiração dos jogadores em campo, mas Mancini contribuiu também ao demorar de fazer as mudanças e ainda de recuar o time muito cedo!

A dívida também é sua sim, Mancini! Não fuja da responsabilidade não. Senhor Rebaixamento.

Pontinho precioso e abrindo distância para o Z4

O Vitória foi valente ontem à tarde e, mesmo com um a menos por quase 35 minutos do segundo tempo, saiu de Caxias do Sul com um empate em 1×1 com o Grêmio e segue sendo um adversário difícil de ser batido como visitante. Mais uma vez a tática de jogar fechadinho e à base de contra-ataques foi utilizado pelo técnico rubro-negro e rendeu bons frutos, sobretudo no primeiro tempo quando o Leão abriu o marcador aos 16 minutos, numa bela troca de passes de David e Neílton, que culminou na assistência milimétrica para a finalização de Patric.

Pena que poucos minutos após fazer 1×0, o rubro-negro cochilou e sofreu o gol de empate quando a bola foi cruzada na área para Fernandinho cabecear sem chance para Fernando Miguel. Com o empate ainda no primeiro tempo, o jogo ficou muito disputado e parelho, com mais predominância do Grêmio em nosso campo de defesa, o que já é uma constante em jogos do Vitória fora de Salvador. E para não perder o costume, no finalzinho da etapa inicial, por volta dos 43 minutos, Neilton perdeu um gol de cara num rebote dado por Paulo Victor e o camisa 10 chutou pra fora. Se Neílton acertasse metade das grandes chances que ele teve estaríamos numa situação muito mais confortável, com certeza!

O segundo tempo foi basicamente a mesma coisa, com o Grêmio tentando de toda maneira virar o placar, com o Vitória se defendendo como pode e buscando matar o jogo nos contra-ataques, sem sucesso desta vez. É certo que se a equipe gremista tivesse mais inspirada o triunfo deles seria questão de tempo. O goleiro Paulo Victor não foi muito exigido na etapa final e na jogada mais agressiva que tivemos que culminou no segundo gol de Patric foi invalidado por Caíque Sá, que deu a assistência para o camisa 29, estar impedido no lance.

De qualquer maneira, o empate foi um pontinho precioso e com a derrota do Sport para o Atlético-GO por 2×0 em Goiânia, o Leão abriu 3 pontos e 1 vitória de vantagem na frente do rubro-negro pernambucano. O próximo jogo do Vitória será contra a Chapecoense na quinta-feira, jogo duríssimo, pois a chape também está na luta contra a degola e é um time chato demais em seu mando de campo. Precisaremos suar mais e igualar na raça e na vontade de vencer. E quem sabe reprisar o triunfo maiúsculo do ano passado, quando o Vitória aplicou 4×1 em tarde inspirada de Marinho e Kieza? Porém, sendo humilde, um triunfo de 1×0 com gol de bufo-bufo aos 47min do segundo tempo será tão gostoso como dar um 7×3 numa sardinha aê na Arena Fonte Nova! #PAZ!

Vitória Sempre!

O Barradão Voltou!

Finalmente o torcedor rubro-negro pôde sair das dependências do Manoel Barradas feliz, alegre, bem humorado e com confiança renovada. O Vitória foi magnifico no primeiro tempo e fez 3×1 no Palmeiras para a surpresa de muita gente do eixo sul-maravilha e para boa parte de nossa torcida que temia – de certa forma – esta partida, devido aos momentos completamente distintos na competição. O Leão Baiano fez de um previsto osso duro de roer um verdadeiro mamão com açúcar. Chuuuupa Sílvio Mendes da Desgraça! Respeite o Vitória, seu patife!

Com foco, seriedade e faca nos dentes, o rubro-negro doutrinou os porquinhos com um futebol ofensivo, veloz e vertical. Desde o pontapé inicial o time leonino mostrou que não tava afim de ser mais uma vítima palmeirense. Logo aos 3 minutos em boa jogada de ataque, Patric deu o primeiro susto em Fernando Prass com um forte chute cruzado tirando tinta da trave direita do arqueiro da equipe paulista, após cruzamento de Geferson espalmado por Prass. Na sequência, o menino David mostrou seu poder de criação ao puxar o ataque, passou para Patric que cruzou rasteiro, Tréllez dominou e rolou para Yago abrir os trabalhos. Vitória 1×0.

Depois de 3 meses, o torcedor rubro-negro, enfim, voltou a comemorar um triunfo no Barradão.

Depois do inesperado gol sofrido, o Palmeiras tentou responder rápido se lançando mais ataque e caiu na armadilha montada por Mancini desde a sua volta, o contra-ataque em velocidade e na vertical. Em uma tentativa de lançamento ao ataque, o zagueiro Wallace cortou de cabeça da intermediária, e sem querer virou uma grande assistência para Tréllez, que mostrou toda a sua ginga colombiana, fez o drible de corpo para cima do zagueiro Juninho e rumou-se pra frente do gol e com a frieza típica de quem entende da posição, largou o doce entre as pernas de Fernando Prass. Vitória 2×0. Torcida Rubro-Negra em festa, imprensa paulista e torcida palmeirense querendo entender tudo aquilo. Afinal, o “pobrezinho” Vitória abria 2×0 sobre o engomado Palmeiras em menos de 15 minutos.

