VITÓRIA vs GUARANI | “Nova Casa” pra escrever uma nova história

O Vitória volta a campo hoje depois de 10 dias de folga e retorna em mando de campo diferente. A partir das 16h30 deste sábado, o rubro-negro fará da Fonte Nova sua nova morada pelos próximos três anos, num forte e acirrado trabalho do presidente Paulo Carneiro, que teve de falar grosso e expor a falta de isonomia do Consórcio para o rubro-negro, além de uma incrível omissão da parte pública da PPP, ou seja o Governo do Estado, que pareciam estar disposto a ceder o estádio, de graça, para as sardinhas. Precisou PC e Fábio Motta esbravejarem na mídia essa jogada obscura para enfim, o contrato de Vitória e Arena sair da impressora. Ponto para o presidente, ponto para a diretoria. A Arena Fonte Nova não é do Esporte Clube Bahia e mesmo com a concessão em PPP por 25 anos, o equipamento continua sendo público e tem que estar disponível para toda e qualquer agremiação esportiva baiana, registre-se!

Com a mudança para a Arena, os planos do SMV tiveram várias e significativas mudanças, principalmente no valor, o que encareceu bastante e esta é a parte negativa do fato. O presidente do clube acha que ser popular é antiquado, ao passo que parece idealizar o Vitória como em seus primórdios, em que a maioria de sua torcida e, principalmente, os dirigentes viviam encastelados na Barra, Graça e Corredor da Vitória. Com os valores que estão aí eu não tenho mais condição de ser sócio-torcedor e quando analiso o que o clube dá em troca ao seu torcedor, com o que cobra financeiramente do associado, eu vejo um grande hiato e que não vale a pena se associar.

Não esqueçam de montar seu time no cartola nesta rodada. O mercado fecha às 15h. Eu sigo na liderança da nossa liga!

E se eles exigem visão de empresa na relação com o torcedor, o torcedor também pode fazer o mesmo e, como cliente, analisar o custo/benefício de se associar e decidir se vale ou não a pena, se está no patamar ideal ou aceitável. Afinal, torcida e clube (cliente x produto) tem que ser uma estrada de mão dupla. Já foi o tempo de se exigir associação apenas por amor! O torcedor quer ver títulos, quer ver um time forte em campo, que jogue bola, que dê entusiasmo, que o time lhe devolva alegria, êxtase e momentos de prazer. E isso o torcedor rubro-negro não vê desde o final da temporada de 2013, quando o clube terminou a Série A em 5º lugar. Abre um parênteses para a temporada 2015, quando o clube fez uma bela Série B, subindo em terceiro lugar.

Enfim, o Leão encara hoje o lanterna Guarani na Arena Fonte Nova, que pelo burburinho deve pegar uns 20 mil de público nesta tarde e tem tudo para somar mais três pontos. Ao passo que o Vitória está invicto há sete jogos e em flagrante ascensão na competição, o Guarani está em último lugar e vem à Salvador com três desfalques (Bady, Bruno Lima e o atacante Marquinhos, ex-Vitória). O técnico Carlos Amadeu tem tudo pra confirmar que mudou o astral do Leão, se não inventar na escalação e nas alterações ao decorrer da partida. Os jogadores não podem achar que apenas por misticismo da Arena (ao lembrar da campanha de 2015) já entrará em campo vitorioso. Tem que jogar com seriedade, foco e disciplina. O Guarani está mal na temporada, mas não vai querer perder todas as partidas e muito menos deseja retornar pra Série C. Que neste retorno à Arena, o Vitória faça da nova casa uma forma de escrever uma nova história, não só nesta Série B como retomando a hegemonia estadual e regional dos anos 90/2000.

VITÓRIA SEMPRE!

#vamovirarojogo