Após levar o segundo gol, o Palmeiras mostrou equilíbrio emocional e não se deixou por rogado, tentava à todo custo correr atrás do prejuízo e cinco minutos depois conseguiu dar um ânimo à sua torcida quando Keno fez salseiro na ponta direita e cruzou para o baixinho Dudu, sem temer desmanchar seu cabelinho com gel, diminuir. E quem não mostrou equilíbrio emocional foi nosso time, que logo na saída de bola perdeu o domínio e o Verdão quase empatou com Erik numa bobeira gigantesca de nossa defesa. Por sorte, a bola foi pra fora! Daí em diante, o jogo ficou mais parelho com o Vitória levemente superior. A confirmação da superioridade rubro-negra foi evidenciada aos 39min quando em novo ataque puxado por David, a bola ricocheteou na defesa palmeirense, sobrando para Yago, que com categoria, tirou de Tche Tche e soltou um petardo sem chance para o goleiro. Vitória 3×1 e Festa no Barradão!!!

Segundo Tempo Se no primeiro tempo fomos arrasadores, o mesmo não se pode dizer do segundo. O Palmeiras veio no veneno e o Vitória recuou demais. O resultado foi uma pressão dos seiscentos demônios da Tasmânia. Sem medo de errar foram 45 minutos se defendendo das investidas palmeirenses. Só que a sorte estava do nosso lado e o Palmeiras parecia bastante “desinspirado”, pois os chutes e cruzamentos tentados não assustaram Fernando Miguel, exceto o petardo de Roger Guedes já no finalzinho da partida que bateu forte no travessão, o que poderia ter sido apenas o segundo gol, sem maiores danos. Enquanto o rubro-negro só teve uma grande chance na etapa final, que foi aos 3 minutos, quando Yago bateu falta na área e Tréllez cabeceou firme, exigindo agilidade e reflexo de Prass, que mandou para escanteio.

Mas gente, que pressão tenebrosa do Palmeiras no segundo tempo! Que bom que eles não estavam com os pés calibrados. E Mancini ainda achou pouco e testou os nossos corações quando botou o sempre estabanado Renê Santos no jogo. Ainda tivemos um jogador injustamente expulso (Uillian Correia). Por sinal, que arbitragem tendenciosa ontem né? O paraense Dewson parece que veio disposto a ajudar o Palmeiras e ficou super revoltado pelo nosso time ter feito o placar em 3×1 de forma tão avassaladora. O segundo tempo todo, ele só enxergava faltas à favor do time paulista, em que ele punia logo com cartão amarelo e fazia vistas grossas às do Palmeiras sobre a gente. Só Mayke levou cartão amarelo pelo time paulista, quando outros jogadores palmeirenses cometeram outras faltas passíveis de cartão e que ele simplesmente mandou seguir.

Acostumado a ser coadjuvante, Yago teve sua noite de protagonismo contra o Palmeiras.

São estes tipos de coisa que me fez, lá no finalzinho da infância e início da adolescência, parar de vez em acompanhar os times do eixo. O Palmeiras e outras grandes equipes do RJ-SP-MG-RS já possuem melhores patrocínios, mais atenção dos programas esportivos “nacionais”, melhores condições financeiras e ainda são beneficiados sucessivamente, ano a ano, pela arbitragem, em duelos contra equipes consideradas “menores”. Isso é um abuso, um desrespeito ao Esporte e ao jogo limpo. Não queremos ser beneficiados, mas também não queremos ser prejudicados. Chega dessa parcialidade na arbitragem brasileira!!!

Por fim, grande triunfo e que nos enche de orgulho e renova nossas esperanças. Agora pra fechar com chave de ouro, que belas partidas de Patric, Geferson, Wellison, Yago e Santiago Tréllez, hein galera? Para mim ontem foi a melhor atuação de Geferson no Leão. Será que já aquele tipo de atuação pra renovar contrato? E Patric que vinha sendo uma lástima foi um dos grandes destaques ofensivos, além do herói improvável da noite que foi Yago. Além disso, alguém sentiu falta de Neílton?? Acho que já deu pra entender que dá pra ser feliz sem o famigerado 4-3-3 e que Neilton não pode ser titular absoluto se não estiver produzindo a contento.

Vitória Sempre!

Alguém explica esse nosso time bipolar?

Diferentemente de nossos cronistas esportivos baianos e de um punhado de torcedor que se deixa se “emprenhar” pelos ouvidos, por estes, e que repetem o mantra de que há algo sobrenatural, culpando o espaço físico do Barradão, além dos metidos a torcedor-superior que apontam para terceiros (que não conhecem nem nome, nem história de vida) como os pés-frios. Eu prefiro seguir com fatos concretos, palpáveis e objetivos, sem firulas, sem valorização a “misticismo” babaca, supérfluo e inócuo. A culpa das seguidas derrotas do Vitória em casa neste Campeonato Brasileiro não é do Estádio Manoel Barradas, nosso mando de campo há 22 anos¹, não é do bairro Nossa Senhora da Vitória (antiga Canabrava) e tampouco é de “pés-frios anônimos”. A culpa é exclusiva dos jogadores, pois são eles os protagonistas que podem, de fato, modificar o resultado da partida e, de certa forma, do treinador, pois cabe a ele escalar os 11 titulares, montar a tática e fazer os ajustes necessários durante os jogos.

Pois bem, na minha visão crítica eu já passo a criar o conceito de que estes jogadores estão se acomodando demais nos triunfos fora de casa e jogam no Barradão completamente desleixados, sem foco, sem tesão e como sabem que a imprensa e boa torcida tão se apegando em misticismo idiota para justificar as derrotas em sequência no Barradão, eles [malandramente] estão usando estes fatores subjetivos e sobrenaturais como escudo contra as críticas e as cobranças. Há também neste elenco, jogadores que gostam de baladas, e nestas paradas das Datas/FIFA para as seleções, os farristas devem entrar na esbórnia completa e voltam meio que “ressaqueados” ao batente.

Outra hipótese minha, mas que confesso que é meio absurda, é que este elenco não gosta da própria da torcida e faz questão de sacaneá-la. Gostaria que alguém me explique, sem valorização de fatores sobrenaturais e sem esta minha tese meio absurda, este comportamento bipolar do time, que fora de casa segue à risca as orientações de Mancini e jogam bem atentos e dentro de casa joga como se fosse aquele baba de fim de semana entre Solteiros x Casados antes do churrascão regado a cerveja e outros aperitivos.

Também rejeito o “argumento-padrão” de nossos cronistas esportivos que vem cravando como um axioma ou dogma de que o time não sabe jogar propondo jogo e só sabe jogar à base de contra-ataques. O jogo contra o Botafogo no RJ mostrou que a gente sabe sim jogar encurralando o adversário. Propomos ou não propomos o jogo no segundo tempo? Nossa virada não saiu justamente depois de vários e consistentes lances de ataque à defesa botafoguense? Fora que DOMINAMOS o Avaí e boa parte do Fluminense e perdemos por falhas individuais tanto no ataque como na defesa. Estou mentindo? As exceções foram contra o São Paulo e Sport, ontem, quando não jogamos patavinas.

Bem, no primeiro tempo de ontem, o Sport que não vencia há 9 jogos partiu pra cima de nossa defesa e aceitamos tranquilamente. Voltamos a dar muito espaço ao adversário, assim como no jogo do São Paulo e não assustamos Magrão. Em todo o primeiro tempo, só demos um chute a gol através de cobrança de falta de Fillipe Soutto. Isso não é postura de time que quer vencer e que sabia que o jogo de ontem era crucial para se afastar do Z4 e atolar o Sport na zona de rebaixamento. O Sport, que já tinha chegado com Mena e André (numa cabeçada em que Caíque salvou de maneira extraordinária) chegou ao seu gol numa excelente cobrança de falta de Diego Souza, aos 45min.

Chegou o segundo tempo e a postura do rubro-negro baiano era a mesma da etapa inicial:  maresia, sono, letargia, falta de tesão. É inadmissível a postura deste time dentro de casa, por isso que eu comecei a confabular esta tese de que parece que é de propósito. Mas vou tentar internalizar que é mais por se exaltar demais nos triunfos fora de casa, que dão um relaxamento absurdo nos jogos do Barradão. Magrão novamente não foi acionado a fazer grandes defesas. E para variar Neílton e David não produziam nada, sendo que o camisa 10 tava num cai-cai irritante e que ele que deveria sair e não David, que mesmo indolente lá na frente, tava acertando mais que o rabisco mal feito de Neymar. O castigo veio aos 20 minutos, num contra-ataque fatal do Sport em que Diego Souza puxou pela esquerda e tocou, de boa, para o colombiano Reinaldo Lenis fazer 2×0. Aí depois de sacanear a torcida à exaustão, o Vitória conseguiu seu gol com Tréllez aos 38min, que não valeu nada, a não ser para aumentar a quantidade de gols de nosso melhor centroavante estrangeiro após Aristizábal (2002)².


¹ Conto como mando de campo oficial do Vitória o ano de 1995, apesar do Barradão ter sido inaugurado no final dos anos 80.

² Ricky (nigeriano) e Fischer (argentino) são os melhores centroavantes estrangeiros na história do Vitória. Victor Hugo Aristizábal é o terceiro em minha opinião, por sua marcante passagem na temporada 2002, quando foi artilheiro do Leão em todas as competições disputadas naquele ano. Tal feito fez ele parar no Cruzeiro e ter sido campeão e artilheiro do Brasileirão de 2003.